Para Fundo, 'microgerenciamento' afeta credibilidade e causa incerteza
Missão do organismo cita baixo investimento como risco e critica empréstimos via bancos públicos
Relatório do Fundo Monetário Internacional sobre o Brasil divulgado ontem afirma que o "excessivo microgerenciamento na política fiscal enfraqueceu a credibilidade do modelo fiscal de longo prazo" e reduz a expectativa de crescimento potencial.O FMI, na crítica, cita especificamente estímulos tributários do governo e manobras com receitas extraordinárias e outros ajustes para mitigar os custos desses estímulos e fechar a conta do superavit fiscal (economia feita pelo país para pagar juros da dívida), de 2,1% do PIB em 2012.
A avaliação, produzida a partir de entrevistas com representantes do governo e do setor privado feitas por uma missão do Fundo que visitou o país em maio, aponta ainda que essas incertezas na política fiscal pesaram nos investimentos no país.
Apesar de reconhecer uma recuperação gradual da desaceleração em 2011 e 2012 por causa do consumo "resiliente" e do aumento "recente" dos investimentos, o texto lista vários riscos para a economia brasileira, além da baixa taxa de investimento.
Pressão inflacionária, correção do mercado imobiliário e gargalos no mercado de trabalho, com produtividade "estagnada", são lembrados.
O Fundo ainda aponta uma "erosão gradual do modelo fiscal". Após elogiar a Lei de Responsabilidade Fiscal, o texto acusa nos últimos anos uma dependência progressiva de recursos extraordinários para se atingir a meta fiscal, além de grandes transferências de bancos públicos.
ATRASO
O relatório, feito anualmente, ficou pronto em julho, mas o governo brasileiro não permitiu sua divulgação até que ocorressem correções pedidas pelo Banco Central e pelo Ministério da Fazenda no cálculo do endividamento do país.
Para o Fundo, a dívida bruta do Brasil equivale a 68,3% do PIB; já no cálculo brasileiro, é de 59,3%.
"Demorou demais", disse, em coletiva, o representante do país no Fundo, Paulo Nogueira Batista Jr.
Por ser um retrato feito em maio, ele ignora as mudanças ocorridas na política da Federal Reserve, o banco central americano, que indicou reduzir o expansionismo monetário até o fim do ano.
O documento do Fundo diz que o crescimento do país foi guiado principalmente pelo consumo. Apesar do expansionismo monetário e fiscal desde 2011, o crescimento tem sido mais fraco e irregular que o previsto após despencar no terceiro trimestre de 2011.
A fase inicial de recuperação teve consumo forte, mas investimento fraco ante a incerteza global e a "confiança empresarial reduzida".
"A economia está operando perto de seu potencial e continua sujeita a limitações no lado da oferta, que seguram o crescimento abaixo de seu potencial de médio prazo e exacerbam as pressões inflacionárias", diz o texto.
RAUL JUSTE LORESDE WASHINGTON









Internacionalização - A UFPA ficou na 19ª colocação no indicador Internacionalização, na frente de universidades de renome no País, como Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR), Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (UNESP), Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e Universidade Federal do Ceará (UFC).
Inovação - No quesito Inovação, a UFPA também obteve ótima nota e ficou na 17ª colocação. Para este indicador, que valia 4 pontos, foram levados em consideração o número de pedidos de patentes da Universidade, no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), de 2002 a 2011, a UFPA obteve nota 3,36 pts.
Outros indicadores - Também foram avaliados pelo RUF quesitos como Pesquisa, Ensino e Mercado de Trabalho. O indicador Pesquisa vale 40 pontos e avalia o número de publicações da universidade, citações, citações por artigo, publicações por docente, citações por docente, publicações em revistas nacionais e recursos captados. O indicador Ensino vale 32 pontos e considera os avaliadores do MEC, os professores com doutorado, professores com dedicação integral e a nota no Enade. O indicador Mercado de Trabalho vale 18 pontos e é avaliado por meio de uma pesquisa Datafolha, com 1.681 responsáveis pela área de recursos humanos de empresas de todo o país, nas 30 carreiras analisadas pelo RUF..jpg)
