Amazônia, meio ambiente, ecologia, biodiversidade, desenvolvimento sustentável, ciência e tecnologia, incubadoras e parques tecnológicos, política nacional e internacional - Amazonia, the environment, ecology, biodiversity, sustainable development, science and technology, incubators and technology parks, national and international policy
terça-feira, 4 de fevereiro de 2014
São Paulo. Das mil creches previstas até o fim do ano, governo estadual só entregou 24
Secretaria da Educação diz que há R$ 1 bilhão disponível para as unidades, mas prefeituras não conseguem apresentar documentos e conseguir terrenos
Das mil creches previstas até o fim do ano no programa Creche Escola, lançado pelo governo paulista em 2011 para repassar verbas aos municípios na área da educação infantil, apenas 24 unidades já foram entregues - quatro delas no interior. A dificuldade das prefeituras em conseguir terrenos para as obras, atender às exigências documentais e garantir recursos para o funcionamento das creches estão entre as principais razões apontadas para o atraso.
Segundo a Secretaria da Educação do Estado, já foram assinados convênios para a construção de 467 creches. Do total, há 157 obras em andamento, 93 com licitações abertas e 299 com processos de concorrência previstos. A pasta diz que há condições orçamentárias - cerca de R$ 1 bilhão - para a construção das mil creches até dezembro, mas que as obras dependem de esforço dos municípios.
Antes de abrir concorrência e receber os recursos, as prefeituras devem apresentar os terrenos regularizados e toda a documentação necessária. A verba é repassada à medida em que avançam a licitação e a obra. Além de São Paulo, só as cidades de Anhembi, Guararapes, Queluz e Lençóis Paulista já têm creches finalizadas.
Na capital, foram entregues no ano passado 14 unidades frutos de convênio com o Estado. Mais três serão finalizadas em 2014, segundo a Secretaria Municipal de Educação, e outras 25 estão em diferentes etapas de construção. Apesar dos programas de apoio dos governos estadual e federal, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação define que o município é o responsável pela oferta de creches e unidades de educação infantil.
Queixas. Para as secretarias municipais de educação, as exigências técnicas e burocráticas são empecilhos. "As cidades médias deveriam ser mais livres para desenvolver a licitação enquanto regularizam o terreno", defende o secretário de Educação de Guarulhos, Moacir Souza. A cidade tem convênio assinado para uma creche e está na fase de localização de terreno. Com requisitos específicos de metragem e estrutura, a busca por áreas geralmente é a fase mais complicada.
Bragança Paulista já tem um convênio assinado e outras quatro creches liberadas, ainda à espera da entrega de documentação ao governo. "Como estamos em cidade de montanha, não é simples acharmos um local plano", diz a secretária de Educação, Huguette Theodoro. Para ela, essas dificuldades explicam o baixo número de creches prontas no Estado.
Em Lençóis Paulista, o terreno já pertencia à prefeitura, o que facilitou o processo. "Quando um empreendimento imobiliário é construído, planejamos a destinação de áreas para equipamentos públicos", relata Fernando Ortega, engenheiro da Diretoria de Educação.
Bragança Paulista já tem um convênio assinado e outras quatro creches liberadas, ainda à espera da entrega de documentação ao governo. "Como estamos em cidade de montanha, não é simples acharmos um local plano", diz a secretária de Educação, Huguette Theodoro. Para ela, essas dificuldades explicam o baixo número de creches prontas no Estado.
Em Lençóis Paulista, o terreno já pertencia à prefeitura, o que facilitou o processo. "Quando um empreendimento imobiliário é construído, planejamos a destinação de áreas para equipamentos públicos", relata Fernando Ortega, engenheiro da Diretoria de Educação.
As pastas municipais ainda reclamam dos cofres vazios para a regularização de terrenos e alocação das verbas de funcionamento das creches.
"A iniciativa (do Estado) é boa, mas várias prefeituras esbarram na Lei de Responsabilidade Fiscal. Falta dinheiro para manter a creche depois", diz a presidente da União dos Dirigentes Municipais de Educação do Estado de São Paulo, Priscilla Bonini, que também está à frente da pasta no Guarujá.
Exigências. Em nota, a Secretaria da Educação do Estado afirmou que cumpre os critérios previstos na Lei de Licitações, "sendo eles a garantia de que a verba pública será utilizada de forma adequada e para atender o objetivo de criar mais creches". Segundo a pasta, a Fundação para o Desenvolvimento da Educação (FDE), ligada ao Estado e que tem a responsabilidade de supervisionar as obras, oferece três tipos de plantas para facilitar a identificação de terrenos e reduzir custos.
"A iniciativa (do Estado) é boa, mas várias prefeituras esbarram na Lei de Responsabilidade Fiscal. Falta dinheiro para manter a creche depois", diz a presidente da União dos Dirigentes Municipais de Educação do Estado de São Paulo, Priscilla Bonini, que também está à frente da pasta no Guarujá.
Exigências. Em nota, a Secretaria da Educação do Estado afirmou que cumpre os critérios previstos na Lei de Licitações, "sendo eles a garantia de que a verba pública será utilizada de forma adequada e para atender o objetivo de criar mais creches". Segundo a pasta, a Fundação para o Desenvolvimento da Educação (FDE), ligada ao Estado e que tem a responsabilidade de supervisionar as obras, oferece três tipos de plantas para facilitar a identificação de terrenos e reduzir custos.
Dilma: Pronatec terá 8 milhões de matrículas até o fim do ano
No programa semanal Café com a Presidenta, Dilma informou que 60% das matrículas do Pronatec foram feitas por jovens com idade entre 17 e 29 anos
A presidenta Dilma Rousseff disse hoje (3) que o Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e ao Emprego (Pronatec) já conta com 5,7 milhões de matrículas, das quais 4 milhões feitas nos cursos de qualificação profissional e 1,7 milhão, nos cursos técnicos. "Até o final do ano, vamos chegar aos 8 milhões de matrículas que tínhamos nos comprometido quando lançamos esse programa", disse.
No programa semanal Café com a Presidenta, Dilma informou que 60% das matrículas do Pronatec foram feitas por jovens com idade entre 17 e 29 anos, o que, segundo ela, mostra que eles veem no programa a oportunidade de melhorar a formação e conseguir um bom emprego. "[Isso] também é ótimo para o Brasil, que precisa, cada vez mais, de técnicos e de trabalhadores qualificados, para aumentar a produtividade nas nossas empresas e a competitividade da economia brasileira", acrescentou. Ela destacou que, em 2013, os cursos do Pronatec podiam ser encontrados em 3.200 municípios e que, este ano, chegarão a 4.260 cidades.
Dilma explicou que o Pronatec oferece cursos técnicos que podem durar até dois anos, e cursos de qualificação com duração menor, de até quatro meses. Os cursos técnicos são oferecidos para quem está fazendo ou já terminou o Ensino Médio, disse. "Até o final de 2014, estarão em funcionamento mais 208 escolas técnicas federais. Já no início de março, teremos, em funcionamento, mais 151 escolas técnicas", acrescentou. A presidente informou que o governo fez parceria com o Sistema S, como o Senai e o Senac, para a formação de técnicos nas mais variadas áreas.
Nos cursos de qualificação profissional, mais de 4 milhões de trabalhadores fizeram a matrícula para melhorar a capacitação, dos quais 900 mil eram beneficiários do Programa Brasil sem Miséria. "Esse esforço tem sido especialmente importante para a indústria", disse. Com o Pronatec, o governo oferece mais de 300 mil vagas em cursos em setores estratégicos, como petróleo e gás, tecnologia da informação, construção civil, energias renováveis, entre outros.
A presidenta Dilma também lembrou que, em março, serão abertas as inscrições para o Sistema de Seleção Unificada da Educação Profissional e Tecnológica (Sisutec), que seleciona jovens e adultos que já concluíram o ensino médio para as vagas dos cursos técnicos do Pronatec.
(Ana Cristina Campos /Agência Brasil)
Em meio à tensão mundial, Dilma vê economia no rumo
Desaceleração da China agrava queda da Bolsa no Brasil
Ibovespa desce ao menor nível desde julho; dados dos EUA e chineses afetam também mercados desenvolvidos
Saída de recursos eleva dólar a R$ 2,433 e pressiona alta de juros; Dilma diz que país está preparado contra crise
Números frustrantes de atividade na China e nos EUA fizeram as Bolsas cair em todo o mundo ontem, expandindo para os países desenvolvidos a crise financeira que atingia os emergentes em janeiro.O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, despencou 3,13%, maior desvalorização desde julho. O índice atingiu seu menor patamar também em sete meses. Todas as suas 72 ações caíram.
As ações preferenciais (sem direito a voto) da Petrobras recuaram 5,8%, para R$ 13,85, o menor valor desde 2005.
Ações também caíram nos EUA, na Europa e no Japão (veja quadro), após a divulgação de que o crescimento do setor de serviços da China desacelerou em janeiro para o menor nível em cinco anos.
Agravou as perdas a divulgação de que a atividade manufatureira dos EUA cresceu em ritmo menor, o que levantou incertezas sobre a retomada da economia do país.
A Bolsa brasileira já caiu 10,41% desde o início do ano, por causa das dúvidas provocadas pelo crescimento mais lento da China e os efeitos da recuperação dos países ricos.
Os dois fenômenos afetam emergentes, como o Brasil. A demanda chinesa menor derruba o preço das commodities e reduz o fluxo de dinheiro para os exportadores.
Apesar do dado negativo de ontem, vários indicadores sinalizam a recuperação da economia dos EUA. A retomada funciona, no curto prazo, como um "aspirador de dólares", atraindo capital antes investido nos emergentes.
Essa migração de recursos para os EUA se acelerou no mês passado, com a decisão do Fed (banco central americano) de cortar as injeções de dólares na economia.
A saída de dinheiro agrava problemas estruturais dos emergentes, elevando ainda mais a incerteza de investir.
DÓLAR EM ALTA
Com investidores tirando dinheiro do Brasil, o dólar à vista (referência no mercado financeiro) subiu 0,74%, para R$ 2,433. Entre 24 moedas emergentes, 17 caíram.
Os fundos negociados em Bolsa dos mercados emergentes registraram resgates de US$ 4,4 bilhões (4,8% de seus ativos) na semana passada. Ao longo do ano passado, sofreram queda de 15,8%.
Embora no longo prazo a retomada americana --a maior do mundo-- seja benéfica para os emergentes, no curto prazo ela provoca perda de divisas e alta de juros (como forma de tentar segurar os recursos investidos).
Nas últimas semanas, a turbulência acentuou a perda de valor do peso argentino e provocou alta de juros na Turquia, na Índia e na África do Sul.
O Brasil já vinha subindo a taxa básica, a Selic, mas uma recente pressão por um ritmo maior na alta dos juros passou a preocupar o governo.
Em reação à crise de confiança dos investidores, a presidente Dilma foi enfática na mensagem de reabertura dos trabalhos do Congresso.
Ela assegurou que o Brasil está preparado para enfrentar a crise e alfinetou os países desenvolvidos afirmando que ninguém pode reconstruir a economia mundial isoladamente.
DE SÃO PAULO
DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS
domingo, 2 de fevereiro de 2014
Ator Philip Seymour Hoffman é encontrado morto em Nova York
O ator americano Philip Seymour Hoffman, 46, vencedor do Oscar por seu papel em "Capote" (2005), foi encontrado morto neste domingo (2) em seu apartamento no bairro de Greenwich Village, em Nova York.
A informação foi confirmada em nota pela família do ator, que classificou a morte como "trágica e repentina".
"Estamos arrasados com a perda de nosso querido Phil e apreciamos as manifestações de amor e apoio que recebemos de todos", disseram os familiares em nota.
De acordo com informações reveladas por dois policiais à agência de notícias Associated Press, o corpo de Hoffman foi encontrado por um amigo, que ligou para o serviço de emergência por volta das 11h15 locais (14h15 em Brasília). O ator ainda tinha uma seringa espetada no braço quando a polícia chegou, o que levanta suspeitas de overdose. Ainda segundo a agência, envelopes de plástico contendo uma substância que aparentava ser heroína também foram encontrados no local e enviados para testes em laboratório.
No passado, Hoffman reconheceu publicamente ter tido problemas com drogas após se formar na escola de artes dramáticas da Universidade de Nova York (NYU), mas que voltou a ser sóbrio após um período na reabilitação. "Foi tudo aquilo (drogas e álcool), sim. Tudo em que eu pudesse por minhas mãos... eu gostava de todas elas", disse em entrevista em 2006 ao "60 Minute". Segundo o site "TMZ", o ator voltou a ser internado em maio passado em uma clínica de dependência por uso de heroína.
Phillip Seymour Hoffman deixa três filhos, todos frutos de seu longo relacionamento com a figurinista Mimi O'Donnell.
Trajetória
Ator de cinema e teatro, Philip Seymour Hoffman nasceu na cidade Rochester (Nova York) em 23 de julho de 1967, onde participou de aulas de teatro no colégio. A profissionalização veio através do curso de artes dramáticas na Universidade de Nova York (NYU), onde se formou em 1989.
Seu primeiro papel de destaque em Hollywood foi com "Boogie Nights" (1997), de Paul Thomas Anderson, mas logo se tornou conhecido no circuito independente, com filmes como "Felicidade" (1997), "O Talentoso Mr Ripley" (1999), "Magnólia" (1999) e "Quase Famosos" (2000). O grande público pôde conhecer seu talento em papéis secundários em títulos de grande bilheteria, como "Cold Mountain" (2003) e "Missão Impossível 3" (2006).
O reconhecimento do trabalho veio com prêmios, entre eles o Oscar e o Globo de Ouro de melhor ator no drama "Capote" (2005). O ator também teve indicações ao Oscar por sua atuação como coadjuvante em produções de grande destaque como "O Mestre" (2012), "Dúvida" (2008) e "Jogos do Poder" (2007).
Recentemente ele fez parte do segundo filme da série "Jogos Vorazes" e estava com contrato assinado para integrar o elenco do terceiro filme da série. Hoffman tinha sete dias de trabalho para encerrar as filmagens do projeto, mas a morte não deve afetar o lançamento dos dois próximos filmes da série, previstos para novembro de 2014 e 2015 respectivamente. "Philip Seymour Hoffman era um dos talentos mais singulares da nossa geração. Ficamos felizes de termos contado com ele na família de 'Jogos Vorazes'. Perdê-lo é uma tragédia e enviamos nossas condolências à família de Philip", disse a Lionsgate em nota.
Dois novos filmes com Hoffman estrearam em janeiro passado no festival de Sundance, nos EUA: o thriller de espionagem "A Most Wanted Man," dirigido por Anton Corbijn, e "God's Pocket", do diretor estreante John Slattery. Antes de morrer, Hoffman também se preparava para rodar seu segundo filme como diretor, "Ezekiel Moss", com Jake Gyllenhaal e Amy Adams no elenco.
*Com informações de agências internacionais
Padilha diz que convênio com ONG de seu pai será cancelado
SÃO PAULO - O ministro da Saúde, Alexandre Padilha (PT), afirmou, nesta quinta-feira, 30, que vai providenciar o cancelamento do convênio da pasta com a ONG Koinonia-Presença Ecumênica e Serviço, da qual seu pai, Anivaldo Padilha, é sócio e fundador.
"Para poupar a instituição de qualquer exploração política, eu tomei a decisão hoje de solicitar ao jurídico do ministério a tomar todas as medidas legais possíveis para cancelar esse convênio", afirmou Padilha durante participação em evento na capital paulista.
O ministro disse que o pai não recebe nenhuma remuneração da ONG desde 2009 e que o convênio foi firmado dentro de "todos os procedimentos regulares".
"Eu sei que, por eu estar saindo do Ministério da Saúde, cada ato vai ter exploração política", afirmou Padilha. Ele é pré-candidato ao governo paulista nas eleições de 2014. Padilha desembarcará definitivamente em São Paulo na próxima semana e, no dia 7, a ideia é que dê início a uma caravana pelo interior.
Hoje, a oposição afirmou que vai investigar a situação da ONG e, também, vai pedir que a Comissão de Ética Pública da Presidência avalie a conduta de Padilha que, na reta final de sua gestão, assinou um convênio com a entidade.
Para o líder do PPS na Câmara, Rubens Bueno (PR), a medida fere a conduta ética dos agentes públicos e levanta suspeita de que o convênio tenha finalidade eleitoral. O líder disse que encomendou um levantamento técnico sobre a legalidade da ONG e defendeu a anulação do convênio.
(Folhapress)
Empresário inovador, a cara do Brasil, vende Hotel que comprou com dinheiro público.
Eike vende Hotel Glória para fundo suíço Acron
Adquirido em 2008 por Eike Batista por cerca de R$ 80 milhões, o Hotel Glória passa por uma ampla reforma que originalmente deveria ficar pronta antes da Copa do Mundo, mas foi adiada e só deve sair em 2015. A obra contou com financiamento de R$ 147 milhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
SÃO PAULO - O fundo suíço Acron fechou neste sábado a compra do Hotel Glória, no Rio de Janeiro, do Grupo EBX, do empresário Eike Batista, conforme apurou o Valor PRO, serviço de informações em tempo real do Valor.
As negociações com o fundo tiveram início no segundo semestre do ano passado. Na época, o valor da transação foi anunciado em R$ 225 milhões. Nenhum representante do Acron ou da EBX foram localizados para comentar o assunto.
A compra do hotel foi o primeiro negócio do Acron no país. Especializado no setor imobiliário e com controle familiar, o fundo já fez investimentos em mais de 40 propriedades, incluindo hotéis e imóveis comerciais.
Adquirido em 2008 por Eike Batista por cerca de R$ 80 milhões, o Hotel Glória passa por uma ampla reforma que originalmente deveria ficar pronta antes da Copa do Mundo, mas foi adiada e só deve sair em 2015. A obra contou com financiamento de R$ 147 milhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
Por Vinícius Pinheiro | Valor
sexta-feira, 31 de janeiro de 2014
Lançado livro sobre hidrelétricas na América Latina. Paraense um dos autores
Publicação é resultado de debates entre procuradores de diversos países da região
Felício Pontes Júnior, um dos autores da obra
Arquivo. Beth Begonha
O procurador do Ministério Público Federal no Pará Felício Pontes Júnior, um dos autores da obra sobre hidrelétricas na América Latina, é o entrevistado desta quinta-feira (30) doAmazônia Brasileira. Ele fala sobre o livro, lançado por membros do Ministério Público da América Latina e pesquisadores, que aborda os impactos causados pela instalação de hidrelétricas na região e a maneira como o MP trabalha para evitá-los ou minimizá-los.
Hidrelétricas e atuação do Ministério Público na América Latina registra a importância de tratar os impactos causados pelas hidrelétricas de forma integrada, observando os efeitos acumulados da instalação de diversas usinas em uma mesma região. A publicação apresenta também propostas para que poder público, empresas e cidadãos possam aprofundar a análise e o tratamento das questões socioambientais ligadas a esses impactos, principalmente na região amazônica do Brasil, Equador e Peru. O livro é organizado por Felício Pontes Júnior, pelo promotor de Justiça em Minas Gerais Leonardo Castro Maia e pela procuradora de Justiça no Rio Grande do Sul Sílvia Capelli.
A obra está disponível para download em PDF na internet.
quinta-feira, 30 de janeiro de 2014
quarta-feira, 29 de janeiro de 2014
terça-feira, 28 de janeiro de 2014
Se o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) fosse branco?
Barbosa rebate críticas de João Paulo Cunha
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, reagiu ontem à crítica do deputado João Paulo Cunha (PT-SP), publicada domingo na "Folha de S.Paulo", de que tem feito "pirotecnia" em relação a seu mandado de prisão no esquema do mensalão. "Esse senhor foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal, pelos 11 ministros do STF. Eu não tenho costume de dialogar com réu. Eu não falo com réu", disse Barbosa, ao chegar a Londres. "Não faz parte dos meus hábitos, nem dos meus métodos de trabalho ficar de conversinha com réu", ressaltou.
O ministro criticou a imprensa brasileira por dar espaço a declarações de condenados no esquema do mensalão: "Eu tenho algo a dizer: eu acho que a imprensa brasileira presta um grande desserviço ao país ao abrir suas páginas nobres a pessoas condenadas por corrupção. Pessoas condenadas por corrupção devem ficar no ostracismo. Faz parte da pena."
Na entrevista, o deputado disse que falta "civilidade, humanidade e cortesia" ao presidente do STF. Barbosa decretou a prisão do petista, mas viajou à Europa sem assinar o mandado dele. O ministro mostrou-se irritado com a entrevista de Cunha: "A imprensa tem de saber onde está o limite do interesse público. A pessoa quando é condenada criminalmente perde uma boa parte dos seus direitos. Os seus direitos ficam em hibernação, até que ela cumpra a pena. No Brasil, estamos assistindo à glorificação de pessoas condenadas por corrupção à medida que os jornais abrem suas páginas a essas pessoas como se fossem verdadeiros heróis."
Barbosa desembarcou em Londres depois de cinco dias em Paris para encontros oficiais. Ele fica até amanhã na capital britânica, onde também tem uma agenda de compromissos. Questionado, ele não quis dizer se assina semana que vem o mandado de prisão de João Paulo Cunha.
Ontem, o site criado para receber doações com o objetivo de ajudar Delúbio Soares a pagar a multa imposta ao ex-tesoureiro por sua participação no esquema do mensalão mostrava arrecadação de R$ 242.421,37. O montante equivale a mais da metade dos R$ 466.888,90 que o petista tem que pagar até a sexta-feira. Delúbio cumpre pena de 6 anos e 8 meses em regime semiaberto por corrupção ativa. Ele recebeu autorização para trabalhar na Central Única dos Trabalhadores (CUT), em Brasília, onde atua como assessor da direção nacional da entidade.
A página "Solidariedade a Delúbio Soares" foi criada na terça-feira, após o site "Parceiros da família Genoino" ter arrecadado uma quantia superior à necessária para pagar a multa de R$ 667,5 mil, à qual Genoino foi condenado.
Por Folhapress, de Londres e São Paulo
segunda-feira, 27 de janeiro de 2014
domingo, 26 de janeiro de 2014
Entraram em campo de salto alto e deu no que deu
Foi muito dinheiro investido para experimentar a pior derrota dos dois últimos anos. Foi avião trazendo jogadores contratados, outros atravessaram a avenida, saíram da Curuzu e foram para o outro lado, com muito dinheiro no bolso, que desde o ano passado o Paysandu pagava, para o "maestro" não jogar.
Foi jogo de bastidores, um dia antes ofereceram ao Yago Pikachu R$ 8 milhões para mudar de lado ou ir para um clube do sul ou centro oeste. Mas nada de jogo no domingo. O pobre mordeu a isca e não jogou, mesmo descumprindo contrato.
Não foi necessário, nem Eduardo Ramos fez falta, nem Yago Pikachu desfalcou o Paysandu.
Primeiro tempo foi Bicolor de lado a lado.
O Paysandu venceu o primeiro clássico da temporada 2014 e entra na semana do centenário na liderança do primeiro turno do Campeonato Paraense. O Papão derrotou o Clube do Remo por 2 a 1, na tarde deste domingo (26), no estádio Mangueirão, em Belém, recebendo um grande público.
Acompanhe como foi o lance a lance do Superclássico da Amazônia
O inicio da partida foi nervosa, com poucas chegadas de ataque das duas equipes e aos poucos, azulinos e bicolores chegavam com perigo ao gol adversário. Na primeira tentativa, Eduardo Ramos cobra escanteio e o zagueiro Rogelio cabeceou assustando o goleiro Matheus. O defensor azulino acabou falhando no primeiro gol bicolor.
Aos 16 minutos do primeiro tempo, Djalma cruza e o meia Héverton acabou dividindo com o zagueiro remista, que acabou tocando por último na bola e marcou gol contra. Em vantagem, o Paysandu pressiona o Remo e não demorou muito para o segundo gol. Após falha da defesa azulina, Lima mata no peito e tira do alcance de Fabiano, ampliando o placar, aos 36 minutos.
Após sentir os dois gols sofridos, o Remo voltou para a etapa final e tratou logo de por fogo no jogo. Logo a um minuto, após falha da defesa bicolor, Zé Soares diminui o placar para o Leão, que pressionou em busca do empate, mas acabou parando na forte marcação bicolor.
Ainda deu tempo para Lima, sozinho dominar e chutar para fora e Val Barreto, fazer uma bela jogada e chutar para fora a última chance do empate azulino. No fim da partida, a festa foi bicolor no Mangueirão.
Com 10 pontos na tabela de classificação, o Paysandu volta a campo na próxima quinta-feira (30), em Tucuruí, contra o Independente. O Remo joga na quarta-feira (29), no Mangueirão, contra o Gavião Kyikateje.
FICHA TÉCNICA
REMO: Fabiano; Diogo Silva (Ratinho), Rogelio, Max e Alex Ruan; André, Jhonnatan, Eduardo Ramos e Athos (Zé Soares); Leandrão (Val Barreto) e Thiago Potiguar.
Técnico: Charles Guerreiro
PAYSANDU: Matheus; Djalma, João Paulo, Charles e Airton; Vânderson (Augusto Recife), Ricardo Capanema, Zé Antônio (Pablo) e Héverton (Bruninho); Lima e Hellinton.
Técnico: Mazolla Junior
Árbitro: Marcelo de Lima Henrique (FIFA-RJ)
Assistentes: Fabrício Vilarinho (GO) e Clerison Cley Barreto (SC)
Cartões Amarelos: Charles, João Paulo e Augusto Recife (PSC) ; Eduardo Ramos, Max, Rogélio e André (REM)
Renda: R$ 686.640,00
Público Pagante: 16.914
Público Total: 18.680
(Diego Beckman/DOL)
Rolezinho.Por mais saúde, transporte e educação. Ingratos!
O Governo Federal e seus ministros perderam todas as referências de autocrítica, acham que são deuses e não aceitam protestos. Logo quando os "vândalos" invadem as ruas a presidente culpa à direita e incentiva as manifestações.
Seguidamente aparece o Ministro franciscano, Gilberto Carvalho e chama a essa verdadeira "torcida do Flamengo" que saiu para as ruas, de ingratos.
Um grupo de aproximadamente 35 jovens, de vários bairros de Belém, estiveram na tarde deste sábado (25), no Boulevard Shopping, onde realizaram o primeiro "rolezinho" da capital paraense. O ato durou cerca de 40 minutos e o número de participantes esteve bem abaixo dos 950 que confirmaram presença pela rede social Facebook.
O protesto não apresentou incidentes e seguiu dentro do estabelecimento ao som de gritos de ordem por parte dos manifestantes. Os seguranças monitoraram todo o trajeto.
Assustados, comerciantes fecharam as lojas durante a movimentação, mas deram apoio ao ato. Miriam Portugal, gerente de uma loja disse que o ato era desnecessário já que o shopping é um local aberto a todos, mas considera justo que eles lutem por mais locais de lazer . " A loja foi fechada, os clientes pediram com medo de que vândalos estivessem infiltrados, mas tudo ocorreu dentro da normalidade", explicou.
Para monitorar a caminhada, duas viaturas da Polícia Militar, quatro da Ronda Tática Metropolitana (Rotam), e cerca de 30 agentes do Detran acompanharam a manifestação.
O DOL entrou em contato com o Boulevard Shopping que informou que não vai se manifestar pelo fato do ato ter ocorrido dentro da normalidade, sem prejuízos, confusão ou danos ao patrimônio.
sábado, 25 de janeiro de 2014
Ingratidão
"Gilberto Carvalho diz que viu ingratidão' nos protestos de junho. Ingratidão é chamar quem elegeu o seu governo de ingrato."
DO DEPUTADO LÚCIO VIEIRA LIMA (PMDB-BA), sobre a afirmação feita ontem pelo ministro da Secretaria-Geral da Presidência, no Fórum Social Temático.
Ingratidão dos Vândalos. "Fizemos tanto por essa gente e agora eles se levantam contra nós."
Horas depois, Gilberto Carvalho afirmou que declaração foi mal interpretada
Possibilidade de reedição da onda de manifestações preocupa o Planalto em ano de eleiçõesInterlocutor da presidente da República com os movimentos de esquerda, o ministro Gilberto Carvalho (Secretaria Geral) disse ontem que, durante as manifestações de junho passado, integrantes do governo federal ficaram "perplexos" e "quase com um sentimento de ingratidão" pelo fato de os protestos terem se voltado contra um governo que considera ter avançado em conquistas sociais.
A declaração foi feita pela manhã no Fórum Social Temático, em Porto Alegre, evento que reúne movimentos sociais, parcela cativa do eleitorado petista nas últimas décadas.
No discurso, o ministro avaliou que a direita "fez a festa" com a repercussão dos protestos. A onda de manifestações começou em capitais tendo como foco a insatisfação com o preço do transporte coletivo, mas se alastrou para outras áreas do serviço público e atingiu a popularidade da presidente Dilma Rousseff e de governadores e prefeitos do país.
"Quando acontecem as manifestações de junho, da nossa parte houve um susto. Nós ficamos perplexos. Quando falo nós, é o governo e também todos os nossos movimentos tradicionais. [Houve] uma certa dor, uma incompreensão e quase um sentimento de ingratidão. [Foi como] dizer: fizemos tanto por essa gente e agora eles se levantam contra nós."
Nesse momento, uma pessoa que acompanhava o discurso da plateia gritou: "Ah, sai daí".
À tarde, em outra participação no fórum, Carvalho disse ter sido "mal interpretado" quando falou do sentimento de ingratidão. Afirmou que se tratou de uma reação inicial, e equivocada.
"Citei hoje de manhã um fato que foi mal interpretado. Depois até um veículo de imprensa falou que tinha gente no governo com certo sentimento de ingratidão. Um sentimento equivocado, evidentemente. Tem muita dificuldade de compreender, vamos ser sinceros. A gente passou muito tempo até tentar entender", afirmou.
O ressentimento de setores do governo já havia sido externado em várias reuniões internas. Mas essa foi a primeira vez que um integrante do alto escalão manifestou publicamente a ideia.
No discurso feito na manhã de ontem, Carvalho disse ainda que a inclusão de mais consumidores no mercado, gerada pelo aumento da renda da população na última década, criou um "estresse" que influenciou a onda de protestos. Ao responder questionamentos da plateia, ele disse que "impressionou muito" um cartaz em um protesto em São Paulo que chamava o Bolsa Família de "bolsa esmola".
VANDALISMO
A eventual reeedição da onde de protestos é um dos principais temores do governo em ano eleitoral. O receio é que a realização da Copa do Mundo em junho alimente novas reações. No ano passado, a exigência de "padrão Fifa" nos serviços públicos virou slogan nas ruas.
Anteontem, uma passeata contra o aumento da tarifa de ônibus em Porto Alegre teve atos de vandalismo no centro da cidade, como depredação de contêineres de lixo e ataque a um banco.
FELIPE BÄCHTOLDDE PORTO ALEGRENATUZA NERYDE BRASÍLIA
Em dia de pagamento, preço do crack chega a duplicar
'Inflação da pedra' ocorreu após prefeitura pagar R$ 120 a usuários de programa
Com o dinheiro em mãos, usuários foram para o fluxo; outros optaram por comprar doces e refrigerante
O preço da pedra de crack chegou a dobrar já no primeiro dia de pagamento dos 302 usuários da cracolândia que trabalham no programa Braços Abertos, da prefeitura.
A pedra, que custava R$ 10, sofreu variação de preço na tarde de ontem e chegou a custar até R$ 20, segundo relatos de usuários à Folha no fluxo (local de venda e consumo).
De acordo com a prefeitura, 302 usuários receberam, em dinheiro, R$ 120 pela semana de trabalho na varrição de praças e ruas.
O pagamento também estimulou as vendas no comércio tradicional da região --bolachas, salgadinhos, refrigerantes e outros produtos de consumo rápido foram os mais procurados.
A circulação de dinheiro na cracolândia também reforçou uma prática comum entre os usuários: a compra e revenda de pedras de crack.
No fim do dia, após o frenesi provocado pela circulação de dinheiro novo, a pedra já podia ser encontrada mais barata, a R$ 10.
O pagamento resultou numa injeção de R$ 36.240 na economia da região.
'LUXO'
Isaacc e a mulher, com R$ 240 em mãos, correram para garantir "um luxo" ao quarto do hotel. "É hoje, é hoje que eu finalmente compro minha televisão [usada]", disse.
Outros aproveitaram para adquirir produtos de limpeza e de higiene. "Vou comprar umas coisas com mais qualidade, não gostei do kit da prefeitura", afirmou Clayton.
Adnan Rodrigues usou o dinheiro para tentar evitar as recaídas. "Quero um pote de doce de leite, o doce me ajuda a evitar abstinência", contou.
O preço da pedra na cracolândia é R$ 10 há pelo menos dez anos, diz Bruno Ramos Gomes, presidente da ONG É de Lei, que atua na região,
Ele não acredita que a inflação tenha sido causada pelo pagamento da prefeitura.
"Talvez ela esteja relacionada com a dificuldade de chegar pedra na área, dada à repressão policial", diz.
Segundo Heron do Carmo, economista da USP, o que ocorreu na cracolândia tem a ver com o princípio elementar da inflação. "É a mesma coisa que ocorre com o preço dos hotéis no Rio por causa da Copa", diz.
Ele afirma que o aumento também pode ser explicado pela concentração da venda num só lugar, que restringe as opções: "Achei a experiência da prefeitura interessante, mas é uma coisa para se levar em conta na avaliação da política", diz. "O usuário precisa primeiro ter um plano de vida. E só aí receber um salário", afirma Gomes.
FABRÍCIO LOBELARETHA YARAKDE SÃO PAULO
(COLABOROU ANDRÉ MONTEIRO)
Protesto geral da Associação de Deficientes Visuais
Os deficientes visuais, chamados comumente cegos estão realizando um baixo assinado para exigir à Ministra de Direitos Humanos e igualdade Racial que intervenha nessa novela chamada "Amor à vida", Aí ninguém tem amor à vida! o Cego Cesar (Antônio Fagundes), é um chifrudo, surdo, pateta, não sabe nada do que acontece a meio metro do seu nariz, o que revela que não é cego, já que cego,agudiza o olfato e o ouvido.
A mulher transa na sua cama e nada percebe. Isso é abusar da inteligência dos telespectadores.
Ele fica de quatro e sua mulher somente olha para o cara. E o filho, só aparece cada 5 capítulos, não chora, não come não suja fraldas, etc. etc.
Chega!
O cego de quatro.
Logo, com a mesma roupa, Aline (Vanessa Giácomo) foi para a cozinha a transar comNinho (Juliano Cazarré) o amante, que vive escondido, não trabalha, é outro imbecil e também pateta como muitos que pensam que a vida é mesmo ser amante profissional.
O cego de quatro.
Nem mencionar a apologia à cultura Gay que promove a novela. A metade dos atores ou são gay ou vão a ser ao longo da novela. Mas isso nada tem a ver com o cego Cesar que é muito macho.
sexta-feira, 24 de janeiro de 2014
Barbosa nega candidatura e diz se divertir com a especulação
PARIS - Em viagem a Paris, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, descartou, nesta sexta-feira, 24, a possibilidade de deixar a corte para disputar a Presidência da República ou uma cadeira no Senado em 2014.
Em conversas reservadas, autoridades da França, como a ministra Christiane Taubira (Justiça), com quem ele se encontrou anteontem, inquiriram Barbosa sobre a possibilidade da disputa presidencial deste ano. O ministro negou a pretensão eleitoral em 2014.
"Taubira e outros falaram nisso. Não tenho pesquisa nenhuma. Eu não sou candidato, não estou preocupado com isso. Aliás, estou me divertindo com isso", disse Barbosa, após participar de uma conferência no Conselho Constitucional da França, hoje.
Em um dos cenários eleitorais pesquisados pelo instituto Datafolha, no final de novembro, o presidente do Supremo figurava em segundo lugar com 15% das intenções de votos, atrás da presidente Dilma Rousseff (44%) e tecnicamente empatado com o senador tucano Aécio Neves (14%). A margem de erro do levantamento é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.
O presidente do STF foi alvo de críticas por ter recebido R$ 14 mil em diárias para viajar à Europa durante suas férias. Anteontem, o ministro disse que considera "uma grande bobagem" as críticas.
(Folhapress)
quinta-feira, 23 de janeiro de 2014
Suplente do Presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) muy amigo
Barbosa critica colegas por não terem assinado mandado de prisão de Cunha
Em viagem a Paris, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, criticou os colegas que assumiram o comando da corte durante suas férias por terem dado "um mês a mais de liberdade" ao ex-presidente da Câmara João Paulo Cunha (PT-SP), condenado no esquema do mensalão.O tom de Barbosa foi de crítica aos colegas Cármen Lúcia e Ricardo Lewandowski que assumiram a presidência interinamente em janeiro e não assinaram o mandado de prisão do petista. Os recursos apresentados pela defesa do deputado foram rejeitados por Barbosa no dia 6 de janeiro, horas antes do magistrado deixar o Brasil em férias.
"Qual é a consequência concreta disso? A pessoa condenada ganhou quase um mês de liberdade a mais. Eu, se estivesse como substituto, jamais hesitaria em tomar essa decisão", afirmou. Barbosa alega que não teve tempo hábil para assinar o mandado porque a decisão ainda não havia sido comunicada à Câmara de Deputados nem ao juiz de execuções penais.
"Não é ato [pessoal] de Joaquim Barbosa. O ministro que estiver lá de plantão pode, sim, praticar o ato. O que está havendo é uma tremenda personalização de decisões que são coletivas, mas querem transformar em decisões de Joaquim Barbosa", declarou.
Cármen Lúcia assumiu interinamente a presidência do Supremo no dia 7. Lewandowski, com quem Barbosa protagonizou discussões ásperas ao longo do julgamento do mensalão em 2012, está no comando desde segunda-feira.
Indagado se a não assinatura do mandado do petista visava desgastá-lo, o presidente Joaquim Barbosa foi irônico: "O presidente do STF responde pelo STF no período em que ele estiver lá à frente, sobretudo nas questões urgentes. Saber se um mandado de prisão é uma questão urgente ou não é a avaliação que cada um faz".
Barbosa disse ainda que considera "uma grande bobagem" as críticas que vem sofrendo por ter recebido R$ 14 mil em diárias para viajar à Europa durante as férias.
Ele disse que seus compromissos em Paris e Londres são de interesse público porque ele está representando o Poder Judiciário no exterior. Segundo o STF, o presidente interrompeu o descanso para cumprir compromissos oficiais na Europa. "Eu acho isso uma tremenda bobagem. Nós temos coisas muito mais importantes a tratar. É uma coisa muito pequena. Veja bem, você viaja para representar o seu país, para falar sobre as instituições do Brasil e vocês estão discutindo diárias?", disse o presidente do STF, ao sair de uma reunião na Sorbonne.
Por Folhapress, de Paris
quarta-feira, 22 de janeiro de 2014
Pergunta que não quer calar
Por que somente os homens e não as mulheres no caso do Mensalão estão sendo beneficiados com flexibilidade de penas? Veja o caso do Genoino, Dirceu Delúbio Soares, todos eles vão ficar praticamente em Liberdade, menos as mulheres. O caso do Deputado Roberto Jefferson é de uma perversidade sem limites, parece que foi ordem do próprio Dirceu, se sugere colocar uma tornozeleira eléctrica para ele ficar em arresto domiciliar, por que só ele e o José Genoiono e Delúbio Soares?.
Segue matéria sobre o caso.
O Liberal.
segunda-feira, 20 de janeiro de 2014
Para quem ainda duvida de princípios.... a conferir
Brasil tem segunda maior carga tributária da América Latina, nota OCDE
ZURIQUE - A carga tributária no Brasil é a segunda mais elevada na América Latina como proporção do Produto Interno Bruto (PIB) e supera a receita média de impostos nos países desenvolvidos, segundo a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).
A cobrança de impostos no país, incluídas as contribuições à seguridade social, continua aumentando e representou 36,3% do PIB em 2012 comparado a 30,1% em 2000. Só é superada pela Argentina com 37,3%. A média em países ricos é de 34%.
A arrecadação fiscal pulou de R$ 354,8 bilhões em 2000 para R$ 1,59 trilhão em 2012, conforme mostra o “Relatório de Estatísticas Tributárias na América Latina 2014”, elaborado pela OCDE, com participação da Comissão da ONU para América Latina (Cepal) e do Centro Interamericano de Administrações Fiscais (Ciat).
A receita tributária tem subido consideravelmente em quase toda a América Latina, mas ainda é inferior à da maioria dos países da OCDE. A alta na região é atribuída em parte a condições macroeconômicas favoráveis, a mudanças e fortalecimento de alguns sistemas tributários. Em 2012, os maiores incrementos em relação ao PIB ocorreram na Argentina (2,6 pontos percentuais), Equador (2,3 pontos), Bolívia (1,8 ponto) e Brasil (1,4 ponto).
Em entrevista ao Valor, Christian Daude, diretor de Américas da OCDE, diz que parte da alta contínua da arrecadação fiscal no Brasil, mesmo sem reforma, tem a ver, por exemplo, com a melhora na redução de evasão e com arrecadação social. “Muita gente entrou no mercado de trabalho e fez com que a receita da Previdência Social aumentasse, por exemplo”, disse.
Para ele, no Brasil, ao contrário de vários países latino-americanos, “a questão não é arrecadar mais e, sim, provavelmente, eliminar algumas cargas tributárias, ter equidade da imposição, reduzir a evasão fiscal, direcionar os incentivos corretos e, sobretudo, ter eficiência no lado dos gastos”.
O relatório destaca que, dos anos 1980 em diante, vários países latino-americanos privatizaram, em maior ou menor medida, serviços sanitários, educação e seguridade social. Uma característica regional contrasta com a provisão substancialmente pública desses serviços, e em consequência da arrecadação fiscal, em vários países ricos, sobretudo na Europa.
Existe disparidade em todas as regiões. Na América Latina a arrecadação de impostos aumentou de 13,6% do PIB em 1990 para 20,7% em 2012. A receita em alguns países na América Central representa apenas um terço, em proporção do PIB, à do Brasil.
Em boa parte da região, países têm problemas de arrecadar impostos em meio à falta absoluta de confiança da população.
Por sua vez, nos países-membros da OCDE, a proporção média dos impostos em relação ao PIB varia de 19,6% no México a 48% na Dinamarca.
Com relação à composição tributária, Daude destaca que no Brasil a parte de impostos indiretos sobre bens e serviços é menor, de 44% do total comparado a média de 51% em outros paises da América Latina.
A contribuição para a seguridade social representa 25% da arrecadação tributária no Brasil, idêntico à média na OCDE. A diferença, avalia Daude, é que no Brasil as aposentadorias do setor privado são mais baixas e cobrem menos gente.
“Claramente, o Brasil tem um dos custos mais altos na região, como está estruturado o sistema de pensões ”, afirmou.
Quanto ao imposto sobre renda (de pessoa fisica e de empresa) representa proporção menor no Brasil, em torno de 22% do total, enquanto na OCDE é de 33,5% na média. Na América Latina, está em 26,4% na média. Na Argentina é de 17,3%, Venezuela 31,6% e Chile é mais alto, quase 40%, mas por causa da cobrança de taxa sobre o setor de mineração.
Para o representante da OCDE, também é “interessante” a repartição tributária no país. Em 2012, os Estados arrecadavam quase 24% do total, os municípios outros 5%, somando-se a cerca de 25% no caso da seguridade social e 46% do governo federal. Em comparação, o governo central no México obtém 82% da arrecadação fiscal.
A receita com taxação de recursos naturais não renováveis representa 7,7% do PIB no México, basicamente no caso do petróleo. No Brasil, fica em 2,2%. Na Venezuela, é quase 10% do PIB.
domingo, 19 de janeiro de 2014
A nova classe revolucionária va ao paraíso
Incentivados pelo Governo Federal os jovens das periferias vão ao paraísos e empresários egoístas e neoliberais tremem ante onda de diversão que promovem os jovens.
Como se somente os ricos tivessem direito à diversão. Gostei da Dilma incentivar a invasão de jovens aos shopping das grandes cidades. Gilberto Carvalho, Ministro de articulação do Governo fez a coisa certa.
Somente tenho dúvidas sobre declarações dos moços que são francamente fora dos princípios religiosos do quase padre Gilberto. Eles só querem agarrar mulheres e pegar coisas das lojas.
A conferir!
Sem planejamento o BRT é motivo de chacota por especialistas
Perguntas que não querem calar.
1. Onde começa o BRT e onde termina?,
2. Onde estão definidas as estações,acesso e descida de passageiros?,
3. como atravessar a Almirante Barroso no ponto do BRT?,
4. Cada quantos quarterões são feitas as estações?,
5. As estações estarão protegidas por policiamento, ou serão um ponto de assalto para passageiros?,
6. Saídas de emergência de ônibus que quebrem e não consigam continuar viagem?,
7. Quanto será o custo do conjunto da obra, desde que Assumiu Zenaldo Coutinho?
8. Pela Almirante continua essa mesma profusão de carretas chamadas ônibus e sua fauna acompanhante, as vans ilegais conduzidas por presidiários e motoristas sem carteira de habilitação?
Tem muitas outras dúvidas que os paraenses gustariam esclarecer, mas se essas fossem já respondidas, muita coisa vai melhorar na imagem do Prefeito.
Isso se chama transparência.
Uma semana após a abertura dos elevados do Entroncamento - a parte das obras do BRT (Bus Rapid Transit) entregue pela Prefeitura de Belém, a toque de caixa, para integrar os festejos pelos 398 anos da capital -, o saldo ainda é de engarrafamentos, motoristas confusos e pedestres inseguros sobre como vencer o trânsito na área e ao longo da avenida Almirante Barroso. Assim, as obras que seriam parte de solução para o problema do trânsito na Região Metropolitana de Belém até agora só têm causado mais dor de cabeça.
A pesquisadora em trânsito da Universidade Federal do Pará (UFPA), Patrícia Bittencourt Neves, acredita que a implantação do BRT em Belém já começou falhando. Ela reforça o que todo belenense já sabe, e a PMB finge que não atenta: é necessário que todo o sistema BRT funcione de fato e com eficiência para que algumas mudanças ocorram na cidade.
Nessa entrevista cedida aos repórteres Carlos Mendes e Iaci Gomes, a professora do curso de Engenharia Civil da UFPA traça críticas e propõe diversas soluções para melhorar o trânsito na Grande Belém - como o investimento no transporte hidroviário. Confira.
P: O trânsito de Belém praticamente já parou. O que precisa ser feito para que volte a fluir sem causar tantos transtornos à população?
R: Salvo engano, seria em 2015 o prazo para que o trânsito chegasse a um colapso. Estamos em 2014 e já estamos vivendo essa situação. E chegamos a isso basicamente devido a falta de investimentos e atenção ao planejamento no setor. Belém é uma cidade relativamente planejada. Tivemos o Transcol na década de 1970. Fomos contemplados pelo convênio entre os governos do Brasil e Japão que selecionou cinco capitais brasileiras, entre elas Belém, para se elaborar planos de transporte. O primeiro PDTU [Plano Diretor de Transporte Urbano] foi em 1990. Dez anos depois fizemos uma revisão, e, em 2010, a segunda revisão. E infelizmente, nada foi feito. Nenhuma intervenção física foi feita. Temos estudos para a implantação de trolebus (ônibus elétrico) em Belém feito ainda na década de 1970: não foi implantado, nada foi feito. Belém tem essa ausência de políticas públicas, e isso também por parte do Governo Federal. Antigamente nós tínhamos um setor lá que cuidava do planejamento urbano das cidades. Na Era Collor isso acabou. Toda a responsabilidade do planejamento e da implantação foi para os municípios, que sabemos que não têm esse suporte. O Governo Lula resgatou isso quando criou o Ministério das Cidades e a Secretaria de Mobilidade Urbana. Só que é um sistema muito desorganizado. As secretarias de mobilidade urbana ainda foram se organizar, elaborar políticas nacionais de trânsito e de mobilidade urbana. E o PT ainda foi discutir isso com a sociedade, até elaborarem a política nacional e começarem um programa... Os recursos estão chegando só agora. Então, na realidade, a crise de mobilidade que vivemos é nacional. E a gente consegue sentir mais em Belém por que aqui não foi feito nada. Praticamente o último investimento pesado que tivemos no setor foi na época dos bondes. Raciocine comigo: tiramos os bondes e vieram os primeiros ônibus que faziam o trajeto dos bondes. Aí o que aconteceu? A cidade foi se expandindo, surgiram novos núcleos urbanos e com isso fomos fazendo ligações desses núcleos para o centro da cidade, sem um sistema de integração. Continuamos com aquele sistema radial: a linha sai do bairro e vem para o centro. Aí fizemos um sistema de transporte seletivo de micro-ônibus, criamos linhas interbairros, mas isso não se configura como uma intervenção no sistema. São apenas ajustes que vêm de acordo com o tempo.
P: Que intervenções deveriam ser feitas hoje?
R: Precisamos de um sistema de transporte público eficiente, de qualidade. O que está sendo apresentado para a cidade é o sistema BRT [Bus Rapid Transit]. Os BRTs têm esse perfil e vêm sendo muito utilizados a nível nacional. O Ministério das Cidades analisa mais de 40 projetos de BRT no país inteiro. No exterior, ele está tendo muita aceitação e atende de forma satisfatória se for bem dimensionado com a demanda. Mas é importante deixar claro é que o BRT precisa ser bem planejado, bem implantado e bem operado para funcionar. Desde o processo de organização tem que ser assim, e nós falhamos em Belém na implantação.
P: O BRT se adequa a uma cidade do porte de Belém? Quando for inaugurado, em 2016, já não será defasado?
R: Tivemos crescimento muito acelerado nos corredores da Augusto Montenegro e BR-316. Pelo que sei, extrapolou o previsto. Tenho minhas dúvidas se o BRT é suficiente. Depois do BRT, normalmente se segue para o VLT (Veículo Leve sobre Trilhos), que tem uma capacidade maior. Mas só a partir do momento em que a gente prepara a infraestrutura, dá prioridade na via e etc. Tudo depende de etapas. O BRT é um investimento estruturante. Não investe só na via, mas também em veículos maiores e mais leves, no pessoal, na capacitação técnica, estruturação do órgão gestor etc.
P: O BRT iniciou com fraudes na licitação, objeto de ação judicial inclusive com a indisponibilidade de bens do ex-prefeito Duciomar. Tiveram que quebrar toda a Almirante Barroso para refazer o projeto por força de um TAC [Termo de Ajustamento de Conduta] imposto pelo Ministério Público Federal [MPF], que o prefeito Zenaldo Coutinho foi obrigado a assinar. E agora os elevados do Entroncamento são inaugurados com a obra incompleta...
R: Não é o ideal. Então o que estamos implantando não é nem um BRT, porque foge às características dele. Você não tem nem estação! Isso é o início da operação de um futuro BRT ou algo assim, não chega a ser ainda o sistema. O grande desafio é fazer ajustes ao que já havia sido implantado de forma errada. E um obstáculo maior é o de construir uma imagem boa do BRT. No imaginário da população ele não funciona. Precisamos de um transporte público de qualidade, que seja eficiente, rápido, competitivo. Esse é desafio: atrair o usuário da moto, do carro particular, para o BRT. Para aquele usuário cativo, que precisa andar de ônibus, o que o sistema colocar ele vai usar. Então precisamos de um sistema que responda aos anseios da população. Se não, o BRT simplesmente substituirá o que está aí e vai continuar tudo a mesma coisa. A rede de trânsito de Belém é irracional e está mal distribuída. Sabemos porque tem horas que os ônibus circulam de forma ociosa, vazios. No centro vemos filas de ônibus vazios. Tem alguma coisa errada. E quem paga por aquilo é o usuário, pois nosso sistema é todo remunerado pela tarifa. Todo custo do sistema, envolvendo cobrador, compra de ônibus, combustível, quem paga é o usuário. É diferente de outras cidades, como São Paulo, onde é subsidiado pelo Estado, pelo município. Vai ser oferecida uma nova rede de transportes para a cidade. Algumas linhas de ônibus devem se manter e outras serão substituídas. É por isso que o BRT precisa ser bem operado, planejado: precisa de um sistema de operação de informação muito bom para não causar espera do usuário na estação, por exemplo. Se não o sistema será um caos.
P: Ações complementares poderiam ser implantadas junto ao BRT para melhorar o trânsito de Belém?
R: Várias. O sistema hidroviário é um deles. Temos um potencial hidroviário enorme na região que não é usado. Nossa baía e rios são todos navegáveis. Um sistema hidroviário integrado ao terrestre, é importante lembrar. Com ônibus também saindo do terminal hidroviário para que o usuário pague só uma tarifa. Integrado ao terrestre, para aliviar o tráfego nos principais corredores como a Augusto Montenegro e Almirante Barroso, e até expandir para Ananindeua. E com isso poderíamos aliviar o trânsito e atender a população das ilhas. Isso é muito importante e uma obrigação do município. Precisamos também de maior fiscalização, uma remodelação semafórica, implantar o sistema rotativo de vagas. A abertura de novas saídas da cidade também faz parte disso. A João Paulo II, a Independência, têm que criar mais alternativas de escoamento do trânsito. E investir em uma rede cicloviária. Hoje apenas algumas avenidas têm ciclovias. Precisamos fechar esse circuito, dar segurança ao usuário na ciclofaixa. Precisamos de investimentos pesados. Às vezes a gente transfere [esses recursos] para outro local se você não fizer investimento estruturante.
P: Belém está perto de completar 400 anos em 2016. Como você vê o crescimento urbano da cidade hoje?
R: É frustrante. Belém é uma cidade que está muito sofrida, sob todos os pontos de vista, não só da mobilidade, mas de outros como a segurança, por exemplo. E os índices apresentados mostram que ela está sempre em último lugar em termos de saúde, saneamento, e em primeiro lugar em violência etc. É uma cidade muito maltratada. Em todos os setores ela sofre. Do meu ponto de vista, na minha área, posso dizer que piorou muito. Recentemente o Ipea [Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada] fez um estudo em que comparou 20 capitais brasileiras com 20 capitais internacionais. Analisaram o tempo médio de viagem dos trabalhadores em cada região. São Paulo e Rio de Janeiro só perdem pra Xangai, onde você gasta em média 50 minutos, enquanto em São Paulo e no Rio são 43, por aí. Então, moradores de capitais como Nova York, Barcelona, Londres e Tóquio gastam menos tempo de viagem do que aqui. Comparando só as capitais brasileiras com dados dos últimos 12 anos, o deslocamento casa-trabalho nessas cidades cresceu em torno de três a quatro minutos. Belém cresceu sete minutos. A cidade foge à regra. Inclusive o Ipea diz que atenção especial tem que ser dada a Belém, porque ela está muito pior do que a média nacional. É uma cidade que precisa de investimentos pesados, organização mesmo. Um exemplo é a questão da porta de escola. A gente não tem um sistema de transporte escolar eficiente. A questão das paradas para carga e descarga... Enfim, é uma série de equívocos que, se somando, transformam-se nesse caos. A população gera muita expectativa sobre o BRT, como se ele fosse resolver todos os problemas da cidade. Não vai. Além dele em si, precisamos de muitas outras ações para ir aos poucos resolvendo os problemas no tráfego da Região Metropolitana.
P: Belém ainda suporta mais carros?
R: Suportar, até que suporta. Mas a cada dia o nosso tempo de viagem será maior e os nossos problemas de estacionamento também. Aumentamos a frota e, claro, precisamos do veículo tanto para circular quanto para estacionar. Esse é o problema do uso indiscriminado do automóvel. Aí o órgão gestor tem que fazer o seu papel.
P: Belém logo terá que ter o rodízios de carros?
R: Talvez o rodízio não seja a solução imediata. Nós temos degraus. O rodízio é o último recurso, depois de esgotar todas as alternativas. Depois de organizar transporte escolar, carga e descarga, transporte público eficiente, hidroviário, aí você tenta o rodízio. É uma medida muito agressiva. Podemos partir antes dele até para o pedágio. Há uma lei já tramitando em São Paulo que restringe o número de vagas por apartamentos a só uma. Veja a que ponto se chegou lá. Eu tenho certeza que nós não queremos chegar a isso.
(Diário do Pará)
Cuide mais da sua mulher, até agora só exploradas duplamente. Mulheres devem cuidar mais do coração
O coração das mulheres merece muitos cuidados e uma atenção especial. Segundo dados da Sociedade Brasileira de Cardiologia a cada 10 mortes por infarto no Brasil, seis são de mulheres. As doenças cardiovasculares são as que mais causam mortes em mulheres no mundo, são quase 8,5 milhões de mortes.
Então é preciso uma atenção especial a saúde do coração. A vida cada vez mais estressante com jornadas de trabalho intensas, atividades domésticas e acúmulo de diversas outras funções são fatores que contribuíram para o aumento da incidência de doenças cardiovasculares entre as mulheres. “Segundo o Ministério da Saúde 150 mil mulheres ao ano serão vítimas de doenças cardiovasculares, a mais comum é o derrame, ou Acidente Vascular Cerebral (AVC), seguido dos infartos”, explicou o cardiologista Luiz Bezerra.
As doenças cardiovasculares podem ser um vilão silencioso para as mulheres. “Os sintomas para as mulheres nem sempre são iguais aos dos homens, como aquela dor no peito que irradia para os braços. Nas mulheres fraqueza, cansaço, falta de ar e dores no estômago, na costa e até no queixo podem ser um sintoma de algum problema relacionado ao coração”, alerta o cardiologista.
Segundo Luiz, o mais difícil é que os sintomas das mulheres podem ser confundidos com outras doenças o que dificulta o diagnóstico, portanto a atenção deve estar também no seu estilo de vida, hábitos e histórico familiar
Uma vida saudável é a melhor forma de prevenção para quem ama o seu coração e deseja cuidar dele. “Fui ao cardiologista porque a minha mãe possui uma arritmia cardíaca. Já fiz todos os exames e sei que sou saudável, mas mesmo assim pratico atividades físicas regularmente e cuido da minha alimentação com orientação nutricional”, disse a estudante Gabriela Campos.
Há atendimento especializado
A mulher é sempre conhecida por cuidar mais da sua saúde, mas tem esquecido de dar uma atenção maior ao seu coração. “A gente sabe que já existe um hábito de procurar um ginecologista, porém muitas vezes elas esquecem do cardiologista”, explica a enfermeira Antônia Gonçalves, coordenadora do Programa de Saúde da Mulher da Secretaria do Estado de Saúde Pública (Sespa).
Ela alerta que as mulheres que tem tendência a desenvolver a doença devem procurar ajuda médica o quanto antes para ser orientada quanto ao estilo de vida e prevenção. “Nos postos de saúde, ao consultar o clínico, ela deve expor como é seu estilo de vida e falar do histórico de saúde de sua família, assim o clínico pode encaminhá-la ao especialista”, argumenta.
Para quem precisa de tratamento especializado o Estado possui o Hospital de Clínicas Gaspar Viana que é referência no atendimento a mulher com problemas cardiovasculares, inclusive as grávidas. “A unidade de Referência Materno Infantil (Uremia) e a Casa da Mulher também são pontos de acolhimento que podem encaminhar a mulher para um tratamento adequado e prevenção. Em casos mais urgentes, procedimentos cirúrgicos serão encaminhados ao Gaspar Viana”, esclarece a coordenadora.
(Diário do Pará)
sexta-feira, 17 de janeiro de 2014
Inflação é o "bicho-papão" do Brasil, diz "The Economist"
SÃO PAULO - Em artigo publicado hoje, a revista "The Economist" classificou a inflação como o "bicho-papão" do Brasil.
O texto diz que o ano "começou mal" para a presidente Dilma Rousseff, com a primeira queda nas vendas dos carros em uma década, com a inflação acima das expectativas do mercado e com a saída de dólares do país.
A matéria também destaca que o real fechou 2013 mais fraco do que quando Dilma assumiu o governo, há três anos.
De acordo com a publicação, a presidente "está fazendo tudo o que pode para manter os preços baixos" medida que, de acordo com o texto, segurou a inflação abaixo o teto da meta do governo, de 6,5%. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) fechou 2013 em 5,91%.
(Folhapress)
quinta-feira, 16 de janeiro de 2014
quarta-feira, 15 de janeiro de 2014
Abandonar Cabral, em vez de família Sarney, é mais racional para petistas
A política de alianças do PT para as eleições deste ano tem pela frente o desafio de abandonar dois aliados intimamente ligados ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva: o senador José Sarney, patriarca do clã que domina o Maranhão há quase 50 anos, e o governador do Rio, Sérgio Cabral, cuja popularidade jamais se recuperou depois dos protestos de junho.
Ciente de que não é aconselhável comprar duas brigas ao mesmo tempo com caciques do PMDB, maior parceiro no governo federal, o PT tende a jogar ao mar apenas um deles. A escolha de Sofia dos petistas, ao que tudo indica até agora, tem um nome: Cabral.
Se pudessem, os petistas se livrariam dos dois. No Maranhão, porque o cálculo é que a dívida de gratidão de Lula por Sarney ter lhe apoiado nos momentos mais difíceis da crise do mensalão, em 2005, já teria sido paga. Em 2010, o PT nacional tratorou o diretório regional para impor a adesão à reeleição de Roseana Sarney. Agora que o clã quer eleger um sucessor apagado - o secretário da Casa Civil Luís Fernando Silva - os petistas cogitam apoiar Flávio Dino (PCdoB), preterido há quatro anos. O momento é mais do que apropriado para o descolamento. O descalabro das condições carcerárias no Maranhão, que vem chocando a opinião pública com dezenas de mortes de presidiários, alguns degolados, deixa o PT numa situação de constrangimento.
No Rio de Janeiro, a história também vem desde 2010, quando o petista Lindbergh Farias, ex-prefeito de Nova Iguaçu, ensaiou disputar o governo estadual, contra a reeleição de Cabral. Com o projeto abortado, Lindbergh se cacifou para o Senado - derrotando um dos capos da máquina do PMDB fluminense, Jorge Picciani, que ficou em terceiro - e passou a acumular força. Sua candidatura já era vista com simpatia por integrantes da direção do PT antes das manifestações de junho. Depois da derrocada de Cabral, tornou-se praticamente irreversível.
Ao comprar essa briga com o PMDB do Rio, no entanto, o PT sabe que perde graus de liberdade em outras frentes. Fazer o mesmo no Maranhão pode ser por demais arriscado. Insatisfeita, a cúpula pemedebista ressuscita a ideia de antecipar a convenção nacional da legenda, numa ameaça de não apoiar a reeleição de Dilma Rousseff. Se vários Estados se opuserem - as seções gaúchas e baianas, por exemplo, são refratárias - fica mais difícil repetir a aliança e a chapa presidencial com Michel Temer como vice.
A escolha por abandonar Cabral é mais racional: deixar de concorrer no Rio, num cenário de fragmentação e desintegração da base, seria perder oportunidade única. O Estado é o segundo maior PIB, terceiro maior colégio eleitoral do país, e o PT tem um candidato competitivo, com mais intenção de votos do que o vice Luiz Pezão, apadrinhado do governador. No limite, o PT pode argumentar que Cabral caiu com as próprias pernas e escândalos: o escárnio dos guardanapos na cabeça em restaurante de Paris, a relação estreita com o empreiteiro Fernando Cavendish, dono da construtora Delta, o estilo de governo à distância, com inúmeras viagens internacionais, e a ação truculenta da polícia durante os protestos de rua.
No Maranhão, o PT não conta com um candidato forte, nem tem expressão eleitoral. Ainda depende de uma estrutura de poder que ajudou Dilma a obter 79% dos votos no segundo turno de 2010. Foi o segundo melhor desempenho nas 27 unidades da Federação, atrás apenas do Amazonas, onde amealhou 80% dos eleitores.
O sangue do presídio de Pedrinhas representa o horror mas, pelo jeito, pesará pouco na equação política dos petistas.
Por Cristian Klein. Valor Econômico.
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