domingo, 15 de abril de 2012

Novos números de desmatamento no País

Situação atípica no Mato Grosso está sendo investigada. Ibama e outros órgãos federais estão em campo desde o início do ano. Em três meses, foram embargados 7 mil hectares e aplicados R$ 49,5 milhões em multas.
O desmatamento na Amazônia Legal, identificado pelo Sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real (Deter), caiu 48,2% em março deste ano frente ao mesmo mês de 2011, de 116 para 60 quilômetros quadrados. Na comparação do período de agosto a março 2010/2011 com agosto a março de 2011/2012, o total da área desmatada ficou estável. Os dados foram divulgados na última quinta-feira (5), em Brasília, pela ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira.

Os números apontaram um pico de desmatamento no estado de Mato Grosso em fevereiro. De acordo com Izabella Teixeira, isso aconteceu porque a região ficou encoberta por nuvens de outubro de 2011 a janeiro de 2012. Com a redução da cobertura de nuvens em fevereiro, foi possível detectar os desmatamentos acumulados no período, que somaram 307 quilômetros quadrados. “Estamos pedindo à Secretaria de Meio Ambiente de Mato Grosso para verificar legalidade desses desmatamentos”, afirmou a ministra.

Migração – O Ministério do Meio Ambiente (MMA) também verificará os motivos da elevação do desmatamento em Roraima. Segundo Izabella Teixeira, o aumento do desmatamento de 12 para 56 quilômetros quadrados no período de agosto/2011 a março de 2012 frente a igual intervalo em 2010/2011 pode estar relacionado à migração de atividade madeireira ou outras atividades econômicas para o Sul do estado. Nos demais estados da Amazônia Legal, ainda não é possível avaliar o desmatamento em virtude da grande cobertura de nuvens.

Os dados do Deter são fornecidos pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) para fins de fiscalização. Esses dados são disponibilizados mensalmente no site do Inpe. A ministra destacou que agentes do Ibama em conjunto com Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal (PRF) e Instituto Chico Mendes, estão em campo desde 1º de janeiro intensificando a fiscalização. “Estamos mudando a estratégia, sem esperar virem dados do Deter para agir”, disse. Do início de 2012 até 16 de março, o Ibama embargou 7 mil hectares e aplicou R$ 49,5 milhões em multas por desmatamento ilegal.

* Confira os relatórios mensais completos: http://www.obt.inpe.br/deter.
** Publicado originalmente na EcoAgência.
(EcoAgência)

Presidente já reduziu áreas protegidas em prol das hidrelétricas


A defesa da construção de hidrelétricas na Amazônia pela presidente Dilma Rousseff não se limita ao discurso como o feito anteontem no Planalto. Essa defesa impôs recentemente a redução de 1.032 quilômetros quadrados da área de cinco unidades de conservação na floresta, abrindo caminho para duas novas usinas. A medida provisória que muda limites de áreas de proteção foi editada discretamente em janeiro e tem de ser aprovada pelo Congresso até o último dia de maio.

Anteontem, a presidente acusou a oposição à construção de hidrelétricas de “fantasiosa”. A pouco mais de dois meses de sediar a Conferência das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, a presidente reagiu a pressão de ambientalistas que veem retrocesso na área ambiental e reafirmou a busca de acordos para combater o aquecimento global e a pobreza: “Ninguém numa conferência dessas também aceita, me desculpem, discutir a fantasia”.


A presidente havia pedido pressa nas providências para construção das usinas de São Luiz do Tapajós e de Jatobá, no Pará. A primeira dessas usinas é a maior do Complexo Tapajós, com potência de 6.144 MW (megawatts), mais do que metade da gigante Belo Monte. O governo quer que essa usina entre em operação em novembro de 2016.

Texto que acompanha a medida provisória diz que, após a inundação da área do reservatório da usina, o governo deverá aumentar unidades de conservação ou criar novas áreas de proteção para compensar a perda imposta a cinco áreas. A redução nessas unidades equivale a quase 70% do tamanho da cidade de São Paulo.

O Ministério do Meio Ambiente estuda a criação de uma estação ecológica de mais de quatro vezes o tamanho da cidade de São Paulo, que ganhará o nome de Alto Maués, no Amazonas. O projeto enfrenta resistências no Estado por conta da exploração de madeira na região.

Mas é apontado como a principal opção para compensar a redução imposta pelas usinas hidrelétricas do Tapajós. A área abriga a maior concentração de primatas conhecida no mundo, de acordo com informações do Instituto Chico Mendes.

(Ecodebate, 09/04/2012) publicado pela IHU On-line, parceira estratégica do EcoDebate na socialização da informação.

Como endireitar um esquerdista.

Como velhos amigos

Quando o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso chegou ao quarto do hospital Sírio Libanês para visitar seu sucessor, Luiz Inácio Lula da Silva, que se recuperava de um câncer, foi recebido na porta pelo petista.

Deixando de lado as desavenças políticas, trocaram gentilezas. O tucano saudou a recuperação do petista:

-Olá, presidente. Mas você está muito bem!

-Bem está você. Vai chegar aos 100! -, replicou Lula.

-Ô, Lula, para que estabelecer limite para isso? Deixa a vida me levar! -, encerrou FHC, do alto de seus 80.


Rio±20

Governo brasileiro precisa assumir papel de liderança se quiser evitar fiasco político da conferência sobre desenvolvimento sustentável
 
A dois meses do início da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20), o governo brasileiro chega a uma encruzilhada.

Ou se conforma com os resultados modestos que se desenham para a reunião de cúpula no Rio de Janeiro, ou se projeta na liderança da reação para impedir um fiasco político -ainda que sob a roupagem de um sucesso midiático.

Não é fácil produzir decisões concretas nesses encontros multilaterais em que duas centenas de países têm poder de veto (as deliberações exigem consenso). Mas a Cúpula da Terra anterior, Eco-92, realizada há 20 anos também no Rio, resultou em dois tratados marcantes: as convenções sobre mudança do clima e biodiversidade.

Em 1997, a convenção do clima foi regulamentada pelo Protocolo de Kyoto, com a criação de metas para países desenvolvidos reduzirem a produção de gases do efeito estufa. A partir daí, desandou a negociação internacional sobre combate ao aquecimento global.

No estágio atual, pesquisadores do clima dão como certo que ainda neste século a atmosfera se aquecerá mais que os 2°C tidos como seguros. Acima disso, projetam, eventos climáticos extremos -como secas, enchentes e furacões- se tornariam mais frequentes.
Os entraves para o entendimento têm raízes econômicas e políticas. Nações desenvolvidas (EUA e Europa à frente), maiores beneficiárias até aqui da superexploração de recursos naturais, resistem a rever seus padrões de consumo.
Países pobres e emergentes, de sua parte, ainda enxergam os problemas do século 21 pelo prisma gasto dos conflitos Norte-Sul. Afirmam seu direito ao desenvolvimento, inquestionável, e tentam extrair o máximo de recursos (fundos e tecnologia) dos mais ricos.

Rejeitam, porém, assumir compromissos de redução de gases do efeito estufa proporcionais ao porte de suas economias. Só a energia consumida na China produz mais emissões que a dos EUA. A resultante de seu obstrucionismo e do paternalismo ambiental dos desenvolvidos tem sido um impasse.

Esse é o quadro para a Rio+20. Não está em sua pauta adotar tratados, mas é de supor que uma centena de chefes de Estado e de governo -além de delegações de outros países- não se deslocariam até o Brasil apenas para concordar com declarações inócuas. No entanto é o que se prenuncia.

O documento de base para a conferência não é mais que um esboço com pouca ou nenhuma substância. Será preciso negociar parágrafo a parágrafo a resolução.

A Rio+20 tem dois mandatos, que são também os dois principais focos de atrito: governança e economia verde. Por trás do primeiro termo se oculta uma disputa entre Europa, de um lado, que quer criar uma organização mundial do ambiente autônoma, nos moldes da OMS (saúde) ou da OMC (comércio), e, de outro, aqueles que se opõem a isso, como Brasil e EUA.
O público não especializado terá dificuldade de perceber qual a diferença entre a organização e um simples Conselho de Desenvolvimento Sustentável, como defende a diplomacia brasileira. Em qualquer dos casos, será difícil convencê-lo de que não se trata só de mais uma agência burocrática da ONU.
Tirar essa questão da mesa, contudo, pode aumentar a chance de que Barack Obama compareça à Rio+20, como fez de última hora George H. Bush na Eco-92. É duvidoso, mesmo assim, que Obama se preste a esse gesto de boa vontade internacional em tempos de campanha eleitoral nos EUA.

Em torno da economia verde, o segundo mandato, ergueu-se um debate esterilizante. Itamaraty e Planalto insistem no chamado tripé do desenvolvimento sustentável: econômico, social e ambiental. São acusados, por isso, de diminuir a ênfase no ambiente e querer transformar a conferência numa vitrine para exibir os feitos do país na redução da pobreza. Se insistirem demais, arriscam transformar a Rio+20 na cúpula sobre tudo -e sobre nada.

A clivagem ambiente versus desenvolvimento persegue a negociação internacional desde 1972, na primeira cúpula de Estocolmo, e só em aparência foi superada na Eco-92. O Brasil, que tem credenciais de sobra para exibir em ambos os casos - sua economia cresce com inclusão social e queda no desmatamento-, deveria liderar o esforço para aposentar essa dicotomia e manter o foco da Rio+20.

A melhor forma de fazê-lo é trabalhar para que a reunião adote um conjunto enxuto de metas mensuráveis e verificáveis -os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável- que tenham também relevância social e econômica, como as cinco propostas no quadro acima.

Dois meses são quase nada para desatolar um processo iniciado há 40 anos. Mas alguém precisa tomar a iniciativa de contrapor-se à inércia e à irrelevância. É nessas horas que um país comprova sua vocação para a liderança.


EditoriaisFolha de São Paulo.
editoriais@uol.com.br


Economia verde e sustentabilidade serão eixos da Rio+20


Para a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, não deve ser vista como uma revisão da conferência que o Rio sediou há 20 anos, a Eco 92. "Não se trata de voltar ao passado, de rever documentos acordados. A Rio+20 não está modelada na Eco 92, mas no desenvolvimento sustentável a partir de duas mensagens-chave: economia verde e governança de modo sustentável", disse a ministra ao participar ontem (29) de audiência pública no Senado.

Izabella Teixeira ressaltou que é preciso definir os termos de aplicação da economia verde. "Falta discutir se a economia verde leva à inclusão social, se realmente permite a geração de empregos. Não se coloca com clareza, também, se os países desenvolvidos estão, de fato, dispostos a transferir tecnologia".

Para a ministra, as ações do Brasil em favor da preservação do meio ambiente, nas definição de metas de emissão de gás carbônico (um dos gases de efeito estufa) e na erradicação da pobreza, fazem com que o país seja visto como estratégico na construção de soluções a partir da conferência.

"A leitura dos países é que o Brasil evoluiu muito nos últimos 20 anos, desde a Eco 92, mas que ainda tem os seus problemas e desafios imensos pela frente", disse. "Esse reconhecimento dá ao Brasil as condições de ser o país anfitrião, facilitador, negociador e de aproximação dos vários povos do planeta. É isso que se espera do país. Não é só uma agenda ambiental, é uma agenda de sustentabilidade e desenvolvimento", completou.

Um dos pontos sobre o qual ainda não há consenso, segundo a ministra, é quanto ao formato de reestruturação do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), criado há 40 anos. "O que se discute é o fortalecimento do Pnuma, com uma leitura de que esse fortalecimento pode ser feito passo a passo, tendo uma visão de gestão. O programa ganharia contornos de uma agência internacional, mas ainda não há consenso quanto a isso".
 Agência Brasil

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Quando China espirra....


PIB da China avança 8,1% ao ano no 1º trimestre, abaixo da expectativa

Por Dow Jones Newswires
 
PEQUIM - O Produto Interno Bruto (PIB) da China cresceu ao ritmo anualizado de 8,1% no primeiro trimestre de 2012, o que significou o menor ritmo de expansão desde o primeiro trimestre de 2009.
O ritmo de expansão do PIB desacelerou no primeiro trimestre do ano em relação ao quarto trimestre de 2011, quando estava em 8,9% ao ano.


O resultado do primeiro trimestre também ficou abaixo da mediana (8,3%) das estimativas de 15 economistas ouvidos pela agência Dow Jones.

Em relação ao quarto trimestre, houve um avanço de 1,8% no período de janeiro a março, abaixo também da expansão de 2% registrada na comparação entre os últimos três meses de 2011 e o trimestre imediatamente anterior, de acordo com informações divulgadas nesta sexta-feira pelo (clique ao lado e veja mais informações)  Escritório Nacional de Estatísticas da China.

Economistas ouvidos pela Dow Jones previram que haveria uma desaceleração do ritmo de crescimento chinês, em meio ao enfraquecimento da demanda mundial  e ao desaquecimento do mercado imobiliário local, o que deve resultar em um aprofundamento de medidas de estímulo econômico.

O escritório de estatísticas chinês (clique ao lado e veja mais informações)  comentou o dado, argumentando que, em meio a pressões inflacionárias, o PIB do país ficou em um patamar razoável.

(Dow Jones Newswires)

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Refugiados que fogem dos rigores do comunismo cubano, conhecem as bênçãos do capitalismo, por dentro.

Ex-prisioneiros políticos refugiados na Espanha protestam trás ficar sem ajuda do Estado Espanhol.

Assim durmiram os refugiados cubanos que tem acampado frente as Relações Exteriores/SANTI BURGOS

O capitalismo por dentro. Aí tem que trabalhar.

Um grupo de 22 cubanos, entre ex-prisioneiros políticos e familiares, acampou ante a sede do Ministério de Assuntos Exteriores e Cooperação para intentar forçar una solução a penosa situação econômica. Entre 2010 y 2011, Espanha e a Havana firmaram um acordo que permitiu liberar e trasladar a Espanha a 115 ex-prisioneiros políticos e 650 familiares. 
Passou-se um ano da sua chegada ao país e os exilados têm ido perdendo as ajudas do Governo. Agora estão ficando sem recursos, já que a imensa maioria não ha encontrado empregos estáveis.
 

A maior floresta preservada do Planeta


Onde está localizada? 



No Estado do Amazonas 


quarta-feira, 11 de abril de 2012

Sangue no olho

Convocação de Ideli mostra descontentamento, diz ex-ministro da Pesca

BRASÍLIA - Ex-ministro da Pesca, o deputado Luiz Sérgio (PT-RJ), disse nesta quarta-feira que a convocação da ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvatti, pela Câmara é uma demonstração de “descontentamento” de “alguns setores da base aliada” com o governo.

Sucessor de Ideli no Ministério da Pesca, Luiz Sérgio comparou a convocação da ministra à de Miriam Belchior (Planejamento), aprovada em março pela Comissão de Trabalho. Não é, segundo ele, um “caso com essa ou aquela ministra”, mas uma “expressão de descontentamento”. “O importante é saber diagnosticar onde ele está”, declarou, em referência ao descontentamento.

Nesta manhã, a Comissão de Fiscalização e Controle da Câmara aprovou a convocação da ministra em razão da suposta vinculação entre a compra de 28 lanchas de uma empresa que doou R$ 150 mil à campanha de Ideli ao governo de Santa Catarina em 2010. A convocação foi aprovada por oito votos a sete. Deputados de PMDB, PP e PR deram votos pela convocação. Ainda não há data para o depoimento.

O contrato de aquisição das lanchas, alega a ministra, foi fechado antes de ela virar ministra da Pesca. Mas se transformou em alvo de suspeita porque a Intech Boating, empresa que venceu a licitação para fornecer as embarcações, fez a doação ao diretório do PT-SC, fonte de 80% da campanha de Ideli ao governo do Estado. Além disso, o Tribunal de Contas da União (TCU) detectou diversas irregularidades na operação.

Ministro entre junho de 2011 e fevereiro de 2012, Luiz Sergio avalia que a compra das 28 lanchas “foi mal feita”,  mas a ministra Ideli não teria “nenhuma relação” com o caso. A operação de compra, criticada pelo TCU, ocorreu na gestão do então ministro Altemir Gregolin (PT-SC).

(Yvna Sousa / Valor)

domingo, 8 de abril de 2012

A pergunta que não quer calar. Por que a NATURA não instalou seu Centro Pesquisa no Pará?

Natura inaugura Centro de Conhecimento em Manaus

Empresa anuncia abertura de um Centro de Conhecimento, que concederá bolsas para pesquisadores interessados em descobrir insumos provenientes da floresta

O pará tem a maior universidade da Amazônia, a maioria dos pesquisadores da Amazônia estão no Pará, a UFPA conta com recursos para a implantação e ampliação de laboratórios para contribuir com as pesquisas.

Mas o que aconteceu?. 

Pesquisas em laboratório, que já acontecem na sede em São Paulo, também serão feitas aqui em Manaus, por meio de parcerias (Divulgação)

A empresa Natura confirmou para o próximo mês de julho a inauguração em Manaus de um centro de investimento, tecnologia e inovação científica. O Centro de Conhecimento, como foi batizado, atuará como agência de fomento, concedendo bolsas para pesquisadores que queiram desenvolver estudos sobre insumos derivados de produtos amazônicos. Os resultados das pesquisas serão aplicados à cadeia produtiva da empresa.

Com a iniciativa, a Natura quer aumentar de 10% para 30% o seu consumo de insumos produzidos na região e, até 2020, envolver entre 10 mil e 12 mil famílias agroextrativistas na cadeia produtiva. Nos próximos oito anos, a empresa também planeja movimentar recursos de até R$ 1 bilhão. Esta movimentação envolve a cadeia de fornecimento de matéria-prima, passando por contratação de serviços locais, tecnologia e certificação de ativos. A informação da inauguração do Centro, cuja sede será localizada no bairro Nossa Senhora das Graças (zona Centro-Sul), foi dada pelo diretor de ações de relacionamentos da Natura, Rodolfo Guttila.

Em entrevista exclusiva ao jornal A CRÍTICA, o executivo afirmou que o modelo desenvolvido será o Sistema de Inovação Aberta, no qual o campo de inovação é aberto a parcerias locais. Neste primeiro momento, a Natura pretende recrutar oito pesquisadores locais de instituições com as quais já firmou um Termo de Cooperação: Universidade Federal do Amazonas (Ufam), Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), Embrapa e Centro de Biotecnologia da Amazônia (CBA). “Vai começar relativamente pequeno, mas (o Centro de Conhecimento) irradiará por toda a região amazônica e outros países. Teremos o espaço físico pronto, com toda a rede interligada. Teremos a sede, mas usaremos as estruturas das universidades e do CBA. Trabalharemos com bolsas e com apoios a projetos”, disse Gutilla. Até 2020, a empresa quer envolver aproximadamente mil pesquisadores em uma rede que se expandirá de Manaus para outros Estados e países. As ações de incentivo à pesquisa e inovação terão foco nos seguintes temas: Cultura e sociedade; Conservação e biodiversidade; Florestas e agricultura; e Design de produtos e processos.

Em busca de inovação
A Natura já investe em inovação e pesquisa, com mais de 300 doutores e pós-doutores nas áreas de farmácia, biologia, botânica, entre outras especializações. Com a abertura do Centro, seu projeto é abrir o campo de inovação em cosméticos e apostar em uma nova linha de produtos, com o objetivo de abreviar os resultados.

Geração de negócios
A abertura do Centro em Manaus faz parte do programa “Amazônia”, lançado em 2011 pela Natura. Segundo informações divulgadas pela empresa, a iniciativa busca criar oportunidades de negócios a partir de ciência, inovação e empreendedorismo, com foco no uso sustentável de produtos e serviços da sociobiodiversidade. Na primeira etapa, de 2011 a 2013, o foco é a expansão no segmento de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos, por meio de investimentos em ciência, tecnologia, inovação e estruturação de cadeias produtivas na região amazônica.

Até 2020, o programa movimentará um volume de negócios de aproximadamente R$ 1 bilhão. “O Centro de Conhecimento é fundamental dentro da estratégia de Ciência, Tecnologia e Inovação do programa Amazônia. A partir dele serão coordenadas as redes de pesquisa que fomentaremos na região, em conexão com instituições nacionais e internacionais para tornar a Amazônia um grande polo mundial de tecnologia e negócios sustentáveis em sociobiodiversidade”, afirma Victor Fernandes, diretor de Ciência, Tecnologia e Inovação da Natura.

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Para diretor do Banco Mundial, taxa mineral é tendência entre países



O Liberal 06/04/2012

Paulo de Sá esteve em Belém e se reuniu com o vice-governador


O governador do Estado
em exercício, Helenilson
Pontes, esteve em reunião
na manhã de ontem, com o
representante de Petróleo,
Gás e Minérios do Banco
Mundial, Paulo de Sá. Entre
os assuntos discutidos, está
a possível criação de investimentos
no setor mineral e
de produção, além de cursos
e programas de formação,
que surgirão de futuras parcerias
entre as duas entidades.
Durante a reunião Paulo
de Sá afirmou que o Pará
é um dos focos de estudo do
Banco Mundial, devido ao
grande potencial mineral
do estado.
“O Pará é uma grande potência
mineral, sem dúvida.
O desafio é fazer que a população
se beneficie desse
desenvolvimento mineral”,
afirma o representante, que
está em Belém com a sua
equipe para estudar o potencial
econômico do Estado.
Paulo de Sá destacou o
apoio que o Banco Mundial
possui de quase 50 países
no mundo, e ressalta que
“será um grande prazer
também estabelecer uma
parceria duradoura com o
Estado do Pará”.
Paulo de Sá falou ainda
da iniciativa do Executivo
de taxar a extração do minério.
“Há um movimento
mundial para aumentar a
carga fiscal do sistema mineral,
porque a maior parte
dos regimes fiscais não estava
preparada para captar
esses lucros extraordinários
que foram gerados pelo
grande aumento dos preços
das commodities.
Este movimento
é generalizado em todos
os grandes países, para
ter uma maior partilha das
receitas fiscais entre a Federação
e os Estados”, destaca.
Helenilson Pontes acredita
que o Pará está no caminho
certo para os investimentos
e parcerias com o
Banco Mundial. “Estamos
interessados numa parceria
com o Banco para desenvolver
e reforçar políticas
públicas que possam beneficiar
a sociedade local.
Nesta audiência, fizemos
um convite ao Banco para,
em parceria com o governo,
elaborar um programa de
formação para discussão
da mineração e energia no
Estado”, explica o governador
em exercício.
A reunião, que aconteceu
no Centro Integrado
de Governo, também conta
com a presença do secretário
Especial de Desenvolvimento
Econômico e Incentivo
à Produção, Sidney
Rosa, a secretária adjunta
de Indústria, Comércio e
Mineração, Maria Amélia
Enríquez, o secretário de
Estado de Indústria, Comércio
e Mineração, Davi Leal, o
reitor da UFPA, Carlos Maneschy
e o assessor da Secretaria
Especial de Desenvolvimento
Econômico e Incentivo
à Produção (Sedip),
Gonzalo Enriquez.