terça-feira, 8 de abril de 2014

Secretaria de Estado de Indústria, Comércio e Mineração, SEICOM Lança o Plano de Mineração do Estado

Secretária de Estado de Indústria, Comércio e Mineração, Maria Amélia Enríquez, defende que a população conheça as oportunidades e possibilidades da atividade mineradora no Pará






O governo do Estado do Pará, por meio da Secretaria Especial de Desenvolvimento Econômico e Incentivo à Produção (Sedip) e Secretaria de Estado de Indústria, Comércio e Mineração (Seicom) promove no próximo dia 14 de abril, às 19h, no Espaço São José Liberto, em Belém, com a presença do governador Simão Jatene, o lançamento do Plano de Mineração do Estado 2030 (PME).


O PME 2030 é o primeiro a ser elaborado no país. E traça um perfil do setor mineral do Pará, propõe diretrizes, sugere políticas públicas, estratégicas de governança, bem como objetivos e ações. O documento parte do reconhecimento das potencialidades e das oportunidades que tem uma economia de base mineral. Ele se volta à melhoria das condições econômicas, sociais e ambientais da população do Estado envolvida direta ou indiretamente com esta atividade.


Elaborado por técnicos da Seicom, com apoio de especialistas e atores envolvidos no setor mineral e, principalmente, a partir de um amplo processo participativo que contou com mais de mil pessoas, o PEM 2030 foi construído ao longo de dois anos, e teve 13 oficinas temáticas realizadas em vários municípios com o objetivo de receber contribuições às políticas para o setor. “Essas oficinas foram realizadas na capital e nas principais cidades mineradoras do estado. Trouxemos especialistas de outras regiões, ouvimos as empresas, o setor público, as lideranças políticas, sindicais e organizações da cadeia econômica”, explica a secretária Maria Amélia Enríquez, doutora em Desenvolvimento Sustentável pela Universidade de Brasília (UNB).


Para entender a dimensão do impacto da atividade no estado e de sua importância para o país, basta atentar que estado do Pará abrange 14,6% do território nacional, abriga 4% da população brasileira, e é o segundo maior estado minerador do Brasil, com prospecção de superar Minas Gerais que ainda ocupa o 1° lugar no ranking mineral.


Entre 1980 a 2013, a exportação de metais e minerais gerou ao país divisas da ordem de 165 bilhões de dólares. O peso da indústria mineral no PIB do Pará é de 26,3%, sendo que 23,5% deve-se à indústria extrativa e 2,9% à indústria de transformação. Muito embora seja pequena a participação nos empregos diretos, em torno 3,3%, dos quais 1,5% na indústria extrativa e 1,8% na de transformação, os empregos totais gerados a partir dos investimentos em mineração se multiplicam por quatro quando são considerados os empregos indiretos, os induzidos e os da infraestrutura de apoio.


Mesmo assim isso é pouco para o que se pode esperar de atividade tão lucrativa. “Precisamos converter esse potencial mineral fantástico em meio efetivo para reduzir o ainda elevado índice de pobreza do Pará, pois eu acredito que a maior riqueza deste Estado é a sua gente. Mas não devemos esquecer que, tão ou mais desafiador, é superar as desigualdades, que estão na origem de grande parte dos problemas sociais que enfrentamos no dia a dia”, afirma o governador Simão Jatene no texto de apresentação do documento de 192 páginas que será entregue à sociedade.


Os dados são suficientes para afirmar que o setor mineral tem o potencial de contribuir decisivamente para o desenvolvimento local e regional, constituindo-se em uma plataforma de oportunidades para alavancar ações estratégicas, desde que haja compreensão mínima sobre os complexos temas do setor.


Estes desafios começam pela problemática da desoneração de ICMS das exportações minerais do Estado. Simão Jatene observa que “há vinte anos exportávamos por volta de um bilhão de dólares em minérios e metais e estes bens contribuíam com 16% do ICMS do Estado, hoje, exportamos 13,8 bilhões de dólares desses mesmos bens e a contribuição declinou para 3%”.


A questão, delicada ao estado, levou o governador no ano passado a ingressar na justiça pedindo compensação por essas perdas de arrecadação que estão estimadas em 20 bilhões de reais, o equivalente ao orçamento anual do Estado. Para Jatene, o prejuízo do estado com a desoneração tem sido negligenciado pelo governo federal, que, a despeito das políticas públicas para o setor, também não acelera a votação do novo marco regulatório da mineração, que está em trâmite no Congresso Nacional desde julho de 2013. Uma das principais questões em relação a essa legislação é exatamente o aumento dos royalties da extração mineral.


O segundo e concomitante desafio é saber como lidar com os recursos financeiros provenientes do setor. O atual modelo faz com que os recursos da Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (CFEM) beneficiem apenas o município onde se encontra a frente de lavra, o que pode gerar distorções em relação ao entorno não minerador. É o caso de Parauapebas, por exemplo, onde está situada a maior reserva de ferro do País: Carajás. Enquanto a cidade cresce, o entorno incha, a pobreza aumenta e a atual legislação cria empecilhos para o compartilhamento dos recursos provocando grandes desafios para a gestão pública. As soluções seriam políticas públicas conjugadas que envolvessem um consórcio de municípios para construir um território de base mineral mais ordenado e com vista a ser independente em relação à atividade mineradora. Essa é uma das questões suscitadas pelo plano.


“A governança é fundamental para o bom aproveitamento desses recursos. Mas para que haja boa governança é preciso elevar o nível de educação de forma ampla, além de expandir o conhecimento específico sobre o setor. Hoje, infelizmente o nosso povo sabe muito pouco sobre mineração, ainda não nos apropriamos devidamente dessa atividade. Portanto, não conseguimos perceber as oportunidades que gera. Assim, o Plano vem com esse objetivo, entre outros, para preencher parte dessa lacuna”, observa a secretária Maria Amélia.


Fundamental para a viabilização do PEM foi a medida adotada pelo Governo do Pará de recriar a Seicom no final de 2011, por meio da Lei Estadual nº 7.570, de 22/11, com a missão de impulsionar os setores produtivos do Estado, de forma sustentável e, em particular, estabelecer as políticas públicas para o setor mineral. “Já convivemos com a mineração de larga escala há mais de três décadas e esta experiência demonstra que para se avançar de forma decisiva na agregação de valor aos minérios, potencializar benefícios e reduzir externalidades negativas é necessária a ‘mão visível’ das políticas públicas para apontar caminhos e alternativas”, afirma Jatene, defendendo a regulação do setor pelo poder público.


No cumprimento de sua missão, a Seicom iniciou, em fevereiro de 2012, uma série de atividades, por meio de Convênio celebrado com a Secretaria de Geologia, Mineração e Transformação Mineral (SGM) do Ministério de Minas e Energia, envolvendo estudos, relatórios técnicos, oficinas temáticas e reuniões de trabalho, entre outros, que culminaram na elaboração do PME, com foco no longo prazo – PME 2030.


“É preciso destacar que o Plano considera o setor mineral em todas as etapas, desde a pesquisa e a prospecção até a extração, beneficiamento e transformação mineral. Traz uma visão realista do presente e diretrizes claras sobre o futuro a partir desse potencial mineral. É, portanto, uma ferramenta estratégica para que possamos de fato cumprir o que está disposto no artigo 245 da Constituição Estadual, principalmente no que diz respeito à internalização dos efeitos positivos gerados pela exploração dos recursos minerais e hídricos do Estado”, enfatiza o secretário especial de produção David Leal, atual secretário Especial da Sedip e que durante a elaboração do Plano assumia a Seicom , onde a nova secretária de estado da Seicom, Maria Amélia, colaborava como adjunta.


Dessa forma, o setor mineral do Pará, entendido como um conjunto de atividades que abrange desde a prospecção (pesquisa mineral), a lavra (extração mineral), o beneficiamento, até à transformação mineral com a elaboração de produtos finais, passa a contar com uma importante ferramenta de planejamento que indica diretrizes, estratégias e ações definidas pelo Governo do Pará, para nortear os programas necessários ao desenvolvimento do Estado, a partir de sua plataforma mineral.


Assim, o principal objetivo do PME-2030 é servir de instrumento de planejamento para a gestão dos recursos minerais, com base no uso sustentável e na agregação de valor aos minérios e ao território, a fim de promover a competitividade e combater à pobreza e à desigualdade no Pará, por intermédio da geração de emprego, renda e multiplicação de oportunidades.






SEICOM/PA

sábado, 5 de abril de 2014

Pré-candidato ao governo do Rio, Lindbergh Farias (PT-RJ)


A conferir. 


Estamos vivendo um ano de chantagens do PMDB, mas, na hora certa, Lula e Dilma seguraram e garantiram a minha candidatura



Com pessimismo econômico, Dilma perde seis pontos, aponta Data Folha






SÃO PAULO - (Atualizada às 17h20) A presidente Dilma Rousseff perdeu pontos na mais recente pesquisa de intenção de voto para a eleição presidencial feita pelo instituto Datafolha. No entanto, ela continua sendo a pré-candidata com melhor desempenho entre os que se declararam interessados em concorrer. Ela só precisaria disputar um segundo turno no cenário em que Marina Silva fosse sua adversária.

De acordo com a pesquisa, divulgada na página do jornal Folha de S.Paulo na internet, em uma simulação com os candidatos Aécio Neves (PSDB) e Eduardo Campos (PSB) e considerando partidos nanicos, as intenções de voto na atual presidente caíram para 38% no levantamento realizado entre 2 e 3 de abril. Na rodada anterior, de 19 e 20 de fevereiro, Dilma somava 44% no mesmo cenário.

Apesar disso, ela seria reeleita em primeiro turno. Segundo o Datafolha, seus adversários não cresceram. Aécio se manteve com 16% das intenções de voto e Campos subiu dentro da margem de erro da pesquisa (2 pontos percentuais), indo de 9% para 10%. Os candidatos de partidos nanicos somaram 6% das intenções.

O Datafolha também testou uma opção sem os partidos pequenos. Nesse cenário, a intenção de voto em Dilma diminuiu de 47% para 43%; Aécio foi de 17% para 18% e Eduardo Campos, de 12% para 14%.

Uma terceira opção troca Campos por Marina Silva (atual candidata a vice em sua chapa). Nessa simulação, Dilma caiu de 43% para 39% e Marina subiu de 23% para 27% entre as pesquisas de fevereiro e de abril. Nas três opções desenhadas pelo Datafolha com a candidatura de Dilma Rousseff, essa é a única que iria a segundo turno de eleição.

A presidente registrou o melhor desempenho na região Nordeste, onde recebeu 54% das intenções de voto. Seu ponto fraco é a fatia da população brasileira com renda familiar superior a 10 salários mínimos, na qual tem apenas 20% das preferências.

Já Aécio Neves está mais bem cotado pelo estrato mais rico do eleitorado, pois tem 34% das intenções de voto dos eleitores com renda familiar de mais de 10 salários mínimos. O tucano permanece com baixa penetração no Nordeste, onde angariou somente 7% das preferências. Eduardo Campos tem contra si a menor popularidade em nível nacional dos três candidatos. Dos consultados pelo Datafolha, 42% disseram não conhecer o ex-governador de Pernambuco. Apenas 1% não conhece Dilma Rousseff e 25% não sabem quem é Aécio Neves.

O Datafolha também pesquisou o grau de rejeição que o eleitorado tem em relação aos atuais pré-candidatos. Dilma, Aécio e Campos ficaram com o mesmo percentual, de 33% de rejeição. Marina Silva teve 21% e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva teve 19%.

Mudanças

Segundo a Folha de S. Paulo, a deterioração das expectativas com inflação e emprego, e um desejo de mudanças podem explicar a queda da preferência do eleitorado por Dilma Rousseff. Pelo resultado da pesquisa de abril do Datafolha, 63% dos brasileiros acham que as realizações de Dilma estão aquém do que esperavam. Além disso, 72% dos 2.637 entrevistados disseram que querem que as ações do próximo presidente sejam diferentes das de Dilma.

Questionados sobre qual dos candidatos listados seria o mais preparado para fazer essas mudanças, 32% dos consultados apontaram Lula, e 17%, Marina Silva. A própria Dilma foi citada por 16%, índice maior do que os atuais candidatos da oposição. Aécio foi apontado por 13% e Eduardo Campos, por 7%.


quinta-feira, 3 de abril de 2014

Brasil tem reservas elevadas, mas posição macro complicada, diz IIF



WASHINGTON - A piora das condições financeiras globais encontra o Brasil com um balanço externo forte e reservas internacionais significativas, mas também com uma posição macroeconômica complicada, diz o Instituto de Finanças Internacionais (IIF, na sigla em inglês), em relatório divulgado nesta quinta-feira.
Segundo o IIF, a inflação elevada limitou a perspectiva de o país confiar na desvalorização do câmbio para absorver choques, levando a um aperto pró-cíclico da política monetária. 

Mesmo com o ciclo de aumento da taxa Selic, que ontem foi elevada de 10,75% para 11% ao ano, a inflação continua teimosamente alta, podendo subir mais nos próximos meses, devido aos riscos de escassez derivados de uma seca prolongada, diz o IIF. 

Para a instituição, o ciclo de aperto monetário deve terminar com a elevação feita ontem, devido à expectativa de que os aumentos já promovidos vão afetar a dinâmica da inflação com defasagem. “Nós acreditamos, porém, que o aperto monetário terá que ser retomado no quarto trimestre, levando a Selic para pelo menos 12,25% no fim de 2015”, afirma o IIF.

Ao comentar a política monetária nos países emergentes, o IIF coloca o Brasil entre os países que começaram o processo de elevação dos juros mais cedo, ao lado de Índia e Indonésia. Para a instituição, isso os ajudou a manter a creibilidade da política e estabilizar o câmbio, apesar das condições mais difíceis de financiamento para esses países.

Outras economias adiaram o processo, mas tiveram que aumentar os juros com força em janeiro, depois de fortes depreciações do câmbio, como a Turquia. As reservas brasileiras elevadas são um trunfo importante, por permitir que o país forneça liquidez em dólar, caso seja necessário. 

Segundo a instituição, o mix de políticas desequilibrado e as reformas limitadas têm pesado no cres cimento brasileiro. Ao divulgar novas previsões para a economia global, o IIF elevou ligeiramente as projeções para a expan são do Brasil. Em 2014, a previsão subiu de 1,4% para 1,6% e para 2015, de 2,1% para 2,2%.




Por Sergio Lamucci | Valor

domingo, 30 de março de 2014

A nota da campanha


Na manhã de terça-feira, um dia depois do rebaixamento da dívida brasileira, o diretor de rating soberano da Standard & Poor's, Sebastian Briozzo, era um dos mais aguardados palestrantes de um evento em São Paulo que também tinha entre suas atrações o governador de Pernambuco, Eduardo Campos.
Ao responder à mediadora sobre o impacto da sucessão nos prognósticos fiscais do país, disse: "Faz tempo que não só no Brasil como no resto da America Latina a cor da bandeira deixou de fazer a diferença. Governos de direita e de esquerda fazem políticas pragmáticas e prudentes. O importante é a agenda e a equipe que vai trabalhar com as agendas".




ma tradução possível do bom português do diretor argentino da S&P é que a política no Brasil e na América Latina não preocupa a agência. Quem faz a política, na verdade, são as equipes econômicas e suas agendas. O rebaixamento de BBB para BBB-, portanto, seria um aviso para a atual presidente não se desgarrar do caminho do meio, onde inexistem bandeiras.
Três anos atrás, ao baixar a nota da dívida americana, a S&P pode ter sido acusada de tudo pelo governo Obama, menos de ter ignorado as bandeiras da política local. O país vivia o impasse entre democratas e republicanos em torno do teto da dívida pública que travou os gastos do governo.
A S&P justificou o rebaixamento de AAA para AAA-: "A política temerária dos últimos meses evidencia que a governança e a administração pública nos EUA estão se tornando cada vez mais instáveis, menos efetivas e menos previsíveis. (...) As diferenças entre os partidos políticos provaram-se extraordinariamente difíceis de ser estreitadas".
Como se trata de um país que imprime a moeda mundial, restou à S&P invadir a política para explicitar suas dúvidas sobre a capacidade de o governo americano pagar sua dívida.
A nacionalidade americana da empresa talvez explique a falta de cerimônia com que a agência adentrou terreno minado. As reações foram muito mais enervadas do que aquelas que se observam por aqui, mas a maior delas veio dois anos depois num prato frio. O Departamento de Justiça levou à frente uma ação de US$ 5 bilhões contra a S&P pelas barbeiragens de seus ratings na crise de 2008. A agência queixou-se de retaliação.
Na queda de braço entre a S&P e o governo americano ficou explícita a inconformidade da agência com um modelo político em que Congresso e partidos têm peso na definição dos rumos do país.
No Brasil, o dirigente da agência até chegou a reconhecer os limites do mercado - "O Brasil tem uma democracia consolidada, pluralista e mais avançada que a de outros emergentes e, por isso, é mais difícil construir consensos".
Onde Briozzo se traiu, e seu domínio do português não autoriza um lapso idiomático, foi na constatação de que as equipes econômicas valem mais que as bandeiras políticas.
O maior responsável pela convicção da S&P de que a esquerda no Brasil pode ser pragmática - ou seja, fazer o que a agência acha que precisa ser feito - foi o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Seis anos atrás, Lula comemorou o grau de investimento a que chegou o Brasil sob seu governo.
A mesma agência que no passado serviu para o PT se exibir como o partido capaz de acender vela para deus e o diabo sem descuidar das criancinhas, agora é contestada como "inconsistente" e "contraditória" pelo governo do mesmo partido.
O rebaixamento chega num momento em que os candidatos - a governista e os de oposição - fogem despudoramente do debate que já precifica todo o mercado: quanto, como e onde vai se dar o corte de gastos.
Cinquenta anos atrás o país iniciava sua mais longa ditadura destruindo a chance de enfrentar a ordem financeira mundial que se modelou a partir da Guerra Fria com uma democracia mais pluralista e avançada do que hoje avalia Briozzo. Foi o pacto social da Constituinte de 1988 que pôs fim à ditadura. E é precisamente esse pacto, e os gastos nele envolvidos, que a sucessão, mais do que a S&P, põe em jogo.
Desaprovação
Intenção de voto vale pouco a esta altura do campeonato. Importa mais a popularidade de governo. Daí que os números do CNI/Ibope como aumento na reprovação à presidente acendam a luz amarela para Dilma.
A reeleição é recente para gerar um histórico confiável, mas tanto FH quanto Lula chegaram às urnas de sua reeleição com aprovação mais próxima a 60%, ainda que, em março tivessem índices parecidos com os de Dilma hoje (ver gráfico).
Para quem gosta de olhar a política brasileira com a bússola voltada para o Norte, os EUA têm 12 presidentes candidatos à reeleição e há quem ache a amostra pequena para que se tire conclusões. Lá aprovação de 60% é probabilidade de 90% de reeleição. Quando a aprovação cai para 40% também despenca para esse patamar a probabilidade de reeleição.
O cientista político Alberto Almeida, do instituto Análise, tabulou um outro dado, a soma de ótimo e bom de 47 governadores candidatos à reeleição desde 1998. Aqueles que tinham a soma superior a 60% foram todos reeleitos. A totalidade dos que tinham a mesma soma inferior a 34% foi derrotada. Dilma hoje tem 36%.
Dos quatro itens mais desaprovados pela população, três estão na linha de tiro do rebaixamento: juros, inflação e impostos. Se mexer para agradar o mercado, pode azedar o eleitor. Faltam Copa, horário
eleitoral e seis meses para a eleição, mas vai ser difícil para Dilma escapar dessa calibragem.

Maria Cristina Fernandes é editora de Política. Escreve às sextas-feiras
E-mail: mcristina.fernandes@valor.com.br

Maria Cristina Fernandes é editora de Política e colunista do Valor desde a fundação do jornal em maio de 2000. Integrou a equipe que fundou a revista "Época", publicação da qual foi repórter especial. Foi editora de Política da "Gazeta Mercantil", subeditora da revista "Veja" e repórter do "Jornal do Comércio".
É formada em jornalismo pela Universidade Católica de Pernambuco e em História pela Universidade Federal de Pernambuco. É mestre em Política Comparada pela Universidade de Paris I e em Política Latino-Americana pela Universidade de Londres.

sábado, 29 de março de 2014

Tombini: Brasil está comprovadamente resistente a choques externos


SAUÍPE - A volatilidade “é do jogo e não deve ser confundida com vulnerabilidade”, observou o presidente do Banco Central (BC), Alexandre Tombini. Segundo ele, os bancos centrais devem estar atentos e os governos devem trabalhar em conjunto no sentido de adotar reformas e criar estímulos aos investimentos, principalmente, privados.

Em discurso do Fórum Econômico da América Latina, realizado pelo Institute of International Finance (IIF) na Costa do Sauípe, na Bahia, Tombini fez questão de mostrar aos participantes que o Brasil “comprovadamente” está mais resistente aos choques externos.

Além disso, ressaltou que a normalização das condições monetárias gera um realinhamento dos ativos financeiros, como por exemplo, o câmbio. “O ajuste não deve ser confundido com vulnerabilidade”, afirmou. “O Brasil é um país robusto e resistente a choque externos e tem sistema financeiro sólido”, acrescentou.

Para mostrar que a economia brasileira é sólida, Tombini destacou as elevadas reservas internacionais do país, que uma parcela pequena da dívida pública (17%) está nas mãos de não residentes e que o sistema financeiro está capitalizado.

O presidente do BC disse ainda que o Brasil tem respondido aos efeitos da crise e vai continuar respondendo de forma clássica, com austeridade na política macroeconômica e utilização de “colchão” para suavizar os preços dos ativos.

Tombini afirmou ainda que grande parte das regras de Basileia 3 estão definidas e muitos países, como é o caso do Brasil, já adotam as medidas. “A agenda regulatória do sistema financeiro global é simples, mas tem pendências a serem resolvidas.”
Por Edna Simão e Luciano Máximo | Valor


quarta-feira, 26 de março de 2014

Maria Amélia Enríquez, nova Secretária da SEICOM


A Universidade Federal do Pará deve estar de parabéns porque consegue mais uma representante da academia no governo do Estado. 

Maria Amélia Enríquez foi nomeada  Secretária de Estado de Indústria, Comércio e Mineração. 

Parabéns e sucesso!  

CURRÍCULO.
Doutora em desenvolvimento sustentável pelo CDS/UnB (2007), mestrado em Geociências pela Universidade Estadual de Campinas (1993), especialização em teoria econômica pelo CESEP/PA (1987), graduação em Economia pela Universidade Federal do Pará (1986). Atualmente é professora da Universidade da Amazônia e da Universidade Federal do Pará.
Ex- presidente da Sociedade Brasileira de Economia Ecológica (ECOECO). Atualmente é membro do board do International Society for Ecological Economics (ISEE)  Tem experiência nas áreas mineração e desenvolvimento regional, licenciamento ambiental, planejamento estratégico e áreas afins, atuando principalmente nos seguintes temas: desenvolvimento sustentável, indústria mineral e impactos regionais nos municípios de base mineradora do Brasil . No período de maio de 2008 a julho de 2011, foi assessora da Secretaria de Geologia, Mineração e Transformacão Mineral (SGM) do Ministério das Minas e Energia (MME). 

Desde junho de 2009 é membro do International Panel for Sustainable Resource Management (Resource Panel) do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (UNEP). Até ser nomeada Secretária de Estado da Secretaria de Indústria Comércio e Mineração - SEICOM, do Estado do Pará, era a Secretária Adjunta. 

FOTOS 

Nas Nações Unidas, como membro do International Panel for Sustainable Resource Management (Resource Panel) do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (UNEP).

No /senado Federal

Com Sidney Rosa, Helenilson Pontes e Cleide Amorin

Aniversário do Sidney Rosa

Com o Governador Simão Jatene

Reunião nas Nações Unidas 

Com Cristovam Buarque, no Senado Federal

 Itaituba, Pará

Com o Secretário da SEMA José A. Colares e prefeita de Itaituba

Seminário Internacional - Com Crsitovam Buarque
Com Marina Silva 






domingo, 23 de março de 2014

Sucesso de evento sobre empreendedorismo na Universitec


Liderança, foco em solução, curiosidade e autoestima são algumas das características de um empreendedor de sucesso segundo Ladmir Carvalho, Diretor Executivo da Empresa Alterdata Software que ministrou ontem, no auditório do Projeto Newton a palestra "Os novos desafios do empreendedorismo para instituições de ensino superior do Brasil".

O evento contou com a presença de autoridades como a do Pró-Reitor da Universidade Federal do Pará, Prof. Dr. Emmanuel Tourinho, do Diretor Superintendente do Sebrae, Vilson João Schuber, da Diretora do ITEC/UFPA Maria Emília Tostes, do Diretor da FIEPA, Antônio Djalma Vasconcelos e do assessor, José do Agypto Soares, da Secretária Adjunda de Industria, Comércio e Mineração do Estado, Maria Amélia Enríquez, entre outros representantes do setor produtivo, além de alunos de diversos cursos da Universidade.

Ladmir iniciou a palestra falando de sua formação e a trajetória da Empresa Alterdata Software que tem recebido diversos prêmios de reconhecimento ao longo dos anos. Com uma abordagem bastante dinâmica e utilizando vídeos relacionados ao tema, falou sobre a capacidade que o empresário deve ter de encontrar soluções no mercado, que na maioria dos casos passam despercebidas e incentivou os alunos presentes a não desperdiçarem a capacidade de sonhar “A gente não consegue nada se não acreditar tudo parte do sonho aliado ao planejamento”. Afirmou.


A estudante de Engenharia Civil Larissa Araújo, que assistia atentamente à palestra, constatou que o sucesso não é uma questão de sorte, como muitos acreditam ser. “Ao conhecermos a trajetória de Ladmir, percebemos que o sucesso depende muito da persistência, determinação e da busca em aperfeiçoar seus conhecimentos.”

Segundo o pró-reitor Emmanuel Tourinho, o profissional melhor qualificado é aquele que, ao deixar a universidade, se mantém atualizado, expandindo seus conhecimentos. Falou, ainda, da importância desse profissional ter competência altamente específica em sua área de atuação e também adquirir outras habilidades, já que o mercado atual exige isso. Por esse motivo, a UFPA busca, por meio de eventos culturais e científicos que abordem diversos assuntos, despertar isso no aluno.

Na ocasião, o diretor da Universitec, o professor Gonzalo Enríquez, fez a entrega da Proposta de parceria ao diretor superintendente do Sebrae, Vilson João Schuler. A proposta prevê intensificar as ações do Projeto de Empreendedorismo na UFPA.

Oportunidade - Schuber destacou a importância de os discentes da UFPA aproveitarem a oportunidade que a Universidade oferece, a exemplo da palestra para aperfeiçoamento da formação acadêmica, e incentivou-os a participar dos Desafios Universitários que o Sebrae realiza, como uma forma de testarem sua capacidade empreendedora. Ele apontou interesse na parceria com a Universidade, por meio da Universitec.


Texto e foto: Hellen Lobato - Ascom / Universitec






Minúcias




sábado, 22 de março de 2014

Só o começo


Nestor Cerveró é demitido da diretoria financeira da BR Distribuidora





RIO  -  Diretor da área internacional da Petrobras na época da aquisição da refinaria em Pasadena, nos Estados Unidos, Nestor Cerveró foi demitido hoje da diretoria financeira da BR Distribuidora.
No total, e em diferentes etapas, a Petrobras gastou US$ 1,18 bilhão na compra da refinaria, que hoje é avaliada em menos de US$ 200 milhões.
A aquisição, feita em fevereiro de 2006, foi aprovada pelo conselho de administração da Petrobras, que na época era presidido pela então ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff.
No início da semana, Dilma disse em nota ao jornal “O Estado de S. Paulo” que só aprovou o negócio porque se baseou em um resumo “técnica e juridicamente falho” que foi apresentado na reunião.
Cerveró teria sido o responsável pela elaboração do resumo.

Por Cláudia Schüffner | Valor

Política eleitoral de alto estilo


O deputado federal peemedebista Asdrúbal Bentes diz que vai se entregar na segunda-feira

ESTERILIZAÇÃO
Deputado muda o discurso e diz que admite renunciar ao resto do mandato


O deputado federal peemedebista Asdrúbal Bentes declarou ontem que irá se apresentar na vara de execuções penais de Brasília na próxima segunda-feira (24) para poder cumprir a condenação pelo crime de esterilização ilegal, do qual ele foi considerado culpado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em 2011. O parlamentar, que ainda está em liberdade em Marabá, afirmou também que está pensando na possibilidade de renunciar ao mandato de deputado federal pelo Estado do Pará. "Eu vou para Brasília, além de me apresentar, conversar com lideranças nacionais e regionais, os meus familiares, minha mulher, meus filhos, e depois apresentar uma decisão. Não há motivo para precipitação. Estou com a consciência tranquila", disse Bentes.

O discurso de Bentes já é bem diferente das declarações feitas à imprensa na noite de quinta-feira, logo após o plenário do STF rejeitar os últimos recursos movidos pela defesa e determinar a expedição imediata do seu mandado de prisão e a comunicação da decisão à Mesa Diretora da Câmara dos Deputados para fins de deliberação da perda de mandato do parlamentar. "Não vou sair da Câmara pela janela, quero sair pela porta da frente, como eu entrei. Até porque fui condenado por um crime que não cometi e por uma teoria chamada teoria do domínio do fato. Eu não cometi (o crime), mas teria o domínio dos fatos", declarou na ocasião, descartando a possibilidade de renúncia.

"Como é regime aberto, há compatibilização com o exercício do mandato. Até porque o regime aberto pressupõe que a pessoa esteja trabalhando. Meu trabalho hoje é este", completou.


Pelo Supremo, Bentes deve cumprir sentença de 3 anos, um mês e 10 dias em regime aberto, já que tem 74 anos. De acordo com o deputado do PMDB, seus advogados estão acertando os detalhes finais sobre o cumprimento da pena, que inclui restrições de liberdade como impossibilidade de deixar a sua residência durante a noite, ingerir bebida alcoolica ou viajar sem autorização. Pela legislação, os condenados ao regime aberto devem ficar nas chamadas casas de albergado durante a noite. No entanto, de acordo com a Vara de Execuções das Penas e Medidas Alternativas (VEPEMA), "diante da inexistência de tal estabelecimento, as penas são cumpridas na própria residência dos sentenciados, que devem obedecer às determinações judiciais, que incluem, entre outras: recolher-se às suas residências diariamente, a partir das 21h e apresentar-se bimestralmente (à Justiça)".

O Liberal
BRASÍLIA
THIAGO VILARINS
Da Sucursal

quinta-feira, 20 de março de 2014

Hoje na UFPA - Palestra sobre desafios do empreendedorismo nas instituições de ensino superior



Repórter Diário


Com o objetivo de disseminar a cultura empreendedora a Universidade Federal do Pará - (UFPA) por meio de sua Agência de Inovação Tecnológica - UNIVERSITEC realizará na próxima quinta-feira, 20, as 18:00, no auditório do Projeto Newton deUFPA (do lado da Agência de Inovação Tecnológica) a palestra "Os novos desafios do empreendedorismo para instituições de ensino superior do Brasil". A Palestra será ministrada pelo Sr. Ladmir Carvalho, Diretor Executivo da Empresa Alterdata Software.

Também estarão presentes o Reitor da Universidade Federal do Pará, Prof. Dr. Carlos Edilson de Almeida Maneschy e o Diretor Superintendente do Sebrae, Vilson João Schuber. Como debatedores do evento.


A Programação faz parte das ações desenvolvidas pelo Projeto de empreendedorismo da Universitec com objetivo de promover uma transformação na comunidade acadêmica, no que se refere a semear o empreendedorismo na cultura regional e difundí-lo ainda mais na UFPA. Além de fazer com os alunos das diversas áreas do conhecimento possam compreender que, por meio de ideias empreendedoras, podem ser gerados grandes negócios.

Sobre a Alterdata : A empresa Alterdata Software está no ranking da Revista Exame PME das empresas que mais cresce no Brasil de todos os segmentos de mercado. Considerando o segmento de Tecnologia da Informação e levando em consideração o faturamento das empresas, a Alterdata está em TERCEIRO lugar no país, apenas existem duas empresas de TI com faturamento maior e que cresceram mais, porém estas duas empresas tiveram esta performance com aquisições de concorrentes, enquanto a Alterdata tem crescido organicamente, com a sua própria excelência operacional.

terça-feira, 18 de março de 2014

"Os novos desafios do empreendedorismo para instituições de ensino superior do Brasil".



Com o objetivo de disseminar a cultura empreendedora a Universidade Federal do Pará - (UFPA) por meio de sua Agência de Inovação Tecnológica - UNIVERSITEC realizará na próxima quinta-feira, 20, as 18:00, no auditório do Projeto Newton deUFPA (do lado da Agência de Inovação Tecnológica) a palestra "Os novos desafios do empreendedorismo para instituições de ensino superior do Brasil". A Palestra será ministrada pelo Sr. Ladmir Carvalho, Diretor Executivo da Empresa Alterdata Software.

Também estarão presentes o Reitor da Universidade Federal do Pará, Prof. Dr. Carlos Edilson de Almeida Maneschy e o Diretor Superintendente do Sebrae, Vilson João Schuber. Como debatedores do evento.


A Programação faz parte das ações desenvolvidas pelo Projeto de empreendedorismo da Universitec com objetivo de promover uma transformação na comunidade acadêmica, no que se refere a semear o empreendedorismo na cultura regional e difundí-lo ainda mais na UFPA. Além de fazer com os alunos das diversas áreas do conhecimento possam compreender que, por meio de ideias empreendedoras, podem ser gerados grandes negócios.

Sobre a Alterdata : A empresa Alterdata Software está no ranking da Revista Exame PME das empresas que mais cresce no Brasil de todos os segmentos de mercado. Considerando o segmento de Tecnologia da Informação e levando em consideração o faturamento das empresas, a Alterdata está em TERCEIRO lugar no país, apenas existem duas empresas de TI com faturamento maior e que cresceram mais, porém estas duas empresas tiveram esta performance com aquisições de concorrentes, enquanto a Alterdata tem crescido organicamente, com a sua própria excelência operacional.



segunda-feira, 17 de março de 2014

Embarques de milho de Mato Grosso recuaram 62% em fevereiro



SÃO PAULO - As exportações de milho de Mato Grosso foram consideravelmente reduzidas em fevereiro para dar lugar aos embarques de soja, informou hoje o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), em boletim.

No último mês, o Estado exportou apenas 599 mil toneladas de milho, 62% abaixo de fevereiro do ano passado. Conforme o Imea, esse volume representou 56% do total embarcado pelo país, de 1,06 milhão de toneladas.

A participação mato-grossense nos embarques nacionais também está bem abaixo dos 69% de um ano atrás, o que demonstra que o foco do mercado na soja, que começa a ser escoada em ritmo intenso mais cedo em 2014. “A expectativa é que nos próximos meses os volumes diminuam ainda mais, voltando a se tornarem ativos a partir do segundo semestre, com a entrada da nova safra”, disse o Imea, no boletim.

Em fevereiro, os principais compradores do grão mato-grossense foram Vietnã e Argélia. O porto de Santos continua sendo o principal ponto de embarque, porém sua participação de 41% em fevereiro é inferior aos 51% do mesmo período do ano passado.

Mato Grosso já embarcou 13,95 milhões de toneladas de milho no acumulado da safra 2013/14, restando cerca de 590 mil toneladas, segundo projeções do Imea, a serem escoadas até a entrada da safra nova, a partir de junho.


(Mariana Caetano | Valor)

Criação de emprego dobra em fevereiro


FLORIANÓPOLIS - (Atualizada às 17h27) O mercado de trabalho brasileiro registrou criação líquida de 260.823 vagas em fevereiro, mais do que o dobro dos 123 mil postos de trabalho criados em fevereiro de 2013. Os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) foram divulgados nesta segunda-feira pelo Ministério do Trabalho.

O resultado de fevereiro é o melhor para o mês desde 2011, quando foram criadas 280,7 mil vagas. Também ficou acima da projeção média de dez instituições financeiras ouvidas pelo Valor Data (120,1 mil). A criação de vagas em fevereiro também superou o teto das estimativas, de 158 mil novas vagas.
O saldo de fevereiro é oriundo de 1.989.181 contratações com carteira assinada e 1.728.358 demissões. No ano, foram abertas 302.190 vagas de emprego. De acordo com o ministério, de janeiro de 2011 a fevereiro de 2014 foram criadas 4.792.529 vagas de trabalho.

Acumulado em 12 meses
Nos 12 meses terminados em fevereiro, de acordo com os dados do Caged, foram gerados 1,157 milhão de empregos no país. O resultado é 10,7% melhor do que o dos 12 meses terminados em janeiro, que indicavam a criação de 1,045 milhão de empregos. 

Ambos os dados utilizam a série histórica ajustada — com informações enviadas fora do prazo referentes ao período de março a janeiro, e números enviados apenas dentro do prazo referentes a fevereiro.
Esse avanço foi possível porque os 260.823 postos gerados no mês passado, na série sem ajuste, é superior tanto ao resultado de fevereiro de 2013 sem ajuste (criação de 123.446 postos de trabalho), quanto na com ajuste (168.013 novas vagas de trabalho).




(Evandro Baron | Para o Valor)

Até domingo




O Senado ou Vice, na Chapa do Jatene


Jornal navega no espaço. Não é tão simples assim tudo tem que ser acertado antes. 

Antes precisam acertar com os russos, principalmente com Mario Couto e uma longa relação de excelentes candidatos.

Mas para falar mal é só começar, já cansa. 




Paysandu vence o Remo 1X0 e abre vantagem



(Foto: Daniel Costa/DOL)
No primeiro confronto pela semifinal da Copa Verde, disputado entre Remo e Paysandu, neste domingo (16), no estádio do Mangueirão, a equipe do Papão fez valer sua melhor campanha do torneio e, com boa atuação no segundo tempo, abriu o placar e garantiu, por 1 a 0, a vantagem na busca pela vaga na final da competição.

Os torcedores, que compareceram em peso e foram os responsáveis por mais uma linda festa nas arquibancadas, assistiram a um primeiro tempo equilibrado, com muitos erros de passes e perdas de gols.

O segundo tempo foi todo do Paysandu, que dominou a partida e conseguiu abrir o placar aos 4 minutos com Heverton, que de cabeça mandou a bola no ângulo direito do goleiro Fabiano.

O Remo levou perigo ao Paysandu e tentou reagir, mas para piorar a situação dos azulinos, o atacante Val Barreto foi expulso aos 24 minutos, após uma pisada em Pikachu. Depois disso, a pressão da equipe bicolor aumentou e o restante dos minutos foram eletrizantes. Mas, o Remo não se acomodou e nos acréscimos, aos 47 minutos mandou a bola para o gol, tirando a tinta da trave.

O Paysandu encerrou o jogo garantindo o resultado positivo, que deu ao time a vantagem de um empate no segundo jogo da semifinal da Copa Verde, marcado para o dia 23 de março, às 19h30, no estádio do Mangueirão. Você poderá acompanhar o minuto a minuto da partida no DOL e no Twitter @DOLdiarioonline.

(Andressa Ferreira/DOL)

segunda-feira, 10 de março de 2014

Esclarecimento necessário

Lula fala na Itália e repercute no Brasil,  e mal. 


A Fala do ex-presidente Lula não foi recebida com alegria nos meios jornalistico que gostam encontrar os pontos fracos das intervenções pouco brilhantes do Lula. Ele já disse que o que realmente gosta é falar (não escrever, claro). 

Não adianta termos pleno emprego se a inflação se dispara a 100% ao dia. Não esqueçamos que os três fundamentos básicos ou mais importantes do modelo econômico sustentado pelo Petismo de Estado, tem sido:  taxa de crescimento econômica  alta e sustentada, Inflação baixa e,  alto superavit comercial. 
A Presidenta Dilma, precisamente tem invertido a ordem dos fundamentos. 

O Brasil vive uma fase pouco feliz de inflação em alta, taxas de crescimento baixas e uma queda brutal do superavit comercial, de mais de 85%, sustentado, apenas e unicamente, pelas exportações dos commodities. 


Ninguém está feliz por isso, entretanto, o que estamos percebendo tem sido uma crônica de uma crise já anunciada e que o governo pouco fez para resguardar os fundamentos econômicos do período áureo da economia brasileira.  
   





domingo, 9 de março de 2014

Comitiva visita Serra Pelada amanhã


Mina de ouro

Objetivo é assegurar que garimpeiros não sofram com falência de exploradora

Brasília

RAFAEL QUERRER

Da Sucursal

Em comitiva liderada pelo deputado federal Arnaldo Jordy (PPS-PA) visitará Serra Pelada amanhã, pela manhã, para assegurar que os garimpeiros vinculados à Cooperativa dos Garimpeiros de Serra Pelada (Coomigasp) não sejam prejudicados por eventualidades provocadas pela falência do grupo canadense Colossus Minerals Inc.. A comitiva será composta pelo deputado federal Domingos Dutra (SDD-MA), pelo promotor de justiça Hélio Rubens, pelo geólogo Nivaldo Pimenta e por um representante da Secretaria de Indústria Comércio e Mineração do Estado do Pará (Seicom). Um dos objetivos centrais é garantir que o primeiro contrato firmado entre a Colossus e a Coomigasp seja cumprido. Segundo esse documento, os garimpeiros teriam direito a 49% dos lucros da mineração mecanizada em Serra Pelada e a empresa exploradora, 51%. Antes de quebrar, a Colossus teria modificado o acordo e redividido os lucros em 75% e 25%, respectivamente, segundo denúncias dos garimpeiros.

De acordo com o deputado Arnaldo Jordy, os acionistas da Colossus já estariam negociando com uma outra empresa a participação no projeto de mineração junto à Coomigasp. "Eles já investiram US$ 450 milhões aqui e estão se organizando para não perder esse dinheiro. Eles já entraram em contato com outra empresa com experiência em exploração de minérios, mas ainda não divulgaram o nome do grupo. Estamos aguardando para fazer as devidas averiguações. Viemos aqui para conversar com os garimpeiros, com o pessoal que restou na Colossus e com o interventor da Coomigasp, Marcus Alexandre, para que o primeiro contrato firmado seja cumprido e para que esse povo, que trabalhou muito em Serra Pelada, não perca seu direito a esse dinheiro, em nenhuma hipótese", explicou o parlamentar.

O grupo de visitantes também negociará para que o Banco do Brasil disponibilize contas personalizadas aos garimpeiros, com segurança avançada, para evitar fraudes no repasse do dinheiro aos trabalhadores. "Nós queremos encerrar essa novela toda e impedir mais desgraças nas vidas dessas pessoas. Elas merecem ser recompensada pela contribuição que já deram", disse o deputado. "Todos os garimpeiros deverão receber, sempre, 49% dos lucros, de acordo com o que estava estipulado no contrato. Isso deve começar em seis meses, depois que a mina começar a ser explorada", completou.

O Liberal. 

Encontrando o caminho certo para arrecadar fundos

Richard Branson
O megaempresário inglês é criador do grupo Virgin, que tem 200 companhias em mais de 30 países, incluindo a empresa aérea de baixo custo de mesmo nome

Pergunta:
Eu sou um empreendedor social e tenho me empenhado para desenvolver um negócio na África que faça diferença na vida das pessoas. Mas a minha dificuldade é a mesma que a de milhões de outras pessoas: encontrar financiamento para essa empreitada. Eu sou da Dinamarca, e os potenciais investidores sempre me dizem: "sua ideia é ótima, mas por favor, antes me prove que seu modelo de negócio funciona e volte depois". Será que devo buscar financiamento no exterior?

- Christian Høegh-Guldberg Hoff, Nairóbi, Quênia

Resposta: Eu tenho visto, cada dia com mais frequência, pessoas como você, que estão em nossa área de atuação pelas razões certas. É muito encorajador ver empreendedores sociais mostrando que querem ajudar as pessoas e o planeta por meio da criação de negócios benéficos para todos.

Às vezes, pode ser mais difícil para os empreendedores sociais obter financiamentos do que para aqueles que se propõe a administrar empresas puramente comerciais e com fins lucrativos. Transmitir a sua mensagem para os potenciais investidores pode ser uma tarefa especialmente difícil, uma vez que eles podem supor que, porque você pretende resolver um problema ou ajudar pessoas, você deve ter adotado um modelo de negócio sem fins lucrativos para seu empreendimento.

Geralmente, sua comunidade local é o melhor lugar para começar a buscar oportunidades de financiamento. Mas, se você não conseguir encontrar ninguém adequado para firmar uma parceria, o próximo passo lógico é ampliar sua busca para o nível nacional ou mesmo internacional. E, se você tiver a opção de trazer investidores estrangeiros para seu negócio, essa pode ser sua vantagem no longo prazo. Sua empresa poderá ganhar alguns contatos importantes e, ao mesmo tempo, o olhar externo sobre o seu negócio pode oferecer alguns insights interessantes. Quando estiver pronto para expandir seu empreendimento internacionalmente, o processo será muito mais fácil se você já tiver firmado alguns contatos.

Além dos fundos de capital de risco ou dos bancos, existem muitas organizações com as quais as startups socialmente responsáveis podem tentar buscar financiamento. Durante anos a Virgin trabalhou com a Dutch Postcode Lottery (Loteria Holandesa do Código Postal, a maior loteria de caridade da Holanda, que doa 50% dos recursos arrecadados a instituições cadastradas. Os vencedores dos prêmios são os donos de propriedades cujo código postal residencial é sorteado) e, no ano passado, eu presidi seu júri de concorrência sustentável, que oferece um grande volume de recursos para financiar empresas verdes. Junto com o prêmio são oferecidas oportunidades para trabalhar com um mentor, que são tão importantes quanto o dinheiro distribuído. Eu também participei do júri do Zayed Future Energy Prize, prêmio oferecido pelos Emirados Árabes Unidos que distribui US$ 4 milhões. Essa premiação incentiva os empresários a encontrarem soluções inovadoras "que sirvam para enfrentar os desafios apresentados pelas mudanças climáticas, pela segurança energética e pelo meio ambiente".

Outra opção pode ser a Carbon War Room (Sala de Guerra do Carbono), para a qual que a Virgin Unite serviu de incubadora e que ajuda a estimular as empresas que pretendem reduzir suas emissões de carbono e promover a economia de baixo carbono. Embora a Carbon War Room não possa financiar diretamente as empresas, trabalhar com elas permite que empresários como você levem suas ideias a formadores de opinião, especialistas de vários setores e muitos outros investidores potenciais.

Seja qual for a sua ideia de negócio, se você procurar bem e por tempo suficiente, na maior parte das vezes será capaz de encontrar alguém com uma visão compartilhada e que desejará ajudá-lo em sua missão. As comunidades e os fóruns online que abordam os problemas de seu setor também podem ajudá-lo a entrar em contato com pessoas interessadas no que você está fazendo. Todas essas pessoas são potenciais investidores.

Outra ótima maneira de gerar entusiasmo para a sua ideia e levantar fundos é por meio do crowdfunding, uma opção que muitas startups estão usando. Graças a sites como o Kickstarter e o EquityNet hoje em dia está mais fácil do que nunca despertar interesse sobre sua nova ideia ou inovação e obter pequenos empréstimos e compromissos que forneçam o dinheiro de que você precisa para levar seu negócio adiante.

Existem outros benefícios em seguir pelo caminho do crowdfunding. Divulgar uma ideia para uma sala cheia de investidores pode ser complicado. E, embora apresentar uma ideia para um fórum online não seja uma tarefa fácil, ela exige um conjunto diferente de habilidades – mas, talvez, essa seja uma área na qual você e a sua ideia de negócio possam brilhar. Ganhar impulso também é algo muito importante: o processo de crowdfunding pode gerar um burburinho em torno de seu negócio quando o dinheiro começar a entrar. Se as coisas forem bem, em breve você poderá encontrar pessoas de todo o mundo que queiram comprar seu produto ou serviço – por isso, certifique-se de que você está pronto para fornecê-lo.

O empreendedorismo não tem apenas a ver com vender coisas – essa atividade também está relacionada a encontrar maneiras de fazer a diferença na vida das pessoas. A criação de uma empresa que tenha como finalidade explícita gerar mudanças positivas pode ser um desafio, mas tenha em mente que as empresas que sobrevivem e prosperam no longo prazo são aquelas que ganharam a confiança e o respeito de suas comunidades. Se você inserir sua missão em seu modelo de negócio, é provável que você estabeleça as bases para o sucesso. Boa sorte!

Tradutora: Cláudia Gonçalves



sábado, 8 de março de 2014

Inversão dos fundamentos econômicos no Governo Dilma


A característica da economia brasileira, nos anos que antecederam o governo Dilma, economia crescendo, inflação baixa e alto superavit comercial.

Hoje ao contrário, A taxa de crescimento econômico se encontra em queda,  a inflação em alta e o superávit também em queda de mais de 85%, não alcança nem a 2,5 bilhões.

sexta-feira, 7 de março de 2014

É tarde, a "Peemedebização" está aí e o PT outra vez beijará a mão do PMDB

A mentalidade típica do PMDB domina a política brasileira em praticamente todo seu espectro partidário. É a marca da política sem ideias ou ideais, voltada apenas para o controle dos cargos partidários, como trampolim para a conquista de cargos nos governos, nos três níveis da federação. Nos últimos encontros do PT, a disputa em torno de teses programáticas cedeu lugar à competição pelos cargos no partido e no governo. 


Rui Falcão diz que PT não aceita ultimato do PMDB





Um dia depois de reunir-se com a presidente Dilma Rousseff e com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o presidente nacional do PT, deputado estadual Rui Falcão (SP), disse ontem que o partido não aceita ultimatos do PMDB. O dirigente petista cobrou a mudança de postura do líder do PMDB na Câmara, Eduardo Cunha (RJ), e afirmou que o pemedebista não pode se comportar como oposição ao mesmo tempo em que o PMDB participa do governo federal. Falcão disse ainda que o PT não vai recuar nas negociações com o PMDB em torno de alianças estaduais e afirmou que a presidente Dilma não deve ampliar o espaço do partido aliado no Planalto.

"O PT não faz ultimato e também não aceita ultimatos", afirmou o presidente nacional do partido. Ao falar sobre as críticas públicas feitas pelo líder do PMDB na Câmara sobre a aliança do partido com o PT, o dirigente petista disse que Cunha "precisa se decidir". "Não pode estar no governo e ter esse comportamento de oposição", afirmou Falcão. "Tenho divergências políticas com ele [Cunha]. Ele é líder do PMDB, partido que tem a vice-presidência".

Falcão classificou como "TPE - Tensão Pré-Eleitoral" a pressão do PMDB sobre o PT. "Estou otimista e acho que vai prevalecer o bom senso. Eles estão no governo e vão querer que Temer continue como vice", afirmou Falcão, referindo-se ao vice-presidente da República Michel Temer.

O presidente do PT disse que o partido apoia o PMDB em mais Estados do que recebe apoio do aliado e indicou que não vai recuar. "O PMDB nos apoiará no Distrito Federal e tende a apoiar em Minas Gerais. Já o PT vai apoiá-los em Sergipe, Alagoas, Pará e Amazonas. Isso já está garantido", afirmou, citando que no Maranhão e no Ceará os petistas também poderão apoiar os pemedebistas. O Maranhão é atualmente governado pela pemedebista Roseana Sarney, que não pode se reeleger. No Ceará, o senador Eunício Oliveira (PMDB-CE) é candidato, mas o PT é aliado ao governador Cid Gomes (Pros), que quer indicar um candidato de seu partido.

No governo, o PMDB tem cinco ministérios, além da Vice-Presidência, e segundo Falcão a participação do partido no governo não deve ser alterada. "Dilma não vai ampliar o espaço que o PMDB tem hoje no governo, faltando nove meses para o fim do mandato. A presidente não pediu para ninguém sair do governo. Está saindo quem vai ser candidato. Se não fosse isso, o PMDB continuaria como estava", afirmou.

Entre articuladores da campanha da reeleição de Dilma, a avaliação é que a possibilidade de ruptura da aliança com o PMDB existe, ainda que seja considerada por enquanto remota, mas que o dano eleitoral seria reduzido. A perda do tempo no horário gratuito só se tornaria um fator preocupante caso houvesse ambiente para uma coligação do PMDB com os adversários da presidente ou o lançamento de uma candidatura própria do partido, possibilidades que não são cogitadas por qualquer dirigente de ambas as siglas.

Dentro do próprio PT, entretanto, há diferenças sobre como reagir à ofensiva pemedebista. Correntes do partido começam a defender concessões nos palanques estaduais para tentar desinflar a insatisfação dos parlamentares do PMDB com o governo. O temor é que a movimentação desencadeada por Cunha leve ao rompimento da aliança nacional entre os dois partidos. Se o PMDB deixar de apoiar Dilma formalmente, a campanha pela reeleição perderia 10% de seu tempo no horário eleitoral gratuito.

O sacrifício de candidaturas petistas nos Estados passaria pela mediação de Lula e envolveria também concessões pemedebistas. O PT definiria em quais Estados teria candidato próprio até o dia 20, data da reunião do Diretório Nacional da legenda, em Brasília. "Todo mundo está se lançando ao governo. Quando começamos a discutir os palanques, o PT tinha 12 candidatos. Agora tem 19, daqui a pouco está nos 27 Estados", disse o vice-presidente do PT, deputado José Guimarães (CE).

Guimarães vai defender na reunião do dia 20 que o partido só tenha candidato ao governo em dois Estados nordestinos: Bahia e Piauí. "O PT nacional tem que dizer o que quer em cada região, definir claramente onde vai disputar, e focar nas alianças para o Senado onde não tem chance de eleger governador", disse. O parlamentar quer ser candidato ao Senado no Ceará.

"O único fato consumado que existe nesta eleição é a prioridade absoluta da disputa presidencial e neste sentido a aliança com o PMDB é estratégica. O PT pode fazer mais do que está fazendo", disse o vice-presidente da Câmara, André Vargas (PR), que sugeriu rediscutir os casos do Rio de Janeiro, Bahia e Ceará. "Nós temos uma situação eleitoral no Rio que colaborou para a crise que temos agora. E na Bahia o PMDB não nos apoia. Tudo é uma questão de se conversar", afirmou Vargas.

Reabrir a possibilidade de aliança no Rio de Janeiro, onde o governador pemedebista Sergio Cabral não pode se reeleger e tenta viabilizar a candidatura do vice, Luiz Fernando Pezão, é uma prioridade do PMDB. " O rompimento começou a se desenhar quando uma expectativa de se manter uma aliança histórica no Rio ficou ameaçada. Este é o problema mais sério para o PMDB: garantir nosso espaço nos Estados", disse o presidente nacional da sigla, senador Valdir Raupp (RO).

No Rio de Janeiro o senador Lindbergh Farias teve a sua pré-candidatura aprovada por unanimidade em um encontro estadual do partido, evento que aconteceu há apenas duas semanas, com a presença de Rui Falcão e do governador gaúcho Tarso Genro. As possibilidades de vitória de Pezão se reduziram não apenas pela candidatura petista, mas pelo desgaste na popularidade de Cabral, acentuado depois dos protestos de junho.

Cunha convocou uma reunião da bancada do PMDB na Câmara para terça-feira e avisou que será discutida a relação do partido com o PT. A depender do resultado da reunião, Raupp irá convocar uma reunião da Executiva Nacional do PMDB. "Não vou até a morte pelo governo, antes sou presidente de um partido. Vou com meu partido", disse o senador.

Dentro do PT, a avaliação é que a capacidade de Cunha de concretizar suas ameaças existe. A prova seria a formação do bloco de partidos insatisfeitos ocorrida na semana anterior ao Carnaval, com a colaboração do presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN). (Colaborou Andrea Jubé, de Brasília)

Por Cristiane Agostine, Raphael Di Cunto, Fabio Brandt e César Felício | De São Paulo e Brasília

quinta-feira, 6 de março de 2014

Paes se "auto aplica" uma multa depois de ser pego jogando lixo na rua


Não façam o que eu falo nem o que eu faço





Garis em greve ameaçam colegas e Paes os chama de 'delinquentes'


Categoria pede R$ 1.680 de piso e R$ 20 de vale-refeição; prefeitura oferece R$ 1.224 e R$ 16, respectivamente



Três garis foram detidos ontem à tarde no Rio, sob acusação de impedir colegas que pretendiam limpar a praia de Ipanema. De acordo com a Polícia Civil, os três seriam líderes sindicais. Seus nomes não foram divulgados.

Pela manhã, cerca de 20 grevistas tinham quebrado duas vassouras e dois ancinhos. A intenção era intimidar outros garis que limpavam o Aterro do Flamengo.

Após o incidente, a Guarda Municipal passou a acompanhar o grupo. Os grevistas têm feito rondas com motocicletas e carros a fim de mobilizar a categoria.

O prefeito Eduardo Paes chamou de "marginais e delinquentes" os que ameaçam os colegas. Ele anunciou que vai colocar seguranças para escoltar veículos e garis pelo tempo que durar a greve.

Paes disse ainda que é "inaceitável" e "criminosa" a coação contra garis.

Até agora, 300 deles foram demitidos. O prefeito, porém, aceitou proposta do Ministério Público do Trabalho para readmitir aqueles que voltarem hoje ao trabalho.

Em reunião na porta da Comlurb (Companhia Municipal de Limpeza Urbana), cerca de 200 garis resolveram manter a greve.


A decisão foi tomada apesar da determinação da Justiça do Trabalho para que voltassem às suas funções, sob pena de uma multa diária no valor de R$ 50 mil.


LIXO NAS RUAS

Nas ruas da cidade, o lixo se acumula. A situação é pior nas áreas por onde passaram blocos carnavalescos, como na orla da zona sul, nas pistas do Aterro do Flamengo e na av. Rio Branco, no centro.

Caso se confirmem as previsões de chuva para hoje, o lixo pode entupir bueiros e agravar a situação.

Os grevistas pedem R$ 1.680 de piso salarial (R$ 1.200, mais 40% de insalubridade) e R$ 20 de vale-refeição. A prefeitura oferece piso de R$ 1.224 (R$ 874, mais 40% de insalubridade) e R$ 16 de vale-refeição.

De acordo com o presidente da Comlurb, Vinícius Roriz, a cidade só estará limpa novamente após três dias de trabalho --isso com todos os funcionários em atividade.


BRUNA FANTTICOLABORAÇÃO PARA A FOLHA, DO RIO

quarta-feira, 5 de março de 2014

Mineração, de lado a lado, governo e oposição tiram proveito




Novo comando da SEDIP, da área técnica e bote técnica nisso!

Uma nova Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Incentivo à Produção - SEDIP 

O novo comando deve mesmo ser técnico, conhecer o tema, saber o que é desenvolvimento, já que a SEDIP não é apenas Secretaria de produção ou indústria, é fundamentalmente, uma secretaria que deve ter uma visão de conjunto do desenvolvimento econômico do Estado do Pará.

Daí que deverá compreender que é crescimento e qual sua diferença com o desenvolvimento, entender a importância do desenvolvimento sustentável e como podem ser formuladas políticas públicas para alcançar o Desenvolvimento Sustentável, um dos principais desafios do Governo Jatene e que está no desafio estratégico do Governador.

A conferir!.



Reporter 70 
O Liberal, 02/03/2014.



domingo, 2 de março de 2014

Desoneração chega a R$ 1 bi

Impostos

Objetivo é atrair ao Pará investimentos privados de até R$ 3 bi em 2014





O Pará deverá abrir mão de R$ 1,13 bilhão em Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) neste ano, para tentar atrair cerca de R$ 3 bilhões em investimentos. A expectativa é da Secretaria de Estado de Indústria, Comércio e Mineração (Seicom), que estima o retorno de R$ 3, para cada R$ 1 em incentivo fiscal. Essa política de renúncia fiscal, apontada pela secretaria como agressiva para vencer a guerra fiscal, visa deslanchar a economia do Estado com a atração de um grande volume de indústrias e empresas.

"Todos os Estados brasileiros têm incentivo fiscal. Se o Pará não tivesse incentivo, ninguém viria para cá. Tem que haver esse incentivo, que é previamente avaliado por uma comissão, formada pela Secretaria de Estado da Fazenda (Sefa) e outros órgãos, com critérios bastante técnicos, para que a gente chegue a conclusão que, apesar da aparente perda de receita, a gente vai ganhar muito lá na frente. Não estamos só falando do retorno financeiro, mas do grande efeito que uma empresa dessa traz, como a geração de empregos, renda, o aumento do poder de compra e, fora isso, a empresa melhora a questão da contratação do fornecedor local, entre outros pontos", explica o titular da Seicom, David Leal.

Segundo dados divulgados pela Confederação Nacional dos Municípios (CNM), com base nas Leis de Diretrizes Orçamentárias, 23 das 27 unidades federativas têm política de renúncia fiscal. No total, esses Estados somam R$ 66,1 bilhões em desoneração tributária. O valor da renúncia do ICMS corresponde a 16% da arrecadação do ICMS prevista para 2014, que deve ficar entre R$ 390 bilhões e R$ 400 bilhões. Do montante que não será arrecadado, R$ 15,9 bilhões – 25% do total isentado – seriam repassados aos municípios, que reclamam da perda da receita e cobram uma reforma tributária.

Brasília
THIAGO VILARINS
Da Sucursal
*Colaborou RAFAEL QUERRER