quinta-feira, 3 de julho de 2014

Pará paga a conta, diz secretária da SEICOM

Em extraordinária matéria do Jornal "O Liberal" A Secretária da SEICOM aponta importantes análises sobre o papel que desempenha o Estado do Pará no equilíbrio das contas do Brasil. 













Foto arquivo SEICOM/2014 







terça-feira, 1 de julho de 2014

Vida de Secretária não é fácil

A Secretária de Indústria, Comércio e Mineração,  Maria Amélia Enríquez viajando de carro para participar de agenda do Governo do Estado em Marabá, assim in locus constata o estado em que se encontra a reconstrução da ponte de Moju. 


21:50 ainda na Estrada....

23:50 chegando em Marabá.



Foto/ Elíelton Amador

Foto/ Elíelton Amador

Foto/ Elíelton Amador

Foto / Ma. Amélia Enríquez

Foto / Ma. Amélia Enríquez

Hoje uma onça vai beber água




Na Agência de Inovação Tecnológica da UFPA lançado Prêmio Benchimol da Amazônia


Abertas inscrições para prêmios de incentivo ao empreendedorismo

São os prêmios Professor Samuel Benchimol e Banco da Amazônia.
O edital é aberto e contempla com o valor de R$ 65 mil por categoria.



Do G1 Pará e www.universitec.ufpa.br 
Prof. José Rincon Ferreira Coordenador do Prêmio 
Inscrições abertas para os Prêmios Professor Samuel Benchimol e Banco da Amazônia de Empreendedorismo Consciente, que têm o objetivo de promover a reflexão sobre as perspectivas econômicas, tecnológicas, ambientais, sociais e o empreendedorismo voltado para o desenvolvimento da Amazônia - com inovação voltada para a sustentabilidade da região. O edital é aberto e contempla com o valor de R$ 65 mil por categoria.

“O objetivo principal é estimular e premiar projetos de inovação ou empreendedorismo. É também reconhecer a importância do trabalho desenvolvido na região”, destaca José Rincon Ferreira, coordenador do Prêmio Professor Samuel Benchimol desde o seu lançamento – há 11 anos. O edição deste ano foi lançado no auditório da Universitec, a Agência de Inovação Tecnológica da UFPA.

Emanuel Adilson Souza Serrão, membro da comissão, também reforçou o benefício da participação. “As propostas são importantíssimas e participar e divulgar é altamente significativo. Só a participação no prêmio já dá visibilidade, um salto qualitativo de retorno e o respaldo de que se está no caminho certo. No âmbito da universidade, é interessante concorrer e apresentar propostas, trocar informações e interagir”.

A UFPA, por meio da Universitec, faz parte da comissão julgadora - que atualmente tem 35 membros - devido a sua importância em difundir, estimular e apoiar no empreendedorismo. “O Banco da Amazônia tem contribuído para realinhar a cultura do empreendedorismo com inovação pautada na sustentabilidade, e o prêmio vem com a mesma proposta. Isso tem tudo a ver com a Universitec, que é a célula propulsora da inovação da região”, explicou o gerente de Programas Governamentais do Banco da Amazônia, Oduval Lobato Neto.

Em média, por edição, são submetidas 400 propostas anuais e a UFPA tem uma participação expressiva da comunidade acadêmica, inclusive alguns premiados. São principalmente pesquisadores e empresas incubadas pelo programa de Incubação de Empresas de Base Tecnológica (PIEBT), como a Amazon Dreams, Sianz e Chamma da Amazônia – citadas como exemplo por Rincon Ferreira.

Conheça as categorias

Prêmio Professor Samuel Benchimol
Projetos de Natureza Ambiental: contempla projetos que tenham o objetivo de mostrar como ambiente pode ser utilizado de forma racional e responsável.

Projetos de Natureza Econômico-Tecnológica: contempla projetos que tenham o objetivo de incentivar a realização de projetos que beneficiem a economia regional e as estruturas produtivas da Amazônia durante ou após a sua execução, a realização de projetos econômicos que aproveitem comercialmente o uso sustentável da biodiversidade da Amazônia, promovendo a conservação da floresta.

Projetos de Natureza Social: contempla projetos que tenham impacto positivo no tecido social, gerando externalidades que melhorem as condições e a qualidade de vida da população amazônica.

Personalidade Amazônica: Agracia personalidades do meio amazônico, que se destacam em ações de desenvolvimento sustentável.

Prêmio Banco da Amazônia de Empreendedorismo Consciente
Empreendedorismo Consciente: incentiva a concepção de soluções criativas, inovadoras e estratégicas, conciliando os aspectos econômico, social e ecológico.

Suporte ao Desenvolvimento Regional: incentiva a realização de projetos que estimulem a criação de empresas na Região Amazônica, com estratégias inovadoras de atuação.

Empresa na Amazônia: premia empresas que sejam importantes no fortalecimento de cadeias produtivas.

Serviço
Os prêmios são instituídos pelo Ministério do Desenvolvimento Indústria e Comércio Exterior – MDIC, em parceria com a Confederação Nacional da Indústria – CNI, o SEBRAE Nacional, o Banco da Amazônia, entre outros. As inscrições podem ser submetidas até o dia 5 de setembro pelo site:www.amazonia.mdic.gov.br

Tiro pela culatra

Partido de Maluf abandona Padilha para apoiar Skaf em SP


O presidente nacional do PP, senador Ciro Nogueira, confirmou nesta segunda-feira, 30, ao Broadcast Político, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado, que foi comunicado que o diretório estadual da legenda apoiará a candidatura de Paulo Skaf (PMDB) ao governo paulista.

Segundo Nogueira, foi o próprio presidente estadual do partido, deputado Paulo Maluf, quem avisou sobre a mudança.

O presidente não soube dizer, porém, qual será o posto ocupado pelo PP na chapa peemedebista.

"Não conversamos sobre isso, até porque eu sou contra (aliança com o PMDB)", disse Nogueira.

O apoio do PP paulista a Skaf é uma reviravolta na relação entre a legenda e o candidato Alexandre Padilha (PT).

O presidente estadual da legenda, deputado Paulo Maluf, chegou a declarar publicamente o apoio a Padilha em um encontro entre dirigentes das duas siglas, no dia 30 de maio.

Na ocasião, Maluf chegou a dizer que repetiria com Padilha a foto da campanha de 2012, com o então candidato à prefeitura, Fernando Haddad, e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

No mesmo evento, Padilha disse que a relação do PP com o PT em São Paulo era sólida.

segunda-feira, 30 de junho de 2014

Aloysio, o vice de Aécio, foi guerrilheiro importante na ALN de Marighella

O senador Aloysio Nunes Ferreira Filho, anunciado hoje como candidato a vice-presidente na chapa de Aécio Neves, foi um militante importante da Ação Libertadora Nacional.




A ALN foi a maior organização armada no combate à ditadura instaurada no Brasil em 1964. Seus líderes eram o ex-deputado Carlos Marighella, fuzilado em 1969, e o jornalista Joaquim Câmara Ferreira, morto na tortura em 1970.

O jovem Aloysio migrou do Partido Comunista Brasileiro, do qual Marighella havia sido um dos dirigentes, para a ALN.

Universitário, presidiu o prestigiado Centro Acadêmico XI de Agosto, da Faculdade de Direito da USP.

Na célebre instituição de ensino do Largo São Francisco, estudaram mais de dez guerrilheiros da ALN que integraram grupos de fogo comandados por um técnico em mecânica (Marcos Antonio Braz de Carvalho) e um operário (Virgílio Gomes da Silva).

Aloysio é mencionado em sete páginas do meu livro “Marighella – O guerrilheiro que incendiou o mundo'' (Companhia das Letras).

É impossível conhecer a trajetória do senador ignorando seus tempos de luta armada.

Ele participou em agosto de 1968 do legendário assalto ao trem pagador Santos-Jundiaí. Dirigiu um dos carros em que os guerrilheiros que entraram no trem fugiram em seguida. Portava uma carabina. Coube a Aloysio levar o dinheiro arrecadado, como conto em detalhes na biografia de Marighella.

Era com Aloysio que Marighella viajava quando soube que o congresso da União Nacional dos Estudantes havia sido descoberto em Ibiúna (SP), resultando em centenas de presos.

Outra função de Aloysio era transportar Marighella _o líder da ALN não sabia dirigir.

Até hoje seus detratores pensam desqualificá-lo apresentando-o como “o motorista de Marighella''.

Em outubro de 1968, Aloysio esteve na ação que resultou no roubo de um carro-pagador da Massey Ferguson.

Em 1969, Aloysio mudou-se para Paris, onde se transformou no principal quadro da logística da ALN na Europa.

Na década de 1970, ele regressou para o PCB, do qual sairia para o PMDB e, mais tarde, para o PSDB, partido no qual milita hoje.

O senador considera que a guerrilha foi um erro.

Mas nunca se declarou “arrependido'' das lutas que travou contra a ditadura.

Que eu saiba, há ex-militantes da ALN em oito agremiações: PT (a maioria expressiva), PSDB, PDT, PSB, PV, PSOL, PPS e PTB.

Dilma Rousseff, que postula a reeleição, militou em organizações guerrilheiras, mas não na ALN.

A presidente e seus companheiros afirmam que a jovem Dilma não participou de ações armadas, versão reforçada pela documentação histórica conhecida.


Mário Magalhães/UOL

FOLHA ataca de novo





sábado, 28 de junho de 2014

Secretária da SEICOM, assessores de imprensa e técnicos da Secretaria visitam Jornal "O Liberal"

Visita protocolar que durou mais de duas horas de conversa sobre temas diversos. Entretanto o que predominou foi o desenvolvimento do Pará, o Plano de Mineração e as enormes possibilidades do Estado continuar o caminho de desenvolvimento sustentável. 


Fonte: O Liberal 

quarta-feira, 25 de junho de 2014

Le Monde: Improvisação e simpatia salvam a Copa do Mundo no Brasil



Improvisação, alegria, paixão pelo futebol e simpatia
formam as condições ideais para a aparição do "milagre brasileiro" durante a Copa do Mundo, de acordo com reportagem publicada nesta segunda-feira pelo jornal francês "Le Monde".

Se a perspectiva para o Mundial era o caos, com manifestações violentas, infraestrutura do país em colapso e ameaças de revolta contra a entidade que organiza o evento - a Fifa -, o desdobramento dos fatos se mostrou amplamente favorável à competição.

"Chame-o de milagre brasileiro. Há três meses, vários problemas e temores cercavam a realização da Copa do Mundo no Brasil: estádios inacabados ficariam vazios, movimentos sociais atrapalhariam a realização do evento, o transporte público provocaria o caos (...) As preocupações parecem ter desaparecido com o início da cerimônia de abertura. Depois de pouco mais de uma semana de competição, a catástrofe anunciada não ocorreu", afirma a publicação.

O jornal lembra que há problemas estruturais no Brasil da Copa, mas que o bom humor e a receptividade do brasileiro compensam. Se por um lado a rede telefônica falha, turistas são recebidos com sorrisos. Se o engarrafamento é inevitável, o estrangeiro poderá entrar no clima da competição ao observar as ruas pintadas de verde e amarelo. Além disso, a presença e a festa nos estádios é animadora.

A reportagem cita alguns exemplos de falhas na organização do evento, como fios desencapados em estádios, invasão de torcedores chilenos e argentinos no Maracanã e as filas intermináveis para os torcedores adentrarem as arenas. Até Pelé, que não acompanhava um jogo de futebol pelo rádio desde 1950, foi prejudicado pelo estrangulamento do tráfico viário: preso em um engarrafamento em São Paulo, só conseguiu assistir na TV o segundo tempo do jogo do Brasil contra o México.

"Antes do início da Copa, um dos líderes do comitê organizador respondeu às críticas sobre a organização do evento: 'Na pior das hipóteses, vamos improvisar'. Não sem sucesso. É o milagre brasileiro", diz a reportagem.

segunda-feira, 23 de junho de 2014

Do lado da Presidenta Dilma, Sarney é vaiado no Amapá

Sarney é vaiado no Amapá em entrega do Minha Casa, Minha Vida


MACAPÁ - Em um ato repleto de apoiadores do governador do Amapá, Camilo Capiberibe (PSB), para entrega de unidades habitacionais do Minha Casa Minha Vida, os beneficiários do programa vaiaram o senador José Sarney (PMDB-AP), que vai ser candidato à reeleição neste ano.

A plateia gritou “fora Sarney” por quatro vezes, quando o senador apareceu no telão ao lado da presidente Dilma Rousseff na entrega de uma das casas e, depois, quando foi anunciado para subir ao palco. O coro só não foi maior do que aquele em favor do governador, aos gritos de “Capi” quando Camilo e seu pai, o senador João Capiberibe, tinham os nomes citados ou apareciam no telão.

Uma ala do PT sentada à frente, na parte destinada às autoridades, tentou puxar por seis vezes o coro “olê, olê, olê, olá, Dilma, Dilma”, mas não foi acompanhada pelo resto da plateia.

O PT entra como vice na chapa de Capiberibe, mas, com a decisão de Sarney de concorrer à reeleição, é pressionado pela direção nacional a mudar de lado para apoiar a chapa do pemedebista, que vai ter o ex-governador Waldez Góes (PDT), preso durante a campanha de 2010, candidato novamente ao governo.
Por Raphael Di Cunto | Valor

domingo, 22 de junho de 2014

Em bom português. Isso é para todo mundo ouvir!


“Há dois caminhos a serem seguidos quando um projeto tão promissor como o liderado pelo governador (Simão Jatene) começa a sofrer ameaças: ou você atira pedras ou você apoia.

Em bom português. Isso é para todo mundo ouvir!



Mais de mil pessoas, entre elas 11 prefeitos do sul do Pará, participaram na noite de ontem, 20, do anúncio da coligação entre os partidos PSC e PSDB, pela qual o deputado federal Zequinha Marinho (PSC) compõe como vice a chapa liderada por Simão Jatene, pré-candidato à reeleição pelo PSDB. O evento também reuniu dezenas de vereadores, vice-prefeitos, ex-prefeitos e lideranças comunitárias e líderes religiosos de todos os 20 municípios da região, realizado numa sede particular no município de Xinguara.


A aliança entre o PSDB e o PSC foi a responsável por reunir uma diversidade tão grande de políticos e representantes de diferentes segmentos sociais. Até mesmo membros de partidos adversários na atual conjuntura política paraense compareceram ao local para cumprimentar o governador Simão Jatene, que chegou ao evento na companhia do deputado federal Wandenkolk Gonçalves, do senador Flexa Ribeiro e do vice-governador Helenilson Pontes. “Há quem pense que trata-se de um convite recente, mas na verdade este mesmo convite já havia sido feito muito antes, o que mostra ser o meu apreço, respeito e consideração pelo sul do Pará antigo e recorrente”, falou Jatene em seu pronunciamento.


O deputado federal Zequinha Marinho mostrou-se entusiasmado e confiante com a aliança. “Há dois caminhos a serem seguidos quando um projeto tão promissor como o liderado pelo governador (Simão Jatene) começa a sofrer ameaças: ou você atira pedras ou você apoia. E nós, do PSC, resolvemos apoiar com unhas e dentes para que o desenvolvimento do Estado permaneça no caminho certo”, destacou, durante o pronunciamento, Marinho.


O Liberal. 22/06/2014 


SEICOM. Ações estratégicas para o desenvolvimento do Pará - "Nossos únicos inimigos são a pobreza e desigualdade". SIMÃO JATENE


Agenda positiva ressalta importância de agregação de valor na cadeia produtiva e promoção do empreendedorismo. 



Fonte: SEICOM/PARÁ 

sábado, 21 de junho de 2014

Lema do PT: Dilma vai mudar porque deu certo




Engolfada por uma onda de impopularidade, a pior que seu governo já enfrentou, Dilma Rousseff é relançada à Presidência como a mudança de si mesma. Lula e o PT informam que o primeiro mandato de Dilma deu muito certo. Deu tão certo que terá de mudar. A única crise que o país enfrenta é de semântica. Mas isso será rapidamente solucionado quando João Santana puder explicar na propaganda eleitoral o que é “dar certo”.

O povo anda meio irascível. Ouvida pelos institutos de pesquisa, mais de 70% da sociedade cobra mudanças. Lula e o PT avaliam que a sociedade está correta, muito correta, corretíssima. O que está errado é o mau humor da sociedade. A irritação da sociedade só existe porque a elite e a mídia golpista desinformam o país. Logo, logo João Santana revelará toda a verdade: depois que Lula e Dilma inventaram a felicidade, a sociedade exige ficar ainda mais feliz.

A reeleição de Dilma é o passaporte para a felicidade, informam Lula e o PT. A satisfação plena pode ser apalpada no slogan da campanha: “Mais Mudanças, Mais Futuro”. Ah, o futuro! Um espaço impreciso que a propaganda se encarregará de tornar concreto. Grande sacada do João Santana! No futuro cabe tudo. O futuro não pode ser cobrado. O futuro não pode ser conferido.

Os pessimistas decerto perguntarão: que fim levou 2011, futuro de 2010? E 2012, futuro de 2011? E 2013, futuro de 2012? E o que será de 2014, ainda tão presente e já premido pela visão do pretérito passando? Lula e o PT, otimistas a mais não poder, respondem: com Dilma, a sociedade não perde por esperar. Ganha. No momento, a sociedade flerta com a alternância do poder. Mas João Santana demonstrará que é tolice fixar um prazo para a felicidade. Vem aí Lula-2018.

Josias de Souza




PT oficializa candidatura de Lindbergh Farias ao governo do Rio e apoio a Romário ao Senado pelo PSB



RIO - Sem a presença do candidato Lindbergh Farias, o PT do Rio encerrou na manhã desta sexta-feira a convenção regional que ratifica a candidatura do senador ao governo do Estado. O evento durou menos de 10 minutos e aconteceu no auditório da sede do partido, com cerca de 50 lugares, a porta fechadas, sob a liderança do presidente regional, Washington Quaquá.

Além de Lindbergh, não estavam presentes lideranças regionais, como a ex-governadora e deputada Benedita da Silva e o vice-prefeito Adilson Pires, coordenador regional da campanha à reeleição da presidente Dilma Rousseff no Estado. A imprensa foi convidada a aguardar do lado de fora do auditório.

A indicação de vaga para o Senado para o deputado e ex-jogador Romário, que é do PSB, foi aprovada na convenção do PT e a expectativa é que Lindbergh irá ao PSB para confirmar o convite no início da tarde. A convenção do PSB do Rio é neste fim de semana.

O PT do Rio está dividido entre a candidatura própria e o apoio ao PMDB do governador Luiz Fernando Pezão, também candidato.


(Renata Batista | Valor )

PT. Nosso olhar não é a aldeia, é a eleição presidencial


Aqui somos aldeia....

PT deve fechar alianças com partidos de oposição

BRASÍLIA - A Executiva Nacional do PT irá decidir na próxima quinta-feira sobre coligações regionais de última hora do partido para este ano. O PT poderá fechar alianças com candidatos de partidos que fazem oposição no plano nacional.

Já está praticamente definido o apoio petista à candidatura ao Senado do deputado Romário (PSB), que em troca apoiaria formalmente a candidatura ao governo do Rio de Janeiro do senador Lindbergh Faria (PT). A atual candidata a vice na chapa de Lindbergh, a deputada Jandira Feghali (PCdoB), deverá se candidatar a um novo mandato na Câmara.

No Pará, o PT discute a entrada do DEM na chapa majoritária indicando um candidato a vice para o pemedebista Helder Barbalho, candidato a governador. A sigla poderá apoiar candidatos do PV em Tocantins e Sergipe.

“Nosso olhar não é a aldeia, é a eleição presidencial e compor com partidos que tem outro candidato a presidente em alguns estados converge para isso”, disse o deputado estadual Durval Angelo (MG), que participou nesta sexta-feira da reunião do Diretório Nacional do PT em Brasília.

A Executiva Nacional deverá ainda intervir na formação de alianças no Amapá e no Maranhão, para forçar o apoio local ao PMDB do senador José Sarney (AP) e seus aliados. O partido cogita lançar candidatura própria ao governo no Espírito Santo, já que o ex-governador Paulo Hartung (PMDB), que era o cabeça de chapa, demonstra maior interesse em disputar um novo mandato ao Senado. Também serão arbitradas alianças no Rio Grande do Norte, Amazonas, Rondônia e Alagoas.

(César Felício e Cristiano Zaia | Valor)

“Se em 2002 a esperança venceu o medo, desta vez a verdade vai vencer a mentira e a desinformação”


Se existe desinformação não é culpa da oposição. Resulta cômico terceirizar a responsabilidade sobre a informação, como se fosse a oposição que governasse. 



BRASÍLIA  -   - A presidente Dilma Rousseff afirmou, logo após ser proclamada candidata à reeleição por aclamação pelo PT, que “o Brasil quer seguir mudando, pelas mãos daqueles que já provaram que tem capacidade de transformar”. Com queda na aprovação popular, Dilma inicia a campanha tentando dividir com a oposição o desejo de mudança já manifestado pelo eleitorado em pesquisas de opinião. O tom do discurso de Dilma foi belicoso. “Se em 2002 a esperança venceu o medo, desta vez a verdade vai vencer a mentira e a desinformação”, afirmou. 

Dilma disse que governou em um cenário de crise econômica internacional, que semeou nos países “uma avassaladora desesperança”, da qual o Brasil teria escapado. “O Brasil soube defender como poucos países o que é mais importante: o emprego e o salário do trabalhador”. A presidente definiu como “completamente desastrosa” as políticas de ajuste fiscal, alta de juros e privatizações que foram adotadas por “eles”, em uma referência ao governo de Fernando Henrique Cardoso (1995-2002). 

A presidente afirmou que a Petrobras está fortalecida e citou como realizações o modelo de partilha do pré-Sal, as políticas de cotas raciais, os programas de ensino técnico (Pronatec) e o programa Mais Médicos. “Não fui eleita para trair a confiança do meu povo e para arrochar o salário do trabalhador. Não fui eleita para vender o patrimônio público e colocar de novo o país de joelhos. Esta não é minha receita”, disse. 
Por César Felicio e Raymundo Costa | Valor



quarta-feira, 18 de junho de 2014

A verdadeira ROJA é Chile!








O 10% não deu





Mensalão volta a assombrar o PT


A três meses e meio da eleição, dirigentes do PT avaliam que nunca antes, desde 2005, os efeitos do mensalão se fizeram sentir sobre o partido como agora, nas eleições de 2014. A situação é atribuída sobretudo ao desgaste produzido pelo julgamento da Ação Penal 470, entre agosto e dezembro de 2012.

Foram 53 sessões do Supremo Tribunal Federal (STF), transmitidas ao vivo pela televisão, que expuseram as vísceras do PT e do governo Lula. Em 2013 foram à pauta os embargos infringentes, sem tanta audiência quanto o julgamento da AP 470, mas o bastante para enxovalhar a imagem do partido mais popular do país. Dirigentes históricos foram presos.

Nas duas eleições realizadas desde então (2006 e 2010), Luiz Inácio Lula da Silva foi reeleito e elegeu Dilma Rousseff sucessora. Ambas decididas no segundo turno. Os efeitos do mensalão foram moderados na eleição para a Câmara, em 2006 - o partido caiu de 91 para 83 deputados, mas se manteve entre os grandes da Câmara.

Partido avalia que só agora sente efeitos da Ação Penal 470

No período que antecedeu o julgamento da AP 470 - a ação do mensalão -, a direção do PT bem que tentou transformar o escândalo numa página virada. Acabou aprisionada no discurso de que os acusados de participar do esquema tiveram um julgamento político. Não funcionou.

Prova disso é que o presidente do STF e relator da AP 470, Joaquim Barbosa, tocaiado pelo PT durante todo o julgamento, é o segundo mais influente cabo eleitoral do país. Segundo a última pesquisa Datafolha, 36% dos entrevistados responderam que votariam num candidato indicado por Lula, enquanto 26% apoiariam um nome apoiado por Barbosa - a ex-senadora Marina Silva (PSB, ligada ao Rede Sustentabilidade) ficou em terceiro com 18%.

Em algum momento do processo eleitoral de 2014, o PT julgou que poderia eleger uma superbancada para a Câmara dos Deputados. Houve quem falasse em 130 deputados federais. Mas isso foi antes de junho de 2013, quando a presidente Dilma ainda sustentava índices de aprovação na casa dos 57%.

Na esteira do mensalão, o PT perdeu alguns de seus principais puxadores de votos, como José Dirceu, João Paulo Cunha e José Genoino, em São Paulo. O partido agora aposta no ex-presidente do Corinthians, Andrés Sanchez, para puxar votos no Estado. Mas por enquanto ele é apenas isso mesmo: uma aposta.

Com a queda de Dilma nas pesquisas e Lula no banco de reservas, cada vez com menos chances de entrar em campo no lugar da presidente, o PT se articulou para construir pelo menos uma fortaleza em um dos três maiores colégios eleitorais do país: São Paulo, Minas Gerais e Rio. Se perder a eleição presidencial, o governo de um desses três Estados será importante para a reestruturação do partido. Basta lembrar que São Paulo e Minas é que asseguraram a sobrevivência do PSDB, nesses quase 12 anos de exílio do governo federal.

Não é à toa que o PT comprou uma briga com o PMDB, no Rio de Janeiro. Pelas pesquisas conhecidas, o senador Lindbergh Farias tem hoje tanta possibilidade de se eleger para o governo do Estado quanto seus principais adversários do PMDB (Luiz Fernando Pezão) e do PDT (Anthony Garotinho). Mas quando Lula abraçou o nome de Lindbergh, no ano passado, o PT tinha uma expectativa mais otimista em relação à candidatura do ex-presidente da UNE.

A avaliação sobre as possibilidades de Alexandre Padilha, na disputa pelo governo de São Paulo, também já foi melhor. Ele corre o risco o até de ser largado ao mar, se Paulo Skaf comprovar que pode ser o nome dos partidos aliados no segundo turno.

Em nenhum Estado o PT é o grande favorito. A exceção é Minas, o único dos três maiores colégios eleitorais em que lidera as pesquisas. O que não deixa o PT mais otimista em relação ao futuro de seu candidato, o ex-ministro Fernando Pimentel. Natural. Em Minas, o apoio de Aécio Neves (PSDB) tem tudo para ser decisivo na eleição para o governo.

Dilma foi muito pressionada por uma parte do PT a prestar solidariedade aos réus do mensalão, mas manteve-se à distância, baseada nas pesquisas. Entre partidos aliados do governo, avalia-se que o PT também "puxa" Dilma para baixo, nas pesquisas.

O mensalão é só o eixo. Há o escândalo envolvendo a Petrobras, mais recente, e outros que só agregaram valor à associação feita da imagem do PT com a corrupção. De Erenice Guerra, acusada de tráfico de influência quando Dilma ainda era candidata, ao deputado André Vargas (PT-PR), que não consegue explicar sua relação com o doleiro Alberto Youssef, passando pelas consultorias do ex-ministro Antonio Palocci.

A direção do PT já se deu conta do estrago que o tema corrupção, um dos estandartes das manifestações de junho passado, pode representar nas eleições. A palavra de ordem de Lula é para o partido é dar respostas imediatas às denúncias, como aconteceu recentemente com o deputado André Vargas, "convidado" a se desfiliar do partido (O PT fez isso com Delúbio Soares, no escândalo do mensalão, mas depois readmitiu o seu ex-tesoureiro). Luiz Moura (PT-SP), flagrado numa reunião com um integrante da facção criminosa PCC, foi suspenso.

A questão da corrupção, parece ser mais latente em São Paulo, onde o partido enfrenta outros problemas, como a rejeição à administração do prefeito Fernando Haddad. Impressionam os índices de São Paulo, medidos pelo Datafolha. O secretário-geral do PSD, Saulo Queiroz, ficou particularmente intrigado com as simulações de segundo turno. Dilma perde até para Eduardo Campos, por 43% a 34%. "Estes números não teriam grande significado se na lista de primeiro turno a disputa trouxesse uma informação de razoável equilíbrio", analisa. "Não foi o caso. Na lista plena Campos teve apenas 6% de indicação".

O senador Aécio Neves (PSDB), o candidato no encalço de Dilma, já tenta tirar proveito dessa situação. Numa comparação de sua candidatura com a de Eduardo Campos, o tucano disse que ele é o "adversário histórico do PT". Campos, até bem pouco tempo, convivia sob o mesmo teto com Lula e a presidente Dilma.

Raymundo Costa é repórter especial de Política, em Brasília. Escreve às terças-feiras

E-mail: raymundo.costa@valor.com.br

segunda-feira, 16 de junho de 2014

Marina critica coligações a 6 dias de selar aliança PSB-PSDB em SP




“Não estou nem aí”

Barbosa sobre debate de cotas no Judiciário


BRASILIA - Após sua última sessão como presidente do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), o ministro Joaquim Ba rbosa, que também preside o Supremo Tribunal Federal (STF), disse não estar “nem aí” sobre a continuidade de uma discussão sobre cotas para negros e índios no Judiciário - assunto que entrou em pauta na sessão desta segunda-feira com uma pesquisa sobre os juízes brasileiros.

“Não sei e estou de saída. Es ist mir ganz egal (em tradução livre do alemão, ‘para mim, tanto faz’). Não estou nem aí”, declarou o ministro, batendo as mãos uma contra a outra, em gesto de indiferença. A resposta ocorreu ao ser indagado se o primeiro Censo do Judiciário, divulgado nesta segunda-feira pelo CNJ, poderia resultar em políticas de cotas para negros e índios nos tribunais brasileiros.

A pesquisa mostrou que apenas 1,4% dos juízes brasileiros são negros e 0,1% indígenas. Outros 14% declararam-se pardos e 82,8%, brancos. O censo foi feito justamente para embasar um pedido de providências sobre cotas no Judiciário.

Barbosa também se recusou a fazer um balanço sobre sua gestão à frente do CNJ. Segundo ele, há balanços de ordem financeira, orçamentária, administrativa e disciplinar. “Infelizmente vocês nunca querem saber”, disse a jornalistas ao deixar sua última sessão como presidente. Barbosa se aposenta como ministro do STF no fim de junho.

Por Maíra Magro | Valor

sábado, 14 de junho de 2014

No maior colégio eleitoral do Brasil aliança PMDB/PT melou.


PMDB oficializa a candidatura de Paulo Skaf ao governo de São Paulo



SÃO PAULO - O PMDB homologou no início da tarde deste sábado a candidatura de Paulo Skaf ao governo do Estado de São Paulo.
Foram 599 votos no total, com 596 votos a favor da chapa de Paulo Skaf para governador e três votos em branco. De acordo com a organização, 8 mil pessoas passaram pela convenção desde o início da votação, às 8 da manhã.

Segundo Paulo Skaf, presidente licenciado da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) há uma “mudança de polarização” entre as forças políticas paulistas após 20 anos.

O candidato do PMDB ao governo de São Paulo disse ser natural que o governador Geraldo Alckmin, do PSDB, esteja em primeiro nas pesquisas. Mas Skaf ressaltou a mudança de foco dos eleitores em relação às legendas, com o PMDB na briga direta pelo posto no lugar do PT, ao se referir às recentes sondagens que o colocam em segundo lugar na preferência do eleitorado.

Segundo o peemedebista, a campanha tem três meses para definir o quadro e levar o pleito a um segundo turno. Perguntado sobre as adesões de outros partidos, Skaf citou o Pros e o PDT e disse aguardar novas alianças.

Quebra de tradição

Em seu primeiro discurso como candidato do PMDB ao governo do Estado de São Paulo, Skaf afirmou que o partido “quebra uma tradição”. O candidato se refere à possibilidade de o PMDB enfrentar o PSDB nas próximas eleições, no lugar do PT. “A história nova já começou”, disse.

Skaf centrou o discurso na defesa das áreas de educação, saúde, segurança e transporte público. Afirmou que “sonha” em ter escolas em que as crianças aprendam e os professores sejam valorizados e que a educação seja referência internacional.

“Que o povo sinta segurança e seja respeitado quando precisar de atendimento médico”, disse. Em relação às obras do Metrô de São Paulo, “Não queremos 1,5 quilômetro por ano, queremos 70 quilômetros, que foram feitos em quatro décadas, em quatro anos”, disse.

Por Flavia Lima | Valor



quarta-feira, 11 de junho de 2014

Discurso histórico


Discurso do Cristovam Buarque na convenção do PDT com com a posição contraria à chapa PT-PMDB em 2014.




COMPANHEIRAS E COMPANHEIROS BRIZOLISTAS

Hoje, é um dia em que já não cabem propostas.
Estamos aqui para ratificar uma decisão já tomada pelo Partido desde o final de 2006, quando aceitamos trocar nossas propostas e nosso ideário por um ministério no governo recém-eleito e contra o qual vínhamos fazendo oposição desde o tempo de Brizola. Nestes quase dez anos, a decisão de continuar no governo foi mantida todos os dias. Atravessamos os escândalos no governo, inclusive no nosso ministério, sem uma crítica, uma autocrítica, nem ao menos uma análise sobre o que acontecia no País, no governo e em nosso partido. Assistimos a timidez das políticas sem oferecer propostas mais ousadas.
Ninguém pode negar avanços sociais e econômicos ao longo deste período. Mas não deveríamos deixar passar os equívocos, por omissão e por ação. Apesar de avanços no número de alunos no ensino superior fechamos os olhos à falta de prioridade à educação de base; não podemos deixar de elogiar programa como “mais médicos”, mas criticando o caos na saúde pública; tínhamos obrigação de denunciar a corrupção; não podíamos nos calar diante do desastre criado pelo aparelhamento de nossas estatais, especialmente da Petrobrás, símbolo do progresso, do potencial e do engenho brasileiro, criada por nosso maior líder que foi Getúlio Vargas; calamos diante da violência nas ruas; assistimos passivamente, arrogantemente, as manifestações do povo nas ruas.
Chegamos a 2014 com o partido entregue ao governo. O povo está nas ruas e nós lutando por um quartinho no fundo do palácio.

Nem ao menos dedicamos um minuto para pensar por que o povo está nas ruas, por que seu descontentamento e o que fazer para o Partido reencontrar sua aliança com o povo e com a história.
Para ficar no governo de hoje, abandonamos a história.
Sobretudo, não estamos levando em conta o esgotamento do atual modelo.
As bases do rumo que o Brasil segue desde 1994 estão esgotadas, enferrujadas.
Por vinte anos baseamos nosso destino na busca do:

- crescimento econômico tradicional,
- do controle da inflação,
- da transferência assistencial de rendas para os mais pobres,
- da democracia parlamentar.

O crescimento tradicional se esgotou.
É irresponsabilidade histórica continuar insistindo no rumo de uma economia baseada na exportação de bens primários e na produção de bens industriais dos anos 50 e 70. Ainda mais, para manter o governo nem tomando decisões muito arriscadas:
- gasta R$ 170 bilhões por ano de incentivos fiscais;
- aceita elevados déficits sistemáticos em conta corrente, além de déficit na balança comercial, o que não acontecia desde 2000;
- comemora o perfil de nosso produto que nada tem da economia do conhecimento que caracteriza o mundo de hoje;
- vê a economia se desindustrializando sem fortalecer um setor de criação de economia do conhecimento;
- incentiva e induz uma economia baseada no aumento do consumo à custa da necessária poupança para a construção do futuro;
- temos uma taxa de poupança interfira 13%, a menor taxa entre os países representativos da economia mundial, provocando o pequeno crescimento do nosso PIB e sacrificando o futuro;
- não consegue domar os juros, nem a inflação;
- temos uma das piores posições do mundo na classificação de competitividade;
- comemora-se sermos o sétimo PIB, já fomos o 5º, sem perceber que per capita estamos em 54ª posição e no Índice de Desenvolvimento Humano em 85º lugar, nosso PIB pode ser grande, mas é velho e mal destribuído.
- nossos preços sobem em taxas que assustam a população, com medo da carestia.
- o mercado de trabalho (bandeira historicamente ligada ao PDT): está aquecido (com taxa de desocupação em 7,1%), mas a qualidade do emprego está muito aquém do que o Brasil precisa.
Os postos de ocupação criados têm baixo salários, implicam em altíssima rotatividade e estão em geral ligados a atividades no setor de serviços (em geral com baixa produtividade). Além disso, há um número muito elevado de pessoas que não procuram emprego: Estima-se que 62,6 milhões de brasileiros estão fora da força de trabalho. São pessoas na idade de trabalhar, mas que não estão ocupadas nem procurando emprego.
A base para a manutenção da estabilidade monetária se esgotou.
Nos últimos anos houve um relaxamento nas âncoras que mantém a estabilidade de preços. Os gastos públicos têm previsões muito preocupantes para o futuro próximo. A âncora cambial se esgota, devido ao seu impacto negativo sobre nossa competitividade internacional. Somos obrigados a elevar taxas de juros. A lei de responsabilidade fiscal vem sendo desrespeitada.
A base das transferências assistenciais está se esgotando.

O programa de bolsas tem um papel fundamental na necessária generosidade para enfrentar a pobreza extrema de milhões de nossos compatriotas excluídos do essencial para a sobrevivência. Mas sem a garantia de escola de qualidade ele virá um programa assistencial, não um programa transformador social. O programa de transferência de renda completa vinte anos desde seu início, com características educacionais, em um governo do PT com a participação do PDT em Brasília; 15 anos desde sua expansão para todo o Brasil. Graças ao governo Lula e Dilma a ampliação permitiu atender praticamente todos que dela precisam. Sem esta ampliação o quadro da pobreza teria continuado da forma assustadora e vergonha-se do passado. Mas esta base social das últimas décadas demonstra esgotamento estrutural pela incapacidade de oferecer uma porta de saída clara e eficiente que faça com que nenhum brasileiro precise mais dela;
O governo não tem sido capaz, nem demonstra compromisso em transformar os “beneficiários de bolsas” em “geradores de renda”.
Vale lembrar, que apesar de seu pequeno custo como proporção do PIB, apenas 0,5%, hoje 76% da receita federal vão para gastos de transferências de renda, no lugar de investimentos para gerar renda. E esta proporção cresce de maneira que nos próximos dez anos o governo estará completamente esgotado em suas finanças, se esta população não migrar da necessidade de bolsa para a geração de renda.

Nossa democracia se mostra não apenas esgotada, mas viciada.

Esgotada pelos vícios da corrupção generalizada em todos os setores da sociedade, muito especialmente no comportamento político:

- com regras eleitorais atreladas ao poder econômico e que dificultam renovação;
- sem estratégia para o longo prazo e viciado no imediatismo;
- sem uma vida partidária, sem identidades ideológica e moral;
- totalmente pragmática e desprogramática;
- com tolerância à corrupção;
- sem uma convivência estável entre os três poderes.

Em consequência, uma democracia desacreditada e desmoralizada como o povo demonstra nas ruas. Vivemos uma guerrilha organizada pelas redes sociais, sem lideranças, sem programas, sem partidos; com manifestações, que unem desiludidos e desesperados, capazes de inviabilizar o bom funcionamento da sociedade e criando um caldeirão propício para tentativas autoritárias, vindas de quem está no poder ou de quem faz oposição; e sem prioridades comprometidas com a transformação social, que deve ser a obrigação de todo partido progressista como o nosso, criado sob a liderança de Brizola.
Companheiros e companheiras, nos últimos meses discute-se qual será o legado a ser deixado pela Copa do Mundo. É cedo para saber se qualquer dos legados prometidos serão cumpridos:
- se os estádios serão pagos pelo setor privado;
- se haverá melhoria substancial na mobilidade social e por que esta melhoria precisava de uma Copa, uma vez que todos os recursos e decisões de investimento são nacionais;
- se haverá uma elevação da renda que compõe os gastos.

Mas, desde já pode-se dizer que um legado da Copa foi a descoberta pelo povo de que além da corrupção no comportamento dos políticos, há também uma corrupção na definição das prioridades, optando-se por investimentos para o presente dos ricos, sem compromissos com as transformações estruturais, sociais, econômicas, culturais que o País precisa para seu futuro e nossa população pobre precisa para ser incluída definitivamente, estruturalmente, sem necessidade de transferência de renda.

O povo descobriu que nós, os políticos e nossos partidos não estamos sintonizados com o espírito das ruas. Apesar disso, ruas não entraram em nossas análises para a decisão que tomaremos nem na definição das prioridades que deveríamos levar ao governo que nos propomos continuar apoiando.

Repito, o poder está nas ruas e nós estamos buscando um quartinho no palácio.

Esgotamento das bases do modelo de desenvolvimento e funcionamento da sociedade e da economia está provocando uma implosão.

O futuro está implodindo no vergonho estado de nossas escolas, mesmo depois de 12 anos de governo do PT e 8 de nossa participação nele. As tentativas de erradicação do analfabetismo e as mudanças na educação de base iniciadas em 2003, inclusive com o programa Escola Ideal para implantação de horário integral pela federalização da educação de base, nos moldes defendidos por Brizola e Darcy, foram interrompidas a partir de 2004. A ideia de um programa de federalização entregue ao governo em Setembro de 2011 nunca foi nem ao menos considerada. O resultado é o aumento no número de analfabetos em 2013 em relação a 2012.
Tudo isso por fazer a opção e definir prioridade pela ampliação do Ensino Superior. O governo Lula e Dilma com programas de cotas e o PROUNI foram capazes de ampliar substancialmente o número de alunos no ensino superior, e mudar o perfil social e racial destes alunos, mas este sucesso se esgota ao esbarrar na fragilidade dos alunos que nele entram depois de um ensino médio insuficiente.

O futuro do País está implodindo nos limites de nossa economia sem poupança, sem capital conhecimento, com excesso de gastos públicos, com dependência de incentivos fiscais, sem possibilidade de reduzir os juros.

O futuro do País está implodindo na necessidade de transferência de renda sem as quais em vez de gerar renda nossa população se mantém na assistência e cai de volta na fome e na miséria, cada vez que a inflação corrói o valor da bolsa.

O futuro de nosso País está implodindo em uma democracia corrupta, corruptora, viciada no imediatismo, sem partidos programáticos, sem políticos atentos e comprometidos com o povo, uma democracia sob suspeição pelo povo.

Está na hora do PDT recuperar os sonhos de sua Fundação, reler o que dizia Brizola e os demais líderes históricos e apresentar um programa para o futuro do Brasil. A proposta apresentada pelo PDT na campanha presidencial de 2006, sob o titulo de “A Revolução pela Educação – Como Fazer!”, poderia ser a base para uma revisão que permitisse ao partido ter um programa para o futuro. O ideal seria que tivéssemos um candidato a presidente, o que propus com a tranquilidade de quem há seis meses disse que não aceitaria ser este candidato. Mas, se não escolhesse um candidato próprio, que ao menos cumpríssemos nossa obrigação com o País e o nosso povo entregando aos candidatos as nossas propostas alternativas transformadoras. A análise destes tempos vai nos acusar de termos perdido o vigor transformador que caracterizou nossa fundação e nossa política até recentemente.

Ouvi a algumas semanas do presidente Lupi que é muito difícil sair de um governo depois que entramos nele e nos acostumamos com cargos. Ele falava mais em relação aos nossos problemas locais, onde os companheiros não aceitam sair dos governos estaduais. Mas, se é difícil sair do governos, muitas vezes é irresponsabilidade continuar neles, escolhendo o silêncio e o apoio cego, humilhado, subordinado e alienado.

O povo está nas ruas, não é hora de silenciar para manter um quartinho no palácio.

Perder a sintonia com o descontentamento das ruas, deixar de apresentar, defender e lutar pelas reformas que o Brasil necessita, fiscal, educacional, industrial, agrícola, política é ignorar os sonhos de Brizola; manter-se na subserviência é não lembrar mais de Brizola; ser apenas um puxadinho de partidos no poder em troca um ministério é romper com Brizola. Como seus herdeiros, não temos este direito.
Sem a liderança do Lupi nos anos seguintes à morte do Brizola, dificilmente o PDT teria sobrevivido, mas se continuar nosso rumo conforme os últimos anos, o PDT não sobreviverá como uma entidade política para fazer as reformas que o País precisa. Além de conservador, será um partido apêndice. Não temos o direito de deixar que isso aconteça.
Mas, as decisões já estão tomadas para 2014, não adianta propor qualquer rumo no lugar do atrelamento. Resta recuperar depois os erros do presente. Olhar para 2018 e os quatro anos que temos até lá. Nos preparando para enfrentar o esgotamento e propor um novo rumo para o País graças a um novo rumo para nosso PDT.
Nunca foi tão importante quanto agora gritar bem alto “Viva Brizola” e fazermos com que este grito seja coerente com nossas posições e lutas, não apenas um grito vazio, sem sintonia com a realidade.
Viva Brizola, viva o PDT.
Cristovam Buarque.

terça-feira, 10 de junho de 2014

Perfume nativo

A francesa L'Occitane foca seu crescimento no mercado local com a marca L'Occitane au Brésil. O objetivo é chegar a 400 pontos de venda em cinco anos, diz Benjamin Beaufils



Beaufils, da L'Occitane no Brasil: linha deve atingir 300 itens
 fabricados localmente e será vendida no exterior
Há um ano, a francesa L'Occitane lançou no país uma marca que leva o nome do Brasil e cujos cosméticos são criados a partir de plantas da biodiversidade local. Com preços mais acessíveis, a L'Occitane au Brésil passou a ser a principal aposta de crescimento da operação brasileira. O plano é passar dos atuais 33 pontos de venda exclusivos para 400 lojas e quiosques em cinco anos, afirma o presidente da companhia no Brasil, Benjamin Beaufils.

Os produtos da nova marca são os únicos do grupo fabricados no Brasil, por empresas terceirizadas. Os preços são, em média, 30% menores em relação à L'Occitane au Provence, cujos itens são importados.

Para acelerar a expansão da marca inspirada no Brasil, a companhia optou por adotar o sistema de franquias. Das lojas já abertas, 20 são franquias. A L'Occitane en Provence, no país desde 1995, tem apenas 14 de seus 92 pontos operados por franqueados.

A abertura de lojas da marca mais antiga do grupo deve ser mais lenta e, principalmente, com investimento próprio. Em 2013, oito unidades foram inauguradas. "A L'Occitane en Provence nunca será deixada de lado, mas hoje grande parte dos nossos esforços estão na L'Occitane au Brésil", diz Beaufils, há quatro anos na operação local, dois deles como presidente. O grupo também importa, desde 2012, os produtos da marca Le Couvent des Minimes, vendidos em lojas do supermercado Pão de Açúcar.

"O primeiro objetivo é fazer uma marca forte aqui no Brasil, mas também temos a ambição de torná-la uma marca internacional", afirma o executivo, sobre a L'Occitane au Brésil. A marca acaba de dar o primeiro passo rumo ao exterior, por enquanto em uma ação temporária. Os produtos invadiram 1,5 mil lojas da L'Occitane en Provence em 45 países, onde serão vendidos até o fim da Copa do Mundo.

No Brasil, os itens também são encontrados em lojas da Provence, onde ficam expostos em móveis exclusivos. De acordo com Beaufils, a convivência das duas marcas foi saudável. "Gerou muito mais uma curiosidade do que canibalização". Mas a ideia é separar cada vez mais os canais de distribuição para que cada marca siga seu caminho e se diferencie perante os consumidores. Segundo o executivo, o público-alvo da L'Occitane au Brésil também está nas classes A e B, mas é mais jovem.

Conhecedora dos ingredientes da Provença, a L'Occitane busca com a "Brésil" se aprofundar na natureza brasileira. A empresa pesquisa no país plantas que ainda não tenham sido usadas por concorrentes e que tenham propriedades para a indústria cosmética. Descobriu, por exemplo, que a capacidade de retenção de água do mandacaru pode ajudar na hidratação da pele.

O portfólio da L'Occitane au Brésil tem cerca de 60 produtos, como hidratantes, xampus e colônias. A empresa quer ter 100 itens até dezembro e atingir 300 em 2016. O plano é estrear em categorias que a marca ainda não atua e lançar novas linhas. Atualmente são cinco: araucária, bromélia (Mata Atlântica), jenipapo (Cerrado), mandacaru (Caatinga) e vitória-régia (Amazônia). "O país tem a maior biodiversidade do mundo e ainda há muita coisa a ser explorada", afirma Beaufils.

Segundo o executivo, parte dos recursos levantados com a abertura de capital da L'Occitane estão sendo usados no projeto. A L'Occitane foi listada na Bolsa de Hong Kong em 2010, quando captou cerca de US$ 700 milhões.

No ano fiscal terminado em março, a operação brasileira foi a que mais cresceu entre os 90 países onde a L'Occitane atua. A receita líquida avançou 21% em moeda constante no período, e Beaufils espera manter o ritmo de crescimento este ano. As vendas globais aumentaram apenas 1% no período, para € 1 bilhão. O Japão é o maior mercado da companhia, seguido por Estados Unidos e Hong Kong. A França vem em quarto lugar. O Brasil é o oitavo, ainda atrás de China, Rússia e Reino Unido.

O Brasil tem o terceiro maior mercado de cosméticos e produtos de higiene pessoal do mundo e está entre os que mais crescem. A desaceleração da economia e o câmbio desfavorável, no entanto, desafiam as empresas. "Temos que conviver com isso, mas estamos acostumados a lidar com a variação das taxas cambiais", diz Beaufils. Em euros, a receita líquida do grupo aumentou apenas 4% no país no último ano fiscal, para € 46 milhões.
Por Adriana Meyge | De São Paulo

Em rádio e TV, Dilma defende a Copa no Brasil e critica "pessimistas"



BRASÍLIA - Às vésperas da abertura da Copa do Mundo, a presidente Dilma Rousseff fez uma defesa veemente da realização do mundial no Brasil, em pronunciamento de 10 minutos veiculado na noite desta terça-feira, em cadeia nacional de rádio e televisão. Dilma rebateu as críticas de que recursos para saúde e educação teriam sido desviados para a Copa, exaltou o legado em infraestrutura, criticou os pessimistas contrários ao evento e defendeu a liberdade de manifestações.

“Tem gente que alega que os recursos da Copa deveriam ter sido aplicados na saúde e na educação. Trata-se de um falso dilema”, disse a presidente. Dilma afirmou que investimentos nos estádios dividiram recursos de bancos públicos federais, governos estaduais e empresas privadas, que somaram R$ 8 bilhões. Em contrapartida, entre 2010 e 2013 – período das obras dos estádios – Estados e municípios investiram cerca de R$ 1,7 trilhão em educação e saúde. “O valor investido em educação e saúde no Brasil é 212 vezes maior que o investido nos estádios”, rebateu.

Dilma acrescentou que as contas da Copa estão sendo analisadas, “minuciosamente”, pelos órgãos de fiscalização, e eventuais irregularidades serão punidas “com o máximo rigor”.

A presidente criticou aqueles que pregaram a não realização do evento. “No jogo, que começa agora, os pessimistas já entram perdendo”. Ela relatou que os estádios ficaram prontos, os aeroportos tiveram sua capacidade dobrada e frisou que “não haverá falta de luz na Copa, nem depois dela”. Chamou de “ridículas” as previsões de que haveria até mesmo uma epidemia de dengue.

Dilma relatou que garantirá a segurança de todos brasileiros e turistas que queiram assistir aos jogos. E completou que o sistema de comunicação e transmissão das partidas é de “última geração”.

Ela usou a comparação entre o Brasil que sediou a Copa de 1950 e o país dos dias de hoje como mote para mencionar os protestos e exaltar o avanço democrático e a plena liberdade de manifestação. “Desfrutamos da mais absoluta liberdade e convivemos com manifestações populares e reivindicações que nos ajudam a aperfeiçoar, cada vez mais, nossas instituições democráticas”, afirmou.

Ela voltou a lembrar a principal bandeira desta Copa: o combate ao racismo e a todas as formas de violência e preconceito. Será a “Copa da tolerância, da diversidade, do diálogo e do entendimento”. Ela encerrou com uma mensagem à seleção brasileira: “o povo brasileiro ama e confia em sua seleção. Estamos todos juntos para o que der e vier”, concluiu.

(Andrea Jubé | Valor)

domingo, 8 de junho de 2014

Como é que fica? PT/PMDB/DEM ?





Reitores querem mais ICMS para elevar orçamento das universidades paulistas



Diante da atual crise financeira e pressão da comunidade acadêmica por melhores salários e mais transparência, os reitores das três universidades estaduais paulistas decidiram pedir mais recursos para composição orçamentária ao governo do Estado e até à União. Há dez dias, USP, Unesp e Unicamp enfrentam greve parcial de professores, funcionários e alunos, revoltados com a decisão de congelamento dos reajustes salariais deste ano - as três instituições comprometem hoje com folha de pessoal entre 95% e 105% do total de seus orçamentos, que somam cerca de R$ 9 bilhões em 2014.

Valor Econômico

Não gostou

Aliança com Alckmin é 'equívoco', avalia Marina Silva


SÃO PAULO - Em nota divulgada neste sábado, Marina Silva, candidata à vice-presidência na chapa de Eduardo Campos, do PSB, criticou a decisão do partido de apoiar a reeleição do governador Geraldo Alckmin (PSDB) em São Paulo.

"Para nós, isso é um equívoco. Consideramos necessário manter independência e lançar uma candidatura própria, que dê suporte ao projeto de mudança para o Brasil liderado por Eduardo Campos, e que dê ao povo de São Paulo a chance de fazer essa mudança também no âmbito estadual", disse ela.

Na véspera, o diretório do PSB paulista aprovou por unanimidade o apoio ao PSDB no Estado.

A ex-senadora afirma esperar que o PSB paulista reverta a decisão. Mas deixa claro que, do contrário, a Rede "seguirá caminho próprio e independente" no Estado.

"Em todo o país, estamos debatendo o assunto e apoiando nossos companheiros de São Paulo na busca de uma alternativa que supere a velha polarização PT-PSDB."

Caciques

Marina sempre foi contra o apoio a Alckmin sob o argumento de que ele contradiz o discurso nacional da sigla, que prega a "nova política" em detrimento das alianças com " caciques".

Mas, nas últimas semanas, o PSB voltou a pressionar pela aproximação com o governador. O partido defende o nome de Márcio França como o candidato a vice-governador na chapa de Alckmin ou como candidato ao Senado. Gilberto Kassab, do PSD, também é cotado para a vice.

Campos aparece em terceiro lugar nas pesquisas, atrás de Dilma Rousseff (PT) e Aécio Neves (PSDB).

(Folhapress)

quinta-feira, 5 de junho de 2014

Campos e Marina discutem aliança com Alckmin

Eduardo Campos e Marina Silva se reunirão nesta quinta-feira (5) na capital paulista. O presidenciável do PSB e sua companheira de chapa tentarão superar suas divergências em relação aos rumos da campanha em São Paulo. O PSB de Campos insiste em integrar-se à coligação do governador tucano Geraldo Alckmin, que disputa a reeleição. Marina e sua Rede preferem o lançamento de um candidato próprio ao Palácio dos Bandeirantes.

Na expectativa de que o impasse seja dissolvido, o comando do PSB paulista convocou para esta sexta-feira (6) um encontro do diretório estadual. Nele, planeja-se aprovar um indicativo de apoio ao governador tucano. A grossa maioria da legenda trabalha com a expectativa de acomodar na vice de Alckmin o deputado federal Márcio França, que preside o PSB em São Paulo.

Em público, Eduardo Campos insinuou que não cogita intervir no diretório paulista do PSB. Em privado, ele sinalizou aos correligionários que dirá a Marina que se considera de mãos atadas. Havia concordado com a tese da candidatura própria. O PSB indicara Márcio França. Mas a Rede torceu o nariz. Como não planeja uma intervenção, sugerirá que PSB e Rede caminhem separadamente em São Paulo.

Prevalencendo esse encaminhamento, o PSB, que já integra a atual gestão de Alckmin, ficaria à vontade para negociar sua incorporação ao projeto reeleitoral, dessa vez na condição de vice. E a Rede, embora esteja hospedada no PSB, apoiaria outro candidato, possivelmente Gilberto Natalini, do PV.

A hesitação do PSB levou Alckmin a abrir negociação com Gilberto Kassab, do PSD, que também deseja ser seu vice. Mas o governador disse a correligionários que prefere ter como número dois de sua chapa um representante do partido de Eduardo Campos.

Precavido, Alckmin decidiu usar todo o tempo que o calendário da lei eleitoral lhe oferece. Marcou a convenção em que o PSDB formalizará sua recandidatura para 28 de junho, dois dias antes do encerramento do prazo legal. Até lá, espera que o PSB já tenha superado o drama existencial em que mergulhou depois que Marina se associou a Campos.

Josias de Souza

terça-feira, 3 de junho de 2014

insatisfeitos

Pew Research: 72% dos brasileiros estão insatisfeitos com país




WASHINGTON - A maioria significativa dos brasileiros está descontente com a situação geral do país, refletindo um cenário em que houve forte aumento nos últimos 12 meses dos que consideram que a economia vai mal, segundo pesquisa pelo Pew Research Center, divulgada nesta terça-feira.

Em levantamento realizado entre 10 e 30 de abril, 72% disseram estar insatisfeitos com o estado de coisas no Brasil, bem acima dos 55% registrados há um ano, semanas antes das manifestações de junho de 2013. O percentual dos que afirmam estar satisfeitos recuou de 44% para 26%.

Nesse período de um ano, a parcela dos brasileiros que consideram que a economia vai mal subiu de 41% para 67%. Apenas 32% dos entrevistados considera que a economia está bem, um tombo expressivo em comparação com os 59% observados na pesquisa de 2013.

O aumento de preços é apontado como um “problema muito grande” por 85% dos ouvidos pelo Pew, um respeitado centro de pesquisas dos Estados Unidos. Esse percentual é parecido com os 83% registrados um ano atrás.

Nos 12 meses até abril, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) está em alta de 6,3%, próximo do teto da banda de tolerância da meta, de 6,5%. Além disso, 72% dos entrevistados dizem que faltam oportunidades de trabalho, um percentual elevado, mas inferior aos 83% dos que consideram a criminalidade e a saúde como problemas graves.

Para Juliana Horowitz, pesquisadora-sênior do Pew, o levantamento “cristalizou” o cenário de avaliação mais negativa sobre a economia, num momento em que a atividade econômica não cresce no mesmo ritmo que se observava há alguns anos e a inflação está mais alta.

Em 2010, quando a presidente Dilma Rousseff (PT) ganhou as eleições presidenciais, 62% diziam que a economia ia bem, muito acima dos 36% que tinham uma visão negativa do tema. Naquele ano, 50% afirmavam estar satisfeito com a situação geral do país, enquanto 49% se mostravam insatisfeitos.

Vinte por cento dos brasileiros acreditam que a situação econômica do país vai melhorar muito nos róximos 12 meses, metade do observado na pesquisa conduzida há um ano. Há ainda 43% que apostam que haverá uma pequena melhora, enquanto 22% acreditam que tudo ficará na mesma. Outros 12% que esperam uma pequena piora, bastante acima dos 5% de 12 meses atrás.

A corrupção dos políticos incomoda muito 78% dos brasileiros, enquanto a distância entre ricos e po bres é uma questão séria para 68%. A má qualidade das escolas é um problema grave para 64% dos ouvidos.

Quando questionados sobre qual problema o governo deve enfrentar primeiro, 39% dizem que a falta de oportunidade de emprego deve ser a prioridade. Já 27% apontam a distância entre ricos e pobres e 25% o aumento de preços.

Para o levantamento do Pew, foram entrevistadas 1.003 pessoas, sempre pessoalmente. A pesquisa tem margem de erro de 3,8 pontos percentuais para mais ou para menos.

Por Sergio Lamucci | Valor

Deu no Repórter 70

Matéria que tinha sido noticiada no "Blog do Enríquez" e no site da SEICOM foi reproduzida pelo Repórter 70, hoje no Jornal "O Liberal". 

Gentileza que se agradece. 


segunda-feira, 2 de junho de 2014

Só faltava isso no PT

Dirigentes da sigla tentarão convencer o deputado estadual Luiz Moura, que participou de encontro com integrantes do PCC em março, a deixar o partido; caso contrário, prometem abrir processo de expulsão



Incomodados com a repercussão negativa do envolvimento do deputado estadual Luiz Moura com o PCC, o PT de São Paulo decidiu que ele deverá deixar a sigla.

Segundo a colunista Vera Magalhães, se não tiverem sucesso na empreitada, pretendem abrir um processo para expulsá-lo. "Não vamos aliviar. Ou ele sai espontaneamente do partido ou será saído", decreta um integrante do comando petista.

De acordo com informações da cúpula da polícia, ao menos 13 membros do PCC participaram da reunião com o parlamentar, em março deste ano, na sede da cooperativa Transcooper. O deputado, aliado do secretário municipal de Transportes, Jilmar Tatto, integra a diretoria da cooperativa.

Nos últimos três anos, durante as gestões de Gilberto Kassab (PSD) e Fernando Haddad (PT), a cooperativa teve um faturamento total, sem considerar eventuais descontos, de R$ 1,8 bilhão na cidade, segundo informação da SPTrans.

domingo, 1 de junho de 2014

Refinaria Abreu e Lima foi aprovada com ‘conta de padeiro’, diz Paulo Roberto Costa a jornal Valor Econômico

SÃO PAULO - A construção da refinaria Abreu e Lima (PE), a obra mais cara da Petrobras, foi decidida com base em uma “conta de padeiro” para a estimativa do custo inicial e sem um projeto definido, afirmou o ex-diretor da estatal Paulo Roberto Costa, em entrevista publicada neste domingo no jornal “Folha de S. Paulo”.

Costa, que esteve preso por 59 dias sob suspeita de corrupção e de participação em um esquema de lavagem de dinheiro, disse ainda que não houve superfaturamento nas obras da refinaria. Inicialmente, o custo estava estimado em US$ 2,5 bilhões, porém deverá alcançar US$ 18,5 bilhões até 2015, quando a refinaria estiver pronta.

Essa diferença, disse Costa na entrevista, deveu-se a um “erro” da Petrobras, a despeito de o Tribunal de Contas da União (TCU) ter apontado indícios de superfaturamento.

O ex-diretor negou também que conhecesse as atividades do doleiro Alberto Youssef. Costa contou que o conheceu em 2007 e, anos mais tarde, em 2013, foi procurado por Youssef para a prestação de um serviço de consultoria, por R$ 300 mil, pagos por meio da entrega de um automóvel Land Rover Evoque.

(Valor)