sábado, 12 de julho de 2014

Verdadeiro desenvolvimento econômico e social do Governo do Estado


Pró Paz uma das grandes obras estruturantes do Governo do Estado. Era o que faltava, uma ação transversal que acompanhe as ações de desenvolvimento que as grandes empresas promovem no Estado 



Fonte: "O Liberal" Caderno PODER.

quinta-feira, 10 de julho de 2014

Depois da derrota humilhante a Presidenta assume

Dilma se dedica à contra-ofensiva de comunicação após derrota na Copa


BRASÍLIA - A presidente Dilma Rousseff passa o dia no Palácio da Alvorada, residência oficial em Brasília, dedicando-se à ofensiva de comunicação para se contrapor ao ambiente negativo provocado pelo desempenho da seleção brasileira na última terça-feira. O governo receia os reflexos eleitorais da derrota para a Alemanha.

Às 15h, Dilma grava entrevista para a Globonews, canal de notícias do grupo Globo na TV por assinatura. A presidente abre uma série de entrevistas promovidas pela emissora com presidenciáveis.

Antes, pela manhã, Dilma tem despachos com o ministro da Secretaria de Comunicação Social, Thomas Traumann, com quem define as diretrizes da entrevista e da estratégia de comunicação. A presidente se dedica a formular uma reação positiva aos brasileiros, depois que a Alemanha deixou a seleção brasileira derrotada por 7 a 1 em campo.

O primeiro foco dessa reação ficou evidente na entrevista que Dilma concedeu ontem - e já foi ao ar, no trecho sobre a Copa do Mundo - à CNN Internacional. Dilma destacou que "reagir à derrota é a marca de uma grande nação" e completou que o Brasil tem a característica de crescer nas adversidades. O trecho da entrevista em que Dilma fala sobre política e economia será exibido hoje à tarde.

A agenda desta quinta-feira contempla apenas mais um compromisso: uma audiência com o ministro-chefe da Casa Civil, Aloizio Mercadante, que também integra a coordenação nacional da campanha à reeleição.
Por Andrea Jubé | Valor

quarta-feira, 9 de julho de 2014

É o que rola nas redes

FELIPÃO DEVERIA ENTREGAR O CARGO E SUMIR DO MAPA



Foto de Pedro Ugarte/AFP.

Felipão assumiu a culpa pela vergonhosa derrota do Brasil para a Alemanha por 7-1. Disse que é o único culpado.

Sim, mas e aí? De que maneira ele vai indenizar a seleção e os torcedores brasileiros?

Dizer apenas que é o culpado é muito pouco. É como admitir a culpa em um acidente de trânsito e não pagar o conserto do outro.

O mínimo que Felipão pode fazer para reparar um erro que ele diz categoricamente que é seu é pedir demissão.

Sim, hoje, quarta-feira, Felipão deveria entregar a carta de demissão à CBF, agradecer a oportunidade, pedir desculpas a todos e desaparecer do mapa.




Fábio Sormani trabalhou na Placar, Folha de S.Paulo, TVs Record, Bandeirantes, ESPN Brasil, SporTV, BandSports, e rádios Bandeirantes e Jovem Pan. Atualmente trabalha para a Fox Sports Brasil.

segunda-feira, 7 de julho de 2014

Gafe feio da Presidenta


Em gafe feio a Presidente elimina por antecipado, Argentina, Alemanha e Holanda e decide que Brasil será campeão. 





domingo, 6 de julho de 2014

Aécio Neves diz que governo faz uso político da Copa



SÃO PAULO - No primeiro dia de campanha eleitoral, o candidato do PSDB à Presidência da República, Aécio Neves, acusou o governo de usar politicamente a Copa do Mundo. “Alguns acham que podem confundir Copa do Mundo com eleição”, disse o senador mineiro. A última pesquisa do Datafolha aponta que a presidente Dilma Rousseff (PT), opositora de Aécio, subiu nas intenções de voto aproveitando a melhora de humor no país com o campeonato mundial de futebol.

Acompanhado do governador de São Paulo e candidato à reeleição Geraldo Alckmin (PSDB), do candidato tucano ao Senado José Serra e da cúpula do PSDB paulista, Aécio visitou o Festival do Japão no Imigrantes Exhibition & Convention Center em São Paulo neste domingo. Indagado sobre como iria reverter a desvantagem na campanha por ter menos que o dobro do tempo de Dilma no horário político de TV, Aécio aproveitou para atacar o governo.

“O que vai reverter nossa inferioridade no nosso tempo de propaganda é o sentimento dos brasileiros que estão cansados de tudo isso que está aí. Alguns acham que podem confundir Copa do Mundo com eleição. Não, o brasileiro está suficientemente maduro e consciente para perceber que são coisas absolutamente diferentes. Falo isso porque vejo uma tentativa de uma certa apropriação desses eventos para o campo político”, afirmou.

“Nós vamos debater em qualquer campo todas as nossas propostas. A campanha eleitoral para mim não é uma guerra, é uma oportunidade de apresentarmos nossas propostas”, acrescentou Aécio.

Em busca da reeleição, o governador de São Paulo afirmou que vai fazer sua campanha no horário do almoço, à noite e nos fins de semana e não realizará inaugurações, apenas vistorias de obras, para não violar a legislação eleitoral. Alckmin disse acreditar que o problema de abastecimento de água no Estado e as denúncias de formação de cartel e fraudes em licitações de trens em São Paulo entre 1998 e 2008, em governos do PSDB, não atrapalharão a campanha dele.

“A população entende perfeitamente que tivemos a maior seca, acho que deste século, na região Sudeste, e mesmo com essa grande dificuldade, naquilo que é responsabilidade do Estado, nós garantimos o abastecimento de água. A população entende. Subestimar a inteligência das pessoas é um grande erro na política”, de acordo com o governador.

Sobre as fraudes nas licitações de trens, Alckmin afirmou que “cartel é um fenômeno econômico. O governo é vítima. O governo já processou [as empresas acusadas de formação de cartel] e vai exigir o ressarcimento das empresas”.

(Folhapress)

sábado, 5 de julho de 2014

Lula fla outra vez como candidato e FHC segue sendo sua referência

FHC ‘desmantelou instrumentos de combate à corrupção’, diz Lula


Embora disse que nuca mais se referiria ao governo do FHC, que sua comparação deveria ser com ele mesmo. Mas volta à campanha para reeleger Dilma e Padilha.  


CURITIBA - O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso “desmantelou instrumentos de combate à corrupção” em sua gestão (1995/2002). Lula fez a acusação durante discurso na abertura da campanha eleitoral da senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) ao governo estadual, em Curitiba.

“Eu queria que vocês [os presentes ao discurso] estudassem todos os governos anteriores ao meu, e se fizeram 50% do que fiz em termos de criar instrumentos de combate à corrupção”, afirmou ele.

Em seguida, Lula disse que “o governo anterior” ao dele tomou como primeira iniciativa “o Decreto 1376/95, que extinguiu a comissão geral de investigação criada pelo governo anterior [Itamar Franco]”.

Lula prosseguiu dizendo que, “depois, nomearam o engavetador-geral da República e engavetaram os casos Sivam, Pasta Rosa e a compra de votos, num total de 459 inquéritos criminais, sendo quatro contra o próprio FHC”.

O termo engavetador-geral da República usado por Lula fez alusão ao ex-procurador-geral Geraldo Brindeiro, assim denominado por seus adversários à época.
Por César Felício | Valor

sexta-feira, 4 de julho de 2014

Seleção da Argentina joga em Brasília neste sábado e Messi é homenageado em ônibus

Ônibus de Brasília faz homenagem a Messi e motorista quer mostrar foto ao jogador











O funcionário público Paulo Santos, de 29 anos, colou em um ônibus usado para realizar festas infantis com games, adesivos com as imagens dos jogadores Lionel Messi, que joga na Argentina, e Cristiano Ronaldo, que jogou por Portugal, nesta Copa do Mundo. Os adesivos são de 2,2 metros de altura e foram colados para homenagear os jogadores, que segundo Paulo, são os melhores do mundo.

A ideia de homenagear os atlestampando adesivos com as imagens no ônibus surgiu em dezembro de 2013.

— Colei em 2013 quando comecei a trabalhar com o ônibus de game e, coincidiu, dos dois jogadores atuarem durante o Mundial aqui em Brasília. Quando Cristiano veio eu estava em outro estado e não consegui organizar nada, mas agora - para o jogo de Messi deste sábado (5) - estou planejando algumas coisas, comenta Paulo.

Leia mais notícias no R7 DF

O funcionário público conta que está finalizando um planejamento, para tentar mostrar aos jogadores que estarão no Estádio Nacional, incluive Messi, neste sábado (5), os adesivos que estão colados no ônibus. Ele pretende ir até a Base Aérea, onde os jogadores da Argentina desembarcam, deseja estacionar o automóvel em frente ao hotel que Messi estará hospedado, na esperança que o jogador veja o ônibus.

Além das tentativas de exibir sua ideia para os jogadores, Paulo já pensou no que fazer para o jogo deste sábado (5), onde Argentina enfrentará a Bélgica.

— No dia do jogo vamos procurar um local nas proximidades do estádio e ligar uma TV fora do ônibus para assistir ao jogo. Messi e Cristiano Ronaldo são referência de futebol para as crianças, finaliza referindo-se aos jogadores preferidos pelas crianças nos games do ônibus.

Burrice pouca e bobagem


Quem fala que o Brasil é um dos países que mais cresce deve pensar em qualquer item, menos no PIB. Juros!! 







quinta-feira, 3 de julho de 2014

Pará paga a conta, diz secretária da SEICOM

Em extraordinária matéria do Jornal "O Liberal" A Secretária da SEICOM aponta importantes análises sobre o papel que desempenha o Estado do Pará no equilíbrio das contas do Brasil. 













Foto arquivo SEICOM/2014 







terça-feira, 1 de julho de 2014

Vida de Secretária não é fácil

A Secretária de Indústria, Comércio e Mineração,  Maria Amélia Enríquez viajando de carro para participar de agenda do Governo do Estado em Marabá, assim in locus constata o estado em que se encontra a reconstrução da ponte de Moju. 


21:50 ainda na Estrada....

23:50 chegando em Marabá.



Foto/ Elíelton Amador

Foto/ Elíelton Amador

Foto/ Elíelton Amador

Foto / Ma. Amélia Enríquez

Foto / Ma. Amélia Enríquez

Hoje uma onça vai beber água




Na Agência de Inovação Tecnológica da UFPA lançado Prêmio Benchimol da Amazônia


Abertas inscrições para prêmios de incentivo ao empreendedorismo

São os prêmios Professor Samuel Benchimol e Banco da Amazônia.
O edital é aberto e contempla com o valor de R$ 65 mil por categoria.



Do G1 Pará e www.universitec.ufpa.br 
Prof. José Rincon Ferreira Coordenador do Prêmio 
Inscrições abertas para os Prêmios Professor Samuel Benchimol e Banco da Amazônia de Empreendedorismo Consciente, que têm o objetivo de promover a reflexão sobre as perspectivas econômicas, tecnológicas, ambientais, sociais e o empreendedorismo voltado para o desenvolvimento da Amazônia - com inovação voltada para a sustentabilidade da região. O edital é aberto e contempla com o valor de R$ 65 mil por categoria.

“O objetivo principal é estimular e premiar projetos de inovação ou empreendedorismo. É também reconhecer a importância do trabalho desenvolvido na região”, destaca José Rincon Ferreira, coordenador do Prêmio Professor Samuel Benchimol desde o seu lançamento – há 11 anos. O edição deste ano foi lançado no auditório da Universitec, a Agência de Inovação Tecnológica da UFPA.

Emanuel Adilson Souza Serrão, membro da comissão, também reforçou o benefício da participação. “As propostas são importantíssimas e participar e divulgar é altamente significativo. Só a participação no prêmio já dá visibilidade, um salto qualitativo de retorno e o respaldo de que se está no caminho certo. No âmbito da universidade, é interessante concorrer e apresentar propostas, trocar informações e interagir”.

A UFPA, por meio da Universitec, faz parte da comissão julgadora - que atualmente tem 35 membros - devido a sua importância em difundir, estimular e apoiar no empreendedorismo. “O Banco da Amazônia tem contribuído para realinhar a cultura do empreendedorismo com inovação pautada na sustentabilidade, e o prêmio vem com a mesma proposta. Isso tem tudo a ver com a Universitec, que é a célula propulsora da inovação da região”, explicou o gerente de Programas Governamentais do Banco da Amazônia, Oduval Lobato Neto.

Em média, por edição, são submetidas 400 propostas anuais e a UFPA tem uma participação expressiva da comunidade acadêmica, inclusive alguns premiados. São principalmente pesquisadores e empresas incubadas pelo programa de Incubação de Empresas de Base Tecnológica (PIEBT), como a Amazon Dreams, Sianz e Chamma da Amazônia – citadas como exemplo por Rincon Ferreira.

Conheça as categorias

Prêmio Professor Samuel Benchimol
Projetos de Natureza Ambiental: contempla projetos que tenham o objetivo de mostrar como ambiente pode ser utilizado de forma racional e responsável.

Projetos de Natureza Econômico-Tecnológica: contempla projetos que tenham o objetivo de incentivar a realização de projetos que beneficiem a economia regional e as estruturas produtivas da Amazônia durante ou após a sua execução, a realização de projetos econômicos que aproveitem comercialmente o uso sustentável da biodiversidade da Amazônia, promovendo a conservação da floresta.

Projetos de Natureza Social: contempla projetos que tenham impacto positivo no tecido social, gerando externalidades que melhorem as condições e a qualidade de vida da população amazônica.

Personalidade Amazônica: Agracia personalidades do meio amazônico, que se destacam em ações de desenvolvimento sustentável.

Prêmio Banco da Amazônia de Empreendedorismo Consciente
Empreendedorismo Consciente: incentiva a concepção de soluções criativas, inovadoras e estratégicas, conciliando os aspectos econômico, social e ecológico.

Suporte ao Desenvolvimento Regional: incentiva a realização de projetos que estimulem a criação de empresas na Região Amazônica, com estratégias inovadoras de atuação.

Empresa na Amazônia: premia empresas que sejam importantes no fortalecimento de cadeias produtivas.

Serviço
Os prêmios são instituídos pelo Ministério do Desenvolvimento Indústria e Comércio Exterior – MDIC, em parceria com a Confederação Nacional da Indústria – CNI, o SEBRAE Nacional, o Banco da Amazônia, entre outros. As inscrições podem ser submetidas até o dia 5 de setembro pelo site:www.amazonia.mdic.gov.br

Tiro pela culatra

Partido de Maluf abandona Padilha para apoiar Skaf em SP


O presidente nacional do PP, senador Ciro Nogueira, confirmou nesta segunda-feira, 30, ao Broadcast Político, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado, que foi comunicado que o diretório estadual da legenda apoiará a candidatura de Paulo Skaf (PMDB) ao governo paulista.

Segundo Nogueira, foi o próprio presidente estadual do partido, deputado Paulo Maluf, quem avisou sobre a mudança.

O presidente não soube dizer, porém, qual será o posto ocupado pelo PP na chapa peemedebista.

"Não conversamos sobre isso, até porque eu sou contra (aliança com o PMDB)", disse Nogueira.

O apoio do PP paulista a Skaf é uma reviravolta na relação entre a legenda e o candidato Alexandre Padilha (PT).

O presidente estadual da legenda, deputado Paulo Maluf, chegou a declarar publicamente o apoio a Padilha em um encontro entre dirigentes das duas siglas, no dia 30 de maio.

Na ocasião, Maluf chegou a dizer que repetiria com Padilha a foto da campanha de 2012, com o então candidato à prefeitura, Fernando Haddad, e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

No mesmo evento, Padilha disse que a relação do PP com o PT em São Paulo era sólida.

segunda-feira, 30 de junho de 2014

Aloysio, o vice de Aécio, foi guerrilheiro importante na ALN de Marighella

O senador Aloysio Nunes Ferreira Filho, anunciado hoje como candidato a vice-presidente na chapa de Aécio Neves, foi um militante importante da Ação Libertadora Nacional.




A ALN foi a maior organização armada no combate à ditadura instaurada no Brasil em 1964. Seus líderes eram o ex-deputado Carlos Marighella, fuzilado em 1969, e o jornalista Joaquim Câmara Ferreira, morto na tortura em 1970.

O jovem Aloysio migrou do Partido Comunista Brasileiro, do qual Marighella havia sido um dos dirigentes, para a ALN.

Universitário, presidiu o prestigiado Centro Acadêmico XI de Agosto, da Faculdade de Direito da USP.

Na célebre instituição de ensino do Largo São Francisco, estudaram mais de dez guerrilheiros da ALN que integraram grupos de fogo comandados por um técnico em mecânica (Marcos Antonio Braz de Carvalho) e um operário (Virgílio Gomes da Silva).

Aloysio é mencionado em sete páginas do meu livro “Marighella – O guerrilheiro que incendiou o mundo'' (Companhia das Letras).

É impossível conhecer a trajetória do senador ignorando seus tempos de luta armada.

Ele participou em agosto de 1968 do legendário assalto ao trem pagador Santos-Jundiaí. Dirigiu um dos carros em que os guerrilheiros que entraram no trem fugiram em seguida. Portava uma carabina. Coube a Aloysio levar o dinheiro arrecadado, como conto em detalhes na biografia de Marighella.

Era com Aloysio que Marighella viajava quando soube que o congresso da União Nacional dos Estudantes havia sido descoberto em Ibiúna (SP), resultando em centenas de presos.

Outra função de Aloysio era transportar Marighella _o líder da ALN não sabia dirigir.

Até hoje seus detratores pensam desqualificá-lo apresentando-o como “o motorista de Marighella''.

Em outubro de 1968, Aloysio esteve na ação que resultou no roubo de um carro-pagador da Massey Ferguson.

Em 1969, Aloysio mudou-se para Paris, onde se transformou no principal quadro da logística da ALN na Europa.

Na década de 1970, ele regressou para o PCB, do qual sairia para o PMDB e, mais tarde, para o PSDB, partido no qual milita hoje.

O senador considera que a guerrilha foi um erro.

Mas nunca se declarou “arrependido'' das lutas que travou contra a ditadura.

Que eu saiba, há ex-militantes da ALN em oito agremiações: PT (a maioria expressiva), PSDB, PDT, PSB, PV, PSOL, PPS e PTB.

Dilma Rousseff, que postula a reeleição, militou em organizações guerrilheiras, mas não na ALN.

A presidente e seus companheiros afirmam que a jovem Dilma não participou de ações armadas, versão reforçada pela documentação histórica conhecida.


Mário Magalhães/UOL

FOLHA ataca de novo





sábado, 28 de junho de 2014

Secretária da SEICOM, assessores de imprensa e técnicos da Secretaria visitam Jornal "O Liberal"

Visita protocolar que durou mais de duas horas de conversa sobre temas diversos. Entretanto o que predominou foi o desenvolvimento do Pará, o Plano de Mineração e as enormes possibilidades do Estado continuar o caminho de desenvolvimento sustentável. 


Fonte: O Liberal 

quarta-feira, 25 de junho de 2014

Le Monde: Improvisação e simpatia salvam a Copa do Mundo no Brasil



Improvisação, alegria, paixão pelo futebol e simpatia
formam as condições ideais para a aparição do "milagre brasileiro" durante a Copa do Mundo, de acordo com reportagem publicada nesta segunda-feira pelo jornal francês "Le Monde".

Se a perspectiva para o Mundial era o caos, com manifestações violentas, infraestrutura do país em colapso e ameaças de revolta contra a entidade que organiza o evento - a Fifa -, o desdobramento dos fatos se mostrou amplamente favorável à competição.

"Chame-o de milagre brasileiro. Há três meses, vários problemas e temores cercavam a realização da Copa do Mundo no Brasil: estádios inacabados ficariam vazios, movimentos sociais atrapalhariam a realização do evento, o transporte público provocaria o caos (...) As preocupações parecem ter desaparecido com o início da cerimônia de abertura. Depois de pouco mais de uma semana de competição, a catástrofe anunciada não ocorreu", afirma a publicação.

O jornal lembra que há problemas estruturais no Brasil da Copa, mas que o bom humor e a receptividade do brasileiro compensam. Se por um lado a rede telefônica falha, turistas são recebidos com sorrisos. Se o engarrafamento é inevitável, o estrangeiro poderá entrar no clima da competição ao observar as ruas pintadas de verde e amarelo. Além disso, a presença e a festa nos estádios é animadora.

A reportagem cita alguns exemplos de falhas na organização do evento, como fios desencapados em estádios, invasão de torcedores chilenos e argentinos no Maracanã e as filas intermináveis para os torcedores adentrarem as arenas. Até Pelé, que não acompanhava um jogo de futebol pelo rádio desde 1950, foi prejudicado pelo estrangulamento do tráfico viário: preso em um engarrafamento em São Paulo, só conseguiu assistir na TV o segundo tempo do jogo do Brasil contra o México.

"Antes do início da Copa, um dos líderes do comitê organizador respondeu às críticas sobre a organização do evento: 'Na pior das hipóteses, vamos improvisar'. Não sem sucesso. É o milagre brasileiro", diz a reportagem.

segunda-feira, 23 de junho de 2014

Do lado da Presidenta Dilma, Sarney é vaiado no Amapá

Sarney é vaiado no Amapá em entrega do Minha Casa, Minha Vida


MACAPÁ - Em um ato repleto de apoiadores do governador do Amapá, Camilo Capiberibe (PSB), para entrega de unidades habitacionais do Minha Casa Minha Vida, os beneficiários do programa vaiaram o senador José Sarney (PMDB-AP), que vai ser candidato à reeleição neste ano.

A plateia gritou “fora Sarney” por quatro vezes, quando o senador apareceu no telão ao lado da presidente Dilma Rousseff na entrega de uma das casas e, depois, quando foi anunciado para subir ao palco. O coro só não foi maior do que aquele em favor do governador, aos gritos de “Capi” quando Camilo e seu pai, o senador João Capiberibe, tinham os nomes citados ou apareciam no telão.

Uma ala do PT sentada à frente, na parte destinada às autoridades, tentou puxar por seis vezes o coro “olê, olê, olê, olá, Dilma, Dilma”, mas não foi acompanhada pelo resto da plateia.

O PT entra como vice na chapa de Capiberibe, mas, com a decisão de Sarney de concorrer à reeleição, é pressionado pela direção nacional a mudar de lado para apoiar a chapa do pemedebista, que vai ter o ex-governador Waldez Góes (PDT), preso durante a campanha de 2010, candidato novamente ao governo.
Por Raphael Di Cunto | Valor

domingo, 22 de junho de 2014

Em bom português. Isso é para todo mundo ouvir!


“Há dois caminhos a serem seguidos quando um projeto tão promissor como o liderado pelo governador (Simão Jatene) começa a sofrer ameaças: ou você atira pedras ou você apoia.

Em bom português. Isso é para todo mundo ouvir!



Mais de mil pessoas, entre elas 11 prefeitos do sul do Pará, participaram na noite de ontem, 20, do anúncio da coligação entre os partidos PSC e PSDB, pela qual o deputado federal Zequinha Marinho (PSC) compõe como vice a chapa liderada por Simão Jatene, pré-candidato à reeleição pelo PSDB. O evento também reuniu dezenas de vereadores, vice-prefeitos, ex-prefeitos e lideranças comunitárias e líderes religiosos de todos os 20 municípios da região, realizado numa sede particular no município de Xinguara.


A aliança entre o PSDB e o PSC foi a responsável por reunir uma diversidade tão grande de políticos e representantes de diferentes segmentos sociais. Até mesmo membros de partidos adversários na atual conjuntura política paraense compareceram ao local para cumprimentar o governador Simão Jatene, que chegou ao evento na companhia do deputado federal Wandenkolk Gonçalves, do senador Flexa Ribeiro e do vice-governador Helenilson Pontes. “Há quem pense que trata-se de um convite recente, mas na verdade este mesmo convite já havia sido feito muito antes, o que mostra ser o meu apreço, respeito e consideração pelo sul do Pará antigo e recorrente”, falou Jatene em seu pronunciamento.


O deputado federal Zequinha Marinho mostrou-se entusiasmado e confiante com a aliança. “Há dois caminhos a serem seguidos quando um projeto tão promissor como o liderado pelo governador (Simão Jatene) começa a sofrer ameaças: ou você atira pedras ou você apoia. E nós, do PSC, resolvemos apoiar com unhas e dentes para que o desenvolvimento do Estado permaneça no caminho certo”, destacou, durante o pronunciamento, Marinho.


O Liberal. 22/06/2014 


SEICOM. Ações estratégicas para o desenvolvimento do Pará - "Nossos únicos inimigos são a pobreza e desigualdade". SIMÃO JATENE


Agenda positiva ressalta importância de agregação de valor na cadeia produtiva e promoção do empreendedorismo. 



Fonte: SEICOM/PARÁ 

sábado, 21 de junho de 2014

Lema do PT: Dilma vai mudar porque deu certo




Engolfada por uma onda de impopularidade, a pior que seu governo já enfrentou, Dilma Rousseff é relançada à Presidência como a mudança de si mesma. Lula e o PT informam que o primeiro mandato de Dilma deu muito certo. Deu tão certo que terá de mudar. A única crise que o país enfrenta é de semântica. Mas isso será rapidamente solucionado quando João Santana puder explicar na propaganda eleitoral o que é “dar certo”.

O povo anda meio irascível. Ouvida pelos institutos de pesquisa, mais de 70% da sociedade cobra mudanças. Lula e o PT avaliam que a sociedade está correta, muito correta, corretíssima. O que está errado é o mau humor da sociedade. A irritação da sociedade só existe porque a elite e a mídia golpista desinformam o país. Logo, logo João Santana revelará toda a verdade: depois que Lula e Dilma inventaram a felicidade, a sociedade exige ficar ainda mais feliz.

A reeleição de Dilma é o passaporte para a felicidade, informam Lula e o PT. A satisfação plena pode ser apalpada no slogan da campanha: “Mais Mudanças, Mais Futuro”. Ah, o futuro! Um espaço impreciso que a propaganda se encarregará de tornar concreto. Grande sacada do João Santana! No futuro cabe tudo. O futuro não pode ser cobrado. O futuro não pode ser conferido.

Os pessimistas decerto perguntarão: que fim levou 2011, futuro de 2010? E 2012, futuro de 2011? E 2013, futuro de 2012? E o que será de 2014, ainda tão presente e já premido pela visão do pretérito passando? Lula e o PT, otimistas a mais não poder, respondem: com Dilma, a sociedade não perde por esperar. Ganha. No momento, a sociedade flerta com a alternância do poder. Mas João Santana demonstrará que é tolice fixar um prazo para a felicidade. Vem aí Lula-2018.

Josias de Souza




PT oficializa candidatura de Lindbergh Farias ao governo do Rio e apoio a Romário ao Senado pelo PSB



RIO - Sem a presença do candidato Lindbergh Farias, o PT do Rio encerrou na manhã desta sexta-feira a convenção regional que ratifica a candidatura do senador ao governo do Estado. O evento durou menos de 10 minutos e aconteceu no auditório da sede do partido, com cerca de 50 lugares, a porta fechadas, sob a liderança do presidente regional, Washington Quaquá.

Além de Lindbergh, não estavam presentes lideranças regionais, como a ex-governadora e deputada Benedita da Silva e o vice-prefeito Adilson Pires, coordenador regional da campanha à reeleição da presidente Dilma Rousseff no Estado. A imprensa foi convidada a aguardar do lado de fora do auditório.

A indicação de vaga para o Senado para o deputado e ex-jogador Romário, que é do PSB, foi aprovada na convenção do PT e a expectativa é que Lindbergh irá ao PSB para confirmar o convite no início da tarde. A convenção do PSB do Rio é neste fim de semana.

O PT do Rio está dividido entre a candidatura própria e o apoio ao PMDB do governador Luiz Fernando Pezão, também candidato.


(Renata Batista | Valor )

PT. Nosso olhar não é a aldeia, é a eleição presidencial


Aqui somos aldeia....

PT deve fechar alianças com partidos de oposição

BRASÍLIA - A Executiva Nacional do PT irá decidir na próxima quinta-feira sobre coligações regionais de última hora do partido para este ano. O PT poderá fechar alianças com candidatos de partidos que fazem oposição no plano nacional.

Já está praticamente definido o apoio petista à candidatura ao Senado do deputado Romário (PSB), que em troca apoiaria formalmente a candidatura ao governo do Rio de Janeiro do senador Lindbergh Faria (PT). A atual candidata a vice na chapa de Lindbergh, a deputada Jandira Feghali (PCdoB), deverá se candidatar a um novo mandato na Câmara.

No Pará, o PT discute a entrada do DEM na chapa majoritária indicando um candidato a vice para o pemedebista Helder Barbalho, candidato a governador. A sigla poderá apoiar candidatos do PV em Tocantins e Sergipe.

“Nosso olhar não é a aldeia, é a eleição presidencial e compor com partidos que tem outro candidato a presidente em alguns estados converge para isso”, disse o deputado estadual Durval Angelo (MG), que participou nesta sexta-feira da reunião do Diretório Nacional do PT em Brasília.

A Executiva Nacional deverá ainda intervir na formação de alianças no Amapá e no Maranhão, para forçar o apoio local ao PMDB do senador José Sarney (AP) e seus aliados. O partido cogita lançar candidatura própria ao governo no Espírito Santo, já que o ex-governador Paulo Hartung (PMDB), que era o cabeça de chapa, demonstra maior interesse em disputar um novo mandato ao Senado. Também serão arbitradas alianças no Rio Grande do Norte, Amazonas, Rondônia e Alagoas.

(César Felício e Cristiano Zaia | Valor)

“Se em 2002 a esperança venceu o medo, desta vez a verdade vai vencer a mentira e a desinformação”


Se existe desinformação não é culpa da oposição. Resulta cômico terceirizar a responsabilidade sobre a informação, como se fosse a oposição que governasse. 



BRASÍLIA  -   - A presidente Dilma Rousseff afirmou, logo após ser proclamada candidata à reeleição por aclamação pelo PT, que “o Brasil quer seguir mudando, pelas mãos daqueles que já provaram que tem capacidade de transformar”. Com queda na aprovação popular, Dilma inicia a campanha tentando dividir com a oposição o desejo de mudança já manifestado pelo eleitorado em pesquisas de opinião. O tom do discurso de Dilma foi belicoso. “Se em 2002 a esperança venceu o medo, desta vez a verdade vai vencer a mentira e a desinformação”, afirmou. 

Dilma disse que governou em um cenário de crise econômica internacional, que semeou nos países “uma avassaladora desesperança”, da qual o Brasil teria escapado. “O Brasil soube defender como poucos países o que é mais importante: o emprego e o salário do trabalhador”. A presidente definiu como “completamente desastrosa” as políticas de ajuste fiscal, alta de juros e privatizações que foram adotadas por “eles”, em uma referência ao governo de Fernando Henrique Cardoso (1995-2002). 

A presidente afirmou que a Petrobras está fortalecida e citou como realizações o modelo de partilha do pré-Sal, as políticas de cotas raciais, os programas de ensino técnico (Pronatec) e o programa Mais Médicos. “Não fui eleita para trair a confiança do meu povo e para arrochar o salário do trabalhador. Não fui eleita para vender o patrimônio público e colocar de novo o país de joelhos. Esta não é minha receita”, disse. 
Por César Felicio e Raymundo Costa | Valor



quarta-feira, 18 de junho de 2014

A verdadeira ROJA é Chile!








O 10% não deu





Mensalão volta a assombrar o PT


A três meses e meio da eleição, dirigentes do PT avaliam que nunca antes, desde 2005, os efeitos do mensalão se fizeram sentir sobre o partido como agora, nas eleições de 2014. A situação é atribuída sobretudo ao desgaste produzido pelo julgamento da Ação Penal 470, entre agosto e dezembro de 2012.

Foram 53 sessões do Supremo Tribunal Federal (STF), transmitidas ao vivo pela televisão, que expuseram as vísceras do PT e do governo Lula. Em 2013 foram à pauta os embargos infringentes, sem tanta audiência quanto o julgamento da AP 470, mas o bastante para enxovalhar a imagem do partido mais popular do país. Dirigentes históricos foram presos.

Nas duas eleições realizadas desde então (2006 e 2010), Luiz Inácio Lula da Silva foi reeleito e elegeu Dilma Rousseff sucessora. Ambas decididas no segundo turno. Os efeitos do mensalão foram moderados na eleição para a Câmara, em 2006 - o partido caiu de 91 para 83 deputados, mas se manteve entre os grandes da Câmara.

Partido avalia que só agora sente efeitos da Ação Penal 470

No período que antecedeu o julgamento da AP 470 - a ação do mensalão -, a direção do PT bem que tentou transformar o escândalo numa página virada. Acabou aprisionada no discurso de que os acusados de participar do esquema tiveram um julgamento político. Não funcionou.

Prova disso é que o presidente do STF e relator da AP 470, Joaquim Barbosa, tocaiado pelo PT durante todo o julgamento, é o segundo mais influente cabo eleitoral do país. Segundo a última pesquisa Datafolha, 36% dos entrevistados responderam que votariam num candidato indicado por Lula, enquanto 26% apoiariam um nome apoiado por Barbosa - a ex-senadora Marina Silva (PSB, ligada ao Rede Sustentabilidade) ficou em terceiro com 18%.

Em algum momento do processo eleitoral de 2014, o PT julgou que poderia eleger uma superbancada para a Câmara dos Deputados. Houve quem falasse em 130 deputados federais. Mas isso foi antes de junho de 2013, quando a presidente Dilma ainda sustentava índices de aprovação na casa dos 57%.

Na esteira do mensalão, o PT perdeu alguns de seus principais puxadores de votos, como José Dirceu, João Paulo Cunha e José Genoino, em São Paulo. O partido agora aposta no ex-presidente do Corinthians, Andrés Sanchez, para puxar votos no Estado. Mas por enquanto ele é apenas isso mesmo: uma aposta.

Com a queda de Dilma nas pesquisas e Lula no banco de reservas, cada vez com menos chances de entrar em campo no lugar da presidente, o PT se articulou para construir pelo menos uma fortaleza em um dos três maiores colégios eleitorais do país: São Paulo, Minas Gerais e Rio. Se perder a eleição presidencial, o governo de um desses três Estados será importante para a reestruturação do partido. Basta lembrar que São Paulo e Minas é que asseguraram a sobrevivência do PSDB, nesses quase 12 anos de exílio do governo federal.

Não é à toa que o PT comprou uma briga com o PMDB, no Rio de Janeiro. Pelas pesquisas conhecidas, o senador Lindbergh Farias tem hoje tanta possibilidade de se eleger para o governo do Estado quanto seus principais adversários do PMDB (Luiz Fernando Pezão) e do PDT (Anthony Garotinho). Mas quando Lula abraçou o nome de Lindbergh, no ano passado, o PT tinha uma expectativa mais otimista em relação à candidatura do ex-presidente da UNE.

A avaliação sobre as possibilidades de Alexandre Padilha, na disputa pelo governo de São Paulo, também já foi melhor. Ele corre o risco o até de ser largado ao mar, se Paulo Skaf comprovar que pode ser o nome dos partidos aliados no segundo turno.

Em nenhum Estado o PT é o grande favorito. A exceção é Minas, o único dos três maiores colégios eleitorais em que lidera as pesquisas. O que não deixa o PT mais otimista em relação ao futuro de seu candidato, o ex-ministro Fernando Pimentel. Natural. Em Minas, o apoio de Aécio Neves (PSDB) tem tudo para ser decisivo na eleição para o governo.

Dilma foi muito pressionada por uma parte do PT a prestar solidariedade aos réus do mensalão, mas manteve-se à distância, baseada nas pesquisas. Entre partidos aliados do governo, avalia-se que o PT também "puxa" Dilma para baixo, nas pesquisas.

O mensalão é só o eixo. Há o escândalo envolvendo a Petrobras, mais recente, e outros que só agregaram valor à associação feita da imagem do PT com a corrupção. De Erenice Guerra, acusada de tráfico de influência quando Dilma ainda era candidata, ao deputado André Vargas (PT-PR), que não consegue explicar sua relação com o doleiro Alberto Youssef, passando pelas consultorias do ex-ministro Antonio Palocci.

A direção do PT já se deu conta do estrago que o tema corrupção, um dos estandartes das manifestações de junho passado, pode representar nas eleições. A palavra de ordem de Lula é para o partido é dar respostas imediatas às denúncias, como aconteceu recentemente com o deputado André Vargas, "convidado" a se desfiliar do partido (O PT fez isso com Delúbio Soares, no escândalo do mensalão, mas depois readmitiu o seu ex-tesoureiro). Luiz Moura (PT-SP), flagrado numa reunião com um integrante da facção criminosa PCC, foi suspenso.

A questão da corrupção, parece ser mais latente em São Paulo, onde o partido enfrenta outros problemas, como a rejeição à administração do prefeito Fernando Haddad. Impressionam os índices de São Paulo, medidos pelo Datafolha. O secretário-geral do PSD, Saulo Queiroz, ficou particularmente intrigado com as simulações de segundo turno. Dilma perde até para Eduardo Campos, por 43% a 34%. "Estes números não teriam grande significado se na lista de primeiro turno a disputa trouxesse uma informação de razoável equilíbrio", analisa. "Não foi o caso. Na lista plena Campos teve apenas 6% de indicação".

O senador Aécio Neves (PSDB), o candidato no encalço de Dilma, já tenta tirar proveito dessa situação. Numa comparação de sua candidatura com a de Eduardo Campos, o tucano disse que ele é o "adversário histórico do PT". Campos, até bem pouco tempo, convivia sob o mesmo teto com Lula e a presidente Dilma.

Raymundo Costa é repórter especial de Política, em Brasília. Escreve às terças-feiras

E-mail: raymundo.costa@valor.com.br

segunda-feira, 16 de junho de 2014

Marina critica coligações a 6 dias de selar aliança PSB-PSDB em SP




“Não estou nem aí”

Barbosa sobre debate de cotas no Judiciário


BRASILIA - Após sua última sessão como presidente do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), o ministro Joaquim Ba rbosa, que também preside o Supremo Tribunal Federal (STF), disse não estar “nem aí” sobre a continuidade de uma discussão sobre cotas para negros e índios no Judiciário - assunto que entrou em pauta na sessão desta segunda-feira com uma pesquisa sobre os juízes brasileiros.

“Não sei e estou de saída. Es ist mir ganz egal (em tradução livre do alemão, ‘para mim, tanto faz’). Não estou nem aí”, declarou o ministro, batendo as mãos uma contra a outra, em gesto de indiferença. A resposta ocorreu ao ser indagado se o primeiro Censo do Judiciário, divulgado nesta segunda-feira pelo CNJ, poderia resultar em políticas de cotas para negros e índios nos tribunais brasileiros.

A pesquisa mostrou que apenas 1,4% dos juízes brasileiros são negros e 0,1% indígenas. Outros 14% declararam-se pardos e 82,8%, brancos. O censo foi feito justamente para embasar um pedido de providências sobre cotas no Judiciário.

Barbosa também se recusou a fazer um balanço sobre sua gestão à frente do CNJ. Segundo ele, há balanços de ordem financeira, orçamentária, administrativa e disciplinar. “Infelizmente vocês nunca querem saber”, disse a jornalistas ao deixar sua última sessão como presidente. Barbosa se aposenta como ministro do STF no fim de junho.

Por Maíra Magro | Valor

sábado, 14 de junho de 2014

No maior colégio eleitoral do Brasil aliança PMDB/PT melou.


PMDB oficializa a candidatura de Paulo Skaf ao governo de São Paulo



SÃO PAULO - O PMDB homologou no início da tarde deste sábado a candidatura de Paulo Skaf ao governo do Estado de São Paulo.
Foram 599 votos no total, com 596 votos a favor da chapa de Paulo Skaf para governador e três votos em branco. De acordo com a organização, 8 mil pessoas passaram pela convenção desde o início da votação, às 8 da manhã.

Segundo Paulo Skaf, presidente licenciado da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) há uma “mudança de polarização” entre as forças políticas paulistas após 20 anos.

O candidato do PMDB ao governo de São Paulo disse ser natural que o governador Geraldo Alckmin, do PSDB, esteja em primeiro nas pesquisas. Mas Skaf ressaltou a mudança de foco dos eleitores em relação às legendas, com o PMDB na briga direta pelo posto no lugar do PT, ao se referir às recentes sondagens que o colocam em segundo lugar na preferência do eleitorado.

Segundo o peemedebista, a campanha tem três meses para definir o quadro e levar o pleito a um segundo turno. Perguntado sobre as adesões de outros partidos, Skaf citou o Pros e o PDT e disse aguardar novas alianças.

Quebra de tradição

Em seu primeiro discurso como candidato do PMDB ao governo do Estado de São Paulo, Skaf afirmou que o partido “quebra uma tradição”. O candidato se refere à possibilidade de o PMDB enfrentar o PSDB nas próximas eleições, no lugar do PT. “A história nova já começou”, disse.

Skaf centrou o discurso na defesa das áreas de educação, saúde, segurança e transporte público. Afirmou que “sonha” em ter escolas em que as crianças aprendam e os professores sejam valorizados e que a educação seja referência internacional.

“Que o povo sinta segurança e seja respeitado quando precisar de atendimento médico”, disse. Em relação às obras do Metrô de São Paulo, “Não queremos 1,5 quilômetro por ano, queremos 70 quilômetros, que foram feitos em quatro décadas, em quatro anos”, disse.

Por Flavia Lima | Valor



quarta-feira, 11 de junho de 2014

Discurso histórico


Discurso do Cristovam Buarque na convenção do PDT com com a posição contraria à chapa PT-PMDB em 2014.




COMPANHEIRAS E COMPANHEIROS BRIZOLISTAS

Hoje, é um dia em que já não cabem propostas.
Estamos aqui para ratificar uma decisão já tomada pelo Partido desde o final de 2006, quando aceitamos trocar nossas propostas e nosso ideário por um ministério no governo recém-eleito e contra o qual vínhamos fazendo oposição desde o tempo de Brizola. Nestes quase dez anos, a decisão de continuar no governo foi mantida todos os dias. Atravessamos os escândalos no governo, inclusive no nosso ministério, sem uma crítica, uma autocrítica, nem ao menos uma análise sobre o que acontecia no País, no governo e em nosso partido. Assistimos a timidez das políticas sem oferecer propostas mais ousadas.
Ninguém pode negar avanços sociais e econômicos ao longo deste período. Mas não deveríamos deixar passar os equívocos, por omissão e por ação. Apesar de avanços no número de alunos no ensino superior fechamos os olhos à falta de prioridade à educação de base; não podemos deixar de elogiar programa como “mais médicos”, mas criticando o caos na saúde pública; tínhamos obrigação de denunciar a corrupção; não podíamos nos calar diante do desastre criado pelo aparelhamento de nossas estatais, especialmente da Petrobrás, símbolo do progresso, do potencial e do engenho brasileiro, criada por nosso maior líder que foi Getúlio Vargas; calamos diante da violência nas ruas; assistimos passivamente, arrogantemente, as manifestações do povo nas ruas.
Chegamos a 2014 com o partido entregue ao governo. O povo está nas ruas e nós lutando por um quartinho no fundo do palácio.

Nem ao menos dedicamos um minuto para pensar por que o povo está nas ruas, por que seu descontentamento e o que fazer para o Partido reencontrar sua aliança com o povo e com a história.
Para ficar no governo de hoje, abandonamos a história.
Sobretudo, não estamos levando em conta o esgotamento do atual modelo.
As bases do rumo que o Brasil segue desde 1994 estão esgotadas, enferrujadas.
Por vinte anos baseamos nosso destino na busca do:

- crescimento econômico tradicional,
- do controle da inflação,
- da transferência assistencial de rendas para os mais pobres,
- da democracia parlamentar.

O crescimento tradicional se esgotou.
É irresponsabilidade histórica continuar insistindo no rumo de uma economia baseada na exportação de bens primários e na produção de bens industriais dos anos 50 e 70. Ainda mais, para manter o governo nem tomando decisões muito arriscadas:
- gasta R$ 170 bilhões por ano de incentivos fiscais;
- aceita elevados déficits sistemáticos em conta corrente, além de déficit na balança comercial, o que não acontecia desde 2000;
- comemora o perfil de nosso produto que nada tem da economia do conhecimento que caracteriza o mundo de hoje;
- vê a economia se desindustrializando sem fortalecer um setor de criação de economia do conhecimento;
- incentiva e induz uma economia baseada no aumento do consumo à custa da necessária poupança para a construção do futuro;
- temos uma taxa de poupança interfira 13%, a menor taxa entre os países representativos da economia mundial, provocando o pequeno crescimento do nosso PIB e sacrificando o futuro;
- não consegue domar os juros, nem a inflação;
- temos uma das piores posições do mundo na classificação de competitividade;
- comemora-se sermos o sétimo PIB, já fomos o 5º, sem perceber que per capita estamos em 54ª posição e no Índice de Desenvolvimento Humano em 85º lugar, nosso PIB pode ser grande, mas é velho e mal destribuído.
- nossos preços sobem em taxas que assustam a população, com medo da carestia.
- o mercado de trabalho (bandeira historicamente ligada ao PDT): está aquecido (com taxa de desocupação em 7,1%), mas a qualidade do emprego está muito aquém do que o Brasil precisa.
Os postos de ocupação criados têm baixo salários, implicam em altíssima rotatividade e estão em geral ligados a atividades no setor de serviços (em geral com baixa produtividade). Além disso, há um número muito elevado de pessoas que não procuram emprego: Estima-se que 62,6 milhões de brasileiros estão fora da força de trabalho. São pessoas na idade de trabalhar, mas que não estão ocupadas nem procurando emprego.
A base para a manutenção da estabilidade monetária se esgotou.
Nos últimos anos houve um relaxamento nas âncoras que mantém a estabilidade de preços. Os gastos públicos têm previsões muito preocupantes para o futuro próximo. A âncora cambial se esgota, devido ao seu impacto negativo sobre nossa competitividade internacional. Somos obrigados a elevar taxas de juros. A lei de responsabilidade fiscal vem sendo desrespeitada.
A base das transferências assistenciais está se esgotando.

O programa de bolsas tem um papel fundamental na necessária generosidade para enfrentar a pobreza extrema de milhões de nossos compatriotas excluídos do essencial para a sobrevivência. Mas sem a garantia de escola de qualidade ele virá um programa assistencial, não um programa transformador social. O programa de transferência de renda completa vinte anos desde seu início, com características educacionais, em um governo do PT com a participação do PDT em Brasília; 15 anos desde sua expansão para todo o Brasil. Graças ao governo Lula e Dilma a ampliação permitiu atender praticamente todos que dela precisam. Sem esta ampliação o quadro da pobreza teria continuado da forma assustadora e vergonha-se do passado. Mas esta base social das últimas décadas demonstra esgotamento estrutural pela incapacidade de oferecer uma porta de saída clara e eficiente que faça com que nenhum brasileiro precise mais dela;
O governo não tem sido capaz, nem demonstra compromisso em transformar os “beneficiários de bolsas” em “geradores de renda”.
Vale lembrar, que apesar de seu pequeno custo como proporção do PIB, apenas 0,5%, hoje 76% da receita federal vão para gastos de transferências de renda, no lugar de investimentos para gerar renda. E esta proporção cresce de maneira que nos próximos dez anos o governo estará completamente esgotado em suas finanças, se esta população não migrar da necessidade de bolsa para a geração de renda.

Nossa democracia se mostra não apenas esgotada, mas viciada.

Esgotada pelos vícios da corrupção generalizada em todos os setores da sociedade, muito especialmente no comportamento político:

- com regras eleitorais atreladas ao poder econômico e que dificultam renovação;
- sem estratégia para o longo prazo e viciado no imediatismo;
- sem uma vida partidária, sem identidades ideológica e moral;
- totalmente pragmática e desprogramática;
- com tolerância à corrupção;
- sem uma convivência estável entre os três poderes.

Em consequência, uma democracia desacreditada e desmoralizada como o povo demonstra nas ruas. Vivemos uma guerrilha organizada pelas redes sociais, sem lideranças, sem programas, sem partidos; com manifestações, que unem desiludidos e desesperados, capazes de inviabilizar o bom funcionamento da sociedade e criando um caldeirão propício para tentativas autoritárias, vindas de quem está no poder ou de quem faz oposição; e sem prioridades comprometidas com a transformação social, que deve ser a obrigação de todo partido progressista como o nosso, criado sob a liderança de Brizola.
Companheiros e companheiras, nos últimos meses discute-se qual será o legado a ser deixado pela Copa do Mundo. É cedo para saber se qualquer dos legados prometidos serão cumpridos:
- se os estádios serão pagos pelo setor privado;
- se haverá melhoria substancial na mobilidade social e por que esta melhoria precisava de uma Copa, uma vez que todos os recursos e decisões de investimento são nacionais;
- se haverá uma elevação da renda que compõe os gastos.

Mas, desde já pode-se dizer que um legado da Copa foi a descoberta pelo povo de que além da corrupção no comportamento dos políticos, há também uma corrupção na definição das prioridades, optando-se por investimentos para o presente dos ricos, sem compromissos com as transformações estruturais, sociais, econômicas, culturais que o País precisa para seu futuro e nossa população pobre precisa para ser incluída definitivamente, estruturalmente, sem necessidade de transferência de renda.

O povo descobriu que nós, os políticos e nossos partidos não estamos sintonizados com o espírito das ruas. Apesar disso, ruas não entraram em nossas análises para a decisão que tomaremos nem na definição das prioridades que deveríamos levar ao governo que nos propomos continuar apoiando.

Repito, o poder está nas ruas e nós estamos buscando um quartinho no palácio.

Esgotamento das bases do modelo de desenvolvimento e funcionamento da sociedade e da economia está provocando uma implosão.

O futuro está implodindo no vergonho estado de nossas escolas, mesmo depois de 12 anos de governo do PT e 8 de nossa participação nele. As tentativas de erradicação do analfabetismo e as mudanças na educação de base iniciadas em 2003, inclusive com o programa Escola Ideal para implantação de horário integral pela federalização da educação de base, nos moldes defendidos por Brizola e Darcy, foram interrompidas a partir de 2004. A ideia de um programa de federalização entregue ao governo em Setembro de 2011 nunca foi nem ao menos considerada. O resultado é o aumento no número de analfabetos em 2013 em relação a 2012.
Tudo isso por fazer a opção e definir prioridade pela ampliação do Ensino Superior. O governo Lula e Dilma com programas de cotas e o PROUNI foram capazes de ampliar substancialmente o número de alunos no ensino superior, e mudar o perfil social e racial destes alunos, mas este sucesso se esgota ao esbarrar na fragilidade dos alunos que nele entram depois de um ensino médio insuficiente.

O futuro do País está implodindo nos limites de nossa economia sem poupança, sem capital conhecimento, com excesso de gastos públicos, com dependência de incentivos fiscais, sem possibilidade de reduzir os juros.

O futuro do País está implodindo na necessidade de transferência de renda sem as quais em vez de gerar renda nossa população se mantém na assistência e cai de volta na fome e na miséria, cada vez que a inflação corrói o valor da bolsa.

O futuro de nosso País está implodindo em uma democracia corrupta, corruptora, viciada no imediatismo, sem partidos programáticos, sem políticos atentos e comprometidos com o povo, uma democracia sob suspeição pelo povo.

Está na hora do PDT recuperar os sonhos de sua Fundação, reler o que dizia Brizola e os demais líderes históricos e apresentar um programa para o futuro do Brasil. A proposta apresentada pelo PDT na campanha presidencial de 2006, sob o titulo de “A Revolução pela Educação – Como Fazer!”, poderia ser a base para uma revisão que permitisse ao partido ter um programa para o futuro. O ideal seria que tivéssemos um candidato a presidente, o que propus com a tranquilidade de quem há seis meses disse que não aceitaria ser este candidato. Mas, se não escolhesse um candidato próprio, que ao menos cumpríssemos nossa obrigação com o País e o nosso povo entregando aos candidatos as nossas propostas alternativas transformadoras. A análise destes tempos vai nos acusar de termos perdido o vigor transformador que caracterizou nossa fundação e nossa política até recentemente.

Ouvi a algumas semanas do presidente Lupi que é muito difícil sair de um governo depois que entramos nele e nos acostumamos com cargos. Ele falava mais em relação aos nossos problemas locais, onde os companheiros não aceitam sair dos governos estaduais. Mas, se é difícil sair do governos, muitas vezes é irresponsabilidade continuar neles, escolhendo o silêncio e o apoio cego, humilhado, subordinado e alienado.

O povo está nas ruas, não é hora de silenciar para manter um quartinho no palácio.

Perder a sintonia com o descontentamento das ruas, deixar de apresentar, defender e lutar pelas reformas que o Brasil necessita, fiscal, educacional, industrial, agrícola, política é ignorar os sonhos de Brizola; manter-se na subserviência é não lembrar mais de Brizola; ser apenas um puxadinho de partidos no poder em troca um ministério é romper com Brizola. Como seus herdeiros, não temos este direito.
Sem a liderança do Lupi nos anos seguintes à morte do Brizola, dificilmente o PDT teria sobrevivido, mas se continuar nosso rumo conforme os últimos anos, o PDT não sobreviverá como uma entidade política para fazer as reformas que o País precisa. Além de conservador, será um partido apêndice. Não temos o direito de deixar que isso aconteça.
Mas, as decisões já estão tomadas para 2014, não adianta propor qualquer rumo no lugar do atrelamento. Resta recuperar depois os erros do presente. Olhar para 2018 e os quatro anos que temos até lá. Nos preparando para enfrentar o esgotamento e propor um novo rumo para o País graças a um novo rumo para nosso PDT.
Nunca foi tão importante quanto agora gritar bem alto “Viva Brizola” e fazermos com que este grito seja coerente com nossas posições e lutas, não apenas um grito vazio, sem sintonia com a realidade.
Viva Brizola, viva o PDT.
Cristovam Buarque.