terça-feira, 15 de outubro de 2013

Secretário do MCTI é o primeiro brasileiro a integrar o painel das Nações Unidas



Assessorar o secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon, e outros dirigentes de agências, fundos e programas do organismo internacional no que diz respeito ao desenvolvimento sustentável. Essa é a missão dos integrantes do painel das Nações Unidas. E o primeiro brasileiro a integrar esse painel de 26 cientistas de alto nível é o secretário de Políticas e Programas de Pesquisa e Desenvolvimento do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Carlos Nobre.

De acordo com Nobre, esse painel tem a missão filtrar conhecimento científico e produzir documentos e reflexões na interface entre ciência e políticas públicas globais de sustentabilidade. “Mas ainda tem um enorme desafio, que é conseguir mais visibilidade mundial para essa agenda”, explicou.

Nobre recebeu o convite em 25 de setembro, data da sessão inaugural do Fórum Político de Alto Nível das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, em meio à 68ª Assembleia Geral das Nações Unidas.

Alto nível

Estabelecido pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), o conselho inclui pesquisadores de diversas disciplinas naturais, sociais e humanas.

“Apesar de o nome ser Scientific Advisory Board, não se trata apenas de um grupo de cientistas que conhecem muito de um determinado assunto, mas um painel com especialistas em ética, economistas, sociólogos e outros profissionais que trabalham na fronteira dainteração entre sociedade, ciência e política pública de sustentabilidade, seja em mudanças climáticas, seja em oceanos, seja em biodiversidade”, observou Nobre.

A lista inclui 26 pesquisadores de 25 países de todos os continentes. “São pessoas influentes no meio científico, com muito conhecimento, que, portanto, ao aconselhar o secretário-geral e o sistema ONU, podem realmente fazer diferença, principalmente elaborando documentos reflexivos”, destacou o secretário.

(om iformações do MCTI)

domingo, 13 de outubro de 2013

'Faxina' virou pó

PAINEL

Campos Marina. Só no começo...

Apesar da recuperação na pesquisa Datafolha, Dilma Rousseff não retomou todo seu espaço no eleitorado de renda mais alta, que era refratário a Lula, mas que a presidente tinha conquistado nos primeiros anos de mandato. Em março, Dilma chegou a ter 51% das intenções de voto entre eleitores com renda superior a cinco salários mínimos. Despencou para 21% em junho e pontuou 31% agora. A erosão dá respaldo ao conselho de Lula para que a sucessora foque no eleitorado mais pobre.

Inflação Aécio Neves (PSDB) passou de 15% nas duas faixas mais altas de renda, em março, para 26%. Eduardo Campos (PSB) subiu de 5% para 17%. Marina Silva, que aparecia com 19% nesses grupos, hoje tem 35%.

Foco Após analisar a pesquisa, o governo vai intensificar as viagens de Dilma ao Nordeste para evitar o avanço de Campos e consolidar a vantagem da presidente na região, tradicional reduto do PT.

Menina dos olhos Uma das pontas de lança dessa operação será o Mais Médicos, concentrado em cidades do interior nordestino.

Hormônio O QG de Campos projetava na semana passada que o pernambucano só chegaria aos dois dígitos nas pesquisas em dezembro.

Que oposição? Eleitores críticos ao governo preferem Aécio a Campos, mas Marina é quem vai melhor nesse grupo. Entre quem julga Dilma ruim ou péssima, o tucano tem 33%, e o pessebista, 23%. Já Marina tem 43% desses votos, contra 27% de Aécio.

Fase de beijos Dilma tem melhor desempenho entre eleitores que não tomaram conhecimento sobre a aliança entre Marina e Campos. Ela tem 47% nesse grupo no cenário mais provável, contra 34% entre aqueles que se dizem "bem informados".

Marinou Já Campos tem seu melhor resultado no grupo de entrevistados bem informados sobre a coligação. Nesse extrato, ele empata tecnicamente com Aécio: vai a 24%, frente a 25% do mineiro.

Sem Lula Dilma voltou a crescer entre os eleitores que têm o PT como partido preferido. Depois de cair para 58% após os protestos, a presidente aparece com 71% no grupo.

Tela livre 1 Além de flexibilizar o entendimento sobre campanha antecipada na propaganda partidária, o vice-procurador-geral eleitoral, Eugênio Aragão, também acha que não cabe punição a políticos entrevistados em programas de TV, caso não peçam voto abertamente.

Tela livre 2 Pré-candidatos à Presidência fizeram périplo por programas populares nos últimos meses. Aécio foi alvo de representação de Sandra Cureau, antecessora de Aragão, por ter ido ao "Programa do Ratinho".

Alfarrábios Eduardo Campos anota todas as expressões de Marina que fogem ao seu "repertório", dizem aliados. Na última semana, tomou nota quando a ex-senadora falou que será necessário "metabolizar" a aliança e quando ela citou o psicanalista Jacques Lacan.


VERA MAGALHÃES painel@uol.com.br


domingo, 6 de outubro de 2013

O Plano "C". Quem quer o poder a todo custo e quem tem a humildade para apoiar outro candidato

Segundo ela, como todos falavam em plano A (a criação da Rede) e em plano B (sair candidata a presidente por outro partido), ela começou a bolar o "plano C" --"plano Eduardo Campos".

"Ninguém teria coragem de propor a uma candidata com 26% das intenções de voto que ela desistisse de sua candidatura à Presidência para apoiar um outro candidato. Essa é uma iniciativa que só ela teria a capacidade de colocar na mesa", afirmou o deputado Alfredo Sirkis (RJ), que também ingressou no PSB.



Nova Aliança produz Indigestão no campo do "PENSAMENTO ÚNICO" (PT)

Análise: Aliança de ex-ministros de Lula impede estratégia do PT


A surpreendente aliança entre Eduardo Campos e Marina Silva ainda precisará ser "metabolizada", para usar um termo do marinês, mas o fato é que deve ter provocado uma tremenda indigestão em Dilma Rousseff e Lula.

Aliás, este pareceu ser o objetivo inconfesso de uma Marina "bolada", embora segura, que lançou mão de um sarcasmo até então ausente de suas falas e culpou o PT, seu antigo partido, por "aviltar" a democracia ao supostamente agir contra a Rede.

Campos fez jus à fama de bom articulador político e, enxergando a oportunidade, soube dizer exatamente o que Marina queria ouvir: que a Rede existe e é "legítima".

Aos aliados que se espantaram com o fato aceitar até ser vice, mesmo tendo o triplo das intenções de votos do aliado, Marina mostrou pragmatismo: quem tem partido e máquina é ele. Se as condições mais adiante vão levar a uma mudança de planos, é algo que partidários de Campos não discutem agora.

A possível chapa é forte pelo simbolismo: são dois ex-ministros de Lula, ambos com trajetória de esquerda. Será mais difícil para o PT fazer o discurso do bem contra o mal das últimas eleições.

O fim da polarização afeta também Aécio Neves. Para se contrapor à nova força que surge e pode ocupar o espaço de oposição, o tucano terá de ir atrás de aliados que sobraram no tabuleiro, como o PPS de Roberto Freire.

Opinião: Ex-senadora continua candidatíssima, e o jogo de 2014 está apenas começando

A possível chapa é forte pelo simbolismo: são dois ex-ministros de Lula, ambos com trajetória de esquerda. Será mais difícil para o PT fazer o discurso do bem contra o mal das últimas eleições.




Marina é candidatíssima a presidente, apesar do discurso elegante, muito cuidadoso, que fez ontem à tarde durante a sua filiação ao PSB.

A ex-senadora disse que apoia Eduardo Campos, afirmou até que ele tem uma "responsabilidade histórica diante de todos nós", mas em nenhum momento declarou que não será candidata no ano que vem ou que será vice do governador de Pernambuco à sucessão de Dilma.

Não há contradição nisso. Marina não poderia entrar em um partido, que já tem uma candidatura colocada, exigindo sentar na janelinha, como diria Romário, agora seu correligionário. Definitivamente não combina com alguém que prega um novo modo de fazer política.

A ex-senadora joga com o tempo. Não tem pressa porque sabe que, se continuar tão à frente de Campos nas pesquisas (hoje ela tem 26% no Datafolha; ele tem 8%), não há força capaz de tirar seu nome da urna eletrônica. O próprio governador haverá de lhe oferecer o lugar.

É necessário lembrar que Campos iniciou o movimento de dissidência com o atual governo justamente porque percebeu que estava sem espaço para crescer. Ele desejava ser candidato a vice de Dilma agora para, em 2018, aí sim, disputar a Presidência. Mas, sem condições de enfrentar o PMDB, partido fundamental para a sustentação do governo no Congresso, resolveu mudar de rota.

Na entrevista de ontem, embora chamado de futuro presidente por correligionários em coro, Campos disse que seu PSB ainda não definiu nada. Minutos depois, Marina, sabida, fez questão de repetir que o PSB só definirá sua vida em 2014. O jogo só começou a ser jogado.

ROGÉRIO GENTILE
SECRETÁRIO DE REDAÇÃO

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Mudança climática ameaça a diminuição dos índices de fome no mundo

Criança sudanesa desnutrida é vista em 
campo de refugiados de Yida, no Sudão do Sul


Pouco a pouco, a insegurança alimentar vai recuando no mundo, segundo os últimos números da FAO (Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura), publicados na última terça-feira (1º). No período de 2011-2013, 842 milhões de pessoas sofreram de fome crônica, ou seja, 26 milhões a menos que entre 2010 e 2012. Desde o início dos anos 1990, o número de subnutridos caiu 17%.

Mas não há por que comemorar vitória. A mudança climática poderia apagar esses progressos. A elevação do nível dos oceanos, as secas e as enchentes estão modificando as condições da agricultura. Por isso é tão importante para os países e para a pesquisa agronômica ter um acesso mais amplo possível aos recursos genéticos vegetais do mundo a fim de poder desenvolver variedades adaptadas ao aquecimento global.

Foi nesse espírito que o tratado internacional sobre os recursos fitogenéticos para a alimentação e a agricultura foi adotado em 2001. Ele entrou em vigor em 2007 e se baseia na noção de "bem comum" e instaura uma exceção à convenção sobre a biodiversidade, que privilegia a soberania nacional. Por falta de recursos e de vontade política, esse "tratado das plantas" está longe de dar os resultados esperados.

Os 129 países que ratificaram se reuniram entre 24 e 28 de setembro em Mascate (Omã) para tentar salvar o texto. Eles só conseguiram lhe dar uma extensão de dois anos, tempo de ver se é possível relançar essa mecânica emperrada.

O tratado prevê que os países-membros coloquem suas coleções de sementes em um banco comum de onde cada ator da pesquisa possa tirar para criar variedades melhoradas. Paralelamente, ele instaura um fundo para financiar projetos que tratem da conservação ou do uso sustentável dos recursos fitogenéticos.




Le Monde, Gilles van Kote, Em Mascate (Omã)


UFPA ocupa 1° lugar entre melhores IES públicas e privadas do Norte



 De acordo com o Ranking Universitário Folha (RUF), a Universidade Federal do Pará está em primeiro lugar entre as universidades do Norte do País e ocupa o 26° lugar entre as melhores Instituições de Ensino Superior (IES) públicas e privadas do Brasil.  O Ranking avalia a qualidade de 192 IES, por meio de cinco indicadores: pesquisa; ensino; mercado de trabalho; inovação e internacionalização. Todos os indicadores somados totalizam 100 pontos e no Ranking geral a UFPA somou 75,43 pontos. Clique aqui para ver o Rankinggeral.
“Eu vejo como um fato extraordinário a ótima posição da UFPA neste Ranking nacional,  decorrente de um grande esforço que a Universidade vem fazendo, nestes últimos anos. Tal esforço se revela nos resultados apontados nesta pesquisa, de forma inquestionável, em comparação com outras universidades”, declara o reitor da UFPA, professor Carlos Maneschy.
Ainda segundo o reitor, “a Universidade tem, a cada ano, melhorado seu desempenho e suas condições em todas as vertentes em que se possa fazer avaliação, desde a qualificação dos docentes, a melhoria da infraestrutura, a assistência estudantil e, mais do que tudo, em dois elementos fundamentais: a internacionalização das atividades e a inovação”, afirma.
Trabalho e esforço - De acordo com Carlos Maneschy, as boas notas da UFPA no RankingUniversitário Folha “são reflexo de muito trabalho e esforço coletivo, de toda a comunidade, indistintamente. Este é um resultado que devemos celebrar, mas que também nos serve de estimulo e impulso para continuar perseverando no caminho da busca permanente pela qualificação, capacitação e na contribuição pelo desenvolvimento dos profissionais e da região”, afirma o reitor.
Internacionalização - A UFPA ficou na 19ª colocação no indicador Internacionalização, na frente de universidades de renome no País, como Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR), Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (UNESP), Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e Universidade Federal do Ceará (UFC).
O indicador Internacionalização, no qual a UFPA obteve 4,72 pontos, valia 6 pontos e considerou a quantidade de citações internacionais por docente, de publicações em coautoria internacional e de docentes estrangeiros.
Avanço - “É uma grande alegria para a equipe da Pró-Reitoria de Relações Internacionais ver que nós contribuímos para colocar a UFPA em uma boa posição neste ranking. Isto aponta para o fato de que o caminho natural das universidades é a Internacionalização. A melhor maneira das universidades avançarem, atualmente, é buscar cooperação internacional para vencer etapas do conhecimento que outras instituições já venceram, e compartilhar, com elas, suas experiências e produções. Hoje, ingressar na UFPA é importante não só pelo seu reconhecimento regional ou nacional, mas também internacional”, afima o pró-reitor de Relações Internacionais, professor Flávio Nassar.
 Inovação - No quesito Inovação, a UFPA também obteve ótima nota e ficou na 17ª colocação. Para este indicador, que valia 4 pontos, foram levados em consideração o número de pedidos de patentes da Universidade, no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), de 2002 a 2011, a UFPA obteve nota 3,36 pts.
De acordo com o pró-reitor de Pesquisa e Pós-Graduação, Emmanuel Tourinho, “tem havido nos últimos anos, no País, um esforço para que a pesquisa básica se articule com o desenvolvimento de novos produtos e novas tecnologias. A UFPA é uma das instituições que, há mais tempo, têm se preocupado com essa questão, tanto que desde 1995 conta com uma incubadora de empresas e, hoje, dispõe de uma Agência de Inovação, a Universitec, que  oferece, além da incubação de empresas, consultoria em serviços tecnológicos e suporte no campo da propriedade intelectual”, afirma.
Ainda segundo o pró-reitor, “nossos pesquisadores na pós-graduação se dedicam não apenas à produção de conhecimento, mas também à geração de produtos, processos e novas tecnologias. Essas descobertas têm sido registradas tanto no Brasil como no exterior, e o número crescente de novas patentes da UFPA acaba se refletindo nesses indicadores de inovação”, esclarece Emmanuel Tourinho.
Outros indicadores - Também foram avaliados pelo RUF quesitos como Pesquisa, Ensino e Mercado de Trabalho. O indicador Pesquisa vale 40 pontos e avalia o número de publicações da universidade, citações, citações por artigo, publicações por docente, citações por docente, publicações em revistas nacionais e recursos captados. O indicador Ensino vale 32 pontos e considera os avaliadores do MEC, os professores com doutorado, professores com dedicação integral e a nota no Enade. O indicador Mercado de Trabalho vale 18 pontos e é avaliado por meio de uma pesquisa Datafolha, com 1.681 responsáveis pela área de recursos humanos de empresas de todo o país, nas 30 carreiras analisadas pelo RUF.
A UFPA obteve 32,41 pts no indicador Pesquisa; 19,39 pts no indicador Ensino e 15,55 pts no indicador Mercado de Trabalho. Clique aqui para visualizar todas as notas recebidas pela Instituição.
Texto: Brenda Ferreira – Assessoria de Comunicação da UFPA
Fotos: Alexandre Moraes, Laís Teixeira

terça-feira, 1 de outubro de 2013

E quem não vai?

Pelo menos no Oeste do Pará temos um corajoso que sai da política, ainda jovem.

Dep. Lira Maia. Me comentou agora no vôo Belém/ Santarém.

Quem vai, vai, quem fica, fica

Quadros de peso do PSDB migram para um partido aliado. Melhores chances de se eleger com menos votos.

terça-feira, 24 de setembro de 2013

Manaus: Arena da Amazônia pode virar centro de triagem de presos


Segundo o jornal Folha de S. Paulo, Justiça vai sugerir ao governo do estado que estádio abrigue detentos recém-capturados após a Copa do Mundo de 2014

O estádio Arena da Amazônia, cujas obras de reforma custarão R$ 605 milhões, poderá ser usado após a Copa do Mundo de 2014 como centro de triagem de presos.

Segundo o jornal Folha de S. Paulo, o Tribunal de Justiça do Amazonas enviará ao governo do estado a sugestão para que a arena e também o sambódromo que fica ao lado do estádio abriguem detentos recém-capturados.

A justificativa apresentada pelo Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário, órgão ligado ao TJ que sugerirá a medida, é de que a cadeia pública Raimundo Vidal Pessoa, onde hoje é feita a triagem dos presos, está superlotada e em condições insalubres.

“Até que o estado resolva o problema, construindo novas unidades prisionais, que utilize, então, estes dois espaços ociosos”, afirmou ao jornal o desembargador Sabino Marques, presidente do grupo.

A ideia do desembargador é de que os detentos sejam recolhidos no local por até 48 horas até que sejam destinados para a prisão.

Em resposta à Folha, a Secretaria de Estado de Justiça e Direitos Humanos do Amazonas afirmou que só se pronunciará sobre o caso após receber oficialmente a proposta do Tribunal de Justiça.

Fonte: Exame

domingo, 22 de setembro de 2013

Desindustrialização, reprimarização da economia e queda na inovação, quer mais?

Políticas equivocadas para a inovação


Nos últimos anos, o crescimento do Brasil tem se dado com base no aumento do emprego, ao contrário de outros países emergentes, que cresceram aumentando sua produtividade. Dados da Conference Board mostram que entre 2006 e 2011 a produtividade do trabalhador brasileiro cresceu apenas 2% ao ano, enquanto na média das maiores economias emergentes ela cresceu 6,5%. Além disso, em 2011 a produtividade cresceu 0,7% e as estimativas para 2012 apontam para um crescimento negativo. O que está acontecendo com o Brasil?

Existem duas maneiras para aumentar a produtividade dos trabalhadores de uma economia. A primeira é aumentar a produtividade das firmas existentes, sem alterar suas parcelas de mercado. A outra é deslocar produção e trabalhadores das firmas menos produtivas para as mais produtivas. Surpreendentemente, a segunda tende a ser mais importante na maioria dos casos. Nos EUA, por exemplo, a realocação do emprego para firmas mais produtivas foi responsável por 50% do crescimento recente da produtividade no setor industrial e por 90% no comércio. Mais ainda, a entrada de novas firmas (mais produtivas do que as existentes) tem sido responsável por quase todo o aumento da produtividade no comércio. Assim, o processo de destruição criativa é o que move a economia americana.

Além disso, para aumentar a produtividade de cada firma, é necessário que ela invista em máquinas e equipamentos e inove. A inovação pode ocorrer por conta própria ou pela absorção de novos produtos ou processos desenvolvidos em outras firmas ou países. Os gastos com pesquisa e desenvolvimento (P&D) facilitam essa absorção de conhecimento. Assim, os retornos sociais dos investimentos em P&D são maiores do que os privados, pois novos processos descobertos por uma firma podem ser imitados pelas demais. Logo, subsídios do governo aos gastos com P&D são em geral socialmente justificados.

A proporção de empresas inovadoras que realizam gastos com P&D está diminuindo no Brasil

Nos últimos 10 anos, o governo tem lançado várias políticas de incentivo à inovação, como: Política Industrial Tecnológica e de Comércio Exterior; Plano de Desenvolvimento Produtivo; Plano Brasil Maior e Estratégia Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação. Apesar disso, o número de patentes obtidas por firmas brasileiras é mínimo e o gasto empresarial com P&D muito pequeno. As empresas brasileiras empregam um pesquisador a cada mil trabalhadores; as coreanas empregam dez. Ou seja, apesar de todo o incentivo, as firmas brasileiras privadas investem pouco em P&D e quase não inovam. O que está acontecendo?

A resposta está num artigo publicado recentemente por um dos maiores economistas da atualidade, Daron Acemoglu, em conjunto com outros autores*. Segundo esse artigo, em qualquer mercado existem empresas novas e antigas, inovadoras ou acomodadas. As menos inovadoras tendem a desaparecer; as mais inovadoras tendem a ganhar mercado e crescer. O problema é que mesmo as mais inovadoras envelhecem e podem ser tornar menos inovadoras, acomodando-se. Nos dados americanos, grande parte do crescimento das vendas, do emprego e dos gastos em P&D ocorre nas novas empresas. No Brasil, a maior parte do emprego também é gerado pelas pequenas empresas.

Para aumentar a produtividade da economia, a política industrial deveria incentivar o crescimento das firmas inovadoras e tirar do mercado as firmas que já se acomodaram. Por exemplo, os autores mostram que gastar 5% do PIB para proteger as firmas existentes reduz o crescimento do país em 5% e diminui o bem-estar da sociedade em 0,8% do PIB. Além disso, como parte das empresas já se acomodou, subsidiar o P&D dessas empresas tem efeitos pequenos sobre o crescimento e bem-estar. A política industrial ideal seria taxar as empresas existentes, ao mesmo tempo em que se incentivam os gastos com P&D.

Corta para o caso brasileiro. Nossas políticas dos últimos anos foram exatamente na direção oposta às preconizadas pelos autores. Nossa política industrial, ao proteger o setor industrial estabelecido e a escolha de campeões nacionais pelo BNDES, é exatamente a que se mostra equivocada no artigo. Ao proteger as grandes firmas existentes, o governo está diminuindo a realocação da produção para as firmas novas e mais eficientes, que é o grande motor do crescimento da produtividade e do bem-estar.

Os dados da Pintec coletados pelo IBGE mostram isso claramente. As empresas inovadoras que mais recebem incentivos do governo para gastos em P&D são as grandes empresas (com mais de 500 empregados). Esta proporção dobrou ao longo do tempo (de 8% em 2001/03 para 16% em 2005/08). Como parte dessas empresas já se acomodou, a produtividade dos gastos em P&D é baixa e essa alocação equivocada diminui o crescimento da economia. O resultado é que a proporção de empresas inovadoras que realizam gastos em P&D está diminuindo no Brasil e a produtividade industrial está declinando.

A política industrial correta seria aumentar a abertura da economia, baixando as tarifas de importação e aumentando a concorrência para eliminar as firmas ineficientes. Além disso, seria necessário desburocratizar o processo de criação de novas empresas e simplificar a estrutura tributária para que as pequenas empresas inovadoras possam crescer. Exatamente o contrário do que o governo está fazendo. Os resultados estão aí para todos verem.

* Innovation, Reallocation and Growth, NBER working paper número 18993

Naercio Menezes Filho, professor titular - Cátedra IFB e coordenador do Centro de Políticas Públicas do Insper, é professor associado da FEA-USP e escreve mensalmente às sextas-feiras. naercioamf@insper.edu.br

sábado, 21 de setembro de 2013

Não só o Brasileiro vive de ilusão, o Governo Federal até vende

Lobão: 7 das 12 maiores empresas do setor estão no leilão de Libra



BRASÍLIA - (Atualizada às 17h10) O ministro de Minas e Energia, Edson Lobão, disse, nesta sexta-feira, 20, que a ausência de algumas grandes empresas petroleiras no leilão de Libra gerou “interpretações equivocadas”. Segundo ele, o governo está convencido do sucesso do leilão, que representa uma “grande oportunidade para as petroleiras”. O ministro comenta na tarde desta sexta o resultado das inscrições para o leilão do campo de Libra.
Onze empresas se inscreveram no leilão, mas o governo esperava uma participação de 40 companhias. As ausências da Exxon Mobil, BP, Chevron e BG, gigantes do setor, chamaram a atenção do mercado.

“Estamos vendo certo pessimismo porque duas ou quatro grandes empresas deixaram de se inscrever no leilão”, afirmou Lobão, lembrando que, das 12 maiores empresas do setor, sete companhias estão participando do leilão.

Sobre a participação da Petrobras no leilão, o ministro argumentou: “Não há mal em empresas estatais participarem”. Para ele, o leilão terá “êxito total”, frisando que as regras para a operação estão claras.

Lobão disse que o governo procurou defender o “interesse brasileiro, sem complicar a vida das empresas”. “O regime de partilha é bom para o Brasil.” Ele, no entanto, admitiu que houve atraso na elaboração da legislação do leilão.

Espionagem

O ministro de Minas e Energia disse, ainda, que as empresas inscritas no leilão são grandes e “tranquilizadoras com sua presença”. Assim, o leilão será bem sucedido e será “um dos mais importantes da história do petróleo do mundo”.

Questionado sobre um possível risco político no leilão e se algumas empresas deixaram de participar por causa das denúncias de espionagem feitas pelo governo americano contra a Petrobras, ele respondeu que, dizer isso, “seria especulação”. Lobão reiterou que não tem informações sobre a questão da espionagem à estatal.

O ministro vê “interesse legítimo das empresas” no leilão marcado para o dia 21 de outubro. Para ele, as empresas que não se inscreveram “tiveram suas razões”.

(Lucas Marchesini e Thiago Resende | Valor)


ANP divulga empresas interessadas no pré-sal; gigantes estão fora



RIO - A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) divulgou nesta quinta-feira a lista das 11 empresas cadastradas para participação no leilão do prospecto de Libra, no pré-sal da Bacia de Santos, na primeira licitação sob o regime de partilha de produção.

Gigantes

As petroleiras britânicas BP e BG e as norte-americanas ExxonMobil e Chevron não vão participar do leilão. A diretora-geral da ANP, Magda Chambriar, já havia informado sobre a negativa das três primeiras.

Ela contou ter recebido ligações de representantes das empresas informando que não participariam do leilão, marcado para 21 de outubro, por motivos específicos. A diretora informou que esperava todas as companhias, as chamadas "A" e as "B" para o leilão e previa participação de até 40 companhias.

As empresas classificadas como "A" são aquelas com experiência já comprovada em exploração e produção em águas profundas, ultra-profundas, águas rasas e terra. Já as empresas do tipo "B" são as que têm experiência apenas em águas rasas e terra.

Se inscreveram na ANP e pagaram a taxa de R$ 2 milhões as empresas chinesas CNOOC International Limited e China National Petroleum Corporation (CNPC); a japonesa Mitsui; a colombiana Ecopetrol; a indiana ONGC Videsh; a portuguesa Petrogal; a Petrobras; a malaia Petronas; a hispano-chinesa Repsol-Sinopec; a anglo-holandesa Shell; e a francesa Total.

Por Marta Nogueira, Rafael Rosas e Rodrigo Polito | Valor

domingo, 15 de setembro de 2013

Assinatura Paulo Chaves



Diário do Pará

Atividade econômica abre trimestre em queda

Recuo de 0,33% apurado por índice do BC foi menor que média esperada pelas instituições consultadas pelo Valor Data, de baixa de 0,6%


BRASÍLIA - (Atualizada às 9h24) Depois do firme avanço no mês de junho, a economia brasileira voltou a mostrar contração em julho. O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br, que busca antecipar o comportamento do Produto Interno Bruto (PIB) caiu 0,33% em julho, na série com ajuste sazonal. Além disso o Banco Central reviu os dados de junho, que agora registram alta de 1,03% sobre maio, ante leitura inicial de 1,13%.

A variação mensal de menos 0,33% foi melhor do que a média projetada pelas 13 instituições financeiras consultadas pelo Valor Data, que sugeria contração de 0,6% em julho ante junho, no dado ajustado. O intervalo de projeções variava de queda de 0,1% a 1%.

O prognóstico feito pelas instituições ouvidas pelo Valor Data levava em consideração a queda da produção industrial (baixa de 2% no mês de julho) e o resultado melhor do que esperado pelas vendas no varejo, divulgado ontem pelo IBGE (avanço de 1,9% em julho).

O IBC-Br mostrou alta de 3,38% em julho ante igual período do ano passado, na série sem ajustes. Considerando a sazonalidade, foi verificado avanço de 2,60% na mesma comparação. E nos 12 meses acumulados em julho, o aumento foi de 2,3%, com ajuste sazonal (e alta de 2,11% sem ajuste). No ano, o aumento é de 2,97% (sem ajuste) e 3,10% considerada a sazonalidade.

O indicador do BC leva em conta a trajetória das variáveis consideradas como bons indicadores para o desempenho dos setores da economia (agropecuária, indústria e serviços). A estimativa do IBC-Br incorpora a produção estimada para os três setores acrescida dos impostos sobre produtos. O PIB calculado pelo IBGE, por sua vez, é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país durante certo período.

No Relatório de Inflação de junho, o BC rebaixou sua previsão de crescimento para o ano de 3,1% para 2,7%. A projeção deve ser atualizada no fim do mês, com a divulgação de um novo Relatório de Inflação. Já os analistas consultados para a confecção do boletim semanal Focus estimam avanço de 2,35%.

Média móvel trimestral

O IBC-Br apresentou contração na passagem de junho para julho e também tem variação negativa na medida móvel trimestral.

Considerando os dados com ajuste sazonal, o indicador, que tenta antecipar o comportamento do Produto Interno Bruto (PIB), mostra queda de 0,26% nos três meses encerrados em julho quando comparado com os três meses encerrados em junho.

Essa é a primeira leitura negativa da média móvel desde maio do ano passado. Mantendo a base de comparação, o trimestre encerrado em junho mostrava avanço de 0,16% sobre os três meses findos em maio.


(Eduardo Campos | Valor)

sábado, 14 de setembro de 2013

Vândalos - nova categoria social




Não disse a partir de quando, nem como......?


Dilma: Brasil terá dinheiro para educação nos próximos 30 a 50 anos



UBERLÂNDIA (MG) - A presidente Dilma Rousseff voltou a propagandear nesta sexta-feira os recursos a serem investidos em educação com a destinação de royalties de petróleo do pré-sal para a área. Dilma disse que “gastar em educação” é “investir em pessoal”. “É como se fosse uma herança”, afirmou a presidente.

“Todos nós podemos ter certeza de que nos próximos 30 a 50 anos o Brasil terá dinheiro para gastar em educação”, acrescentou a presidente dizendo que não haverá como o país assegurar educação de qualidade sem qualificação de professores.

Dilma está em Uberlândia (MG), onde participa de cerimônia de formatura de alunos do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec). Dilma defendeu o programa e afirmou, em discurso dirigido aos alunos, que o Brasil precisa da formação dos jovens e adultos para assegurar a competitividade frente aos demais países. “O mundo hoje está entrando em outro momento, é a chamada economia do conhecimento. Quanto mais estudo, melhor para o país”, disse Dilma.

A presidente afirmou ainda que tão importante quanto a economia do país crescer é assegurar que a população, sobretudo os estudantes, seja beneficiada com os ganhos do país.

“Não basta o PIB crescer, tem que crescer para vocês. Não basta o PIB crescer se não tiver emprego de qualidade. É importante que o PIB cresça com tudo isso”, disse a presidente mencionando a necessidade de ganhos também em áreas como a saúde.

Dilma falou que pretende tornar o Pronatec um programa permanente do governo, para que alunos já formados em algum dos cursos tenham a oportunidade de qualificar-se continuamente.

“Vocês só tiveram o primeiro curso. Vocês sempre terão que melhorar sua especialização”, acrescentou a presidente, dizendo que o Brasil precisa de jovens e adultos qualificados profissionalmente.

O prefeito de Uberlândia, Gilmar Machado (PT), fez elogios à presidente e agradeceu por investimentos do governo federal na região. “Aqui no Triângulo Mineiro, o PAC [Programa de Aceleração do Crescimento] está andando, está tendo obras executadas”, disse Machado, um aliado estratégico de Dilma em Minas Gerais, um dos maiores colégios eleitorais do país e reduto do potencial adversário da presidente em 2014, o senador Aécio Neves (PSDB-MG).

O ministro do Desenvolvimento, Fernando Pimentel, foi saudado ao ser cumprimentado por Machado. Um militante chegou a chamá-lo de “governador”, ao que Pimentel respondeu sorrindo, em referência ao cargo que o ministro deverá concorrer no próximo ano por Minas Gerais.

Valor

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Ranking de inovação das principais universidade brasileiras



Mede a qualidade das 192 instituições, que foram avaliadas na pesquisa, inovação, internacionalização, ensino e mercado.


No índice de Inovação a UFPA se localiza na posição 17.

Veja os subindicadores que compuseram as notas de cada indicador do RUF

Depois vão criticar Vândalos e manifestações de rua

Novo julgamento depende de dois votos no Supremo


Sessão é suspensa com quatro ministros a favor de recursos e dois contra


Ex-ministro Dirceu poderá conseguir pena menor e escapar da prisão se novo recurso for acolhido pelo STF


DE BRASÍLIA

Quatro dos 11 ministros do Supremo Tribunal Federal votaram ontem a favor de um recurso jurídico que poderá dar a 12 dos 25 condenados no processo do mensalão a chance de um novo julgamento.

Bastam outros dois votos para formar a maioria necessária para abrir essa possibilidade. O plenário do tribunal voltará a se reunir para decidir a questão hoje à tarde.

Se forem aceitos, os recursos permitirão que o ex-ministro José Dirceu, apontado como principal responsável pela organização do esquema do mensalão, tenha sua pena de 10 anos e 10 meses de prisão reduzida e fique livre de cumpri-la na cadeia.

Condenados que tiverem obtido pelo menos quatro votos a seu favor podem usar esses recursos, conhecidos como embargos infringentes, para pedir novo julgamento.

Além de Dirceu, poderão ganhar uma segunda chance o ex-tesoureiro petista Delúbio Soares, os deputados José Genoino (PT-SP) e João Paulo Cunha (PT-SP) e o empresário Marcos Valério Fernandes de Souza, apontado como operador do mensalão.

Os embargos infringentes são previstos pelo regimento interno do STF, mas uma lei de 1990 não mencionou essa possibilidade ao definir regras para o andamento dos processos no STF e no STJ (Superior Tribunal de Justiça).

Votaram ontem a favor da análise dos embargos infringentes os ministros Luís Roberto Barroso, Teori Zavascki, Dias Toffoli e Rosa Weber. O presidente do STF, Joaquim Barbosa, já havia votado contra os recursos na semana passada e ontem foi acompanhado pelo ministro Luiz Fux.

O ministro Ricardo Lewandowski é visto como um voto certo a favor dos embargos. Celso de Mello indicou no ano passado que também aceitará o recurso. Se isso ocorrer, estará formada a maioria de 6 votos a favor dos embargos.

O efeito mais imediato será prolongar o processo do mensalão, que teve início em 2007. O STF terá que apontar um relator e um revisor para os recursos, e o julgamento dos embargos não deverá acabar antes do fim de 2014.

Barroso, que não participou do julgamento do mensalão e chegou ao STF neste ano, foi o primeiro a divergir de Barbosa, alegando que o regimento interno da corte não foi revogado pela lei de 1990.

Barroso disse que seria "impróprio mudar a regra do jogo no meio do julgamento", mas defendeu o direito aos recursos. "Ninguém deseja o prolongamento da ação, mas penso que eles [condenados] têm direito e para isso que existe a Constituição, para que o interesse de 11 não seja atropelado pelo desejo de milhões. Tal qual a sociedade brasileira, tenho pressa em acabar esse julgamento."

Zavascki disse que, quando a lei foi discutida, o objetivo não era mudar as regras no Supremo. Já para Fux, aceitar os infringentes fará com que o STF tenha de rejulgar diversos processos, inviabilizando o funcionamento da corte. "Se casuísmo houvesse, seria o inverso, porque o STF vem decidindo que não cabem mais os recursos."

O julgamento do mensalão já é o mais longo da história do Supremo. A primeira fase do julgamento, quando 25 réus foram condenados, tomou quatro meses de trabalho e parou o STF no segundo semestre do ano passado.

Passados oito meses, os ministros levaram mais quatro semanas para analisar os chamados os embargos de declaração, que servem para esclarecer pontos da decisão inicial. Dos 25 condenados pelo mensalão, 22 tiveram as penas mantidas no primeiro lote de recursos analisados.


(SEVERINO MOTTA, FERNANDA ODILLA E FILIPE COUTINHO)

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Protestos causam tumulto e prisões nas principais cidades

Manifestações no 7 de Setembro têm baixa adesão, mas criam confusão nas ruas. 

Entretanto essa pouca adesão não significa que os corruptos tenham acabado, que a corrupção já não exista mais no Brasil.
Choques com a polícia acabam com detenção de mais de 300 pessoas em Brasília, São Paulo, Rio e outras capitais


Protestos convocados por ativistas nas redes sociais da internet para o Dia da Independência tiveram baixa adesão ontem, mas causaram tumulto durante boa parte do dia nas ruas de Brasília, São Paulo, Rio e outras capitais.

As manifestações não atraíram multidões como as que o país viu em junho, mas mobilizaram pequenos grupos de jovens mascarados com disposição para enfrentar a polícia e praticar depredações e atos de vandalismo.

Convocados por grupos que se articulam na internet sem comando único, os protestos tinham como pauta original a corrupção e outras mazelas do sistema político.

Adeptos da tática "black bloc", que defendem protestos violentos e ataques a símbolos do capitalismo, assumiram a linha de frente das manifestações nas ruas, em São Paulo e outras capitais.

Em Brasília, os primeiros confrontos com a polícia ocorreram após o encerramento do desfile de Sete de Setembro, quando a presidente Dilma Rousseff e outras autoridades já tinham ido embora.

Um grupo tentou invadir o prédio da Rede Globo gritando slogans associando a emissora à ditadura militar. Os manifestantes não tiveram êxito, atacaram lojas na vizinhança e depois se dirigiram a outras regiões da cidade.

Novos confrontos ocorreram quando eles começaram a marchar em direção ao Estádio Nacional Mané Garrincha, onde a seleção brasileira jogou contra a Austrália.

Em seguida, os manifestantes voltaram à Esplanada dos Ministérios. A polícia usou jatos de água para dispersá-los e bloqueou o acesso ao Congresso. Pelo menos 50 pessoas foram detidas.

No Rio, a confusão começou quando manifestantes furaram bloqueios policiais e invadiram a área onde ocorria o desfile oficial. No fim da tarde, a polícia recorreu novamente à força para impedir que manifestantes se aproximassem do Palácio Guanabara, sede do governo do Rio.

Em São Paulo, os ativistas atacaram agências bancárias e atiraram pedras no prédio da Câmara Municipal. Pelo menos 341 manifestantes foram presos em 11 capitais, incluindo Brasília, São Paulo, Rio, Belo Horizonte e Recife.

O desfile de Brasília atraiu cerca de 15 mil pessoas, segundo a Polícia Militar, público inferior ao de anos anteriores. O ministro Gilberto Carvalho, da Secretaria-Geral da Presidência, atribuiu o público reduzido ao medo de protestos violentos. "Não há dúvida nenhuma de que o receio atrapalhou", afirmou.

Encerrado o desfile, movimentos sociais que todos os anos organizam o Grito dos Excluídos reuniram milhares de pessoas numa passeata de caráter pacífico que se dispersou perto da hora do almoço. Foi depois que eles saíram de cena que os adeptos do "black bloc" e outros manifestantes começaram a entrar em confronto com a polícia.

Folha Poder. 


sábado, 7 de setembro de 2013

Vândalos são os corruptos




Manifestações marcam 7 de Setembro

SÃO PAULO - Além do desfile militar, o 7 de Setembro contou com protestos em diversas cidades do país. Em Brasília e no Rio de Janeiro, por exemplo, houve diversos confrontos de manifestantes com a polícia, que usou gás lacrimogênio e bombas de efeito moral, entre outros métodos, para dispersar os manifestantes.

As reclamações dos manifestantes são as mais diversas, desde os gastos excessivos com a Copa, insatisfação com políticos, pedidos de combate à corrupção até críticas a maus-tratos de animais.

Houve cenas de depredações em localidades como Brasília, São Paulo, Salvador e Porto Alegre, por exemplo, e muita confusão no Rio e na capital federal. Manifestantes, alguns mascarados, foram detidos e encaminhados a delegacias.
Créditos: Agência Brasil

Valor Econômico 07/09/2013

Inflação em Belém é a 3ª maior do País



O Liberal 07/09/2013

Indústria do Pará lidera avanço no País

Produção no Estado registra 3% frente ao mês de junho

Em julho deste ano, a produção industrial do Pará registrou o avanço mais expressivo do País (3%), frente ao mês anterior. A variação é da série livre de influências sazonais e a terceira taxa positiva consecutiva nesse tipo de comparação, período em que acumulou ganho de 9,2%. Com esses resultados, o índice de média móvel trimestral mostrou expansão de 3,0% na passagem dos trimestres encerrados em junho e julho, acelerando o ritmo de crescimento frente ao mês anterior (1,6%). Os dados foram divulgados ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na Pesquisa Industrial Mensal, que avalia 14 estados brasileiros.

Na comparação contra iguais períodos do ano passado, o setor industrial paraense mostrou variação positiva de 0,4% em julho de 2013, interrompendo uma sequência de cinco resultados negativos neste tipo de confronto, e queda de 8,6% no índice acumulado dos primeiros sete meses do ano. A taxa anualizada, indicador acumulado nos últimos doze meses, ao recuar 5,9% em julho de 2013, mostrou retração menos intensa do que a observada em junho último (-6,5%).

A indústria paraense avançou 0,4% em julho de 2013 na comparação com igual mês do ano anterior, sustentada pelo crescimento em apenas duas das seis atividades investigadas. O maior impacto positivo sobre a média global foi observado na indústria extrativa (4,6%), seguido por alimentos e bebidas (12,2%), impulsionados, especialmente, pela maior produção de minérios de ferro, no primeiro ramo, e refrigerantes, crustáceos congelados e farinha de trigo, no segundo. Por outro lado, o resultado negativo mais relevante veio da atividade de celulose, papel e produtos de papel (-42,9%), pressionada pela menor fabricação de celulose, decorrente sobretudo da paralisação técnica para reforma do parque industrial em importante empresa do setor.

No índice acumulado de janeiro-julho de 2013, o setor industrial paraense apontou recuo de 8,6% frente a igual período do ano anterior, com quatro dos seis ramos investigados assinalando queda na produção. As contribuições negativas mais relevantes foram observadas nos setores extrativo (-8,0%) e de metalurgia básica (-10,1%), pressionados especialmente pela redução na produção de minérios de ferro e de alumínio, no primeiro ramo, e de óxido de alumínio, no segundo. Vale citar ainda o impacto negativo vindo de celulose, papel e produtos de papel (-35,2%), influenciado em grande parte pela menor fabricação de celulose. Por outro lado, o resultado positivo mais importante foi registrado pelo setor de minerais não-metálicos (4,1%).

A produção industrial de julho apresentou queda em relação a junho em nove dos 14 locais pesquisados pelo IBGE. O recuo mais acentuado foi registrado em São Paulo, onde a produção teve recuo de 4,1%. A retração da indústria paulista foi a mais intensa desde setembro de 2011 (5,4%). Na comparação com o mesmo período do ano passado, no entanto, houve alta de 0,2%, contribuindo para o crescimento acumulado de 2,5% em 2013 sobre 2012. Nos últimos doze meses, a produção do setor subiu 1%.
O Liberal 07/09/2013