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terça-feira, 11 de agosto de 2009

AMAZÔNIA - "A quem interessa a floresta em pé?" Bertha Becker



Berta Becker, da UFRJ, ministra aula magna na Universidade do Estado do Amazonas (UEA)

Geógrafa falará nesta sexta-feira, 14 de agosto, às 18 horas

Com o tema "A quem interessa a floresta em pé?", a geógrafa Bertha Becker, considerada uma das mais importantes pesquisadoras sobre a Amazônia, ministrará aula magna na Universidade do Estado do Amazonas no próximo dia 14, às 18h, no auditório da reitoria, avenida Djalma Batista, 3578 - Flores.

O evento é aberto ao público em geral e marca o início das atividades do segundo semestre do curso de doutorado em Desenvolvimento Sustentável, ministrado em parceria entre a UEA e Universidade de Brasília (UnB).

Filha de ucranianos e romenos vindos ao Brasil para fugir da Primeira Guerra Mundial, Berta Bcker é graduada em Geografia e História pela Universidade do Brasil (1952) e doutora em Geografia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (1970). Fez pós-doutorado no Massachusetts Institute of Technology - Department of Urban Studies and Planning (1986).

Atualmente, é professora emérita da Universidade Federal do Rio de Janeiro e coordenadora do Laboratório de Gestão do Território - LAGET/UFRJ. É membro da Academia Brasileira de Ciências e doutora Honoris Causa pela Universidade de Lyon III.

Agraciada com as medalhas David Livingstone Centenary Medal da American Geographical Society e Carlos Chagas Filho de Mérito Científico da Faperj, é consultora ad hoc de várias instituições científicas e membro de conselho editorial de editoras nacionais e internacionais. Coordena diversos projetos de pesquisa e participa da elaboração de políticas públicas nos Ministérios de Ciência e Tecnologia, da Integração Nacional e do Meio Ambiente. Seu foco principal de pesquisa é a Geografia Política da Amazônia e do Brasil.

Autora de diversos títulos sobre a Amazônia, ela ensina que, para preservar a floresta, é preciso conhecê-la cientificamente. Seu último livro publicado, Um Futuro para a Amazônia, quer chamar a atenção das novas gerações para essa temática. Há pelo menos 10 anos, a pesquisadora defende uma revolução científica para salvar a floresta levando, ao mesmo tempo, riqueza e desenvolvimento para a Região Amazônica.

Para a pesquisadora, a modernização dos processos de exploração dos recursos naturais é condição primordial para aliar desenvolvimento e preservação ambiental, com a implantação de cadeias produtivas não predatórias para a exploração da madeira, da biodiversidade e dos recursos pesqueiros. Para ela, é preciso organizar a cadeia de produção desde o âmago da floresta, envolvendo as populações locais, até os setores que oferecem os serviços.

Jornal da Ciência

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