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terça-feira, 5 de abril de 2011
Audiência pública sobre Belo Monte será no dia 07, em Belém
No próximo dia 07, quinta-feira, integrantes da Comissão de Direitos Humanos e Minorias, da Câmara Federal, estarão em Belém para participar da audiência pública que vai discutir a situação das famílias residentes na área de abrangência onde será instalada a hidrelétrica de Belo Monte, no Pará.
A audiência foi solicitada pelo deputado federal, Arnaldo Jordy (PPS/Pa), vice-presidente da Comissão. O evento será realizado no auditório da Assembléia Legislativa, a partir das 14 horas. Estão sendo convidados senadores, deputados, prefeitos, vereadores, Ministério das Minas e Energia, Eletrobrás, Associações Municipais, Instituto do Meio Ambiente da Amazônia, Associação Comercial, Consórcio de Municípios, Tribunal de Justiça do Estado, Ministério Público, Ordem dos Advogados do Brasil, Confederação Nacional dos Bispos do Brasil, Universidades, Organizações Não Governamentais e outros órgãos e entidades interessados no debate da questão. A organização tem o apoio do Conselho Regional de Economia e do Ministério Público Federal. "A realização da audiência foi aprovada por unamidade entre os membros da Comissão, porque entendem que as famílias não podem ser prejudicadas pela construção da hidrelétrica", disse Jordy.
Para solicitar a vinda da Comissão de Direitos Humanos, o parlamentar se baseou em relatórios que apontam a violação de uma série de direitos humanos no licenciamento da usina.O relatório da ONG Missão Xingu, por exemplo, teria demonstrado a preocupação dos movimentos sociais e das lideranças índigenas da região com os impactos sócios ambientais que não estariam suficientemente dimensionados. "Além de desalojar a população ribeirinha, a usina poderá, ainda, acelerar o aquecimento global, pois vai provocar a inundação da vegetação nativa e gerar gás metano, 20 vezes mais danoso do que o gás carbônico", justificou o deputado.
Segundo ele, a instalação de Belo Monte promoverá a redução de até 80% da vazão de um trecho de mais de 100 quilômetros do rio denominado de Volta Grande do Xingu e, também, atrairá à região uma população estimada em 100 mil pessoas, além de descolamento compulsório de outras 40 mil. Na área vivem ainda alguns grupos indígenas, como os Arara, Xikrin,Juruna, Parakanã, Assurini, Kararaô, Araweté, Xipais, Kuruaia e centenas de famílias que habitam as Unidades de Conservação que formam o corredor ecológico do Xingu e que podem ser penalizadas com o projeto. "Todas essas questões precisam que ser debatidas", ressalta Arnaldo Jordy, que aguarda ampla participação da sociedade na discussão do tema. "Essa será a maior audiência pública até então realizada para debater Belo Monte", reforça o parlamentar.
Do Blog do Jordy
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segunda-feira, 4 de abril de 2011
Japão derramará 11.000 toneladas de água radioativa no océano
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| Radioatividade é medida em cachorro na região de Fukushima |
A Tepco tem feito tentativas desesperadas para conter o vazamento. Ontem, recorreram a sais de banho para produzir uma cor leitosa na água, para ajudar a rastrear a origem do vazamento. A empresa pretende estender uma cortina feita a partir de tecido de poliéster para impedir que o sedimento radioativo se dissemine no oceano.
O diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica, Yukiya Amano, disse que a operadora da usina Fukushima Daiichi não tomou as medidas "necessárias para evitar o acidente" e disse que a crise nuclear japonesa representa um grande desafio com enormes implicações para o futuro da energia nuclear.
Yukio Edano, Secretario del Gabinete de Japón, dijo: “Si la situación sigue así por mucho tiempo, el problema de la contaminación por radiación acumulada aumentará. Incluso aunque el mar disperse la radiación, se transformará en un problema mayor, por lo que tenemos que impedir lo antes posible que esto se extienda hasta el mar”.
O Sistema Financeiro sempre volta ao lugar do crime, Delfim Neto
Segundo D. Neto.
Nessa luta entre mercado livre e regulação, sempre é bom uma regulação para o sistema financeiro não ficar solto.
O Banco Central.
domingo, 3 de abril de 2011
"admirável mundo novo"
Crise faz economistas rever seu manual
Mercado livre, ausência do Estado e obsessão com inflação perdem força no receituário de política econômica
Olivier Blanchard, do FMI, propõe debate em busca de ideias para "admirável mundo novo" criado pela crise
ÉRICA FRAGA DE SÃO PAULO
O velho manual que orientou a condução da política econômica nas últimas décadas está sendo revisto.
Esqueçam os conceitos de mercados financeiros livres de interferência do Estado; da preocupação exclusiva dos Bancos Centrais com a inflação, e de reprovação ao uso de controles de capitais.
A crise financeira de 2008 provoca o surgimento de um novo pensamento econômico, batizado por Olivier Blanchard, economista-chefe do FMI, de "admirável mundo novo" (título do livro clássico de Aldous Huxley).
O debate também provoca polêmica no Brasil, onde o governo tem sido criticado por supostamente adotar postura mais flexível no controle da inflação e dos gastos públicos a fim de evitar desaceleração econômica brusca.
Em seminário organizado pelo FMI no início de março, houve consenso entre notáveis da economia sobre visões erradas do passado.
Há décadas o pensamento econômico predominante (também chamado de ortodoxo) defendia, por exemplo, o mínimo de interferência do Estado no funcionamento dos mercados.
A crise global de 2008 provou que se tratava de um erro. A bolha de preços no setor imobiliário em vários países desenvolvidos -fruto de especulação e endividamento excessivos- estourou arrastando o mundo para a maior recessão desde o pós-guerra.
"Há consenso agora de que bolhas precisam ser combatidas", disse à Folha o economista americano John Williamson, um dos palestrantes no evento do FMI.
Isso implica papel mais ativo do Estado nas áreas de fiscalização e regulação.
NOVAS METAS
Outro ponto que representa grande mudança em relação ao "velho consenso" se refere à política monetária.
Até então, prevalecia no pensamento econômico ortodoxo a ideia de que a política monetária deveria ter um instrumento (taxa de juros) para perseguir um objetivo (a estabilidade dos preços).
Agora, preservação do crescimento e estabilidade do sistema financeiro foram adicionados à lista de metas.
Já as regras para que bancos não tomem riscos excessivos -chamadas medidas macroprudenciais, no jargão econômico- entraram para o rol de instrumentos importantes de política monetária.
O problema, segundo Williamson, é que há discordância e dúvidas sobre como esses novos instrumentos e mecanismos para regular a atuação dos mercados devem ser implementados.
Essas incertezas também transparecem em documento escrito por Blanchard resumindo as principais conclusões da conferência:
"Nós podemos ter muitos instrumentos de políticas, mas não temos certeza sobre como usá-los".
É nessa zona cinzenta da discussão que entra a situação atual do Brasil.
O Banco Central adotou medidas prudenciais para frear a expansão do crédito e sugere que os efeitos colaterais dessa política ajudarão a reduzir pressões inflacionárias. O mercado é cético e defende forte aperto monetário via mais aumentos de juros.
Em artigo publicado na Folha na semana passada, o economista Antonio Delfim Netto disse que as conclusões do encontro do FMI indicam que o BC está em sintonia com o pensamento econômico emergente.
O economista-chefe do Itaú Unibanco, Ilan Goldfajn, ressalta, no entanto, que "lá fora não se pensam em medidas prudenciais como instrumento para controle de inflação", mas para evitar, por exemplo, o endividamento excessivo.
A visão é compartilhada por Eduardo Giannetti da Fonseca, do Insper (Instituto de Ensino e Pesquisa), que afirma que o principal instrumento para conter pressões inflacionárias continua sendo a taxa de juros:
"O uso de medidas prudenciais como alternativa no combate à inflação é território incerto, o que traz riscos".
Mercado livre, ausência do Estado e obsessão com inflação perdem força no receituário de política econômica
Olivier Blanchard, do FMI, propõe debate em busca de ideias para "admirável mundo novo" criado pela crise
ÉRICA FRAGA DE SÃO PAULO
O velho manual que orientou a condução da política econômica nas últimas décadas está sendo revisto.
Esqueçam os conceitos de mercados financeiros livres de interferência do Estado; da preocupação exclusiva dos Bancos Centrais com a inflação, e de reprovação ao uso de controles de capitais.
A crise financeira de 2008 provoca o surgimento de um novo pensamento econômico, batizado por Olivier Blanchard, economista-chefe do FMI, de "admirável mundo novo" (título do livro clássico de Aldous Huxley).
O debate também provoca polêmica no Brasil, onde o governo tem sido criticado por supostamente adotar postura mais flexível no controle da inflação e dos gastos públicos a fim de evitar desaceleração econômica brusca.
Em seminário organizado pelo FMI no início de março, houve consenso entre notáveis da economia sobre visões erradas do passado.
Há décadas o pensamento econômico predominante (também chamado de ortodoxo) defendia, por exemplo, o mínimo de interferência do Estado no funcionamento dos mercados.
A crise global de 2008 provou que se tratava de um erro. A bolha de preços no setor imobiliário em vários países desenvolvidos -fruto de especulação e endividamento excessivos- estourou arrastando o mundo para a maior recessão desde o pós-guerra.
"Há consenso agora de que bolhas precisam ser combatidas", disse à Folha o economista americano John Williamson, um dos palestrantes no evento do FMI.
Isso implica papel mais ativo do Estado nas áreas de fiscalização e regulação.
NOVAS METAS
Outro ponto que representa grande mudança em relação ao "velho consenso" se refere à política monetária.
Até então, prevalecia no pensamento econômico ortodoxo a ideia de que a política monetária deveria ter um instrumento (taxa de juros) para perseguir um objetivo (a estabilidade dos preços).
Agora, preservação do crescimento e estabilidade do sistema financeiro foram adicionados à lista de metas.
Já as regras para que bancos não tomem riscos excessivos -chamadas medidas macroprudenciais, no jargão econômico- entraram para o rol de instrumentos importantes de política monetária.
O problema, segundo Williamson, é que há discordância e dúvidas sobre como esses novos instrumentos e mecanismos para regular a atuação dos mercados devem ser implementados.
Essas incertezas também transparecem em documento escrito por Blanchard resumindo as principais conclusões da conferência:
"Nós podemos ter muitos instrumentos de políticas, mas não temos certeza sobre como usá-los".
É nessa zona cinzenta da discussão que entra a situação atual do Brasil.
O Banco Central adotou medidas prudenciais para frear a expansão do crédito e sugere que os efeitos colaterais dessa política ajudarão a reduzir pressões inflacionárias. O mercado é cético e defende forte aperto monetário via mais aumentos de juros.
Em artigo publicado na Folha na semana passada, o economista Antonio Delfim Netto disse que as conclusões do encontro do FMI indicam que o BC está em sintonia com o pensamento econômico emergente.
O economista-chefe do Itaú Unibanco, Ilan Goldfajn, ressalta, no entanto, que "lá fora não se pensam em medidas prudenciais como instrumento para controle de inflação", mas para evitar, por exemplo, o endividamento excessivo.
A visão é compartilhada por Eduardo Giannetti da Fonseca, do Insper (Instituto de Ensino e Pesquisa), que afirma que o principal instrumento para conter pressões inflacionárias continua sendo a taxa de juros:
"O uso de medidas prudenciais como alternativa no combate à inflação é território incerto, o que traz riscos".
Rodovia do PAC vira foco de denúncias no Nordeste
PF e TCU apontam fraudes na duplicação da BR-101, orçada em R$ 2,5 bi
Em 2010, a Operação Via Ápia indiciou os envolvidos por supostos crimes de formação de quadrilha e corrupção
FLÁVIO FERREIRA ENVIADO ESPECIAL AO NORDESTE
BERNARDO MELLO FRANCO DE SÃO PAULO
Uma das principais obras do PAC no Nordeste, a duplicação da rodovia BR-101 virou foco de irregularidades e desvios de verba, apontam investigações da PF (Polícia Federal) e do TCU (Tribunal de Contas da União).
Dos cinco trechos entregues pelo governo federal a empreiteiras, três apresentam indícios de fraude, pagamento de propina e má execução de serviços que podem comprometer a durabilidade e a segurança da rodovia.
A obra se arrasta desde 2005 e deve custar R$ 2,5 bilhões aos cofres públicos. O trajeto tem 398 km e corta três Estados: RN, PB e PE.
Procuradas, as construtoras negaram irregularidades ou não quiseram se pronunciar. A direção do Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes) disse colaborar com as apurações.
No lote 2, que liga Arez (RN) à divisa entre Rio Grande do Norte e Paraíba, a ação da PF já levou à prisão preventiva de dois dirigentes do Dnit, um fiscal e três funcionários das empreiteiras.
Deflagrada em dezembro de 2010, a Operação Via Ápia indiciou os envolvidos por supostos crimes de formação de quadrilha, peculato e corrupção ativa e passiva.
Escutas feitas com autorização judicial flagraram o chefe de fiscalização do Dnit e o gerente do consórcio liderado pela Constran negociando "pacotes" e "encomendas" -propina, diz a PF.
Para o juiz federal Mário Azevedo Jambo, do Rio Grande do Norte, houve "nefasta promiscuidade entre servidores públicos que deveriam fiscalizar obras rodoviárias e representantes de empreiteiras". O Ministério Público Federal estima os prejuízos até aqui em R$ 4 milhões.
Em Pernambuco, a PF descobriu que o consórcio que venceu o trecho 7 (Queiroz Galvão, Andrade Gutierrez, Odebrecht e Barbosa Mello) deixou de instalar barras de aço subterrâneas necessária para dar estabilidade à pista.
A Folha percorreu o trecho na quinta-feira e encontrou rachaduras em placas de concreto recém-concluídas.
No lote 8, também em PE, laudo da Operação Castelo de Areia aponta sobrepreço de R$ 45 milhões. O trecho é tocado por OAS, Camargo Corrêa e Mendes Junior.
O relatório final da PF também cita indícios de pagamento de R$ 560 mil em propina a dirigentes do Dnit. A investigação está parada há 14 meses por decisão do ministro Cesar Asfor Rocha, do Superior Tribunal de Justiça.
Dos oito trechos em que a rodovia foi dividida, três foram construídos pelo setor de engenharia do Exército.
sábado, 2 de abril de 2011
Obama diz que economia americana começa a dar sinais de fortalecimento
LANDOVER - O presidente Barack Obama disse que os
dados divulgados nesta sexta-feira sobre a melhora na taxa do desemprego
nos Estados Unidos indicam que a economia começa a dar sinais de
fortalecimento.
A economia americana adicionou 216 mil vagas em março e a taxa de desemprego saiu de 8,9% em fevereiro para 8,8% um mês depois. Os dados são do Departamento do Trabalho dos EUA.
A pesquisa trouxe ainda as revisões dos dados referentes à geração de postos de trabalho em janeiro (de 63 mil para 68 mil) e fevereiro (de 192 mil para 194 mil).
Obama disse que há ainda muito trabalho a ser feito. Ele ressaltou que, apesar de lidar com crises em outras partes do mundo, a economia americana tem prioridade. O presidente americano discursou nesta sexta-feira em uma fábrica em Maryland.
Os 2,5 milhões de empregos previstos para serem criados até o final deste ano são apenas uma pequena porção dos 7,5 milhões de postos de trabalho que foram eliminados durante a recessão.
A economia americana adicionou 216 mil vagas em março e a taxa de desemprego saiu de 8,9% em fevereiro para 8,8% um mês depois. Os dados são do Departamento do Trabalho dos EUA.
A pesquisa trouxe ainda as revisões dos dados referentes à geração de postos de trabalho em janeiro (de 63 mil para 68 mil) e fevereiro (de 192 mil para 194 mil).
Obama disse que há ainda muito trabalho a ser feito. Ele ressaltou que, apesar de lidar com crises em outras partes do mundo, a economia americana tem prioridade. O presidente americano discursou nesta sexta-feira em uma fábrica em Maryland.
Os 2,5 milhões de empregos previstos para serem criados até o final deste ano são apenas uma pequena porção dos 7,5 milhões de postos de trabalho que foram eliminados durante a recessão.
(Associated Press)
sexta-feira, 1 de abril de 2011
MILAN-INTER - É hoje frente a frente, a partir das 15:00 h de Brasília
Clássico italiano inflama as torcidas!
Veja aqui suas representantes.
Leonardo técnico da Inter: "O Milan? Eu fiz a minha escolha, eu vou em frente.
E você?
Leia mais no Jornal sobre o clássico de amanhã Tuttosport Aqui
quinta-feira, 31 de março de 2011
Sebastião Tapajós - Em Brasília
Paraense de Santarém, Sebastião Tapajós
começou a estudar violão aos nove anos de idade, tendo o pai como
professor. Mudou-se para Belém e depois para o Rio de Janeiro,
continuando os estudos de violão clássico. Em 1964 foi para Portugal,
onde se formou no Conservatório Nacional de Música de Lisboa. Estudou na
Espanha com o famoso mestre Emilio Pujol, formando-se no Instituto de
Cultura Hispânica.
Depois de completar os estudos, voltou ao Brasil para
iniciar a carreira de concertista. O impulso decisivo à sua carreira
veio com a execução de uma obra-prima de Villa-Lobos, o Concerto para
Violão e Pequena Orquestra, com a Orquestra Sinfônica Nacional no Teatro
Municipal do Rio. A partir daí seguiram-se inúmeros convites para
concertos no Brasil e no exterior.
Impactos das mudanças climáticas na Amazônia podem inviabilizar Belo Monte
Belo Monte, um empreendimento hidrelétrico que consumirá mais de R$
20 bilhões para sua construção, poderá no mais drástico dos cenários de
alterações climáticas perder mais de 80% de sua receita anual até 2050,
como resultado de uma diminuição da vazão do Rio Xingu.
Isso é o
que apontam dados preliminares de um estudo em desenvolvimento pelo
WWF-Brasil no âmbito da parceria HSBC Climate Partnership por
consultores especializados em hidrologia e mudanças climáticas. O
estudo analisa a vulnerabilidade climática da produção de
hidroeletricidade na região Norte do país com enfoque em alguns grandes
empreendimentos como a usina hidrelétrica de Belo Monte.
"As
prováveis mudanças na vazão do rio Xingu, provocadas pelas alterações
climáticas, colocarão em risco a viabilidade da usina de Belo Monte",
afirmou Carlos Rittl, coordenador do Programa de Mudanças Climáticas e
Energia do WWF-Brasil. "Belo Monte pode gerar muito menos energia do
que o previsto e muito menos receitas do que o esperado, tornando-se um
fracasso financeiro", acrescentou. "Os altos custos sociais e
ambientais, aliados aos riscos financeiros, deveriam levar o Governo
Brasileiro a uma ampla reflexão sobre a viabilidade da obra", concluiu
Rittl.
O estudo, a ser lançado ainda este ano, considerou 4
cenários de emissões futuras estabelecidos pelo IPCC - A1, A2, B1 e B2 -
cada qual descrevendo um futuro possível para a humanidade e a curva de
emissões globais resultantes. A aplicação de modelos climáticos dentre
os mais robustos existentes, como o HadCM3 do Hadley Centre (Reino
Unido) ou o ECHam4 do Max-Planck-Institute für Meteorologie (Alemanha),
aos quatro cenários permite identificar a possibilidade de uma
diminuição significativa na vazão da bacia do rio Xingu até 2050.
Apesar
de certa variabilidade nos resultados - alguns poucos mostram ganhos de
receita que chegam a 4% até 2050, enquanto outros mostram uma queda
bruta na receita chegando a quase 90% -, uma forte tendência é evidente:
as perdas podem variar entre 4 e 10% da receita anual da usina até
2050.
Leia na Íntegra na Amazônia.org
AquiMPF processa bancos por financiarem o desmatamento na Amazônia
Local: Brasília - DF
Fonte: MPF - Ministério Público Federal
Leia na íntegra aqui
Link: http://www.mpf.gov.br
O Ministério Público Federal no Pará ajuizou hoje (31/03) ações civis
públicas contra o Banco do Brasil e o Banco da Amazônia por terem
concedido financiamentos com dinheiro público a fazendas com
irregularidades ambientais e trabalhistas no Estado. O Instituto
Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) também é réu nos dois
processos pela total ineficiência em fazer o controle e o cadastramento
dos imóveis rurais na região.
Os empréstimos detectados pelo MPF
descumpriram a Constituição, leis ambientais e regulamentos do Banco
Central e do Conselho Monetário Nacional, além de acordos internacionais
dos quais o Brasil é signatário. O MPF demonstra nos processos que o
dinheiro público – de vários Fundos Constitucionais - vem financiando
diretamente o desmatamento na região amazônica por causa do descontrole
do Incra e das instituições financeiras.
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