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quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Contadora do doleiro Youssef revela esquema de pagamento de propina



SÃO PAULO - Os detalhes do funcionamento do esquema de operação da quadrilha que girava em torno do doleiro Alberto Youssef, preso na Operação Lava-Jato, foram revelados à Polícia Federal pela contadora Meire Poza, segundo revela reportagem da revista “Veja” deste fim de semana.

Durante três anos em que trabalhou para Youssef, Meire afirmou em depoimento que manuseou notas fiscais frias, assinou contratos de serviços inexistentes, montou empresas de fachada e organizou planilhas de pagamento. Seu trabalho deu ares de legalidade a um dos esquemas de corrupção mais grandiosos desde o mensalão, segundo a “Veja”.

Nas últimas três semanas, a contadora forneceu cópias de documentos e identificou um a um os contratos simulados e as notas frias, como no caso da empreiteira Mendes Júnior, que nega ter relacionamento com o doleiro.

As informações prestadas pela contadora ajudaram a PF comprovar que Youssef era um financista clandestino, que prospectava investimentos, emprestava dinheiro, cobrava taxas e promovia o encontro de interesses entre corruptos e corruptores. Em outras palavras, usava sua estrutura para recolher e distribuir dinheiro e apagar os rastros.

Segundo a PF, entre os clientes do doleiro figuram as maiores empreiteiras do país, parlamentares notórios e três dos principais partidos políticos.

Sobre um desses parlamentares, o deputado federal André Vargas (sem partido), Meire afirmou que ele “ajudou o Beto [Alberto Youssef] a lavar R$ 2,4 milhões”. “Como pagamento, ele [Vargas] ganhou uma viagem de jatinho. Eu mesma fiz o pagamento”, conta.

Outro político citado pela contadora é o senador Fernanco Collor (PTB): “O Beto fez os depósitos para o ex-presidente Collor a pedido do Pedro Paulo Leoni Ramos (ex-auxiliar do senador e também envolvido com o doleiro). Ele guardava isso como um troféu.”

Meire disse ainda que o deputado federal Cândido Vaccarezza (PT) contou com a ajuda de Youssef para quitar uma dívida de campanha. “O Vacarezza precisava pagar dívidas de campanha. Um assessor dele me procurou em 2011 para apresentar um negócio com fundos de pensão no Tocantins”

Valor

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