Amazônia, meio ambiente, ecologia, biodiversidade, desenvolvimento sustentável, ciência e tecnologia, incubadoras e parques tecnológicos, política nacional e internacional - Amazonia, the environment, ecology, biodiversity, sustainable development, science and technology, incubators and technology parks, national and international policy
quarta-feira, 5 de agosto de 2015
terça-feira, 4 de agosto de 2015
Do Eduardo Cunha para Jaques Wagner
TIROTEIO
A Câmara nunca perdeu institucionalidade sob meu comando. Sempre conduzi a Casa com equilíbrio. Não visto essa carapuça.
DE EDUARDO CUNHA (PMDB-RJ), presidente da Câmara, sobre o ministro Jaques Wagner (Defesa) ter dito que espera isenção na condução dos trabalhos.
domingo, 26 de julho de 2015
sábado, 25 de julho de 2015
Lula apela a FHC para conter impeachment
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva autorizou amigos em comum a procurar seu antecessor, o tucano Fernando Henrique Cardoso, e propor uma conversa entre os dois sobre a crise política. O objetivo imediato do movimento é conter as pressões pelo impeachment da presidente Dilma Rousseff.
Há cerca de duas semanas, amigos de Lula discutiram separadamente com ele e FHC a possibilidade de um encontro dos dois. Os contatos ocorreram às vésperas de o tucano viajar de férias para a Europa.
Lula disse a aliados que a conversa poderia ser por telefone e antes de Fernando Henrique viajar. O tucano preferiu deixar a definição de um eventual encontro para ser discutida depois que ele voltar ao Brasil, em agosto.
Não foi o primeiro aceno de Lula à oposição. Em maio, ele encontrou o senador José Serra (PSDB-SP) na festa de um amigo comum e disse que gostaria de marcar uma conversa reservada. Lula derrotou Serra na eleição de 2002.
Lula tem mantido somente os aliados mais próximos informados sobre essas conversas, e só avisou que procuraria Fernando Henrique na véspera de autorizar os contatos com o antecessor.
A intenção do petista é buscar um conciliador na oposição para tentar dissipar, pelo menos dentro do PSDB, as forças que trabalham pelo impeachment da presidente.
A crise que envolve Dilma aprofundou-se nas últimas semanas, com o avanço das investigações sobre corrupção na Petrobras, a crise econômica e a rebeldia dos aliados do PT no Congresso.
SEM INTERMEDIÁRIOS
Por meio de nota, a assessoria de imprensa do Instituto Lula afirmou nesta quarta-feira (22) que o ex-presidente não tem interesse em conversar com Fernando Henrique nem soube de nenhum interesse da parte do antecessor.
Por e-mail, Fernando Henrique disse à Folha: "O presidente Lula tem meus telefones e não precisa de intermediários. Se desejar discutir objetivamente temas como a reforma política, sabe que estou disposto a contribuir democraticamente. Basta haver uma agenda clara e de conhecimento público".
Serra não quis confirmar o conteúdo da conversa que teve com Lula em maio, e disse apenas que não tem nenhum encontro marcado com ele.
As informações sobre a movimentação de Lula foram confirmadas à Folhapor integrantes do Instituto Lula e políticos de três partidos. Para a assessoria de Lula, "relatos anônimos" servem apenas para alimentar "especulação".
RADICALIZAÇÃO
A aliados com quem discutiu o assunto, Lula disse preferir uma conversa discreta com FHC. O petista tem procurado evitar que seus movimentos ampliem a radicalização do ambiente político.
Lula, que fez recentemente críticas ao modo como Dilma vem lidando com a crise, tem procurado agir como bombeiro e procurou líderes do PMDB, como o senador Renan Calheiros (AL), para conter os ânimos no Congresso.
O ex-presidente debateu com seus auxiliares durante meses a decisão de buscar reaproximação com os tucanos. Os petistas sabem que a radicalização da campanha presidencial do ano passado, em que Dilma atacou FHC, tornou mais difícil o diálogo com eles.
No PSDB, há dúvidas sobre a conveniência de uma conversa que tenha como tema a governabilidade de Dilma. Mesmo tucanos considerados moderados, que hoje são contra o impeachment, temem que um diálogo com o PT seja visto como conchavo e arranhe a imagem do partido.
O presidente do PSDB, senador Aécio Neves (MG), que foi derrotado por Dilma na eleição presidencial do ano passado, é visto pelos petistas como um dos principais obstáculos a qualquer tentativa de acerto entre os dois grupos políticos.
terça-feira, 21 de julho de 2015
A festa dos palhaços da CBF
CBF procura Sampaoli, mas só para ouvir sugestões
A CBF quer ouvir sugestões de pelo menos um treinador rival da seleção brasileira: Jorge Sampaoli, técnico do Chile. O argentino recebeu um convite de Gilmar Rinaldi para conversar com a comissão técnica comandada por Dunga. No primeiro telefonema dado pelo coordenador de seleções da CBF, Sampaoli não respondeu se aceita o convite.
O argentino tem dúvidas se Dunga reagiu bem à ideia. Porém, o técnico brasileiro está em sintonia com Gilmar no projeto de reunir técnicos estrangeiros para discutir o futebol nacional.
A meta do coordenador era juntar vários treinadores de outras nacionalidades de uma só vez, mas ele encontra dificuldades por conta da agenda de cada um. Assim, pode realizar encontros individuais.
O blog procurou Gilmar para falar sobre o assunto, no entanto, seu celular foi atendido pela assessoria de imprensa da CBF que declarou que informações só serão divulgadas por meio do site da entidade.
Campeão da Copa América, Sampaoli se transformou num dos estrangeiros mais desejados pelos times brasileiros desde o ano passado.
O São Paulo foi clube que mais se aprofundou nas negociações. Após a saída de Muricy Ramalho, Carlos Miguel Aidar, acompanhado do empresário e ex-volante Bernardo Silva, que tem bom relacionamento com o argentino, mas não é agente dele, teve uma longa conversa com treinador.
Durante a Copa América, foi a vez de Modesto Roma Júnior, presidente do Santos, tentar a contratação em vão.
Por sua vez, apesar de querer ouvir Sampaoli e outros estrangeiros, a CBF mantém a postura de rejeitar técnicos de fora do país no comando da seleção. E assegura que Dunga segue firme no cargo.
O argentino tem dúvidas se Dunga reagiu bem à ideia. Porém, o técnico brasileiro está em sintonia com Gilmar no projeto de reunir técnicos estrangeiros para discutir o futebol nacional.
A meta do coordenador era juntar vários treinadores de outras nacionalidades de uma só vez, mas ele encontra dificuldades por conta da agenda de cada um. Assim, pode realizar encontros individuais.
O blog procurou Gilmar para falar sobre o assunto, no entanto, seu celular foi atendido pela assessoria de imprensa da CBF que declarou que informações só serão divulgadas por meio do site da entidade.
Campeão da Copa América, Sampaoli se transformou num dos estrangeiros mais desejados pelos times brasileiros desde o ano passado.
O São Paulo foi clube que mais se aprofundou nas negociações. Após a saída de Muricy Ramalho, Carlos Miguel Aidar, acompanhado do empresário e ex-volante Bernardo Silva, que tem bom relacionamento com o argentino, mas não é agente dele, teve uma longa conversa com treinador.
Durante a Copa América, foi a vez de Modesto Roma Júnior, presidente do Santos, tentar a contratação em vão.
Por sua vez, apesar de querer ouvir Sampaoli e outros estrangeiros, a CBF mantém a postura de rejeitar técnicos de fora do país no comando da seleção. E assegura que Dunga segue firme no cargo.
domingo, 19 de julho de 2015
quarta-feira, 15 de julho de 2015
Dilma, vete! ANTONIO DELFIM NETTO
Um dos problemas mais complicados –principalmente nas "ciências" sociais– é o estabelecimento de relações de causalidade. O festejado aumento recente de protagonismo do Poder Legislativo, essencial à consolidação do processo democrático no regime presidencialista, é a causa eficiente da visível irresponsabilidade fiscal que ele tem revelado? O maior equilíbrio de forças entre o Executivo, que formula o Orçamento, e o Legislativo, que o modifica, aprova e fiscaliza a sua execução, é necessariamente um mal? Por que um projeto proposto por um deputado ou senador é sujeito a mais desconfiança do que quando ele mesmo é submetido, pelos nebulosos caminhos da burocracia, na proposta orçamentária?
É impossível proibir, sem anular o Poder Legislativo, emendas ou modificações de gastos dentro das boas regras orçamentárias universais.
Elas exigem que (1) caibam no teto técnica e honestamente estabelecido para a receita total, ou seja, apenas substituam outras de valor equivalente, que, (2) quando o teto é violado, sejam acompanhadas pela aprovação de aumento da receita (imposto ou contribuição) igual e simultâneo, que (3) despesas de caráter permanente não sejam financiadas por aumento de receitas eventuais ou aleatórias e que (4) se considere que o investimento de hoje é despesa de custeio permanente de amanhã.
Essas regras têm sido abusadas pelos três Poderes, num conluio permissivo preocupante que ameaça a estabilidade financeira do país.
Seguramente, não foi o aumento do protagonismo do Legislativo, que, aliás, ajudou a aprovar boa parte do "ajuste" proposto pelo governo, que produziu a irresponsabilidade. Foi a visível e crescente desorientação do Executivo e do PT que estimularam a oportunística "farra fiscal" à qual não faltou, sequer, o Poder Legislativo! Dá tristeza e preocupação assistir ao que poderia ser um enorme avanço civilizatório, uma Câmara independente funcional e ágil, revelar-se uma assembleia de diretório acadêmico, onde a repetitiva gritaria ignorante de um esquerdismo infantil e o abuso de uma direita troglodita prevalecem sobre o bom senso.
Presidente Dilma, enfrente o "panelaço" que lhe cabe! Não sofra calada à desresponsabilização do Legislativo e do Judiciário no aumento das despesas. Vete os gastos propostos de quase R$ 80 bilhões nos próximos três anos, que nas últimas semanas foram postos no seu caminho. E vá à televisão mostrar à sociedade, com clareza, que, para desgastá-la, alguns oportunistas recusam os caminhos institucionais e ensaiam jogar o Brasil no caos financeiro.
Estudo aponta alto consumo de drogas para ereção por jovem; uso pode viciar
A preocupação em se garantir na hora do sexo tem levado muitos brasileiros a usar remédios que estimulam a ereção, como Viagra, Levitra e Cialis. Se a curiosidade por experimentar o "doping sexual" não é nova, uma pesquisa recente mostra um alto consumo entre jovens, uma faixa etária em que são raras as indicações de uso. E o consumo frequente pode levar à dependência.
Homens que não têm uma ereção completa podem ser considerados impotentes. Verdade: existem diferentes graus de impotência, mas todos se caracterizam pela ereção não completa. Na disfunção leve, o homem consegue penetração, mas sente que o pênis não está em sua rigidez máxima. Nos graus moderado e severo, o homem já apresenta dificuldade tanto de penetração quanto de ereção. É importante salientar, no entanto, que eventualmente qualquer homem pode vir a ter alguma falha na hora da relação sexual, motivada por fatores psicológicos, como ansiedade, estresse e preocupação. "Para ser considerada disfunção, a falha tem de ser recorrente e impedir o homem de ter ume relação sexual satisfatória", diz o urologista Valter Javaroni, membro do departamento de sexualidade humana da Sociedade Brasileira de Urologia e chefe do departamento de Andrologia da secção do Rio de Janeiro da mesma entidade. Se o problema estiver causando incômodo, vale consultar um médico para que ele possa avaliar melhor o caso e indicar um tratamento, se houver necessidade Leia mais Shutterstock/Arte UOL
Entre os homens de 22 a 30 anos que experimentaram os estimuladores nos últimos seis meses, um em cada cinco passou a usá-los em todas as relações sexuais. Já entre aqueles que têm de 41 a 50 anos, 44% passaram a usar o medicamento em todas as relações após experimentarem a droga.
Esses são os resultados de um levantamento feito entre dezembro de 2014 e janeiro de 2015 com consumidores brasileiros pelo instituto GFK, sob encomenda da fabricante de medicamentos Medley.
O urologista Sidney Glina conta que todos os meses recebe jovens que querem parar de tomar o remédio. Um dos pacientes foi um adolescente de 16 anos que relatou ao médico que ele e seus amigos transavam com as mesmas meninas e ele não poderia "falhar". "Há uma pressão para os homens mostrarem sua masculinidade, 'comparecer'", diz.
É exatamente a ansiedade e o medo de falhar que fazem com que muitos comprem o medicamento, e passem a acreditar que não vão conseguir uma ereção sem essa "ajudinha". Quando chegam ao consultório, a tarefa do médico é procurar algum problema físico que justifique a indicação do medicamento que trata a disfunção erétil.
E, na maioria dos casos, não há nada além da insegurança e de uma dependência que faz com que o paciente acredite que precisa da droga para conseguir transar --e essa é uma situação que deve ser tratada com ajuda psicológica profissional.
Para o terapeuta sexual Amaury Mendes Júnior, o fato de esses medicamentos serem encontrados em lugares tão distantes das farmácias quanto motéis e baladas, faz com que seu uso seja considerado normal.. "Virou uma droga necessária para noitada, uma vez que o álcool inibe o desempenho sexual".
Relação entre homens e mulheres mudou, mas não justifica uso excessivo das drogas
Mendes Júnior tem recebido um número cada vez maior de pacientes com dificuldade de ereção por motivos psicológicos, e entre as principais queixas está a nova postura das mulheres, sexualmente mais experientes, além da característica das relações afetivas, cada vez mais rápidas.
A coordenadora do Programa de Sexualidade da USP (Universidade de São Paulo), Carmita Abdo, concorda que houve mudança na relação entre homens e mulheres. "Antes as parceiras eram menos experientes sexualmente, e diante dessa parceira com mais experiência eles não querem parecer menos experientes ou ter um desempenho pior do que outros homens".
Abdo destaca ainda que a dependência do remédio não permite que os jovens aprendam a fazer sexo naturalmente. "Ao iniciar o uso [dos estimulantes de ereção] sem necessidade, o homem não ganha experiência para ter uma relação sexual espontânea. Ele acaba atribuindo sua competência ao medicamento e não a si mesmo".
A ansiedade pode levar o corpo a produzir e liberar adrenalina --o hormônio que provoca a contração dos vasos--, e aí a ereção não vai acontecer. Glina afirma que muitas vezes o remédio atua apenas como uma "muleta" psicológica, sem efeitos físicos imediatos. "Muitos jovens tomam pouco antes de transar, mas o remédio demora pelo menos uma hora para fazer efeito".
Drogas podem provocar diversos efeitos colaterais; funcionamento se baseia
Além da dependência, alguns dos efeitos colaterais físicos que podem atingir os pacientes são dores de cabeça, vista embaçada, dores nas costas e nas pernas, e sensação de nariz entupido.
Ao contrário do que pregam os mitos populares, de acordo com os médicos ouvidos pelo UOL, não há relação direta entre o uso desses medicamentos e o aparecimento de doenças cardíacas --a única contraindicação é para aqueles que fazem uso de remédio para o coração feitos à base de nitratos.
As drogas que combatem a disfunção erétil funcionam a partir da inibição de uma substância que regula a produção de uma enzima que facilita o relaxamento da musculatura e circulação do sangue, mecanismo que ajuda a provocar a ereção.
"O pênis fica muito sensível com o remédio, [mas] isso não significa que necessariamente exista a vontade de fazer sexo ou facilitar o orgasmo", afirma Glina.
O homem só conseguirá ter e manter uma ereção mais facilmente, o que pode prolongar a relação sexual, ou mesmo possibilitar um maior número de relações e diminuir o tempo de recuperação entre uma relação e outra. Aliás, prolongar o prazer foi o motivo indicado por 40% dos homens que disseram usar os medicamentos.
Segundo pesquisas norte-americanas, a disfunção erétil atinge aproximadamente 10% dos homens de 40 a 70 anos, que não conseguem ter ou manter uma ereção suficientemente para ter relações sexuais. Entre esses, 25% têm disfunções moderadas ou intermitentes. Já entre os mais jovens, a disfunção atinge de 5% a 10% dos homens com menos de 40 anos.
Juliana Passos
Do UOL, em São Paulo
Do UOL, em São Paulo
quarta-feira, 8 de julho de 2015
O Ministro de Finanças japonês pede aos idosos que 'tenham presa em morrer'
Taro Aso, responsable del área económica, pidió a los ancianos del país que "se den prisa en morir" para que de esta manera el Estado no tenga que pagar su atención médica. Dichas declaraciones han sido recibidas como un insulto en un país con una sensibilidad especial hacia la tercera edad y donde casi una cuarta parte de sus 128 millones de habitantes son mayores de 60 años. Se calcula que la proporción aumentará hasta el 40% en los próximos 50 años.
"Dios no quiera que ustedes se vean obligados a vivir cuando quieran morir. Yo me despertaría sintiéndome mal sabiendo que todo [el tratamiento] está pagado por el Gobierno", dijo Aso durante una reunión del Consejo Nacional sobre la reforma de la Seguridad Social, según informa el diario británico 'The Guardian'. "El problema no se resolverá a menos que ustedes se den prisa en morir", remachó.
Aso, de 72 años de edad y que también ejerce como viceprimer ministro, se mostró personalmente en contra de los cuidados paliativos. "Yo no necesito ese tipo de atención", enfatizó el dirigente en declaraciones citadas por la prensa local, agregando incluso que ha escrito una nota en la que instruye a su familia para, llegado el momento, no prolongar su vida con tratamiento médico.
El ministro fue un poco más allá en su ofensa al referirse a los ancianos que ya no pueden alimentarse a sí mismos como "gente de tubo". Aso añadió que el Ministerio de Salud y Bienestar es "muy consciente de que cuesta varias decenas de millones de yenes" al mes el tratamiento de un solo paciente en las etapas finales de la vida.
Otros deslices verbales
El cuidado de las personas mayores es un reto importante para Japón. Según un informe hecho publico esta semana, el número de hogares que reciben asistencia social, que incluyen a algún miembro de 65 años o mayores, se cifra en más de 678.000, aproximadamente el 40% del total.
El país también debe hacer frente a un aumento del número de personas que mueren solas, la mayoría ancianos. Más de 4,5 millones de mayores vivían solos en 2010, y el número de los que murieron en el hogar aumentaron un 61% entre 2003 y 2010, según la Oficina de Bienestar Social y Salud Pública.
Aso, quien se ha mostrado propenso a cometer deslices verbales a lo largo de su carrera política, intentó aclarar más tarde sus comentarios. El ministro reconoció que su lenguaje había sido "inadecuado" en un foro público e insistió en que estaba hablando sólo de sus preferencias.
"Dije lo que personalmente creo, no cómo el sistema de atención médica para los últimos años de vida debería ser", apuntó a la prensa. "Es importante que usted sea capaz de pasar los últimos días de su vida en paz".
No es la primera vez que Aso, uno de los de los políticos más ricos de Japón, ha cuestionado el deber del Estado en relación a la población anciana. En 2008, mientras ejercía como primer ministro, calificó de "chochos" a los pensionistas que deben cuidar mejor de su salud.
"Veo a gente de 67 ó 68 años constantemente ir al médico", soltó en una reunión de economistas. "¿Por qué tengo que pagar por las personas que sólo comen y beben y no hacen ningún esfuerzo? Yo ando todos los días y hago otras cosas, pero yo voy a pagar más impuestos".
ELMUNDO.es
domingo, 5 de julho de 2015
segunda-feira, 29 de junho de 2015
Rejeitados no Brasil, por não conhecerem o futebol local, azar do Brasil.
Um episodio inédito na historia da Copa América

Las cuatro selecciones semifinalistas de la Copa América Chile 2015 tienen como director técnico a profesionales argentinos. Es un episodio inédito en la riquísima historia de la copa más antigua del mundo en competiciones de fútbol.
Jorge Sampaoli. Se ganó la consideración internacional como DT frente de Universidad de Chile. Y después reemplazó nada menos que al renombrado Marcelo Bielsa.
Gerardo Martino tuvo su bautismo en el fútbol de alta competición con la selección de Paraguay que alcanzó una posición inusual en Sudáfrica 2010.
Ramón Díaz un histórico goleador ganó espacio después de abandonar su vida de jugador como técnico de River Plate de Buenos Aires. Su enorme influencia lo demuestra una vez más con Paraguay pulverizando pronósticos cambiando rotundamente la imagen de su equipo.
Ricardo Gareca otro goleador que se construyó en Vélez Sarsfield y como con una varita mágica revivió a la selección peruana que se ha reencontrado con la hidalguía de sus hazañas atesoradas.
Está historia de Chile 2015 tendrá a uno de ellos como el laureado campeón.
domingo, 28 de junho de 2015
Comentaristas são unânimes e detonam seleção de Dunga após eliminação
A CBF não escuta! O pior que tem o futebol brasileiro é sua falta de autocrítica, seu excesso de arrogância e viver de ilusão.
As mesas redondas esportivas debateram na noite deste sábado a eliminação brasileira da Copa América e teve de tudo: Galvão falando que a Seleção perdeu chances de definir o jogo e pregando necessidade de melhora para as Eliminatórias, comentaristas criticando o técnico Dunga e a mentalidade brasileira de jogo, sugestão de técnico estrangeiro e alívio brasileiro por fugir da Argentina de Messi nas semifinais.
Confira as opiniões na TV:
Galvão Bueno, narrador da Rede Globo:
“Brasil jogou bem durante 30 minutos, fez o gol e o próprio Robinho disse ao final: 'tivemos a oportunidade de definir o jogo'.Quando não definiu e trouxe o inimigo para dentro da sua própria casa, o Brasil complicou a vida e na decisão por pênaltis perdeu. Temos que melhorar muito porque as Eliminatórias vêm por aí já no mês de outubro.''
José Trajano, no programa Linha de Passe, da ESPN:
“Aquele gol foi a única jogada. Tirando dois gols do Philippe Coutinho e esse gol, a Seleção não fez rigorosamente nada, e o Paraguai é um time medíocre. Vendo a coletiva do Dunga, dá a impressão que não aconteceu nada de errado, trabalho bem feito e bem planejado e que uma simples virose e acabou com a Seleção Brasileira. O Roberto Firmino, pelas atuações que fez nessa Copa América custar 120 milhões e o Douglas Costa [negociado com o Bayern de Munique] só pode ser lavagem de dinheiro, além de outras desconfianças que tenho.''
Juca Kfouri no mesmo Linha de Passe:
“Que mudança houve depois da Copa? Puseram o Dunga no lugar do Felipão. Você considera isso uma mudança? Evidente que não é. Não se fez nada. O que mais precisa acontecer para que as coisas mudem? Segundo eliminação consecutiva nos pênaltis para o Paraguai. O Paraguai somos nós e aí eu me pergunto: não terá sido melhor ser eliminado hoje pelo Paraguai nos pênaltis do que levar uma traulitada da Argentina na terça-feira?''
Comentarista Mauro Cezar Pereira na mesa redonda da ESPN:
“Fica cada vez mais evidente que o Dunga não tem qualificação para ocupar o cargo, não só pelo seu trabalho como treinador que é ruim, ma por alguns predicados que o cargo exige: diante de câmeras de televisão, fala coisas sem sentido, é um cara que à beira do campo mais parece um torcedor, não consegue refletir, não tem ideias, o seu repertório como técnico é muito pobre. Não conseguiu avançar nada desde a demissão do Mundial de 2010 e tá até pior porque em 2010 tinha o Jorginho do lado dele, que é uma pessoa capaz de enxergar melhor as coisas. Acho que a Seleção Brasileira deveria contratar um técnico estrangeiro de primeira linha. Não vejo nenhum técnico no país que tenha capacidade de comandar o Brasil nesse momento.''
Mário Marra, comentarista da ESPN, no programa Bate-Bola:
“O Dunga fala: 'temos que jogar com velocidade'. Você pode não jogar com velocidade, ser um grande time sem velocidade. É isso, o remédio vai ser velocidade? Não vai. Isso resolve um jogo, talvez até um campeonato. O nosso problema é uma hemorragia interna, muito grande, um esparadrapo não vai curar nem tapar, só que vai enganar, engana durante um tempo.''
Rafael Oliveira, analista também da ESPN:
“Meio-campo fica nessa de 'falta um 10'. O futebol de hoje não é dependente de um 10. Sites de estatísticas apontaram, e aconteceu hoje, que o Brasil teve mais posse de bola nas laterais do que com os volantes durante toda a Copa América. E hoje o jogo passa pela distribuição nesse setor do campo. Se não consegue ter qualidade para distribuir e se impor por ali, seu jogo não vai fluir. Não é culpa do Elias e do Fernandinho, é culpa de uma mentalidade. Esse é o tipo de transformação, de reformulação, de repensar que o Brasil precisa passar, porque é muito simples dizer que a geração é ruim. Não é. O Philippe Coutinho esteve entre os indicados a melhor jogador da última Premier League, o Willian é titular do Chelsea campeão da Premier League. Não são craques, mas dá pra fazer um time coletivamente mais forte. A individualidade é o Neymar, mas falta o coletivo.''
Eduardo Monsanto, apresentador doo programa Bate-Bola:
“O Brasil tem jogadores capazes de formarem um time coletivo, mas não tem o técnico.''
Edinho, ex-jogador comentarista no Seleção Sportv:
“Como é que a gente tá cobrando resultados de um Brasil de um tempo atrás se não somos mais o Brasil de um tempo atrás. Tem que ter calma agora, ter paciência, os resultados foram bons de amistosos, o amistoso faz parte do processo. O Brasil até teve uma imposição no começo, o Paraguai ficou preocupado. O Brasil não foi incisivo, envolvente. Trazer técnico estrangeiro é importante, desde que esteja aberto a isso e que o próprio treinador venha ver o nosso conceito, nossa cultura, que é mais difícil.''
Paulo Cesar Vasconcellos, no mesmo programa:
“Talvez o que cause um certo desconforto é que em nenhum momento ao longo dessa Copa América, não é que se vá ver atuações espetaculares, mas que talvez falte um pouco de consistência ao jogo brasileiro. Talvez o que decepcione e cause uma enorme irritação no torcedor seja a ausência de consistência, porque você não vai querer que uma seleção que trocou de técnico e disputou amistosos, trabalho iniciando, vá ser a melhor do mundo.''
Rogerio Jovaneli
Do UOL, em São Paulo
Confira as opiniões na TV:
Galvão Bueno, narrador da Rede Globo:
“Brasil jogou bem durante 30 minutos, fez o gol e o próprio Robinho disse ao final: 'tivemos a oportunidade de definir o jogo'.Quando não definiu e trouxe o inimigo para dentro da sua própria casa, o Brasil complicou a vida e na decisão por pênaltis perdeu. Temos que melhorar muito porque as Eliminatórias vêm por aí já no mês de outubro.''
José Trajano, no programa Linha de Passe, da ESPN:
“Aquele gol foi a única jogada. Tirando dois gols do Philippe Coutinho e esse gol, a Seleção não fez rigorosamente nada, e o Paraguai é um time medíocre. Vendo a coletiva do Dunga, dá a impressão que não aconteceu nada de errado, trabalho bem feito e bem planejado e que uma simples virose e acabou com a Seleção Brasileira. O Roberto Firmino, pelas atuações que fez nessa Copa América custar 120 milhões e o Douglas Costa [negociado com o Bayern de Munique] só pode ser lavagem de dinheiro, além de outras desconfianças que tenho.''
Juca Kfouri no mesmo Linha de Passe:
“Que mudança houve depois da Copa? Puseram o Dunga no lugar do Felipão. Você considera isso uma mudança? Evidente que não é. Não se fez nada. O que mais precisa acontecer para que as coisas mudem? Segundo eliminação consecutiva nos pênaltis para o Paraguai. O Paraguai somos nós e aí eu me pergunto: não terá sido melhor ser eliminado hoje pelo Paraguai nos pênaltis do que levar uma traulitada da Argentina na terça-feira?''
Comentarista Mauro Cezar Pereira na mesa redonda da ESPN:
“Fica cada vez mais evidente que o Dunga não tem qualificação para ocupar o cargo, não só pelo seu trabalho como treinador que é ruim, ma por alguns predicados que o cargo exige: diante de câmeras de televisão, fala coisas sem sentido, é um cara que à beira do campo mais parece um torcedor, não consegue refletir, não tem ideias, o seu repertório como técnico é muito pobre. Não conseguiu avançar nada desde a demissão do Mundial de 2010 e tá até pior porque em 2010 tinha o Jorginho do lado dele, que é uma pessoa capaz de enxergar melhor as coisas. Acho que a Seleção Brasileira deveria contratar um técnico estrangeiro de primeira linha. Não vejo nenhum técnico no país que tenha capacidade de comandar o Brasil nesse momento.''
Mário Marra, comentarista da ESPN, no programa Bate-Bola:
“O Dunga fala: 'temos que jogar com velocidade'. Você pode não jogar com velocidade, ser um grande time sem velocidade. É isso, o remédio vai ser velocidade? Não vai. Isso resolve um jogo, talvez até um campeonato. O nosso problema é uma hemorragia interna, muito grande, um esparadrapo não vai curar nem tapar, só que vai enganar, engana durante um tempo.''
Rafael Oliveira, analista também da ESPN:
“Meio-campo fica nessa de 'falta um 10'. O futebol de hoje não é dependente de um 10. Sites de estatísticas apontaram, e aconteceu hoje, que o Brasil teve mais posse de bola nas laterais do que com os volantes durante toda a Copa América. E hoje o jogo passa pela distribuição nesse setor do campo. Se não consegue ter qualidade para distribuir e se impor por ali, seu jogo não vai fluir. Não é culpa do Elias e do Fernandinho, é culpa de uma mentalidade. Esse é o tipo de transformação, de reformulação, de repensar que o Brasil precisa passar, porque é muito simples dizer que a geração é ruim. Não é. O Philippe Coutinho esteve entre os indicados a melhor jogador da última Premier League, o Willian é titular do Chelsea campeão da Premier League. Não são craques, mas dá pra fazer um time coletivamente mais forte. A individualidade é o Neymar, mas falta o coletivo.''
Eduardo Monsanto, apresentador doo programa Bate-Bola:
“O Brasil tem jogadores capazes de formarem um time coletivo, mas não tem o técnico.''
Edinho, ex-jogador comentarista no Seleção Sportv:
“Como é que a gente tá cobrando resultados de um Brasil de um tempo atrás se não somos mais o Brasil de um tempo atrás. Tem que ter calma agora, ter paciência, os resultados foram bons de amistosos, o amistoso faz parte do processo. O Brasil até teve uma imposição no começo, o Paraguai ficou preocupado. O Brasil não foi incisivo, envolvente. Trazer técnico estrangeiro é importante, desde que esteja aberto a isso e que o próprio treinador venha ver o nosso conceito, nossa cultura, que é mais difícil.''
Paulo Cesar Vasconcellos, no mesmo programa:
“Talvez o que cause um certo desconforto é que em nenhum momento ao longo dessa Copa América, não é que se vá ver atuações espetaculares, mas que talvez falte um pouco de consistência ao jogo brasileiro. Talvez o que decepcione e cause uma enorme irritação no torcedor seja a ausência de consistência, porque você não vai querer que uma seleção que trocou de técnico e disputou amistosos, trabalho iniciando, vá ser a melhor do mundo.''
Rogerio Jovaneli
Do UOL, em São Paulo
Virose, saldo positivo?, me aplica!
Dunga vê virose de jogadores como vilã, mas faz saldo positivo da Copa América
Após a eliminação nos pênaltis para o Paraguai, o técnico Dunga revelou que uma virose afetou o grupo de jogadores e prejudicou na rotina de treinamentos do grupo para a partida.
"Não estou usando isso como desculpa, mas cerca de 15 jogadores foram atingidos por uma virose. Eles tiveram dores de cabeça, dores nas costas, mal estar no corpo. E isso variou", revelou o comandante.
"Por conta disso, precisamos diminuir o ritmo de treinos, com o objetivo de recuperar eles para a partida. Frisei que a nossa velocidade seria fundamental, mas não conseguimos regularidade", disse.
Na zona mista, alguns jogadores confirmaram o vírus. Contra o Paraguai, o time teve bom desempenho nos primeiros 25 minutos de jogo, mas depois acabou inferior ao rival.
De acordo com Dunga, a virose interferiu nas decisões que o treinador tomou durante o duelo, principalmente na hora de tirar Willian e Robinho.
"Gostaria de ter mantido o Willian e o Robinho. Mas o Willian passou mal no intervalo, e o Robinho no fim estava muito cansado. Por isso precisei optar por jogadores, uma vez que queria vencer a vaga no tempo normal, não coloquei eles já pensando na decisão nos pênaltis", afirmou.
Nos lugares dos atletas, entraram Douglas Costa e Éverton Ribeiro, exatamente os jogadores que erraram as cobranças na decisão por pênaltis. Ao sair de campo, Robinho garantiu que queria, sim, seguir jogando e cobrar o pênalti.
Saldo positivo?
Da 'bobeira' ao 'jogo sólido' - jogadores divergem opiniões após eliminação da Copa América
Talvez fosse a eliminação ainda latente. Talvez, uma dificuldade de avaliação. Certo é que as opiniões divergiram consideravelmente entre dois líderes da Seleção Brasileira após a derrota nos pênaltis para o Paraguai neste sábado: enquanto Robinho reconheceu a incapacidade da equipe para matar o jogo, Miranda falou em 'jogo sólido' em Concepción, mesmo que o Brasil deixe a Copa América sem mostrar nada demais a seu torcedor.
O autor do gol brasileiro criticou a atuação do segundo tempo, e a incapacidade da equipe marcar o segundo para selar a vitória diante de um adversário tecnicamente inferior.
"O Paraguai, com todo o respeito, não é uma das melhores seleções. Tivemos a oportunidade de matar o jogo, tomamos um gol numa bobeira nossa e infelizmente perdemos", disse.
Por outro lado, o zagueiro Miranda viu um bom rendimento da Seleção sob o comando de Dunga, mesmo deixando o Chile com um resultado aquém do esperado.
"Difícil falar neste momento, um momento de tristeza, a gente fez um jogo sólido", afirmou o defensor. "Mas é levantar a cabeça e pensar agora nas Eliminatórias."
Abaixo, as falas completas na saída de campo
Robinho
Atuação
"Infelizmente, a gente caiu de produção no segundo tempo, tivemos a chance de matar o jogo. O Paraguai, com todo o respeito, não é uma das melhores seleções. Tivemos a oportunidade de matar o jogo, tomamos um gol numa bobeira nossa e infelizmente perdemos."
Substituição
"Queria ficar para bater, mas a gente respeita, foi uma opção do professor. Queria ter ficado, sempre bati os pênaltis."
"Mas agora, é saber que o nosso time precisa melhorar muito né. Perde um, perdem todos."
Miranda
Avaliação
"Difícil falar neste momento, um momento de tristeza, a gente fez um jogo sólido. Infelizmente numa jogada de bola aérea o pênalti, sofremos o gol. E logo nas cobranças de pênalti fomos infelizes. Mas é levantar a cabeça e pensar agora nas Eliminatórias."
Escolha dos cobradores
"Escolhemos ali quem tava bem, preparado na hora. Pênalti é isso, as vezes você tá preparado e falha. E só tem condição de acertar ou falhar quem vai cobrar. Os escolhidos estavam preparados, mas infelizmente dois falharam."
"A equipe esteve bem até agora, fizemos jogos importantes, jogos difíceis, em alguns jogos atuamos bem, em outros nem tanto. Mas e isso, agora precisamos pensar em Eliminatórias que é o mais importante pra gente."
sábado, 27 de junho de 2015
Dunga "O Idiota" se vê como 'afrodescendente'
A coletiva de Dunga antes do treino da Seleção Brasileira no Estádio Municipal de Concepción nesta sexta-feira ocorria com o mesmo roteiro das anteriores: mistério sobre a equipe titular, previsão de dificuldades diante do adversário e até mesmo avaliação de características sobre um determinado jogador. No entanto, uma pergunta fez o treinador fazer uma analogia equivocada, o que gerou muita polêmica entre os jornalistas.
Questionado sobre a pressão entre a sua geração, que tinha um jejum de 40 anos sem ganhar a Copa América e 20 anos sem erguer a taça de uma Copa do Mundo, com a atual, Dunga se colocou como "afrodescentente" e acabou soltando a seguinte declaração:
- Nosso grupo era burro e tinha sorte, enquanto os outros eram bons, mas tinham azar. Eu até acho que eu sou afrodescendente de tanto que apanhei e gosto de apanhar. Os caras olham pra mim: vamos bater nesse aí, e começam a me bater, sem noção, sem nada, não gosto dele, começam a me bater - disse.
Quando perguntando sobre a conversa com Neymar antes da despedida do craque, que já está curtindo férias no Brasil, o treinador não entrou em muitos detalhes. E foi seco para explicar a saída do capitão.
- Foi normal. Sentamos todos e conversamos na linha do que era melhor para a Seleção Brasileira. Esse é um capítulo a parte que ficou para trás. O foco agora é na partida contra o Paraguai - afirmou.
quarta-feira, 24 de junho de 2015
Prêmio Nobel para Francisco, Daly e Mia Couto
Reconheço que é pouco provável que os sábios da Academia de Ciências da Suécia e do Comitê Norueguês do Nobel, responsáveis pela concessão do Prêmio Nobel, acompanhem os artigos da edição de sábado da imprensa mato-grossense e menos ainda que levem em consideração a opinião de um modesto cidadão brasileiro. Paciência. Mesmo assim, sinto-me animado a expressá-la.
Na realidade, jamais o fiz em anos anteriores, em boa parte por minha visão crítica com respeito a uma premiação que cometeu erros monstruosos como, por exemplo, não conceder o Prêmio Nobel da Paz a homens da estatura dos brasileiros Cândido Rondon, Francisco Cândido Xavier ou Dom Hélder Câmara e entregá-lo a indivíduos desprezíveis, responsáveis por incontáveis mortes de civis inocentes, como Henry Kissinger. No entanto, o Prêmio Nobel é talvez a honraria de maior prestígio internacional e considero salutar exercer alguma forma de influência, ainda que infinitesimal.
Começo pelo Nobel da Paz. Meu candidato é o Papa Francisco. Desconheço no planeta, outra pessoa ou organização que tenha efetuado nos últimos anos um trabalho tão efetivo, sistemático, coerente e sincero pela paz, resolução de conflitos, diálogo entre culturas, nações, etnias e religiões. Sinto-me à vontade, pois não sou nem católico nem argentino, mas admiro profundamente esse líder espiritual que tem enfrentado com coragem questões como os conflitos entre Estados Unidos e Cuba, Israel e Palestina, a imigração africana na Europa etc. Sua recentíssima encíclica ‘Laudato Si’ é simultaneamente um hino de amor ao planeta, à humanidade e à paz e um documento que deve inspirar reflexões e atitudes nos detentores do poder político e econômico. Conceder-lhe o Nobel da Paz, mais do que reconhecimento é o fortalecimento da esperança de soluções pacíficas e sensatas para nossa Terra.
A seguir, na minha área de formação profissional, o Nobel da Economia. Há cerca de quarenta anos, com poucas exceções, essa distinção tem sido monopólio da escola neoclássica e de suas ramificações, como os monetaristas, apóstolos e artífices da financeirização da economia. Proponho concedê-lo a um pensador original, crítico e de grande solidez acadêmica: o estadunidense Herman Daly, um dos principais expoentes da escola de pensamento econômico conhecida como Economia Ecológica. Autor de importantes livros teóricos, foi economista-chefe do Banco Mundial e responsável por conceitos como o do crescimento deseconômico, que é quando os custos sociais e ambientais exigidos para o crescimento quantitativo da produção superam o valor dos itens produzidos, e do Índice de Bem-estar Econômico Sustentável, como alternativa às distorções ambientais presentes no cálculo do Produto Interno Bruto. Na trilha de Georgescu-Roegen e René Passet, Daly tem postulado a elementar verdade que a economia é um subsistema do ecossistema. Premiá-lo representaria um verdadeiro tsunami de bom senso e realismo para o estudo da ciência econômica.
Finalmente, o Nobel de Literatura. Penso que chegou a hora de premiar aquele que considero o maior escritor vivo na língua portuguesa e o maior africano. Refiro-me ao moçambicano Mia Couto. Não conheço ninguém que tenha tido o prazer da leitura de um de seus livros e não tenha se surpreendido e encantado com a beleza e o vigor de seu estilo. Sua obra me lembra uma combinação das virtudes criativas de Guimarães Rosa e da magia enraizada na natureza de Manoel de Barros. Premiar Mia Couto é uma justa homenagem ao nosso idioma, até hoje só laureado uma vez com José Saramago; ao continente africano, tão fecundo de tragédias como de esperança; e a um escritor que com singularíssima maestria faz a prosa ser poética e cria personagens e estórias singelas e inesquecíveis.
Aí estão minhas preferências: Papa Francisco, Herman Daly e Mia Couto.Com a palavra, os sábios acadêmicos suecos e noruegueses.
Luiz Henrique Lima é Conselheiro Substituto do TCE-MT.
sexta-feira, 19 de junho de 2015
Por ordem do Itamaraty, embaixador não acompanhou os senadores em Caracas
O governo brasileiro avaliou que a participação direta do embaixador numa comitiva cujo principal objetivo era visitar na prisão o líder oposicionista venezuelano Leopoldo Lópes causaria problemas diplomáticos com o governo pós-chavista de Nicolás Maduro. Algo que Dilma Rousseff não quer que ocorra.
“O embaixador nos virou as costas”, disse ao blog o líder do PSDB no Senado, Cássio Cunha Lima (PB), após desembarcar na Base Aérea de Brasília na madrugada desta sexta-feira (19). Vinha de uma missão paradoxal, que teve sucesso porque fracassou.
Destratados por manifestantes leais a Maduro e retidos nos arredores do aeroporto por um bloqueio das vias públicas, os senadores retornaram a Brasília sem cumprir a agenda que haviam programado. A frustração virou êxito porque o governo de Caracas revelou-se capaz de tudo, menos de exibir seus pendores democráticos.
“Entre a cumplicidade com o regime ditatorial de Maduro e a assistência a cidadãos brasileiros em apuros, a nossa diplomacia preferiu o papel de cúmplice”, queixou-se o tucano Cunha Lima. “O que aconteceu ficou acima das piores expectativas”, ecoou o também tucano Aécio Neves (MG). “Uma missão oficial do Senado foi duramente agredida e o governo brasileiro nada fez para nos defender.”
Horas antes do desembarque dos senadores na Base Aérea de Brasília, ainda na noite de quinta-feira (18), um grupo de deputados estivera no Itamaraty para conversar com o ministro Mauro Vieira (Relações Exteriores). Enquanto aguardavam pelo início da audiência, o deputado Raul Jungmann (PPS-PE) acionou o viva-voz do celular para que os colegas ouvissem um relato direto de Caracas.
Do outro lado da linha, o senador Ricardo Ferraço contou o que sucedera. E realçou a ausência de Ruy Pereira, o embaixador brasileiro em Caracas. Assim, armados de informações recebidas do front, os deputados entraram no gabinete do chanceler Mauro Vieira dispostos a crivá-lo de perguntas incômodas.
O deputado Antonio Imbassahy (PSDB-BA) indagou: por que o embaixador recebeu a comitiva de senadores no aeroporto e foi embora? O ministro alegou que o diplomata não poderia acompanhar os visitantes numa incursão ao presídio onde se encontra o oposicionista Leopoldo Lópes. Sob pena de provocar um incidente diplomático.
Raul Jungmann foi ao ponto: de quem partiu a ordem? O chanceler informou que o embaixador seguiu orientação do Itamaraty. Jungmann insistiu: então, ministro, o senhor está declarando que o governo brasileiro deu a ordem para que o embaixador se ausentasse? O ministro respondeu afirmativamente.
Pouco depois desse encontro, o Itamaraty soltaria uma nota oficial sobre o fuzuê de Caracas. Em telefonema para Dilma, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), cobrara uma manifestação formal de repúdio do Executivo. O texto anota que “o governo brasileiro lamenta os incidentes que afetaram a visita à Venezuela da Comissão Externa do Senado e prejudicaram o cumprimento da programação prevista naquele país.”
Não há na nota nada que se pareça com uma crítica ao governo de Nicolás Maduro. “São inaceitáveis atos hostis de manifestantes contra parlamentares brasileiros'', escreveu o Itamaraty, como se desse crédito à versão segundo a qual os militantes que cercaram a van que transportava os senadores brasileiros brotaram na hora e no local exatos sem nenhuma interferência do governo venezuelano.
Como que farejando a repercussão negativa da ausência do embaixador na hora da encrenca, o Itamaraty enumerou os serviços prestados pela embaixada brasileira em Caracas. “Solicitou e recebeu do governo venezuelano a garantia de custódia policial para a delegação durante sua estada no país, o que foi feito'', diz a nota. “Os policiais, embora armados, assemelhavam-se a agentes de trânsito do Brasil”, comparou o tucano Cunha Lima. “Nada fizeram para conter as hostilidades. Se a coisa descambasse, não creio que impediriam o pior.”
“O embaixador do Brasil na Venezuela recebeu a comissão na sua chegada ao aeroporto”, acrescentou o Itamaraty em sua nota. E Cunha Lima: “Sim, recebeu, mas virou as costas e foi embora”.
“Os senadores e demais integrantes da delegação embarcaram em veículo proporcionado pela Embaixada, enquanto o embaixador seguiu em seu próprio automóvel de retorno à embaixada. Ambos os veículos ficaram retidos no caminho devido a um grande congestionamento”. Se o embaixador ficou retido, ninguém soube. Impedidos de prosseguir, os senadores viram-se compelidos a retornar para o aeroporto. O diplomata Ruy Pereira não deu as caras.
O texto do Itamaraty compra como verdadeira uma informação contestada pela venezuelana María Corina Machado, deputada cassada por divergir de Maduro. O bloqueio foi “ocasionado pela transferência a Caracas, no mesmo momento, de cidadão venezuelano extraditado pelo governo colombiano”, sustentou o documento da chancelaria brasileira.
E María Corina, no Twitter: “Está totalmente trancada a autopista porque ‘estão limpando os túneis’ e por ‘protestos’. Se o regime acreditava que trancando as vias impediria que os senadores constatassem a situação de direitos humanos na Venezuela, conseguiu o contrário. Em menos de três horas, os senadores brasileiros descobriram o que é viver na ditadura hoje na Venezuela.''
“O incidente foi seguido pelo Itamaraty por intermédio do embaixador do Brasil, que todo o tempo se manteve em contato telefônico com os senadores”, acrescentou a nota oficial. “O embaixador ficou nos tapeando pelo telefone”, contestou Cunha Lima. Recebeu orientação do Itamaraty para fazer isso.”
Ainda de acordo com a nota do Itamaraty, o embaixador Ruy Pereira “retornou ao aeroporto e os despediu [sic] na partida de Caracas.'' Na versão de Cunha Lima, o retorno do diplomata serviu apenas para reforçar a pantomima. “Ele dizia que estava muito distante. Quando decidimos partir, apareceu em menos de cinco minutos. Eu me recusei a cumprimentá-lo. O senador Ricardo Ferraço também não o cumprimentou.
“À luz das tradicionais relações de amizade entre os dois países, o governo brasileiro solicitará ao governo venezuelano, pelos canais diplomáticos, os devidos esclarecimentos sobre o ocorrido”, encerrou a nota do Itamaraty. Para os congressistas, quem deve explicações no momento é o governo brasileiro.
O deputado Raul Jungmann formalizará na Câmara pedido de convocação do chanceler Mauro Vieira e do embaixador Ruy Pereira para prestar esclarecimentos no plenário da Câmara. Cunha Lima requisitará a presença da dupla na Comissão de Relações Exteriores do Senado. De resto, os parlamentares se reunirão nesta sexta-feria, na liderança do PSDB no Senado, para decidir as providências que serão adotadas em reação aos episódios de Caracas. Uma delas é cobrar do governo Dilma que coloque em prática a cláusula democrática prevista no tratado do Mercosul.
terça-feira, 16 de junho de 2015
Seminário promovido pelo Governo do Estado discute economia do Xingu durante dois dias
Da Redação
Agência Pará de Notícias
Atualizado em 16/06/2015 10:03:00
O Governo do Estado, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia (Sedeme) está com uma força-tarefa nesta terça e quarta-feira, 16 e 17, na região do Xingu, durante o Seminário de Desenvolvimento Socioeconômico do Xingu, envolvendo um conjunto de órgãos estaduais para discussão da economia regional com a representação de empreendedores, representantes municipais e sociedade civil.
A região está em vias de experimentar uma transição que se dará com o início da desmobilização da mão de obra da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, construída nos últimos cinco anos na bacia do rio Xingu, próximo do município de Altamira, no sudoeste paraense. ''A intenção é definir uma Agenda Socioprodutiva para dinamizar os arranjos produtivos locais e despertar a proposição de novos projetos no Plano de Desenvolvimento Regional Sustentável do Xingu (PDRSXingu), formado por órgãos do Estado, governos federal e municipais e sociedade civil do Xingu'', diz o secretário de Desenvolvimento Econômico, Adnan Demachki.
“Com o início da desmobilização da mão de obra contratada para a construção de Belo Monte, não é só o emprego que deixará de ser gerado, mas uma gama de serviços, como por exemplo hotéis e restaurantes, atividades que foram atraídas para a região com o empreendimento da usina hidrelétrica e agora ficarão com capacidade ociosa se você não mantiver o nível de atividades para dar-lhes sustentação’’, observa a secretária adjunta da Sedeme, Maria Amélia Enriquez.
Por imposição legal, o Consórcio Norte Engenharia, grupo formado por diversas empresas envolvidas na construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, num investimento avaliado em R$ 19,6 bilhões, é obrigada a implementar o PDRSXingu, disponibilizando R$ 500 milhões para investimentos sociais e econômicos na região, no período de 20 anos, ou seja, até o ano de 2031, considerando o início das obras de Belo Monte em 2011. "Esses recursos, porém, não dispõem de cláusulas de atualização monetária, então, num cenário de inflação como estamos vivendo, o montante tende a se corroer rápido", adverte a secretária adjunta Maria Amélia.
Face a esse cenário de desmobilização das obres de Belo Monte, a intenção do Governo do Estado é agir, contribuindo para pensar coletivamente projetos que possam ampliar os benefícios regionais. "Percebendo essas necessidades, chamamos esta discussão com foco na sustentabilidade da socioeconomia", afirma Maria Amélia.
Economia
O seminário, aberto na manhã desta terça-feira, 16, se inicia com um amplo panorama sobre as possibilidades econômicas da região na atualidade e no futuro. Nestes dois dias, as discussões vão focar na estruturação das cadeias produtivas locais, qualificação empreendedora, instrumentos de regulação, crédito e financiamento e na priorização de uma Agenda Socioprodutiva Regional.
A região do Xingu, explica a secretária adjunta, representa 21% do território paraense, todavia cerca de 70% dessa área constitui-se em terras protegidas: são nove unidades de conservação, três de preservação permanente, seis de uso sustentável e ainda 14 terras indígenas.
“Dada essa quantidade de áreas especialmente protegidas, nos questionamos qual é a economia florestal sustentável que se pode desenvolver para a região, seja considerando o manejo sustentável florestal ou o trabalho com produtos florestais não madeireiros. A gente já sabe que há muitas atividades acontecendo ali, a exemplo da produção de óleos, essências aromáticas, as próprias produções nativas. Mas como dar vazão, de fato, às melhorias para maior qualidade de vida da população que vive nessas áreas?”, questiona a coordenadora do seminário.
Maria Amélia afirma que uma das questões é o que fazer para dinamizar a economia da floresta, oportunidade grande que a região tem e que precisa ser vista de forma cuidadosa. Um outro aspecto do cenário regional é como estruturar as cadeias produtivas que já existem na região e, muitas das quais, têm recebido o apoio do PDRS Xingu.
A cadeia da agricultura, como a do cacau por exemplo, já está implantada e há grandes perspectivas de uma projeção promissora. A região produz mais de 80% do cacau no Pará e o Estado desponta como um grande produtor do Brasil. Só o município de Medicilândia produziu no ano passado mais de 40 mil toneladas de cacau, com uma qualidade diferenciada.
Além da produção de cacau, produtos da floresta e pecuária (corte e leiteira), a região tem grandes atrativos turísticos, que, para a secretária Maria Amélia, poderiam ser melhor aproveitados em prol do desenvolvimento regional. Na tarde desta terça, a discussão será direcionada para novos negócios. Haverá uma mesa, por exemplo, para discutir a regulação de atividades, denominada "Instrumentos e orientação para ampliar as oportunidades de negócio na região".
Para a Sedeme, um dos grandes problemas na economia do Pará é o alto nível de informalidade. "Existem oportunidades, negócios acontecendo, mas eles não aparecem porque são informais. Então, nós também estamos convidando representantes de entidades responsáveis por uma série de ferramentas para estimular essa produção a vir para a formalidade. São atividades que precisam se regulamentar, precisam de licenças ambientais, registros na Junta Comercial, relatórios da Receita Federal, licenças municipais, estaduais, certificados de Vigilância Sanitária, enfim, estamos levantando a discussão sobre a importância desses instrumentos de regulação, mas também estamos debatendo a necessidade de capacitação para esse empreendedor", assegura a secretária.
Municípios
O seminário conta, também, com a participação de orgãos responsáveis por instrumentos de gestão. Uma oportunidade de desenvolvimento local é o programa de compras públicas, antecipa Maria Amélia. Ela diz que a Sedeme tem se voltado para essa oportunidade de negócio para as economias municipais, conforme aconteceu com o projeto bem sucedido da Prefeitura de Paragominas, à época da gestão do ex-prefeito e atual titular da Sedeme, Adnan Demachki.
Ocorre, assinala a secretária, que a compra da merenda escolar no âmbito dos municípios, em geral, esbarra na falta de estruturação da produção local. Muitas vezes, lembra a secretária, a prefeitura não compra em seu próprio município porque a produção não tem regularidade, quantidade e até qualidade. Também há a dificuldade de geração de energia firme para armazenar alimentos frescos adequadamente.
“O produtor diz que não tem condições de assumir uma produção ‘x’ porque sua área é pequena. Então, estamos levando também a concepção de associativismo, por meio da Organização das Cooperativas do Brasil (OCB Pará). Se um não pode sozinho, dez produtores juntos podem através de uma associação", argumenta a secretária adjunta.
Nesta quarta-feira, 17, o seminário oferecerá oficinas práticas para a pactuação de novas concepções junto aos atores locais para o trabalho com o cacau, pecuária, turismo, pesca, entre outros. A intenção é discutir e usar o PDRSXingu como alavanca para gerar novas oportunidades de estruturação da região.
“Construir desenvolvimento é um processo complexo, trabalhoso, muitas vezes é preferível reclamar do que arregaçar as mangas e partir para a luta na construção. O Estado está dando um exemplo proativo ao levar sua força tarefa, estaremos juntos com a Banpará, Emater, Sedap, Uepa, Municípios Verdes, Setur, além dos órgãos que já compõem normalmente as Câmaras Técnicas do PDRS Xingu, a exemplo da própria Sedeme, Fapespa, Seplan, Sespa, Semas, Segup, Seaster, Casa Civil, Seduc e Ideflor, entre outros órgãos apoiadores’’, concluiu a secretária Maria Amélia.
O seminário tem, ainda, a parceria dos seguintes agentes financeiros: Banco do Estado do Pará (Banpará), Banco da Amazônia e Banco do Brasil, bem como do Sistema S, nome dado ao conjunto de nove instituições de interesse de categorias profissionais, estabelecidas pela Constituição Brasileira a exemplo do Sebrae, Senar, Sesc, Senac e Senai.
Valéria Nascimento
Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia
quarta-feira, 10 de junho de 2015
terça-feira, 9 de junho de 2015
Lésbica? Ronda já foi vista em fotos quentes, mas declara amor por homens
“É engraçado que pessoas pensem que porque sou uma lutadora mulher eu devo ser lésbica. Eu fico meio: 'Não, eu amo tanto homens, que eu bato em mulheres para viver, só para tirá-las do meu caminho''
Ronda Rousey está 'on fire' – pegando fogo – na longa série de entrevistas que vem dando para a mídia dos EUA. Aproveitando o lançamento do livro feito em parceria com sua irmã, “My Fight/Your Fight'', a campeã do UFC tem falado de tudo. Principalmente da vida privada.

Ronda Rousey em uma foto que vazou (a de cima) e gerou questionamentos quando à sua sexualidade. Na 2ª, está com a companheira de treinos Marina Shafir
E ela aproveitou para espantar um preconceito. Falando à Rolling Stone, Rondadeu risada dos rumores de que é lésbica. Alguns dos boatos até tem certo fundamento. Há algum tempo, fotos quentes dela com outras mulheres em festa vazaram, mas nada que aparentasse ser mais do que algumas noites de diversão.
Ronda, na verdade, é categórica em falar o quanto gosta de homens, apesar de estar solteira.
“O tipo de homem que gosto tem muitas mulheres desejáveis que aceitam fazer cambalhotas por eles. Mas eu não faço esse tipo de coisas.''
Outro ponto abordado na entrevista é o jeito mais leve de ela mostrar e cuidar de sua imagem. Acostumada a ganhar e perder peso nos períodos de folga e de combate, ela só capricha mesmo em roupas e maquiagem para eventos oficiais.
“Não sinto que precise ser uma gata em todos os segundos do dia. Gosto de surpreender as pessoas quando acendo este lado. Se você se esforça o tempo todo, não há uma 'revelação'. Ainda quero ter isso. E, sabe, ser difícil de ser definida ajuda a manter as pessoas interessadas.''
UOL
domingo, 7 de junho de 2015
A amarga conta da corrupção
A falta de princípios morais dos envolvidos nos recentes escândalos é a face mais visível da corrupção no Brasil, revelando a grave crise de valores, ausência de compromissos sociais e descaso com as necessidades da população em geral daqueles que assumem posições de destaque em nossas instituições. Essas pessoas, ao contrário do que ocorre, deveriam se dedicar para melhorar nossa sociedade, nossa economia, nosso meio ambiente e contribuir para a promoção do bem comum e para a construção de um país mais próspero e desenvolvido.
Todavia, a falta de ética pública que corrompe e corrói o tecido socioeconômico do país está muito longe de ser a única conta que a corrupção nos impõe a todos os cidadãos. Há outras, não tão evidentes à primeira vista, que se desdobram em várias dimensões e que assumem proporções catastróficas, prejudicando irreversivelmente não apenas a geração atual, mas várias adiante. Vejamos algumas dessas contas:
1) Inflaciona os preços de bens e serviços. Por exemplo, a construção ou reforma de uma escola que, hipoteticamente, poderia ser de um milhão de reais, passa para a custar três milhões por causa do sobre preço praticado para garantir as propinas. Essa escola, em tese, poderia beneficiar 500 alunos. Mas com o dinheiro efetivamente gasto, caso fosse bem aplicado, poderia beneficiar 1.500 pessoas, ou seja, significa que na pratica, mil ficaram de fora por causa da corrupção. Esses excluídos deixaram de receber um benefício que provavelmente mudaria para melhor suas vidas. Porém, por causa da corrupção, esse potencial aluno poderá ser um futuro delinquente porque não teve oportunidades. Assim, ao invés de construir as bases da formação de cidadãos de bem a corrupção os destrói. Esse mesmo raciocínio serve para outras áreas, como: a saúde, o hospital superfaturado que deixa de fora milhões de necessitados; as estradas superfaturadas que deixam centenas de quilômetros sem pavimentar impedindo o escoamento eficiente da produção de milhares de pequenos produtores, reduzindo a capacidade de geração e multiplicação de riqueza; o saneamento não feito deixa a população vulnerável às doenças, especialmente crianças às verminoses, o que limita a capacidade de aprender e isso compromete sua produtividades no futuro; a infraestrutura superfaturada, exclui da mesma forma outros tantos; e por ai vai...
2) Impede que investimentos produtivos aconteçam. Empresas idôneas não querem associar suas marcas a governos e instituições corruptos, pois isso mais cedo ou mais tarde vai se voltar contra elas, comprometendo sua sobrevivência em um mercado cada vez mais competitivo e exigente. Mais uma vez, esses investimentos poderiam empregar muitas pessoas, gerar muitas oportunidades, mas como não foram feitos, muitos dos que seriam beneficiados acabam caindo na marginalidade por falta de chances;
3) Políticas públicas e projetos sociais deixam de ser feitos. A expectativa de ganhos desmedidos, que está na base da corrupção, cega quem persegue se dar bem a qualquer custo. Agentes envolvidos com a corrupção usam todo o seu tempo e energia para “bolar esquemas” em benefício próprio e usam o cargo público para expandir seu patrimônio privado. Assim, deixam de empregar esse tempo e energia para elaborar e implementar políticas em prol do bem estar coletivo. São projetos que deixam de ser feitos, convênios que não se realizam, ações que não se implementam, deixando de beneficiar, da mesma forma, milhões de pessoas;
4) Impossibilita o recebimento de recursos financeiros. Gestores que fazem mal uso do dinheiro público ficam impedidos de ter acesso a várias fontes de recursos que estão disponíveis para serem acessados em diferentes áreas. E o pior, mancham para sempre a instituição que representam, quer seja, uma empresa, um órgão público, um município, um Estado ou o país. Isso estraga o caminho do próximo gestor que vai ficar impedido de buscar esses recursos que, se não fosse pela corrupção, estariam disponíveis e assim mais ações poderiam ser feitas em prol da sociedade;
5) Democratiza a corrupção. Como a ganância não tem limites, o corrupto precisa de toda uma “rede de proteção” que lhe de suporte. Acontece que à medida que a pratica avança esta rede ganha força e acaba “democratizando a corrupção”, que deixar de ser “oligárquica”, isto é , de ficar restrita às altas cúpulas, e passa a alimentar também as bases de apoio – se democratiza. Assim, todas as contas ocultas da corrupção se potencializam.
O resultado de toda essa conta é que a economia e a sociedade não evoluem, pelo contrario, estagnam e retrocedem, portanto, de forma alguma se deve ser tolerável com aquele que “rouba mais faz” pois é o seu presente e o futuro de seus filhos que está em jogo.
Todavia, a falta de ética pública que corrompe e corrói o tecido socioeconômico do país está muito longe de ser a única conta que a corrupção nos impõe a todos os cidadãos. Há outras, não tão evidentes à primeira vista, que se desdobram em várias dimensões e que assumem proporções catastróficas, prejudicando irreversivelmente não apenas a geração atual, mas várias adiante. Vejamos algumas dessas contas:
1) Inflaciona os preços de bens e serviços. Por exemplo, a construção ou reforma de uma escola que, hipoteticamente, poderia ser de um milhão de reais, passa para a custar três milhões por causa do sobre preço praticado para garantir as propinas. Essa escola, em tese, poderia beneficiar 500 alunos. Mas com o dinheiro efetivamente gasto, caso fosse bem aplicado, poderia beneficiar 1.500 pessoas, ou seja, significa que na pratica, mil ficaram de fora por causa da corrupção. Esses excluídos deixaram de receber um benefício que provavelmente mudaria para melhor suas vidas. Porém, por causa da corrupção, esse potencial aluno poderá ser um futuro delinquente porque não teve oportunidades. Assim, ao invés de construir as bases da formação de cidadãos de bem a corrupção os destrói. Esse mesmo raciocínio serve para outras áreas, como: a saúde, o hospital superfaturado que deixa de fora milhões de necessitados; as estradas superfaturadas que deixam centenas de quilômetros sem pavimentar impedindo o escoamento eficiente da produção de milhares de pequenos produtores, reduzindo a capacidade de geração e multiplicação de riqueza; o saneamento não feito deixa a população vulnerável às doenças, especialmente crianças às verminoses, o que limita a capacidade de aprender e isso compromete sua produtividades no futuro; a infraestrutura superfaturada, exclui da mesma forma outros tantos; e por ai vai...
2) Impede que investimentos produtivos aconteçam. Empresas idôneas não querem associar suas marcas a governos e instituições corruptos, pois isso mais cedo ou mais tarde vai se voltar contra elas, comprometendo sua sobrevivência em um mercado cada vez mais competitivo e exigente. Mais uma vez, esses investimentos poderiam empregar muitas pessoas, gerar muitas oportunidades, mas como não foram feitos, muitos dos que seriam beneficiados acabam caindo na marginalidade por falta de chances;
3) Políticas públicas e projetos sociais deixam de ser feitos. A expectativa de ganhos desmedidos, que está na base da corrupção, cega quem persegue se dar bem a qualquer custo. Agentes envolvidos com a corrupção usam todo o seu tempo e energia para “bolar esquemas” em benefício próprio e usam o cargo público para expandir seu patrimônio privado. Assim, deixam de empregar esse tempo e energia para elaborar e implementar políticas em prol do bem estar coletivo. São projetos que deixam de ser feitos, convênios que não se realizam, ações que não se implementam, deixando de beneficiar, da mesma forma, milhões de pessoas;
4) Impossibilita o recebimento de recursos financeiros. Gestores que fazem mal uso do dinheiro público ficam impedidos de ter acesso a várias fontes de recursos que estão disponíveis para serem acessados em diferentes áreas. E o pior, mancham para sempre a instituição que representam, quer seja, uma empresa, um órgão público, um município, um Estado ou o país. Isso estraga o caminho do próximo gestor que vai ficar impedido de buscar esses recursos que, se não fosse pela corrupção, estariam disponíveis e assim mais ações poderiam ser feitas em prol da sociedade;
5) Democratiza a corrupção. Como a ganância não tem limites, o corrupto precisa de toda uma “rede de proteção” que lhe de suporte. Acontece que à medida que a pratica avança esta rede ganha força e acaba “democratizando a corrupção”, que deixar de ser “oligárquica”, isto é , de ficar restrita às altas cúpulas, e passa a alimentar também as bases de apoio – se democratiza. Assim, todas as contas ocultas da corrupção se potencializam.
O resultado de toda essa conta é que a economia e a sociedade não evoluem, pelo contrario, estagnam e retrocedem, portanto, de forma alguma se deve ser tolerável com aquele que “rouba mais faz” pois é o seu presente e o futuro de seus filhos que está em jogo.
(Carolina Savedra, Economista)
sábado, 6 de junho de 2015
Edinho, amor e ódio
"Todo brasileiro já nasce sabendo conviver com as diferenças", diz a mensagem publicitária da Caixa, ilustrada por um garoto que veste uma camiseta com as cores de todos os times patrocinados pelo banco estatal. A Caixa não prega a tolerância por decisão própria, mas seguindo uma orientação do ministro da Secretaria de Comunicação Social (Secom), Edinho Silva. O menor dos problemas da campanha publicitária é que evidencia, uma vez mais, a apropriação partidária das estatais. O maior é que difunde um equívoco conceitual: a tolerância não é atributo inato de ninguém.
Guido Mantega, Alexandre Padilha e Fernando Haddad sofreram vaias e ofensas, respectivamente, num hospital, num restaurante e no teatro. A campanha de Edinho foi deflagrada como reação a ocorrências desse tipo, que atingem lideranças do PT. Os malcriados que se aproveitam do clima político nacional para constranger petistas só merecem desprezo: numa sociedade decente, políticos devem ter a liberdade de circular como cidadãos comuns sem serem importunados. Contudo o governo lembrou-se muito tarde da importância do amor –e finge não saber quem moveu o peão das brancas.
Nos tempos do mensalão, um assessor da deputada Erika Kokay (PT-DF) perseguiu Joaquim Barbosa em restaurantes de Brasília para ofendê-lo. Quando a blogueira cubana Yoani Sánchez visitou o Brasil, chusmas de militantes do PT e do PC do B foram orientados pela embaixada de Cuba a melar os lançamentos de seu livro. Um bando de militantes petistas impediu, pelo vandalismo, a realização de um debate com minha participação na Festa Literária Internacional de Cachoeira (BA). Tais episódios, entre tantos outros, tiveram como protagonistas grupos partidários organizados, não indivíduos isolados. O ódio era política oficial, antes da descoberta do amor.
A tolerância é um aprendizado democrático. Ela só prevalece se o outro não é visto como inimigo, mas como um de nós. A metáfora da Caixa é adequada, pois todos os times pertencem à mesma pátria: o futebol. Contudo, no poder, o lulopetismo ensinou o contrário disso. A pedagogia oficial do ódio assevera que o país se divide em "nós" e "eles". Mais: diz que "eles" não são brasileiros com opiniões políticas diferentes, mas estrangeiros ideológicos. Você será qualificado de racista se divergir das políticas raciais; de inimigo do povo, se contestar o populismo econômico; de agente das multinacionais, se apontar a ingerência partidária na Petrobras; de golpista, se criticar o governo. Na pátria que se confunde com o partido, dissentir equivale a trair.
A súbita irrupção do amor oficial não cancelou o ódio oficial. Dilma Rousseff insiste na fórmula binária dos "predadores internos" (leia-se: os corruptos) e dos "inimigos externos" (leia-se: a oposição) sempre que menciona a Petrobras. A palavra "golpismo" tornou-se marca registrada dos pronunciamentos do PT. A proposta de resolução partidária da corrente petista integrada pelo ministro José Eduardo Cardozo e pelo ex-ministro Tarso Genro denuncia um "golpismo econômico" que estaria materializado nas políticas de ajuste fiscal conduzidas por Joaquim Levy. Edinho é do amor, mas sua chefe e seu partido são do ódio.
Edinho é do amor? Com uma mão, a Caixa lançou sua nova campanha. Com a outra, prossegue sua antiga campanha de financiamento dos blogs oficialistas consagrados à difamação sistemática da oposição, dos críticos do governo e de juízes encarregados dos escândalos de corrupção. Jatos de puro ódio cintilam sob a película do amor.
Suspeito que, tipicamente, algum malcriado sugeriu que Mantega, Padilha ou Haddad se transfira para Cuba. É o avesso simétrico do que ensina há tanto tempo o lulopetismo. Os malcriados aprenderam um método, assimilaram uma linguagem. Dizem, agora, que o "estrangeiro" é o PT. De certo modo, o PT venceu.
PT impôs ao Brasil o padrão Fifa da corrupção, diz Roberto Jefferson
Dez anos depois de denunciar o mensalão à Folha, o ex-deputado Roberto Jefferson, 61, afirma que o PT implantou o "padrão Fifa de corrupção" e que o dinheiro das estatais continua a financiar as campanhas no país.
O petebista deixou a cadeia há três semanas. Cumpre prisão domiciliar em um condomínio de alto padrão na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio, onde já viveram os ex-craques Romário e Ronaldo.
A entrevista foi autorizada pelo juiz Eduardo Oberg, titular da Vara de Execuções Penais do Rio. Leia a seguir os principais trechos.
*
Folha - Por que o sr. decidiu denunciar o mensalão?
Roberto Jefferson - Decidi dar a entrevista porque tinha sido vítima de uma matéria que deflagrou o processo da minha cassação. Aparecia um funcionário dos Correios, Maurício Marinho, recebendo R$ 3 mil e dizendo que era para o PTB. Era uma pessoa com quem eu não tinha nenhuma relação.
Virei o grande vilão nacional por R$ 3 mil. A matéria foi feita por encomenda da Casa Civil [então chefiada por José Dirceu]. Nós identificamos imediatamente de onde veio.
O governo tentou algum acordo para silenciá-lo?
Quando eu estava sob tiroteio, vai à minha casa o líder do governo, o [Arlindo] Chinaglia, e propõe um acordo. "Roberto, você renuncia à presidência do PTB, o governo designa um delegado ferrabrás para o processo, ele arquiva e tudo se acerta".
Eu disse: "Não aceito. Eu entrei pela porta da frente e vou sair pela porta da frente. Só que eu vou carregar um bocado de caras comigo. Vocês não vão me ver de joelhos, eu vou enfrentar vocês".
[Chinaglia nega o relato.]
Dez anos depois, o PT diz que não se comprovou o pagamento de mesada a deputados.
Havia mesada. A Lava Jato agora clareou isso. Por respeito à decisão do ministro [Luis Roberto] Barroso, eu só posso falar do passado. Mas o [Alberto] Youssef fazia pagamento mensal para vários deputados de partidos da base. Era aquilo que havia na época. As malas chegavam com R$ 30 mil, R$ 60 mil, R$ 50 mil. Não se comprovou porque não fotografaram.
Por que o sr. não aceita ser chamado de delator?
Isso me deixa chateado. Delator é quem está dentro. Eu não deixei o PTB entrar no mensalão, não aluguei minha bancada. Quando o juiz me propôs a delação premiada, respondi: "Excelência, delação premiada é conversa de canalha. Quem faz delação premiada é canalha".
O sr. afirmou que Lula era inocente. Mantém essa versão?
Eu avisei o presidente [sobre o mensalão]. A reação dele à época me deu a impressão de que ele não soubesse. Quero crer que ele não sabia.
Seu advogado disse ao STF que Lula chefiou o esquema.
Aí foi a liberdade do advogado. Eu dizia: "Para de bater no Lula, pelo amor de Deus. Você tá contrariando o que eu disse, tá me deixando de mentiroso". Foi quando ele renunciou [à defesa].
Ele é convencido de que o Lula tem culpa, de que não se faria uma coisa dessa envergadura sem o presidente saber. Ele é meu amigo, é um grande advogado, mas não obedece o cliente (risos).
Qual a maior consequência de sua denúncia para o país?
Caiu aquele véu que havia sobre o PT, de partido ético, moralista. O PT posava de corregedor moral da pátria. Ali caiu a máscara. O PT a vida inteira deblaterou contra os adversários, mas "blatterou" a prática política padrão Fifa. O PT impôs ao país o padrão Fifa da corrupção.
Dirceu era cotado para suceder Lula. Considera que mudou a história do país?
O Dirceu saiu da fila. Se fosse ele o presidente, nós já estaríamos vivendo aqui a Venezuela. A Dilma é o Maduro (risos). O Chávez é o Dirceu. Com ele, teria cerceamento das liberdades democráticas, perseguição à imprensa livre, cadeia para opositor. Não ia ter papel higiênico.
O que o levou a aparecer na CPI com o olho roxo?
Foi por causa de uma discussão com a [ex-deputada] Laura Carneiro sobre o Lupicínio Rodrigues e a música 'Nervos de aço'. Ela dizia que era de outro autor. Eu fui pegar o CD. Era uma daquelas estantes antigas, estava solta da parede. Quando fui me apoiar, o móvel veio.
Parecia que eu tinha apanhado. Essa história não adianta [repetir]. Nem minha mãe acreditou. Se mamãe não acreditou, como é que as pessoas vão acreditar?
O sr. foi condenado por receber R$ 4 milhões do PT. O que fez com o dinheiro?
Foi gasto nas eleições municipais do PTB em 2004, em campanhas de prefeito no Rio, em Minas, São Paulo. Isso ficou no passado. O partido no poder é que tem dinheiro para fazer eleição. O pequeno não tem, ele recebe o repasse do grande.
Quem fez o acordo no PT?
O Dirceu, na Casa Civil. Fechamos ali naquele prédio da Varig [em Brasília]. Financiamento de R$ 20 milhões à eleição do PTB, em cinco parcelas de R$ 4 milhões. Esse acordo não foi cumprido, só foi paga a primeira parcela. Foi um desastre para o PTB.
Há quem acredite que esse é o verdadeiro motivo de sua briga com Dirceu e o PT.
Se mamãe não acreditou que a estante caiu em mim, não quero convencer ninguém. É minha versão. Quem não acredita, paciência.
O sr. também foi acusado de usar órgãos do governo, como o Instituto de Resseguros do Brasil, para financiar o PTB.
O Lídio Duarte nos procurou para ter aval para ser presidente do IRB, fez um acordo conosco. Ele colocaria cinco brokers, operadores de mercado, recebendo R$ 60 mil de cada um. Conseguiria fazer um caixa de R$ 300 mil para ajudar o partido. Coisa que ele nunca cumpriu.
Era dinheiro de caixa dois?
Sim.
Isso é diferente do que foi descoberto no petrolão?
Não é diferente. Infelizmente, as estatais são braços partidários. As empresas públicas ainda funcionam no financiamento dos partidos. O cara briga para fazer diretor da Petrobras. É para fazer obra positiva, a favor do povo? Não existe isso.
As estatais são as grandes promotoras da infraestrutura do país. Elas é que são fortes. Não tem empresa privada no Brasil. E tem as paraestatais, que são as empreiteiras. Funcionam em função do governo.
O que acha da proposta de financiamento público?
O Brasil não tem financiamento privado. O financiamento é público de segunda linha, mas é. Quem financia campanha no Brasil são as empresas que têm grandes contratos com BNDES, Banco do Brasil, Petrobras.
Eu acho uma graça isso: "Temos que acabar com o financiamento privado". Não tem financiamento privado, é estatal. Os empreiteiros não são privados, são braços das estatais. É aí que está o caixa de toda eleição.
Então não seria melhor proibir as doações?
Se proibir o financiamento privado, vai tirar dinheiro da saúde, do transporte e da educação para fazer campanha. É um absurdo. O político vai ser linchado na rua. E proibido o financiamento privado, você dificilmente derrotará o partido oficial.
Depois de ser cassado e preso, o sr. se arrepende por ter denunciado o mensalão?
Eu sabia o que ia acontecer e estava preparado. Não tenho nenhum arrependimento. Zero. Só não gostaria de fazer de novo, de sofrer isso tudo outra vez.
sexta-feira, 5 de junho de 2015
Ueba! A Fifa do Vovô!
Piada Pronta: "Ricardo Teixeira mora em Boca Raton".
A casa do Ricardo Teixeira em Miami fica em Boca Raton! Teixeira Boca de Ratón! Rarará!
Outra piada pronta: a empresa que pagou suposta propina pra Fifa se chama "SAFA". SAFADINHA! Rarará!
E mais piada pronta: "Homem chamado Bacon é preso após briga por linguiça". É a Guerra dos Embutidos! Rarará!
E mais esta: "Bispa Sonia lança perfume com cheiro de Jesus". Direto na igreja deve custar uns R$ 12 mil. Esse perfume tem cheiro de picaretagem!
Na próxima encarnação eu quero renascer tão rico quanto a bispa Sonia. Enriquecer em Cristo! Rarará!
E o Fifão? O Podrão Fifa! Ops, Ladrão Fifa! Padrão Fifa vira LADRÃO FIFA!
E o site "Kibeloco" lançou uma marchinha em homenagem ao Blatter: "A Fifa do Vovô Não Sobe Mais!". Rarará.
Aliás, o presidente da Fifa devia ser o Silvio Santos! Com bolas de ouro que valem mais que dinheiro! Telebola!
Ia lançar a Copa do Mundo Fifa Jequiti 2018! Rarará!
Ia fazer um Roda Roda Jequiti! Roda Roda Fifa! Rarará!
E adorei a charge do Duke: "Duas coisas que todo mundo nasce sabendo: mamar no peito e que a Fifa e a CBF são um antro de corrupção".
E durante a Copa eu chamava o Padrão Fifa de PATRÃO FIFA! Mandava no Brasil. Fifa queria dizer: "Faça Isso, Faça Aquilo". "Faça Assim, Faça Assado." "Faça Isso, Faça AGORA!" Rarará!
É mole? É mole, mas sobe!
Portugueis Nóis Sabe! Brasileiro escreve tudo errado, mas todo mundo se entende.
Olha esta placa num self-service: "SUFRÊ DE FRANGO". E pela cara do suflê o povo vai sufrê! Rarará!
E olha esta num supermercado em Braga, Portugal: "Baguette com sêmen!". Abreviatura de semente em Portugal é sêmen?
Já imaginou uma portuguesa grávida de uma baguete? Rarará!
E o que abre e o que fecha nesse feriadão? AS PERNAS! Rarará!
Nóis sofre, mas nóis goza! Hoje só amanhã!
Que eu vou pingar o meu colírio alucinógeno!
terça-feira, 2 de junho de 2015
Romário: apoio de Pelé a Blatter é ‘vergonhoso’
O senador Romário (PSB-RJ) considerou “vergonhoso” o apoio de Pelé à quinta reeleição de Joseph Blatter para o posto de presidente da Fifa. Em viagem a Cuba, Pelé definiu como “perfeito” o triunfo de Blatter. Por quê? “Era preciso porque é melhor ter gente com experiência.'' E Romário: “O que o Pelé tinha de gênio, de inteligente, pelo que vejo, ele perdeu a partir do momento que encerrou a carreira.”

Em conversa com o blog, Romário disse que continua atual um antigo comentário que fez sobre o mesmo personagem: “O Pelé calado é um poeta. A frase, infelizmente, tem que ser repetida. Não tem outro jeito. Essa manifestação é mais uma entre tantas.”
“Eu respeito o Pelé, não quero fazer nenhuma declaração que desmereça o que ele representa para a gente. Mas ele, nos últimos três ou quatro anos, tem sido para mim uma decepção muito grande. Você tem o direito de fazer as suas colocações. Mas, cara, o Pelé não pode estar de acordo com o quinto mandato de um presidente como o Blatter. Está mais do que nunca demostrado que a Fifa é corrupta.”
Romário prosseguiu: “A investigação ainda não acabou. Muitas coisas vão acontecer. Pode ocorrer inclusive a prisão do Blatter. Eu pergunto: amanhã, o que o Pelé vai dizer?. O cara não pode elogiar a experiência do Blatter diante de tudo isso que está acontecendo. Estou há quatro anos e meio na política. Nunca vou querer ter na minha vida essa experiência que eles têm na Fifa e que outros políticos também têm —experiência para fazer o mal, fazer sacanagem. Isso não é experiência boa para ninguém!”
Na opinião de Romário, Pelé corre o risco de ser mal interpretado. “Não estou dizendo que é isso o que acontece, mas quem está de fora acaba pensando o seguinte: Pô, esse cara com certeza tem alguma parade com a Fifa. É assim que é. Ninguém fala isso por falar —99,9% das pessoas estão contra o que acontece na Fifa. O Pelé não pode ser o único a favor. Ele não tem argumento. Dizer que o Blatter é experiente! Experiência como essa não serve para ninguém.”
Ao longo da conversa, Romário utilizou quatro adjetivos para classificar a manifestação de Pelé: “Foi uma afirmação (1) lamentável e (2) triste. Sobretudo vindo do do jogador do século”, disse de saída. “Tenho notado que opiniões (3) catastróficas como essa têm reduzido a importância que as pessoas dão às coisas que o Pelé fala. O Pelé não pode mais entrar nessas bolas divididas”, acrescentou mais adiante. Súbito, Romário soou como se tivesse encontrado o adjetivo que melhor resume sua opinião: “É (4) vergonhoso, a palavra é essa.”

Em conversa com o blog, Romário disse que continua atual um antigo comentário que fez sobre o mesmo personagem: “O Pelé calado é um poeta. A frase, infelizmente, tem que ser repetida. Não tem outro jeito. Essa manifestação é mais uma entre tantas.”
“Eu respeito o Pelé, não quero fazer nenhuma declaração que desmereça o que ele representa para a gente. Mas ele, nos últimos três ou quatro anos, tem sido para mim uma decepção muito grande. Você tem o direito de fazer as suas colocações. Mas, cara, o Pelé não pode estar de acordo com o quinto mandato de um presidente como o Blatter. Está mais do que nunca demostrado que a Fifa é corrupta.”
Romário prosseguiu: “A investigação ainda não acabou. Muitas coisas vão acontecer. Pode ocorrer inclusive a prisão do Blatter. Eu pergunto: amanhã, o que o Pelé vai dizer?. O cara não pode elogiar a experiência do Blatter diante de tudo isso que está acontecendo. Estou há quatro anos e meio na política. Nunca vou querer ter na minha vida essa experiência que eles têm na Fifa e que outros políticos também têm —experiência para fazer o mal, fazer sacanagem. Isso não é experiência boa para ninguém!”
Na opinião de Romário, Pelé corre o risco de ser mal interpretado. “Não estou dizendo que é isso o que acontece, mas quem está de fora acaba pensando o seguinte: Pô, esse cara com certeza tem alguma parade com a Fifa. É assim que é. Ninguém fala isso por falar —99,9% das pessoas estão contra o que acontece na Fifa. O Pelé não pode ser o único a favor. Ele não tem argumento. Dizer que o Blatter é experiente! Experiência como essa não serve para ninguém.”
Ao longo da conversa, Romário utilizou quatro adjetivos para classificar a manifestação de Pelé: “Foi uma afirmação (1) lamentável e (2) triste. Sobretudo vindo do do jogador do século”, disse de saída. “Tenho notado que opiniões (3) catastróficas como essa têm reduzido a importância que as pessoas dão às coisas que o Pelé fala. O Pelé não pode mais entrar nessas bolas divididas”, acrescentou mais adiante. Súbito, Romário soou como se tivesse encontrado o adjetivo que melhor resume sua opinião: “É (4) vergonhoso, a palavra é essa.”
domingo, 31 de maio de 2015
sábado, 30 de maio de 2015
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