Amazônia, meio ambiente, ecologia, biodiversidade, desenvolvimento sustentável, ciência e tecnologia, incubadoras e parques tecnológicos, política nacional e internacional - Amazonia, the environment, ecology, biodiversity, sustainable development, science and technology, incubators and technology parks, national and international policy
sexta-feira, 10 de outubro de 2014
Territórios com Mineração
Participação de alunos, gestores municipais e empresários da mineração no curso sobre Planejamento Estratégico realizado em Parauapebas. Os depoimentos de alunos que parabenizam à SEICOM e a UFPA mostram a presença do Estado nos municípios do Sul e Sudeste do Estado do Pará, onde a mineração é o foco da atividade econômica do município. Assim também é no município do Canaã dos Carajás, Itaituba (consorcio Tapajós), Santarém, São Miguel do Guamá e outros municípios, onde os diverso cursos estão acontecendo.
quinta-feira, 9 de outubro de 2014
É só uma pesquisa
Dilma questiona no TSE pesquisa que mostra vitória de Aécio
BRASÍLIA - A coligação da presidente Dilma Rousseff, candidata à reeleição pelo PT, entrou com um questionamento no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra a pesquisa divulgada na quarta-feira pela revista “Época” que apontou vitória de Aécio Neves, candidato do PSDB, no segundo turno das eleições.
O levantamento foi feito pelo Instituto Paraná, e mostrou que Aécio tem 54% das intenções de voto no segundo turno. Dilma conseguiu 46%. Ao todo, 2.080 eleitores responderam o questionário em 152 municípios.
A petição, protocolada nesta quinta-feira pela coligação petista, é contra o instituto de pesquisa — e não contra a revista. O relator do caso é o ministro Tarcísio Vieira de Carvalho Neto. O PT quer ter acesso à metodologia e abrangência da pesquisa, pedindo mais informações ao sistema interno de controle, verificação e fiscalização da coleta de dados do Instituto Paraná.
Por Thiago Resende | Valor
segunda-feira, 6 de outubro de 2014
Dilma vence em 15 Estados, três a menos do que em 2010, e Aécio ganha em dez
Pela sexta vez consecutiva, desde 1994, a polarização entre PT e PSDB decidirá o vencedor da eleição à Presidência da República. A virada de Aécio Neves (PSDB) na reta final, indicada por pesquisas Ibope e Datafolha, no sábado, foi confirmada ontem nas urnas com a ultrapassagem do tucano, com 33,55% dos votos válidos, sobre a ex-senadora Marina Silva (PSB), que obteve 21,32%. O tucano enfrentará, no segundo turno, dia 26, a presidente Dilma Rousseff (PT), que amealhou 41,59% dos votos - cinco pontos a menos do que os 46,91% que conseguiu na primeira etapa em 2010.
Com a virada, Aécio superou em um ponto percentual o desempenho de quatro anos atrás do correligionário José Serra (32,61%) e pôs fim à maior ameaça em duas décadas à polarização entre petistas e tucanos. Marina Silva chegou a liderar as pesquisas ao lado de Dilma no início do mês passado. Mas desidratou com os ataques dos dois principais adversários. Juntos, Dilma e Aécio tiveram oito vezes mais tempo de propaganda no rádio e TV do que a candidata do PSB. No segundo turno, os dois terão espaços iguais.
O mapa da geografia do voto presidencial ficou menos vermelho. Dilma conquistou 15 Estados, três a menos do que os 18 de 2010. Os tucanos tiveram um avanço: enquanto Serra foi o mais votado em oito Estados, Aécio foi o preferido em dez. O refluxo de Marina na reta final de campanha foi grande: em meados de setembro, a pessebista liderava quatro unidades da Federação e empatava, na margem de erro, em mais sete. Ganhou apenas em Pernambuco e no Acre, sua terra natal. E perdeu no Distrito Federal, que lhe deu a única vitória há quatro anos, quando concorreu pelo PV e conquistou nacionalmente 19,33% dos votos. O pior desempenho foi em Rondônia (10,4%).
No caso do PT, foi o Distrito Federal (23%). Mas o Nordeste mantém-se como a grande mancha vermelha, no maior reduto eleitoral do partido. Dilma teve seu recorde de votação no Piauí (70,6%) - patamar semelhante ao apoio máximo de 2010 no Maranhão (70,65%). Na região, a presidente venceu em todos os Estados, exceto em Pernambuco, onde travou uma disputa acirrada com Marina, herdeira dos votos do ex-governador Eduardo Campos, morto em acidente aéreo em 13 de agosto.
A ascensão de Marina à cabeça de chapa levou a candidatura do PSB a ultrapassar Aécio e empatar com Dilma, numa reviravolta inédita em eleições presidenciais. Em Pernambuco, a pessebista venceu por 48% contra 44,2% da petista. Muito longe, Aécio Neves registrou 5,92% - seu pior resultado estadual - num reflexo do mau desempenho histórico do PSDB na região. O Nordeste foi onde Aécio colheu suas piores votações. Ficou em terceiro lugar em cinco dos nove Estados, ainda que por pequena diferença em dois: Bahia e Piauí. Mas no Rio de Janeiro também terminou atrás de Marina, por quatro pontos (31,06% a 26,93%).
Por outro lado, a ida de Aécio ao segundo turno dá ânimo aos tucanos, que durante todo o último mês estavam num distante terceiro lugar. Aécio recuperou terreno principalmente em São Paulo, o maior colégio eleitoral do país. De acordo com pesquisa Ibope realizada entre os dias 6 e 8, o tucano tinha apenas 15% das preferências no Estado, contra 38% de Marina e 25% de Dilma. Nas urnas, fechou em primeiro, com 44,2%, à frente da petista (25,82%) e da pessebista (25,09%).
A melhor votação proporcional de Aécio foi em Santa Catarina, com 52,89%, mas perdeu para Dilma em Minas Gerais, seu Estado, por 43,48% a 39,75%.
Por Cristian Klein | De São Paulo
Aécio busca Marina e homenageia Campos
Otimismo de Aécio: o candidato à Presidência pelo PSDB acena logo depois de votar, ontem, em Belo Horizonte; agora sua prioridade é buscar o apoio de Marina Silva para o segundo turno

Aécio teve uma vantagem de 4 milhões de votos sobre a presidente Dilma em São Paulo, no maior colégio eleitoral do país.
O tucano terá como tarefa imediata tentar atrair o apoio de Marina Silva, o que tornaria mais fácil a migração de eleitores marinistas para ele no segundo turno. O PT também brigará por uma costura eleitoral com Marina.
Ontem à noite, ao comentar os resultados da eleição, ele lembrou Eduardo Campos, candidato do PSB morto no início da campanha num acidente aéreo. Foi uma reverência a um amigo, mas também um claro aceno para cativar Marina e alas do partido ligadas ao antigo líder.
"Quero aqui, desde já, deixar uma palavra de homenagem muito pessoal a um amigo, a um homem público honrado, digno, que foi abatido por uma tragédia no meio dessa campanha: o governador Eduardo Campos. A ele, aos seus ideais e aos seus sonhos também, a minha reverência. Nós saberemos juntos transformá-los em realidade", disse Aécio.
"É hora de unirmos as forças. A minha candidatura não é mais a candidatura de um partido político ou de um conjunto de alianças", afirmou, em entrevista coletiva no comitê da campanha tucana em Belo Horizonte.
Um interlocutor de Aécio disse ao Valor, no sábado, já ter tido duas conversas por telefone na semana passada com um dos políticos próximos a Marina. "Foi o começo de um ensaio de diálogo."
O grupo de Aécio dá um senso de urgência a essa aproximação. O ideal, segundo duas pessoas do círculo de Aécio, é que a abordagem seja rápida e que no máximo até o fim da semana a união entre os candidatos esteja sacramentada. O segundo turno está marcados para o dia 26.
Aécio disse ontem que não havia tido ainda nenhum contato com o campo de Marina e afirmou ter "enorme respeito pessoal" por ela.
O tucano, no entanto, fez um convite: "Nosso projeto é um projeto generoso. Não é o projeto de um partido é um projeto da sociedade brasileira e todos aqueles que quiserem se somar a ele e tiverem contribuições a dar a essas mudanças serão muito bem vindos".
Ex-integrante do PT por mais de 20 anos e ex-ministra do Meio Ambiente do governo Lula, Marina será também cortejada pelos petistas - se não para aderir a Dilma, ao menos para se manter neutra, como fez em 2010. O presidente do PSB, Roberto Amaral, é próximo de Lula. Lideranças petistas afirmam que uma fatia importante dos eleitores de Marina tende a apoiar mais facilmente a candidata do PT.
No caso do PSDB, ex-presidente Fernando Henrique Cardoso é visto pelo grupo de Marina como a pessoa com quem ela fará a ponte para um início de conversa com Aécio Neves.
Na corte de Aécio a Marina, além do ex-presidente, outra pessoa terá importância: a viúva de Eduardo Campos, Renata Campos. "Sem dúvida ela será uma conselheira importante. Marina ouve a Renata e tem uma ligação pessoal e política muito sólida", disse o interlocutor da candidata ouvido pela reportagem
Aécio disse que não tinha ainda nenhuma conversa agendada com ela e que é "muito cauteloso com relação a essas questões".
No lado dos tucanos, a avaliação é que, além de FHC, outros nomes serão importantes na tentativa de costura com Marina. Entre eles, estão Márcio França (PSB), que se elegeu vice-governador de São Paulo na chapa de Geraldo Alckmin (PSDB); o candidato a vice de Marina, Beto Albuquerque (PSB), o presidente do PPS, Roberto Freire.
Mas a conversa com a Marina terá de ser com o Aécio, acrescenta um parlamentar tucano, dizendo que essa não é uma discussão que possa ser "terceirizada".
Marina chegou a ter 34% das intenções de voto, encostando em Dilma, que tinha 35%, na pesquisa do Datafolha feita entre 1 e 3 de setembro. Aécio apareceu com 14%. Para recuperar o segundo lugar nas pesquisas, a campanha tucana começou a criticar Marina, dizendo que ela não tinha experiência de gestão, que suas opiniões oscilavam em função de conveniências e que não era, de fato, oposição ao governo atual, já que esteve por mais de 20 anos no PT.
Aécio procurou, no entanto, misturar as críticas palavras positivas e de respeito sobre a adversária.
No sábado, o interlocutor de Aécio disse à reportagem que, na semana passada, teve duas conversas longas com uma pessoa da confiança de Marina e que os contatos serviram de "sinalização", de "abertura das conversas" sobre um apoio de Marina a Aécio - ou de Aécio a Marina.
As últimas pesquisas mostraram uma ascensão de Aécio proporcional à contínua queda de Marina. O tucano recuperou votos em Minas, sua base eleitoral e Estado que ele governou entre 2003 e 2010. Mas, ainda assim, teve menos votos do que Dilma entre os mineiros.
Sua campanha na TV foi marcada por exemplos de políticas bem sucedidas que ele adotou quando governador e que ganhariam escala caso fosse eleito presidente.
Mas Aécio terá dificuldades de continuar a exibir Minas como sua vitrine no segundo turno. Não apenas ele teve menos votos do que Dilma no Estado, como o candidato a governador apoiado por ele, o tucano Pimenta da Veiga, foi batido no primeiro turno por Fernando Pimentel, do PT, depois de três gestões seguidas do PSDB.
Aécio disse ontem que a oposição a Dilma já foi vitoriosa porque teve a maioria dos votos no primeiro turno. "Eu me sinto extremamente honrado em ser o representante desse sentimento."
Ele prometeu intensificar as ações de campanha já a partir de amanhã. O tucano estará em São Paulo hoje para definir com coordenadores da campanha suas próximas viagens pelo país.
Ainda sobre as futuras conversas entre tucanos e marinistas, os dois lados usam o mesmo termo quando se referem à forma a conversa entre Marina e Aécio terá de se dar: em bases programáticas. Quem convive com Marina acredita que ela começará a conversa com base nos compromissos que a candidatura de Aécio assumirá e no interesse dele em absorver algumas bandeiras que ela considere mais importantes.
É a mesma postura que ela teve em 2010, quando ficou em terceiro lugar nas eleições presidenciais, atrás de José Serra (PSDB) e Dilma. Naquele ano, ela acabou não apoiando nenhum dos dois no segundo turno.
Para o parlamentar tucano, a "discussão programática" não será dificuldade. Ele lembra que conselheiros econômicos de Marina, Eduardo Gianetti da Fonseca e André Lara Resende, defendem posições muito semelhantes à da campanha do PSDB.
Uma das poucas diferenças que apareceram na campanha diz respeito ao Banco Central. Marina passou a defender que é necessário que instituição seja independente do Poder Executivo. Aécio, não.
Nas políticas sociais, ainda conforme o parlamentar tucano, não há diferenças entre os dois lados. As únicas arestas seriam quanto à questão ambiental e ao agronegócio, temas em que Marina já defendeu posições mais restritivas e críticas do que Aécio.
Por Marcos de Moura e Souza | De Belo Horizonte
sábado, 4 de outubro de 2014
Dilma só cumpriu uma entre dez grandes metas
Metas como criação do ProUni do ensino médio e fixação do piso nacional do magistério, exploradas na campanha de 2010, ficaram no discurso. Campanha petista diz que cumprimento das propostas “persistirá no segundo mandato”
Tai Nalon, especial para o Congresso em Foco
No cada vez mais consolidado quadro de polarização entre Dilma Rousseff (PT) e Marina Silva (PSB), a candidata à reeleição tem sido cobrada a apresentar propostas claras para um eventual segundo mandato presidencial. Mas, diferentemente de Marina, que já apresentou seu programa de governo, a petista está diante de um dado que reporta à eleição de 2010: entre os dez principais temas abordados pela candidata naquele pleito, pode-se dizer que apenas um prosperou. Todos os assuntos pautaram o noticiário àquela época e, no transcorrer da campanha, foram incorporados ao rol de promessas da petista.
Veja o que foi e o que não foi cumprido das promessas de Dilma
A única promessa elencada por Dilma em 2010 e cumprida integralmente, sem relativismos, foi a inclusão de medicamentos para hipertensão e diabetes na lista de remédios grátis. Hoje, segundo dados oficiais, o programa Aqui Tem Farmácia Popular atende a mais de 6,8 milhões de pessoas ao mês. Compromissos de campanha como a construção de seis mil creches e a inclusão de 100% dos pobres na classe média, tidas como duas das principais propostas incorporadas ao programa petista, ficaram no discurso.
Para a disputa deste ano, entretanto, o PT ainda recorre a uma série de projetos que constavam do discurso de Dilma em 2010, quando concorria pela primeira vez ao Palácio do Planalto sob as bênçãos do antecessor, o ex-presidente Lula. É o que mostra o programa de governo da chapa governista protocolado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para os próximos quatro anos (confira as linhas gerais do programa petista).
Ainda que seja uma espécie de rascunho de um plano de governo real, o texto repete grande parte dos pontos defendidos em 2010, planejados durante os quatro anos do mandato, mas incompletos até o momento. Trata-se, entretanto, de uma estratégia calculada pela campanha: relativizar números e mudar o discurso. O mote é “ampliar conquistas”, mesmo que em quatro anos não tenham sido completadas. Oficialmente, a ordem no PT é propagar a ideia de que metas começaram a ser atingidas no primeiro mandato e que serão concluídas na segunda gestão Dilma.
“Busca ativa”
Principal proposta de campanha de Dilma em 2010, a erradicação da extrema pobreza também é apontada por integrantes do governo como um dos grandes trunfos para 2014. Desde o ano passado, o Planalto diz ter zerado a miséria, uma vez que todas as famílias de seu cadastro oficial recebem benefício para superar os R$ 77 per capita da linha extrema pobreza.
O próprio governo ressalva, porém, que ainda existem cerca de 300 mil famílias sem acesso a condições básicas de vida. “Persistiremos, no segundo mandato da presidenta Dilma, guiando nossas ações pelo compromisso de que ‘o fim da miséria é só um começo’”, diz a campanha. A ideia é “ampliar o conceito de ‘busca ativa’”, isto é, o mecanismo de rastreamento de pessoas miseráveis.
Para bater outras metas, o governo mudou ao longo dos últimos três anos e meio o discurso de outras grandes vitrines. Por exemplo, o programa Minha Casa, Minha Vida; o projeto de construir 6.000 creches; e a meta de entregar 10 mil quadras cobertas a comunidades espalhadas pelo país.
Enquanto o anúncio, em 2010, do número de casas, creches ou quadras a ser alcançado vinha acompanhado pelos verbos “construir”, “criar” ou “abrir”, hoje a campanha petista prefere empregar os termos “contratar” ou “autorizar” para dizer que alcançou as metas. Conforme números mais recentes, foram “contratadas” 10.330 obras para construção de quadras e “autorizados” 6.036 projetos para creches. Já sobre o Minha Casa, Minha Vida 2, Dilma tem dito que o programa deverá chegar, para bater a meta, a 2 milhões de contratos até o fim do ano.
ProUni e magistério
Outras promessas que foram exploradas em 2010, mas que não foram levadas a termo neste mandato, são a criação do ProUni do ensino médio e o cumprimento do piso nacional do magistério. O primeiro, idealizado como réplica do ProUni, que oferece bolsas de ensino superior a alunos de baixa renda, foi esquecido. O sucesso do programa universitário é celebrado pela campanha do PT, mas criar uma nova versão está fora dos planos.
Já o cumprimento do piso nacional do magistério – classificado pela então candidata, em 2010, como algo a ser “perseguido” – fracassou. Apontada à época como meta ambiciosa, já que a esfera federal não pode obrigar estados e municípios a pagarem os R$ 1.697 do piso atual, a promessa é tratada como assunto delicado no governo.
O Ministério da Educação tem dito que a pasta “não tem nenhuma responsabilidade legal” nem “possui atribuições legais para fiscalizar e, muito menos, exigir o cumprimento” da lei. Afirma, contudo, que sua equipe “tem contribuído financeiramente na complementação do piso de acordo com legislação, com transferência de recursos para estados e municípios que recebem complementação do Fundeb [Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica]”.
O Congresso em Foco procurou a assessoria da campanha de Dilma para ouvir a candidata à reeleição sobre o assunto. Até o momento não houve resposta. Mas os esclarecimentos serão publicados assim que forem enviados à redação.
sexta-feira, 3 de outubro de 2014
quinta-feira, 2 de outubro de 2014
Governo de Dilma embarcou em “farra de gastos”, diz "Economist”
SÃO PAULO - A revista britânica “The Economist” destacou em sua última edição, divulgada nesta quinta-feira, o aumento das despesas do governo de Dilma Rousseff, candidata do Partido dos Trabalhadores (PT) à reeleição, na reta final da disputa pela presidência. Segundo a reportagem, a administração de Rousseff embarcou em uma “farra de gastos”, que tornou-se evidente depois que o Tesouro divulgou suas contas de agosto.
A publicação afirma que o déficit primário (antes do pagamento de juros) do país alcançou 14,4 bilhões de reais (US$ 5,9 bilhões) em agosto. “O superávit primário consolidado nos oito primeiros meses do ano até agosto ficaram em apenas 0,3% do Produto Interno Bruto (PIB). E grande parte do superávit veio dos Estados. O governo federal foi responsável por apenas 1,5 bilhão de reais, ou 0,05% do PIB, o pior resultado para o período desde 1998. O déficit orçamentário total subiu para 4% da produção, nível mais alto desde que o antecessor e mentor de Roussef, Luiz Inácio Lula da Silva, implementou grande pacote de estímulos em 2009, no auge na crise financeira mundial”, disse o texto.
De acordo com a revista, parte da deterioração fiscal não é totalmente ruim, além de ser uma tendência. “O governo pelo menos decidiu parar de ‘pedalar’, forma como os críticos ironicamente chamam o processo duvidoso de adiar pagamentos aos bancos estatais encarregados de distribuir os benefícios como o seguro-desemprego e os auxílios em dinheiro para a população mais pobre, ampliados por Dilma há três meses”.
A “Economist”, porém, ressalta que se a administração do PT quiser cumprir sua meta de superávit primário de 1,9% do PIB em 2014, todas as esferas do governo devem economizar 22,2 bilhões de reais até o fim do ano, “uma meta impossível”. O leilão decepcionante de banda larga 4G realizado nesta semana, ajuda a piorar esse espectro. A reportagem lembra que o governo esperava arrecadar 8 bilhões de reais e conseguiu apenas 5 bilhões de reais.
Na avaliação da revista, se o Brasil mantiver a grade de investimento, o próximo governo precisará reverter essa tendência. “Na teoria, Marina Silva, candidata do Partido Socialista Brasileiro (PSB), prometeu ampliar a política de responsabilidade fiscal. Aécio Neves, do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), também foi na mesma linha. No entanto, se as pesquisas estiverem certas, nenhum dos dois terão a chance de instituir um novo curso. Os últimos levantamentos mostram que Rousseff tem vantagem confortável em relação à Marina e a Aécio e deve vencer mesmo se houver segundo turno”.
Entretanto, a publicação ressalta que os mercados não estão satisfeitos com a reeleição da presidente e se “desesperam” com essa possibilidade. “Na última segunda-feira, o mercado de ações teve sua pior sessão em três anos e o Ibovespa registrou queda de 4,5%. As ações da Petrobras, a gigante estatal do petróleo que foi muito mal administrada por Rousseff, caiu 11%. O real também teve forte desvalorização em relação ao dólar e em setembro caiu 11% na comparação com a moeda americana”, disse a “Economist”.
Ao citar entrevista feita com Mauro Leos, analista sênior da Moody´s responsável pelo rating dos países da América Latina, a revista aponta que ele reconhece que “o segundo mandato de Rousseff pode ser, na prática, um pouco diferente do de Marina Silva. A presidente não tem outra escolha a não ser cortar os gastos, enquanto Silva poderia enfrentar uma pressão social para voltar atrás em algumas contenções de gastos implícitas em seu programa de governo”.
A matéria, no entanto, ressalta que Silva deve contar com a ajuda dos investidores. Se ela ganhar, os mercados financeiros provavelmente vão se fortalecer. Em contraste, “Roussef tende a enfrentar um período bem adverso nos mercados, o que deve fazer com que as reformas fundamentais nas finanças públicas fiquem ainda mais difíceis”.
segunda-feira, 29 de setembro de 2014
Escândalo da Petrobras pautam confrontos entre candidatos
O escândalo da Petrobras e as votações de Marina Silva (PSB) sobre a CPMF (contribuição sobre transações bancárias) pautaram os confrontos entre os principais candidatos à Presidência da República em debate realizado na noite deste domingo (28) pela TV Record.
Ao longo do debate, Dilma Rousseff (PT), Marina e Aécio Neves (PSDB) buscaram o confronto direto. A petista afirmou que, ao contrário do que Marina disse em debate na TV Bandeirantes em agosto, ela nunca votou a favor da criação da CPMF, repetindo a tática usada pela propaganda petista, em inserções na televisão. Dilma também acusou Marina de mudar de partido e de posição repetidas vezes.
Ao longo do debate, Dilma Rousseff (PT), Marina e Aécio Neves (PSDB) buscaram o confronto direto. A petista afirmou que, ao contrário do que Marina disse em debate na TV Bandeirantes em agosto, ela nunca votou a favor da criação da CPMF, repetindo a tática usada pela propaganda petista, em inserções na televisão. Dilma também acusou Marina de mudar de partido e de posição repetidas vezes.
Na resposta, Marina disse que mudou de partido "para não mudar de ideias e princípios" e afirmou que votou sim favoravelmente à criação da CPFM.
"A CPMF é um processo que começou em 93, com várias etapas. Nessas várias etapas, no momento em que foi a votação do fundo de combate à pobreza, que aliás foi uma iniciativa do senador Antônio Carlos Magalhães, a composição do fundo seria de recursos da CPMF e dos impostos sobre cigarro. Naquela oportunidade, tanto na comissão, quanto no plenário, votei favorável, sim. Eu e o senador Eduardo Suplicy, mesmo com a oposição séria de várias lideranças do PT, que a época diziam que eu estava favorecendo um senador de direita", disse Marina.
Na réplica, Dilma afirmou não entender como Marina "pode esquecer que votou quatro vezes contra a criação da CPMF". Marina respondeu a Dilma que não tem a "lógica da oposição pela oposição e da situação raivosa". "Nem da situação cega, que só vê qualidades quando há problemas. Eu tenho posição sim, eu votei a CPMF para o combate a pobreza."
Marina usa etanol para criticar Dilma
Quando foi sua vez de perguntar, Marina escolheu o etanol como assunto para criticar o governo federal.
"O setor de álcool combustível tem pago um alto preço no atual governo. Cerca de 70 usinas fechadas, 40 em recuperação judicial, perda de emprego, cerca de 60 mil empregos perdidos, mesmo depois do presidente Lula ter estimulado o setor. O que aconteceu para que você mudasse o rumo da política, causando tanto prejuízo econômico e desemprego no nosso país?", perguntou Marina.
domingo, 28 de setembro de 2014
Á TRAJETÓRIA
Parece claro que Marina quer deixar uma marca com a campanha eleitoral deste ano. Há alguns dias, ouviu do ex-deputado Maurício Rands, um dos coordenadores de seu programa de governo, o prognóstico de uma possível vitória eleitoral. "Você tem ideia de que será a primeira mulher negra eleita presidente do Brasil?", perguntou o colaborador. Marina corrigiu: "Negra e seringueira".
TRAJETÓRIA
Nome completo: Maria Osmarina Marina Silva Vaz de Lima
Nascimento: 8 de fevereiro de 1958, no seringal Bagaço, a 70 km de Rio Branco (AC)
ANOS 1960 Vive com a família num seringal e tem o sangue contaminado por mercúrio por causa de medicamento usado para tratar uma leishmaniose. Também contrai malária e hepatite
ANOS 1970 Fixa-se, em 1974, em Rio Branco para tratar da saúde e tentar ser freira. Trabalha como empregada doméstica e se alfabetiza pelo Mobral. Em 1976, conhece Chico Mendes
ANOS 1980 Após os supletivos de 1º e 2º graus, passa no vestibular para o curso de história na Universidade Federal do Acre. Filia-se ao PT e, em 1988, é eleita vereadora em Rio Branco
ANOS 1990 Em 1990, é eleita deputada estadual no Acre. Em 1994, conquista vaga no Senado Federal. Em 1997, troca o catolicismo pela Assembleia de Deus
ANOS 2000 Em 2002, é reeleita senadora. Em 2003, torna-se ministra do Meio Ambiente do governo Lula. Tem embates com a ministra Dilma Rousseff. Em 2009, deixa o PT
ANOS 2010 Concorre à Presidência pelo PV em 2010. Em 2013, tenta criar a Rede Sustentabilidade. Com a morte do aliado Eduardo Campos, encabeça chapa do PSB ao Planalto
AÇÚCAR
Marina perdeu 3 kg desde que assumiu a cabeça da chapa à Presidência. Alérgica a diversos alimentos, encontra o prazer do açúcar no biju, biscoito feito sem manteiga que devora em velocidade assustadora
FONO
Com agenda intensa, Marina ficou afônica e foi aconselhada por assessores a diminuir seu ritmo. Recusou-se. No lugar, pediu a ajuda de uma fonoaudióloga para exercitar as cordas vocais
MEDO
Desde a morte de Eduardo Campos, amigos repetem para Marina teses sobre a baixa probabilidade de um avião cair. Um assessor deu de presente à candidata um livro sobre estatísticas que ela carrega em todos os voos
BETERRABA
Marina encontrou uma linha importada de produtos de beleza que supre suas necessidades de pele sensível. Apenas o batom não foi compatível devido às suas alergias. Ela mesma inventou uma essência de beterraba que utiliza nos lábios
REVELAÇÃO
Uma católica que quase se tornou freira, Marina diz ter tido a epifania que a levaria a se tornar evangélica após um sofrer um problema de saúde, em 1997
sábado, 27 de setembro de 2014
"Correção dolorosa" no Brasil é quase inevitável, diz editorial do FT
GENEBRA - Para alguns mercados emergentes como Brasil, Turquia e África do Sul, a alta inflação, excesso de empréstimos no exterior e agora desvalorização da moeda significam que uma 'dolorosa correção' é quase inevitável com ou sem elevação dos juros nos Estados Unidos no ano que vem.
É o que diz em editorial o jornal Financial Times, leitura obrigatória da elite economica global, destacando que nem todas as economias emergentes estão prontas para um futuro cenário de menos liquidez externa.
O jornal nota que havia sinais de que uma melhor política macroeconômica tinha preparado vários emergentes para a crise financeira. Com amplas reservas internacionais e reforço da credibilidade da autoridade monetária, vários países foram capazes de atravessar bem a crise.
Infelizmente, diz o editorial, cinco anos mais de financiamento externo barato encorajaram uma farra de empréstimos que elevaram os déficits fiscal e das contas correntes.
Exemplifica que esta semana o Brasil, que se beneficiou bastante da alta de preços de matérias-primas, sinalizou que iria usar US$ 1,5 bilhão de seu fundo soberano para cobrir um 'gap' no orçamento.
O jornal conclui que uma correção dolorosa em países como Brasil, Turquia e África do Sul é quase inevitável. E que pressões inflacionárias deixam pouco espaço para afrouxar a política monetária doméstica e contrabalançar a alta dos juros globalmente.
Considera que, junto com a 'desapontadora gestão macroeconômica', pouquíssimos países aproveitaram a situação até agora para implementar reformas estruturais, e assim atacar o pobre ambiente para negócios, melhorar infraestruturas inadequadas e reestruturar indústrias ineficientes.
Os que pelo menos prometeram isso, como o México, são uma raridade, nota o FT. O editorial observa que 'nem todo exportador de commodities é um Brasil ou uma África do Sul'. E exemplifica que Colômbia e Peru usaram o período de bonança para aumentar a poupança e reduzir a dívida pública.
Para o jornal, os mercados emergentes como um todo enfrentam o mais difícil situação desde o recuo da crise financeira global. Mas vê uma ponta de esperança, no caso de investidores e formulares de políticas no futuro tratarem classes de ativos e grupos econômicos de maneira mais discriminada do que tem feito até agora.
Por Assis Moreira | Valor
sexta-feira, 26 de setembro de 2014
Morre, aos 86 anos, o pesquisador Hildebrando Pereira da Silva
Um dos mais importantes cientistas brasileiros na área de doenças tropicais, Luiz Hildebrando Pereira da Silva, morreu na noite de quarta-feira, dia 24, em São Paulo, aos 86 anos. Pesquisador extremamente rigoroso e de intensa preocupação social, Hildebrando é considerado referência no conhecimento e tratamento da malária. "Foi um batalhador, um socialista, um exemplo não só de prática clínica, mas de profundo envolvimento com a problemática da saúde no Brasil", diz Erney Camargo, professor titular do Departamento de Parasitologia da USP e amigo de Hildebrando há mais de 50 anos.
PIB dos EUA ganha força e avança 4,6% no 2º trimestre após revisão
SÃO PAULO - (Atualizada às 10h23) A economia dos Estados Unidos expandiu-se a uma taxa anualizada de 4,6% no segundo trimestre deste ano, conforme dados finais sobre o desempenho econômico no período. É o maior avanço em mais de dois anos.
A leitura preliminar anterior dava conta de um crescimento de 4,2%. Vale notar que, nos três primeiros meses de 2014, o Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA teve contração de 2,1%, influenciado pelo inverno rigoroso no país.
A aceleração no ritmo de crescimento reflete uma melhoria nos investimentos dos negócios, que tiveram avanço a uma taxa anualizada de 9,7% no segundo trimestre, e nas exportações, que subiram 11,1%. Anteriormente, essas taxas foram estimadas em 8,1% e 10,1%, respectivamente.
O gasto do consumidor, que responde por cerca de dois terços da atividade econômica, cresceu a uma taxa anualizada de 2,5%, sem mudança.
Por Valor, com agências internacionais
Menção a tesoureiro em escândalo da Petrobras derruba arrecadação do PT
Problema de caixa A citação do tesoureiro João Vaccari Neto na Operação Lava Jato, que investiga desvios na Petrobras, abriu uma crise na arrecadação eleitoral do PT. Dirigentes contam que as doações à cúpula do partido “despencaram”, o que tem reduzido o fluxo de dinheiro para candidatos em todo o país. Desde que foi vinculado ao escândalo na estatal, Vaccari está “fora de combate”, segundo aliados. Empresários que costumam financiar campanhas também ficaram mais cautelosos.
Cordão sanitário A campanha de Dilma Rousseff sofre impactos, mas mantém uma estrutura independente de arrecadação. No entanto, tem faltado dinheiro a comitês montados para promovê-la em diversos Estados.
Cobertor curto A seca é mais grave em regiões onde o PT patina, como São Paulo, Rio e Paraná. Sem arrecadar o suficiente por conta própria, vários candidatos a governador devem terminar as eleições com dívidas milionárias.
Tá difícil Terceira colocada na disputa paranaense, Gleisi Hoffmann sofre para fechar contas. Já pediu ajuda ao partido, mas não recebeu o que precisava. “A estrutura da campanha ficou comprometida”, reclama um aliado.
Porta da rua Lindberg Farias, que amarga a quarta posição no Rio, já dispensou parte da equipe de propaganda. Agnelo Queiroz, terceiro no Distrito Federal, tem atrasado o salário de assessores.
Bico fechado Procurado via assessoria do PT, Vaccari não se manifestou. Ele foi citado por Paulo Roberto Costa, o ex-diretor da Petrobras preso no Paraná. No início do mês, disse nunca ter tratado de dinheiro com o delator.
Trem parador O PT se desdobra para atender os quatro candidatos ao governo do Rio que apoiam Dilma. A sigla estuda fazer a presidente sair do carro quatro vezes em carreata na semana que vem para abraçar separadamente cada aliado.
uol,com.br
segunda-feira, 22 de setembro de 2014
Diálogos com Charles Alcântara Ex PT e ex Chefe da Casa Civil da ex-governadora Ana Julia.
Charles Alcantara
47 min ·
Ex coordenador da Rede de Sustentabilidade no Pará.
Pergunta que não quer calar, resposta que não quer falar.
Em janeiro de 2013, cerca de 30 pessoas reuniram-se com Marina, em São Paulo, ocasião em que foi tomada a decisão de criação da Rede. Eu estava lá, entre os 30.
No dia 16 de fevereiro de 2013, em Brasília, aconteceu o ato de fundação da Rede. Eu também estava lá.
Participei de todas as discussões que antecederam e que resultaram na criação da Rede; integrei a primeira coordenação nacional da nova sigla e fui o primeiro porta-voz da Rede no Pará.
Quando me afastei da Rede (em outubro de 2013), não havia posição debatida e tomada sobre política econômica e tampouco havia essa abordagem obscurantista sobre corrupção e sobre “governo dos bons”.
Se alguém puder, que me responda:
Com base no que está escrito no programa de governo e no que está sendo dito por Marina, no que consiste, afinal, a nova política???
34 min · Curtir

Gonzalo V. Enríquez Charles Alcantara A nova política consiste em atuar de forma limpa e transparente e não se rodear dos bandidos que são parte da base aliada do Lula/Dilma. Veja bem, o povo elege antes de tudo uma nova liderança e não apenas quem mostra um programa detalhado de governo, se for programa Dilma não se elege já que ainda não apresentou nada, só frases e tópicos, falta o programa, apesar de terem 12 minutos na TV, conta apenas dois da Marina. A nova política vai ser considerar mais as alianças dos políticos que não tenham compromisso com a corrupção, isso é o que Brasil reclama. A nova política é contar com um congresso menos construído pelas quadrilhas que dominam hoje a base parlamentar da Dilma.
Por exemplo, tirar os Sarney, os Barbalhos (aliado e paradigma do PT no Pará), tirar de vez a família Calheiros das alianças políticas e colocar políticos do PMDB que são modelos de ética e honestidade, isso é ruim?, indicar ministros, mais pela competência técnica que pelo caudal de apoio politico que ofereçam, esse apoio político virá depois, naturalmente, para constituir uma nova base aliada que represente uma nova política. Agora é pouco menos que infantil pedir para uma candidata que diga quais serão seus políticos quando ainda nem o primeiro turno foi realizado. Dilma tem programa? cadé?, vai tirar o Mantega e qual é p novo ministro?, e os banqueiros no governo Dilma foram ruins? Henrique Meireles, dono do Bank of Boston, foi ruim?.Dilma só pode ser contra um BC independente, uma vez que seu governo notoriamente lançou mão de mais pressão sobre o Banco Central para “segurar” os juros do que fez o próprio Lula, durante oito anos (2003-2011) — que conferiu credibilidade à política econômica de seu governo que a sucessora está longe de alcançar.
O problema está na imensa hipocrisia contida nos ataques de Dilma a Marina. Pois fui justamente seu ainda hoje ministro da Fazenda, Guido Mantega, quem, como principal assessor para assuntos econômicos do então candidato Lula, viu-se durante a campanha presidencial de 2002 incumbido de estudar in loco, na Europa, como funcionam os bancos centrais que, por lei, gozam de independência, sejam de que partido forem os respectivos governos.
O problema está na imensa hipocrisia contida nos ataques de Dilma a Marina. Pois fui justamente seu ainda hoje ministro da Fazenda, Guido Mantega, quem, como principal assessor para assuntos econômicos do então candidato Lula, viu-se durante a campanha presidencial de 2002 incumbido de estudar in loco, na Europa, como funcionam os bancos centrais que, por lei, gozam de independência, sejam de que partido forem os respectivos governos.
Amigo, em termos gerais, a nova política vem aí, mas é preciso todos contribuir nessa nova oportunidade que o Brasil terá com Marina Silva. Uma nova janela de oportunidade que também teremos para a Amazônia, que não seja vista como parte do modelo de crescimento do resto do Brasil. O problema do PT e de muitos que apesar de terem saído do Partido dos Trabalhadores, consiste na dificuldade de absorver, de incorporar novas teorias, diferentes daquelas, já caducas teorias do materialismo histórico, do pensamento cartesiano, mesmo que supõe que somente teremos uma sociedade mais desenvolvida quando as forças produtivas evoluam e o capitalismo seja superado.
Finalmente Charles, vc que acompanhou o governo da Ana Julia e do Lula Dilma, os Programas de Governo foram cumpridos?
Finalmente Charles, vc que acompanhou o governo da Ana Julia e do Lula Dilma, os Programas de Governo foram cumpridos?
domingo, 21 de setembro de 2014
Campanha de Dilma teme que mau desempenho no Sudeste comprometa reeleição
PAINEL - FOLHA
Calcanhar de Aquiles
O núcleo da campanha de Dilma Rousseff (PT) teme que o mau desempenho no Sudeste comprometa sua reeleição. Hoje Marina Silva (PSB) venceria na região por 57% a 43% dos votos válidos no segundo turno, uma vantagem de cerca de 7 milhões de votos. Para tentar reduzir o prejuízo, a presidente vai intensificar a presença nos três Estados mais populosos do país: São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro. Somando o Espírito Santo, o Sudeste concentra 43% do eleitorado brasileiro.
Teto baixo Nas simulações de primeiro turno do Datafolha, Dilma não consegue chegar aos 30% das intenções de voto no Sudeste desde abril, quando o candidato do PSB ainda era Eduardo Campos. Nas últimas três pesquisas, estacionou em 28%.
Já foi melhor Em 2010, a petista abriu uma frente de de 1,5 milhão de votos sobre José Serra (PSDB) na região Sudeste. Em válidos, o placar do segundo turno foi de 52% a 48% para a petista.
Ex-reduto A primeira eleição da presidente foi turbinada por uma vantagem de 11 milhões de votos no Nordeste, onde ela massacrou Serra por 71% a 29%. Agora sua diferença para Marina é mais modesta: 57% a 43%.
Plim-plim Depois de esnobar o convite para o “Jornal da Globo”, Dilma parece ter mudado de atitude com a emissora líder de audiência. Ela marcou uma gravação hoje para o “Bom Dia Brasil”.
Autoajuda Vice de Aécio Neves (PSDB), Aloysio Nunes usa o próprio exemplo ao sustentar que a chapa ainda pode ir ao segundo turno: “Sou a prova viva de que viradas de última hora acontecem”.
Azarão em 2010, ele foi o senador mais votado de São Paulo.
Surrealismo A duas semanas da eleição, o site de Aécio ganhou uma inusitada galeria de arte. A seção inclui obras abstratas, e os quadros têm nomes como “Carnaval em Veneza” e “Noitada”.
Sem nocaute O comitê de Marina contabiliza feridas, mas considera que ela conseguiu ficar de pé depois de três semanas sob intensa pancadaria do PT. “É claro que os ataques fizeram efeito. O que importa é que ela resistiu”, afirma o coordenador Walter Feldman.
Bilhete na mão O ex-deputado diz não ter medo da recuperação esboçada por Aécio. Para ele, a ex-senadora já está no segundo turno. “Sobra muito pouco tempo. E não me parece que ele tenha mais forças para reagir.”
Chimarrão nela O Sul é onde Marina aparece mais frágil, em empate técnico com Aécio. Gaúcho, o vice Beto Albuquerque (PSB) fará uma imersão na região. Ele visitará os três Estados e organizará um comício com a ex-senadora em Porto Alegre.
Eu sozinha A deputada Luiza Erundina (PSB-SP), que também é coordenadora do comitê marineiro, omite o nome do governador paulista Geraldo Alckmin (PSDB) em sua propaganda. Márcio França, seu colega de bancada, é vice na chapa do tucano.
Gosto amargo Na terça-feira, José Sarney passou com Michel Temer em frente a um comitê do candidato do PC do B ao governo do Maranhão, Flávio Dino. “Olha só, Michel. Aqui tinha uma foto enorme da Dilma, mas ele tirou quando a Marina subiu. Esse é o candidato que o PT apoia”, disse o ex-presidente.
Tal pai… A governadora Roseana Sarney (PMDB) avisou à cúpula do partido que a campanha de Lobão Filho à sua sucessão sofreu abalo após as revelações de Paulo Roberto Costa. O ministro Edison Lobão (Minas e Emergia), pai do candidato, foi citado pelo delator do escândalo de corrupção na Petrobras.
sábado, 20 de setembro de 2014
Marina critica resultados do Pnad e aponta 'políticas erráticas' do governo
A candidata do PSB à Presidência, Marina Silva, disse ontem que a interrupção na trajetória de queda da desigualdade - verificada nos últimos dois anos e confirmada em 2013 - é resultado das "políticas erráticas" do atual governo. A informação consta da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) de 2013, divulgada ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Para Marina, a tendência de redução da desigualdade que prevaleceu na década passada só poderá ser retomada com a recuperação da credibilidade do governo e do país, e a consequente atração de investimentos. "É mais um exemplo de que o atual governo vai deixar o país pior do que encontrou".
De acordo com a candidata, o resultado da Pnad se soma ao crescimento baixo, a volta da inflação e a elevação dos juros entre as más notícias. "Agora temos o retorno da concentração de renda que estava fazendo uma inflexão para baixo. Os 10% mais ricos ficando mais ricos e os 10% mais pobres ficando mais pobres é só uma demonstração de que uma coisa está sendo o discurso para ganhar a eleição. Outra coisa é a prática na hora de governar, fazendo prioridades erráticas, deixando piorar uma coisa que vinha mudando, que era a desconcentração de renda" diz.
Questionada se o aumento dos juros também poderia ter influenciado no resultado da Pnad, a candidata acusou a presidente e candidata à reeleição, Dilma Rousseff, de governar com interesses diferentes da sociedade. "Uma série de políticas erráticas combinadas fazem com que muitas coisas estejam acontecendo. O atraso na política está ameaçando as conquistas que alcançamos", afirmou, acusando Dilma de "dar continuidade a essa forma de ganhar com discurso, com boatos e depois governar defendendo interesses que não são da sociedade, como acontece com a elevação dos juros".
No Blog do Planalto, o governo também comentou os dados da Pnad. Não comparou os dados de renda entre as várias classes sociais, mas destacou o aumento do rendimento médio real mensal, que avançou 5,7% contra 5,9% de alta do IPCA no período e 5,5% do IGP-M. O Planalto também destacou a melhoria em indicadores sociais e no acesso a serviços. O número de domicílios com coleta de esgoto subiu um ponto percentual, de 63,3% para 64,3%.
Marina comentou a possibilidade, aventada por analistas, de que a falta de qualificação profissional de uma parcela da sociedade brasileira torne os ganhos mais desiguais, com profissionais mais bem treinados melhorando mais sua renda do que a média. Para a candidata, a falta de credibilidade do governo prejudica mais as possibilidades do país de ter investimentos e voltar a crescer do que a falta de mão de obra qualificada.
"Tem que qualificar (o trabalhador), treinar, capacitar, mas ao mesmo tempo recuperar o crescimento do país", disse, citando o impacto dos resultados de pesquisas eleitorais sobre ações de empresas estatais e o Índice da Bolsa de Valores de São Paulo (Ibovespa) como exemplo da falta de credibilidade da presidente.
Marina e seu candidato a vice, Beto Albuquerque (PSB), passaram a manhã no Rio, de onde seguiram para Vitória, no Espírito Santo. Antes, Albuquerque comentou a proposta do PSB de criar um comitê de busca para identificar nomes e preencher cargos no governo, citada por Marina. Segundo Albuquerque, a ideia não será adotada para ministros, que devem permanecer como cargos políticos. A iniciativa deve ser válida para bancos públicos, estatais e agências reguladoras. Os candidatos seriam recrutados por chamadas públicas e selecionados por especialistas, da área de recursos humanos e do setor em questão.
Albuquerque defendeu o modelo como alternativa para formar novas lideranças. De acordo com o candidato, essa era uma prática de Eduardo Campos no governo de Pernambuco. O atual prefeito de Recife, Geraldo Júlio, e o candidato do PSB ao governo de Pernambuco, Paulo Câmara, atual líder nas pesquisas de intenção de votos, entraram na política depois de carreira no Tribunal de Contas do Estado.
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Por Renata Batista | Do Rio
mais uma falha do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)ao tergiversar pesquisa sobre desigualdade de renda
Dilma reagiu com ‘absoluta perplexidade’ a erro na Pnad, diz ministra
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| Imagem de arquivo |
Apesar de já ter dado entrevista para tratar do erro, que avaliou como “gravíssimo” e “primário”, a ministra voltou a falar sobre o tema com jornalistas na manhã deste sábado. Ela admitiu que a falha do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) ganha maior amplitude em período eleitoral, mas ressaltou que o mais importante é a correção dos dados.
Um dia após divulgar a Pnad 2013, o IBGE anunciou ontem uma grande correção nas informações. A principal diz respeito à desigualdade de renda, que havia apresentado ligeira alta entre 2012 e 2013, mas foi corrigida apontando uma pequena queda. Também foram retificados dados sobre analfabetismo e crescimento da renda.
A ministra voltou a dizer que o governo criará duas comissões para tratar do assunto. Uma será formada por especialistas independentes para avaliar a consistência dos números da Pnad. O governo preparou uma lista de nomes, mas ainda não fez os convites oficiais. A portaria de criação da comissão deve ser publicada na próxima terça-feira.
A segunda comissão vai apurar as razões dos erros e as responsabilidades funcionais. É nesse colegiado que poderá selar o destino da presidente do IBGE, Wasmália Bivar, cuja permanência no cargo foi posta em xeque após as falhas apuradas. Essa comissão será formada pela Casa-Civil, Ministério do Planejamento, Ministério da Justiça e Controladoria-Geral da União.
Costa complica versão do governo sobre Pasadena
A revelação de que o ex-diretor da Petrobras, Paulo Roberto Costa, teria recebido R$ 1,5 milhão de propina na compra da refinaria de Pasadena deixa o governo em situação complicada em plena campanha eleitoral. Essa informação desmonta a versão da estatal de que a compra teria sido apenas um mau negócio. Mostra que houve corrupção no processo e que o prejuízo bilionário foi intencional.
Outro tema do “SBT Brasil” desta sexta-feira foi a pesquisa Datafolha, que indicou vantagem de sete pontos da presidente Dilma Roussseff (PT) sobre Marina Silva (PSB) no primeiro turno. A candidata petista tem 37% sobre 30% da adversária. Na segunda etapa da eleição, as duas estariam empatadas: Marina com 46% e Dilma com 44%. A pesquisa também revelou uma reação de Aécio Neves (PSDB). Ele cresceu dois pontos e registrou 17%.
Seria muito difícil Marina resistir aos ataques que vem sofrendo do PT e PSDB. Mas a ex-senadora mantém uma dianteira folgada sobre Aécio. A campanha do PSB acredita que ela chegará com força suficiente no segundo turno para enfrentar Dilma.
A estratégia do PT é aproveitar a enorme vantagem do tempo na propaganda política que possui neste primeiro turno para tentar enfraquecer Marina ainda mais. É que, no segundo turno, os tempos de TV e rádio são iguais. Isso permitiria a Marina rebater ataques com mais eficiência.
Blog do Kennedy
O tamanho do pré-sal e o uso eleitoral da riqueza ainda inexistente
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| Cristovam Buarque é senador |
Brasil não cabe dentro de um poço de petróleo, nem deve esperar por ele
Não usar a riqueza do pré-sal seria uma estupidez, usá-la para iludir a nação é uma indecência. As estimativas para as reservas do pré-sal podem não ser exatas, mas não são mitos, são resultados de pesquisas geológicas; a exploração na sua profundidade não é um mito, a engenharia dispõe de ferramentas; a crença de que pode ser feita sem riscos para a ecologia não é um mito, embora haja exemplos de vazamentos em campos similares; a expectativa de que a demanda e os preços continuarão altos não é um mito, apesar das novas fontes.
Mito, contudo, é a afirmação de que o pré-sal mudará a realidade brasileira.
Se tudo der certo, em 2036 a receita líquida prevista do setor petrolífero corresponderá a R$ 100 bilhões, aproximadamente R$ 448 por brasileiro, quando a renda per capita será de R$ 27.800, estimando crescimento de 2% ao ano para o PIB. Apesar da dimensão da sua riqueza, o pré-sal não terá o impacto que o governo tenta passar. Explorá-lo é correto, concentrar sua receita na educação é ainda mais correto, mas é indecente usar o pré-sal como uma ilusão para enganar a nação e como mecanismo para justificar o adiamento de investimentos em educação.
O Brasil não cabe dentro de um poço de petróleo, nem deve esperar por ele.
Mito também é a afirmação de que a educação brasileira será universalizada e dará um salto de qualidade graças ao pré-sal. Em 2030, uma educação de qualidade universal custará cerca de R$ 511 bilhões, para o custo/aluno/ano de R$ 9.500. Se tudo der certo, a totalidade dos recursos do setor petrolífero destinada à educação corresponderá a R$ 37 bilhões, apenas 7,2% do necessário.
Também é um mito dizer que o atual governo teve a iniciativa da proposta de investir 75% dos royalties do petróleo em educação. A partir do momento da descoberta do pré-sal, 44 projetos de lei foram apresentados na Câmara e no Senado.
Mas foi com a aprovação do substitutivo PLC 41/2013 ao PL 323/2007, do deputado Brizola Neto, em 14/8/2013, após parecer favorável do deputado André Figueiredo (PDT-CE), que se determinou o destino de 100% dos royalties para a educação e a saúde. As atas mostram que os líderes da base de apoio ao governo tentaram impedir a aprovação, mas foram derrotados no voto.
Além de não serem destinados à educação os R$ 15 bilhões dos Bônus de Assinatura do Leilão do Campo de Libra, os recursos dos royalties não estão sendo aplicados. Até 28 de agosto, um ano depois da sanção da lei, apenas R$ 912 milhões foram efetivamente transferidos para o Ministério da Educação, ou seja, somente 13,5% do valor de R$ 4,2 bilhões previsto pela Lei de Diretrizes Orçamentárias para 2014.
Enquanto o mundo vive uma revolução no conhecimento, estamos ficando para trás, eufóricos com a promessa de mudar nossa triste realidade educacional no futuro distante, com base em um recurso ainda na profundidade de sete mil metros e que não será suficiente. E o pouco prometido não está sendo cumprido.
quinta-feira, 18 de setembro de 2014
Lula requenta o truque de 2006
elio gaspari
Lula fez uma involuntária defesa do voto útil, aquele que vai para qualquer lugar, desde que o PT vá embora. Foi para a frente do prédio da Petrobras e disse o seguinte:
"Já houve três pedidos de CPI só na Petrobras. Eu tenho a impressão de que essas pessoas pedem CPI para, depois, os empresários correrem atrás delas e achacarem esses empresários para ganhar dinheiro. (...) Se alguém roubou, esse alguém tem mais é que ser investigado, ser julgado. Se for culpado, tem que ir para a cadeia."
A Petrobras petista apareceu em várias CPIs. A primeira, de 2005, foi a do mensalão. Duas outras foram específicas e, com a ajuda do comissariado, deram em nada. Se Nosso Guia acha (e tem motivos para isso) que, incentivando-as, há "pessoas" achacando empresários que correm "atrás delas", não se conhece uma só fala de petista denunciando achacados ou achacadores. O relator da comissão que está funcionando é o petista Marco Maia.
O primeiro comissário apanhado em malfeitorias relacionadas com a Petrobras foi o secretário-geral do PT, Silvio Pereira. "Silvinho" fez um acordo com o Ministério Público e trocou o risco de uma condenação por 750 horas de trabalho comunitário. Ele ganhara um reles Land Rover de um fornecedor da Petrobras. Nem Lula nem o PT condenaram-no publicamente. Se o tivessem feito, teriam emitido um sinal. Afinal, dissera o seguinte: "Há cem Marcos Valério por trás do Marcos Valério". Ele está na cadeia. Salvo a bancada da Papuda, os demais estão soltos.
Em 2009, quando foi instalada a primeira CPI para tratar exclusivamente da Petrobras, o comissariado disse que a iniciativa tentava tisnar a imagem da empresa. Resultou que ela tisnou a imagem do instituto da CPI e os petrocomissários continuaram nos seus afazeres. Paulo Roberto Costa estava na diretoria da Petrobras desde 2004. Em oito anos, amealhou pelo menos US$ 23 milhões.
A CPI de hoje é abrilhantada também pelos petistas Humberto Costa, José Pimentel e Sibá Machado. Nenhum deles, nem Marco Maia, deve vestir a carapuça da fala de Lula, mas jamais apontaram um achacador. "Paulinho" foi preso em abril pela Polícia Federal e, em seu escritório, foram recolhidos abundantes provas de seus malfeitos. Ele prestou um depoimento à CPI em junho e o senador Humberto Costa considerou-o "satisfatório". "Paulinho" disse o seguinte: "A Petrobras não é uma empresa bandida nem tem bandidos em seus quadros". Tinha pelo menos um, hoje confesso: ele próprio.
Nessa comissão, como na anterior, a bancada governista não se deu conta do risco que corria. Descobriu-o há poucas semanas, quando "Paulinho" começou a colaborar com a Viúva. De saída, devolverá os US$
23 milhões guardados em sua conta suíça, revelação ocorrida no dia seguinte ao seu depoimento. Nessa faxina não houve a colaboração do PT.
Durante a campanha eleitoral de 2006, o comissariado encurralou o tucanato, acusando-o de ter tentado privatizar a Petrobras. Era mentira, mas deu certo. Passados oito anos, Lula requentou o truque, mas há uma diferença: uma pessoa de boa-fé podia acreditar que os tucanos quisessem privatizar a Petrobras, mas fica-lhe difícil achar que falar em petrorroubalheiras possa prejudicar a empresa.
Elio Gaspari, nascido na Itália, veio ainda criança para o Brasil, onde fez sua carreira jornalística. Recebeu o prêmio de melhor ensaio da ABL em 2003 por 'As Ilusões Armadas'. Escreve às quartas-feiras e domingos.
terça-feira, 16 de setembro de 2014
Impacto da corrupção da Petrobrás nas eleições
Ibope: Dilma cai para 36%, Marina tem 30%, e Aécio, 19%
O pastor Everaldo Pereira (PSC) manteve 1% das intenções de voto na comparação com a pesquisa anterior, realizada entre 5 e 8 de setembro. A soma dos outros candidatos também se manteve em 1%. Brancos e nulos oscilaram de 8% para 7% e indecisos, de 5% para 6%.
Espontânea
Na pesquisa espontânea, em que não são apresentados nomes aos eleitores, Dilma apareceu com 31% das intenções de voto, seguida de Marina, com 24%, e Aécio, com 15%. Outros nomes somam 1%. Brancos e nulos são 10%, e 18% não sabem ou não responderam.
No levantamento anterior, Dilma era preferida por 35%, Marina, por 23% e Aécio, por 12%. Brancos e nulos eram 11%, e 19% não souberam ou não responderam à questão.
A pesquisa Ibope entrevistou 3.010 eleitores entre 13 e 15 de setembro em 204 municípios de todo o País. A margem de erro máxima é de dois pontos porcentuais para mais ou para menos, em um nível de confiança estimado de 95%. Ou seja, se fossem feitas 100 pesquisas idênticas a esta, 95 deveriam apresentar resultados dentro da margem de erro. A pesquisa foi registrada na Justiça eleitoral com o número BR-00657/2014.
TSE acata queixa de Marina e derruba site de Franklin Martins
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| Foto Arquivo |
O site é de responsabilidade de um dos coordenadores da campanha de Dilma, o ex-ministro de Comunicação Social da Presidência da República Franklin Martins, e da empresa Polis Propaganda & Marketing Ltda. O site “www.mudamais.com” é um dos dois pilares da campanha de Dilma na internet, junto com a página www.dilma.com.br, que ainda está no ar.
O pedido de liminar sustenta que houve violação da legislação, pois o site “Muda Mais” não foi registrado junto à Justiça Eleitoral como ambiente oficial de campanha. A alegação é que se trata de um site comum, sob tutela de uma empresa, sem autorização para fazer propaganda eleitoral. De acordo com a Lei das Eleições, é vedada, ainda que gratuitamente, a veiculação de propaganda em sites de “pessoas jurídicas, com ou sem fins lucrativos”.
Os responsáveis pela administração do site podem ser multados entre R$ 5 mil e R$ 30 mil caso não respeitem a decisão.
Por Pedro Parisi | Valor
sábado, 13 de setembro de 2014
Dilma. O empreendedor do Brasil, deu no que deu.
Dilma deveria devolver o dinheiro ao Brasil, foi ela que emprestou, por meio do BNDES.
RIO - O Ministério Público Federal no Rio denunciou o empresário Eike Batista por dois crimes contra o mercado de capitais e pediu o bloqueio de R$ 1,5 bilhão de seus bens. O valor refere-se a estimativa do prejuízo causado
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| Em imagem de arquivo, Eike Batista comemora com a presidente Dilma Rousseff o início da produção da OGX (Foto: Reuters) |
Eike foi acusado de manipulação do mercado e uso indevido de informação privilegiada. De acordo com a procuradoria, ele pode ser condenado a até 13 anos de reclusão.
O pedido de bloqueio de bens abrange tanto bens imóveis (casas ou apartamentos) como móveis (carros, barcos, aeronaves, entre outros). O MPF pede também a constrição dos imóveis doados pelo empresário a seus filhos em 2010. A procuradoria avalia que a transferência ocorreu para burlar uma eventual ação contra ele.
"A manobra fraudulenta [foi] levada a efeito pelo denunciado no inequívoco propósito de afastar seus bens de futura medida constritiva", alertam os procuradores Rodrigo Ramos Poerson e Orlando Monteiro da Cunha, autores da denúncia.
Eike doou para o filho Thor a mansão onde moram, no Jardim Botânico, zona sul do Rio, no valor de R$ 10 milhões, e uma propriedade em Angra dos Reis (RJ) aos dois filhos mais velhos (Thor e Olin), também no valor de R$ 10 milhões. Para a mulher, o empresário doou um apartamento em Ipanema, na zona sul da capital, no valor de R$ 5 milhões.
O advogado de Eike, Sérgio Bermudes, afirmou que não poderia se posicionar sobre as acusações por não conhecer o teor da denúncia. Mas disse considerar incabível o pedido de bloqueio de bens, tanto do empresário como de seus filhos. "As medidas restritivas de direito não cabem para o caso de Eike. Ele não comprou qualquer bem com dinheiro de qualquer ilícito. Nem escamoteou bens. As doações que fez para os filhos são fatos normais e públicos, registrados em escritura. E ele não está em quadro de fuga do país."
Segundo o advogado, o empresário está fora do país e tem retorno previsto no início da próxima semana
O caso
De acordo com o MPF, a manipulação de mercado ocorreu em outubro de 2010, quando Eike simulou a injeção de até US$ 1 bilhão na sua empresa, por meio de compra de ações da OGX, operação conhecida no mercado como "put".
Segundo a procuradoria, "a má-fé e fraude na divulgação de contrato com cláusula que jamais seria cumprida revela que muito antes de sua divulgação, Eike já sabia que os campos de exploração Tubarão Tigre, Tubarão Gato e Tubarão Areia não teriam a prospecção anunciada que justificasse os altos preços das ações". O crime prevê até oito anos de reclusão.
"A divulgação do contrato com cláusula put se deu maliciosamente, de forma a iludir o público investidor, mediante a sua ocultação por ocasião da publicação de fato relevante na mesma data do instrumento particular, o que possibilitou ao acusado suscitar a sua isenção de cumprir a obrigação de investir recursos de seu patrimônio pessoal na empresa OGX por meio da compra de ações", afirmam os procuradores na denúncia, segundo nota do MPF.
O crime de uso indevido de informação privilegiada ocorreu em duas ocasiões, segundo o MPF. De acordo com os procuradores, nos dois casos ele cometeu o delito conhecido como "insider trading".
A prática "consiste na utilização de informações relevantes sobre valores mobiliários, por parte de pessoas que, por força de sua atividade profissional, estão por dentro dos negócios da emissora, para transicionar com os valores mobiliários antes que tais informações sejam de conhecimentos do público", diz nota do MPF.
"Entre 24 de maio e 10 de junho de 2013, Eike usou informações privilegiadas para gerar lucro indevido na ordem de R$ 125 milhões. Já entre 28 de agosto e 3 de setembro do ano passado e entre 27 de agosto e 2 de setembro, novamente, com informações privilegiadas, Eike obteve lucro de R$ 111 milhões com a venda de ações da OGX, em uma conjuntura favorável aos negócios realizados pelo denunciado, em desigualdade de condições aos demais investidores", afirma a nota da procuradoria.
Segundo a lei, "utilizar informação relevante ainda não divulgada ao mercado, de que tenha conhecimento e da qual deva manter sigilo, capaz de propiciar, para si ou para outrem, vantagem indevida, mediante negociação, em nome próprio ou de terceiro, com valores mobiliários" prevê pena de reclusão de até cinco anos.
(Folhapress)
Marina: "Há um caos no sistema elétrico e Dilma foi ministra da área"
RIO - A candidata à presidência da República pelo PSB, Marina Silva, afirmou nesta sexta-feira que o país vive “caos” no setor elétrico e fez questão de frisar que a presidente Dilma Rousseff, candidata à reeleição, foi ministra de Minas e Energia e chefe da Casa Civil da presidência.
“É preciso que o país possa planejar, ter orientação estratégica dos investimentos, saber que o Estado está ali para resolver, sem beneficiar ou prejudicar”, disse Marina, em evento com empresários na Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan).
Marina também foi incisiva ao afirmar que “é inadmissível que um projeto comece com R$ 5 bilhões e termine com um aditamento de R$ 20 bilhões” e afirmou que os recursos que pretende destinar para a saúde e educação virão justamente do corte desses aditamentos. Segundo ela, um melhor planejamento dos projetos evitará o crescimento dos orçamentos das obras.
Por Elisa Soares | Valor
quarta-feira, 10 de setembro de 2014
Investida feroz de Dilma Rousseff
BRASÍLIA - Está em curso uma investida feroz de Dilma Rousseff contra sua principal adversária na corrida presidencial, Marina Silva.
Nos últimos dias, Marina foi comparada a Jânio Quadros e a Fernando Collor, ex-presidentes que fracassaram sem apoio do Congresso. Ontem (9), num comercial de 30 segundos, Dilma afirmou que uma administração marinista entregará o comando do Banco Central aos banqueiros –enquanto uma imagem mostrava pessoas ficando sem ter o que comer.
Nessa guerra na TV, Dilma parece não se importar em vestir um figurino de "esquerda de museu". A propaganda petista lembra o maniqueísmo das passeatas dos anos 70 e 80, quando tudo era "culpa do FMI". Agora, o reducionismo dilmista sugere que é tudo culpa dos bancos.
Há duas formas, não excludentes entre si, de interpretar esses comerciais. Uma delas é notar o exagero e o cinismo. Não é necessário ser historiador político para enxergar diferenças entre Marina e Collor. Ou lembrar quem foi o chefe do Banco Central durante o governo Lula –não era ninguém descido do paraíso, mas sim Henrique Meirelles, um ex-presidente do BankBoston.
Uma outra interpretação para os comerciais de Dilma deve ser do ponto de vista da eficácia eleitoral. Preparados pelo marqueteiro João Santana, os filmes são testados previamente com grupos de eleitores. Não são peças para explicar como seria um segundo governo dilmista. A missão é apenas ganhar a disputa.
A presidente já percebeu que só vencerá se destruir as chances de Marina. É o marketing a serviço da eleição. Em menos de dez dias, Dilma sapecou em Marina a pecha de ser frágil como Fernando Collor e cruel o suficiente para entregar "um poder que é do presidente e do Congresso" para os terríveis (sic) banqueiros.
A imagem de Marina está sendo desossada. O curioso é que sua reação até agora parece tímida para quem deseja estancar o processo.
Fernando Rodrigues é repórter em Brasília. Na Folha, foi editor de 'Economia' (hoje 'Mercado'), correspondente em Nova York, Washington e Tóquio. Recebeu quatro Prêmios Esso (1997, 2002, 2003 e 2006). Escreve quartas e sábados.
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