terça-feira, 28 de setembro de 2010

Nilson Pinto, um paraense de provados valores éticos e um exemplo para milhares de jovens parenses


O texto foi preparado pela assessoria do Deputado Nilson Pinto de Oliveira e publicado no site do Deputado.
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Quarto filho de uma família de sete irmãos, nascido e criado em uma das áreas mais pobres da periferia de Belém, Nilson Pinto tem uma trajetória vencedora, fruto de seu esforço, de seu estudo e de muito trabalho.

O pai do deputado Nilson Pinto era servidor público e ganhava salário mínimo. Sua mãe costurava para ajudar a sustentar a família. A família morava no “chém” – o antigo depósito de lixo da cidade, circunstância que Nilson Pinto aproveitava para aumentar a renda da família trabalhando como catador de lixo.

“Meus pais fizeram um esforço heróico e vitorioso para educar sete filhos”, conta o deputado, emocionado.

Nilson Pinto estudou na escola pública em Belém. Primeiro, no Grupo Escolar D. Pedro II; depois, no Colégio Estadual Augusto Meira, com uma rápida passagem pelo Ginásio Grão-Pará. Formou-se em Geologia.

Aprovado em concurso público, tornou-se professor da Universidade Federal do Pará. Com muito empenho, ganhou uma bolsa de estudos e fez mestrado em Geoquímica, em Belém. Mais dedicação valeu-lhe nova bolsa de estudos, desta vez para fazer doutorado em Geociências, na Alemanha, que concluiu em 1980.

Voltou ao Brasil, retomou suas funções como professor e pesquisador. Por meio de eleição, tornou-se reitor da UFPa. “Venci todas as dificuldades da vida com muito empenho e dedicação. Nada caiu do céu. Sou, fundamentalmente, um produto da escola pública. É o meu próprio exemplo que me faz lutar para que outras pessoas, em condições semelhantes às minhas, possam superar as suas dificuldades”, afirma Nilson Pinto.

É por tudo isso que o deputado Nilson Pinto tem trabalhado intensamente pela melhoria da qualidade do ensino público em todas as funções que exerceu – como pró-reitor, reitor, secretário estadual de Ciência, Tecnologia e Meio Ambiente, secretário especial de Promoção Social e como deputado federal.

“A educação é o meio mais seguro de ascensão social e um instrumento efetivo para assegurar igualdade de oportunidade para todos. A minha trajetória é um prova disso”, diz o deputado Nilson Pinto.

sábado, 25 de setembro de 2010

Essa é baixaria ou pelo menos discurso sem senso histórico

 É um verdadeiro deslize no currículo do Ex-Ministro Ozires Silva, fundador da EMBRAER, seu artigo sobre as razões pelas quais NÃO VOTARÁ EM DILMA.


Ele também não votará no PSOL, no PCO, PSTU ou em outro partido declarado Marxista (pela sua reflexão da para sentir que não gosta do marxismo), poucos gostam dessa ideologia. Mas esse não é o problema.

Ficam Serra e Marina. Em Marina ele não vota, já que o Coronel Ozires nunca foi muito preocupado pelas questões ambientais.


Fica só Serra. E olha que o voto é secreto.


Agora, essa comparação histórica que faz, pegando dois dirigentes: um nazista (poderia ter sido seu ídolo na época em que exercia como oficial da Aeronáutica) e outro marxista, que fez a Revolução Russa.


Dois contextos bem diferentes dos atuais e difíceis de imitar.


Poderia ter feito referência a experiências históricas mais recentes e países mais próximos do Brasil, que não fossem resultados de revoluções ou guerras mundiais (Helmut Kohl, reeleito inúmeras vezes, Felipe Gonzalez, que permaneceu no poder por mais de 10 anos). Optou pelo baixo nível.

Leia o artigo e opine. Fica a impressão que se votarmos em Dilma o resultado será uma Alemanha nazista ou um Russia, comandada por uma marxista.


Se ele escreveu isso, assim que acordou do sono, ainda apavorado pelo pesadelo, eu vou dar um desconto, entretanto se foi mesmo proposital esse artigo é uma baixaria intelectual.

Como engenheiro e empreendedor tiro o chapéu para Ozires, mas como político não tem meu respeito.


Veja o artigo abaixo.


"Acordei hoje com um pensamento fixo: "Preciso escolher meu candidato à Presidência da República." Mas, votar em quem??? O primeiro pensamento foi: NÃO VOTAREI NA DILMA!!! Mas por quê? Seria por causa do Lula? 

Quando lembro-me do Lula, tenho uma certa aversão, mas aí vem o pensamento: "Como posso ter aversão a um presidente que na última pesquisa teve 81,7% de aprovação pelo povo brasileiro? (Fonte: "Jornal A Folha de São Paulo"). Comecei a imaginar que o problema está em mim e não no Presidente Lula". 

Pensei até que esta aversão poderia ser pela lembrança de minha adolescência quando via as reportagens de um Lula, um pouco "descabelado" sobre um caminhão ou palanque, com uma grande barba negra, gritando... 

E como comecei a pensar no passado, resolvi analisar parte da história, onde grandes países que também passavam por grandes desigualdades, fomes e crises, elegeram um presidente de partidos populares, vindo normalmente do povo sofrido.  

Iniciei analisando a grande potência do início do século XX, a Rússia. Em fevereiro de 1917, na Revolução Russa, houve a queda da autocracia do Czar Nicolau, o último Czar a governar, e procuraram estabelecer em seu lugar uma república de cunho liberal. Já em novembro de 1917, houve a Revolução de Outubro, na qual o Partido Bolchevique, liderado por Bu Abuláh, derrubou o governo provisório e impôs o governo socialista soviético. 

Os Bolcheviques eram considerados a maioria, que pretendiam a implantação definitiva do socialismo na Rússia através de reformas radicais com o apoio do proletariado. Este grupo era formado por uma facção do Partido Operário Social-Democrata Russo liderada por Vladimir Lenin. 

As primeiras medidas tomadas pelo novo governo foram a reforma agrária(com a distribuição de terras aos camponeses), a nacionalização dos bancos e fábricas, (sendo que a direção destas últimas foi entregue aos operários) e a saída da guerra. 

Ao retirar-se do conflito, a Rússia assinou com a Alemanha a Paz de Brest-Litovsk, entregando aos alemães algumas regiões russas. Nesta tomada do poder, Lenin tinha uma popularidade positiva de 89% e assim ele fundou e implantou o Comunismo na Rússia e exportou para outras nações posteriormente, como Cuba, China e Coréia do Norte (fonte: Os Bolcheviques - Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre). 

Continuando na história chegamos a década de 30. 

Olhando para outro país que passava por crises, principalmente por ter perdido uma guerra (1ª guerra mundial), a Alemanha vê um homem, vindo do povo e com apoio de um partido popular, um grande líder. É pouco provável que algum dirigente político do século 20 tenha igualado o grau de popularidade alcançado por Adolf Hitler (1889-1945) na Alemanha, nos dez anos que se seguiram a sua chegada ao poder, em 30 de janeiro de 1933. 

O apoio da população ao Partido Nazista era tímido se comparado à veneração dos alemães por seu líder máximo, que tinha 92% de popularidade enquanto governava a Alemanha (fonte: "Livro Hitler, 1889-1936, e Hitler, 1936-1945, Ian Kershaw, W.W. Norton, 1998 e 2000"). O culto ao mito exerceu um papel determinante no funcionamento do Terceiro Reich e na aterradora dinâmica do nazismo. 

Adorado pelo povo, adulado por seus subordinados e temido no resto da Europa, Hitler entrou para a História como a encarnação da barbárie, o artífice do Holocausto, o símbolo de um dos regimes mais horrendos já conhecidos da humanidade. 

Na mesma época, outra nação passava por insatisfação com os resultados do final da 1ª guerra mundial, crescente insatisfação popular por alto índice de inflação, empobrecimento do povo, desemprego e fome. Então surge do meio do povo um líder, vindo da guerra e com um partido com objetivo de ter um governo forte e autoritário. Benito Mussolini, junto com seu partido, o Partido Nacional Fascista. No poder, Mussolini alcançou da popularidade de 77% na Itália (fonte: Benito Mussolini - Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre). 

Bem, sou apaixonado por História, pois aprendi que quem não conhece História não é capaz de construir um grande futuro, e nós temos que sempre analisar todos os pontos possíveis quando nos propusermos a tomar uma decisão importante como votar para presidente da república. 

Cheguei à conclusão de que minha aversão ao Lula tem fundamento, baseado no modo autoritário de governar. Em uma entrevista, quando ele é punido pelo STE por fazer campanha antes do tempo para sua candidata, afirma que não concorda em obedecer a juízes. Mostrando em sua fala que é contra a democracia. 

E analisando nossos candidatos, não creio que temos muitas escolhas, infelizmente, mas creio que posso contribuir para que o Brasil não seja, no futuro próximo, mais um país governado por alguém eleito pelo povo humilde, que coloca suas esperanças nas mãos de alguém que promete muito, sem condições de cumprir nem 10%. E minha preocupação aumenta, quando vejo que a segurança do povo, a maior instância do poder judiciário, pode ter sua credibilidade contestada. 

Estou falando o SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, que é composto por juízes elevados ao posto de ministros. Esses ministros são indicados pelo Presidente da República e se forem aprovados pelo Congresso, assumem uma cadeira no lugar de quem se aposenta ou morre. Dos 11, temos uma indicação ainda do Sarney, uma do Fernando Collor de Melo e duas do Fernando Henrique Cardoso e SETE do Presidente Lula. O Supremo Tribunal Federal (STF) é a mais alta instância do Poder Judiciário do Brasil e acumula competências típicas de Suprema Corte e Tribunal Constitucional. 

Sua função institucional principal é de servir como guardião da Constituição Federal.Mais quatro anos no poder, sendo o guia de uma mulher que parece uma marionete, podemos ter um STF totalmente indicado por eles e os nossos olhos e voz, nos jornais não comprometidos com o governo, poderão ser fechados e calados, como está atualmente o jornal O Estado de São Paulo e Diário do Grande ABC que, por ordem do STF, não podem falar de nenhum aliado do governo.Lula olha para Dilma nos palanques e aponta o dedo dizendo: CONTINUIDADE! 

CONTINUIDADE! (Fonte: Jornal de Pé de Figueira de11/08/2010 com a matéria: A candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff afirmou, em seu primeiro comício em Minas Gerais ao lado do presidente Lula, que vai fazer de seu governo uma continuação da atual gestão). 

Continuidade da política da fome, onde ele pegou a idéia do governo anterior, a chamada Bolsa Escola, que concedia às famílias uma ajuda por enviar o filho a escola, tirando a criança do analfabetismo e suprindo assim a necessidade do seu trabalho infantil, e a transformou na Bolsa Família, que dá o dinheiro, independente da criança frequentar a escola. Assim, o pai recebe e ainda obriga o filho a trabalhar, não educando as crianças e aceitando as migalhas lançadas pelo governo. 

Continuidade da ânsia pelo poder, mesmo fazendo alianças com grandes inimigos como Sarney, Renan Calheiros, Fernando Collor de Melo, como relatou o Jornal Nacional 09/08/2010. Um país sem Educação, não pode ter senso crítico e ter condições de analisar o que é melhor para todos. Sem educação, você não conseguiria ler esta matéria, seu mundo seria reduzido. Sem educação, você viveria com uma mísera bolsa família e pediria para todos seus amigos e familiares votarem em quem lhe proporciona essa esmola.Em quem vou votar???Meu voto é secreto e não divulgarei, mas posso afirmar, NÃO VOTAREI NA DILMA!!! 

Osires Silva* ex-Ministro e Fundador da EMBRAER Colaboração: Luiz Carlos Braga Foto: fecomercio.com.br

Pará - curiosidades das eleições, a eficiência do TRE. Até tréplica se oferece aos candidatos

DIREITO DE RESPOSTA DETERMINADO PELA JUSTIÇA ELEITORAL POSTADO EM 25.09.10 ÀS 01H54M

ELEIÇÕES GERAIS 2010 – REPRESENTAÇÃO – DIREITO DE RESPOSTA – INTERNET – TÍTULO “CRIME ELEITORAL” – NO DIA 06/09/10 – NO BLOG DO REPRESENTADO – SÍTIO – http://pjpontes.blogspot.com/ - ÔNIBUS ESCOLAR

TEXTO DO DIREITO DE RESPOSTA
A COLIGAÇÃO FRENTE POPULAR ACELERA PARÁ e a CANDIDATA AO GOVERNO DO ESTADO, ANA JULIA CAREPA vem desfazer as inverdades difundidas no blog “pjpontes.blogspot.com” por meio de divulgação de responsabilidade do Sr. Parsival Pontes, candidato a Deputado Estadual.
Em respeito ao cargo que exerce, a candidata e governadora Ana Julia Carepa, ratifica a lisura de seus atos como gestora e chefe do poder executivo no estado do Pará, ressaltando o cumprimento da lei eleitoral em todo os seus termos, razão pela qual rebate veemente atitudes oportunistas como a deste blog que se utilizou de uma simples imagem para desvirtuar a realizade e criar um fato político.
O povo paraense sabe bem reconhecer a mentira que brota no desespero alheio de alguns candidatos.

Veja agora a tréplica do candidato a Deputado Estadual Parsifal  Pontes

Trago ao FrontPage, afixado à esquerda, “Direito de Resposta” determinado pela Justiça Eleitoral, em representação impetrada contra mim, pela “Coligação Acelera Pará” e pela recandidata Ana Júlia.
A lavra judicial determinou que a resposta fosse exercida no mesmo espaço onde foi feita a postagem, por um período de seis dias: assim está cumprido.
Inobstante, obriguei-me a afixar as lesões corporais à ultima flor do Lácio, ferida à faca cega pela assessoria dos impetrantes, para que delas se faça um monumento a empáfia e à pobreza gramatical dos áulicos: em uma minúscula prosa, eu consegui conferir seis erros de português.
Não contei a grafia equivocada do meu nome, que não é erro de português, mas, desinformação gentílica.
O texto nada responde, limitando-se a exercer uma espécie de esculhambação afirmativa: coisa que a turma que enclausurou a governadora se especializou em fazer no tempo em que no governo se amesenda.
A rabulice de ocasião, que para mostrar serviço a sua excelência ocupa a atarefada Justiça Eleitoral, quando poderia enviar as mal traçadas linhas para publicação direta, o que jamais seria negado, deveria, pelo menos, rogar a um aluno de ensino médio que revisasse o texto antes de cometê-lo às barras.
Mesmo com o Pará amargando, neste governo, um vergonhoso índice educacional, as escolas estaduais produzem redações bem melhores do que a que se lê à ilharga.
Pois não, periféricos?

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Empreendedorismo e Inovação tecnológica no Brasil



O XX Seminário de Parques Tecnológicos e Incubadoras de Empresas está acontecendo em Campo Grande (MS), em
2010. 

Com 755 mil habitantes, a cidade é considerada o portal do Pantanal. Por isso, o prefeito municipal, Nelson Trad Filho, afirma que a cidade está muito satisfeita em abrigar um evento desse porte.


De acordo com Trad, a realização do Seminário na cidade vai estimular discussões que aliem inovação e sustentabilidade, dois temas em destaque na agenda global atualmente. “Os administradores da geração mais jovem têm certamente uma preocupação maior com isso e sabemos que nessas discussões podem estar soluções para problema futuros, que podem ser combatidos por meio da inovação. 

Então, estamos muito satisfeitos em tocar nesse tema e influenciar positivamente a pauta do seminário de 2010”, afirma o prefeito. As reuniões entre a prefeitura de Campo Grande e a Anprotec iniciaram em novembro de 2009, para adequar o evento às características do município.

Maiores informações sobre o evento e artigos que foram apresentados no Seminário procure no endereço Aqui

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Sistema Nacional de Pesquisa em Biodiversidade (Sisbiota-Brasil) é lançado


Inspirado no Biota-FAPESP, Sistema Nacional de Pesquisa da Biodiversidade começa com R$ 51 milhões cofinanciados por órgãos federais e 18 FAPs (foto: Biota-FAPESP)

8/9/2010 Por Fabio Reynol 

Agência FAPESP – Uma rede nacional de pesquisa com a finalidade de aumentar o conhecimento sobre a biodiversidade brasileira acaba de ser lançada com aporte inicial de R$ 51,7 milhões, que financiarão trabalhos científicos sobre o assunto. O Sistema Nacional de Pesquisa em Biodiversidade (Sisbiota-Brasil) é uma iniciativa conjunta entre os ministérios da Ciência e Tecnologia, da Educação e do Meio Ambiente, do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior, do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e de 18 fundações de amparo à pesquisa estaduais: Fapeam, Fapema, Fapepi, Fapergs, Fapes, Fapesb, Fapespa, Fapitec, Fundect, Fapemig, Facepe, Fapemat, Fapeg, Fapesc, FAPDF, Fapern, Fundação Araucária e FAPESP.

“Ter um sistema nacional para reunir informação da biodiversidade brasileira era um anseio da comunidade científica que atua nessa grande área”, disse Carlos Alfredo Joly, coordenador do Programa Biota-FAPESP e professor da Universidade Estadual de Campinas, que ressaltou serem fundamentais essas informações para subsidiar políticas públicas de utilização sustentável dessa biodiversidade. A experiência do programa paulista auxiliou na elaboração do Sisbiota-Brasil, que contou com a participação de membros do Biota-FAPESP e da diretoria científica da FAPESP nas reuniões que deram origem ao programa.

O texto do edital de lançamento também foi apresentado a membros da coordenação do Biota-FAPESP para sugestões e contribuições. Dois membros da coordenação do programa paulista participarão da gestão do sistema nacional: Roberto Berlinck, do Instituto de Química da Universidade de São Paulo, em São Carlos, que fará parte do conselho técnico, e Joly, que terá uma cadeira no conselho científico.

Joly espera que o Sisbiota reproduza nacionalmente o salto de qualidade que o Biota-FAPESP representou para o Estado de São Paulo. “Isso só ocorrerá se houver garantias de que o financiamento será mantido em médio e longo prazos, uma condição que a FAPESP sempre manteve”, disse. No Sisbiota-Brasil as FAPs serão cofinanciadoras dos projetos de pesquisa desenvolvidos dentro de seus respectivos estados. O edital 47/2010, lançado em 2 de setembro pelo CNPq, regulamenta o processo de financiamento do Sisbiota-Brasil. As propostas de trabalhos serão recebidas até o dia 18 de outubro, os resultados serão divulgados em novembro e a contratação dos aprovados terá início em dezembro. Do valor total do edital, R$ 22,7 milhões virão das FAPs, sendo que a FAPESP participará com R$ 10 milhões. Os outros 29 milhões serão financiados pelo FNDCT (R$ 12 milhões), pelo CNPq (R$ 6 milhões), pelo MMA (R$ 6 milhões) e pela Capes (R$ 5 milhões). O Sisbiota-Brasil será dividido em três chamadas. A primeira visa a preencher lacunas do conhecimento da biodiversidade brasileira financiando propostas de projetos individuais que elaborem sínteses das informações disponíveis de todos os grupos taxonômicos de vertebrados, invertebrados, plantas e microrganismos.

 Na chamada, o valor máximo destinado a cada trabalho é estabelecido de acordo com o bioma a ser investigado. Amazônia e Zona Costeiro-Marinha são os biomas que envolvem os maiores valores individuais por proposta: R$ 600 mil. Pesquisas sobre o Cerrado, a Caatinga e a Mata Atlântica poderão ser financiadas com até R$ 300 mil cada uma; para o Pantanal e o Pampa, cada projeto terá o teto de R$ 150 mil.

A pesquisa em redes temáticas será o foco da segunda chamada. As propostas dessa fase deverão ser abrangentes e englobar vários grupos taxonômicos, funcionais ou ecológicos e envolver um ou mais biomas. Estima-se que as propostas da segunda chamada tenham valor máximo de R$ 2 milhões de financiamento para pesquisas novas e de R$ 1 milhão para propostas que integrem programas já existentes e contem com financiamentos.

A terceira chamada visa a financiar projetos que objetivem o entendimento e a previsão de respostas da biodiversidade às mudanças climáticas e aos usos da terra. Essa fase terá o financiamento máximo de R$ 650 mil por proposta. 

Biota-FAPESP Iniciado em março de 1999, o Programa Biota-FAPESP de pesquisas em caracterização, conservação e uso sustentável da biodiversidade do Estado de São Paulo englobou 94 projetos que descreveram mais de 1,8 mil novas espécies e levantaram informações sobre outras 12 mil. 

Joly atribui o sucesso à capacidade de a FAPESP financiar projetos de longo prazo e ao fato de o programa ser totalmente gerenciado por cientistas, fatores que preservam o Biota de ingerências políticas, Além dos resultados científicos, o Biota-FAPESP serviu de modelo para a elaboração de programas como o Biota-MS, voltado ao estudo da biodiversidade do Estado do Mato Grosso do Sul.

Em junho deste ano, a revista científica Science publicou um balanço da primeira década do Biota-FAPESP, em artigo assinado por cientistas participantes do programa. Após dez anos, o programa paulista foi reavaliado e novas fronteiras de investigação foram abertas. Entre elas estão pesquisas sobre o bioma marinho da costa paulista. A pesquisa oceânica contará com um workshop promovido pelo Biota-FAPESP nos dias 9 e 10 de setembro.

domingo, 19 de setembro de 2010

Eleições 2010 - As três propostas, só uma está chegando lá. Assim é a democracia

Música - Sabina & Serrat 17) 19 y 500 noches

sábado, 18 de setembro de 2010

Cinema em Casa - Trópico de Sangre


Trópico de Sangre. Un drama baseado em fatos reais durante a ditadura de Rafael Trujillo na República Dominicana. Conta a verdadeira historia de Minerva Mirabal e suas irmãs as que representaram a maior ameaça para o ditador Trujillo e seu regime.

Para assistir o fime clique Aqui

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Algo diferente e que as campanhas não registram. As melhores em educação, pesquisa, inovação, o que faz uma nação se desenvolver.


Não é só mito, mas estatística: Harvard é a melhor universidade do mundo, os EUA, sozinhos, abrigam 15 das 20 melhores instituições de ensino do planeta, e é dinheiro, muito dinheiro, que move essa engrenagem.

Essas são algumas das conclusões do Ranking Mundial de Universidades 2010-11 da Times Higher Education, referência em ensino superior que a Folha publica com exclusividade no Brasil.

 Na América Latina, USP é a 1ª colocada em ranking

A crise financeira de 2008 parece não ter provocado estrago nos campi dos EUA. Entre as 200 instituições que figuram no ranking, mais de um terço é de norte-americanas (72).

A receita é simples, segundo Ann Mroz, editora da THE: "Os EUA investem 3,1% de seu Produto Interno Bruto em educação superior, enquanto os demais países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico investem 1,5%".

FORÇA ASIÁTICA

Em sua sétima edição, o ranking também revela a forte presença das asiáticas.

Entre as 50 melhores, o continente possui sete --China (2), Hong Kong (2), Japão, Coreia do Sul e Cingapura-- e, nessa faixa, já bate a Europa continental: Suíça (2), França (2), Alemanha e Suécia.

No entanto, se for incluído o Reino Unido, a balança pende para a Europa. A ilha detém quatro das 50 melhores universidades, três delas entre as dez primeiras (Cambridge, Oxford e Imperial College). Levando-se em conta o ranking completo, o Reino Unido (com 29) e Europa continental (com 51) disparam.

No total, as asiáticas somam 27 --China (6), Japão (5), Taiwan e Coreia do Sul (4 cada uma) são os destaques.

Já as instituições dos países de língua inglesa, somadas, dominam 120 posições --ou 60% do ranking (Canadá --nove-- e Austrália --sete-- vêm em seguida).

Na Europa continental, a surpresa foi a Alemanha. Com 14 instituições, o motor econômico da região também lidera o ensino superior. O país "investiu 18 bilhões de euros em pesquisa nos últimos cinco anos", afirma Mroz.

A França decepcionou: figura apenas em quinto.

NOVOS CRITÉRIOS

A versão 2010-11 do ranking da THE passou por ampla reformulação --a começar da compiladora dos dados, que é a Thomson Reuters. Mas a mudança mais radical, segundo Mroz, foi de metodologia: "Usamos hoje 13 indicadores, em vez dos seis usados anteriormente [...] e ouvimos 13.388 acadêmicos altamente qualificados, de todo o mundo".

O critério de reputação também teve seu peso reduzido. "Privilegiamos mais as evidências objetivas --e não as subjetivas."

Colaborou EMILIO SANT'ANNA, de São Paulo

Veja aqui a relação das melhores universidades do Mundo Aqui

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Aquecimento de 1,3°C é inevitável, diz pesquisa



 O que aconteceria se a Terra parasse seu rimo de expansão e nenhuma nova usina ou veículo capaz de emitir carbono fossem construídos? Ainda assim, a temperatura do planeta aumentaria 1,3°C, até 2060, em relação ao período pré-industrial. 

A conclusão é de pesquisadores dos EUA, que fizeram um dos mais detalhados levantamentos sobre emissões de carbono ligadas à geração de energia e à estrutura de transportes. O material foi publicado na revista “Science” de sexta-feira (10). O planeta vai esquentar, mas para os os cientistas ele ainda não chegou ao patamar de aquecimento e emissões em que as consequências se tornam irreversíveis. 

O aumento de 1,3°C em relação ao período anterior à revolução industrial – cerca de 0,5°C a mais que hoje- foi considerado até modesto pelos pesquisadores, que esperavam crescimento de pelo menos 2°C. A concentração de carbono na atmosfera, no mesmo período, deve ficar em 430 ppm (partes por milhão), valor também abaixo do que era esperado inicialmente pelos pesquisadores. “Esse resultado nos surpreendeu”, afirmou Steven Davis, da Instituição Carnegie para a Ciência, que chefiou o trabalho. Pior no futuro – Segundo ele, porém, não há motivos para comemorar. 

Os resultados indicam que as principais ameaças ao planeta ainda estão por vir, devido ao sistema de geração de energia e transportes que são muito dependentes de combustíveis fósseis. “É importante que nós façamos a coisa certa agora. Ou seja, construir tecnologias que gerem energia com baixa emissão de carbono”, disse Ken Caldeira, também do Carnegie e autor do trabalho. Para chegar ao resultado, os cientistas fizeram um levantamento sobre todas as usinas geradoras de energia em operação no mundo. 

Eles também estimaram as emissões do sistema global de transportes, que tem dois terços das operações com combustíveis fósseis. Modelos computadorizados, que simulavam os cenários de emissão previstos pelo IPCC (painel de mudanças climáticas da ONU), chegaram às conclusões. Por conta da forte presença de termelétricas, a maior parte das emissões se concentra nos EUA, Europa Ocidental e China. A vida útil média das unidades movidas a carvão é de 40 anos. As usinas chinesas, por serem mais novas, têm potencial para poluírem por mais tempo. (Fonte: Folha.com).