segunda-feira, 29 de abril de 2013

Até criança de colo sabe que no RE X PA sempre tem roubo!!!

Zeca Pirão quer investigar borderô do Re x Pa

A cota de cada um no Re x Pa foi de apenas 19 mil reais, enquanto a Federação Paraense de Futebol levou R$ 27 mil limpos, gastaram R$18 mil reais com arbitragem, R$ 94 mil e R$ 800 com produção dos ingressos, R$ 9 mil e R$ 300 com lanche , R$ 3 mil e R$ 700 reais com rádios transmissores e mais R$ 13 mil e R$ 700 reais com o custo das cercas de ferro . Totalizando R$ 165 mil reais.

Contestando todos os problemas recorrentes que envolvem a renda dos clubes paraenses e das despesas do estádio Mangueirão a cada partida disputada no maior estádio de futebol do Pará, o vice presidente do Clube do Remo e vereador de Belém, Zeca Pirão, irá através da Câmara dos Vereadores solicitar ao Ministério Público do Pará uma investigação minuciosa para averiguar com detalhes os números do borderô do último superclássico da Amazônia valendo pela semifinal da Taça Estado do Pará, onde o time azulino foi vencedor pelo placar de 2 a 1 no sábado (27).

O DOL conversou com o dirigente remista esta manhã ele confirmou a medida. "Como vereador de Belém vou solicitar junto ao Ministério Público uma investigação detalhada sobre estes números. A poriori não concordo com o que está discriminado no borderô da Federação. As despesas são exageradas", afirmou Zeca Pirão.

(Ronald Sales/DOL)

domingo, 28 de abril de 2013

Direito: Grande vergonha, brasileiros buscam doutorado rápido na Argentina

Cursos intensivos são realizados durante período de férias, com duração de duas semanas


O número de advogados brasileiros que tem procurado cursos rápidos de pós-graduação na Argentina tem aumentado consideravelmente. Segundo a Coordenação de Aperfeiçoamento Pessoal de Nível Superior (Capes), há três vezes mais estudantes brasileiros fazendo doutorado em direito no país vizinho do que em território nacional. O formato desses cursos estrangeiros, contudo, tem gerado polêmica.

Os profissionais reclamam que no Brasil os cursos de doutoramento geralmente impossibilitam o aluno de trabalhar, dada a exigência de dedicação e à extensa carga horária. Essa necessidade de se manter ativo acabou criando um nicho de mercado na Argentina, e os estudantes acabam chegando às ofertas de vagas através da contratação de empresas que os direcionam em função de convênios firmados com instituições estrangeiras. Há, inclusive, cursos exclusivos para brasileiros.

Weser Francisco Ferreira Neto, aluno do programa de doutorado em direito penal da Universidad de Buenos Aires (UBA). Ele foi encaminhado por uma empresa que se encarregou de prover toda a documentação necessária para a obtenção da vaga na instituição, além de cuidar de questões como passagens e acomodação durante o período de aulas. Segundo o advogado, ele aceitou a proposta especialmente por causa da reputação e da flexibilidade do curso. "Optei pela UBA em razão do conceito que tem e por ser durante as férias. Assim, posso me dedicar aos estudos sem abandonar o trabalho, uma vez que sou funcionário público do Estado e teria dificuldade de estudar durante a semana em horário normal", conta.

O modelo de ensino nesses programas está estruturado de forma que os alunos possam cursar intensivamente durante o período de férias no Brasil. As aulas duram duas semanas, com oito horas diárias de duração. São geralmente quatro módulos, um por semestre, cursados na maioria dos casos em janeiro e julho, dependendo da instituição de destino
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Validação do diploma

Com relação ao reconhecimento do título de doutor no Brasil, Weser diz estar consciente das normas, e está pronto para uma batalha jurídica. "Tão logo tenha o diploma, ingressarei na Justiça para o reconhecimento. Os gestores de ensino no Brasil somente reconhecem os cursos realizados no País". Segundo a Capes, quando o aluno retorna ao Brasil com um título de mestre ou doutor obtido fora, ele precisa recorrer a uma instituição brasileira com um programa de estudos semelhante para solicitar o reconhecimento do diploma através da mesma, sem exceção.



Alguns alunos, contudo, não tiveram a mesma sorte de Weser ao escolher a instituição estrangeira para estudar. O advogado José Aluísio Sampaio, hoje acadêmico da Universidad Nacional de Lomas de Zamora, por exemplo, passou por maus momentos em uma instituição privada argentina, a Universidad del Museo Social Argentino (UMSA), antes de transferir-se à pública, onde realiza seu curso atualmente. "Os professores não eram tão preparados, a qualidade do ensino e a desorganização do curso fez com que eu e mais alguns colegas nos transferíssemos para outra instituição. Além da drástica diferença na qualidade do ensino entre a primeira e a segunda universidade, estávamos preocupados com a questão do reconhecimento do título, pois a UMSA não tem nenhuma convênio firmado com a Capes, já a Lomas de Zamora tem", desabafa.

A maioria das empresas brasileiras que oferecem o convênio faz questão de deixar claro que possui a aprovação da Comissão Nacional de Análise e Aprovação Universitária (Coneau) do governo argentino. No site da Coneau, aliás, é possível conferir uma lista de cursos que possuem o aval da instituição. Para solicitar informações detalhadas é preciso fazer uma solicitação formão ao órgão.

Há várias empresas brasileiras conveniadas com universidades argentinas que oferecem os doutorados. Na relação de documentos exigidos para inscrição geralmente não existe exigência de um título de mestrado, usualmente um pré-requisito para se entrar em programas de doutorado no Brasil.

(Luciana Rosa, Portal Terra)
JC e-mail 4710, de 21 de Abril de 2013.

Mais atraso da Inovação Tecnológica no Brasil

Os NITs estão morrendo, diz presidente do Fortec

Além de aporte de recursos, é imprescindível para os NIT autonomia e flexibilidade necessárias para a realização da missão de proteger o conhecimento nas ICT e promover a transferência para o setor empresarial.

Há nove anos anos, a Lei da Inovação (n° 10.973/2004) implementou os Núcleos de Inovação Tecnológica (NITs). Neste período, essas instituições passaram a desenvolver novas funções, além de serem interlocutoras entre universidades e empresas. Hoje, elas também são responsáveis por fomentar a criação de spin-offs e startups, fruto de processos inovadores desenvolvidos no meio acadêmico.


Em entrevista, o presidente do Fórum Nacional de Gestores de Inovação e Transferência de Tecnologia (Fortec), Rubén Sinisterra, faz um diagnóstico sobre o setor e afirma: sem políticas públicas efetivas, os NITs vão fechar as portas.

Rubén Sinisterra.
 Foto: Bruno Spada/Tripé Foto

Qual foi o principal avanço do setor nos últimos anos? 

Estamos fazendo patentes com mais qualidade do que há seis ou sete anos, quando começamos esse processo. Hoje, nós temos casos de sucesso, exemplos dos mais diversos e criativos. Eles chamam a atenção internacional pela riqueza da cultura brasileira, pelo “jogo de cintura” e por estar no mesmo nível dos países mais avançados.

As transferências de tecnologia e os depósitos de patentes, duas das principais atribuições dos NITs, estão trilhando as metas desejadas pelo setor?

Os processos de transferência de tecnologia ainda não acontecem com a densidade e intensidade que o País precisa. Uma solução, por exemplo, tem sido o estímulo para a criação das startups e spin-offs. Neste papel, conseguimos auxiliar na geração de riqueza, renda e emprego para a sociedade. Esta é uma forma contemporânea de prestarmos contas, de sermos mais transparentes e de mostrar que nós estamos aqui.

O que falta aos NITs para poderem atuar de maneira plena e conseguir desempenhar o papel pelo qual foi criado?

É fundamental entender que o trabalho desempenhado por eles não pode ter a mesma velocidade dos desenvolvidos nas universidades. Se pretendemos que a transferência de tecnologia e o conhecimento das nossas universidades não fiquem engavetados, precisamos dar mais autonomia aos NITs.
É fundamental a contratação de funcionários de carreira. Hoje, os núcleos são estruturados com bolsistas que permanecem no máximo por 36 meses. Na maior parte das vezes, quando estão totalmente treinados, eles saem. A volatilidade é grande e as bolsas muitas vezes também não são atrativas.

Em palestras o senhor comenta que só aprenderemos fazendo. O que o senhor quis dizer?

Essa frase é profunda. Ela voltou à minha cabeça no período que fiquei no Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT, sigla em inglês). Percebi que nos Estados Unidos há poucas regras e elas são claras e fáceis. Acredito que gastamos muito tempo nos diagnósticos. Nós somos “overdiagnosticados”, ou seja, temos diagnósticos no País para tudo. Devemos ser um pouco mais ousados dentro dos marcos regulatórios.

Para o senhor o medo de arriscar está conectado ao arcabouço legal?


Eu diria que vem de tudo. É algo cultural. Nós temos a cultura do acumular de mais e fazer de menos. Acho que a gente vai ter que voltar ao processo de ir fazendo e aprendendo. Isso ocorre até no processo de transferência de tecnologia. Por vezes, coloca-se como mais importante o negócio mais rentável. No MIT, a finalidade lucrativa nem sempre é um diferencial.

Os casos de sucesso das diferentes regiões brasileiras revelam que é possível trabalhar dentro do arcabouço legal que nós temos. Só nos falta ousadia.

Como estimular essa ousadia? 

Infelizmente não existe uma fórmula específica. Precisamos de advogados para nos falar como é que pode. Temos que sair da cultura do não. Dessa forma, simplesmente nada acontece. É preciso estabelecer onde queremos chegar para definirmos como fazer.

Faltam políticas públicas para estimular os Núcleos de Inovação Tecnológica?

Percebo que só agora estamos voltando a ter continuidade nos esforços. Os NITs, por lei, têm que ser fomentados por políticas públicas. O último edital que saiu foi em 2008. Isto significa falta de continuidade dos esforços. Um corpo que você não alimenta, morre. E se ele morre, teremos que começar os trabalhos do início. Isto impede o avaço mesmo com o acúmulo de conhecimento.
A formação de recursos humanos no Brasil é um exemplo claro de que investimentos constantes dão resultado. Nós veríamos resultado dos NITs com recursos contínuos em cinco ou dez anos. Os NITs estão morrendo e vão morrer. São necessárias políticas públicas para mantê-los vivos.

Escrito por Leandro Duarte

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Eduardo Campos será candidato em 2014, disse Prefeito de Belo Horizonte, que é do mesmo partido


Campos parece estar “bastante decidido” em ser candidato, diz Lacerda




BRASÍLIA - O governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), demonstra estar bastante decidido em ser candidato a presidente da República em 2014, segundo afirmou a avaliação foi feita nesta quarta-feira pelo prefeito de Belo Horizonte, Marcio Lacerda (PSB), correligionário de Campos.

“Isso é uma posição do nosso presidente do partido e da direção nacional de colocar a candidatura dele como uma possibilidade concreta. A impressão que se tem é que ele está bastante decidido”, afirmou Lacerda, após o II Encontro dos Municípios com Desenvolvimento Sustentável, evento promovido pela Frente Nacional de Prefeitos.

“Naturalmente, a direção nacional vai ter que se posicionar sobre isso e as direções estaduais no momento certo, já no próximo ano. Mas, é uma aspiração legítima dele como líder político.”

Para Lacerda, porém, é preciso aguardar para ver qual será o cenário que se desenhará no ano que vem. “São cenários que podem acontecer. Pode ser candidato como pode não ser, depende das circunstâncias. Se a eleição fosse hoje, possivelmente ele seria candidato, assim como o senador Aécio [Neves, PSDB-MG]. Se a eleição fosse hoje, possivelmente a presidente Dilma seria imbatível. Então, cada momento tem a sua realidade e o seu cenário. Vamos aguardar”, ponderou o prefeito, que no âmbito estadual é aliado de Aécio.O prefeito de Belo Horizonte sublinhou que pessoalmente ainda não tem uma posição se apoia a candidatura própria do PSB. Uma ala do partido resiste à ideia.

“O PSB tem algo a contribuir para o país, e daqui a um ano vamos ver o que será de fato a decisão. Particularmente, eu, como filiado ao PSB, neste momento não tenho posição. De fato, a minha prioridade como prefeito recém-eleito é cuidar da cidade e cumprir meus compromissos de campanha”, disse.

Lacerda também negou estar disposto a lançar-se na disputa pelo governo de Minas Gerais em 2014.

“Eu, pessoalmente, não me coloco como pré-candidato. O meu compromisso é com a cidade e a administração municipal.”

(Fernando Exman e Lucas Marchesini | Valor)

Multam gigante da internet

Alemanha multa Google em 145 mil euros por violação de privacidade




HAMBURGO (ALEMANHA) - Autoridades alemãs multaram hoje o Google por coletar ilegalmente grandes quantidades de dados pessoais, incluindo e-mails, senhas e fotos, com o estabelecimento de seu serviço de imagens Street View, informou a agência de notícias francesa “AFP”.

O escritório de proteção de dados de Hamburgo afirmou que cobrou 145 mil euros da gigante da internet por violação de privacidade em uma “escala sem precedentes”, como chamou o caso.O governo descobriu que, enquanto os veículos equipados com câmera pelo Google tiraram fotos entre 2008 e 2010 para o Street View, também acabaram reunindo informações de redes sem-fio inseguras. “Entre os dados coletados, havia porções significativas de informações pessoais de qualidades variadas. Por exemplo, e-mails, senhas, fotos e históricos de conversa via internet foram reunidos”, explicou o órgão, em nota.

Reclamações do tipo foram feitas desde que a americana iniciou a operação de seu serviço de fotos de localidades. Mas, para Johannes Caspar, diretor do escritório de proteção de dados de Hamburgo, “esse caso é uma das maiores violações de privacidade da história”.

(Dow Jones Newswires)

domingo, 21 de abril de 2013

Tem alguém mais chato do que vc, acredite.



Há chatos e chatos. Há o chato pegajoso, o chato que telefona muito, o chato que cutuca. Há o enochato, que faz questão que você saiba que ele sabe tudo sobre vinhos, e o ecochato, assim chamado porque se preocupa demais com ecologia ou porque vive se repetindo, como um eco.
Há o egochato, cujo único assunto é ele mesmo, e o chato hipocondríaco, uma especialização do egochato, cujo único assunto é sua própria saúde, ou falta dela. Há o chato invasivo, que fala a centímetros do seu nariz, e o chato hiperglota, que não para de falar.
Mas também há — embora seja raro — o chato que se flagra, que tem consciência de que é chato e quer se regenerar, e que diz muito “Eu estou sendo chato? Hein? Hein?” e portanto é o pior chato de todos.
Tem o caso daquele chato com autocrítica que decidiu pedir ajuda, mas não sabia quem procurar. Chatice não se cura com remédios ou com exercícios, muito menos com cirurgia. Não existem clínicas para a recuperação de chatos. O que fazer? Nosso chato resolveu consultar um psicanalista.
— É que eu sou chato, doutor, e sei que sou chato.
— Deve ter alguma coisa a ver com sua mãe.
— Minha mãe? Por que minha mãe?
— É que na psicanálise sempre partimos da hipótese de que, seja o que for, a culpada é a mãe. Facilita o tratamento. Mas me fale da sua infância.
— Bem, na escola meu apelido era “Sarna”. Também me chamavam de “Desmancha Bolinho” porque, assim que eu chegava num grupo, o grupo se desfazia.
— Sua família também o achava chato?
— Não sei. Mas desconfiei quando, nos meus dezoito anos, eles me deram as chaves da casa e em seguida mudaram todas as fechaduras.
— E sua vida amorosa?
— É normal, eu acho. Até me casei, embora minha mulher alegue que meu pedido de casamento a fez dormir e que só saiu do estado comatoso no altar, onde teve que dizer “sim” para não dar vexame. Hoje vivemos bem, em casas separadas, apesar de eu só poder visitá-la nos dia 29 de fevereiro, se ela não mandar dizer que não está. Tivemos um filho que eu ninava quando era bebê, mas ele fingia que dormia para eu parar. É o efeito que eu tenho nas pessoas, doutor. Ser chato é uma fatalidade biológica ou a chatice é um produto do meio? É possível deixar de ser chato com algum programa de reorientação? É o meu tom de voz que chateia ou o que eu digo? Ou as duas coisas juntas? Hein, doutor? Doutor...? Doutor...? Acorde, doutor!
Luis Fernando Veríssimo

O Queridinho da vez

 Socorro a Eike terá gigante da Rússia, malaios e Petrobras

Em vez de cuidar da crise econômica, financeira e de tecnológica na que se encontram as pequenas e meias empresas, que geram 90% dos empregos do País, o governo Federal cuida das suas "empresas queridinhas" a VALE e as empresas do Eike Batista

Matéria da Folha. RENATA AGOSTINI DE BRASÍLIA

Petroleira Lukoil negocia compra de cerca de 40% da OGX, cujas ações acumulam desvalorização de 90% em um ano.


Empresário negocia venda de parte de campo com a Petronas por US$ 1 bi e parcerias com estatal brasileira.

O socorro ao combalido grupo X, como é conhecido o império de empresas de Eike Batista que levam por superstição a letra nos seus nomes, começará pela petroleira OGX. O plano envolve um sócio russo, a venda de ativos e parcerias com a Petrobras em novos campos de petróleo.

Segundo a Folha apurou, a empresa negocia de forma avançada com a petroleira russa Lukoil, que pretende atrair como parceira, e com a malaia Petronas, para quem deseja passar parte de campo de petróleo para fazer caixa.

Os executivos de Eike já iniciaram também conversas com a Petrobras para firmar parcerias em campos da estatal, nos quais assumiria o posto de operadora.

Iniciar o resgate do grupo pela OGX é estratégico para Eike, que está sendo assessorado pelo BTG. De suas seis empresas com ações negociadas na Bolsa, foi dela o maior tombo --queda de 90% no valor dos papéis em um ano.

A crise de confiança contaminou várias operações do grupo. Ainda assim, a OGX representa quase um terço do império X, avaliado em pouco mais de R$ 14 bilhões.

O centro da estratégia está na Lukoil. A ideia é atrair a companhia, quarta maior petroleira privada do mundo, como sócia da OGX, cedendo participação de cerca de 40% no capital total da brasileira.

A fatia, segundo executivos próximos à operação, é suficiente para que os russos possam consolidar os números da OGX em seu balanço sem que Eike perca o posto de controlador de sua petroleira, considerada a "joia da coroa" do seu grupo.

A Lukoil esquadrinha os números da OGX desde o início do ano. Para isso, foi montado um "data room" --banco de dados com informações estratégicas da companhia.

A avaliação inicial foi positiva e, há cerca de um mês, os russos contrataram o escritório brasileiro Pinheiro Guimarães para iniciar a chamada "due diligence", uma averiguação detalhada dos ativos e informações da companhia antes da aquisição.

No momento, os advogados estão debruçados sobre detalhes como obrigações trabalhistas e de conteúdo local.

LEILÃO À VISTA

A expectativa é que o negócio possa ser fechado no início de maio, a tempo da 11ª rodada de licitações para áreas de exploração de petróleo, programada para os dias 14 e 15 e que oferecerá 289 blocos.

Para a OGX, a sociedade traria musculatura --e capital-- para uma oferta mais agressiva na disputa. A empresa precisa de novas áreas após campanha exploratória com resultado abaixo do "vendido" aos investidores.

Já os russos ganhariam um valioso atalho ao mercado brasileiro, ao ter acesso a uma empresa com corpo técnico já formado e considerado de boa qualidade.

Paralelamente, os executivos de Eike negociam a venda de 40% do campo de petróleo Tubarão Martelo para a Petronas, por US$ 1 bilhão.

Segundo apurou a Folha, as negociações estão em ritmo acelerado. O diretor jurídico da OGX, José Roberto Faveret, foi a Kuala Lumpur, na sede da Petronas, negociar os termos finais da operação.

A venda do campo traria alívio imediato à OGX, dispensando Eike de capitalizar a empresa --em outubro, o empresário se comprometeu a injetar US$ 1 bilhão do próprio bolso na empresa caso o plano de negócios estivesse comprometido por falta de caixa.

Em outra frente, a OGX movimenta-se para fechar parcerias com a Petrobras em campos já em operação. As conversas já foram iniciadas, segundo executivos do grupo, que falam sob reserva.

A intenção da OGX é entrar como sócia da estatal em alguns campos, assumindo o papel de operadora.

Procurada, a petroleira de Eike se limitou a dizer, por meio de nota, que "as informações não procedem".

Colaborou MARIANNA ARAGÃO, de São Paulo

UFPA marca presença no VII Fortec



A UFPA, por meio da Agência de Inovação Tecnológica (Universitec), participa da VII Edição do Fórum Nacional dos Gestores de Inovação e Transferência de Tecnologia (Fortec), até esta quarta-feira, 17, das 8h às 18h, no Hotel Ouro Minas, na cidade de Belo Horizonte – MG. Belém foi sede da VI edição do evento, organizado pela Rede Namor.

Participação - A Universitec, desde 2009, tem participado ativamente dos encontros do Fortec, sendo, inclusive, uma de suas instituições afiliadas. A agência está sendo representada pelo diretor da Universitec, professor Gonzalo Enríquez, e pelos servidores Gabriel Oliveira, coordenador da Consultoria e Serviços Tecnológicos (CST), e Rosângela Cavaleiro, da Coordenadoria de Propriedade Intelectual da agência. O evento é considerado importante em função das discussões sobre as áreas de Inovação Tecnológica, Propriedade Intelectual e Empreendedorismo, apresentadas por meio de palestras e minicursos, ministrados por especialistas nacionais e internacionais.

Inovação - Temas para alavancar o nível e a eficiência dos Núcleos de Inovação Tecnológica (NITS), de modo que auxiliem na estruturação e no fortalecimento do Sistema Nacional de Inovação (SNI) brasileiro, a troca de experiências com especialistas internacionais e nacionais da área de Inovação e Tecnologia, a fim de apresentar formas de maximizar a proteção do conhecimento e a transferência de tecnologia, são assuntos diretamente ligados aos NITS da Região Amazônica.

Participam do evento, também, representantes de Núcleos de Inovação do Pará (NITS), da Rede de Núcleos de Inovação Tecnológica da Amazônia Oriental (Rede Namor). A Rede Namor, coordenada pelo Museu Paraense Emílio Goeldi, tem como integrantes as seguintes instituições: Universidade Federal do Pará (UFPA), por meio de sua Agência de Inovação (Universitec), Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA); Instituto Federal de Ciência, Tecnologia e Inovação do Pará (IFPA), Universidade Estadual do Pará (UEPA), Universidade Federal do Amapá (Unifap), Universidade Federal do Tocantins (UFT); Centro de Ensino Superior do Pará (Cesupa); Embrapa Amazônia Oriental, Fundação UNITINS e Rede de Núcleos de Inovação Tecnológica da Amazônia Ocidental (Rede Amoci).

Sobre o Fórum - O Fortec ocorre anualmente. Trata-se de uma Associação Civil de Direito Privado e, entre os seus objetivos, está disseminar a cultura da inovação, da propriedade intelectual, da transferência de tecnologia e do empreendedorismo.

Texto: Hellen Lobato – Ascom / Universitec
Foto: Divulgação

quinta-feira, 18 de abril de 2013

Como incentivar aos poderosos



SÃO PAULO - A MMX, braço de mineração do grupo EBX, anunciou hoje ter obtido um financiamento de cerca de R$ 935 milhões com o BNDES. O empréstimo na linha de Financiamento a Empreendimentos (Finem) é a última etapa de crédito para a construção do porto Sudeste, em Itaguaí, na região metropolitana do Rio.

A solicitação da suplementação de financiamento foi feita em outubro do ano passado e aprovada agora. O prazo de pagamento será de dez anos, a contar de janeiro deste ano, informa o comunicado da MMX.

O documento diz ainda que a empresa planeja sacar a primeira parcela do valor no segundo trimestre, depois de encerradas as etapas de formalização e constituição de garantias. Com isso, a MMX poderá alongar “parcela significativa de seu endividamento de curto prazo”.

O porto, que escoará a produção das minas de Serra Azul (MG), tem previsão de começar a operar em dezembro, com capacidade anual de 50 milhões de toneladas de minério de ferro.


(Ana Fernandes | Valor)

domingo, 14 de abril de 2013

Pará. A maldição dos recursos


Mais recursos para agricultura no Pará, mas a crise só se agrava


O caminho do inferno está cheio de boas intenções. Não adianta falar que a crise da agricultura paraense é só sazonal. A realidade mostra que o drama é alarmante. 

A crise da cadeia produtiva do cacau é mais um exemplo, a farinha é outro, a relação entre a produção do peixe e o mercado é a maior perversidade que existe no pará. 

Ninguém toma conta da agricultura familiar, o dendê está ocupando o mato, onde se plantava farinha, hoje se cultiva dendê. Os pobres vendem suas terras para às grandes empresas que cultivam dendê e a produção da farinha está caindo dramaticamente. 

A cadeia produtiva do açaí  também está em crise, é um produto inexistente na mesa dos paraenses. As explicações são muitas, muita teoria que já não encaixa bem na complexa realidade da agricultura paraense. 

Pará sofre da Teoria da Maldição dos Recursos. Estudo do Banco Mundial publicado no Brasil chama a atenção para um velho fantasma da economia do desenvolvimento: a maldição dos recursos naturais (Sinnott, Nash e de la Torre, 2010).

O problema é falta de  uma política para a agricultura, não é crédito, nem recursos. O que precisa ser feito é saber integrar os verdadeiros atores do setor do agronegócio, em uma concepção moderna, que não privilegie apenas os grandes produtores, que valorize as cadeias produtivas que atendam as demandas das comunidades mais carentes do Estado. 

Tal vez seria necessário que os que estão no comando das políticas públicas do setor, não pensassem apenas no seu próprio interesse particular e mais no interesse público. 

A SITUAÇÃO DO CACAU. O VERDADEIRO EXEMPLO DA CRISE DA MAIORIA DAS CADEIAS PRODUTIVAS DO PARÁ.


VEJA A INFORMAÇÃO DO GOVERNO SOBRE O TEMA E ACOMPANHE OS DADOS DO COLAPSO DA AGRICULTURA. 

O avanço nas negociações de uma nova política para a lavoura cacaueira no país levou representantes dos dois maiores produtores de cacau brasileiros a uma audiência, em Brasília (Distrito Federal), com Gerardo Fonteles, novo secretário executivo do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). Os secretários de Agricultura do Pará, Hildegardo Nunes, e da Bahia, Eduardo Salles, fazem parte do grupo executivo que estuda alternativas para solucionar a crise no setor. O grupo também é formado pela Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac) e Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

O objetivo da reunião foi informar à equipe do novo ministro da Agricultura, Antônio Andrade, as alternativas para solucionar a crise no setor cacaueiro, que já provocou uma queda de 42% no preço da amêndoa seca. “Queremos isonomia e competitividade para os produtores brasileiros, que se sentem desvalorizados em relação aos produtores de fora”, disse Hildegardo Nunes. Hoje, o Brasil importa em torno de 100 mil toneladas de amêndoas, pagando um preço maior que o praticado no mercado interno.

Gerardo Fontelles informou que já tinha conhecimento da pauta do cacau e sobre alguns encaminhamentos já feitos, como os protocolos sanitários para a importação do cacau e o estudo dos impactos na política de comércio exterior e preços mínimos. Reuniões mensais serão realizadas no Mapa para dar andamento à nova política nacional do cacau.

O secretário Hildegardo Nunes também participou de audiência no Ministério da Integração Nacional com o secretário de Desenvolvimento Regional, Sergio de Castro, que virá a Belém no próximo dia 16 (terça-feira) para se reunir com prefeitos do Marajó, na Superintendência de Desenvolvimento da Amazônia (Sudam).

Sergio Castro garantiu o repasse de R$ 30 milhões neste ano e em 2014, numa parceria com a Secretaria de Estado de Agricultura (Sagri). O recurso será aplicado no melhoramento das cadeias produtivas da mandioca e do açaí, por meio da capacitação de produtores, gerenciamento e estruturação da produção, com a compra de máquinas e equipamentos para desenvolver o processo produtivo.

Agência Pará Notícias