quarta-feira, 1 de abril de 2015

Universitec reúne governo, indústria e pesquisadores em cerimônia de aniversário


Inovações na área tecnológica são a mola propulsora da economia moderna. Em sintonia com este imperativo e ciente do papel fundamental da academia para a conquista de tais avanços, a Agência de Inovação Tecnológica do Pará, Universitec, criada em 31 de março de 2009, celebrou o sexto ano de atividades nesta terça-feira (31), à frente das ações da Universidade ligadas ao Empreendedorismo, à Propriedade Intelectual e à Transferência de Tecnologia.


Cerimônia de aniversário foi realizada no auditório da Agência - Terreno fértil para uma economia do futuro e articuladora entre diversos atores - governo, indústria e academia -, a Universitec reuniu, além de pró-reitores da Universidade e o reitor Carlos Maneschy, diversas instituições parceiras que foram decisivas na trajetória da Universitec: Federação das Indústrias do Estado do Pará (Fiepa); Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico,
Mineração e Energia (Sedeme); Banco da Amazônia; e Fundação de Amparo e Desenvolvimento da Pesquisa (FadespP); Parque de Ciência e Tecnologia do Guamá (PCT); e a Rede Namor, Graça Ferraz.

Entre os parceiros está a Fiepa, que anunciou em 2014 a assinatura de um convênio guarda-chuva junto à UFPA, responsável pela elaboração e execução do projeto de construção da Escola Fluvial. A construção da embarcação envolveu recursos financeiros, advindos da parceria com o Sistema Fiepa, na ordem de R$ 160 mil.

É uma parceria exitosa, na qual buscamos, primeiramente, os formandos de engenharias de todas as áreas para trabalhar no Senai como instrutores e levamos essa experiência para o resto do país. A primeira realização será a junto à Faculdade de Engenharia Naval da UFPA para a construção de uma grande embarcação, que servirá de escola, focada nos municípios do Marajó”, explicou o assessor da Fiepa, José Egypto, que recebeu um certificado de parceiro máster da Universitec.


Também apoiador homenageado na ocasião, o Banco da Amazônia instituiu parceria para possibilitar o financiamento ao desenvolvimento das empresas de inovação incubadas pelo PIEBT na Universitec, para beneficiar as empresas aprovadas no Edital PIEBT 2014. “Desde o primeiro momento que eu conheci o trabalho da Universitec, me emocionei, porque, marajoara que sou, me move o compromisso com o desenvolvimento da região, que é uma batalha, mas conquistamos apoio, e a trajetória da Universitec revela isso”, declarou o gerente de Gestão de Programas Governamentais do Basa, Oduval Lobato Neto.




Referência - A Criação da Política da Inovação da UFPA, assinada em dezembro de 2014, é um marco no compromisso da UFPA junto a um dos itens imperativos de educação contemporânea, que é tornar a academia um celeiro de ideias para o futuro. Neste quesito, a Instituição figura em uma posição estratégica: de 192 universidades avaliadas, é a 20º no ranking nacional no quesito inovação, sendo a primeira da região Norte.


A Universitec está à frente deste setor, e realiza serviços de incubação de empresas de base tecnológica, por meio do PIEBT; ações de fomento ao empreendedorismo dentro da academia; e proteção do conhecimento, por meio do setor de Propriedade Intelectual. “A Universitec tem a missão de traduzir o conhecimento científico e tecnológico em progresso material e bem estar social, intermediando o conhecimento produzido na academia e a indústria”, disse Carlos Maneschy, reitor da UFPA.





Intercâmbio - Referência em Inovação e Tecnologia na região Norte, a Universitec promoveu intercâmbio de conhecimento junto a nações como Cabo Verde, Martinica e Áustria. “Agregar tecnologia ao mercado e à indústria é o que faz toda a diferença, e é o caminho percorrido pelas nações que prosperam na modernidade. Por isso, chefes de estado e reitores de instituições estrangeiras vêm até a Universitec para entender como funciona nosso trabalho, afim de aplicar o nossos modelo às suas realidades”, explica Gonzalo.


As empresas de inovação de maior destaque atualmente incubadas na Universitec também foram homenageadas na cerimônia. A Amazon Dreams, premiada nacionalmente pelo Fundo Criatec, desenvolve métodos de extração de alta pureza de antioxidantes do açaí, voltado para a farmacologia e cosméticos. Outro destaque é a Amazon Biotech, que desenvolve a biomembrana compatível, usada na área de saúde, desenvolvida a partir da flora da Amazônia. Especializada em robótica, a Syanz desenvolveu um programa de automação que, por meio de um tablet, controla as luzes de casa, abre os armários e pode deixar fosco ou transparente os vidros dos ambientes. A Dynamis Techne também foi certificada pela excelência do trabalho de acompanhamento de grandes projetos de logística na região amazônica.




Fico emocionado com esse reconhecimento porque nos motiva a continuar lutando, apesar das adversidades. Sou professor e criei um grupo de pesquisa em 2002, com a proposta de trazer para a UFPA uma participação mais efetiva nos grandes projetos da Amazônia. Nos tornamos empresa e eu acredito que não exista um lugar melhor para se conseguir apoio a um empresa de inovação que a Universitec, por isso estamos aqui incubados, e atendendo instituições como vale, Companhia Docas do Pará e Alunorte”, declarou Remo Magalhães, da Dynamis.





Universitec: celeiro de ideias e empreendedorismo - A atuação da Universitec foi destaque da edição especial da Revista Época publicada em novembro de 2014. A revista aponta a Agência como um dos polos acadêmicos de inovação mais importantes do país por seu apoio ao empreendedorismo e à inovação, e por ser capaz de aproximar a pesquisa e conhecimento produzidos na academia até a indústria e o mercado. Tal reconhecimento é fruto de projetos que se propõe a semear o empreendedorismo na academia e que, desde 2013, tem ampliado seu alcance: cerca de 1300 pessoas já foram diretamente beneficiadas por ações como o Curta essa Ideia 2014 e 2015; e o Desafio Inove +, a mais abrangente premiação de ideias inovadoras promovida pela UFPA, promovida em 2014, que distribuiu cinco prêmios no valor total de R$ 13.500.


Também em 2014, a Agência, ao lado da professora Luciana Ferreira, fomentou a criação do Clube de Empreendedorismo. O grupo se reúne a cada 15 dias para discutir e pensar em estratégias de fomento do senso de empreendedorismo na comunidade acadêmica. Uma de suas principais atividades é difundir e estimular o desenvolvimento de Características do Comportamento Empreendedor (CCEs) estabelecidas pela Organização das Nações Unidas (ONU).


Mesmo com pouco tempo de atuação, a liga de talentos que compõe o Clube já conquista resultados: alunos integrantes foram destaques do Start Up Weekend, evento realizado em mais de 400 cidades pelo mundo; e membros do Clube também participam da competição internacional Youth Citizen Entrepeneurship – que tem apoio da Unesco.





Fomento e proteção do conhecimento - Se por um lado há um abrangente projeto para o fomento à inovação por parte da UFPA, é indispensável um esforço igualmente amplo na proteção desse conhecimento. De acordo com o ranking elaborado pelo Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI) entre todas as universidades do Brasil, a UFPA possui 72 pedidos de patentes no Brasil, no exterior 12 pedidos entre Japão, EUA e União Europeia, África do Sul, uma patente concedida no EUA. Todas aptas a serem exploradas. Possui ainda 61 pedidos de registro de suas marcas, sendo 22 concedidas, e cerca de dois mil registros de direito do autor junto ao escritório de direitos autorais da Fundação Biblioteca Nacional.


Texto: Ascom /Universitec

Fotos: Adolfo Lemos

sexta-feira, 20 de março de 2015

Pacote anticorrupção lançado pela Presidente Dilma passa longe do que importa para o Brasil, Ciro Gomes




PMDB toma a iniciativa da proposta de reduzir ministérios, de 39 para 20


Crise leva Temer a aproximação com líderes da oposição


Em meio à crise aguda que o governo Dilma Rousseff (PT) enfrenta, o vice-presidente Michel Temer (PMDB) manteve nas últimas semanas vários contatos com membros dos dois principais partidos de oposição à presidente, o PSDB e o DEM.

Temer esteve com o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) há cerca de um mês, em São Paulo. O vice afirmou que queria uma conversa sobre mudanças na legislação eleitoral, segundo aliados do peemedebista.

O mesmo assunto foi usado depois para justificar um encontro com o senador José Serra (PSDB-SP) em Brasília, na residência oficial do vice.

O senador Aécio Neves (PSDB-MG), que perdeu para Dilma a eleição de 2014, foi procurado no dia 10, seu aniversário. Temer ligou para Aécio, deu os parabéns e falou sobre o cenário político, segundo um aliado do tucano.

Nesta semana, o vice-presidente esteve com o prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM). Na segunda (16), promoveu um jantar para deputados do DEM em Brasília. O pretexto era discutir um projeto de fusão com o PMDB –ideia improvável hoje, já que o DEM negocia com o PTB.

Durante o jantar, Temer mencionou a necessidade de aprovar as medidas de ajuste fiscal propostas pelo governo ao Congresso e se comprometeu a arranjar um encontro com o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, para esclarecer dúvidas dos deputados.

Aliados dizem que o objetivo do vice-presidente com essas conversas é reduzir a tensão nas relações entre o governo e a oposição, sem melindrar os líderes do PSDB e do DEM com versões conspiratórias ou especulações que sugiram a negociação de um pacto para salvar Dilma.

Os tucanos descartam qualquer possibilidade de trégua com o governo, mas Temer tenta vender a ideia de que é possível ainda assim promover uma agenda comum ao PMDB e ao PSDB.

Um primeiro resultado dessas conversas surgiu nesta semana, quando o PMDB apresentou no Congresso uma proposta de reforma política com vários pontos coincidentes com os que os tucanos defendem, como o fim das coligações partidárias nas eleições legislativas.

Em entrevista à Globo News na noite de quarta (18), Temer fez acenos à oposição. "Se o país tem uma situação dramática, nada impede um diálogo com a oposição, e eu tenho feito isso com muita frequência", afirmou o vice.

MINISTÉRIOS

Afastado pelos petistas do centro das decisões do governo, ele também enfrenta dificuldades para lidar com a sombra do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), o desafeto de Dilma que manda na bancada do partido.

Nesta quinta (19), após almoço na casa de Temer, os líderes do PMDB no Senado decidiram apresentar um projeto para reduzir de 39 para 20 o número de ministérios. Horas depois, Cunha desengavetou projeto semelhante que tramita há anos na Câmara.

Na entrevista à Globo News na quarta-feira, Temer reconheceu que é "difícil" governar com tantos ministérios e afirmou que "o governo pensa que certos ministérios possam ser acoplados a outros".

Dilma reenvia ao Congresso, como projeto de lei, MP devolvida por Renan





O governo decidiu deixar para o Congresso as negociações sobre a proposta que reduz a desoneração da folha de pagamento e encaminhou nesta sexta-feira (20) projeto de lei repetindo o texto da medida provisória encaminhada anteriormente ao Legislativo sobre o tema.

A única mudança é em relação aos prazos de entrada em vigor da medida, que precisa obedecer o prazo de 90 dias a partir de sua aprovação por se tratar de mudança de contribuição. O texto foi encaminhado com pedido de tramitação em regime de urgência.

No caso de medida provisória, o prazo começava a contar imediatamente, já que ela tem força de lei. Agora, somente depois de o Congresso aprovar e a presidente sancionar.

Pela proposta, o governo sobe a alíquota de contribuição previdenciária dos 56 setores que haviam sido beneficiados pela medida: de 1% para 2,5% e de 2% para 4,5%.

O governo já admitiu que, para aprovar a medida, terá de alterar a proposta original. Inicialmente, o governo avaliou a possibilidade de enviar um texto já com mudanças.

Prevaleceu, porém, a estratégia de mandar o novo texto copiando a antiga MP, devolvida pelo presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), deixando as negociações para a fase de tramitação.

O temor do Palácio do Planalto era que, se mandasse um texto já suavizando o aumento da alíquotas, poderia ser obrigado a ceder ainda mais na fase de votação da proposta.

Isto poderia prejudicar o ajuste fiscal, porque a equipe econômica já avisou que o espaço de concessões é pequeno e pode ficar ainda menor se a votação da proposta demorar.

O impasse entre governo e Congresso para aprovação de medidas de ajuste fiscal tem provocado desconfiança de investidores e instabilidade no mercado financeiro, contribuindo para a disparada recente do dólar.

Folha de São Paulo

NATUZA NERY
VALDO CRUZ
DE BRASÍLIA

domingo, 15 de março de 2015

Protestos podem abrir caminho para reformas no Brasil, avalia economista



VALOR. 

Impeachment erro político.




sexta-feira, 13 de março de 2015

Sedeme defende investimentos sociais em municípios mineradores





Da Redação
Agência Pará de Notícias
Atualizado em 13/03/2015 10:49:00


A secretária adjunta de Estado de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia (Sedeme), Maria Amélia Enriquez, participou do lançamento do 4º Anuário Mineral do Pará - Mineração com Responsabilidade Social / A vida é nossa maior riqueza", de iniciativa do Sindicato das Indústrias Minerais do Pará (Simineral), na noite desta quinta-feira, 12, no Espaço São José Liberto. Ela também representou o titular da secretaria, Adnan Demachki, e o próprio governador do Estado, Simão Jatene, na sessão especial realizada pela manhã na Assembleia Legislativa do Pará (Alepa), em alusão ao Dia da Mineração, transcorrido nesta quinta.

Maria Amélia destacou a qualidade dos minérios do solo paraense, a importância do segmento minerário para a balança estadual e a necessidade de crescentes investimentos na área de responsabilidade social para melhoria da qualidade de vida das comunidades impactadas com a atividade extrativa minerária. O vice-governador Zequinha Marinho também prestigiou o evento, realizado no Espaço São José Liberto.

"A mineração responde por cerca de 20% do PIB (Produto Interno Bruto) do Estado e a perspectiva é de que este percentual aumente nas próximas décadas. O setor enfrenta uma baixa conjuntura, no momento. O minério de ferro, que é o nosso carrro-chefe, chegou em 2008 e 2009 a U$180 dólares a tonelada, hoje a tonelada do ferro está a U$ 57 dólares. Mas, o diferencial é que os projetos de Carajás - no município de Parauapebas, sudeste paraense - suportam esse baque na volatividade dos preços por que têm competitividade singular no mercado, devido aos componentes únicos, no que se refere à qualidade, quantidade e o teor das jazidas do Pará''.

Maria Amélia Enriquez destacou que a mineração chega em lugares remotos, nos quais, muitas vezes, as condições sociais não são boas, e alinhadas às políticas públicas do Governo, as empresas podem ter um papel transformador da realidade local. "Muitos grupos que estão se instalando, a exemplo da Alcoa (Juruti, oeste paraense), Votorantim, Belo Sun, já assumem a condicionante de manter um Fundo de Desenvolvimento, reservando uma parte de seus recursos para investimentos no social. Mas é necessário que esta ação esteja alinhada com a política pública do Governo Estadual'', enfatizou a economista.

No Pará, o setor da mineração emprega 20 mil pessoas de forma direta. Estima-se que cada posto de trabalho gere de um a dois empregos indiretos e diversas pequenas empresas. Maria Amélia Enriquez frisa a necessidade cada vez maior da qualificação da mão de obra local para o acesso a ocupações mais rentáveis, bem como a certificação das empresas. Um trabalho que já vem sendo desenvolvido pelo Sebrae Pará, parceiro institucional do Governo do Estado. O programa Territórios com Mineração, promovido em parceria entre a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedeme) e a Universidade Federal do Pará (UFPA), também é uma ferramenta estratégica no fortalecimento da gestão pública de municípios mineradores do Estado, entre outros benefícios proporcionados para a região.

A quarta edição do Anuário Mineral do Pará destacou as ações de responsabilidade social das empresas mineradoras. "É bom que o Anuário aborde esse tema. A empresa que está na ponta tem de ter sim responsabilidade de chamar para si o compromisso com a melhoria dos indicadores sociais do Estado'', concluiu a secretária adjunta da Sedeme, Maria Amélia.
Andrea Lia Amazonas
Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia


terça-feira, 10 de março de 2015

Governo e o PT torcem braço de manifestantes

PT declara. Manifestações partem principalmente dos setores da burguesia e da classe média alta. 



Mal comparando, o governo Dilma Rousseff está na situação de uma agência de turismo que oferece à sua clientela viagens de férias às cegas. O sujeito compra o pacote turístico e embarca para algum destino exótico confiando na boa-fé do agente de viagem. A diferença entre isso e o que o marqueteiro João Santana vendeu em 2014 é muito pequena. Ao converter a política num ramo da publicidade, o comitê de Dilma empurrou um pacote turístico à nação sem informar o destino.

Ninguém sabia com que Dilma havia embarcado nem que Dilma governaria. Desconfiava-se que nem ela soubesse. O discurso deste domingo, transmitido em rede nacional de rádio e tevê, apenas confirmou a suspeita. Um pedaço do país avalia que o ponto de interrogação eleito em 2014 tornou-se uma impostura. Por isso algumas pessoas bateram panelas, gritaram na janela, piscaram as luzes de casa.

Coordenador das redes sociais do PT, Alberto Cantalice disse que “existe uma orquestraçãoo com viés golpista que parte principalmente dos setores da burguesia e da classe média alta.” E José Américo Dias, secretário nacional de Comunicação do PT, declarou que as manifestações foram “orquestradas para impedir o alcance da mensagem [de Dilma], mas fracassaram em seus objetivos.”

Como se fosse pouco, veio o ministro Aloizio Mercadante (Casa Civil) à boca do palco para declarar o seguinte: “O Brasil tem dois turnos. Não pode haver terceiro turno. O que preocupa é que tivemos uma eleição bastante polarizada, que teve momentos de radicalização, e precisamos construir uma cultura de tolerância, de diálogo, de respeito. É isso que ajuda a construir uma agenda de convergência que é fundamental para o país superar as dificuldades conjunturais o mais rápido possível.''

“Golpismo” e “terceiro turno” são expressões que o petismo utiliza para classificar qualquer manifestação democrática que não tenha sido organizada pela CUT. Esse linguajar está com o prazo de validade vencido. Mercadante fala em dialogar para “construir uma agenda de convergência”. Ora, ora, ora…

O verbo do PT na eleição foi desconstruir. Conjugando-o, Dilma prevaleceu sem se precupar com a autoconstrução. Obteve o direito de permanecer ao volante por mais quatro anos. A plateia não pode ser responsabilizada pela falta de um itinerário. Os descontentes pedem clareza e respeito. O PT e o governo lhes torcem o braço. Pequenas doses de humildade e autocrítica talvez fossem mais eficazes.

Josias de Souza UOL

segunda-feira, 9 de março de 2015

Fernando Henrique diz que eventual impeachment de Dilma 'não adiantaria nada'


 O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso afirmou nesta segunda-feira, 9, que um eventual impeachment da presidente Dilma Rousseff "não adiantaria nada". "Tirar a presidente da República não adianta nada. O que vai fazer depois?", questionou o tucano durante um seminário no Instituto FHC, na capital paulista. 




 

O tucano deu a declaração um dia depois do panelaço contra Dilma no qual manifestantes xingaram a petista e também pediram sua renúncia durante a transmissão do pronunciamento oficial da presidente na TV. Durante o seminário, o ex-presidente realizou uma análise sobre o cenário político e econômico do País e teceu uma série de críticas ao modelo de gestão do PT na Presidência.

FHC afirmou que o modelo de presidencialismo de coalização, chamado pelo tucano como de "presidencialismo de cooptação", está exaurido. Para o tucano, o sistema político está "totalmente espatifado". "Um Congresso que tem 20 e poucos partidos e um governo que tem 40 e poucos ministérios é receita para não dar certo. Não pode funcionar", afirmou ele. "Esse modelo que eles chamou de presidencialismo de coalização está exaurido. E não é de coalização. É de cooptação. Isso se arrebentou. Não tem mais Tesouro para sustentar essa farra toda. O sistema políticos está totalmente espatifado".

quarta-feira, 4 de março de 2015

Pepe Vargas chega ao gabinete de Renan com "proposta de paz" de Dilma



O ministro das Relações Institucionais, Pepe Vargas, chegou ao gabinete do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), na tarde desta quarta-feira, 4, com uma "proposta de paz" da presidente Dilma Rousseff. Na noite da terça-feira, 3, Renan devolveu ao Planalto a Medida Provisória do ajuste fiscal que recua na desoneração da folha de pagamentos para diversos setores da economia.



Renan está inconformado com o vazamento da notícia de que consta da lista de políticos que serão investigados pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por envolvimento com irregularidades na Petrobras. Entrou em crise com o Planalto após não ver interesses atendidos, como a manutenção de um indicado no comando da Transpetro e a falta de apoio financeiro ao governo de Alagoas, governado por seu filho, Renan Filho.



Encaminhada ao Congresso na sexta-feira, 27, a MP reduz o benefício fiscal de desoneração da folha de pagamentos e integra as medidas tomadas pelo governo na tentativa de equilibrar as contas da União num cenário de declínio na área econômica.



'Cordialidade'



A presidente Dilma Rousseff fez duas tentativas antes de conseguir conversar, por telefone, no final da noite de ontem, com o presidente do Senado. Só teve sucesso depois de telefonar para um líder próximo ao senador que passou o telefone para Renan Calheiros.



Conforme a reportagem apurou, a conversa foi cordial. Renan explicou para a presidente que a decisão do Senado de devolver ao governo a Medida Provisória que reduz benefícios fiscais à empresas teve como propósito fortalecer as instituições. Conforme relatos, Renan justificou à presidente que seria inconstitucional dar urgência a uma medida que trata de alteração de imposto.



Apesar do tom da conversa, no Congresso a expectativa é que todos os projetos de interesse do governo sejam derrubados. Renan já teria avisado a interlocutores das centrais sindicais que no caso das medidas provisórias que tratam dos direitos trabalhistas, ele irá criar uma comissão para analisá-la já com ordem para que sejam rejeitadas.



Outros cortes



Pepe Vargas disse nesta tarde que o governo fará corte de "outros gastos" se o Congresso não aprovar medidas de ajuste fiscal propostas originalmente pelo Palácio do Planalto. Pepe afirmou que "não há risco" de que a meta de superávit primário de 1,2% do PIB não seja cumprida.



"Se eventualmente o Congresso Nacional fizer algum ajuste nas medidas que encaminhamos, alguma emenda, num processo de negociação que não é exatamente aquilo que o governo encaminhou na proposta original, isso obviamente será ajustado no corte de outros gastos", disse o ministro, sem detalhar quais seriam esses cortes. "Não há risco nenhum do governo não cumprir o primário de 1,2%, nenhum", reforçou.



O ministro lembrou que a parte principal do ajuste fiscal já está sendo feita. "O Congresso já nos deu autorização para enquanto não é votada a lei orçamentária, podermos utilizar 1/12, nós estamos utilizando 1/18, estamos fazendo una economia de 33% superior à autorização que a gente tem", explicou. Segundo ele, as medidas provisórias que trazem ajuste fiscal são mais importantes no longo prazo, já que fazem correções em benefícios de trabalhadores.



Pepe disse ainda que se o Congresso tivesse votado vetos presidenciais na noite de ontem (a sessão foi cancelada), o governo teria condição de manter os vetos. "Temos convicção disso".

Andreza Matais e João Domingos

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

UFPA e SENAI assinam convênio para Escola Fluvial



Um convênio assinado nesta terça-feira (10) entre a Universidade Federal do Pará e o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI), da FIEPA, visa contribuir para o desenvolvimento do Arquipélago de Marajó, região de pior Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do país, segundo o IBGE. O acordo estabelece o desenvolvimento do projeto de construção, por parte do curso de Engenharia Naval da universidade, da primeira Escola Fluvial do SENAI, que irá levar capacitação profissional aos municípios do Marajó.

O projeto da embarcação do SENAI prevê a criação de salas de aula e de, pelo menos, nove modernos laboratórios para a realização de cursos nas áreas de informática, alimentos, confecção, refrigeração, soldagem, mecânica e construção civil. A expectativa é que a Escola Fluvial forme 900 pessoas a cada vez que atracar em um município ribeirinho, oferecendo cursos em regime de gratuidade. A previsão é que a construção da embarcação inicie neste ano, com a intenção de iniciar as capacitações já no ano que vem.

Segundo o diretor regional do SENAI, Gerson Peres, apesar do Marajó não ser uma região com muitas indústrias, a qualificação profissional pode ser fundamental para mudar a realidade dessa localidade pouco assistida. “Precisamos primeiramente olhar para a necessidade das pessoas, e temos a certeza de que esses cursos, com alta empregabilidade, irão proporcionar a geração de emprego e renda para essa população”, comenta Peres, revelando que outras escolas fluviais devem surgir futuramente.

“Além das nossas 15 unidades fixas espalhadas pelo Pará, o SENAI também trabalha com 21 unidades móveis, que são carretas equipadas levando qualificação profissional para os lugares mais distantes deste estado. Mas com um estado continental como o nosso, precisamos sempre de mais, e assim deverá acontecer com a Escola Fluvial, pois a demanda é muito grande”, completa Gerson Peres.

Durante a reunião, o reitor da UFPA, Carlos Maneschy, destacou a importância da parceria. Segundo ele, a aproximação entre a universidade e os diversos setores da sociedade, entre eles o produtivo, é imprescindível elevar o desenvolvimento do estado. “A universidade está aberta ao diálogo e a qualquer tipo de experiência que visam melhorar a vida das pessoas. Precisamos saber qual o caminho do desenvolvimento, e ninguém melhor para nos mostrar isso que o setor produtivo. Esse é apenas um de muitos projetos que ainda pretendemos desenvolver conjuntamente com o SENAI”, destaca Maneschy.

Para o presidente da FIEPA, José Conrado Santos, essa parceria é uma prova de que é possível e cada vez mais importante a harmonia entre tecnologia e educação, atendendo as expectativas das indústrias e levando a prática para dentro dos centros acadêmicos. “Percebemos que a universidade abriu seus muros e estamos aproveitando isso para estreitar as relações e, juntos, discutirmos meios estratégicos para contribuir com o Pará, começando pelas regiões mais necessitadas, como a do Arquipélago do Marajó”, finaliza Conrado.

Vendas no varejo em 2014 têm pior resultado em 11 anos



domingo, 1 de fevereiro de 2015

Suplicy enviou oito cartas pedindo audiência com Dilma, mas jamais foi recebido pela presidente


Suplicy se sente magoado por não ter sido recebido por Dilma


Em mensagem publicada no Facebook, senador lembra que presidente tinha se comprometido a recebê-lo pela primeira vez antes do término de seu mandato. “Era justo que me recebesse ou, como ela mesmo me disse, ‘mais do que justo’”

Esperançoso, o senador Eduardo Suplicy (PT-SP) esperou até o minuto derradeiro, mas não deu. O primeiro petista a se eleger para o Senado concluiu seus 24 anos de mandato sem ter sido recebido uma vez sequer pela presidente da República, Dilma Rousseff, sua companheira de partido. Em mensagem publicada no Facebook no final da noite de ontem (31), Suplicy disse sentir “imensamente” que Dilma não tenha cumprido o compromisso de recebê-lo no Palácio do Planalto.

Segundo o senador, ela disse, durante a cerimônia de diplomação em dezembro, que era “mais do que justo” atender ao seu pedido de audiência. “Foram oito cartas enviadas desde junho de 2013. Sou senador do PT. Muitos foram recebidos mesmo não sendo do PT. Era justo que me recebesse ou, como ela mesmo me disse, ‘mais do que justo’”, escreveu o senador paulista.

Na última delas, como revelou o Congresso em Foco, ele questionou a presidente se alguém no Planalto não queria que os dois se encontrassem. Em São Luís para um compromisso na Universidade Federal do Maranhão este fim de semana, ele disse à reportagem que voltaria às pressas no sábado a Brasília se Dilma resolvesse recebê-lo. Mas o Planalto, mais uma vez, não respondeu ao seu pedido. “Sinto que cumpri com as minhas responsabilidades, procurando honrar a confiança que me foi dada e o privilégio de representar a população de São Paulo”, resignou-se o senador, que será secretário municipal de Fernando Haddad na capital paulista.

Veja a mensagem publicada por Suplicy no Facebook:

“Esta é minha última hora e dia de senador após 24 anos de mandato. Agradeço muito a todos que votaram em mim, que colaboraram comigo de tantas formas para que eu pudesse representar bem o povo de São Paulo e contribuísse para a construção de um Brasil justo. Sinto imensamente que a Presidenta Dilma Roussef, após ter assegurado que me receberia antes do término do meu mandato, para conversar sobre proposta feita por todos os 81 senadores, não tenha me recebido. Foram oito cartas enviadas desde junho de 2013. Sou senador do PT. Muitos foram recebidos mesmo não sendo do PT. Era justo que me recebesse ou, como ela mesmo me disse, “mais do que justo”. Sinto que cumpri com as minhas responsabilidades, procurando honrar a confiança que me foi dada e o privilégio de representar a população de São Paulo. Viva o Brasil!”

POR EDSON SARDINHA E FÁBIO GÓIS
UOL

sábado, 31 de janeiro de 2015

Milagre. Luis Fernando Verissimo


Deus colocou uma barra de ouro na cabeceira de um rabino, que quando acordou e viu o que Deus tinha feito ergueu as mãos para o alto e disse:
— Senhor, quem sou eu para receber esta dádiva?
E diante do silêncio de Deus, o rabino continuou:
— Quem sou eu para ser distinguido desta maneira?
E:
— Quem sou eu para enriquecer assim, da noite para o dia?
E disse mais:
— Quem sou eu, pobre de mim, para merecer um presente tão precioso, quando tantos mais necessitados do que eu não receberam?
E mais:
— Quem sou eu, Senhor, na minha humildade, para ser abençoado por este milagre?
E Deus ficou tão impressionado com os protestos reincidentes do rabino que falou:
— Talvez eu tenha mesmo me enganado, e essa barra de ouro seja para outro rabino...
Ao que o rabino escondeu a barra de ouro dentro da camisola, rapidamente, e disse:
— Quem sou eu para ser a prova de que Deus se engana?


PERFUMES
E tem a parábola do mendigo cego que todos os dias recebia uma esmola de uma mulher que passava, e que ele reconhecia pelo perfume. Cada dia um perfume diferente.
— Mmmm. Violeta — dizia o mendigo, depois de ouvir o tilintar da moeda no seu chapéu.
— Acertou — dizia a mulher.
No outro dia:
— Mmmm. Jasmim. Maravilha.
— Obrigada.
— Mmmm. Rosa.
— Acertou de novo.
Todos os dias a mesma coisa.
— Mmmm. Lírio.
— Mmmm. Cravo.
— Mmmm. Dracena.
Um dia a mulher disse ao mendigo que não tinha nenhuma moeda para lhe dar.
— Não importa — disse o mendigo. — Só o seu perfume de gardênia já me enche de prazer.
— Obrigada!
Até que um dia a mulher resolveu testar o mendigo. Perfumou-se de enxofre e amoníaco e despejou muitas moedas no seu chapéu. E o mendigo ouviu o tilintar das muitas moedas, aspirou fundo e exclamou:
— Mmmm. Flor de laranjeira!


segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Produção de notinhas fora de época

Quando nada se tem para fazer, não adianta criar notinhas,  já que no mundo acadêmico ninguém se empolga com campanhas eleitorais antecipadas, menos ainda quando faltam mais de três anos para a sucessão do reitor da UFPA. 


O Repórter 70,  do prestigiado Jornal O Liberal, deixou passar esta vez,  e com erro de ortografia! notinha sem sentido.


O Liberal, Repórter 70. 

sábado, 20 de dezembro de 2014

UFPA aprova a criação da Política de Inovação Tecnológica


A Criação da Política de Inovação Tecnológica da Universidade Federal do Pará foi aprovada pela Comissão Especial do Conselho Universitário (Consun), em reunião extraordinária realizada nesta quarta-feira, 17. Assim, a Agência de Inovação Tecnológica (Universitec) da UFPA, criada em 2009, tem oficializada a sua função de estar à frente das ações da Universidade ligadas ao Empreendedorismo, à Propriedade Intelectual e à Transferência de Tecnologia.

"A Universitec, há tempo, já realiza sua atividade dedicada a tais questões, sobretudo a partir de 2013, diante da missão encarregada à Agência pelo reitor Carlos Maneschy, a qual diz respeito a fomentar o empreendedorismo e a aproximação da academia com a indústria. Agora, diante da aprovação da Política de Inovação, nossas ações se legitimam e se fortalecem", destaca Gonzalo Enríquez, diretor da Universitec. "A UFPA consolida seu esforço de tornar a academia um polo de tecnologia e inovação com capacidade para chegar ao mercado, e contribuir, via ciência inovadora, com o desenvolvimento econômico e social da Região Amazônica", celebra o gestor.

Sobre a Universitec - A Universitec é uma iniciativa voltada para a difusão dos múltiplos aspectos da Inovação e de suas aplicações no âmbito da UFPA. A Lei de Inovação, de 2004, determina que toda Instituição de Ciência e Tecnologia (ICT) deve dispor de um Núcleo de Inovação Tecnológica para gerenciar sua política de Inovação.

Instituída pela Resolução Nº 662, Anexo 1.7, de 31 de março de 2009, a Agência de Inovação Tecnológica da UFPA é um órgão suplementar na estrutura da Administração Superior da UFPA e tem por objetivos: propor uma política de inovação tecnológica para a UFPA; fomentar, no âmbito da Universidade, projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação tecnológica, voltados para os diversos setores da sociedade; promover a disseminação da inovação tecnológica, da cultura empreendedora e da propriedade intelectual, nos diferentes níveis de ensino, pesquisa e extensão; estimular a cooperação com entidades representativas da sociedade civil, empresas e órgãos públicos, dar apoio técnico na preparação de projetos cooperativos e em acordos entre a Universidade e seus parceiros; articular, incentivar e coordenar as ações das incubadoras de base tecnológica e aquelas referentes ao Parque de Ciência e Tecnologia da UFPA e de outros ambientes de apoio à inovação.

Atribuições - Além disso, a agência tem como atribuições zelar pela Propriedade Intelectual, incentivando a proteção do conhecimento por meio de uma equipe técnica especializada, responsável pelos depósitos de patentes e outros tipos de proteção intelectual; pela Transferência de Tecnologia, estabelecendo diálogos com os agentes do desenvolvimento social e econômico, em busca de oportunidades de transferência de tecnologia, com a finalidade de aplicação do que é produzido na Universidade; e pelo Empreendedorismo, articulando a cooperação entre grupos interessados no assunto e investindo na incubação da empresas, por meio do Programa de Incubação de Empresas de Base Tecnológica (PIEBT).

Texto: Gil Sóter – Ascom/Universitec
Foto: Reprodução / Google


segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

No DF, na Equipe de Governo predomina a competência


CONHEÇA OS NOVOS SECRETÁRIOS DO GOVERNO DO DISTRITO FEDERAL


CHEFE DA CASA CIVIL: HÉLIO DOYLE.

64 anos, nascido no Rio de Janeiro, morador de Brasília desde 1961. É o coordenador geral da transição e coordenou a campanha eleitoral. Jornalista, é mestre em Comunicação pela Universidade de Brasília, onde foi professor (1985-2013). Foi secretário de Governo (1995-1996) e secretário-chefe do Gabinete de Articulação Institucional (2003-2004) do Distrito Federal. Foi também diretor (1977-1980) e presidente (1980-1986) do Sindicato dos Jornalistas do DF, chefe de redação da TV Globo e do Jornal do Brasil, editor-chefe do Jornal de Brasília, editor do Correio Braziliense e da Zero Hora, editor assistente da revista Veja, coordenador em O Estado de S. Paulo e diretor de redação da revista meiaum e do Brasília247, além de repórter em várias publicações e assessor e consultor de comunicação em empresas privadas, universidades e entidades de classe.


CHEFE DA CASA MILITAR: CLÁUDIO RIBAS.

43 anos, nascido no Rio de Janeiro. É tenente-coronel, secretário-geral do Comando Geral da Polícia Militar e conselheiro do Conselho de Meio Ambiente do Distrito Federal. Bacharel em Ciências Policiais, com especialização em Gestão em Segurança Pública e Gestão Estratégica em Segurança Pública, todos pelo Instituto Superior de Ciências Policiais. Foi comandante do Batalhão da Polícia Militar Ambiental do DF (2011-2014), comandante da Rotam (2004 a 2006), coordenador operacional na Secretaria de Segurança Pública (2009-2011) e comandante do Corpo de Alunos do Centro de Formação e Aperfeiçoamento de Praças (2006 e 2008).


SECRETÁRIO DE RELAÇÕES INSTITUCIONAIS E SOCIAIS: MARCOS DANTAS.

56 anos, nascido em Nova Iguaçu (RJ). É o coordenador de Relações Políticas e com a Sociedade da equipe de transição e participou da coordenação da campanha eleitoral. É bacharel em Administração, com pós-graduação em Administração Pública pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). É o presidente do PSB-DF e administrador de carreira do FNDE/MEC desde 2002, cedido para o Senado, onde foi assessor técnico da Liderança do PSB. Foi coordenador de projetos especiais do Ministério de Reforma Agrária em 1987.


SECRETÁRIA DE PLANEJAMENTO, ORÇAMENTO E GESTÃO: LEANY LEMOS.

44 anos, nascida em Brasília. É a coordenadora executiva da transição. É formada em Letras, mestre em Ciência Política, doutora pela UnB em Estudos Comparados das Américas e pós-doutora em Ciência Política pelas Universidades de Oxford e de Princeton. É servidora do Senado desde 1993, tendo sido secretária das comissões de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle e chefe de gabinete da Liderança do PSB. Hoje é consultora legislativa do Senado. Foi também pesquisadora-colaboradora da UnB (2008-2013) e é a coordenadora adjunta para o mestrado profissional na Capes, na área de Ciência Política e Relações Internacionais.


SECRETÁRIO DA FAZENDA: LEONARDO COLOMBINI.

68 anos, nascido em Ressaquinha (MG). Servidor aposentado do Banco Central, é formado em Ciências Contábeis com especialização em Administração Financeira e Economia e em Auditoria, Administração, Economia e Finanças. Desempenhou a função de assessor especial do ministro-chefe da Casa Civil da Presidência da República (1999 a 2002). Desde 2003, trabalha no governo de Minas Gerais, no qual já exerceu os cargos de assessor especial da Secretaria de Fazenda; subsecretário do Tesouro Estadual e secretário-adjunto de Fazenda. É secretário da Fazenda do Estado desde 2010.



SECRETÁRIO DE GESTÃO ADMINISTRATIVA E DESBUROCRATIZAÇÃO: ANTÔNIO PAULO VOGEL.

41 anos, nascido no Rio de Janeiro. É secretário-adjunto de Finanças e Desenvolvimento Econômico do Município de São Paulo desde 2013 e servidor público federal desde 1998, integrante da carreira de Analista de Finanças e Controle do Tesouro Nacional. Formou-se em Economia pela UFRJ e em Direito pela UnB. Ocupou diversos cargos de direção na Secretaria do Tesouro Nacional até 2006 e foi diretor do Rioprevidência – Fundo Único de Previdência Social do Estado do Rio de Janeiro (2007-2012).


SECRETÁRIO DE JUSTIÇA E CIDADANIA: JOÃO CARLOS SOUTO.

51 anos, nascido em Camamu (BA). Formou-se em Direito na Universidade Federal da Bahia e é mestre em Direito Público com especialização na Harvard Law School, nos Estados Unidos. É procurador da Fazenda Nacional desde 1993, tendo atuado na Coordenação de Assuntos Internacionais em Washington. É também professor de Direito Constitucional desde 1996, atualmente no Centro Universitário do Distrito Federal (UDF). Foi assessor legislativo durante a Constituinte do Estado da Bahia, em 1989, e publicou o livro “Suprema Corte dos Estados Unidos – principais decisões”.


SECRETÁRIO DE EDUCAÇÃO: JÚLIO GREGÓRIO.

60 anos, nascido em Catanduva (SP). É coordenador de Educação da equipe de transição e membro do Conselho Técnico Científico da Educação Básica da Capes. Formado em Química pela Universidade de Brasília e pós-graduado em Administração da Educação e em Avaliação Institucional. Foi professor da rede pública de ensino do DF durante 24 anos, em escolas como o Centro de Ensino Fundamental 4 de Taguatinga e o Elefante Branco. Dirigiu o Centro de Ensino Médio Setor Oeste, o Colégio da Asa Norte (atual Paulo Freire), o Galois e o Inei. Na Secretaria de Educação, foi ainda diretor do Departamento de Inspeção de Ensino e do Departamento de Planejamento Educacional e integrou o Conselho de Educação do Distrito Federal.


SECRETÁRIO DE SAÚDE: IVAN CASTELLI.
56 anos, nascido em São Paulo. É médico especialista em Clínica Médica e Cardiologia, funcionário da Secretaria de Saúde do Distrito Federal há 29 anos. Assumiu funções importantes na iniciativa privada, tanto em direção de hospitais quanto na saúde suplementar. De 1985 a 2010 trabalhou no Hospital Regional de Taguatinga (HRT). Foi diretor da Regional de Saúde de Taguatinga e de Samambaia (1997), diretor-geral do HRT (1996-1998) e subsecretário de Atenção à Saúde (janeiro de 2011 a abril de 2012). Atualmente trabalha como médico da Central de Notificação, Captação e Doação de Órgãos do DF.


SECRETÁRIO DE SEGURANÇA PÚBLICA E PAZ SOCIAL: ARTHUR TRINDADE.

46 anos, nasceu em Alegrete (RS). Graduado na Academia Militar das Agulhas Negras, mestre em Ciência Política e doutor em Sociologia pela UnB. É coordenador do grupo de segurança na equipe de transição e professor associado do Departamento de Sociologia da UnB desde 2003, onde coordenou o Núcleo de Estudos sobre Violência e Segurança. Integra o Conselho de Administração do Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Tem mais de 18 anos de pesquisa na área de Segurança Pública.
SECRETÁRIO DE GESTÃO DO TERRITÓRIO E HABITAÇÃO: THIAGO DE ANDRADE.


34 anos, nascido em Brasília. É arquiteto e urbanista formado pela UnB, com especialização em Docência Superior. Presidente do Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB-DF) e sócio de um escritório de arquitetura e urbanismo, foi consultor do Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) em 2013. Trabalhou como monitor e assistente na área de Geografia no Ensino Médio no Galois e foi voluntário do American Fields Service (AFS). Ganhou o prêmio Nauro Esteves no concurso Nova Arquitetura de Brasília (2007) e teve trabalhos expostos na Bienal Internacional de Arquitetura de São Paulo e no Brazilian Design Perspective, em Singapura.


SECRETÁRIO DE ECONOMIA E DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL: ARTHUR BERNARDES.

33 anos, nascido em Brasília. É advogado tributarista, com especialização em Políticas Públicas e Desenvolvimento Regional. Trabalhou na Secretaria de Ensino Médio e Tecnológico do Ministério da Educação (2001) nas áreas de capacitação, desenvolvimento e ensino tecnológico. Foi consultor do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD – 2001-2002) e integrou o Conselho Deliberativo do Sebrae-DF (2007). Na Administração Regional de Ceilândia, foi diretor de Administração (2004-2005), chefe de Gabinete (2007) e administrador regional (2007). Na Companhia de Planejamento do DF (Codeplan), assumiu os cargos de secretário-geral (2008) e diretor de Desenvolvimento Urbano e Ambiental (2009-2010). Chefiou a Assessoria Especial da Governadoria do DF (2010). É fundador e vice-presidente do Partido Social Democrático (PSD-DF).


SECRETÁRIO DE CULTURA: GUILHERME REIS.

60 anos, nascido em Goiânia. É ator, diretor teatral e gestor cultural. Iniciou sua carreira em 1972, desenvolvendo inúmeros projetos em teatro, cinema, música e dança. Como produtor cultural, realiza, desde 1995, o Cena Contemporânea – Festival Internacional de Teatro de Brasília. Também trabalhou como assessor especial na Secretaria de Cultura (1999) e na reitoria da Universidade de Brasília (1986 a 1989).


SECRETÁRIO DE INFRAESTRUTURA E SERVIÇOS PÚBLICOS: JÚLIO PERES.


59 anos, nascido em São Paulo. Formado em Engenharia Civil pela Universidade de Brasília. De 1977 a 1978, foi professor de Matemática no UniCeub. Foi vice-presidente da Associação Brasiliense de Construtores (Asbraco – 1995-1997) e conselheiro do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai -2001-2003). Também foi o primeiro coordenador do Programa Brasileiro da Qualidade e Produtividade do Habitat (PBQP-H) do Ministério das Cidades (2000-2003). Desde 2013, integra o Conselho de Planejamento Territorial e Urbano do DF (Conplan) e faz parte do Conselho Deliberativo do Sebrae-DF. No Sindicato da Indústria da Construção Civil do DF (Sinduscon), presidiu a Comissão de Material e Tecnologia (Comat -1999-2003) e a Comissão Imobiliária (2003-2007). De 2008 a 2011, atuou como 1º vice-presidente. É o atual presidente licenciado do Sindicato (2011-2014).


SECRETÁRIO DE DESENVOLVIMENTO HUMANO E SOCIAL: MARCOS PACCO.


40 anos, nascido em Brasília (DF). Professor, escritor e revisor. É licenciado em Letras pela Universidade de Brasília (UnB) e ministra aulas de língua portuguesa em diversos cursos preparatórios, órgãos públicos e empresas, em Brasília (DF) e em Goiânia (GO). Trabalhou na Secretaria de Educação, como professor (1996) e coordenador da Área de Língua Portuguesa (1997). Também faz trabalhos na área social, com cursos beneficentes, em organizações não governamentais (ONG’s). Autor dos livros “Novíssima Gramática Aplicada ao Texto”, “Tópicos Especiais de Gramática Aplicada ao Texto”, “Português Básico” e “550 Questões de Língua Portuguesa”.


SECRETÁRIO DE TRABALHO E EMPREENDEDORISMO: GEORGES MICHEL SOBRINHO.


71 anos, nascido em Goiânia. Juntamente com Leonel Brizola e outras lideranças políticas, é signatário da Carta de Lisboa, documento base de fundação do Partido Democrático Trabalhista (PDT). Na época da ditadura, viveu exilado no Chile (1970-1973), na Colômbia (1973-1974), na Alemanha Oriental (1974-1977) e em Portugal (1977-1979). Com a Lei da Anistia, voltou para o Brasil em 1979. Chefiou a Representação do Governo do Estado do Rio de Janeiro em Brasília durante os dois governos de Brizola (1983-1987 e 1991-1994). É jornalista e exerce a função de chefe de gabinete da Liderança do PDT no Senado (1994-2014). Já presidiu o PDT-DF quatro vezes e é o atual presidente da legenda no DF.


SECRETÁRIA DA MULHER, DA IGUALDADE RACIAL E DOS DIREITOS HUMANOS: MARISE GUEBEL.


50 anos, nascida em Niterói (RJ). Médica e diplomata, graduada em Medicina pela Unirio, fez residência no Instituto Nacional de Câncer (Inca). É mestre em Radiologia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e médica Associada (“medecinattachee”) dos Hospitais de Paris. Atuou como radiologista no setor público e privado de 1988 a 2003, quando ingressou no Instituto Rio Branco. Como diplomata, foi cônsul do Brasil em Lima, no Peru (2011-2013), e chefe do Setor de Direitos Humanos e Temas Sociais na Embaixada do Brasil em Buenos Aires, na Argentina (2007-2010). É assessora internacional da Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República.


SECRETÁRIO DE AGRICULTURA E ABASTECIMENTO: JOSÉ GUILHERME LEAL.


45 anos, nascido no Rio de Janeiro. É engenheiro agrônomo, com especialização em Fruticultura Comercial e Tecnologia de Produção de Fertilizantes. Foi técnico extensionista da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural de Goiás (1993) e do Distrito Federal (1993-2002). É servidor de carreira do Ministério da Agricultura desde 2002, onde assumiu a coordenação nacional de Fiscalização de Fertilizantes (2003-2009) e a diretoria de Programa da Secretaria de Defesa Agropecuária (2009-2010). Por quatro meses, foi o secretário-adjunto de Agricultura (2011) do Distrito Federal e presidente da Emater-DF (2011-2012). É diretor do departamento de Sistema de Produção e Sustentabilidade do Ministério da Agricultura.


SECRETÁRIO DE MOBILIDADE: CARLOS TOMÉ.


42 anos, nascido no Rio de Janeiro. É o coordenador técnico da equipe de transição. É engenheiro civil, bacharel em Direito, mestre em Relações Internacionais e consultor legislativo do Senado para as áreas de Meio Ambiente e Ciência e Tecnologia desde 2002. Foi subchefe de gabinete da Liderança do PSB no Senado (2013-2014), professor do curso de Relações Internacionais do Iesb (2012-2014), oficial de Inteligência da Abin (1999-2002), analista legislativo no Controle Interno da Câmara dos Deputados (2002) e chefe da Divisão de Tecnologia da Novacap (1996).


SECRETÁRIA DE POLÍTICAS PARA CRIANÇAS, ADOLESCENTES E JOVENS: JANE KLEBIA REIS.


51 anos, nascida em Brasília. É bacharel em Geografia e em Direito, com pós-graduação em Polícia Judiciária e em Administração Escolar. Desde 2013 é chefe da Procuradoria Jurídica da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal. Foi delegada de polícia de Planaltina, Lago Norte e Sobradinho e delegada-chefe adjunta da 6ª DP do Paranoá (2011-2013). Trabalhou como agente de polícia por oito anos na Delegacia da Criança e do Adolescente e professora de Geografia do Ensino Médio na rede pública.


SECRETÁRIO DO MEIO AMBIENTE: ANDRÉ LIMA.


43 anos, nascido em Araraquara (SP). Formado em Direito pela Universidade de São Paulo (USP), com mestrado no Centro de Desenvolvimento Sustentável da Universidade de Brasília (UnB). Foi coordenador de Políticas Públicas do Instituto Socioambiental (1996-2007); diretor de Políticas para Amazônia do Ministério do Meio Ambiente (2007-2008); e consultor jurídico da SOS Mata Atlântica (2010-2014). É o coordenador de Políticas Públicas do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam – 2008-2014). É ainda autor do livro “Zoneamento ecológico-econômico à Luz dos Direitos Socioambientais”, membro do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama – 2009-2014), fundador e membro do diretório nacional e do Distrito Federal da Rede Sustentabilidade.


SECRETÁRIO DE CIÊNCIA, TECNOLOGIA E INOVAÇÃO: PAULO SALLES.


62 anos, nascido em Garça (SP). É o coordenador de objetivos estratégicos da equipe de transição e coordenou a elaboração do programa de governo de Rollemberg. É biólogo e PhD em Ecologia pela Universidade de Edimburgo (Escócia), e fez pós-doutorado na Universidade de Amsterdam (Holanda). Atuou em cursos de graduação e pós-graduação em Ciências Biológicas, como orientador de alunos de mestrado e doutorado e, em 2014, aposentou-se como professor associado da Universidade de Brasília (UnB). Em 2011 foi diretor-presidente da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal e diretor-secretário da Fundação para Empreendimentos Científicos e Tecnológicos (Finatec). Atuou também na gestão de recursos hídricos como vice-presidente (2008-2010) e presidente do Comitê de Bacia Hidrográfica do Rio Paranaíba (2010-2013), e presidente do Comitê de Bacia Hidrográfica do Rio Paranoá (2010-2014). Atualmente é vice-presidente deste comitê.


SECRETÁRIA DE ESPORTE E LAZER: LEILA BARROS.


43 anos, nascida em Brasília (DF). Atleta olímpica, foi jogadora da seleção brasileira de vôlei (1988-2008) e coordenadora de projetos sociais em Brasília. Fundou uma instituição no DF voltada à inclusão social e ao desenvolvimento socioeducacional, que já atendeu mais de 50 mil jovens, crianças e adultos. Foi comentarista da TV Globo por três ciclos olímpicos. Atualmente, faz faculdade de Gestão Pública no Centro Universitário IESB.


SECRETÁRIO DE TURISMO: JAIME RECENA.


34 anos, nascido em Brasília (DF). Empresário e jornalista. Começou a vida profissional na Gazeta Mercantil (1999). Aos 20 anos, participou do grupo que assumiu a revista Roteiro. Comandou a Administração Regional do Lago Norte em 2012, onde permaneceu por seis meses. Foi presidente do conselho do Brasília Convention Bureau (2012-2013) e é o atual presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes do Distrito Federal (Abrasel-DF).


CHEFE DE GABINETE DO GOVERNADOR: RÔMULO NEVES.


37 anos, nascido em Anápolis (GO). É o coordenador de relações com o governo da equipe de transição e coordenou a agenda na campanha eleitoral. É diplomata, bacharel em Ciências Sociais, mestre em Sociologia e em Diplomacia e especialista em Economia e Relações Internacionais. Foi ministro-conselheiro da Embaixada do Brasil na Etiópia e junto à União Africana (2012-2014), analista de mercado do Ibope (2005) e repórter da Folha de S. Paulo (2002-2004) e do jornal Gazeta Mercantil (2004-2005).

Mulher do Ano


Marina Silva é uma das mulheres do ano, aponta o Financial Times

Ela está ao lado de outras 14 personalidades tão diferentes como a presidente do Banco Santander, Ana Botín; a presidente da ONG Médicos Sem Fronteiras, Joanne Liu; a nigeriana Hazida Bala Usman, que defende as mulheres contra fundamentalistas; a indiana Arundhati Bhattacharya, a primeira mulher a comandar o State Bank of India, o maior do país; Marine Le Pen, líder da extrema-direita francesa; além de Kim Kardashian, a celebridade americana cujo talento o jornal admite que ainda está para ser descoberto.

A brasileira Marina Silva é a única que aparece na primeira página do jornal britânico, com o anúncio das escolhidas. E é também quem recebe maior espaço, quase dois terços de página interna, sobre sua vida.

Na reportagem, Marina Silva comenta a artilharia de ataques que sofreu do PT durante a campanha eleitoral, quando foi taxada desde de representante dos bancos a alguém que acabaria com o programa Bolsa Família.

'Foi um processo de desconstrução, não apenas para ganhar a eleição, mas para destruir a pessoa, para aniquilar ele ou ela', disse.

Marina poderá repetir hoje, em todo caso, que 'perdeu ganhando' a eleição presidencial, e 'ganhou ganhando' em termos de imagem internacional.

Por Assis Moreira | Valor

Do PIB da campanha Dilma ao PIB da realidade do Brasil


Mercado reduz novamente previsão para o PIB, aponta Focus


SÃO PAULO - Os analistas de mercado reduziram, pela quarta semana consecutiva, a estimativa para o crescimento da economia brasileira neste ano, de acordo com o boletim Focus, do Banco Central. Eles também cortaram, pela terceira vez seguida, a projeção para 2015. As apostas para juros e inflação deste e do próximo ano ficaram inalteradas.
A mediana das estimativas para o Produto Interno Bruto (PIB) de 2014 caiu de 0,18% para 0,16%. Também nesta segunda-feira, o Banco Central informou que seu Índice de Atividade Econômica (IBC-Br) caiu 0,26% em outubro ante setembro, feito o ajuste sazonal e, com isso, o acumulado no ano marca recuo de 0,12% na atividade. O IBC-Br serve como um indicador antecedente do PIB. Para 2015, o Focus mostra que a mediana das projeções caiu de 0,73% para 0,69%.

Quanto à produção industrial, a estimativa seguiu em queda de 2,50% neste ano, mas para 2015 houve ajuste para baixo, de alta de 1,23% para crescimento de apenas 1,13%.

Inflação e juros

Os analistas consultados pelo Focus mantiveram a estimativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 6,38% em 2014 e em 6,50% em 2015 e não alteraram a projeção para a Selic ao fim de 2015, que ficou em 12,50%.

Os analistas Top 5, os que mais acertam as previsões, que estimavam o juro em 12% no fim do ano que vem elevaram a projeção para 12,50%. Atualmente, a taxa básica de juros da economia está em 11,75%. Para a inflação, as apostas do Top 5 foram mantidas em 6,28% e em 6,20% em 2014 e 2015, respectivamente.

A projeção do mercado para a inflação em 12 meses teve leve desaceleração, de 6,63% para 6,62% e, para este mês de dezembro, seguiram em 0,75%. Embora não tenham alterado a projeção do IPCA no ano, os analistas ajustaram suas estimativas para os preços administrados e o dólar, duas importantes fontes de pressão inflacionária.

A mediana dos administrados neste ano subiu de 5,30% para 5,40% e no próximo saiu de 7,20% para 7,48%. Também o dólar saiu de R$ 2,55 para R$ 2,60 ao fim de 2014 e de R$ 2,70 para R$ 2,72 em 2015.

(Ana Conceição | Valor)

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

A herança dos Sarney na era Lula Dilma, aliados no fracasso do desenvolvimento



A 'herança' de Roseana

Estado com mais miseráveisAssim como todo o país, o Maranhão reduziu o número de pessoas miseráveis desde 2004. Mesmo assim, segundo o Ipea, em 2013 eram 1.174.693 pessoas que viviam abaixo da linha da pobreza no Estado, ou 17,3% da população. A média é a maior entre os Estados e três vezes a nacional, de 5,2%


Violência explodeNos últimos anos, o Maranhão viveu uma explosão de violência. Entre 2002 e 2012, a taxa de homicídios cresceu 162%, chegando a 26 por cada 100 mil habitantes --ainda menor que a média nacional, que é de 29 por 100 mil--, segundo dados do Mapa da Violência 2014. Nessa década, o Maranhão foi o terceiro Estado com maior crescimento período, atrás apenas de Rio Grande do Norte e Bahia


Caos prisionalNo inicio de 2014, o mundo conheceu a barbárie no Complexo Penitenciário de Pedrinhas, em São Luís. Em 2013, foram 60 mortes, algumas com decapitações. Nenhum Estado teve tantas mortes como somente registrou Pedrinhas. Neste ano, já foram 19 assassinatos dentro do complexo


Líder em mortalidade infantilNa última década, o Maranhão ultrapassou Alagoas na "disputa" pela lanterna em relação à mortalidade infantil. O Estado, segundo o estudo Tábua da Vida do IBGE, teve a maior taxa em 2013: 24,7 por mil nascidos vivos. A mortalidade na infância também é maior no Maranhão: 28,2 por mil

Maior deficit habitacionalO Maranhão tem o maior deficit habitacional do país entre todos os Estados. Em 2008, quando Roseana assumiu pela segunda vez o mandato de governadora, após a cassação de Jackson Lago (1934-2011), taxa de pessoas sem moradia era de 25,2% em relação a todos os domicílios. Em 2012?dado mais recente-- essa taxa caiu para 21,2%

Pior acesso à JustiçaOs moradores do Maranhão têm o pior acesso do país à Justiça, de acordo com estudo divulgado pelo Ministério da Justiça no final do ano passado. O índice leva em conta o número de profissionais, como advogados, defesa pública e juízes. Também se leva em conta o IDH. Boa parte disso se deve à falta de defensores públicos, que só atuam em uma a cada quatro municípios do Estado


Menor expectativa de vidaO Maranhão também é o local onde se vive menos no Brasil. O Estado é o único em que a expectativa de vida não chega aos 70 anos e ficou, em 2013, em 69,7 anos. No Brasil, essa taxa, em 2013, era de 74,9 anos. Entre os homens, a expectativa era ainda menor no Maranhão: 66 anos. Já entre as mulheres, essa esperança chega a 73,7 anos

Renda é menos de 40% da média brasileiraOs maranhenses têm a pior rendimento entre os Estados, conforme indica o IDH Renda. O Estado também é o segundo pior PIB (Produto Interno Bruto) per capita do país, segundo dados das Contas Regionais, do IBGE. Os maranhenses, em 2012, tinham PIB per capita de R$ 8.760,34, à frente apenas do Piauí (R$ 8.137,51). No Brasil, a renda per capita é quase três vezes maior que a maranhense: R$ 22.645,86

Menos médicos no paísSem conseguir atrair ou forma mais profissionais, dados do CFM (Conselho Federal de Medicina) mostram que o Maranhão é o Estado brasileiro com o maior índice de habitantes por médico - com 5.390 profissionais para 6.794.301 habitantes. A média é de um médico para cada 1.260 pessoas --mínimo recomendado pela ONU é de pelo menos um para cada 1.000 pessoas


Educação ainda engatinhaA PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) 2013, do IBGE, apontou que o Maranhão é o segundo Estado com o maior número proporcional de analfabetos, com 19,9% do total da população sem saber ler ou escrever. O Estado estava à frente apenas de Alagoas (que teve taxa de 21,7%)
UOL

Enrique Iglesias, Juan Luis Guerra - Cuando Me Enamoro

Enrique Iglesias - Bailando (Lyric Video) ft. Mickael Carreira

Enrique Iglesias - Bailando ft. Mickael Carreira

domingo, 7 de dezembro de 2014

Quem é quem na corrupção da Petrobrás



Tese do ‘eu não sabia’ perdeu prazo de validade



Entre as várias más notícias que o Datafolha traz para Dilma Rousseff, uma é especialmente devastadora: 68% dos brasileiros responsabilizam a presidente pela corrupção. Sete de cada dez brasileiros acham que ela tem alguma responsabilidade na petrorroubalheira.

A doutora ainda não se deu conta, mas o lero-lero do ‘eu não sabia’ é pomada vencida. Perdeu o prazo de validade. Ou Dilma muda a prescrição ou logo passará a ser vista como uma criança ingênua e inconsequente. Dessas que brincam no barro depois de tomar banho. O papel de gestora incapaz talvez seja menos pior que o de cúmplice.

Quando assumiu a Presidência pela primeira vez, em janeiro de 2011, Dilma infundia confiança na alma nacional. Questionados pelo Datafolha na ocasião, 73% dos brasileiros manifestaram a crença de que a pupila de Lula, vendida por ele como uma supergerente, faria um bom governo.

De volta às ruas na semana passada, o Datafolha repetiu a pergunta. Descobriu que Dilma prejudicou muito a imagem de sua sucessora. Hoje, 50% dos entrevistados apostam no êxito de Dilma 2ª. Decorridos quatro anos, o índice de otimismo emagreceu 23 pontos percentuais.

A 24 dias do fim, o primeiro reinado de Dilma é considerado ótimo ou bom por 42% dos brasileiros. É a mesma taxa de aprovação captada numa pesquisa feita em 21 de outubro, às vésperas do segundo turno da eleição presidencial. A novidade está na taxa de desaprovação, que subiu quatro pontos, de 20% para 24%. A conjuntura indica que o ruim pode ficar bem pior.

Maus dias estão por vir. Farão de 2015 um ano duro de roer. Na economia, o arrocho de Joaquim Levy, o ortodoxo que Dilma 2ª colocou na pasta da Fazenda para tentar consertar os erros que Dilma 1ª cometeu.

Na política, o escândalo do petrolão. Já está claro que a Petrobras virou a maior produtora de lama do país. E logo se verificará que o Congresso ganhou contornos de uma delegacia de polícia hipertrofiada. Quando seus aliados forem acomodados na fila da degola, Dilma terá de explicar por que ajudou a privatizar a Petrobras na bacia das almas dos partidos.


Josias de Souza



quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Novembro Azul, de olho no câncer de próstata

Dr Ronaldo Hueb Baroni
Para contribuir com as informações sobre os cuidados e tratamento de possíveis doenças da próstata, o Blog traz uma entrevista sobre o processo e a importância do diagnóstico e estadiamento do câncer de próstata por meio de exames de imagem. 

 Para falar sobre o assunto, reproduzimos entrevista com o Dr Ronaldo Hueb Baroni, médico radiologista formado pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), com doutorado na mesma instituição, e especialização em Ressonância Magnética abdominal no Beth Israel Deaconess Hospital da Harvard Medical School.

Segundo estimativas do Instituto Nacional do Câncer (INCA), em 2014 teremos 68.800 novos casos de câncer de próstata. No Brasil, este é o segundo tipo de câncer mais comum entre os homens, atrás apenas do câncer de pele não-melanoma. No entanto, o aumento nas taxas de incidência pode ser parcialmente justificado pela evolução dos métodos de diagnósticos (exames), pela melhoria na qualidade dos sistemas de informação e pelo aumento na expectativa de vida.

Segundo o Baroni, “O exame de Ressonância Magnética (RM) é atualmente uma importante ferramenta para o diagnóstico do câncer de próstata, porém não substitui os métodos tradicionais empregados no rastreamento do câncer de próstata (dosagem de PSA- Antígeno Prostático Específico no sangue e toque retal) nem na sua confirmação diagnóstica (biópsia guiada por ultrassonografia transretal).

O papel da RM no rastreamento tumoral é o de identificar nos pacientes com suspeita clínica baseada em alteração do PSA e/ou do toque retal, as áreas de maior suspeita para tumores clinicamente significantes. Elas poderão ser submetidas a biópsias dirigidas com obtenção de fragmentos adicionais, aumentando a eficácia da biópsia na confirmação diagnóstica”.

A RM, assim como outros métodos não invasivos, tem dificuldade em diagnosticar tumores pequenos e bem diferenciados (não significantes), e apresenta melhores resultados nos casos com maior significância clínica. Isso é benéfico na decisão do tratamento mais apropriado para cada caso, principalmente quando houver indicação de Vigilância Ativa. Em resumo, quanto mais avançado o tumor, mais facilmente ele é identificado e caracterizado pela RM.

O exame tem duração aproximada de 30 minutos e durante esse tempo o paciente deve permanecer imóvel. “Atualmente dispomos de aparelhos de RM com ´túnel´ mais amplo e curto, o que proporciona maior conforto e reduz a ocorrência de claustrofobia. O paciente é orientado a tomar um laxante oral na véspera e no dia do exame, Além disso, duas medicações endovenosas são administradas no momento do estudo: um antiespasmódico para reduzir o peristaltismo intestinal e o contraste a base de gadolínio para aumentar a eficácia do diagnóstico de tumores”, explica Baroni.

RM multiparamétrica

A identificação de áreas suspeitas para tumores na RM é feita com base nas suas características de imagem nos diversos parâmetros da RM (baixo sinal em T2, restrição à difusao das moléculas de água e hipervascularização pós-contraste), daí o nome de RM multiparamétrica da próstata. “Quando elaboramos o laudo, usamos uma escala de suspeição para tumores que vai de 1 a 5, sendo 1 muito baixa suspeita para tumores clinicamente significantes, e 5 muito alta suspeita para tumores clinicamente significantes”, complementa o médico.

Segundo Baroni, o exame de RM multiparamétrica da próstata só deve ser feito quando solicitado pelo urologista, que é capaz de determinar se o paciente irá se beneficiar do método ou não. Uma vez realizada a RM e com base no seu resultado, o urologista irá avaliar a necessidade ou não de dar continuidade à investigação por meio de biópsia. Se houver a necessidade de biópsia, a mesma deve ser feita idealmente através da fusão das imagens da RM com as imagens da ultrassonografia transretal realizada durante o procedimento.

Estadiamento do câncer de próstata

Segundo Baroni, o estadiamento define a extensão de um tumor, tanto local quanto à distancia. A RM é considerada o método de escolha para estadiamento local de tumores prostáticos (pesquisa de extensão extracapsular e invasão de vesículas seminais), especialmente quando combinada aos chamados nomogramas clínicos, em casos selecionados. Porém, cada vez mais a RM vem ganhando destaque como método complementar no rastreamento de tumores iniciais sem perder o seu papel no estadiamento local.

Finalizando a entrevista, o médico alerta que “a RM multiparamétrica é um método complementar no diagnóstico e estadiamento dos tumores prostáticos, devendo sua utilização ser feita de forma criteriosa e sob recomendação do urologista ou médico responsável pelo paciente. Muitos trabalhos estão em curso no momento, inclusive no nosso serviço, para aprimorar ainda mais o método e aumentar o seu papel na avaliação das neoplasias e outras patologias da próstata”.

Ronaldo Hueb Baroni: Médico radiologista formado pela FMUSP, com doutorado na mesma instituição, e especialização em Ressonância Magnética abdominal no Beth Israel Deaconess Hospital da Harvard Medical School. Atualmente ocupa o cargo de chefe do Grupo de Radiologia Geniturinária do HC-FMUSP, e coordena o Setor de Ressonância Magnética e o Grupo de Imagem Abdominal do Hospital Israelita Albert Einstein.

Contato:

Telefones: (11) 21512452 / 21512487

Email: ronaldo.baroni@einstein.br

Equipe Urologia Vida

Tags:câncer de próstata, Ressonância Magnética, urologia, urologia vida