domingo, 28 de julho de 2013

A CPMF da Dilma



Empresários se surpreenderam com o veto de Dilma Rousseff à extinção da multa de 10% do FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço) paga por empresas em caso de demissões sem justa causa. Segundo relatos, a presidente chegou a prometer a um empresário que não o faria. Para assegurar o dinheiro, que em parte é destinado ao Minha Casa Minha Vida, o Planalto dirá que o prejuízo anual de R$ 3 bilhões teria impacto comparável ao gerado pelo fim da CPMF no governo Lula.

Lá... O líder do PMDB na Câmara, Eduardo Cunha (RJ), disse que vai apresentar proposta de lei complementar ao projeto vetado. Ele sugere que os 10% da multa do FGTS fiquem para o trabalhador, em poupança para ser usada na aposentadoria.

... e cá Gleisi Hoffmann (Casa Civil) defende que os recursos sejam aplicados exclusivamente no programa habitacional. "Trata-se de um um programa estruturado com o apoio do Congresso'', diz a ministra. Este será o discurso do governo à base para tentar manter o veto.


Painel

VERA MAGALHÃES painel@uol.com.br

'Como explicar 700 municípios sem médicos?', pergunta, ao defender importação de profissionais da saúde. Pergunta a Presidente.

Que o Governo Federal Responda....

 

 

sábado, 27 de julho de 2013

Estupre, mate que será salvo pelo advogado de plantão. A cara do Brasil.

O advogado de um dos jovens que aparecem na fotografia, informou que o cliente não é o autor da frase escrita no cartaz. Segundo o texto, a expressão faz referência ao “estupro mental, cometido em virtude do elevado grau de dificuldade das matérias que enfrentariam durante o curso”.

Esse é o absurdo que no Brasil é prática comum.

A Universidade de Brasília (UnB) ouviu a mãe de um dos estudantes flagrado com um cartaz supostamente fazendo apologia à violência sexual contra aprovadas no curso de engenharia. A Sônia Marise, diretora de Diversidade do Decanato de Assuntos Comunitários (DDI/DAC), a mãe do jovem afirmou que o filho está recebendo ameaças desde a quarta-feira, quando foi feita a foto em que ele aparece segurando uma cartolina com a frase: “Caiu na Redes é … (Estupro).”

A imagem dos dois estudantes do 2º semestre do curso de engenharia de redes circulou na internet depois que eles foram fotografados com o cartaz. O episódio ocorreu na última quarta-feira, durante a divulgação do resultado do 2º vestibular de 2013.

Em nota, Bruno Campos Gomes, advogado de um dos jovens que aparecem na fotografia, informou que o cliente não é o autor da frase escrita no cartaz. Segundo o texto, a expressão faz referência ao “estupro mental, cometido em virtude do elevado grau de dificuldade das matérias que enfrentariam durante o curso”. Além disso, o jovem, que é menor de idade, diz repudiar qualquer tipo de violência contra a mulher.

O outro estudante também se manifestou sobre o caso em carta encaminhada ao coordenador do curso de engenharia de redes. “Estou totalmente arrependido e triste por esse gesto impensado e de mau gosto. Gesto que não condiz com a formação moral que recebo dos meus pais, nem com a minha vida de estudante”, escreveu o jovem.

Pulou fogueira

O ex-governador de São Paulo José Serra (PSDB), de 71 anos




Recebeu alta na tarde deste sábado (27) do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. Na última quarta-feira, Serra foi submetido a um cateterismo cardíaco com colocação de stent (espécie de tubo para manter o fluxo sanguíneo nas artérias).

Segundo o boletim médico, o procedimento – realizado durante uma avaliação pré-operatória – transcorreu com sucesso e em breve ele deve retornar ao hospital para ser submetido a cirurgia na próstata (prostatectomia por hiperplasia prostática benigna).

sexta-feira, 26 de julho de 2013

Esgotado o discurso do Pensamento Único


Basta ver os diferentes jornais e revistas, editoriais e artigos, onde a expressão oficial da politica do Partido dos Trabalhadores - PT (poderia até mudar de nome e ninguém se incomodaria) encontra-se à deriva, "no mato sem cachorro". 




Sem uma voz oficial, cada tendência do PT fala o que quer e o que não quer. Não existe um eixo que oriente a política do partido. A maioria das propostas do governo terminaram em nada, derrubadas pelo próprio PT.

Desde o Governo Federal, os governos estaduais, o Congresso, até o mais pequeno núcleo do partido, não existem fundamentos, princípios pelos quais o PT deve lutar, a partir das mudanças que o Brasil está vivendo, depois do fracasso do modelo capitalista que o próprio partido sustentou.


Vejam como a realidade bateu na frente da inconsistência dos princípios petistas. Construíram, durante 10 anos, um modelo baseado em dois eixos fundamentais, defendidos religiosamente, pelo ex Presidente Lula e sustentado pela atual presidente (a) Dilma. Crescimento econômico e diminuição da pobreza, na realidade combate à pobreza. Aliado a esses dois eixos, um conjunto de penduricalhos, atacados no varejo e que não foram estruturantes para o Governo Federal. Educação, saúde, segurança, mas só no discurso.


O ponto forte do Governo do PT foi a transferência de renda, mas não foi "transferência"! houve realmente inclusão no orçamento do governo federal um dos principais investimentos sociais do PT. o Programa de Bolsa Família (PBF). Excelente, mais não foi transferência de um setor para outro, nem os bancos, nem as empresas, nem as grandes fortunas colaboraram com o Bola Família. Foi o mesmo povo, digamos classe média, que teve que pagar o custo desse investimento.


Até aí tudo bem, mas agora, como Dilma disse, esses pobres querem mais e muito mais. Já tiveram geladeiras, fogões, ar condicionado, bicicletas, motos e até carro (com o desconto do IPI). Agora eles querem educação, saúde, segurança, no padrão que outros programas do Governo são desenvolvidos. Padrão FIFA.



quinta-feira, 25 de julho de 2013

Governador de Pernambuco é o mais bem avaliado e o do Rio, o pior

O melhor amigo de Lula e Dilma, o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB), tem o menor percentual de população que o considera ótimo ou bom: 12%.



BRASÍLIA - O instituto Ibope, na edição especial da pesquisa realizada para a Confederação Nacional da Indústria (CNI), levantou a avaliação dos governos de 11 Estados, que representam 90% da produção industrial brasileira, sobretudo de transformação: Bahia, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Pernambuco, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo.

Os governadores Eduardo Campos (PE-PSB), Cid Gomes (CE-PSB), Beto Richa (PR-PSDB) e Antonio Anastasia (MG-PSDB) são os mais populares.  
 
O governo de Pernambuco é considerado ótimo e bom por 58% da população do Estado. No caso do Paraná, esse percentual é de 41%, no do Ceará, 40%, e no de Minas, 36%.

Com relação à maneira dos governadores de administrar, Eduardo Campos aparece com 76% de aprovação, seguido dos governadores do Ceará (54%), Paraná (52%) e Minas (50%).

A média nacional de aprovação é de 42%. Entre os 11 Estados pesquisados, apenas Sérgio Cabral (PMDB), do Rio de Janeiro (29%), Marconi Perillo (PSDB), de Goiás (34%), e Geraldo Alckmin (PSDB), de São Paulo (40%), estão abaixo dessa média nacional.

O governador de Pernambuco é, também, o que inspira mais confiança da população do seu Estado: 68% dizem confiar nele. Esse percentual cai a 53% no Ceará e 49% em Minas.

Novamente, o Rio aparece na outra ponta. Sérgio Cabral tem a confiança de 25% da população do seu Estado. A média nacional é 38%. Também estão abaixo da média os governadores de Goiás (29%) e de São Paulo (34%).

O Ibope ouviu 7.686 pessoas, em 434 municípios, entre 9 e 12 de julho. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

(Raquel Ulhôa | Valor)

Avaliação positiva do governo cai de 55% para 31% após aumento da inflação e manifestações


BRASÍLIA - A avaliação positiva do governo da presidente Dilma Rousseff - ou seja, a parcela da população que o considera ótimo ou bom - caiu de 55% para 31% de junho para julho, após as manifestações de rua, segundo mostra edição especial de pesquisa do Ibope encomendada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), divulgada nesta quinta-feira.






segunda-feira, 22 de julho de 2013

Educação, previdência e crianças

Na Coréia, por cada R$ 1 gasto em previdência, se destina R$ 1,2 para crianças. No  Brasil, a relação é R$ 1 para previdência contra 0,10 centavos investidos nas crianças.

Entende agora por que nossa educação esta assim?

sábado, 20 de julho de 2013

Por que os homens precisam de mulheres?

Why Men Need Women.



O que faz alguns homens egoistas ​​e outros generosos? O que Bill Gates motivados, por exemplo, para dedicar mais de US $ 28 bilhões em ações filantrópicas, enquanto muitos de seus colegas bilionários manteve o controle relativamente rigoroso sobre suas fortunas pessoais?

Novas evidências revelam uma resposta surpreendente. A mera presença de membros da família do sexo feminino - até mesmo recém-nascidos - pode ser suficiente para empurrar os homens no sentido generoso.





Em um novo estudo provocativo, os pesquisadores Michael Dahl, Cristian Dezso e David Gaddis Ross examinaram a generosidade e o que inspira nos homens ricos. Ao invés de olhar para doações de caridade em grande escala, olharam, como alguns executivos masculinos remuneram seus funcionários com mais generosidade do que outros. Os pesquisadores acompanharam os salários dos principais executivos do sexo masculino, em mais de 10 mil empresas dinamarquesa, ao longo de uma década.

Mas houve uma reviravolta. Quando a equipe de Professor Dahl examinou os dados mais de perto, as mudanças no pagamento dependia do sexo da criança dos principais executivos. Eles reduziram os salários depois de ter um filho, mas não depois de ter uma filha.

Filhas aparentemente suavizar pais e evocam tendências mais cuidadora. A especulação é que à medida que escovar o cabelo de nossas filhas e levá-los para aulas de dança, nos tornamos mais suave, mais compreensivo e mais outra orientada.
Há ainda estudos que mostram que os legisladores americanos com filhas votam de forma mais liberal, o que também é verdade para os eleitores masculinos britânicos que têm filhas, especialmente em termos de referendo e política de escolhas sobre os direitos reprodutivos. 

"Um pai que leva em algumas das preferências de sua prole feminina", argumentam os pesquisadores Andrew Oswald, da Universidade de Warwick e Nattavudh Powdthavee, então na Universidade de York. 

Para os principais executivos do sexo masculino, uma filha pode ser responsável por impulsos mais generosos para com os funcionários.

É possível que a proximidade com as meninas pede maior generosidade? Estudos adicionais, em uma variedade de campos, sugerem que este é o caso - e que poderia se estender além das  filhas. Considere, por exemplo, a série de estudos liderados pelo psicólogo Paul Van Lange, da Universidade Livre de Amsterdã. Para descobrir o que motiva as pessoas a agir com generosidade, Professor Van Lange e três colegas criaram um jogo em que mais de 600 pessoas fizeram escolhas sobre a partilha de recursos com alguém que não conhecia e nunca se encontrariam novamente. Os participantes escolheram entre estas opções básicas:

(A) Você ganha R$ 25 e seu parceiro fica R$ 10.

(B) Você tem R$ 20 e seu parceiro recebe R $ 30.

A primeira opção é o egoísta, você está reivindicando maior parte dos recursos para si mesmo. A última opção é mais generoso, pois envolve sacrificar uma pequena quantidade (R$ 5) para aumentar os ganhos do seu parceiro por uma quantidade muito maior (R$ 20).

Os jogadores manifestaram preferências consistentes em cada uma das nove rodadas que jogaram no relógio do professor Van Lange. Os dados mostraram que os jogadores que fizeram as escolhas mais generosos tinha mais irmãos. Os doadores em média, dois irmãos, os outros irmãos em média uma hora e meia. Mais irmãos significa mais partilha, o que parece predispor as pessoas para dar.

E mais uma vez, importava gênero. Os doadores eram 40 por cento mais propensos a ter irmãs do que as pessoas que fizeram muito mais, opções competitivas de auto-serviço. (Não houve diferença no número de irmãos, que era o número de irmãs, não irmãos, que prevê maior doação.) E a equipe do professor Van Lange apontou para um outro estudo mostrando que os mais irmãs, um pai tem, mais tempo que ele gasta elevar seus próprios filhos. Depois de crescer com as irmãs, os homens que têm oportunidades de dar são mais propensos a fazê-lo.

Os cientistas sociais acreditam que as empáticas, alimentando comportamentos de irmãs passar para seus irmãos. Por exemplo, estudos liderados pelo psicólogo Alice Eagly na Universidade Northwestern demonstram que as mulheres tendem a fazer mais dar e ajudar nas relações íntimas do que os homens. Também pode ser que os meninos sentem o impulso - por natureza e criação - para proteger suas irmãs. Na verdade, o professor Eagly acha que os homens são significativamente mais propensos a ajudar as mulheres do que para ajudar os homens.

Adam Grant is a professor at the Wharton School at the University of Pennsylvania and the author of “ Give and Take: A Revolutionary Approach to Success.”

Empresário bem sucedido da era LULA/DILMA, viveu às costas de incentivos fiscais para produzir commodities.

"Se pudesse voltar atrás, não recorreria ao mercado"

Filho de Eliezer Batista que se enriqueceu aproveitando seus cargos nos governos da ditadura, continuou sua carreira amparado nos governos Lula/Dilma, com recursos do BNDES para desenvolver empresas de commodities, nos setores da mineração e petróleo.

Esta tem sido o eixo do desenvolvimento brasileiro nos últimos 10 anos, basear seu crescimento na produção de commodities, o que tem feito do Brasil um país campeão da reprimarização da economia.

VEJA o artigo do Playboy Batista.

Eike: “Continuo acreditando na OGX e estamos reinventando a companhia”

Ao longo dos últimos meses, decidi que não me pronunciaria sobre a avalanche que se abateu sobre minha vida privada e principalmente sobre meus negócios. Mudei de ideia nos últimos dias diante da grande insistência de amigos próximos e alguns de meus executivos. Venho a público então submeter à reflexão aspectos que têm passado em branco quando se analisa minha trajetória empresarial.

Eu me tornei um empreendedor ainda no início dos anos 80, quando me aventurei no garimpo da Amazônia. Aprendi bastante em regiões de fronteira, ambientes hostis à atividade produtiva, enormes dificuldades de toda ordem para transportar equipamentos, surtos de malária que me obrigaram a substituir equipes inteiras da noite para o dia, o desafio de extrair minério em locais quase inacessíveis e meu próprio questionamento em torno das possibilidades de êxito diante das adversidades que se apresentavam. Acabei por me tornar proprietário de minas em diversos países e decidi estabelecer-me em definitivo no Brasil e me desfazer das participações que detinha na área de mineração.

Muitas vezes as pessoas imaginam que surgi do nada, em meio a uma febre desenfreada de aberturas de capital, e que surfei na onda de um mercado em alta que, sem qualquer razão aparente, me ofereceu um cheque em branco com algumas dezenas de bilhões para que eu pudesse brincar de empreender. Nestes últimos anos aprendi muito, errei e acertei em diversos projetos contribuindo para geração de riqueza para terceiros, para mim e principalmente para investidores. Se algum dia mereci a confiança do mercado, foi porque havia uma trajetória de mais de 30 anos de muito trabalho, desafios superados, sucesso e uma capacidade comprovada de cumprir compromissos.

Como entendo que a OGX está na origem da crise de credibilidade que se abateu sobre meu nome e que acabou por turvar as realizações e conquistas de empresas como MPX, MMX e LLX, começo por ela.

O que aconteceu desde que ficou claro que a OGX não estaria apta a apresentar os resultados que um dia pareceu possível alcançar? Eu me tornei de repente um aventureiro inconsequente que arregimenta recursos para seu próprio benefício e não se importa se entregará o que havia anunciado? Hoje é difícil lembrar, mas a OGX foi construída por algumas das cabeças coroadas por décadas de serviços prestados a empresas de renome. Eu não investi na indústria do petróleo sem me cercar daqueles que eu e o mercado entendíamos estar entre os mais capacitados profissionais com que se podia contar. Ao arrematar os campos que arrematou, a expectativa em torno da OGX era altíssima. Esta mesma expectativa parecia uma irrelevância diante dos prognósticos que recebi de diversas empresas independentes no mercado do petróleo. Uma delas foi a DeGolyer & MacNaughton (D&M). De acordo com um relatório divulgado em 2011, auditado por empresas independentes de renome internacional, a OGX possuiria recursos aproximados de 10,8 bilhões de barris de petróleo equivalente (incluídos recursos contingenciais e prospectivos). Meu corpo técnico me reafirmava, dia após dia, a mesma coisa. Minhas empresas eram auditadas por três das maiores agências de risco do mundo, e nunca uma delas veio a mim ou a público alertar que não era bem assim.

Evidentemente, eu estava extasiado com as informações que me chegavam. Podia tê-las guardado para mim? Não, eu era o controlador de uma companhia de capital aberto e o que fiz foi compartilhar todo aquele esplendor e respectivos desafios com o mercado, além dos riscos envolvidos e chances de sucesso neste negócio de tão alto risco.

Tive ofertas para vender fatias expressivas ou mesmo o controle da OGX a partir de um valuation de 30 bilhões de dólares. Há dois anos, coloquei mais um bilhão de dólares do meu bolso na companhia. Eu perdi e venho perdendo bilhões de dólares com a OGX. Alguém que deseja iludir o próximo faz isso a um custo de bilhões de dólares? Se eu quisesse, poderia ter realizado uma venda programada de 100 milhões de dólares por semestre ao longo de 5 anos. Eu teria embolsado 5 bilhões de dólares e ainda assim permaneceria no controle da OGX. Mas não o fiz. Quem mais perdeu com a derrocada no valor da OGX foi um acionista: Eike Batista. Ninguém perdeu tanto quanto eu, e é justo que assim seja. Eu investi em um negócio de risco. É injusto e inaceitável, por outro lado, ouvir que induzi deliberadamente alguém a acreditar num sonho ou numa fantasia. Quem mais acreditou na OGX fui eu. Continuo acreditando e por isso estamos, nestes últimos meses, reinventando a companhia. Não desistirei deste desafio.

A OGX tem sido alvo de todo tipo de movimento especulativo, com vendas a descoberto no mercado e vazamentos de informações (falsas ou verdadeiras) numa escala sem precedentes e totalmente irresponsável. Muita gente ganhou dinheiro com a OGX por conta de toda esta excessiva especulação. Muitos também têm perdido dinheiro assim.

Sou solidário com os investidores que acreditaram na OGX em sua origem e que me honraram com sua confiança naquele momento ou mesmo depois, quando parecia que a companhia entregaria resultados de grande magnitude. O que posso dizer a essas pessoas é que acreditei neste cenário tanto quanto elas. Investi e continuo investindo quase todo meu patrimônio, tempo e dedicação na OGX e nas demais empresas X. E lamento profundamente não ver confirmados os prognósticos de consultorias de renome, auditados por agências de idêntico renome e referendados por executivos de renome.

Sou um otimista incorrigível em relação a meu país, a meus negócios e às pessoas que me cercam. Ao longo de minha atividade empresarial, os êxitos e conquistas superaram largamente fracassos e erros. Mas os fracassos aconteceram e eu nunca os escondi. Tive experiências mal sucedidas com a fabricação de jipes, com uma empresa concebida para concorrer com os Correios, com algumas minas fora do Brasil das quais tive de abrir mão por fatores diversos. Mas eu nunca deixei de ser transparente, pagar ninguém e nem de honrar meus compromissos. Sempre mirei atividades de alto risco com possibilidades de elevados retornos para parceiros e acionistas. Mineração é uma atividade de risco. Extração de petróleo é uma atividade de alto risco. As promessas de retorno são elevadas, num caso e noutro, mas o risco é grande. Isso jamais foi escondido, faço questão de pontuar novamente.

Mais do que ninguém, me pergunto onde errei. O que deveria ter feito de diferente? Uma primeira questão talvez esteja ligada ao modelo de financiamento que escolhi para as empresas. Hoje, se pudesse voltar no tempo, não teria recorrido ao mercado de ações. Eu teria estruturado um private equity que me permitisse criar do zero e desenvolver ao longo de pelo menos 10 anos cada companhia. E todas permaneceriam fechadas até que eu estivesse seguro de que havia chegado o momento de abrir o capital. Nos projetos que concebi, o tempo se revelou fator de estresse vital para a reversão de expectativas sobre companhias que ostentam resultados amplamente satisfatórios e possuem ativos valiosos.

Nos casos de MPX, MMX e LLX, a depreciação do valor de mercado é claramente incompatível com o que têm a oferecer. Estes últimos investimentos que efetuei tiveram como importante motivação contribuir para um Brasil mais competitivo, estruturado logisticamente e capaz de proporcionar um futuro melhor para o conjunto de sua população. A MPX possui a maior carteira de projetos licenciados do país. Ela se tornou modelo no conceito de térmicas ao longo da costa e gera hoje 2 mil megawatts, o suficiente para alimentar a cidade do Rio de Janeiro. Em pleno cenário de crise energética, foi dito publicamente por um membro da Aneel que, graças à MPX, não haveria apagão ou racionamento de energia. A MMX já produz 7 milhões de toneladas anuais de minério de ferro e conta com um ativo de importância estratégica vital, o Porto do Sudeste. Graças a ele será possível extrair minério de ferro de Minas Gerais e exportar a partir do quadrilátero ferrífero com ampla repercussão para a logística e para a balança comercial. A LLX conta com o Porto do Açu, polo industrial para os setores de petróleo e para o transporte de cargas em geral e a granel. É um porto-indústria que revela, em escala crescente, sua capacidade de atrair novas parceiras para sua retroárea de aproximadamente 90 km2. Dentre as empresas que já se instalaram ou estão se instalando no Açu, estão Technip, National Oilwell Varco (NOV), BP, GE, Wartsila e Vallourec, todas grandes corporações internacionais que acreditam nos meus negócios e no Brasil.

As pessoas ainda comentam que sou o cara do papel, do power point. Por que não visitam o Porto do Açu? Por que não visitam o Porto do Sudeste? Por que não visitam as plantas da MPX? É justamente o oposto do que se tem falado: sou o cara da economia real, que, mesmo com muitos obstáculos, coloca as coisas de pé. No pico das obras de meus empreendimentos, 30 mil pessoas estavam empregadas tornando concreto o que até então eram apenas sonhos. Isso é papel? Trinta mil pessoas em atividade? Eu realmente gostaria que todos os que duvidam de minha capacidade de entregar pudessem visitar o Porto do Sudeste e o Porto do Açu e as térmicas da MPX já em operação. É um convite que gostaria de fazer a todos. São empreendimentos para o Brasil, para o futuro do país. Meu sentimento é de que, em pouco tempo, as pessoas vão olhar para trás e pensar que pude oferecer minha contribuição ao desenvolvimento do sistema logístico brasileiro. Coloquei 2 bilhões de dólares do meu bolso na construção de um estaleiro por acreditar nas encomendas da OGX. No total, investi mais de 4 bilhões de dólares em recursos próprios nas empresas X.

Tomei a decisão de reestruturar o controle das companhias. Faço isso com a certeza de que tenho um legado a deixar ao país, e não abrirei mão de colaborar na condição de acionista relevante em cada companhia. Honrarei todos os meus compromissos. Não deixarei de pagar um único centavo de cada dívida que contraí. Acredito no meu país e nunca desistirei de investir recursos próprios em ativos que contribuem para toda a sociedade.

Eu me enxergo e continuarei a me enxergar como um parceiro do Brasil. Acho que cumpri esse papel ao conceber e entregar projetos que terão uma importância crucial nas próximas décadas. Falhei e decepcionei muitas pessoas, em especial por conta da reversão de expectativas da OGX. Esta reversão contaminou todo o Grupo X e acarretou um déficit de credibilidade com o qual nunca me deparei em minha trajetória. Mas o fato é que fui tão surpreendido quanto cada um de meus investidores, colaboradores e todo o mercado. Esta é a verdade. Hoje me sinto frustrado por não ter sido capaz de entregar o que eu mesmo esperava nos casos da OGX e da OSX, esta última concebida em parte para oferecer suporte à primeira em suas atividades. Mas acredito que a OGX reestruturada se tornará um player relevante no setor em que atua, assim como confio numa OSX redimensionada a partir de um novo cenário.

Sempre agi de boa-fé e sempre o farei. Acho que era isso o que mais gostaria de dizer e que, assim espero, sintetiza meu percurso empresarial nos últimos cinco anos. Com minha estrutura de capital equacionada, continuarei a empreender e tenho convicção de que ainda vou gerar riqueza novamente e deixar um país melhor com estes ativos que criei do zero. Eu talvez faça isso agora sem o mesmo peito aberto de antes. Talvez tenha confiado demais em pessoas que não mereciam esta confiança, ainda que no final a responsabilidade seja toda minha. Com certeza eu também não me submeteria à exposição pública excessiva de tempos recentes, da qual me arrependo sobretudo por haver exposto igualmente minha família e meus amigos a uma curiosidade indesejada.

O orgulho de erguer do nada tantas empresas em tempo tão curto me colocou no centro do palco e eu me vi como o porta-voz de um novo empreendedor, que não tem vergonha de expor suas conquistas e mostrar que é possível gerar riqueza e ao mesmo tempo contribuir com o desenvolvimento do país. Tenho consciência de que fui um símbolo para as pessoas, a representação de um Brasil que prospera, que dá certo e está preparado para desempenhar um papel de preponderância global. A destruição de valor dos meus negócios colocou por terra talvez o sonho de muita gente que acreditou na possibilidade de partir do zero e se tornar um empreendedor de sucesso. Espero que elas procurem enxergar o que deu certo em minha trajetória e peço que esperem alguns anos para uma avaliação mais definitiva do que terei sido capaz de construir com o apoio dos que acreditaram e dos que ainda acreditam em mim. Houve muitos acertos e eles ficarão mais evidentes em tempo não tão longo. Não me refiro apenas aos negócios propriamente ditos. Nestes últimos cinco anos, apoiei causas de naturezas diversas, que me levaram a investir centenas de milhões de reais próprios em projetos de interesse público e social ou mesmo de caráter humanitário, principalmente na Cidade do Rio de Janeiro, o que hoje é esquecido por muitos. Isso eu faria e farei novamente se estiver a meu alcance.

Nos últimos meses, meu obituário empresarial tem ocupado as páginas de blogs, jornais e revistas. Só posso dizer que me vejo muito longe deste Eike aposentado. Tenho 57 anos e muita energia para arregaçar mangas e tirar do papel novos projetos. Sou um empreendedor brasileiro, acredito no que faço, amo meu país. A cada dia, minha cabeça fervilha com ideias novas, que nascem do nada e tomam forma aos poucos. Eu me alimento desta capacidade de sonhar e de realizar. Empreender está no meu sangue, no meu DNA. É minha fonte inesgotável de energia e de vida.

O empresário Eike Batista é presidente e controlador do grupo EBX

segunda-feira, 15 de julho de 2013

É tanta promessa, cada dia uma nova...

No rádio, Dilma promete tornar semiárido região produtiva


BRASÍLIA - A presidente Dilma Rousseff aproveitou seu programa semanal de rádio para explicar na manhã desta segunda-feira o funcionamento do Plano Safra do Semiárido, lançado na última semana, e o Plano Safra da Agricultura Familiar, anunciado anteriormente.

“Nós queremos e temos certeza que podemos tornar o semiárido uma região produtiva, gerando trabalho e renda para os agricultores o ano inteiro. As populações que vivem nas regiões semiáridas do nosso país não podem ficar condenadas a sofrer perdas e passar tantas dificuldades a cada estiagem”, disse a presidente ao comentar o plano voltado para atender a região mais fortemente atingida pela seca. “Estamos criando as condições para o semiárido nordestino conviver de fato com a seca”, enfatizou a presidente.

A presidente afirmou também que o Plano Safra da Agricultura Familiar é “importante para o desenvolvimento harmonioso” da sociedade e destacou a segurança e proteção aos pequenos agricultores com a execução do programa, sobretudo ao garantir a comercialização da safra. “Com a agricultura familiar, nós ampliamos a produção sustentável de alimentos para todos os brasileiros. São produtos de qualidade”, disse Dilma.

A presidente disse que o Plano Safra da Agricultura Familiar totalizará R$ 21 bilhões para financiamento, custeio e investimentos do setor. Já o Plano Safra do Semiárido prevê R$ 7 bilhões para financiamento do custeio da safra 2013/2014.


(Bruno Peres | Valor)

sábado, 13 de julho de 2013

Falece no Rio uma das geografas mais importantes do Brasil

Hoje, Sábado 13 de julho de 2013 deixou de existir aqui na terra e embarcou para uma outra dimensão, a pesquisadora e amiga Bertha Becker. 





Há mais de 40 anos, a geógrafa Bertha Becker viajou para realizar pesquisas na Amazônia. Professora emérita da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), ela conheceu a região na palma da mão a ponto de ser consultora do governo federal para os temas relativos ao bioma. Uma das suas últimas grande participação foi para ser debatedora em dos painéis da programação oficial da Rio + 20.

Aí falou sobre  florestas, assunto que escolheu como objeto de pesquisa em 1970 quando pisou pela primeira vez na Floresta Amazônica. 

Veja também uma das últimas entrevistas. 

Nesta entrevista ela faz uma crítica ao Rascunho Zero. Diz que ele favorece a iniciativa privada e não aborda como o atual sistema econômico gera problemas ambientais sério, como a perda da biodiversidade. 

Ela também faz uma crítica ao termo Economia Verde, por ser genérico demais.



O GLOBO - A senhora faz uma crítica ao Rascunho Zero, documento preparatório das Organização das Nações Unidas (ONU) para a Rio + 20. Por que?

BERTHA BECKER - O texto defende a mercantilização da natureza. É a lógica capitalista transposta para a natureza. Teremos mais um mercado, dos produtos e serviços da natureza, mas não vamos discutir novas formas de desenvolvimento. É mais uma tentativa para sair da crise econômica e não um novo mecanismo de desenvolvimento, mais responsável, como precisamos. Também acho que o rascunho não aborda, por exemplo, de que forma o atual sistema econômico gera problemas ambientais, como a destruição da biodiversidade. Temos que debater isto para criar novos mecanismos de desenvolvimento. O documento fortalece a iniciativa privada. Favorece a criação, por exemplo, de mercados de carbono e não trata de sistemas de regulação. Nós precisamos da iniciativa privada, mas não podemos ficar submetidos a ela. Porque favorecer a criação de mercados de carbono privados e não criar bolsas de carbono nos estados reguladas pelo poder público? Imgine Manaus com uma bolsa de carbono? É importante favorecer a iniciativa privada, mas a Ciência e o Estado devem estar também a serviço de um novo modelo de desenvolvimento.

O GLOBO - A senhora também faz críticas ao conceito de Economia Verde, não é?

BERTHA BECKER - Sim. O que é Economia Verde? Como se pode falar em apenas uma Economia Verde. O que é bom para a Europa não é bom para o Brasil. São muitas Economias Verdes, pois as realidades dos países são diferentes. O termo é genérico demais e não dá conta das diferenças regionais. Também não entendo a associação de Economia Verde com redução de pobreza, pois como já disse ela (a Economia Verde) se baseia na lógica capitalista de produção que promove exclusão. Não sei, por exemplo, como a venda de créditos de carbono por empresas privadas pode ajudar a reduzir a pobreza. Esta relação para mim não é clara.

O GLOBO - O que seria Economia Verde para a realidade brasileira?

BERTHA BECKER - Somos um país que desperdiça. Desperdiçamos recursos naturais, alimentos, energia. Desmatamos mais do que devíamos e do que podíamos. E exportamos sem agregar valor aos produtos. De modo que Economia Verde para o Brasil significa reduzir o desperdício, como, por exemplo, investir em eficiência energética; reduzir o desmatamento, criando uma indústria madeireira responsável; e criar indústrias de beneficiamento para os produtos e não mais exportá-los in natura, o que geraria empregos.

O GLOBO - O que está em jogo, hoje, na Rio + 20?

BERTHA BECKER - Durante a ECO 92 o que estava em jogo era a preservação da Amazônia. Era uma questão internacional. Hoje são muitos os problemas. Há os países insulares que vão sofrer com o auamento do nível do mar. Há a questão da distribuição de alimentos. No Brasil, temos que vencer a luta contra a pobreza, combater o desmatamento, criar uma indústria de beneficiamento, ter um olhar atento para a classe C, que acaba de ascender a condição de consumidor. Enfim, são muitas as questões em jogo na Rio + 20.

Empresa mais querida do Governo está mal das perna, mas segue recebendo apoio da mãe do PAC.


Apesar de ter recebido todos os incentivos financeiros, legais e econômicos dos governos Lula/Dilma, a empresa mais querida do PT e Governo, está quebrando aos pedaços e ainda segue sendo apoiada pelo Papai e Mamãe do PAC. SEM RESULTADOS PARA O BRASIL!!!
Ja recebeu incentivos fiscais, do BNDES, BB, CEF, SEBRAE, e até do Planalto, que serve de aval!. Só lucra e nada retorna para o País e muito para eles.

Desde a época da ditadura, os Batistas se serviram das informações privilégiadas do poder, para explorar minérios e levar riquezas, sem deixar em contrapartida NADA, para a Amazônia nem para o Brasil.

Oferece como garantia aquilo que não tem. Enquanto as pequenas empresas devem ter garantias reais, Eike Batista oferece o que não é dele. Isso é como se eu tivesse que entregar para o Banco do Brasil, suas próprias ações, para receber um crédito.

Modelo econômico de desenvolvimento brasileiro Maravilha!!! só aqui existe. Incentivos fiscais para produzir commodities, nada para incentivar indústria, inovação tecnológica, produtividade.

Agora recem sairam da manga uns penduricalhos, políticas 1,99 que podem ajudar o desenvolvimento da indústria.



Veja matéria do Valor. 


ANP se diz tranquila sobre OGX assinar novos contratos arrematados



RIO - A diretora-geral da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), Magda Chambriard, afirmou que está tranquila sobre a OGX, empresa de petróleo do grupo EBX, de Eike Batista, assinar os contratos de concessão dos blocos arrematados na 11ª Rodada de Licitações.

Durante entrevista coletiva no Rio nesta sexta-feira, a diretora afirmou que a companhia está estudando a proposta feita pela OGX de dar como garantia o óleo previsto para ser produzido no campo de Tubarão Martelo, na Bacia de Campos, para o programa exploratório mínimo das áreas da 11ª Rodada.

"As empresas podem dar seguro garantia, carta garantia ou penhor de óleo. Está no edital. Nesse caso, há um pleito de programa exploratório mínimo ser honrado com a garantia utilizando o penhor de óleo", acrescentou.

A OGX porém ainda não está produzindo em Tubarão Martelo. E por isso a agência está analisando a proposta da petroleira.

O assunto deverá ser definido até a data prevista para a assinatura dos contratos de concessão da 11ª Rodada, prevista para ocorrer em 6 de agosto. A data foi escolhida pela agência por ser o aniversário de 15 anos da assinatura do primeiro contrato de concessão da ANP. Mas o edital da licitação prevê que a assinatura dos contratos ocorrerá em agosto, sem explicitar o dia.

Com relação à informação dada pela OGX de que é inviável economicamente manter a produção no campo de Tubarão Azul, também na Bacia de Campos, a superintendência de produção da ANP está analisando o assunto. Caso a superintendência determine que a área é comercial, a OGX será obrigada a manter o programa de desenvolvimento ou devolver os blocos. "Se a OGX achar que não tem comercialidade [no campo de Tubarão Azul] ela terá que devolver o campo", acrescentou.

Por Rodrigo Polito e Marta Nogueira | Valor



terça-feira, 9 de julho de 2013

O Brasil parece que está bem, os que estão mal são os brasileiros, caro Delfim.


Afinal, não é o apocalipse fiscal


O Brasil vive um paradoxo. Sua situação fiscal não é tão tranquila quanto sugerem as autoridades e nem tão catastrófica como insistem alguns portadores das virtudes da austeridade. Há muitos anos estamos acumulando desperdícios e escolhendo mal as prioridades, juntamente com um controle laxista da gestão dos recursos públicos.

As últimas informações sobre o déficit público (necessidade de financiamento do setor público) e o seu comportamento dinâmico não revelam, entretanto, tragédia iminente. No acumulado de 12 meses, o déficit nominal foi em maio, de 3% do PIB: gasto com juros de 5% do PIB e superávit primário de 2% do PIB. Desde o Plano Real, como se vê no gráfico, tem sido mantido sob controle e lentamente reduzido.



























Mas então por que o paradoxo? Por dois motivos: 1) frequentes lacunas de clara comunicação
sobre a ação fiscal; e 2) uma propensão por manobras contábeis tão exóticas quanto inúteis, que lançam dúvidas sobre a qualidade das contas públicas. Quando o voluntarismo da autoridade ignora as reações dos agentes privados, é preciso lembrar-lhe que o faz não por sua conta e risco, mas pelo da economia nacional. Todos concordam que as agências de risco antecipam muito mal o risco, mas ignorá-las é um grave risco! Por uma miserável e desagradável razão: sua opinião influi (e em certa medida controla) o comportamento dos operadores do mercado.

O cálculo do déficit, tanto quanto o da dívida, envolve muitos aspectos contenciosos e - sempre - alguma arbitrariedade. Logo, o que precisamos fazer com rapidez é dar maior transparência à contabilidade pública, para restituir-lhe sólida credibilidade. De nada adiantam truques que transformam dívida em receita para construir imaginários superávits fiscais, ou não registrar adequadamente o montante da dívida.

No fundo, bem no fundo, a coisa é clara: quando o registro é fiel (como exige a moralidade pública), o déficit e a dívida de cada exercício se expressam na identidade estimada com os dados abaixo da linha: déficit no ano T = dívida pública total no fim do ano T, menos a dívida pública total no fim do ano T-1, calculados no regime de competência. Parece óbvio, por exemplo, que no cálculo deve ser incluída a variação dos "restos a pagar" não cancelados no último dia do exercício.

Algumas observações são necessárias: 1) a relação dívida pública líquida/PIB introduz maior arbitrariedade na avaliação da situação fiscal. Gera mais sombra do que luz; 2) não há dúvida sobre a importância da dívida pública tanto para o financiamento de projetos de desenvolvimento de infraestrutura como para o exercício da política monetária. Dizia Alexander Hamilton, que criou as finanças públicas dos EUA, que "uma dívida pública não excessiva será para nós uma benção", o que lembra que a natureza da dívida pública é oposta à da privada.

A situação da relação dívida bruta/PIB no Brasil já não era confortável em 2008: era quase duas vezes a dos países emergentes. Com relação à dívida líquida/PIB, é visível que a mudança do seu comportamento está ligada à arbitrariedade da sua classificação a partir de 2008, o que lhe tira a importância. O desconforto se acentua quando lembramos que nossa dívida bruta/PIB já estava, em 2012, no mesmo nível da alemã e francesa antes da crise do Lehman Brothers. A despeito disso, é ridículo supor que estamos às vésperas do apocalipse fiscal.

A dinâmica do déficit nominal e da relação dívida bruta/PIB depende da evolução da conjuntura econômica. A receita tende a variar na mesma direção do PIB e do emprego. Parte da despesa tende a variar no sentido inverso, o que mostra que os efeitos do déficit fiscal precisam ser julgados à luz da conjuntura. Basicamente, quando, por qualquer motivo (não desejado pelas autoridades econômicas), a demanda privada é insuficiente para manter o pleno uso do mais escasso dos fatores de produção, nada mais natural do que suprir essa insuficiência com um aumento da demanda pública, através de um aumento do déficit fiscal. Por outro lado, quando não existem fatores de produção na proporção adequada e o excesso de demanda global se dissipa em inflação e em déficit em conta corrente, a solução é reduzir o déficit fiscal para cortar a demanda pública.

Começamos agora a namorar com o déficit estrutural. Levado a sério demais poderá também dar lugar a exercícios de alquimia. Eles exigem a estimação de parâmetros metafísicos: o "produto potencial" e as elasticidades de receita e despesas com relação ao PIB. Esses estão longe de serem estáveis e estimáveis e perto de serem fixados discricionariamente. Por que não ficamos no arroz e feijão bem feito?

Antonio Delfim Netto é professor emérito da FEA-USP, ex-ministro da Fazenda, Agricultura e Planejamento. Escreve às terças-feiras

quarta-feira, 3 de julho de 2013

Machu Picchu, Maravilha da Humanidade II

A imagem perfeita do Inca deitado no Machu Picchu.



Machu Picchu e o Altar sagrado dos INCAS 



Machu Picchu, Maravilha da humanidade


Quem não esteve neste vale encantado, não conhece parte fundamental da história da América Latina.

A inteligência, cultura, sabedoria, domínio da ciência foram os fatores que fizeram dos Incas um povo que dominou por séculos as montanhas e vales do chamado Império Incaico.

Aí estão Cusco e Machu Picchu, região que era a capital da civilização Inca, uma das maiores que o mundo já conheceu.




O Império Inca (Tawantinsuyu em quíchua) foi criado pela civilização inca e foi o maior império da América pré-colombiana. A administração, política e centro de forças armadas do império eram localizados em Cusco (em quíchua, "Umbigo do Mundo"), no atual Peru. O império surgiu nas terras altas do Peru em algum momento do século XIII. De 1438 até 1533, os incas utilizaram vários métodos, da conquista militar à assimilação pacífica, para incorporar uma grande porção do oeste da América do Sul, centrado na Cordilheira dos Andes, incluindo grande parte do atual Equador e Peru, sul e oeste da Bolívia, noroeste da Argentina, norte do Chile e sul da Colômbia.

A língua do império era o quíchua, embora dezenas (se não centenas) de línguas e dialetos locais eram faladas, destacando-se entre elas a língua aimará, de uma das principais etnias componentes, os Aimarás. O nome quíchua para o império era Tawantinsuyu, que pode ser traduzido como as quatro regiões ou as quatro regiões unidas. Antes da reforma ortográfica era escrita em espanhol como Tahuantinsuyo. Tawantin é um grupo de quatro coisas (tawa significa "quatro", com o sufixo -ntin que nomeia um grupo); Suyu significa "região" ou "província". O império foi dividido em quatro Suyus, cujos cantos faziam fronteira com a capital, Cusco (Qosqo).

Esse padrão de organização social, o império teocrático do regadio formado pela primeira vez com o Império Acádio (2350 a.C.) e Babilônico (1800 a.C.) na Mesopotâmia. A tecnologia de irrigação (regadio) e pela capacidade reguladora e integradora da religião. Havia muitas formas locais de culto, a maioria delas relativas ao local sagrado "Huacas", mas a liderança inca incentivou o culto a Apu Inti - o deus do sol - e impôs a sua soberania acima dos outros cultos, como o da Pachamama. Os Incas identificavam o seu rei como "filho do sol".

Chamada Cultura em Andares revela um modelo de produção perfeito. A produção de grãos, frutas e em menor medida carne, revela um modelo de produção perfeito que conservava alimento por até 12 anos.




domingo, 23 de junho de 2013

Agora é terceirizar a responsabilidade de governar

A presidente Dilma Rousseff se reunirá nesta segunda-feira com os governadores e prefeitos de todo o país para discutir o pacto nacional pela melhoria dos serviços públicos.

A proposta do encontro foi apresentada em pronunciamento feito em rede nacional nesta sexta-feira, em resposta às manifestações que sacodem o Brasil há duas semanas.
Dilma convidou para o encontro, previsto para acontecer às 16h (horário de Brasília), os governadores dos 27 Estados e os prefeitos das capitais, afirmaram à Agência Efe porta-vozes da Presidência.

No encontro, no qual estará presente grande parte do gabinete da presidente, será o primeiro em que a governante abordará o Pacto Nacional pela melhoria dos serviços públicos proposto na sexta-feira.

Dilma disse que discutiria as medidas com os governadores regionais e municipais, assim como com os líderes das organizações que vêm convocado os protestos.

"Vou receber os líderes das manifestações pacíficas, de sindicatos e associações populares", pois "precisamos de todas suas contribuições, reflexões e experiências", afirmou então.

É o modelo que entrou em crise e faz água!.

'Querem faturar com protestos', diz Marina Silva




Enquanto conversava com a Folha por telefone, na quinta-feira passada, a ex-ministra Marina Silva acompanhou, pela TV, as imagens da manifestação que transcorria em Brasília naquela noite: "Meu Deus, a polícia está batendo nas pessoas. Deve estar cheio de gente que eu conheço", afirmou.

Ela disse que se colocava no lugar das mães "desses meninos". Jovens que, segundo ela, colocaram em prática um "ativismo autoral" sobre o qual vem falando "há mais de três anos", e que é uma das bandeiras da "Rede Sustentabilidade", partido que tenta criar para voltar a disputar a Presidência em 2014.Folha - A sra. vem falando sobre um "ativismo autoral" presente nas manifestações. Sente-se satisfeita com elas?

Marina Silva - Isso é tão grande que seria pretensioso [dizer isso]. Falando com você, estou emocionada. Poxa vida, eu queria muito que o Chico Mendes estivesse vivo, ele entenderia como ninguém o que estou sentindo agora, de poder ter pensado nisso [antes]. E uma demanda que eu vejo oculta é a de um realinhamento político por uma agenda para o Brasil. Parar de o PT querer governar sozinho pegando o que há de pior no PMDB, e a mesma coisa o PSDB. Se continuar no mesmo discurso, vamos continuar indignos dessas manifestações.

O que achou de partidos terem se manifestado após a revogação dos reajustes das tarifas, capitalizando os resultados?

É difícil falar. Me desculpe, mas é ridículo. Você tem a água cavando seu leito na terra e, quando ela transborda depois desse esforço, vê aqueles que querem surfar na onda. Não entenderam nada, não aprenderam nada.

A Rede, que divulgou comunicado dizendo que seus ativistas continuarão "presentes nessas horas", também não pode ser criticada?

Podem até dizer, porque o movimento é tão grande que as pessoas não têm a obrigação de saber que estamos nisso desde sempre. Não registrar que foi uma vitória seria injusto com os milhares e milhares da Rede. A gente nunca levou camisa, bandeira. Todo mundo da Rede que está aí legitimamente opera nessas manifestações, mas ela é multicêntrica. Se você vir as velhas bandeiras querendo surfar, faturar, a Rede é completamente diferente.

Qual acredita ser o seu papel diante desse movimento?

Meu papel é de mais um. A água que cava seu leito faz isso se misturando com a terra. Eu sou mais um nessa mistura de água e terra.

Mas também é uma liderança carismática capaz de juntar pessoas em torno de uma causa, inclusive a de poder voltar a disputar a Presidência...

Tenho dito que quero usar meu carisma para convencer as pessoas de que não dependam do carisma, que não acreditem que tem salvadores da pátria. A pátria é uma construção de todos nós.

A Rede defende a quebra do monopólio dos partidos na política. Não é contraditório formar um partido?

A Rede é um cavalo de Troia. Estamos antecipando o que seria essa nova institucionalidade política. Em vez de ser um partido para que os movimentos fiquem a serviço dele, somos um partido a serviço desses movimentos.

Como a Rede pode atrair esses movimentos, já que causas ambientais não aparecem com veemência nos protestos?

É um erro querer instrumentalizar esse movimento. Seria contraditório com tudo o que tenho dito. A juventude não é atraída por ninguém. Ela é que se atrai e acha ridículo pessoas cheias de cacoetes querendo parecer com eles. Aqueles que têm mais experiência, em lugar de quererem ser donos da ação, deveriam se colocar no lugar de mantenedores de utopias.

Que similaridades vê entre a Rede e esses movimentos?

A Rede tenta ajudar com a atualização do processo político. Nosso esforço está sendo tolhido agora no Congresso. Em vez de os partidos se repensarem, tentam nos sufocar. É muito difícil, porque a característica da estagnação é que as pessoas não veem que estão na estagnação.

A votação do projeto que inibe novos partidos pode ser protelada no Senado, para não dar tempo de questionamento de sua constitucionalidade?

É uma injustiça, mas espero que comecem a entender que o país está mudando. A democracia não é um valor pra ser usado quando algo me beneficia. A base do governo está fazendo com a gente o que tentaram fazer com o PT e a gente reclamava tanto.


sábado, 22 de junho de 2013

Dilma não traz novidades, faz ameaça e comete erros de informação



O pronunciamento da presidente Dilma Rousseff nesta noite de sexta-feira (21.jun.2013) não trouxe nenhuma novidade a respeito do posicionamento do governo federal sobre as manifestações de rua. O mais notável foi seu tom de ameaça em vários trechos quando falou que o governo não vai “transigir” com atos de violência.

Mas o que fez o governo até agora? Há quase duas semanas que as principais cidades do país têm ficado paralisadas no final da tarde.

Como o Brasil é um país conservador, talvez o pronunciamento da presidente possa ter algum efeito tranquilizador em parte da população. Foi uma gravação realizada da forma mais conservadora possível. Em frente a um fundo de madeira, ela usando um blaser de tom amarelo acabou lendo no teleprompter por 9 minutos e 43 segundos. É uma fala muito longa sob qualquer métrica possível. Mas Dilma não tinha saída.

Como a presidente raramente dá entrevistas formais para mídia (exceto para falar de novelas ou “faits divers”), quando fala é necessário ficar descrevendo uma lista sem fim do que considera útil dizer para a população –mesmo que o governo já gaste mais de R$ 1 bilhão por ano em propaganda.

Em certa medida, o pronunciamento de Dilma tenta recuperar o tempo perdido por ela nos últimos dois anos e meio. Sobretudo quando chegou a dizer que vai se esforçar agora para incentivar uma “ampla reforma política”. Essa expressão “reforma política” chega a provocar ataques de narcolepsia em quem acompanha o mundo do poder aqui em Brasília. Basta haver um problema de qualquer ordem no país que o presidente de turno fala sobre a necessidade de uma… reforma política. Passa a crise ou arrefecem os seus efeitos, a reforma política nunca sai.

Por que Dilma nunca falou sobre a necessidade de uma reforma política antes? Foi pega de surpresa agora?

Em outro trecho do pronunciamento, a presidente faz uma confusão com algo que ela própria patrocinou. Diz que a Lei de Acesso à Informação “deve ser ampliada para todos os poderes da República e instâncias federativas”. Como assim, ampliada? A lei já vale para todos os Poderes e para governos estaduais, prefeituras e União.

Talvez até de maneira inadvertida, Dilma acabou passando um pito em cadeia nacional de TV em prefeitos e governadores –que, de fato, cumprem de maneira precária a Lei de Acesso. E o que dizer da própria presidente, que acaba de decretar sigilo sobre todas as informações de gastos de suas viagens ao exterior? Como ela própria disse “a melhor forma de combater a corrupção é com transparência e rigor”. Pois é.

Em resumo, quem redigiu e copidescou o pronunciamento não estava muito familiarizado com o governo de Dilma Rousseff. E a própria presidente não fez a revisão necessária daquilo que leu no teleprompter. É desagradável quando ocorrem tantos descuidos em um texto para o qual a petista e sua equipe de marketing tiveram dois dias para produzir.

Sobre a Copa do Mundo e seus gastos, Dilma usou outra verdade pela metade para tentar conter a irritação dos indignados que foram à rua protestar. A presidente afirmou que todos os gastos para construir estádios e outras obras são empréstimos que serão pagos pelas empresas e Estados que receberam esse dinheiro. Não é bem assim. Tem muito dinheiro público, do BNDES, com juros que são subsidiados por todos os brasileiros.

Mesmo que as empresas e Estados paguem esses empréstimos (se é que vão pagar), terão recebido um grande benefício por causa dos juros camaradas. E mais: a maioria dos recursos foi para governos estaduais. Ou seja, se esses governos pagarem, ainda assim terá sido usado dinheiro público –portanto a presidente tergiversou ao dizer que não usaria fundos estatais. Já usou.

A suntuosidade das obras da Copa é um dos poucos pontos de consenso na irritação de quem têm ido às ruas protestar. Há uma sensação forte de que tudo foi feito apenas para turistas e a elite usarem.

Dilma também anunciou que convidará governadores e prefeitos de grandes cidades para aperfeiçoar as instituições e anunciar novos planos de ação.

Por exemplo, o Plano Nacional de Mobilidade Urbana. Agora? A menos de um ano da Copa do Mundo?

E os prefeitos e governadores em Brasília? Esse tipo de reunião é tão improdutiva como a do ministério de Dilma –que com 39 integrantes precisaria de mais de um dia de reunião se todos falassem por meia hora.

Tudo considerado, não dá para dizer que Dilma cometeu o mesmo erro de Fernando Collor (que em 1992 pediu aos brasileiros que se vestissem de verde e amarelo e todos usaram preto). Ainda assim, o resultado parece ter ficado longe do que a presidente precisaria para tentar recuperar a autoridade perdida nos últimos dias.

Fernando Rodrigues



A presidente ainda não se deu conta



Dilma Rousseff fez um pronunciamento administrativo-eleitoral. Como presidente, separou manifestante de baderneiros. Prometeu ouvir os primeiros e reprimir os segundos. Como candidata à reeleição, ela dividiu com executivos estaduais e municipais a culpa pela raiva das ruas. E insinuou que só não faz mais porque não deixam. Foi assessorada pelo jornalista e ex-ministro Franklin Martins e pelo marqueteiro João Santana.

Instituições e governos precisam mudar, reconheceu uma Dilma mais humilde do que o habitual. Por isso, vai “conversar com os chefes de outros poderes”. Deseja “somar esforços”. De resto, convidará governadores e prefeitos das principais cidades para propor “um grande pacto.”

Pacto para quê? Para fazer andar projetos que o governo já apresentou e os outros não permitiram que caminhassem: plano nacional de mobilidade urbana (depende de convênios com prefeituras), destinação de 100% dos dividendos do pré-sal para a educação (o Congresso demora-se em aprovar) e a importação de milhares de médicos do exterior para “ampliar” o atendimento do SUS (entidades de classe, congressistas e prefeitos torcem o nariz para a ideia).

No campo administrativo, a pauta de Dilma é acanhada. Não faz jus à grandiosidade da raiva insinuada na presença de mais de 1 milhão de insatisfeitos nas ruas. Na seara política, a presidente-candidata soou desconexa. Os manifestantes informaram que não toleram a corrupção, ela reconheceu, antes de acrescentar: “Todos me conhecem. Disso não abro mão.” Heim?!? Em 2011, Dilma fez a pseudofaxina. Em 2012, negociou com os ‘faxinados’ a devolução dos ministérios violados aos partidos violadores.

Em resposta ao apartidarismo dos manifestantes, Dilma disse que não há democracia sem partidos e votos. Verdade. Em seguida, declarou que é preciso “oxigenar” o sistema. Chefe de um governo fisiológico, que acaba de trocar o tempo de propaganda televisiva do PSD por uma vaga de ministro para o ex-inimigo Guilherme Afif Domingos, Dilma prometeu empenhar-se pela reforma política.

Na próxima manifestação, a rapaziada talvez grite: ‘Fala sério!’ A propósito, Dilma disse que receberá os “líderes” do movimento que encheu as ruas. Ganha um passaporte para a felicidade quem disser o nome do responsável pelos protestos que explodiram de Norte a Sul. A presidente ainda não se deu conta. Mas quem enviou os manifestantes ao meio-fio não foi um grupo de líderes, mas um sentimento.

Josias de Souza


Vamos importar milhares de médicos, grande vergonha

Em 10 anos o Governo não conseguiu formar profissionais da saúde,  para atender as demanda. 

Em vez de criar competência endógena nestes 10 anos de governo Lula/Dilma, se opta por importar médicos. Em vez de aumentar a qualidade da educação e ampliar as vagas nas universidades, o governo vai comprar médicos fora do País. A Presidente (a) já falou com os profissionais de saúde? Conhece a experiência dos médicos cubanos que foram para Venezuela?. E os que foram para o Haiti. 


Brasil vive a mesma situação educacional do Haiti? Seria passar um atestado de total incompetência.