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sexta-feira, 26 de outubro de 2012
A VALE corre para o Pará
Vale afirmou que a prioridade absoluta da companhia é o desenvolvimento do minério de ferro, no Pará.
RIO - Atualizada às 11h50. O diretor de finanças e relações com investidores da Vale, Luciano Siani, afirmou que a prioridade absoluta da companhia é o desenvolvimento do projeto S11D, de minério de ferro, no Pará, que permitirá, segundo ele, a colocação da produção no porto a um custo de US$ 15 por tonelada.Siani ressaltou que, com o S11D, a Vale vai recuperar participação de mercado global em minério de ferro.
"Perdemos market share por não conseguirmos crescer produção", disse em teleconferência com analistas sobre os resultados do terceiro trimestre. "A partir de 2017, com entrada de Serra Sul, podemos esperar o crescimento da Vale no seu principal mercado, que é o minério de ferro", acrescentou.
Preços do minério em 2013
O diretor de ferrosos e estratégia da Vale, José Carlos Martins, foi cauteloso ao desenhar um cenário para a tendência dos preços do minério de ferro para 2013. Segundo ele, o preço não deve, em 2013, fugir dos patamares de hoje, embora deva sofrer com a volatilidade.
Segundo Martins, o preço médio do terceiro trimestre foi de US$ 113 a tonelada no mercado à vista (spot) da China, enquanto neste início de quarto trimestre esta média passou para US$ 115.
"Só vamos sentir impacto mais positivo nos preços do minério se houver o crescimento mais acentuado da produção de aço na China", disse Martins, em teleconferência com analistas sobre o resultado do terceiro trimestre.
Martins também disse que há sinais de recuperação, impulsionada por um movimento de reestocagem de minério de ferro nos portos e usinas chinesas no quarto trimestre, levando a uma recuperação de curto prazo. Hoje, o preço do minério no spot chinês (Platts Iodex 62% Fe) chegou a US$ 120,50 a tonelada, ante US$ 120 ontem.
O executivo reiterou que, enquanto não houver uma recuperação efetiva na produção de aço chinesa, a alta de preços do minério estará sempre limitada por um patamar que torna atraente a volta de produtores chineses de minério de alto custo - por volta de US$ 120 a tonelada. Juntos, esses produtores adicionam uma capacidade de 100 milhões de toneladas por ano ao atual mercado.
Outros projetos
Outro projeto citado por Siani como prioritário foi Moatize, em Moçambique, para produção de carvão. De acordo com ele, os problemas para aumentar a produção de Moatize hoje estão restritos à logística, sem percalços na operação da mina.
De acordo com o executivo, a Vale vai procurar, sempre que possível, parcerias para o desenvolvimento de projetos. "Vamos buscar de forma mais ampla que no passado [...]", disse.
Siani afirmou também que a companhia está reavaliando todos os seus negócios na área de metais base, que inclui níquel e cobre. O objetivo é manter a operação de ativos que agreguem mais valor à produção da empresa. Siani destacou fechamento da mina de Frood, no Canadá, que operava há mais de cem anos e produzia, atualmente, um minério com baixo teor de níquel. "Ativos que não estão adicionando valor serão desinvestidos", afirmou.
O diretor ressaltou ainda que tem a expectativa de que, nos próximos anos, a Vale registre aumento na produção de ouro.
Por Rafael Rosas e Vera Saavedra Durão | Valor
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Novos aliados da Dilma, velhos inimigos
Inimigo público do PT o Prefeito de São Paulo, Kassab, será Ministro da Dilma. Quer apostar?
quinta-feira, 25 de outubro de 2012
Código Florestal. A quase ministra do Governo Dilma reclama
CNA vai ao Ministério do Meio Ambiente pedir mudanças no decreto do Código Florestal
Após quase duas horas de reunião com a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, a presidenta da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Kátia Abreu, disse que os produtores vão esperar mais uma semana por alterações no decreto publicado na semana passada pelo governo federal que preencheu lacunas deixadas na Lei do Código Florestal.
Desde que foi publicado, o decreto motivou ameaças por representantes de alguns setores da agricultura, que prometeram ingressar no Supremo Tribunal Federal (STF) com ação direta de inconstitucionalidade (Adin) para questionar a medida. Do lado dos produtores, a principal crítica recai sobre os trechos tratando do Cadastro Ambiental Rural (CAR) e do Programa de Regularização Ambiental (PRA).
Em reuniões com a ministra Izabella Teixeira e o advogado-geral da União, Luís Inácio Adams, entre outros representantes do governo federal, Kátia Abreu disse que o Poder Executivo indicou intenção de não complicar o texto e de publicar nos próximos dias alteração dos itens do decreto que são criticados pelos produtores.
“O texto não ficou bem normatizado. Seria uma formatação cartorial, na qual o Incra teria que participar do georreferenciamento e isso seria um caos para o país”, disse Kátia Abreu. “O decreto dificulta a vida dos produtores e seria inconstitucional, porque coloca mais obrigações ao produtor do que as que estão previstas na lei. Vamos esperar mais uma semana para ver a alteração que deverá ser feita”.
A presidenta da CNA disse que a conversa com Izabella Teixeira também tranquilizou os produtores rurais sobre as futuras regulamentações que serão feitas para viabilizar o Código Florestal. O temor dos grandes agricultores e pecuaristas é que essas normas não venham a ser elaboradas pelo Ministério do Meio Ambiente ou pela própria Presidência da República.
“Uma das nossas preocupações é que isso [as futuras regulamentações] fugisse à alçada do Executivo e pudesse ser deslocado para um Conama [Conselho Nacional do Meio Ambiente]. Tivemos a garantia de que seria feito pelo Executivo, ouvidos todos os setores”, disse ela.
Kátia Abreu disse que a CNA vai buscar um “diálogo ameno” com ambientalistas e movimentos sociais, mas não deixará de priorizar alguns pontos de interesse dos produtores rurais. Uma das bandeiras defendidas pelos ruralistas é a de ampliar a área produtiva irrigada no país. “Se precisamos e queremos aumentar a produção e produtividade sem desmatar árvores, vamos precisar irrigar boa parte do país. Temos um potencial de 30 milhões de hectares e irrigamos só 5 milhões de hectares”.
Outro ponto que deve retomar o clima de disputas entre ambientalistas e ruralistas nas negociações sobre a regulamentação da lei é o fim da produção nas áreas de Preservação Permanente (APP). O decreto prevê um deslocamento escalonado, mas o questionamento do setor é se o prazo é suficiente para que os pequenos produtores consigam se adequar economicamente às novas regras.
“Os grandes produtores e os pequenos de renda alta já liquidaram o assunto e organizaram as suas APPs e reservas legais para não perder seus contratos. A nossa preocupação é a grande classe média rural brasileira, que está bastante empobrecida, e os pequenos de baixa renda, que terão dificuldade maior de se adequar repentinamente à lei, saindo das margens de rios, que são as áreas mais férteis em qualquer lugar do mundo”, afirmou. (Fonte: Carolina Gonçalves/ Agência Brasil)
Desde que foi publicado, o decreto motivou ameaças por representantes de alguns setores da agricultura, que prometeram ingressar no Supremo Tribunal Federal (STF) com ação direta de inconstitucionalidade (Adin) para questionar a medida. Do lado dos produtores, a principal crítica recai sobre os trechos tratando do Cadastro Ambiental Rural (CAR) e do Programa de Regularização Ambiental (PRA).
Em reuniões com a ministra Izabella Teixeira e o advogado-geral da União, Luís Inácio Adams, entre outros representantes do governo federal, Kátia Abreu disse que o Poder Executivo indicou intenção de não complicar o texto e de publicar nos próximos dias alteração dos itens do decreto que são criticados pelos produtores.
“O texto não ficou bem normatizado. Seria uma formatação cartorial, na qual o Incra teria que participar do georreferenciamento e isso seria um caos para o país”, disse Kátia Abreu. “O decreto dificulta a vida dos produtores e seria inconstitucional, porque coloca mais obrigações ao produtor do que as que estão previstas na lei. Vamos esperar mais uma semana para ver a alteração que deverá ser feita”.
A presidenta da CNA disse que a conversa com Izabella Teixeira também tranquilizou os produtores rurais sobre as futuras regulamentações que serão feitas para viabilizar o Código Florestal. O temor dos grandes agricultores e pecuaristas é que essas normas não venham a ser elaboradas pelo Ministério do Meio Ambiente ou pela própria Presidência da República.
“Uma das nossas preocupações é que isso [as futuras regulamentações] fugisse à alçada do Executivo e pudesse ser deslocado para um Conama [Conselho Nacional do Meio Ambiente]. Tivemos a garantia de que seria feito pelo Executivo, ouvidos todos os setores”, disse ela.
Kátia Abreu disse que a CNA vai buscar um “diálogo ameno” com ambientalistas e movimentos sociais, mas não deixará de priorizar alguns pontos de interesse dos produtores rurais. Uma das bandeiras defendidas pelos ruralistas é a de ampliar a área produtiva irrigada no país. “Se precisamos e queremos aumentar a produção e produtividade sem desmatar árvores, vamos precisar irrigar boa parte do país. Temos um potencial de 30 milhões de hectares e irrigamos só 5 milhões de hectares”.
Outro ponto que deve retomar o clima de disputas entre ambientalistas e ruralistas nas negociações sobre a regulamentação da lei é o fim da produção nas áreas de Preservação Permanente (APP). O decreto prevê um deslocamento escalonado, mas o questionamento do setor é se o prazo é suficiente para que os pequenos produtores consigam se adequar economicamente às novas regras.
“Os grandes produtores e os pequenos de renda alta já liquidaram o assunto e organizaram as suas APPs e reservas legais para não perder seus contratos. A nossa preocupação é a grande classe média rural brasileira, que está bastante empobrecida, e os pequenos de baixa renda, que terão dificuldade maior de se adequar repentinamente à lei, saindo das margens de rios, que são as áreas mais férteis em qualquer lugar do mundo”, afirmou. (Fonte: Carolina Gonçalves/ Agência Brasil)
Kd o PAC dos transportes?
Problemas em 62,7% das principais rodovias do país
Brasília - Dos 95,7 mil quilômetros de rodovias avaliados este ano pela Confederação Nacional do Transporte (CNT), 60 mil quilômetros apresentam algum tipo de deficiência, o que representa 62,7% do total. Os resultados da 16ª Pesquisa CNT de Rodovias são piores que os apresentados no ano passado, quando 57,4% das rodovias avaliadas foram classificadas com algum tipo de deficiência. Neste ano, 37,3% da extensão pesquisada estão em condições ótimas ou boas de segurança.
Em relação ao pavimento, 45,9% têm problemas e 66,2% têm falhas na sinalização. A pesquisa encontrou 221 pontos críticos nas estradas, como erosão na pista, queda de barreira, ponte caída ou buraco grande. Em relação ao ano passado, houve aumento de 36% nas erosões da pista. A ocorrência de faixas centrais desgastadas ou inexistentes aumentou 28,1%, e o aumento das faixas laterais desgastadas ou inexistentes foi 27,7%. As placas encobertas pelo mato também tiveram aumento de 2,4%.
A CNT estima que seja preciso investir cerca de R$ 170 bilhões para a modernização da infraestrutura rodoviária no Brasil. Segundo a entidade, os recursos devem ser aplicados na construção de novas rodovias e em obras de duplicação, pavimentação, recuperação, entre outras intervenções.
“Além de um maior volume de recursos, é preciso garantir a continuidade dos aportes e a agilidade das intervenções de forma a solucionar os entraves identificados e preparar o sistema de transporte para a demanda futura”, diz o relatório.
A pesquisa foi realizada entre os dias 25 de junho e 31 de julho deste ano. Os pesquisadores avaliaram aspectos do pavimento, da sinalização e da geometria da via de 100% da malha federal pavimentada e das principais rodovias estaduais pavimentadas, além das rodovias concessionadas.
Em relação ao pavimento, 45,9% têm problemas e 66,2% têm falhas na sinalização. A pesquisa encontrou 221 pontos críticos nas estradas, como erosão na pista, queda de barreira, ponte caída ou buraco grande. Em relação ao ano passado, houve aumento de 36% nas erosões da pista. A ocorrência de faixas centrais desgastadas ou inexistentes aumentou 28,1%, e o aumento das faixas laterais desgastadas ou inexistentes foi 27,7%. As placas encobertas pelo mato também tiveram aumento de 2,4%.
A CNT estima que seja preciso investir cerca de R$ 170 bilhões para a modernização da infraestrutura rodoviária no Brasil. Segundo a entidade, os recursos devem ser aplicados na construção de novas rodovias e em obras de duplicação, pavimentação, recuperação, entre outras intervenções.
“Além de um maior volume de recursos, é preciso garantir a continuidade dos aportes e a agilidade das intervenções de forma a solucionar os entraves identificados e preparar o sistema de transporte para a demanda futura”, diz o relatório.
A pesquisa foi realizada entre os dias 25 de junho e 31 de julho deste ano. Os pesquisadores avaliaram aspectos do pavimento, da sinalização e da geometria da via de 100% da malha federal pavimentada e das principais rodovias estaduais pavimentadas, além das rodovias concessionadas.
Sabrina Craide
terça-feira, 23 de outubro de 2012
Em Curitiba PT apoia ex-tucano que está na frente nas pesquisas.
Debate em Curitiba tem promessas e farpas entre Fruet e Ratinho Junior
CURITIBA - Na reta final da campanha, os candidatos à prefeitura de Curitiba (PR) trocaram farpas e fizeram promessas durante o debate da RIC TV, afiliada da Record no Paraná. Ratinho Junior (PSC), que venceu no primeiro turno e agora aparece na segunda colocação nas pesquisas do segundo turno, prometeu congelar a tarifa de ônibus em 2013 em R$ 2,60 e “abrir a caixa preta da Urbs”, empresa que administra o transporte coletivo na capital paranaense. Gustavo Fruet (PDT), atual primeiro colocado nas intenções de votos, afirmou que vai fazer o maior investimento em educação do município, área de que terá 30% do orçamento se ele for eleito.Diversos assuntos já bastante debatidos nos dois turnos repetiram-se nas perguntas e respostas. Ratinho Junior criticou a aliança do adversário com o PT, partido que Fruet combateu no passado. Fruet respondeu que a aliança é “programática”.
O candidato do PSC fez questão de dizer que tem ligação com o governo federal e seus programas, enquanto o candidato do PDT ganhou direito de resposta para defender-se da acusação de que tem feito tabloides com ataques ao oponente.
Ratinho Junior começou o programa informando ser o dia de aniversário de nove anos da filha, dando parabéns e pedindo desculpas por não estar com ela. Também falou do filho que está para nascer, na tentativa de ganhar a empatia do público. Fruet aproveitou os mesmos fatos e, após trocas de acusações, desejou felicidades para a filha do adversário e um bom parto para a esposa dele.
Fruet não fez promessas sobre os preços dos bilhetes de ônibus e limitou-se a dizer que “o transporte não se sustenta” no modelo atual, que exige subsídios e que tem perdido passageiros para veículos individuais. Ele também criticou as ações que estão sendo divulgadas por Ratinho na segurança pública e a criação de uma supersecretaria na área, juntando a defesa social com a Secretaria Antidrogras, que ficaria sob o comando do deputado federal Fernando Francischini (PEN).
Como no debate da semana passada, transmitido pela TV Bandeirantes, Ratinho Junior estava mais agressivo. “Não me venha com essa cara de anjo”, disse, em determinado momento, sobre os panfletos apócrifos. “Se você tivesse sido candidato pelo PSDB, estaria descendo o cacete no PT”, comentou, em outra discussão.
O candidato do PSC repetiu que Fruet fez acordo com a ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, para que ela saia candidata ao governo do Paraná em 2014. E criticou o que Fruet disse em debates anteriores, acusando-o de voltar de Brasília com concessões de rádio e televisão. “Se você diz que eu ganhei concessão, está incriminado seu ministro, o Paulo Bernardo (Comunicações)”, afirmou.
(Marli Lima / Valor)
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No município mais rico do Pará
Maurílio Monteiro será o Reitor Pro Tempore da Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará
Esta vai de prima, a quem interessar.
Maurílio Monteiro, ex-secretário de Ciência, Tecnologia e Meio Ambiente, durante o governo de Ana Júlia Carepa, ocupará a função de reitor pro tempore da Unifespa – Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará.
A Reitoria Pro Tempore é órgão executivo superior que coordena, fiscaliza e traça as metas de planejamento e desenvolvimento da instituição.
O reitor é nomeado pela presidente da República.
A administração de Maurílio Monteiro terá caráter pro tempore, durante o período de implantação da Universidade.
Blog do Hiroshi Bógéa
domingo, 21 de outubro de 2012
O trabalho escravo com a cara do Governo Lula/Dilma
Minha Casa Minha Vida: em AL, operários em condições análogas a escravos
Onze operários que estavam submetidos à condição análoga de trabalho escravo na construção de 75 casas do programa Minha Casa, Minha Vida, na cidade de Penedo (AL), foram libertados neste final de semana pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) de Arapiraca (AL) e pela Superintendência Regional do Trabalho e Emprego de Alagoas. As casas fazem parte de um condomínio batizado com o nome da ex-primeira dama do país: Marisa Letícia Lula da Silva.Os operários, contratado pela Federação das Entidades Comunitárias e União de Lideranças do Brasil – FEUB, entidade presidida pelo advogado João Luiz Leite (OAB–SP nº 141403), trabalhavam desde agosto sem registro na carteira, Como são da cidade de Arapiraca, moravam nas próprias casas que ainda constroem, em condições degradantes de trabalho e moradia, o que caracterizou a condição análoga ao trabalho escravo.
Os operários dormiam em colchões rasgados ou em papelões no chão e não recebiam roupa de cama (alguns providenciaram por conta própria).
A água era a da obra, sem processo de filtração e era armazenada na futura caixa de gordura. Eles não tinham lugar para cozinhar. O vaso sanitário não funcionava e todos usavam o mato para defecar. A iluminação vinha de um gato da rede elétrica, um roubo junto à companhia de energia. Na obra, ninguém tinha o chamado Equipamento de Proteção Individual.
![]() |
| Casas ainda estão longe de ficarem prontas, apesar de alegação de que faltam apenas 2% das obras para entrega das residências |
Jornal do Brasil Marcelo Auler
Marginais do Poder - (Merval Pereira)
A definição do que seja crime de formação de quadrilha é a última discussão teórica do plenário do Supremo Tribunal Federal antes da definição dos critérios para o desempate e a dosimetria das penas. O Tribunal está dividido entre os ministros que tratam esse crime dentro do estrito texto legal, e por isso não veem a existência de quadrilha no caso em julgamento, e os que, como o decano Celso de Mello, permitem-se voos mais altos para chegar a conclusão oposta.
A paz pública, capítulo em que está inserido o crime de quadrilha, é o “bem tutelado”, isto é, o objeto que a legislação procura proteger. As ministras Rosa Weber e Carmem Lucia não viram nos fatos descritos na Ação Penal 470 sinais de que havia uma ação criminosa desse tipo, mas apenas co-autores de diversas ilegalidades, em benefício próprio, no primeiro momento em que esse crime foi julgado.
A legislação trata de crimes comuns perpetrados por quadrilhas, como roubos, sequestros, etc... Para a ministra Rosa Weber “a indeterminação na prática de crimes é a diferenciação de bandos e agentes pura e simples. (...) Entendo que houve aqui crime de coautoria”. Quadrilha, na sua concepção, “causa perigo por si mesma na sociedade”.
Quanto à ameaça à paz pública, a ministra considera que ela só se caracteriza na “quebra de sossego e paz, na confiança da continuidade normal da ordem jurídico formal”. E os membros da quadrilha têm a decisão de “sobreviver a base dos produtos auferidos em ações criminosas indistintas”.
A ministra Carmem Lucia fez um adendo às ponderações da ministra Weber que pode ser importante na sua distinção do caso já julgado e o que estará em julgamento a partir de segunda-feira. Ela disse que a tese da Procuradoria-Geral da União de que havia uma “pequena quadrilha”, formada pelos políticos dos partidos aliados, dentro de outra quadrilha, esta a que vai ser julgada, não a convenceu.
Já o ministro Luiz Fux, se disse convencido de que, demonstrada a “congregação estável entre os integrantes para o cometimento de crime, está caracterizado também o crime de quadrilha”. Foi nessa ocasião em que o presidente do Supremo, ministro Ayres Britto fez a observação que já ficou famosa no julgamento: “A pergunta então seria: o réu podia deixar de não saber, nesse contexto?”.
O ministro Marco Aurélio Mello, que inocentou o deputado Valdemar da Costa Neto do crime de quadrilha, o fez por questões técnicas: considerou que não estava configurada a reunião “de mais de três pessoas” como manda a lei, pois um dos réus está sendo julgado em outro processo, na primeira instância.
No caso do núcleo político do PT, em associação com o núcleo operacional e o financeiro, a situação é outra e não é certo que o ministro continue absolvendo os réus, inclusive por que já condenou outros pelo mesmo crime.
A definição mais abrangente em relação à ameaça à paz pública foi feita pelo ministro Celso de Mello, num voto histórico em que comparou os réus a “uma quadrilha de bandoleiros de estrada”, definindo-os como “verdadeiros assaltantes dos cofres públicos”, preenchendo os requisitos legais com uma aula de História.
Citou Cícero, que se referia à paz pública como sendo “a tranquilidade da ordem (...) o sentimento de segurança das pessoas”. Para o decano do STF, “são esses os valores juridicamente protegidos ao incriminar o delito de quadrilha”.
Celso de Mello identificou um “quadro de anomalia” que revela as “gravíssimas consequências desse gesto infiel e indigno de agentes corruptores, tanto público quanto privados, devidamente comprovados, que só fazem desqualificar e desautorizar a atuação desses marginais no poder”.
Embora interfira no resultado do julgamento apenas de maneira remota, pois pode aumentar a pena dos condenados, a definição do crime de quadrilha ganha uma dimensão política relevante neste julgamento, pois a interpretação mais ampla de que a paz pública brasileira esteve ameaçada, pondo em risco o estado democrático de Direito, assumida pelo decano Celso de Mello e pelo presidente do Supremo Ayres Britto, que chegou a falar em “golpe na democracia” e depois reinterpretou as próprias palavras para amenizar seu sentido, traz consigo o entendimento de que o que houve foi uma conspiração institucional.
sexta-feira, 19 de outubro de 2012
quarta-feira, 17 de outubro de 2012
Comparecencia Ministro Lobão na Comissão das Minas e Energia do Congresso
Ministro Lobão faz reconhecimento à paraense Maria Amélia Enríquez pelo seu trabalho na elaboração do Plano de Mineração.
De Getúlio ao Lula
[EcoDebate]
Mito maior da história política nacional, Getúlio Vargas é alvo de estudos e biografias, duas delas nas livrarias atualmente, sendo uma de um brazilianist, Richard Bourne, professor da Universidade de Londres, que também escreveu uma biografia de Lula. Evidentemente, é mais fácil estudar o personagem da história que o do presente, mesmo sendo possível estabelecer paralelos entre ambos – por alguns traços comuns que merecem ser comentados.
São representantes de projetos políticos que preconizam um papel ativo do Estado na economia e tem uma visão dos interesses nacionais diante da economia global. Edição de aniversário da revista Época, esse ano, relembrou o primeiro número da revista Globo e nela constava uma matéria contrária à criação da Petrobrás – como um erro que Vargas estaria cometendo, ao entrar em áreas que deveriam ser deixadas à iniciativa privada. Pois bem, a Globo estava errada e Getúlio certo, a Petrobrás é fundamental para a economia brasileira.
A intuição profunda sobre o povo e a visão estratégica da política parecem ser inegáveis em ambos. Eu, por exemplo, duvidei de Lula quando ele “inventou” Haddad para prefeito de SP, passando por cima de pré-convenções, fazendo outros postulantes abrirem mão, em nome de um ex-ministro que sequer conseguira sucesso na realização do Enem. Na época, escrevi que Lula estava sofrendo de “Complexo de Midas”; deixei registrado, porém, que “a tese de que estamos diante de um ‘complexo’ psicológico só se confirma, aliás, caso Haddad não emplaque, porque sua eleição significaria que o pretenso poder de Lula, de tornar ouro tudo que toca, não é ilusório, mas real”. Pois bem, é real: ele consegue coisas antes inimagináveis, que os seres comuns (como eu) duvidam.
Haveria a hipótese da “sorte”, já que Russomano era favorito e deixaria Haddad de fora do segundo turno. Se foi sorte ou estratégia, não saberemos, há detalhes inacessíveis aos humanos comuns. Sei apenas (e isso já é mais do que a maioria fica sabendo, pois a grande mídia não entra nessa análise) que o fator central da desestabilização de Russomano foi a contradição entre a imagem pessoal cultivada (de parceiro da população, em programa sensacionalista de TV) e a quebra dessa imagem, envolvida em crise de valores morais – leia-se andar com uma “assessora pessoal” enquanto a mulher está na maternidade tendo um filho dele. Pois bem, não temos como saber como a vida pessoal do Russomano ‘vazou’, se foi pura sorte da concorrência ou não, se foi por competência política mesmo.
Lula sempre foi um pragmático, desde seus tempos de sindicalista, quando era tachado de direitista pelos partidos de esquerda dos anos 70 e início dos anos 80, até a criação do PT. Tal como Getúlio, conquistou inegavelmente o coração das multidões, até hoje carentes de um Estado paternalista. Não existe um “petismo” porque o próprio PT aceita as indicações que Lula faz. O Lulismo sim, como o Getulismo, é um fenômeno político e sociológico, o que é uma verdade científica independente de interpretações morais, para o bem ou para o mal. Aliás, a tese do Roberto Jefferson só “pegou” porque foi muito bem contada na sua origem, preservando o mito Lula e o colocando inicialmente no papel de vítima de uma armação na qual “Ele” até chorou. Por último, Jefferson tentou mudar sua versão, mas deve o sucesso à tese original. Lula, assim como Getúlio, parece ter se enraizado no povo, “acima do bem e do mal”.
Montserrat Martins, Colunista do Portal EcoDebate, é Psiquiatra.
EcoDebate, 15/10/2012
terça-feira, 16 de outubro de 2012
O Kit "Gramática" do ex-Ministro Haddad
Quando o candidato a Prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, foi Ministro de Educação implantou os chamados Kit Gay e Kit Gramática.
Como teria sido interessante ele assistir esta aula de portugués. Espero que, se eleito Prefeito, a considere.
Uma belíssima aula de português!
Foi elaborado para acabar de vez com toda e qualquer dúvida se tem presidente ou presidenta.
A presidenta foi estudanta?
Existe a palavra: PRESIDENTA?
Que tal colocarmos um "BASTA" no assunto?
Existe a palavra: PRESIDENTA?
Que tal colocarmos um "BASTA" no assunto?
Miriam Rita Moro Mine - Universidade Federal do Paraná.
No português existem os
particípios ativos como derivativos verbais. Por exemplo: o particípio
ativo do verbo atacar é atacante, de pedir é pedinte, o de cantar é
cantante, o de existir é existente, o de mendicar é
mendicante... Qual é o particípio ativo do verbo ser? O particípio
ativo do verbo ser é ente. Aquele que é: o ente. Aquele que tem
entidade.
Assim, quando queremos
designar alguém com capacidade para exercer a ação que expressa um
verbo, há que se adicionar à raiz verbal os sufixos
ante, ente ou inte. Portanto, a pessoa que preside é PRESIDENTE, e não "presidenta", independentemente do sexo que tenha. Diz-se: capela
ardente, e não capela "ardenta"; se diz estudante, e não "estudanta"; se diz adolescente, e não "adolescenta"; se diz paciente, e não "pacienta". Um bom exemplo do erro grosseiro seria: "A candidata a
presidenta se comporta como uma
adolescenta pouco pacienta que imagina ter virado eleganta para tentar ser nomeada
representanta. Esperamos vê-la algum dia sorridenta numa capela
ardenta, pois esta dirigenta política, dentre tantas outras suas atitudes
barbarizentas, não tem o direito de violentar o pobre português, só para ficar
contenta". Por favor, pelo amor à língua portuguesa, repasse essa informação..
segunda-feira, 15 de outubro de 2012
sábado, 13 de outubro de 2012
sexta-feira, 12 de outubro de 2012
O PT das mil caras
PT de Natal contraria orientação nacional e declara apoio ao PDT
Contrariando orientação da cúpula do partido, o PT de Natal (RN) decidiu apoiar o candidato Carlos Eduardo Alves (PDT), que disputa o segundo turno na cidade com Hermano Moraes (PMDB).
Os dois partidos são da base aliada do governo federal, e o PMDB reivindicava neutralidade do PT na disputa. O impasse chegou a atrasar em um dia a declaração de apoio de Gabriel Chalita (PMDB) a Fernando Haddad (PT) em São Paulo.
Líder do PMDB na Câmara dos Deputados, Henrique Alves (RN) disse que o PT se comprometeu pelo menos que o ex-presidente Lula e a presidente Dilma Rousseff ficarão de fora da campanha na cidade. "Isso fortaleceu mais ainda a relação PMDB-PT", disse.
Em nota divulgada na noite de quinta-feira (11), o PT de Natal disse que prestará "apoio crítico" ao pedetista. "Tal posição não nasce de alinhamentos automáticos. Deixamos claro que o PT não participará da futura administração municipal", diz o texto.
Carlos Eduardo Alves terminou o primeiro turno com 40,4% dos votos válidos, contra 23% de Moraes. O candidato petista, Fernando Mineiro, ficou a menos de um ponto de Moraes, com 22,6%.
O PT diz ainda que o apoio ao PDT tem intenção de evitar o fortalecimento do bloco político no poder no Estado e se manifesta contra o DEM e o governo de Micarla de Sousa (PV) em Natal.
O PMDB potiguar integra a base de apoio da governadora Rosalba Ciarlini (DEM).
Carlos Araújo, presidente do diretório municipal do PT em Natal, confirmou pressões nacionais para que fechasse com o PMDB. Mas, segundo ele, a questão local prevaleceu.
O peemedebista Moraes disse ter ficado incomodado com a decisão do PT, mas que a respeita. Segundo ele, o PMDB ofereceu apoio em 2008 à candidata derrotada do PT, Fátima Bezerra, e esse gesto não foi correspondido agora pelos petistas.
Líder do PMDB na Câmara dos Deputados, Henrique Alves (RN) disse que o PT se comprometeu pelo menos que o ex-presidente Lula e a presidente Dilma Rousseff ficarão de fora da campanha na cidade. "Isso fortaleceu mais ainda a relação PMDB-PT", disse.
Em nota divulgada na noite de quinta-feira (11), o PT de Natal disse que prestará "apoio crítico" ao pedetista. "Tal posição não nasce de alinhamentos automáticos. Deixamos claro que o PT não participará da futura administração municipal", diz o texto.
Carlos Eduardo Alves terminou o primeiro turno com 40,4% dos votos válidos, contra 23% de Moraes. O candidato petista, Fernando Mineiro, ficou a menos de um ponto de Moraes, com 22,6%.
O PT diz ainda que o apoio ao PDT tem intenção de evitar o fortalecimento do bloco político no poder no Estado e se manifesta contra o DEM e o governo de Micarla de Sousa (PV) em Natal.
O PMDB potiguar integra a base de apoio da governadora Rosalba Ciarlini (DEM).
Carlos Araújo, presidente do diretório municipal do PT em Natal, confirmou pressões nacionais para que fechasse com o PMDB. Mas, segundo ele, a questão local prevaleceu.
O peemedebista Moraes disse ter ficado incomodado com a decisão do PT, mas que a respeita. Segundo ele, o PMDB ofereceu apoio em 2008 à candidata derrotada do PT, Fátima Bezerra, e esse gesto não foi correspondido agora pelos petistas.
Folha de São Paulo.
CLARA ROMAN
DE SÃO PAULO
DE SÃO PAULO
Mensalão persegue o PT.
Auditoria vê fraude em contrato do MEC
Uma investigação conduzida por auditores do Tribunal de Contas da União encontrou indícios de fraude numa licitação aberta na gestão de Fernando Haddad no MEC (Ministério da Educação) para reforçar a área de informática e aumentar a segurança do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio).
Os auditores acharam indícios de que houve conluio entre empresas participantes da licitação, uso de documentos falsos, pagamentos irregulares e superfaturamento. As conclusões ainda não foram ao plenário do TCU.
Haddad, que deixou o MEC para ser o candidato do PT a prefeito de São Paulo neste ano, disse várias vezes durante a campanha eleitoral que jamais alguém apontou desvios de natureza ética em sua gestão como ministro.
Em entrevista à TV Bandeirantes um dia depois do primeiro turno das eleições, por exemplo, Haddad disse que conduziu o ministério por seis anos "sem nenhum reparo a minha conduta, nem dos meus auxiliares".
"Quer dizer, não só a minha conduta, mas a dos meus auxiliares também foi aprovada integralmente do ponto de vista ético", acrescentou.
Após o vazamento do Enem em 2009 e outros problemas depois, o Inep, instituto ligado ao MEC e responsável pelo Enem, defendeu uma licitação em razão "dos ataques ou incidentes de segurança".
A Folha teve acesso à primeira fase de investigação sigilosa do TCU (Tribunal de Contas da União) sobre essa licitação. O valor dos seis lotes chegou a R$ 42,6 milhões, divididos entre quatro empresas vencedoras: DNA Soluções, Jeta, Monal e Ata.
Em 2011, após reportagens do jornal "Correio Braziliense" sobre suspeitas de uso de laranjas pelas vencedoras, o MEC disse que cancelaria o contrato, o que não ocorreu. Duas delas, DNA e Ata, receberam R$ 5,7 milhões.
Segundo o TCU, há indícios de fraude já na redação do edital, com suspeita de direcionamento para determinadas marcas de produtos.
Também é apontado sobrepreço em compras. O Inep não detalhou as propostas para cotação, valores médios de mercado usados para evitar superfaturamento.
O texto dos peritos questiona "especialmente" os itens cuja aquisição ocorreria neste ano. As discrepâncias serão relatadas ao TCU quando a varredura estiver completa.
FERNANDO MELLO
DIMMI AMORA
DE BRASÍLIA
Soninha ganha beijo e diz “agora é Serra”
SÃO PAULO - O PPS oficializou há instantes seu apoio à candidatura de José Serra para a Prefeitura de São Paulo. O evento contou com as presenças do presidente nacional do PPS, deputado federal Roberto Freire (PPS), de dirigentes do partido em São Paulo e de Soninha Francine, quinta colocada no primeiro turno da disputa municipal, com 2,6% dos votos.
"Se o Serra não for um bom prefeito, nunca mais votem... nele!", disparou Soninha, em tom bem humorado. Ela disse que não desistirá de seu objetivo de ser prefeita da capital paulista. "Apoio o Serra em 2012, mas em 2016 vou concorrer de novo", adiantou-se.
Serra disse que não foi prometido nenhum cargo na administração municipal ao PPS, caso se eleja, mas que o partido governará junto com ele.
(Vandson Lima | Valor)
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PSB trabalha para aumentar cacife político no 2º turno
O PSB vai concentrar todos os seus esforços neste mês nas sete cidades em que seus candidatos disputam segundo turno como forma de melhorar o fraco desempenho no ranking dos maiores colégios eleitorais do país e, assim, aumentar seu cacife para a sucessão presidencial de 2014.
Embora tenha sido uma das legendas que mais cresceram nestas eleições - passou de 310 para 434 municípios -, ficou distante dos maiores partidos nas cidades com mais de 200 mil eleitores e, consequentemente, possibilidade de segundo turno. Elegeu Belo Horizonte, (MG), Recife (PE), São José do Rio Preto (SP), Serra (ES) e Limeira (SP). Neste universo, o campeão foi o PT (22), seguido do PSDB (17) e do PMDB (16). Além disso, o maior número de vitórias do PSB ocorreu nos três Estados governados pela legenda: Pernambuco (58), Piauí (53) e Ceará (39).
Por essa razão, os sete municípios em que o partido disputa o segundo turno são fundamentais para o projeto nacional do governador Eduardo Campos. São três capitais - Cuiabá (MT), Fortaleza (CE) e Porto Velho (RO) - e quatro cidades polo: Campinas (SP), Duque de Caxias (RJ), Petrópolis (RJ), e Uberaba (MG). Campinas, contudo, foi tratada como capital por Campos na reunião da Executiva Nacional ontem em Brasília, motivo por que deve ser das primeiras em que ele comparecerá neste mês para fazer campanha.
Na sua fala de abertura da reunião, declarou que o PSB ganhou musculatura nessa eleição e definitivamente não é mais satélite de nenhum outro partido, mas que é fundamental vencer nessas sete cidades. Para tanto, vedou a correligionários qualquer outro assunto até o dia 28 de outubro, como a sucessão presidencial em 2014 e a sucessão das Mesas Diretoras da Câmara dos Deputados e do Senado em fevereiro de 2013. Também recomendou que fossem analisadas corretamente a correlação de forças nos locais em que o apoio do PSB está sendo solicitado, já que agora "toda vez que o partido vai pedir mercadoria [apoio político] tem que analisar o 'frete' [a contrapartida a esse apoio]". Sinalizou, porém, duas tendências do partido. Ambas em oposição aos candidatos do Palácio do Planalto. Em Manaus (AM), a sigla deve apoiar Arthur Virgílio (PSDB) contra Vanessa Grazziotin (PCdoB) e em Curitiba nada será definido sem antes conversar com o governador do Paraná, Beto Richa (PSDB).
Na saída do encontro, evitou falar sobre sua eventual candidatura a presidente. "Quem pensa no Brasil com responsabilidade não eleitoraliza o debate político. Há uma crise internacional profunda e o Brasil tem uma pauta densa ainda neste ano no Congresso. Queremos ajudar a presidente a ajudar o Brasil a atravessar esse momento em que a crise econômica recrudesce lá fora", afirmou.
Segundo ele, o PSB cresceu "porque não pensa só em eleição". "Pensamos na pauta do cidadão que não pensa só em eleição e essa pauta é retomar o crescimento econômico. Esse é o Brasil real." Disse ainda que nem a presidente Dilma Rousseff abriu o debate pela sua sucessão. "Ela tem esse direito legítimo de tentar a reeleição. Nenhum partido abriu esse debate ainda." Afirmou ainda que irá a todos os municípios em que o PSB disputa o segundo turno e depois irá atender alguns convites para visitas de apoio, como o de Fernando Haddad (PT) em São Paulo.
O governador do Ceará, Cid Gomes (PSB), porém, foi mais enfático ao rejeitar um projeto presidencial para o partido já em 2014. "Um partido para disputar eleição nacional tem que cumprir alguns passos. O PSB só cresce a cada eleição, mas faltam ainda alguns passos para podermos lançar uma candidatura". Segundo ele, há Estados, como Roraima, que não foi eleito nenhum prefeito. Além disso, afirmou, "precisamos ampliar presença no Sul e no Centro-Oeste".
Cid também declarou haver outro limitador: o fato de o PSB integrar a base governista da presidente Dilma Rousseff. "Não penso que estrutura partidária seja importante para lançar candidatos. Mas há uma limitação. Ajudamos a eleger Dilma Rousseff presidente. Por isso seria prematuro lançar uma candidatura agora. Temos tempo para isso."
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