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sexta-feira, 15 de agosto de 2014
quinta-feira, 14 de agosto de 2014
Sob choque, Marina aguarda PSB para definir rumos de candidatura
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| Marina fala em nome da coligação sobre a morte de Campos: “Nesses 10 meses, aprendi a respeitar, admirar e a compartilhar suas atitudes e ideais de vida” |
"Durante esses 10 meses de convivência aprendi a respeitar, admirar e a compartilhar suas atitudes e ideais de vida. Começamos a formar juntos a esperança de um mundo melhor e mais justo", disse, emocionada e rodeada por políticos da Coligação.
"A postura de todos nós é de luto agora", diz um assessor próximo a ela. "É um impacto monumental. Um momento de sofrimento e de apoio à família. Marina está recolhida. Estamos todos recolhidos."
Marina Silva pegou o voo da TAM às 9h30, no aeroporto Santos Dumont, rumo a São Paulo. Chegou a Guarulhos e foi para seu apartamento. O avião de Eduardo Campos decolou do Santos Dumont com destino ao aeroporto do Guarujá. O voo de sua mulher, Renata, com o caçula de sete meses, Miguel, seguiu para o Recife.
Marina passou o dia tentando digerir o absurdo do acidente. "Não discutimos nada de campanha, de consequência. Ficamos na perplexidade do fato", contou outro assessor. "A relação com Eduardo estava intensa, era um momento muito rico. Estamos prestes a lançar o programa. Ele estava muito animado, no maior pique."
A notícia do desastre veio aos poucos, em névoa. Marina estava reunida com assessores para trabalhar nas gravações para o horário eleitoral que começa no dia 19. Primeiro ouviram falar da queda de um helicóptero. Depois, o deputado Walter Feldman (PSB-SP) telefonou avisando que não havia contato do avião de Campos no sistema de controle. "Começamos a ficar muito preocupados", conta um membro da equipe.
A informação que alguém havia conseguido falar com o assessor de Eduardo Campos, Rodrigo Molina, trouxe um alívio momentâneo. Deixaram de pensar no pior, porque Molina estava sempre com Campos. Mas não ontem, quando seguira para o Recife. "A notícia chegou por diversas fontes", lembra um assessor. Foi Carlos Siqueira, coordenador da campanha de Eduardo Campos à presidência, quem recebeu a confirmação do acidente e das sete mortes pelo Comando da Aeronáutica.
Nenhuma pessoa próxima à Marina se arriscava a prever a reação da ex-senadora, passado o choque. "Marina tem um sentido de missão em relação a tudo isso. Para quem tem este sentimento, um evento como este é avassalador. Ela havia assumido a posição de vice, comprou a candidatura de Campos, estabeleceu uma relação de confiança, estava acreditando nele como um líder e aí acontece uma coisa dessas", diz um amigo.
Pela lei, o PSB tem 10 dias para decidir o futuro; pela prática, menos, já que o horário eleitoral começa na terça. "O ótimo e o óbvio nem sempre são o que acontece em política", analisa um político próximo ao grupo. Ela teve 20 milhões de votos na eleição passada, mas este legado pode ter outra interpretação para parte do PSB que é ligada ao ex-presidente Lula e também para o grupo que flerta com o PSDB. "Há uma hostilidade enorme a ela no PSB, não é líquido e certo que seja ela a candidata. O PSB é um partido com um chefe. Os que nunca apitaram vão começar a falar. É preciso aguardar."
Secretário-geral do PSB fluminense e um dos articuladores da campanha de Campos no Rio, Rubens Bomtempo defendeu que o partido mantenha uma candidatura à Presidência, mas reconheceu que o processo depende de diálogos internos na cúpula do partido e com o grupo de Marina. "Não dá nem para pensar agora. A gente tem que conversar internamente, conversar com Marina".
Por Daniela Chiaretti, Guilherme Serodio e Renata Batista
Inimigos? nenhum, só o PT, igual que Marina
'Eduardo não tinha inimigos', diz Fernando Haddad
O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), prestou homenagem ao ex-governador de Pernambuco e candidato do PSB à Presidência da República, Eduardo Campos, durante inauguração do Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas III, em Campo Limpo, na zona sul da capital, nesta quinta-feira, 14. Antes de discursar, o prefeito pediu um minuto de silêncio pela morte de Campos, a quem chama de "amigo pessoal", vítima de um acidente aéreo.
"Não há como não se sensibilizar com o ocorrido. Um amigo que se foi e vai deixar saudade", afirmou Haddad. Sobre o ex-governador de Pernambuco, o prefeito afirmou ser "um dos maiores talentos dessa nova geração de políticos". "Eduardo não tinha inimigos, tinha, eventualmente, adversários: inimigo jamais. Todos respeitavam seu trabalho, conduta, seriedade e seu amor por Pernambuco e pelo Brasil. Uma perda irreparável", lamentou.
Haddad disse, ainda, que pretende estar presente no velório de Eduardo Campos em Pernambuco. O corpo vai ser velado no Palácio do Campo das Princesas, no Recife, e enterrado no Cemitério de Santo Amaro, ao lado do avô, Miguel Arraes. O prefeito também destacou a relação de Campos com a família, classificada por ele como "tradicional" e "bonita". "Eles impressionam pelo nível de união e respeito mútuo", afirmou.
quarta-feira, 13 de agosto de 2014
O Brasil perde uma das maiores lideranças da nova geração de políticos do Brasil contemporâneo
Marina Silva
"Quero pedir a Deus que sustente a Renata, ao Zé, ao João, a Duda, o Pedro, o pequenino Miguel e a todos os familiares dos companheiros de Eduardo Campos. Esta é, sem sombra de dúvida, uma tragédia. Uma tragédia que impõe luto e muita tristeza. Eu sei que os brasileiros estão compartilhando com cada um de nós e principalmente com sua família, com seus amigos e conosco.
Durante esses 10 meses de convivência aprendi a respeitá-lo, admirá-lo e a confiar nas suas atitudes e nos seus ideais de vida. Foram 10 meses de intensa convivência e, como eu disse, começamos a fiar juntos principalmente a esperança de um mundo melhor, de um mundo mais justo.Eduardo estava empenhado com esses ideais até os seus últimos segundos de sua vida e a imagem que eu quero guardar dele foi a da nossa despedida de ontem – cheio de alegria, cheio de sonhos, cheio de compromissos.
É com esse espírito que eu peço a Deus que possa sustentar sua família, consolar sua família e também a todos nós."
Pronunciamento
Coligação Unidos pelo Brasil
"Não vamos desistir do Brasil." A frase, dita por Eduardo Campos na véspera do acidente que o vitimou, expressa o testemunho e o desejo de um brasileiro que pautou sua vida pelo anseio de ver a nação unida em torno de um projeto que contemple a melhoria de vida de todos os seus cidadãos. Embalava, no presente, o mesmo sonho que alimentou a trajetória de seu avô Miguel Arraes ou, como ele mesmo dizia carinhosamente, do Dr. Arraes.
Interrompeu-se hoje o caminho de um homem que acreditava na renovação da política pela força do povo brasileiro em escrever o seu destino. Morre Eduardo Henrique Accioly Campos, mas fica o seu legado de luta pelos ideais de um Brasil mais democrático, próspero, solidário, sustentável e justo socialmente.
A Coligação Unidos pelo Brasil acredita que a perda de Eduardo encerrou sua vida, mas não seus ideais. Fica a semente da esperança que move diariamente os brasileiros criativos e empreendedores, capazes de transformar em virtuoso seu duro cotidiano.
A Coligação Unidos pelo Brasil se solidariza com a dor irreparável das famílias de Eduardo Campos e de seus companheiros Pedro Valadares, Carlos Percol, Alexandre Severo Gomes da Silva, Marcelo Lyra, Geraldo da Cunha e Marcos Martins. O momento é de luto e impõe o necessário recolhimento.
Santos, 13 de agosto de 2014.
COLIGAÇÃO UNIDOS PELO BRASIL
PSB, REDE SUSTENTABILIDADE, PPS, PPL, PHS, PRP, PSL
Depoimento de Marina Silva
"Quero pedir a Deus que sustente a Renata, ao Zé, ao João, a Duda, o Pedro, o pequenino Miguel e a todos os familiares dos companheiros de Eduardo Campos. Esta é, sem sombra de dúvida, uma tragédia. Uma tragédia que impõe luto e muita tristeza. Eu sei que os brasileiros estão compartilhando com cada um de nós e principalmente com sua família, com seus amigos e conosco.
Durante esses 10 meses de convivência aprendi a respeitá-lo, admirá-lo e a confiar nas suas atitudes e nos seus ideais de vida. Foram 10 meses de intensa convivência e, como eu disse, começamos a fiar juntos principalmente a esperança de um mundo melhor, de um mundo mais justo.
Eduardo estava empenhado com esses ideais até os seus últimos segundos de sua vida e a imagem que eu quero guardar dele foi a da nossa despedida de ontem – cheio de alegria, cheio de sonhos, cheio de compromissos.
É com esse espírito que eu peço a Deus que possa sustentar sua família, consolar sua família e também a todos nós."
Marina Silva
Nota PSB
No dia em que são passados nove anos do falecimento de Miguel Arraes, o Partido Socialista Brasileiro cumpre o doloroso dever de comunicar o falecimento, nesta data, vítima de acidente aéreo, do seu presidente, ex-governador de Pernambuco, Eduardo Campos, nosso candidato à Presidência da República.
Aos 49 anos recém completados, Eduardo Campos vivia o auge de sua brilhante carreira política: deputado estadual, secretário de Estado de Pernambuco, deputado federal, ministro de Estado, governador de Pernambuco reeleito por consagradora maioria, oferecia sua experiência e juventude ao serviço do País.
Candidato à Presidência da República, apresentou-se ao debate de nossas questões fundamentais, coerente com os princípios que sempre nortearem sua vida, e o primeiro deles era a busca por justiça social, razão de existência do Partido Socialista Brasileiro.
Perdemos Eduardo Campos quando mais o Brasil precisava de seu patriotismo, seu desprendimento, seu destemor e sua competência.
Não é só Pernambuco e sua gente que perdem seu líder; não é só o PSB que perde seu líder. É o Brasil que perde um jovem e promissor estadista.
Estamos todos de luto.
Brasília, 13 de agosto de 2014.
Roberto Amaral
Primeiro vice-presidente do Partido Socialista Brasileiro
Nota Rede Sustentabilidade
Rede está em luto por Eduardo Campos e equipe
Neste momento de dor e perplexidade, a Rede Sustentabilidade manifesta seu profundo pesar pelo falecimento de Eduardo Campos e pelos companheiros de equipe Pedro Valadares Neto, Marcelo Lira, Alexandre Gomes da Silva, Carlos Percol e dos pilotos Geraldo da Cunha e Marcos Martins em um acidente aéreo na manhã desta quarta-feira.
A REDE se solidariza com seus familiares, amigos e assessores e convida a todos a manter Eduardo Campos e sua equipe em seus pensamentos.
Rede Sustentabilidade
Nota Oficial PPS
A morte de Eduardo Campos é uma tragédia que se abateu sobre o Brasil e abalou os brasileiros. A vitalidade da juventude de Eduardo, com ideias modernas sobre a gestão do país, quedou-se sob o peso de um desastre aéreo em Santos.
O PPS apostou na qualidade política de Eduardo Campos neste momento em que o país busca alternativas para seu futuro e um novo projeto nacional de desenvolvimento. Embora jovem, o candidato já havia provado sua competência tanto no Parlamento quanto à frente do governo do Estado de Pernambuco.
Nascido em uma família de tradição socialista, Eduardo Campos começou na política já na Faculdade de Economia da Universidade Federal de Pernambuco. Foi deputado estadual, deputado federal e ministro da Ciência e Tecnologia antes de se eleger governador.
Do Palácio do Campo das Princesas, Eduardo Campos saiu aclamado pelo apoio popular. Sua administração foi aprovada por 90% da população pernambucana, uma marca histórica no Brasil. Conseguiu este feito atacando os principais problemas enfrentados pela sociedade, investindo na saúde e na educação e garantindo desenvolvimento ao Estado.
Para o PPS, assim como para o Brasil, a perda de Eduardo Campos tem o peso de uma grande tragédia. Atinge a vitalidade da promessa de renovação que ele significava para um país que clama por mudanças.
Em meu nome e em nome do partido, manifestamos solidariedade à família de Eduardo e lamentamos profundamente sua morte, com a convicção de que suas qualidades de homem público decente, visionário e cheio de ideias novas farão muita falta ao país.
Roberto Freire
Presidente Nacional do PPS
Nota Oficial PHS
O PHS lamenta a tragédia e morte do candidato Eduardo Campos, do PSB, e das pessoas que estavam na aeronave que caiu nesta quarta-feira (13), em Santos (SP).
Campos foi o candidato escolhido pelo PHS para caminhar junto na disputa eleitoral para a presidência da República, que ocorre em outubro de 2014. Após diálogo nos últimos meses, a Comissão Executiva Nacional do PHS entendeu que o pernambucano seria o melhor nome para presidir o Brasil nos próximos quatro anos.
Hoje, o PHS está em luto e os solidaristas de todo o Brasil se juntam aos familiares de Campos e das outras vítimas nesse momento de grande tristeza.
"Estamos todos chocados com essa triste notícia e enviamos nossos pêsames a todas as famílias das vítimas", lamenta o presidente Nacional do PHS, Eduardo Machado.
"Nos últimos dias, tivemos contato direto com Campos por conta das eleições e acompanhamos seu trabalho sério e comprometido. O Brasil perde um jovem e promissor político", finaliza Eduardo Machado.
Nota Oficial PRP
Foi com grande pesar que recebemos a trágica notícia sobre a morte do presidente Nacional do PSB e candidato a Presidência da República, Eduardo Campos. Ele e outras seis pessoas estavam a bordo do jato que caiu na manhã desta quarta-feira, em Santos, no litoral de São Paulo. Também lamentamos a morte das outras seis pessoas que o acompanhavam.
Eduardo Campos era um homem íntegro, humano e que lutou por grandes causas do nosso País. Esta morte é, sem dúvida, uma grande perda para o Brasil, especialmente neste importante momento democrático, onde ele era opção de mudança, a opção de renovação na política brasileira.
Eduardo Campos foi um político exemplar, e deixará em nossas lembranças e na nossa história seu legado.
Neste momento doloroso, venho externar meus sentimentos e me solidarizar com as famílias das vítimas.
Ovasco Resende
Presidente Nacional do PRP
Contadora do doleiro Youssef revela esquema de pagamento de propina
SÃO PAULO - Os detalhes do funcionamento do esquema de operação da quadrilha que girava em torno do doleiro Alberto Youssef, preso na Operação Lava-Jato, foram revelados à Polícia Federal pela contadora Meire Poza, segundo revela reportagem da revista “Veja” deste fim de semana.
Durante três anos em que trabalhou para Youssef, Meire afirmou em depoimento que manuseou notas fiscais frias, assinou contratos de serviços inexistentes, montou empresas de fachada e organizou planilhas de pagamento. Seu trabalho deu ares de legalidade a um dos esquemas de corrupção mais grandiosos desde o mensalão, segundo a “Veja”.
Nas últimas três semanas, a contadora forneceu cópias de documentos e identificou um a um os contratos simulados e as notas frias, como no caso da empreiteira Mendes Júnior, que nega ter relacionamento com o doleiro.
As informações prestadas pela contadora ajudaram a PF comprovar que Youssef era um financista clandestino, que prospectava investimentos, emprestava dinheiro, cobrava taxas e promovia o encontro de interesses entre corruptos e corruptores. Em outras palavras, usava sua estrutura para recolher e distribuir dinheiro e apagar os rastros.
Segundo a PF, entre os clientes do doleiro figuram as maiores empreiteiras do país, parlamentares notórios e três dos principais partidos políticos.
Sobre um desses parlamentares, o deputado federal André Vargas (sem partido), Meire afirmou que ele “ajudou o Beto [Alberto Youssef] a lavar R$ 2,4 milhões”. “Como pagamento, ele [Vargas] ganhou uma viagem de jatinho. Eu mesma fiz o pagamento”, conta.
Outro político citado pela contadora é o senador Fernanco Collor (PTB): “O Beto fez os depósitos para o ex-presidente Collor a pedido do Pedro Paulo Leoni Ramos (ex-auxiliar do senador e também envolvido com o doleiro). Ele guardava isso como um troféu.”
Meire disse ainda que o deputado federal Cândido Vaccarezza (PT) contou com a ajuda de Youssef para quitar uma dívida de campanha. “O Vacarezza precisava pagar dívidas de campanha. Um assessor dele me procurou em 2011 para apresentar um negócio com fundos de pensão no Tocantins”
Valor
Gripe no Japão
PIB do Japão recua 6,8% no segundo trimestre em base anual
TÓQUIO - A economia do Japão contraiu acentuadamente no segundo trimestre, com famílias e empresas cortando gastos após o imposto do aumento do imposto sobre vendas a partir de 1º de abril.O Produto Interno Bruto (PIB) real do Japão encolheu 6,8% nos três meses entre abril e junho em base anual, um pouco menor do que a contração de 7,1% prevista por economistas consultados pelo “The Wall Street Journal”. O PIB real é calculado descontando a inflação do período analisado.
Economistas esperavam o recuo após a expansão de 6,1% no primeiro trimestre, também em base anual, quando muitas famílias anteciparam as compras de produtos caros, como máquinas de lavar, antes da entrada em vigor da nova alíquota do imposto de vendas, de 8%, ante 5% anteriores. O governo planeja aumentar o imposto novamente, para 10%, em outubro 2015.
A comparação anualizada projeta quanto seria o PIB de um ano se o desempenho de um trimestre fosse mantido.
Na comparação trimestral, o PIB real caiu 1,7% no segundo trimestre em comparação com o trimestre anterior, também um pouco menos do que a queda prevista pelos economistas, de 1,9%.
Já o PIB nominal (sem levar em conta o efeito da inflação no período) recuou 0,1% no segundo trimestre na comparação com o trimestre anterior e 0,4% na comparação anual.
(Dow Jones Newswires)
segunda-feira, 11 de agosto de 2014
domingo, 10 de agosto de 2014
Pará está fora
Nove governadores vão terminar o mandato com seus Estados mais endividados
Nove dos 27 governadores devem entregar aos seus sucessores, no dia 1º de janeiro de 2015, um Estado mais endividado do que encontraram. Segundo o Tesouro da Fazenda as 27 unidades da federação deviam, no final de 2013, nada menos que R$ 500 bilhões.
O nível de endividamento de um Estado é calculado na comparação com a receita corrente líquida. É uma conta similar à de qualquer cidadão: Se você tem uma renda de R$ 1.000, e paga R$ 300 por mês de dívidas (compromete 30%), está mais endividado do que outro que ganhe R$ 2.000 e paga R$ 500 mensais (25%).
No caso dos Estados, a comparação foi feita com base em dados do balanço final de 2010 e de abril de 2014. Nesse período, Acre, Amapá, Espírito Santo, Pernambuco, Piauí, Rondônia, Roraima, Sergipe e Tocantins passaram a comprometer percentualmente mais a receita com a dívida.
Segundo o economista do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), Alexandre Manoel, mais endividados, os Estados passam a pagar prestações maiores, comprometendo ainda mais os apertados orçamentos das unidades e reduzindo, teoricamente, o poder de investimento futuro.
"Os governos têm de pagar, de acordo com o prazo previsto no contrato. Mas nem sempre isso é automático. A maioria dos empréstimos tem carência de dois a cinco anos", explica.
Procurados pelos UOL, cinco Estados responderam aos questionamentos do UOL.Todos alegaram estar com margem de financiamento dentro do limite. Acre, Amapá, Rondônia e Tocantins não responderam à solicitação.
Segundo a Lei de Responsabilidade Fiscal, apenas os Estados com comprometimento superior a 200% de sua receita estão impossibilitados de pedir novos financiamentos. O único do país, segundo balanço do primeiro quadrimestre, é o Rio Grande do Sul.
Patinando
Dilma mantém liderança com 38% das intenções de voto; Aécio e Eduardo Campos oscilaram um ponto percentual para cima
A presidente Dilma Rousseff tem 38% das intenções de voto, mesma taxa registrada há duas semanas, segundo pesquisa Ibope divulgada nesta quinta-feira pela TV Globo. Segundo colocado na corrida eleitoral, o tucano Aécio Neves aparece com 23%, e Eduardo Campos, do PSB, com 9%. Ambos oscilaram um ponto porcentual para cima.
Outros candidatos, somados, têm 6%. Assim, a soma das taxas de intenção de voto dos adversários de Dilma chega a 38%. Para vencer a eleição já no primeiro turno, a presidente precisará de maioria absoluta dos votos válidos, ou seja, mais do que a soma dos rivais.
Em um eventual segundo turno, Dilma venceria hoje seus dois principais concorrentes. Contra Aécio, o placar seria de 42% a 36% – há duas semanas, era de 41% a 33%. Em um confronto direto com Campos, a petista venceria por 44% a 32%.
Assim como o panorama eleitoral, a avaliação do governo se manteve estável: 32% o consideram ótimo ou bom, 35%, regular, e 31%, ruim ou péssimo.
A pesquisa é a primeira desde que o Jornal Nacional, da TV Globo, passou a fazer a cobertura das atividades diárias de campanha dos candidatos a presidente, na última segunda-feira. Desde então, eles têm privilegiado agendas de rua, para produzir imagens televisivas de contato direto com eleitores.
O levantamento do Ibope foi realizado entre os dias 3 e 6 de agosto, por encomenda da TV Globo. Foram feitas 2.506 entrevistas em todas as regiões do Brasil. A margem de erro máxima é de 2 pontos porcentuais para mais ou para menos, em um nível de confiança estimado de 95%. Ou seja, se fossem feitas 100 pesquisas idênticas a esta, 95 deveriam apresentar resultados dentro da margem de erro.
sábado, 9 de agosto de 2014
Dilma determina investigação sobre alteração de perfis de jornalistas
A presidente determinou que a Casa Civil conduza uma investigação sobre o uso de computadores do Planalto na alteração de perfis de jornalistas
OSASCO (SP) - Em visita a Osasco, sem o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a presidente Dilma Rousseff, candidata à reeleição, negou neste sábado de que esteja privilegiando São Paulo em sua campanha. Esta foi a quinta ao estado em duas semanas.
Questionada pelos jornalistas se São Paulo é um campo de batalha. Ela disse que não é possível desconsiderar São Paulo, que é estado mais populoso do país. A presidente destacou ainda que sua campanha também está visitando outros estados e que já chegou até ao Amapá.
Durante a entrevista a joprnalistas em Osasco, Dilma disse que nos próximos quatro anos pretende construir pelo programa “Minha Casa Minha Vida” mais 3 milhões de moradias e que encerrará 2014 com a construção de 2,750 milhões casas.
“Não há nenhuma política de habitação feita no Brasil feita com a magnitude do Minha Casa Minha Vida”, afirmou Dilma.
(Fabiana Batista | Valor)
quarta-feira, 6 de agosto de 2014
segunda-feira, 4 de agosto de 2014
BNDES faz papel que mercado não cumpre, afirma Kregel
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Kregel: cenário em que nenhuma empresa
pode arcar com juro de longo prazo
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"O BNDES não está ocupando o espaço dos bancos, porque eles não estão lá e não querem, porque é um negócio muito arriscado", disse Kregel, em entrevista ao Valor. Crítico das altas taxas de juros, "as mais altas no mundo e na história", o economista credita as dificuldades no desenvolvimento de um mercado de longo prazo à maneira como o país superou o problema da hiperinflação.
"Se eu fosse banqueiro no Brasil e me perguntassem se gostaria de emprestar por 20 ou 30 anos a uma empresa ou para o governo, a resposta seria óbvia", diz Kregel, que participou nesta semana de seminário sobre bancos de desenvolvimento, no Rio.
A forte expansão do BNDES após a crise financeira, sustentada por sucessivos empréstimos do Tesouro, é questionada por analistas. A principal crítica é sobre o custo da operação para os cofres públicos, já que os financiamentos têm taxas mais baixas do que a dívida assumida pelo governo, o que representa um subsídio às empresas.
Para Kregel, o problema não está na atuação do BNDES, mas na taxa básica de juros da economia. "Na estrutura atual, os bancos precisariam cobrar uma taxa tão alta nos empréstimos de longo prazo que nenhuma empresa teria condições de pagar", afirma. Nesse cenário, a presença do banco público como praticamente a única fonte de recursos se faz necessária.
O desenvolvimento do mercado de capitais, que poderia se tornar uma alternativa para o financiamento privado, foi prejudicado pela crise com derivativos cambiais em 2008, segundo Kregel. "E quem precisou atuar para evitar um problema ainda maior na época foi justamente o BNDES", diz.
Questionado sobre como o governo poderia reduzir os juros sem provocar pressões inflacionárias, Kregel defendeu mecanismos de controle de capitais. Assim, seria possível reduzir a volatilidade cambial, que para ele é o principal combustível da inflação.
O acadêmico também vê como positiva a política de empréstimos do BNDES a grandes empresas exportadoras, ainda que a maior parte delas tenha acesso a recursos no mercado de capitais internacional. Embora defenda o controle de capitais, ele diz que, se o Brasil pretende continuar a ser uma economia aberta, precisa ter um fluxo de recursos em moeda estrangeira mais estável.
"E a criação de plataformas de exportação é a forma mais viável de se fazer isso", diz, ao lembrar que os principais bancos de desenvolvimento internacionais prestam esse tipo de apoio às empresas com atuação fora de seus países.
Kregel aponta como uma fragilidade do país a dependência das commodities. Os superávits comerciais obtidos ao longo da década passada, sustentados pela alta no preço das matérias-primas, proporcionou uma falsa sensação de riqueza.
"De uma maneira crua, programas sociais como o Bolsa Família e a política de aumento do salário mínimo foram financiados pela soja", afirma. Kregel provocou polêmica quando disse, ainda em 2006, que o crescimento do país nos anos anteriores era uma bolha sustentada pela alta das commodities.
Com a recente piora nos termos de troca (relação entre preços de exportação e de importação), sustentar esses programas se tornou uma missão mais difícil para o país, diz Kregel. Realizar um ajuste fiscal, conforme defendem parte dos economistas, não soluciona a questão. "Um ajuste fiscal não vai mudar os termos de troca do Brasil e pode piorar o problema da economia", diz.
Para Kregel, a saída para o país é investir na melhora da produtividade da economia e apostar no crescimento interno.
Por Vinícius Pinheiro | De São Paulo
domingo, 3 de agosto de 2014
Fogo amigo
"O que o banco [Santander] escreveu é bobagem, mas suas consequências, não. A partir da politização do caso pelo governo e da demissão pelo banco do analista que produziu o relatório, ninguém mais vai acreditar em qualquer informe de banco sobre a economia brasileira".
Delfim Netto, ex-ministro da Fazenda, em entrevista ao programa Canal Livre, da BAND.
sexta-feira, 1 de agosto de 2014
Só agora souberam
PT-SP expulsa deputado suspeito de elo com o PCC por unanimidade
SÃO PAULO - O comando do diretório estadual do PT de São Paulo decidiu de forma unânime nesta sexta-feira expulsar do partido o deputado estadual Luiz Moura, suspeito de ligação com a organização criminosa PCC. O PT afirmou que a partir desta sexta-feira (4) o deputado não faz mais parte de seu quadro.
O diretório estadual reuniu-se pela manhã e referendou decisão tomada ontem pela Executiva estadual. Os 41 membros do diretório com direito a voto foram à reunião e votaram pela expulsão, em decisão unânime. O PT tenta evitar mais desgaste à imagem do partido e à candidatura de Alexandre Padilha ao governo estadual.
O parlamentar petista foi flagrado em investigação da Polícia Civil, em março, ao participar de reunião de perueiros em que havia suspeitos de integrar o PCC. Moura também é alvo de investigação do Ministério Público Estadual por supostamente participar de lavagem de dinheiro do crime organizado. O deputado foi sócio de uma empresa de transporte de passageiros suspeita de lavar dinheiro para o PCC, segundo apuração coordenada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). Moura nega as acusações.
No começo de junho, o PT suspendeu o parlamentar por 60 dias para investigar o caso e negou legenda para que concorresse a um novo mandato como deputado estadual. Diante da gravidade das suspeitas, a executiva estadual decidiu conduzir a investigação.
Moura recorreu à Justiça para concorrer à reeleição e pediu até mesmo a suspensão da convenção do PT, que lançou Alexandre Padilha na disputa estadual. Por via judicial, o deputado conseguiu reverter a decisão do partido, obteve o número 13.800 para concorrer e mantém a campanha por um novo mandato.
Para evitar novas contestações judiciais, o PT deu prazo de 10 dias a partir do dia 18 para que Moura apresentasse sua defesa. O comando do partido disse que Moura não se defendeu da forma adequada e votou pela expulsão.
Além das denúncias de suposta ligação com o PCC, Moura tem um passado conturbado: foi condenado por assalto a dois supermercados em 1993, escapou da cadeia e viveu 10 anos como foragido.
Por Cristiane Agostine | Valor
quinta-feira, 31 de julho de 2014
São Paulo, fatura liquidada
Ibope em SP: Alckmin tem 50%; Skaf, 11% e Padilha, 5%
A marqem de erro da pesquisa é de três pontos percentuais, para mais ou para menos, ainda assim Alckmin ganharia no primeiro turno.
domingo, 27 de julho de 2014
Líder do Hamas condiciona trégua a garantia de fim de cerco a Gaza
Na entrevista concedida na tarde de quinta-feira ao programa HARDtalk no Catar, onde vive, Meshaal disse que os palestinos em Gaza querem viver sem os bloqueios israelense e egípcio e se abrir para o mundo.
"A população de Gaza está sendo punida com uma morte lenta na maior prisão do mundo", disse. "Estamos ansiosos para que o banho de sangue termine em Gaza."
BBC
sábado, 26 de julho de 2014
Abuso das linhas aéreas
Passageiros relatam ao Blog abuso de linha aérea.
Fila e indignação de passageiros no balcão da linha aérea AZUL, no aeroporto de Altamira, Pará. Desespero para tratar de embarcar em uma viagem que começou em Belém no dia 23/07. Primeiro espera de um dia no aeroporto de Belém. O voo para Altamira em Belém devia decolar às 8:00 h, mas o embarque começou às 20:00 h. Depois de uma hora de espera no pátio, os passageiros devem descer e aguardar nova orientação para embarque. Finalmente o voo decola para Altamira 22:00 h. Já os compromissos foram por terra, dinheiro botado fora. Cabe ressaltar que no Município de Altamira está sendo construída uma das maiores obras de engenharia do Brasil.
Hoje devia retornar o avião da Azul para Belém. Não deu pessoal, informou o inocente funcionário da Azul. A aeronave destinada a esta rota quebrou e só amanhã decola. Sábado 10:00h. Dois dias foi o tempo perdido.
Assim que o Brasil constrói a principal obra de energia deste século. Um novo "El Dorado".
Depois o Governo Federal se ofende porque os indignados mandam a tomar naquele lugar. E vai mesmo!
Rio na China amanhece vermelho misteriosamente
Os moradores de Wenzhou, na China, acordaram na última quinta-feira e se depararam com as águas do rio que corta a cidade tingidas de vermelho-sangue. Todo mundo ficou confuso, já que isso não tinha acontecido antes e ninguém ainda sabe ao certo qual a causa do fenômeno. A Rádio Internacional da China informa:
Inspetores do Gabinete de Proteção Ambiental de Wenzhou estão coletando amostras e analisando a causa do incidente. Os moradores dizem que não há uma fábrica de produtos químicos ou algo do tipo rio acima. Residentes dizem que o rio estava fluindo normalmente às quatro da manhã, mas começou a ficar vermelho às seis e, de repente, ficou carmesim como sangue.
UOL
quinta-feira, 24 de julho de 2014
Brasil condena Israel por 'uso desproporcional da força'
O governo brasileiro disse nesta quarta-feira condenar "energicamente" o "uso desproporcional da força" pelo Exército israelense na Faixa de Gaza.
"O Governo brasileiro considera inaceitável a escalada da violência entre Israel e Palestina. Condenamos energicamente o uso desproporcional da força por Israel na Faixa de Gaza, do qual resultou elevado número de vítimas civis, incluindo mulheres e crianças", informa a nota divulgada pelo Itamaraty.
No breve comunicado, o governo também fez um novo apelo "a um imediato cessar-fogo entre as partes".
"Diante da gravidade da situação, o Governo brasileiro votou favoravelmente à resolução do Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas sobre o tema, adotada no dia de hoje (quarta-feira)", acrescenta o texto.
A resolução condena o governo israelense pela ofensiva e cria uma comissão para investigar crimes e violações do direito internacional durante a operação militar.
O documento foi aprovado por 29 dos 47 países-membros do Conselho. Os Estados Unidos, aliados de Israel, foram os únicos a votar contra a resolução. Outros 17 países, em sua maioria europeus, se abstiveram.
Na nota, o governo brasileiro também informa que chamou o embaixador do Brasil em Tel Aviv, Henrique da Silveira Sardinha Pinto, para consultas. Na linguagem diplomática, a convocação de um embaixador é considerada um ato de protesto.
Esse não é o primeiro comunicado que o governo brasileiro divulga sobre o conflito. O último foi divulgado no dia 17 de julho, quando o Brasil disse repudiar "veementemente os bombardeios israelenses a Gaza, com uso desproporcional da força (...)" além de condenar "igualmente, o lançamento de foguetes e morteiros de Gaza contra Israel".
No texto desta quarta-feira, no entanto, não há referência a ataques coordenados pelo grupo palestino Hamas.
Conflito
Nesta quarta-feira, o Hamas condicionou um cessar-fogo ao fim do bloqueio promovido por Israel à Faixa de Gaza.
Israel impôs restrições ao território palestino em 2006 depois que o Hamas sequestrou o soldado israelense Gilad Shalit.
Em 2007, o bloqueio foi intensificado depois que o grupo expulsou o rival Fatah e tomou o controle de Gaza ao ganhar as eleições.
Israel iniciou a ofensiva militar no último dia 8 de julho. Desde então, pelo menos 649 palestinos e 35 israelenses (dos quais 32 soldados e três civis) foram mortos, informam as autoridades.
BBC/BRASIL
quarta-feira, 23 de julho de 2014
Natura: Lucro líquido cai 26,8% no 2º trimestre, para R$ 175,8 milhões
SÃO PAULO - O lucro líquido da Natura caiu 26,8% no segundo trimestre, em relação ao mesmo período do ano passado, para R$ 175,8 milhões.
A receita líquida consolidada da companhia cresceu 5,1% na mesma comparação, para R$ 1,8 bilhão.
No Brasil, seu principal mercado, a receita líquida aumentou apenas 1,8%, para R$ 1,47 bilhão. Nas operações internacionais, o avanço foi de 22,9%, para R$ 325,8 milhões.
O resultado da companhia de cosméticos ficou abaixo da expectativa de analistas. A média das estimativas de Credit Suisse, Santander, Safra, Goldman Sachs e Brasil Plural apontava para uma queda de 12,4% no lucro líquido e alta de 10,2% na receita líquida consolidada.
Por Adriana Meyge | Valor
terça-feira, 22 de julho de 2014
Elites brancas conservadoras e neoliberais são maioria no sul sudeste e votam no Aécio, no Nordeste ganha Dilma
Dilma tem pior desempenho no Sudeste; Aécio, no Nordeste
A pesquisa Ibope divulgada pelo Jornal Nacional traz um alerta para o comitê eleitoral da presidente Dilma Rousseff: a região Sudeste concentra todos os piores números da candidata petista. Isso deve forçar o PT a fazer uma estratégia específica para recuperar popularidade e diminuir a rejeição, principalmente nos três principais colégios eleitorais do país: São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro.
Um detalhamento da pesquisa mostra que, no Sudeste, Dilma tem 32% contra 28% do tucano Aécio Neves e apenas 6% do socialista Eduardo Campos. Já no Nordeste, a situação é invertida: Dilma dispara e alcança 55% das intenções de voto, contra apenas 9% de Aécio e 11% de Campos.
No corte da escolaridade, o pior desempenho de Dilma é no grupo com nível superior: ela aparece com 27%, Aécio tem 33% e Campos, 11%. Mas a petista dispara entre os eleitores com baixa escolaridade.
Para quem ganha mais de cinco salários mínimos, o tucano lidera com 37%, Dilma tem 27% e Campos 11%. Mas entre os que recebem até 1 salário mínimo, Dilma pula para 56%, contra apenas 11% de Aécio e 7% de Campos.
Num eventual segundo turno, Aécio ganharia de Dilma no Sudeste (39% a 34%), no Sul (39% a 33%), no Norte/Centro Oeste (38% a 35%). Mas a petista abriria grande vantagem no Nordeste: ela tem 59% contra apenas 18% do tucano.
Outro ponto que chama atenção é a rejeição da presidente Dilma. Enquanto a média nacional é de 36%, no Sudeste, 42% dos entrevistados dizem que não votariam na petista. No Norte/Centro-Oeste a rejeição é de 44%.
Já Aécio Neves tem a maior rejeição no Nordeste: 20%. No país, a rejeição do tucano é de 16%, e a do socialista Eduardo Campos é de apenas 8%, o que mostra um grande nível de desconhecimento da sua candidatura.
PT Também gosta de reprimir
Deputada admite carona, mas nega ter facilitado fuga de ativista no RJ
SÃO PAULO - A deputada estadual Janira Rocha (PSOL) disse nesta terça-feira (22) que deu carona para a advogada Eloisa Samy, 45, e outros dois ativistas para que eles saíssem do Consulado Geral do Uruguai no Rio, na segunda-feira (21).
Os ativistas foram ao consulado pedir asilo político por alegarem estar sofrendo uma perseguição no Estado do Rio. Samy é uma das acusadas na Justiça por formação de quadrilha armada. O MP denunciou 23 pessoas por planejamento e participação de protestos violentos no Rio. Samy e mais outras 17 pessoas são consideradas foragidas.
A deputada passou a tarde no consulado. No fim do dia, o pedido de asilo foi negado, segundo Janira, o Uruguai reconhece que o Brasil vive um estado democrático de direito. A negativa, ainda de acordo com a deputada, foi dada por volta de 18h. Os três ativistas ainda permaneceram por alguns minutos no local e deixaram o prédio pela garagem. A deputada confirmou que usou um carro da Alerj (Assembleia Legislativa do Rio).
Policiais da DRCI (Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática), delegacia responsável pela investigação de manifestantes violentos no Rio, estiveram por cerca de três horas na porta do consulado, na tarde de segunda (21) e deixaram o local antes de os ativistas deixarem o prédio. Havia ainda algumas viaturas da Polícia Militar.
Janira afirmou que não facilitou a fuga de ninguém. "Eu não cometi crime nenhum. Quem está fazendo isso é o estado, prendendo pessoas com base em uma denúncia genérica e por crimes que ainda nem foram cometidos. Não me cabe prender ninguém, a polícia não estava lá. Como parlamentar, cabe a mim garantir direitos e eu estou do lado dos ativistas. Não conhecia nenhum deles, mas fiz e faria de novo", disse Janira, que participou de um ato público em repúdio às prisões de ativistas no Rio, em auditório no prédio da OAB, no centro do Rio.
Segundo Janira, a carona foi pedida por Samy na saída do prédio. A deputada afirmou que deixou os manifestantes no bairro de São Conrado, zona sul do Rio, sem especificar o motivo da localização.
O delegado titular da DRCI, Alessandro Thiers, deu declarações de que a deputada teria facilitado a fuga da ativista e afirmou que caberia denúncia ou ao MP ou a corregedoria da Alerj.
Ao microfone, Janira rebateu as declarações. "O carro da Alerj não pertence ao Paulo Mello (presidente da Alerj, do PMDB) ou ao governo do Estado. O carro pertence ao povo", disse ela, aplaudida pela plateia de cerca de 200 pessoas.
Além de Janira, participaram do ato público os deputados federais Chico Alencar e Jean Willys (PSOL), a deputada federal e candidata à reeleição Jandira Feghali (PCdoB) e pelo candidato a deputado federal pelo PT e ex-presidente da Comissão da Verdade do Rio, Wadih Damous.
(Folhapress)
Governo reduz previsão do expansão do PIB em 2014 de 2,5% para 1,8%
BRASÍLIA - O governo revisou a previsão de crescimento econômico para este ano. A estimativa de 2,5% foi reduzida para 1,8%. A informação consta do terceiro relatório de avaliação de receitas e despesas primárias, divulgado nesta terça-feira pelo Ministério do Planejamento.
“As alterações observadas nos parâmetros refletem a redução da projeção da taxa de crescimento real do PIB para 1,8% refletindo os dados trimestrais apurados pelo IBGE”, explica o texto.
A área econômica também alterou outros parâmetros da economia. No caso do Índice de preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acumulado, a estimativa passou de 5,6% no segundo relatório de receitas e despesas para 6,2% no terceiro, referente aos meses de maio e junho. De acordo com o relatório, “a estimativa de inflação é compatível com a meta estipulada para fins de política monetária e com a trajetória para este índice observada até o momento”.
A previsão de taxa de câmbio média foi mantida em R$ 2,29. Para o IGP-DI também foi mantida em 7,25%. E a Selic média utilizada subiu de 10,89% para 10,88%. A projeção para o preço médio do petróleo subiu de US$ 107,04 para US$ 108,87.
Diferentemente dos outros relatórios, o governo não informou se houve alteração na estimativa de recebimento de dividendos para o ano.
Por Edna Simão e Lorenna Rodrigues | Valor
sábado, 19 de julho de 2014
Capital humano é o que Brasil precisa
Encontrei este artigo na Página do Governador Simão Jatene no facebook
https://www.facebook.com/sjatene/posts/208788102634374
Precisa-se de Matéria Prima para construir um País
Por João Ubaldo Ribeiro
A crença geral anterior era que Collor não servia, bem como Itamar e
Fernando Henrique. Agora dizemos que Lula não serve.
E o que vier depois de Lula também não servirá para nada..
Por isso estou começando a suspeitar que o problema
não está no ladrão corrupto que foi Collor, ou na farsa que é o Lula.
O problema está em nós. Nós como POVO.
Nós como matéria prima de um país.
Porque pertenço a um país onde a ESPERTEZA" é a moeda
que sempre é valorizada, tanto ou mais do que o dólar.
Um país onde ficar rico da noite para o dia é uma
virtude mais apreciada do que formar uma família, baseada em valores e
respeito aos demais.
Pertenço a um país onde, lamentavelmente, os jornais
jamais poderão ser vendidos como em outros países, isto é, pondo umas
caixas nas calçadas onde se paga por um só jornal...
E SE TIRA UM SÓ JORNAL, DEIXANDO OS DEMAIS ONDE
ESTÃO.
Pertenço ao país onde as "EMPRESAS PRIVADAS" são
papelarias particulares de seus empregados desonestos, que levam
para casa, como se fosse correto, folhas de papel, lápis, canetas, clipes
e tudo o que possa ser útil para o trabalho dos filhos ...e para eles mesmos.
Pertenço a um país onde a gente se sente o máximo
porque conseguiu "puxar" a tevê a cabo do vizinho, onde a gente frauda a
declaração de imposto de renda para não pagar ou pagar menos impostos.
Pertenço a um país onde a impontualidade é um hábito.
Onde os diretores das empresas não valorizam o
capital humano.
Onde há pouco interesse pela ecologia, onde as
pessoas atiram lixo nas ruas e depois reclamam do governo
por não limpar os esgotos.
Onde pessoas fazem "gatos" para roubar luz e água e
nos queixamos de como esses serviços estão caros.
Onde não existe a cultura pela leitura (exemplo maior
nosso atual Presidente, que recentemente falou que é "muito chato
ter que ler") e não há consciência nem memória política, histórica nem
econômica.
Onde nossos congressistas trabalham dois dias por semana para aprovar
projetos e leis que só servem para afundar ao que não tem, encher o saco
ao que tem pouco e beneficiar só a alguns.
Pertenço a um país onde as carteiras de motorista e os certificados
médicos podem ser "comprados", sem fazer nenhum exame.
Um país onde uma pessoa de idade avançada, ou uma mulher com uma criança
nos braços, ou um inválido, fica em pé no ônibus, enquanto a pessoa que
está sentada finge que dorme para não dar o lugar.
Um país no qual a prioridade de passagem é para o carro e não para o
pedestre. Um país onde fazemos um monte de coisa errada, mas nos
esbaldamos em criticar nossos governantes.
Quanto mais analiso os defeitos do Fernando Henrique e do Lula, melhor me
sinto como pessoa, apesar de que ainda ontem "molhei" a mão de um guarda
de trânsito para não ser multado.
Quanto mais digo o quanto o Dirceu é culpado, melhor sou eu como
brasileiro, apesar de ainda hoje de manhã passei para trás um cliente
através de uma fraude, o que me ajudou a pagar algumas dívidas.
Não! Não! Não! Já basta!!.
Como "Matéria Prima" de um país, temos muitas coisas boas, mas nos falta
muito para sermos os homens e mulheres que nosso país precisa.
Esses defeitos, essa "ESPERTEZA BRASILEIRA"
congênita, essa desonestidade em pequena escala, que depois cresce e evolui até
converter-se em casos de escândalo, essa falta de qualidade humana, mais do
que Collor, Itamar, Fernando Henrique ou Lula, é que é real e
honestamente ruim, porque todos eles são brasileiros como nós, ELEITOS POR NÓS.
Nascidos aqui, não em outra parte...
Me entristeço.
Porque, ainda que Lula renunciasse hoje mesmo, o próximo presidente que
o suceder terá que continuar trabalhando com a mesma matéria prima
defeituosa que, como povo, somos nós mesmos.
E não poderá fazer nada...
Não tenho nenhuma garantia de que alguém o possa fazer melhor, mas
enquanto alguém não sinalizar um caminho destinado a erradicar
primeiro os vícios que temos como povo, ninguém servirá.
Nem serviu Collor, nem serviu Itamar, não serviu Fernando Henrique, e nem
serve Lula, nem servirá o que vier.
Qual é a alternativa?
Precisamos de mais um ditador, para que nos faça cumprir a lei com a
força e por meio do terror?
Aqui faz falta outra coisa.
E enquanto essa "outra coisa" não comece a surgir de
baixo para cima, ou de cima para baixo, ou do centro
para os lados, ou como queiram, seguiremos
igualmente condenados, igualmente estancados....igualmente sacaneados!!!
É muito gostoso ser brasileiro.
Mas quando essa brasilinidade autóctone começa a ser
um empecilho às nossas possibilidades de desenvolvimento como Nação, aí a
coisa muda...
Não esperemos acender uma vela a todos os Santos, a ver se nos mandam um
Messias.
Nós temos que mudar, um novo governador com os mesmos
brasileiros não poderá fazer nada.
Está muito claro... Somos nós os que temos que
mudar.
Sim, creio que isto encaixa muito bem em tudo o que
anda nos acontecendo:
desculpamos a mediocridade mediante programas de
televisão nefastos e francamente tolerantes com o fracasso.
É a indústria da desculpa e da estupidez.
Agora, depois desta mensagem, francamente decidi
procurar o responsável, não para castigá-lo, senão para exigir-lhe (sim,
exigir-lhe) que melhore seu comportamento e que não se faça de surdo, de
desentendido.
Sim, decidi procurar o responsável e ESTOU SEGURO QUE
O ENCONTRAREI QUANDO ME OLHAR NO ESPELHO.
AÍ ESTÁ. NÃO PRECISO PROCURÁ-LO EM OUTRO LADO.
E você, o que pensa?.. MEDITE!
Fernando Henrique. Agora dizemos que Lula não serve.
E o que vier depois de Lula também não servirá para nada..
Por isso estou começando a suspeitar que o problema
não está no ladrão corrupto que foi Collor, ou na farsa que é o Lula.
O problema está em nós. Nós como POVO.
Nós como matéria prima de um país.
Porque pertenço a um país onde a ESPERTEZA" é a moeda
que sempre é valorizada, tanto ou mais do que o dólar.
Um país onde ficar rico da noite para o dia é uma
virtude mais apreciada do que formar uma família, baseada em valores e
respeito aos demais.
Pertenço a um país onde, lamentavelmente, os jornais
jamais poderão ser vendidos como em outros países, isto é, pondo umas
caixas nas calçadas onde se paga por um só jornal...
E SE TIRA UM SÓ JORNAL, DEIXANDO OS DEMAIS ONDE
ESTÃO.
Pertenço ao país onde as "EMPRESAS PRIVADAS" são
papelarias particulares de seus empregados desonestos, que levam
para casa, como se fosse correto, folhas de papel, lápis, canetas, clipes
e tudo o que possa ser útil para o trabalho dos filhos ...e para eles mesmos.
Pertenço a um país onde a gente se sente o máximo
porque conseguiu "puxar" a tevê a cabo do vizinho, onde a gente frauda a
declaração de imposto de renda para não pagar ou pagar menos impostos.
Pertenço a um país onde a impontualidade é um hábito.
Onde os diretores das empresas não valorizam o
capital humano.
Onde há pouco interesse pela ecologia, onde as
pessoas atiram lixo nas ruas e depois reclamam do governo
por não limpar os esgotos.
Onde pessoas fazem "gatos" para roubar luz e água e
nos queixamos de como esses serviços estão caros.
Onde não existe a cultura pela leitura (exemplo maior
nosso atual Presidente, que recentemente falou que é "muito chato
ter que ler") e não há consciência nem memória política, histórica nem
econômica.
Onde nossos congressistas trabalham dois dias por semana para aprovar
projetos e leis que só servem para afundar ao que não tem, encher o saco
ao que tem pouco e beneficiar só a alguns.
Pertenço a um país onde as carteiras de motorista e os certificados
médicos podem ser "comprados", sem fazer nenhum exame.
Um país onde uma pessoa de idade avançada, ou uma mulher com uma criança
nos braços, ou um inválido, fica em pé no ônibus, enquanto a pessoa que
está sentada finge que dorme para não dar o lugar.
Um país no qual a prioridade de passagem é para o carro e não para o
pedestre. Um país onde fazemos um monte de coisa errada, mas nos
esbaldamos em criticar nossos governantes.
Quanto mais analiso os defeitos do Fernando Henrique e do Lula, melhor me
sinto como pessoa, apesar de que ainda ontem "molhei" a mão de um guarda
de trânsito para não ser multado.
Quanto mais digo o quanto o Dirceu é culpado, melhor sou eu como
brasileiro, apesar de ainda hoje de manhã passei para trás um cliente
através de uma fraude, o que me ajudou a pagar algumas dívidas.
Não! Não! Não! Já basta!!.
Como "Matéria Prima" de um país, temos muitas coisas boas, mas nos falta
muito para sermos os homens e mulheres que nosso país precisa.
Esses defeitos, essa "ESPERTEZA BRASILEIRA"
congênita, essa desonestidade em pequena escala, que depois cresce e evolui até
converter-se em casos de escândalo, essa falta de qualidade humana, mais do
que Collor, Itamar, Fernando Henrique ou Lula, é que é real e
honestamente ruim, porque todos eles são brasileiros como nós, ELEITOS POR NÓS.
Nascidos aqui, não em outra parte...
Me entristeço.
Porque, ainda que Lula renunciasse hoje mesmo, o próximo presidente que
o suceder terá que continuar trabalhando com a mesma matéria prima
defeituosa que, como povo, somos nós mesmos.
E não poderá fazer nada...
Não tenho nenhuma garantia de que alguém o possa fazer melhor, mas
enquanto alguém não sinalizar um caminho destinado a erradicar
primeiro os vícios que temos como povo, ninguém servirá.
Nem serviu Collor, nem serviu Itamar, não serviu Fernando Henrique, e nem
serve Lula, nem servirá o que vier.
Qual é a alternativa?
Precisamos de mais um ditador, para que nos faça cumprir a lei com a
força e por meio do terror?
Aqui faz falta outra coisa.
E enquanto essa "outra coisa" não comece a surgir de
baixo para cima, ou de cima para baixo, ou do centro
para os lados, ou como queiram, seguiremos
igualmente condenados, igualmente estancados....igualmente sacaneados!!!
É muito gostoso ser brasileiro.
Mas quando essa brasilinidade autóctone começa a ser
um empecilho às nossas possibilidades de desenvolvimento como Nação, aí a
coisa muda...
Não esperemos acender uma vela a todos os Santos, a ver se nos mandam um
Messias.
Nós temos que mudar, um novo governador com os mesmos
brasileiros não poderá fazer nada.
Está muito claro... Somos nós os que temos que
mudar.
Sim, creio que isto encaixa muito bem em tudo o que
anda nos acontecendo:
desculpamos a mediocridade mediante programas de
televisão nefastos e francamente tolerantes com o fracasso.
É a indústria da desculpa e da estupidez.
Agora, depois desta mensagem, francamente decidi
procurar o responsável, não para castigá-lo, senão para exigir-lhe (sim,
exigir-lhe) que melhore seu comportamento e que não se faça de surdo, de
desentendido.
Sim, decidi procurar o responsável e ESTOU SEGURO QUE
O ENCONTRAREI QUANDO ME OLHAR NO ESPELHO.
AÍ ESTÁ. NÃO PRECISO PROCURÁ-LO EM OUTRO LADO.
E você, o que pensa?.. MEDITE!
https://www.facebook.com/sjatene/posts/208788102634374
De volta ao Nordeste, Campos retoma críticas a Dilma
SÃO PAULO - Depois de se mudar para São Paulo, de onde centralizará a sua campanha para o Planalto pelo PSB, o ex-governador Eduardo Campos (PE) voltou ao Nordeste neste sábado (19) para fazer campanha em Alagoas e Pernambuco e retomar as críticas ao governo da presidente Dilma.
Campos disse em Maceió que o governo federal não cumpriu os compromissos assumidos com o Nordeste. Segundo ele, a região acreditou no governo, mas não teve o respeito merecido."O Nordeste real sente a falta de um governo em que acreditou", disse o candidato do PSB, ex-aliado de Dilma.
Ele listou obras federais prometidas e não realizadas, como as do canal do sertão, que, segundo Campos, não produziu até hoje "um palmo de agricultura irrigada". Ele citou ainda a melhoria das estradas alagoanas e pernambucanas para incrementar o turismo na região.
O presidenciável do PSB disse esperar que o Nordeste se una em torno de sua candidatura. "Tenho certeza que, como nordestino, o Nordeste vai se unir para nos levar ao segundo turno, para fazer a mudança que o Brasil reclama nesse momento", disse.
Segundo o Datafolha, Campos está em terceiro lugar na corrida presidencial, com 8% das intenções de voto. Ele aparece atrás do senador Aécio Neves (PSDB), segundo colocado com 20%, e da presidente Dilma Rousseff (PT), que lidera a disputa com 36%.
(FolhaPress)
Fala o que não deve, escuta o que não quer
Em resposta a críticas, Alckmin pede que Lula 'dê o exemplo'
SÃO PAULO - O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), evitou polemizar as provocações feitas pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante o primeiro ato de campanha do PT no Estado, nesta sexta-feira (18).
Em nota, Alckmin respondeu ao petista sem citá-lo nominalmente. "Disputa política se faz com respeito e educação. É isso o que quer a sociedade. É isso o que quer São Paulo. Os líderes políticos deveriam dar o exemplo", disse. Candidato à reeleição, o tucano disputa o governo do Estado com o petista Alexandre Padilha, afilhado político de Lula.
Na sexta-feira (18), em cima de um carro de som na praça da Sé, no centro da capital paulista, o ex-presidente criticou Alckmin para uma plateia de militantes. O petista afirmou que as gestões dos tucanos nos últimos 20 anos no Estado são tão problemáticas que "nem água para beber estão garantindo para o povo", em referência à crise de água no Estado.
Lula ainda provocou diretamente o governador. "Eu não sei quantos banhos por dia está tomando o governador, mas tenho certeza que na periferia as pessoas não estão tomando banho para ter água para lavar roupa ou lavar a louça. Se ele não sabe disso, é importante alguém contar", disse.
Com o início da campanha eleitoral, o PT tenta reverter os resultados das pesquisas de intenções de votos no Estado. Pesquisa Datafolha divulgada na quinta (17) mostrou Alckmin com 54%, seguido de Paulo Skaf (PMDB), com 16%. Padilha pontua 4%.
(FolhaPress)
sexta-feira, 18 de julho de 2014
Marina reforça campanha sem Campos
Com um broche do Rede Sustentabilidade grudado no lado direito do peito, a ex-senadora Marina Silva (PSB) distribuiu na tarde de ontem acenos, sorrisos e abraços e parou dezenas de vezes para tirar fotos no centro de Santo André, na região metropolitana de São Paulo. "Oi, tudo bem? Ajuda a gente", dizia Marina, a cada aperto de mão. "Desta vez a senhora consegue", respondiam curiosos. Câmeras e microfones registravam cada passo de Marina que, em uma hora de caminhada em uma rua de comércio popular, foi tratada como candidata. O nome de Eduardo Campos, postulante à Presidência do PSB, passou ao largo do evento de campanha da vice na chapa.
"Voto na Marina porque ela é batalhadora. Este ano ela vai conseguir", disse a vendedora Andréia Leme, de 40 anos. A vendedora não sabia que Marina é, na verdade, vice. Informada que o candidato é Eduardo Campos, respondeu: "Ih, eu não conheço. Mas se está com Marina é gente boa", disse. A vendedora Isabela da Silva Alves, de 18 anos, também declarou voto na ex-senadora. "Vou votar na moreninha. Ela é do PV, né", disse, confundido com a eleição de 2010, quando Marina disputou a Presidência pelo PV e ficou em terceiro lugar.
Sem a presença de Campos, Marina circulou à vontade pelo comércio, acompanhada por um pequeno séquito e por cabos eleitorais de um vereador, candidato a deputado, que erguiam placas com o nome do parlamentar a cada foto. Em raríssimas vezes Marina citou "Eduardo" ou o fato de ser vice na chapa. Apenas no fim da caminhada colou um adesivo na blusa, com "É 40", ao lado do broche do Rede. No mesmo dia, o candidato à Presidência do PSB não teve agenda de campanha pública.
Segundo um dos principais articuladores do Rede Sustentabilidade, Pedro Ivo Batista, Marina fará mais campanha sem Campos do que ao lado do candidato. "Eles vão fazer duas ou três agendas conjuntas por semana. Vão se dedicar a fazer cinco agendas semanais sozinhos. Vai ser assim pelo menos até agosto. Depois a gente reavalia", disse Pedro Ivo, que acompanhou a caminhada.
Eleitores fizeram confusão sobre qual nome estará nas urnas nas eleições. Trabalhadora em uma entidade de filantropia, Luciene Lourenço, de 47 anos, abordou a ex-senadora para dizer que sua filha votará nela nesta eleição. "Na eleição passada eu votei no PT, mas este ano não votarei não. Perdi a confiança", disse, sinalizando que também pretendia votar em Marina. Em seguida, lembrou que a ex-senadora é vice. "Mas qual é o nome mesmo do candidato? Não sei", disse. O vendedor Rogério Canamaschi, de 42 anos, parou Marina na rua para declarar apoio. "Esse Campos eu não conheço. Acho que a Marina deveria ser candidata, né? É engraçado ele ser o candidato, porque não é conhecido".
Marina não mostrou preocupação com o fato de ser confundida como a candidata. "Na hora em que tiver oportunidade, no programa eleitoral, com a cobertura [da imprensa], as pessoas vão perceber. Muita gente diz que vai votar nos dois. É um problema só de chegar informação para as pessoas", disse a jornalistas.
A ex-senadora minimizou as divergências entre seu grupo, o Rede Sustentabilidade, e o comando do PSB. Em 14 Estados houve acordo em torno dos candidatos, porém em 13 Estados há divergências e os dois grupos seguem separados. São Paulo é um exemplo da divergência: Marina queria candidatura própria e um nome do Rede ao Senado, mas o PSB paulista, com respaldo de Campos, aliou-se à candidatura de reeleição do governador Geraldo Alckmin (PSDB). Marina disse que manterá a autonomia onde não há acordo e afirmou que se votasse em São Paulo escolheria o senador Eduardo Suplicy (PT) na disputa pelo Senado, em detrimento ao candidato da chapa de Alckmin, José Serra (PSDB).
Por Cristiane Agostine | De Santo André (SP) Valor.
"Voto na Marina porque ela é batalhadora. Este ano ela vai conseguir", disse a vendedora Andréia Leme, de 40 anos. A vendedora não sabia que Marina é, na verdade, vice. Informada que o candidato é Eduardo Campos, respondeu: "Ih, eu não conheço. Mas se está com Marina é gente boa", disse. A vendedora Isabela da Silva Alves, de 18 anos, também declarou voto na ex-senadora. "Vou votar na moreninha. Ela é do PV, né", disse, confundido com a eleição de 2010, quando Marina disputou a Presidência pelo PV e ficou em terceiro lugar.
Sem a presença de Campos, Marina circulou à vontade pelo comércio, acompanhada por um pequeno séquito e por cabos eleitorais de um vereador, candidato a deputado, que erguiam placas com o nome do parlamentar a cada foto. Em raríssimas vezes Marina citou "Eduardo" ou o fato de ser vice na chapa. Apenas no fim da caminhada colou um adesivo na blusa, com "É 40", ao lado do broche do Rede. No mesmo dia, o candidato à Presidência do PSB não teve agenda de campanha pública.
Segundo um dos principais articuladores do Rede Sustentabilidade, Pedro Ivo Batista, Marina fará mais campanha sem Campos do que ao lado do candidato. "Eles vão fazer duas ou três agendas conjuntas por semana. Vão se dedicar a fazer cinco agendas semanais sozinhos. Vai ser assim pelo menos até agosto. Depois a gente reavalia", disse Pedro Ivo, que acompanhou a caminhada.
Eleitores fizeram confusão sobre qual nome estará nas urnas nas eleições. Trabalhadora em uma entidade de filantropia, Luciene Lourenço, de 47 anos, abordou a ex-senadora para dizer que sua filha votará nela nesta eleição. "Na eleição passada eu votei no PT, mas este ano não votarei não. Perdi a confiança", disse, sinalizando que também pretendia votar em Marina. Em seguida, lembrou que a ex-senadora é vice. "Mas qual é o nome mesmo do candidato? Não sei", disse. O vendedor Rogério Canamaschi, de 42 anos, parou Marina na rua para declarar apoio. "Esse Campos eu não conheço. Acho que a Marina deveria ser candidata, né? É engraçado ele ser o candidato, porque não é conhecido".
Marina não mostrou preocupação com o fato de ser confundida como a candidata. "Na hora em que tiver oportunidade, no programa eleitoral, com a cobertura [da imprensa], as pessoas vão perceber. Muita gente diz que vai votar nos dois. É um problema só de chegar informação para as pessoas", disse a jornalistas.
A ex-senadora minimizou as divergências entre seu grupo, o Rede Sustentabilidade, e o comando do PSB. Em 14 Estados houve acordo em torno dos candidatos, porém em 13 Estados há divergências e os dois grupos seguem separados. São Paulo é um exemplo da divergência: Marina queria candidatura própria e um nome do Rede ao Senado, mas o PSB paulista, com respaldo de Campos, aliou-se à candidatura de reeleição do governador Geraldo Alckmin (PSDB). Marina disse que manterá a autonomia onde não há acordo e afirmou que se votasse em São Paulo escolheria o senador Eduardo Suplicy (PT) na disputa pelo Senado, em detrimento ao candidato da chapa de Alckmin, José Serra (PSDB).
Por Cristiane Agostine | De Santo André (SP) Valor.
quinta-feira, 17 de julho de 2014
Dilma lidera com 36%, mas empata com Aécio no 2º turno, diz Datafolha
Com 36% das intenções de voto na simulação de primeiro turno, a presidente Dilma Rousseff, candidata à reeleição pelo PT, mantém a liderança da disputa pelo Palácio do Planalto. Mas, pela primeira vez, o senador Aécio Neves (PSDB-MG) aparece tecnicamente empatado com ela no teste de segundo turno.
Segundo o Datafolha, se o turno final da disputa fosse hoje, Dilma teria 44% dos votos, Aécio alcançaria 40%. Como a margem de erro do levantamento é de dois pontos para mais ou para menos, eles estão na situação limite de empate técnico.
Num eventual disputa de segundo turno contra o ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos (PSB), o resultado seria 45% para Dilma contra 38% para Campos. É também a menor diferença entre os dois na série de nove pesquisas do Datafolha com este cenário desde agosto de 2013.
Em relação à pesquisa anterior, feita no começo do mês, o quadro do primeiro turno apresenta pouca diferença. Em 15 dias, Dilma oscilou de 38% para 36%. Aécio manteve os 20%. Campos oscilou de 9% para 8%.
Juntos, todos os rivais de Dilma também somam 36%. Considerando a margem de erro, portanto, não é possível dizer se haveria ou não segundo turno se a disputa fosse hoje.
A oscilação negativa de Dilma no primeiro turno e a aproximação de seus rivais em simulações de segundo turno são coerentes com o aumento do percentual de eleitores que julgam o atual governo como ruim ou péssimo.
Conforme a pesquisa, 29% desaprovam a gestão Dilma. Este é, numericamente, o maior percentual de ruim e péssimo para a petista desde o início de sua gestão, em 2011.
Já o total de eleitores que classificam a administração como boa ou ótima são 32% agora, praticamente a mesma taxa apurada no fim de junho de 2013, imediatamente após a grande onda de protestos pelo país. Naquela ocasião, a taxa de aprovação à gestão petista despencou de 57% para 30%.
Em relação à pesquisa anterior, a taxa de rejeição a Dilma subiu de 32% para 35%. O segundo mais rejeitado é o candidato Pastor Everaldo (PSC), que tem 3% das intenções de voto, mas 18% de rejeição. Os que rejeitam Aécio oscilaram de 16% para 17%. Campos mantém os 12% da pesquisa anterior.
O Datafolha ouviu 5.377 eleitores em 223 municípios na terça (15) e nesta quarta-feira (16). O levantamento foi encomendado pela Folha em parceria com a TV Globo.
terça-feira, 15 de julho de 2014
Copa 2014. Arrogância, a mãe da última desgraça
Antes do jogo contra a Holanda, José Maria Marin estava disposto a manter Felipão no cargo, mas acontecimentos durante e depois da partida fizeram o presidente da CBF mudar de ideia.
Enquanto a derrota ainda era escrita, pegou mal o fato de Neymar, Hulk e Daniel Alves orientarem os companheiros. Soou como uma perda de comando por parte do técnico.
Ao final da disputa pelo terceiro lugar, os 3 a 0 aplicados pelos holandeses deixaram Felipão com um pé na rua, pois passaram a ser dois vexames seguidos e dez gols tomados em duas partidas.
A situação de Scolari se complicou dramaticamente na entrevista coletiva. A análise generosa do desempenho da seleção e a lembrança de suas conquistas pessoais soaram como arrogância e cortina de fumaça para encobrir os maus resultados.
Foram afirmações como “desde 2002 [quando o Brasil foi campeão com Felipão] não chegávamos às semifinais”, “disputei três Copas do Mundo e fiquei entre os quatro em todas”, “não jogamos mal” e “tivemos momentos muito bons”. Depois do show de autoconfiança, Marin teve a certeza de que a situação do treinador estava insustentável. O sentimento da cúpula da Confederação Brasileira passou a ser de que Scolari ficaria com a imagem de arrogante, justamente no momento em que a CBF quer um treinador com apoio popular. Não dava mais para manter Felipão.
UOL
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