sábado, 24 de novembro de 2012

Leitura obrigatória para a esquerda que ainda vive de ilusão

Nossos Anos Verde-Oliva - 

Roberto Ampuero



Um jovem chileno deixa o seu país em 1974 para escapar da ditadura de Pinochet Alemanha Oriental e em busca de refúgio no comunismo. Lá, ele se apaixona por Margarita, ninguém menos que a filha do comandante Ulysses Cienfuegos,  poderoso embaixador em Moscou de Fidel Castro. Com a seu apoio para deixar Cuba, onde, apenas 90 milhas dos Estados Unidos, a Revolução tinha emergido a partir da vontade das massas. Desde a 'Ilha da Liberdade ", e longe da sombra do regime militar, esperaria porque seu país natal recuperara sua democracia. Mas o socialismo cubano e a ditadura chilena adquiririam rapidamente uma angustiante semelhança. Órfão de ideais políticos, e enquanto no Chile descobre que nada voltaria a ser como tinha sido, vários de seus colegas políticos e familiares se tornam inimigos gradualmente perigosos.

Nossos anos verde-oliva é um testemunho da profunda decepção que substituiu os efeitos animadores da revolução cubana na juventude mundial. Roberto Ampuero narra de forma comovente o que ele viveu durante o tempo em que ele se refugiou na ilha de Fidel, de modo que o livro foi-e ainda é-censurado em Cuba. Em última análise, é um romance sobre fraude política de uma geração de revolucionários em uma fase final da Guerra Fria, quando a renúncia de compromisso político era traição, uma análise crítica dos ideais era mudar de lado, passando para o lado do inimigo, e deixar a utopia poderia significar a morte.

Nossos anos verde-oliva é um romance autobiográfico sobre os anos em que Roberto Ampuero viveu exilado em Cuba, e para onde não pode mais voltar. É, também, um romance sobre a decepção política de uma geração de revolucionários em uma etapa culminante da Guerra Fria, quando a renúncia ao compromisso político era traição, o questionamento dos ideais era passar-se para o lado do inimigo e abandonar a utopia podia significar a morte. Em 1974, um jovem sai de seu país, fugindo da ditadura de Augusto Pinochet, e busca refúgio no comunismo da Alemanha Oriental. Apaixona-se por Margarita, nada menos que a filha do poderoso embaixador de Fidel Castro em Moscou, o comandante Ulises Cienfuegos. Com a ajuda do embaixador, parte para Cuba, onde a revolução havia surgido da vontade das massas. Da “ilha da Liberdade” e longe da sombra do regime militar, espera que seu país natal recupere o caminho democrático. Até que a ilusão acaba.

Nossos Anos Verde-Oliva - Roberto Ampuero


Enem revela abismo na rede de ensino

Avaliação

Alunos da rede privada têm melhor desempenho do que os da pública

Mais uma vez a condição econômica se refletiu no desempenho dos estudantes paraenses no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Somente oito escolas públicas aparecem na lista das cem melhores instituições de ensino do Pará na avaliação realizada no ano passado. Destas, nenhuma é da rede municipal de ensino e apenas duas são estaduais. Os destaques entre as escolas não privadas, são os colégios de aplicação de universidades, escolas técnicas e federais. É o caso da Escola de Ensino Infantil Fundamental e Médio Tenente Rêgo Barros, que assumiu o posto de melhor escola do Estado (era a segunda no ano passado), com média geral de 626,86 pontos. No entanto, a melhor escola do Pará só aparece na 322ª posição no ranking nacional

As notas por escola foram divulgadas ontem pelo Ministério da Educação (MEC). As notas levam em conta as médias obtidas pelos alunos de cada escola que participaram do Enem em cada uma das quatro provas objetivas (ciências humanas, ciências da natureza, linguagens e códigos, e matemática), e também na redação. A média final, no entanto, não leva em conta a nota da redação que, segundo o MEC, usa critérios subjetivos e não utiliza a Teoria de Resposta ao Item (TRI), como as outras provas. Apenas escolas com mais de 50% de participação e o mínimo de 10 alunos foram consideradas, dando um total de 180 escolas no Pará e 10.076 em todo o País.

As outras escolas públicas que figuram no "Top 100" do Pará são o Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia do Pará - Campus Belém, com nota 577,69 (7ª posição no ranking estadual e 1.829ª no nacional); Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia do Pará - Campus Tucuruí, com nota 556,07 (22ª no Pará e 2.828ª no Brasil); Escola de Aplicação da UFPA, em Belém, com média 529,90 (50ª e 4.013ª); Escola Estadual São Raimundo Nonato, de Santarém, com nota 510,44 (83ª e 5.034ª); Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia do Pará - Campus Abaetetuba, com média geral 509,55 (87ª e 5.079ª); Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia do Pará - Campus Castanhal, com 508,07 (89ª e 5.172ª); e a Escola Estadual Jornalista Romulo Maiorana, com 499,99 (100ª e 5.702ª).

O Liberal 

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Farc decretam cessar-fogo




A guerrilha das Farc decretou um cessar-fogo unilateral de dois meses a partir da meia-noite desta segunda-feira, antes de iniciar em Havana as negociações de paz com o governo da Colômbia, anunciou seu líder, Iván Márquez.

"Acolhendo o clamor dos mais diversos setores do povo colombiano, (o secretariado das Farc) ordena às unidades guerrilheiras em toda a geografia nacional o fim de todas as operações militares ofensivas contra a força pública", segundo um comunicado lido por Márquez.

(Redação com AFP)

Sem indústrias o Pará, para.


􀃔PARÁ

REPORTER 70 

Industrialização
A Associação Comercial
do Pará aprovou,
por unanimidade, a
inserção nos Anais da
casa do artigo “Castelos
de areia”, do nosso
diretor jurídico Ronaldo
Maiorana, publicado na
edição de domingo deste
jornal. O artigo faz um retrato
do Pará atual, praticamente
sem indústrias
e vivendo do extrativismo
- da madeira e
dos minerais brutos - , com
emprego de salário mínimo,
enquanto as melhores
oportunidades vão aflorar
nos centros onde esses produtos
são destinados para
industrialização.

O Liberal 20/11/2012

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

"Boom" mineral". Mais uma ilusão...

Mineradoras planejam investir US$ 41,3 bilhões no Pará até 2018

Para cada um dos 230 mil empregos diretos previstos haverá 12 indiretos


EVANDRO FLEXA JR.

Da Redação

Nos próximos seis anos, o Pará deve se tornar a maior província mineral brasileira e uma das maiores do mundo. Os investimentos previstos para os projetos minerais em território paraense, até 2018, baterão a casa dos US$ 41,3 bilhões. Pelo menos 13 grandes projetos já começaram a sair do papel no Estado, sendo que, ao alcançar a fase de exploração, devem gerar aproximadamente 230 mil empregos diretos. Este número é 53% maior do que o total de vagas hoje ocupadas pela mão de obra do setor, que não passa de 150 mil oportunidades de trabalho. E para cada emprego direto, pelo menos mais doze indiretos são criados, estes nas áreas de comércio e serviços, atendendo a crescente demanda gerada no entorno destes grandes projetos minerais. Segundo apontam especialistas, a mineração vai permanecer sustentando a economia paraense, no mínimo, pelos próximos 60 anos. A preocupação, entretanto, é com o depois que a fonte secar.

De acordo com o geólogo paraense Alberto Rogério Benedito da Silva, autor do livro "A Indústria Mineral no Pará", quando se pensa em projeto de mineração a primeira coisa a ser idealizada é como ficará o local da exploração após a mina fechar. "O minério é uma obra da natureza. Cabe ao geólogo e à empresa mineradora chegar até ele. Porém, o projeto é de responsabilidade de um conjunto de entes, que jamais pode esquecer-se de garantir um retorno à sociedade", afirma, enfatizando que esta é a premissa de número 1 das exploradoras. Em sua obra, Rogério mostra como as empresas de mineração se comportaram ante a globalização e suas principais fusões no mercado, investimentos, PIB mineral e carga tributária. Segundo ele, no prazo máximo de três anos, a indústria mineral do Pará deve competir igualitariamente com as da Indonésia, da África do Sul, da Austrália, da China e da Índia, países experientes na produção e exploração de minérios.

Entre os principais projetos de exploração mineral no Pará está o S11D, da Vale, no município de Canaã dos Carajás, que deve produzir 90 milhões de toneladas de minério de ferro por ano. A Vale também vai implantar em Canaã dos Carajás o projeto Níquel Vermelho, com produção de 45 mil toneladas/ano de níquel. Ao todo, o investimento chegará a US$ 14 milhões. A Anglo American vai investir US$ 4,3 milhões em São Félix do Xingu, para produzir 90 mil toneladas de níquel ao ano. Os projetos Cristalino, em Curionópolis; Salobo, em Marabá; 118, em Canaã dos Carajás; e Alemão, em Parauapebas, deverão produzir 550 mil toneladas/ano de cobre. A produção de 50 mil toneladas de cobre ao ano em Tucumã, a partir do projeto da empresa Caraíba, deve investir no município US$ 275 milhões. Já em Juruti deverão ser produzidos de quatro a seis milhões de toneladas de bauxita ao ano, com um investimento de US$ 300 milhões. A produção de ouro também será intensificada no Pará, nos próximos seis anos.


domingo, 18 de novembro de 2012

Dilma pede crescimento




CÁDIZ - A presidente Dilma Rousseff fez um forte ataque aos programas de austeridade “excessiva e simultânea” em sua intervenção na plenária da 22ª Cúpula Ibero-americana, nesta manhã, sinalizando a inquietação com as consequências da crise europeia.

Em 15 minutos de discurso, a presidente observou que o panorama internacional de hoje é distinto daquele de 1991, quando as nações ibero-americanas se reuniram pela primeira vez, em Guadalajara, no México. “A crise financeira, que hoje afeta a Europa, golpeia de forma particular a península ibérica. Sabemos que Portugal e Espanha estão diante de tarefas de complexa solução. Mas sabemos, também, da força desses países, da energia criativa de suas sociedades, de sua capacidade de superação”, afirmou.

A presidente observou que “temos assistido, nos últimos anos, aos enormes sacrifícios por parte das populações dos países que estão mergulhados na crise: reduções de salários, desemprego, perda de benefícios”. Notou que “as políticas exclusivas, que só enfatizam a austeridade, vêm mostrando seus limites: em virtude do baixo crescimento, e apesar do austero corte de gastos, assistimos ao crescimento dos déficits fiscais e não a sua redução. Os dados e as previsões para 2012 e 2013 mostram a elevação dos déficits e a redução dos PIBs”.

Dilma destacou que o Brasil vem defendendo, inclusive no âmbito do G20, que “a consolidação fiscal exagerada e simultânea em todos os países não é a melhor resposta para a crise mundial – e pode, inclusive, agravá-la, levando a uma maior recessão”.

“Sabemos que os impactos da crise são diferentes entre os países, e as respostas à crise também têm suas diferenças e produzem consequências diversificadas. O equívoco, porém, é achar que a consolidação fiscal coletiva, simultânea e acelerada seja benéfica e resulte numa solução efetiva”, acrescentou.

A presidente foi adiante, no mais sólido discurso que fez até agora na cena internacional contra a austeridade: “O que temos visto são medidas que, apesar de afastarem o risco de uma quebra financeira, não afastam a desconfiança dos mercados e, mais importante ainda, não afastam a desconfiança das populações. Confiança não se constrói apenas com sacrifícios”.

Para Dilma, é preciso que a estratégia adotada mostre resultados concretos para as pessoas, apresente um horizonte de esperança e não apenas a perspectiva de mais anos de sofrimento.

A presidente reiterou que a atividade econômica mais fraca em 2012, as perspectivas para os anos seguintes, o sofrimento das populações colocam, assim, na ordem do dia a necessidade do crescimento. “Urge que os países superavitários também façam a sua parte, aumentando seu investimento, seu consumo, e importando mais”, disse.

Para Dilma, o que parece cada vez mais claro é que, “sem crescimento, será muito difícil o caminho da consolidação fiscal. Os ajustes serão cada vez mais onerosos socialmente e cada vez mais críticos politicamente”.

Em seguida, destacou medidas adotadas pelo Brasil, de estímulo econômico “sem comprometer a prudência fiscal”.

Observou que o Brasil também foi atingido pela crise, através da redução dos mercados internacionais, mas acrescentou que o país está ampliando os investimentos públicos e privados em infraestrutura. Além disso, disse que reduziu a carga tributária sobre a folha de pagamentos e fez a reforma previdenciária dos servidores públicos.

“Promovemos programas sociais que, além de seus efeitos de distribuição de renda, contribuem para manter a demanda interna. Temos logrado, assim, apesar da crise internacional, manter o desemprego em níveis bastante baixos”, acrescentou.

A presidente sugeriu à Europa não copiar erros passados da América Latina. “Quando nos reunimos em Guadalajara, duas décadas atrás, a América Latina ainda vivia as consequências de sua ‘crise da dívida’. Os governantes de então, aconselhados pelo Fundo Monetário Internacional, acreditavam, erradamente, que apenas com drásticos e fortes ajustes fiscais poderíamos superar com rapidez as gravíssimas dificuldades econômicas e sociais nas quais estávamos mergulhados. Levamos assim duas décadas de ajuste fiscal rigoroso tentando digerir a crise da dívida soberana e a crise bancária que nos afetava e, por isso, neste período, o Brasil estagnou, deixou de crescer e tornou-se um exemplo de desigualdade social. Nossos esforços só resultaram em solução quando voltamos a crescer. Pagamos a dívida externa e acumulamos quase US$ 380 bilhões de reservas e mudamos nosso modelo de desenvolvimento, ao compatibilizar crescimento econômico, contas públicas robustas, controle da inflação e distribuição de renda.”

A presidente salientou que, hoje, não só o Brasil, mas toda a América Latina “dá demonstrações de dinamismo econômico, de vigor democrático, de maior equanimidade social, graças às políticas que privilegiaram o crescimento econômico com inclusão social”.

Dilma repetiu que, na última década, o Brasil retirou da pobreza 40 milhões de brasileiros e os incorporou a um mercado de quase 200 milhões de pessoas.

Para a presidente, hoje o país está diante de um novo desafio, o da competitividade. Dilma disse que isso exige a redução do custo de capital, a ampliação dos mecanismos de financiamento de longo prazo, a criação de um forte mercado de capitais, o aprimoramento educacional, a geração de tecnologia e inovação.

Por Assis Moreira | ValorDilma pede 
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sexta-feira, 16 de novembro de 2012

A contribuição teórica do PT/MEC para ENEM. Imigrações do Século XXI para o Brasil

Haitianos em Brasileia serão transferidos para novo espaço até a próxima segunda-feira

Quem iria a pensar que para o ENEM o tema da redação poderia estar relacionada com as imigrações para o Brasil no século XXI. 

Visto de outra forma. Quem, no seu pleno equilíbrio físico, mental e emocional iria a submeter aos alunos a desenvolver um tema tão absurdamente irrelevante, como o formulado pelo MEC o dia da realização do ENEM. Quem? somente poderia ser o Mercadante cada dia menos identificado com a educação e mais preocupado com sua possibilidade em disputar o governo de São Paulo. 


O dia do ENEM procurei e não encontrei informação consistente e argumentos teóricos para realizar uma redação sobre o tema. Podemos até aceitar que redação pode ser feita sobre qualquer tema, entretanto, o MEC teria a obrigação de selecionar um tema que conta-se com fundamentos, referências históricas e informação apropriada à população alvo, alunos do ENEM. 


Quem se sairá melhor serão obviamente os que tenham ouvido alguma declaração ou notícias da imprensa sobre um grupo de bolivianos ou haitianos que vieram ao Brasil na procura de trabalho. 


Não pode se falar, de forma nenhuma de correntes migratórias, conhecidas em outras regiões do planeta. Menos ainda, nada teria a ver com alguma tendência que seja a característica do Século XXI no Brasil. 


Isso é infantilismo político do PT e nada mais. Não existe teoria sobre o assunto e menos referências históricas. 


Veja a matéria sobre "imigrações" de haitianos.   



Com aluguel atrasado e ordem de despejo decretada, os haitianos que ainda dependem de vistos da Polícia Federal para regularizarem a situação no país vão se mudar para um clube abandonado até segunda-feira (19). Atualmente eles estão alojados em uma casa particular e se espalham pelos cinco quartos, varanda e um galpão nos fundos do terreno, no bairro Ferreira da Silva.

O Esporte Clube Brasileia, para onde serão levados, tem cerca de mil metros quadrados de área coberta, sem paredes laterais. Na verdade, é um galpão aberto. Ontem (13), o representante do governo do estado, Damião Borges, levará alguns haitianos para fazer a primeira limpeza do lugar.

No início da manhã, a Agência Brasil esteve no local. O mato alto cobre os 5 mil metros quadrados de terreno. O clube está em condições precárias, com as paredes rachadas, algumas sem reboco, lixo – garrafas, folhas, pneus, papel – jogado no chão e o piso quebrado.

Os quatro banheiros, dois coletivos e dois com vasos sanitários quebrados, não dispõem de chuveiros nem de pias. A ampla cozinha só dispõe de uma pequena bancada com pia, sem torneira.

Em outro cômodo interligado com a cozinha a situação é a mesma de todos os demais: muito lixo e sujeira. O desafio do representante do governo do estado na cidade, Damião Borges, é tornar o lugar habitável em cinco dias.



“Não tem mais jeito de ficar aqui [no atual alojamento], tenho até segunda-feira para mudá-los daqui. É o que temos”, disse Damião à Agência Brasil. O funcionário do governo do Acre destacou que ainda nesta semana o fornecimento de água e luz, cortado por atraso nas contas, será restabelecido.

Borges reconheceu que, pelo prazo de que dispõe para mudar os haitianos, as reformas serão “básicas”. Ele disse que o piso e as paredes receberão uma camada de cimento, os banheiros serão consertados e, para garantir o abastecimento de água, serão instaladas cinco caixas d’água de 2 mil litros cada.

Nesse período de pouca chuva é comum o racionamento de água no local. Borges ressaltou que o antigo clube era uma empresa composta por 100 pessoas que desativaram o local.

De acordo com o servidor, o governo estadual comprou o local, assumiu as dívidas e depositou R$ 380 mil para os atuais proprietários. Estes, por sua vez, questionaram o valor e pedem R$ 700 mil pelo terreno e o clube. A demanda está na Justiça.

Na expectativa de uma nova chegada de haitianos ilegais a Brasileia, a reportagem permaneceu durante parte da madrugada em frente ao atual alojamento e constatou a desenvoltura com que os imigrantes ilegais transitam no bairro.



Sem energia na casa, eles permaneceram até a madrugada nas calçadas bebendo cerveja e refrigerantes. Integrados à comunidade local, os haitianos não causam qualquer problema, segundo relatos de moradores.

A pedido de um dos imigrantes, o vizinho Jamisclei Ferreira Campelo, de 33 anos, comprou um celular, aparelho de uso comum deles. Como não tem a entrada no país legalizada, eles estão impossibilitados de ter aparelhos de telefonia móvel e outros eletrodomésticos, mesmo dispondo do dinheiro para a compra.

“Eles são tranquilos, não incomodam ninguém. Nós temos dó deles porque não têm nada”, frisou Filomena Maria César, 66 anos, também moradora do bairro Ferreira da Silva.

Por: Marcos Chagas Enviado
Fonte: Agência Brasil – EBC
Edição: Tereza Barbosa

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

O PT e seu coração de mae e assim

Kassab diz a presidente que maioria do PSD apoia reeleição


Apesar de ter apoiado a candidatura tucana de José Serra à Prefeitura de São Paulo, nas eleições municipais, o prefeito de São Paulo e presidente nacional do PSD disse à presidente Dilma Rousseff que a maioria do partido apoia sua reeleição em 2014, embora a sigla tenha se formado com integrantes de outras legendas, especialmente do Democratas, que em 2010 apoiaram tanto Serra como Dilma. 

Dilma e Kassab jantaram no Palácio da Alvorada, anteontem, na sequência de encontros que a presidente vem mantendo com os partidos da base aliada, para discutir a relação com a base nos dois últimos anos de mandato. Ontem, a presidente recebeu o presidente do PP, Francisco Dornelles, sempre acompanhada do presidente do PT, Rui Falcão, e da ministra Ideli Salvatti (Relações Institucionais). 

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segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Lula evita comentar penas de José Dirceu e José Genoino

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva se esquivou nesta segunda-feira de comentar a definição das penas do ex-ministro da Casa Civil José Dirceu e do ex-presidente do PT José Genoino no processo do mensalão. O Supremo Tribunal Federal (STF) fixou nesta tarde em dez anos e dez meses de detenção, em regime fechado de prisão, a condenação de José Dirceu, enquanto José Genoino foi condenado a seis anos e onze meses de prisão, em regime semiaberto. O ex-presidente petista participou hoje da abertura das Olimpíadas do Conhecimento, na capital paulista.

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Tipping point? Pesquisadores alertam para um colpaso do planeta


Tipping point? Não precisamos nos preocupar. Recebi um paper de um leitor sobre  investimentos privados em conservação da natureza bastante alvissareiro. E as ações de sustentabilidade que crescem exponencialmente com o destroçamento dos ecossistemas e o fim dos 22 serviços ecológicos que dão sustentação a todas formas de vida terrestre?



Os investimentos privados possuem um track record excelente, embora tenham ignorado por completo seus impactos ambientais e sociais. Entre as conquistas temos a comida mais venenosa de todos os tempos que provocou a fatalidade de um em cada dois homens ter algum tipo de câncer ao longo de suas vidas e uma em cada três mulheres. Somos assombrosamente os bichos da Terra mais submetidos a doenças degenerativas que já se teve notícia por aqui. Uma conquista e tanto. E essa conquista só tende a aumentar: o número de diabéticos da China aumentou dez vezes desde que chegou lá o fast food e os relatórios comemoram com o impulso que vai dar no sistema de saúde. Chocante, porque não há nem porque esconder a alegria com os resultados atingidos.



Outra conquista importante, são as condições atmosféricas urbanas que se tornaram tão nefastas que hoje quase 100% de crianças e idosos sofrem de doenças respiratórias e um percentual até morre, aumentanto o setor de sepultamento. Sequer enxergamos essa exemplar destruição da camada atmosférica, totalmente irrefutável e não suscetível a qualquer desvario da negação do aquecimento global. Na verdade, nós não enxergamos mais nada, quase que literalmente e alguns mais afortunados conseguem mudar de cidade, o que impulsiona as regiões interioranas para levar lá o mesmo tipo de “desenvolvimento”. Tudo se resolve, mesmo que seja pela expansão da pior cadeia de atividades produtivas que se tem notícia desde que inventamos a roda.



Com todas essas conquistas luxuriantes como track record, agora temos investimentos privados, private equity ou precificação para conservação da natureza. Tudo isso muito provavelmente com o propósito único de testar se a unicidade planetária de seres vivos e ecossistemas é realmente válida, porque essa seria condição sine qua non para evitar o fim da vida e para não precisar mudar radicalmente um modelo que está nos lançando na direção da nossa própria extinção.



Ironias a parte, sabemos que de onde poderiam ver as verdadeiras críticas, isso não acontecerá; de onde poderia realmente vir as mudanças no sistema de produção, não virá. Tanto o poder econômico quanto intelectual conseguem se confundir a ponto de não saber mais onde começa nem onde termina o erro no qual nos enfiamos e nem lembramos ou reconhecemos que apenas somos psítacos repetindo da maneira que nos convém as verdades que já foram ditas por tantos antes de nós, como Georgescu.



Adicionalmente, não dá para negar que as evidências atuais do planeta já seriam desconcertantes e mobilizadoras se algum resquício de bom senso nos tivesse restado.



Pela nossa total falta de bom senso e interesse próprio individualista extremamente aguçado, só iremos acordar não quando a evidência for desconcertante, mas quando ela atingir um número de pessoas suficiente para deixar bem claro que até mesmo a fantasilândia onde poucos de nós vivemos nesse planeta será destroçada a qualquer momento.

Aí iremos mexer nossos traseiros. Mas quase com certeza será tarde demais. A biologia tem toda razão em declarar que a espécie humana é a mais estúpida desse planeta, pela sua incapacidade de interagir harmoniosamente com as demais espécies vivas e os ecossistemas, sem os quais não somos nada. Não são só os físicos que se assombram com as bobagens escritas por Paul Krugman, David Romer, Joseph Stiglitz, etc. Os biólogos também não são muito misericordiosos conosco e com razão. Depois falamos dos paleontólogos que contam por dia o desaparecimento eterno de espécies animais e vegetais e podem, à diferença das espertas dúvidas com o aquecimento global, apontar com bastante clareza os culpados. Também não dizem com muito alegria que “é muita ingenuidade achar que essa extinção jamais irá se voltar contra a natureza.”