Geraram expectativa na CPI do Cachoeira as declarações da
companheira do réu, de que ele estaria disposto a revelar em detalhes as
suas operações, bem como o nome dos sócios e implicados. Se verdadeira a
ameaça, causaria vasto terremoto no país, porque as atividades do
bicheiro não se limitam ao Centro-Oeste, ou seja, Goiás e Brasília.
Cachoeira, pelo que parece, estendeu os tentáculos por outras regiões,
em especial se demonstrada sua parceria com a empreiteira Delta. Uma
força-tarefa da CPI está disposta a ir à penitenciária da Papuda, onde o
cidadão se encontra preso, na esperança de que na cela, sozinho com
alguns senadores, ele decida falar. Não dá para acreditar que fale para
prejudicar-se, mas se for para prejudicar outros, quem sabe?
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quinta-feira, 5 de julho de 2012
Política de alianças pragmática
Antigamente o PT tinha serias limitações para alianças com determinados partidos considerados "neoliberais", de direita ou que tivessem compromissos com partidos descendentes da ditadura. Hoje esse fator não interessa, vale qualquer aliança, de direita esquerda, centro ex-DEM pro-DEM ou quem quer que seja. Só não aceitam em hipótese alguma se aliar com Serra, nem com a mulher dele, do resto fecham os olhos e engolem em seco.
Disputa presidencial começa na eleição de BH
Após o PT romper a aliança com PSB pela reeleição do prefeito Márcio Lacerda em Belo Horizonte, a presidenta Dilma e o senador Aécio Neves (PSDB) correm contra o tempo para obter apoio dos partidos na capital mineira. Controlado pelo PSDB, o estado de Minas Gerais será, como sempre, fator essencial nas eleições presidenciais de 2014. Com o rompimento PT/PSB, Aécio desarticulou candidaturas do PTB e PV, que ele próprio havia estimulado para enfraquecer Lacerda. CH
Brasil perde 9 posições em ranking de inovação
| País
é 58º da lista de países mais inovadores, atrás de Portugal, Chile e
África do Sul. Crédito, ambiente de negócios e educação são entraves. O Brasil desabou no ranking dos países mais inovadores do mundo. Uma classificação publicada hoje (3) pela Organização Mundial de Propriedade Intelectual e pelo instituto Insead, considerada como a mais completa temperatura do grau de inovação no mundo, aponta que o Brasil ocupa apenas a 58ª posição no ranking, uma queda de nove posições em relação a 2011. Países como Portugal, Sérvia, Romênia, África do Sul e Bulgária estão melhores colocados que o Brasil. Os principais obstáculos no País: a qualidade do ensino superior e as condições para investir em ciência. O ranking é liderado pela Suíça, seguido pela Suécia, Cingapura e Finlândia. Os Estados Unidos estão na décima colocação. O levantamento revela que o Brasil foi o país que mais caiu no ranking entre os Brics, sigla que agrupa China, Índia, Rússia e Brasil. Para os especialistas, o bloco todo precisa corrigir obstáculos institucionais para fomentar a inovação. China e Índia são citados como exemplos de países que conseguiram transformar bolsões de tecnologia em ganhos mais generalizados para a economia. Mas, quanto ao Brasil, o levantamento revela que o País não é líder em inovação nem mesmo na América Latina. O Chile está na 39.ª posição. Já o restante da região está bem abaixo. Na 58ª posição, a situação do Brasil não é cômoda. "Particularmente preocupante é a posição do Brasil no que se refere ao ambiente para negócios (127ª posição de 141 países analisados), a educação superior (115º lugar), condições de crédito e comércio (108º lugar)", alertou o estudo. O levantamento ainda indica que o peso das importações no PIB brasileiro é o menor do mundo. Em 2010, as importações representavam apenas 12% do PIB, o menor índice entre 141 países avaliados. O Brasil também tem uma baixa taxa de pesquisas publicadas em revistas científicas em comparação a seu PIB. O Brasil tem uma produção menor que Fiji, Irã ou Zimbábue, levando em conta o tamanho das economias. Exportação - Com apenas 14% de suas exportações com valor agregado de alta tecnologia, o Brasil ocupa a 49.ª posição entre os países com uma pauta de exportação mais avançada. Tunísia, Indonésia e Cazaquistão estão em melhor posição. Outra constatação é de que empresas raramente contribuem com a inovação no Brasil, com menos de 5% das patentes registradas. Hoje, 24% das patentes são registradas por universidades. (O Estado de São Paulo) | |
Indústria tem novo tombo mesmo após medidas do governo
Produção teve queda de 4,3% em maio, na comparação com mesmo mês de 2011, pior resultado desde 2009
Desempenho ruim foi influenciado pelo baixo investimento das empresas e pelo recuo na fabricação de carros DE SÃO PAULO
DO RIO
Diante de um cenário externo ruim e de um esfriamento de demanda doméstica, as medidas adotadas pelo governo para reaquecer a indústria foram insuficientes para evitar que o quadro de contração do setor continuasse se agravando em maio.
Segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), a produção industrial caiu 0,9% ante abril, terceira queda mensal seguida. A contração foi puxada principalmente pela fabricação menor de veículos e de alimentos, os dois segmentos com maior peso na indústria.
Na comparação com maio do ano passado, a produção industrial caiu 4,3%. Foi a maior queda desde setembro de 2009 e a nona retração anual consecutiva.
Com isso, produção acumulada nos primeiros cinco meses de 2012 foi 3,4% menor que a registrada do mesmo período do ano passado.
A retração da indústria, tanto em maio quanto no acumulado do ano, foi puxada por fortes quedas, de cerca de 10%, na produção de bens de capital (como máquinas e caminhões) e de bens de consumo duráveis (como carros e aparelhos celulares).
A queda da produção de bens de capital reflete a redução dos investimentos de empresários, que estão mais cautelosos por causa da demanda doméstica mais fraca e do cenário externo incerto.
Desde agosto, o Banco Central já reduziu a taxa de juros (Selic) de 12,5% para 8,5% ao ano, medida que torna mais baratos os financiamentos para investir.
"Mas isso não foi capaz de impulsionar ainda os investimentos exatamente porque o empresário não vê um crescimento forte de consumo à frente", diz o economista-chefe da SulAmérica Investimentos, Newton Rosa.
No caso de bens duráveis, os economistas dizem que o consumo desses itens foi afetado pela expansão menor do crédito no Brasil devido à alta do endividamento e da inadimplência das famílias.
Além disso, a produção de bens duráveis está sendo prejudicada pela queda das exportações para a Argentina. A venda de celulares para lá, por exemplo, caiu 80% neste ano, até maio.
COMPETITIVIDADE
O economista da CNI (Confederação Nacional da Indústria) Flávio Castelo Branco afirma que algumas medidas do governo amenizaram a retração da indústria. O IBGE mostra que a redução do IPI sobre eletrodomésticos e móveis impulsionou a produção desses segmentos.
Branco diz, porém, que desonerações pontuais são insuficientes para mudar o quadro geral da indústria. Para ele, o principal desafio é ampliar a competitividade do setor com reformas estruturais, como redução da carga tributária e aumento do investimento em infraestrutura.
Diante do desempenho decepcionante nos primeiros meses de 2012, economistas já falam até em retração da indústria neste ano.
A consultoria LCA, que antes previa crescimento de 0,7% neste ano, projeta agora que a produção vai ficar estacionada. Já a corretora Votorantim prevê queda de 1%.
"Em 2011, a indústria teve estagnação devido à concorrência com importados. Agora, vive uma retração devido à crise de investimentos" diz Julio de Almeida, do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial.
(MARIANA SCHREIBER E VENCESLAU BORLINA FILHO)
quarta-feira, 4 de julho de 2012
Puro sangue
Depois de bater em muita porta para fazer coligação, o PT desiste e recluta vice dentre os próprios militantes para compor a Chapa. Um histórico militante petista foi escalado para a missão.
O Diretório Municipal do Partido dos Trabalhadores (PT) anunciou oficialmente no fim da tarde desta quarta-feira (04), na sede do Diretório em Belém, o nome de João Cláudio Arroyo (PT) como vice do candidato à prefeitura de Belém, Alfredo Costa.
Segundo o presidente estadual do PT, João Batista, a decisão foi consensual e conta com o apoio dos membros do partido 'Essa foi a melhor escolha que o PT poderia fazer. Foi um grande acerto do partido, que só tem a ganhar com a experiência que ele pode agregar nesse momento', esclareceu.
João Cláudio Arroyo é militante histórico do Partido dos Trabalhadores e acumula diversas experiências na gestão pública. Foi presidente do Banco do Povo durante a gestão municipal de Edmilson Rodrigues e também diretor da Agência de Desenvolvimento da Amazônia (ADA). Na última função pública exercida atuou como chefe de gabinete do governo estadual de Ana Júlia Carepa. (Luana Laboissiere/DOL)
Kassab fecha apoio do PSD à candidatura de Patrus em BH
Liderado pelo prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, o PSD fechou nesta quarta-feira apoio à candidatura de Patrus Ananias (PT) em Belo Horizonte. O acordo, orquestrado a pedido da presidente Dilma Rousseff, exigiu de Kassab uma negociação com a bancada do PSD no Congresso.
Kassab viajou a Brasília para selar o acordo. O prefeito consultou o presidente da seção mineira de seu partido, Paulo Simão, e formalizou o embarque na campanha do PT. A decisão foi da Executiva nacional, acatada pela direção municipal.
Os deputados federais do PSD já informaram a decisão ao prefeito de Belo Horizonte, Márcio Lacerda, e ao candidato do PT, Patrus Ananias.
A princípio, os dirigentes locais resistiam à mudança de rota. O prefeito paulistano, contudo, argumentou que a disputa ganhara conotação "nacional". Segundo interlocutores de Kassab, era sua intenção fazer um gesto aos petistas, que não fizeram objeção à criação da nova legenda.
A Folha apurou que Antonio Anastasia (PSDB), aliado de Lacerda, chegou a propor ao PSD mais espaço no governo mineiro para manter a sigla na órbita do prefeito. A oferta, contudo, não foi aceita.
Com o apoio ao PT, o partido de Kassab definirá nos próximos dias se devolve a Anastasia a Secretaria de Gestão Metropolitana, hoje comandada pelo deputado Cássio Soares (PSD).
O movimento contraria o PSD de Minas Gerais, muito ligado ao senador Aécio Neves (PSDB-MG).
PT
Apesar de fazer parte da aliança que levou Lacerda à prefeitura, o PT decidiu por candidatura própria na capital mineira após o partido não chegar a um acordo com os socialistas sobre a chapa para vereador.
O PT anunciou que teria candidato próprio no último sábado, logo após saber que o PSB decidiu não fazer coligação proporcional (que influencia na eleição de vereadores).
A decisão do PSB em não renovar a coligação proporcional foi influenciada pela pressão do senador Aécio Neves (PSDB), que ameaçou romper a aliança com Lacerda.
CATIA SEABRA
DE BRASILIA
VERA MAGALHÃES
EDITORA DO PAINEL
São Paulo. Eleições 2012

Com Bruno Boghossian
O PSDB estipulou em R$ 98 milhões o teto para arrecadação na campanha municipal deste ano, que terá como candidato o tucano José Serra. O PT, de Fernando Haddad, fixou as despesas em R$ 90 milhões. O PMDB, de Gabriel Chalita, diz que gastará até R$ 70 milhões.
Para se ter uma ideia, na eleição de 2010, o PSDB, que lançou Serra candidato à Presidência, gastou R$ 106 milhões. O PT, da presidente Dilma Rousseff, apresentou despesas de R$ 153 milhões com a campanha presidencial. A maior parte dos custos é com os programas eleitorais que vão ao ar na televisão no horário gratuito.
Os partidos têm até amanhã para divulgar o teto do quanto pretendem gastar – e, portanto, arrecadar. As doações são permitidas depois do registro das candidaturas, que deve ser feito até sexta-feira, e da consequente obtenção de um CNPJ, por meio do qual são criadas as contas bancárias da campanha, onde entram as doações.
Outra vez com os mesmos erros
A recente matéria publicada no Blog da ex-governadora Ana Julia Carepa, hoje Diretora de Finanças de uma empresa de seguros do Banco do Brasil, localizada no Rio de Janeiro, informa da entrega de máquinas no contexto de “uma doação” do MDA (imagine se fala em doação, como se o dinheiro fosse particular).
Isso caracteriza mais uma ação ao “varejo” do Governo Federal, promovida sem uma visão estratégica de conjunto do desenvolvimento regional sustentável do Pará. Mais uma doação, que vai requerer recursos adicionais para a manutenção de equipamento pelas prefeituras.
Sempre pensei que essas ações poderiam ser feitas como parte de um programa mais amplo de desenvolvimentos sustentável, no contexto de pólos de desenvolvimento e não de uma ação individual, em apenas algumas prefeituras.
Para isso se requer pensar o Estado de forma muito diferente de como é pensado hoje, simplesmente com um interesse político partidário.
Essa visão diferente supõe uma estratégia integradora do governo federal, estadual e municipal, o que não acontece no referido neste governo. Veja a foto e da para confirmar que é uma das marcas do PT na região do Carajás e Sudeste do Pará. Sem pacto federativo nenhum.
Para que essas ações de equipar ás prefeituras com maquinas que sejam de utilidade pública para as prefeituras, seria fundamental concentrar equipamentos, para promoiver realmente efeitos de integração de associativismo e de uso comum dos mecanismos de desenvolvimento sustentável.
Qual seria a idéia de concentrar equipamentos em diversas regiões? Em vez de distribuir 144 equipamentos para os municípios, seriam distribuídas patrulhas mecanizadas que atenderiam a vários municípios e ações de desenvolvimento sustentável, não apenas para melhorar estradas e sim ações diversas, abrir vias para escoar a produção, melhorar solos, promover o uso compartilhado e manutenção dos equipamentos, etc.
Mas, como sempre, se opta pelo caminho inverso que nunca deu certo no Brasil, trabalhar no varejo, distribuir deixando a marca pessoal de quem usa dinheiro público para se promover.
Perguntas que não querem calar:
é curiosa a presença da governadora em ato do MDA, quando ela mora no Rio e trabalha em uma diretoria de empresa de seguros do banco do Brasil?Chama a atenção.
Claro tem todo o direito de andar pelo Brasil afora, inaugurando obras de quem quer que seja, eu também. Mas convenhamos que se eu saisse por aí, inaugurando escolas de samba, programas da minha casa minha vida, creches ou tirando fotos com prefeitos, que mais parecem “test drive” que uma ação de desenvolvimento sustentável, não seria sério.
Se a governadora tem saudade do Pará, que venha aqui a trabalhar pelo seu Estado.
Para trabalhar pelo desenvolvimento do Pará, ninguém está sobrando.
Confira a matéria embaixo.
Do Blog da ex-governadora do Pará, Ana Julia Carepa.
MDA entrega máquinas para 58 municípios e Prefeitos recordam as Máquinas do meu Governo em 2010
Estive participando da entrega de retroescavadeiras para 58 municípios paraenses. O evento aconteceu em Marabá na manhã do dia 02/07/2012, segunda-feira. Os equipamentos foram doados pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) para a realização de obras da segunda etapa do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2). Através da sua Delegacia Federal de Desenvolvimento Agrário no Pará (DFDA-PA), o MDA realizou nos dias 28 e 29/06, um curso de capacitação para 116 operadores ligados aos municípios contemplados, etapa obrigatória para o recebimento do maquinário.
Participaram do Ato também os Deputados federais Cláudio Puty, Miriquinho Batista e a Dep. Estadual Bernadete Ten Caten, além de diversos Prefeitos(as).
Foram investidos mais R$ 10.9 milhões para a aquisição das máquinas aqui no Estado. Os equipamentos serão utilizadas para reestruturar e dar infraestrutura às estradas vicinais – denominação dada às estradas que ligam as cidades às zonas rurais – dos 58 municípios selecionados. A cerimônia de entrega está marcada para as 10h, no município de Marabá.
As ferramentas irão contribuir decisivamente para o desenvolvimento da agricultura familiar no Estado.pois vão viabilizar o escoamento dos produtos entre as regiões de produção e o comércio local, além de garantir também que os trabalhadores rurais tenham acesso à outras ações de fomento à agricultura familiar, tais como o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e o Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae).
Foi emocionante e muito gratificante ouvir o agradecimento dos prefeitos que falaram pelas Associações de Prefeituras, em relação às mais de 500 máquinas que meu governo entregou em 2010 para Todas as 143 Prefeituras do Pará. Vários Prefeitos declararam publicamente no Ato, que estão trabalhando nos municípios graças as máquinas do Programa Faz Estrada do nosso governo. Na época entregamos 1 Patrol, 1 Pá Carregadeira, 1 Trator de Pneu e 1 Caçamba.
Veja a lista dos municípios contemplados no Pará: Acara, Afua, Agua Azul Do Norte, Almeirim, Anajas, Anapu, Aurora Do Pará, Aveiro, Bagre, Baião, Bannach, Belterra, Brasil Novo, Bujaru, Cachoeira Do Arari, Cachoeira Do Piriá, Chaves, Conceição Do Araguaia, Concórdia Do Para, Cumaru Do Norte, Curralinho, Curuá, Eldorado De Carajás, Faro, Floresta Do Araguaia, Garrafão Do Norte, Gurupá, Ipixuna Do Pará, Irituia, Itupiranga, Juruti, Limoeiro Do Ajuru, Medicilândia, Melgaço, Mocajuba, Muaná, Nova Esperança Do Piriá, Óbidos, Oeiras Do Pará, Ourilândia Do Norte, Pacajá, Piçarra, Placas, Ponta de Pedras, Portel, Porto De Moz, Prainha, Rurópolis, Santa Maria Das Barreiras, São Domingos Do Capim, São Geraldo Do Araguaia, Senador Jose Porfírio, Tome-açu, Trairão, Tucumã, Ulianópolis, Uruará e Vitória Do Xingu.
Quem vai quebrar o Estado não é a educação, é a falta de educação que quebra o Brasil.
Depois da farra das commodities, não sobrou nada.
Aumento de gastos para educação pode 'quebrar' Estado, diz Mantega
O ministro Guido Mantega (Fazenda) afirmou hoje que as discussões no Congresso que aumentam os gastos do governo colocam em risco a solidez fiscal do país.
Mantega citou o PNE (Plano Nacional de Educação), que pretende elevar os gastos do governo federal para o equivalente a 10% do PIB, e as pressões por aumentos salariais do funcionalismo.
"Sempre nos deparamos com riscos de que o Parlamento aumente os custos de maneira extraordinária, o que põe em risco a solidez fiscal que conquistamos a muito custo", disse.
O ministro afirmou que o aumento dos gastos em educação para 10% tempestivamente pode "quebrar" o Estado brasileiro.
Ele criticou também os pleitos salariais dos servidores do judiciário. Nas palavras de Mantega, são os servidores que têm os melhores salários e estão pedindo reajuste superior a 50%.
"Nossa folha é de R$ 200 bilhões e temos que ter cuidado, não podemos brincar em momentos de crise", afirmou Mantega.
Ele também criticou as tentativas de extinguir o fator previdenciário, que diminui a aposentadoria de quem se aposenta com menos de 60 anos (para mulheres) e 65 anos (para homens).
Segundo Mantega, o fim do fator retira a exigência da idade mínima para a aposentadoria, o que só existe em três países do mundo.
Mantega participa hoje de encontro organizado pelo Lide (grupo de líderes empresariais), em São Paulo.
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