terça-feira, 4 de setembro de 2012

Vale pode cair até 15% se mercado do minério não melhorar, diz banco



As ações da mineradora Vale podem cair entre 10% e 15% se a situação continuar ruim no mercado de minério de ferro, calcula o Barclays Capital. “O problema no mercado à vista de minério não deve desaparecer no curto prazo, porque os negócios são escassos, as siderúrgicas tentam se livrar dos estoques e os fornecedores brigam pelo mercado chinês”, diz o banco.

Ainda assim, o Barclays considera que a empresa brasileira vale o risco, argumentando que “se o mercado virar e os preços voltarem para a faixa de entre US$ 110 e US$ 120 por tonelada, em 2013, com a expectativa de preço de longo prazo inalterada (cerca de US$ 90 por tonelada), vemos uma valorização de mais de 30% para o papel”.

(Dow Jones Newswires)



© 2000 – 2012. Todos os direitos reservados ao Valor Econômico S.A. . Verifique nossos Termos de Uso em http://www.valor.com.br/termos-de-uso. Este material não pode ser publicado, reescrito, redistribuído ou transmitido por broadcast sem autorização do Valor Econômico.

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Dilma rebate FHC e exalta 'herança bendita' de Lula, será que consegue?


Pode não se concordar com FHC, mas que ele foi contundente no seu artigo sobre a pessada herança do Lula, não cabe duda, foi lapidar e a Presidente -ou Presidenta-, como gostam chamar os militantes do PT, tentou em alguns parágrafos dar força idelógica a sua resposta, mas não conseguiu.


A refutação da Presidenta, que pretende “restabelecer” ou “recolocar” a “verdade histórica”, foi insuficiente, com verdades gerais sobre o crescimento econômico do Brasil, algo referente aos investimentos em infraestrutura (mais promessa que realidade), destaca a diminuição da desigualdade -o que é certo, pela Bolsa família e outros programas sociais, entretanto o PT era muito mais do que isso e suas propostas eram mais robustas que isso que está aí.


Sobre a intervenção do FMI, o Brasil nem precisa dessa instituição, sem pressões o País já adota a política do FMI e do Banco Mundial. O último presente dado aos empresários é a privatização dos aeroportos, precisamente, os mais lucrativos, para o capital nacional e internacional.

Para quem está com todo a seu favor e conta com tantos fundamentos para mostrar a robustes da sua política econômica, que tanto tem beneficiado ao Brasil, a resposta ao artigo do sociólogo FHC parece pobre, demais.

Finalmente, a Presidenta não toca em nenhum dos pontos do artigo do FHC, parece diálogo de surdos ou campanha eleitoral. 

  

VEJA AQUI A

"Nota Oficial da Presidente Dilma"

Citada de modo incorreto pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, em artigo publicado neste domingo, nos jornais O Globo e O Estado de S. Paulo, creio ser necessário recolocar os fatos em seus devidos lugares.

Recebi do ex-presidente Lula uma herança bendita. Não recebi um país sob intervenção do FMI ou sob a ameaça de apagão.

Recebi uma economia sólida, com crescimento robusto, inflação sob controle, investimentos consistentes em infraestrutura e reservas cambiais recordes.

Recebi um país mais justo e menos desigual, com 40 milhões de pessoas ascendendo à classe média, pleno emprego e oportunidade de acesso à universidade a centenas de milhares de estudantes.

Recebi um Brasil mais respeitado lá fora graças às posições firmes do ex-presidente Lula no cenário internacional. Um democrata que não caiu na tentação de uma mudança constitucional que o beneficiasse. O ex-presidente Lula é um exemplo de estadista.

Não reconhecer os avanços que o país obteve nos últimos dez anos é uma tentativa menor de reescrever a história. O passado deve nos servir de contraponto, de lição, de visão crítica, não de ressentimento. Aprendi com os erros e, principalmente, com os acertos de todas as administrações que me antecederam. Mas governo com os olhos no futuro.

Dilma Rousseff

Presidenta da República Federativa do Brasil"


E AQUI O ARTIGO DO SOCIÓLOGO

Herança pesada


Fernando Henrique Cardoso, Sociólogo, foi Presidente da República.

A presidenta Dilma Rousseff recebeu uma herança pesada de seu antecessor. Obviamente, ninguém é responsável pela maré negativa da economia internacional, nem ela nem o antecessor. Mas há muito mais do que só o infortúnio dos ciclos do capitalismo.

Comecemos pelo mais óbvio: a crise moral. Nem bem completado um ano de governo e lá se foram oito ministros, sete dos quais por suspeitas de corrupção. Pode-se alegar que quem nomeia ministros deve saber o que faz. Sem dúvidas, mas há circunstâncias. No entanto, como o antecessor desempenhou papel eleitoral decisivo, seria difícil recusar de plano seus afilhados. Suspeitas, antes de se materializarem em indícios, são frágeis diante da obsessão por formar maiorias hegemônicas, enfermidade petista incurável.

Mas não foi só isso: o mensalão é outra dor de cabeça. De tal desvio de conduta a presidenta passou longe e continua se distanciando. Mas seu partido não tem jeito. Invoca a prática de um delito para encobertar outro: o dinheiro desviado seria "apenas" para o caixa 2 eleitoral, como disse Lula em tenebrosa entrevista dada em Paris, versão recém-reiterada ao jornal The New York Times. Pouco a pouco, vai-se formando o consenso jurídico, de resto já formado na sociedade, de que desviar dinheiro é crime, tanto para caixa 2 como para comprar apoio político no Congresso Nacional. Houve mesmo busca de hegemonia a peso de ouro alheio.

Mas não foi só isso que Lula deixou como herança à sucessora. Nos anos de bonança, em vez de aproveitar as taxas razoáveis de crescimento para tentar aumentar a poupança pública e investir no que é necessário para dar continuidade ao crescimento produtivo, preferiu governar ao sabor da popularidade. Aumentou os salários e expandiu o crédito, medidas que, se acompanhadas de outras, seriam positivas. Deixou de lado as reformas politicamente custosas: não enfrentou as questões regulatórias para acelerar as parcerias público-privadas e retomar as concessões de certos serviços públicos. A despeito da abundância de recursos fiscais, deixou de racionalizar as práticas tributárias, num momento em que a eliminação de impostos se poderia fazer sem consequências negativas: a oposição conseguiu suprimir a CPMF, cortando R$ 50 bilhões de impostos, e a derrama continuou impávida.

É longa a lista do que faltou fazer quando seria mais fácil. Na questão previdenciária, o único "avanço" não se concretizou: a criação de uma previdência complementar para os funcionários públicos que viessem a ingressar depois da reforma. A medida foi aprovada, mas sua consecução dependia de lei subsequente, para regulamentar os fundos suplementares, que nunca foi aprovada. As centenas de milhares de recém-ingressados no serviço público na era lulista continuaram a se beneficiar da regra anterior. Foi preciso que novo passo fosse dado pelo governo atual para reduzir, no futuro, o déficit da Previdência. Que dizer, então, de modificações para flexibilizar a legislação trabalhista e incentivar o emprego formal? A proposta enviada pelo meu governo com esse objetivo, embora assegurando todos os direitos trabalhistas previstos na Constituição, foi retirada do Senado pelo governo Lula em 2003. Agora é o próprio Sindicato Metalúrgico de São Bernardo do Campo que pede a mesma coisa...

Mas o "hegemonismo" e a popularidade à custa do futuro forçaram outro caminho: o dos "projetos de impacto", como certos períodos do autoritarismo militar tanto prezaram. Projetos que não saem do papel ou, quando saem, custam caríssimo ao Tesouro e têm utilidade relativa. O exemplo clássico foi a formação a fórceps de estaleiros nacionais para produzirem navios-tanque para a Petrobrás (pagos, naturalmente, pelos contribuintes, seja por meio do BNDES, seja pelos altos preços desembolsados pela Petrobrás). Depois do lançamento ao mar do primeiro navio, com fanfarras e discursos presidenciais, passaram-se meses para se descobrir que o custo não fez jus a tanta louvação. Que dizer dos atrasos da transposição do São Francisco, ou da Transnordestina, ou ainda da fábrica de diesel à base de mamona? Tudo relegado aos restos a pagar do esquecimento.

O que mais pesa como herança é a desorientação da política energética. Calemos sobre as usinas movidas "a fio d'água", cuja eletricidade para viabilizar o empreendimento terá de ser vendida como se a produção fosse firme o ano inteiro, e não sazonal. Foi preciso substituir o companheiro que dirigia a Petrobrás para que o País descobrisse o que o mercado já sabia, havendo reduzido quase pela metade o valor da empresa. O custo da refinaria de Pernambuco será dez vezes maior do que previsto; há mais três refinarias prometidas que deverão ser postergadas ad infinitum. O preço da gasolina, controlado pelo governo, não é compatível com os esforços de capitalização da Petrobrás. Como consequência de seu barateamento forçado - que ajuda a política de expansão ilimitada de carros com a coorte de congestionamentos e poluição - a produção de etanol se desorganizou a tal ponto que estamos importando etanol de milho dos Estados Unidos!

Com isso tudo, e apesar de estarmos gastando mais divisas do que antes com a importação de óleo, o presidente Lula não se pejou em ser fotografado com as mãos lambuzadas de petróleo para proclamar a autossuficiência de produção, no exato momento em que a produtividade da extração se reduzia. No rosário de desatinos, os poços secos, ocorrência normal nesse tipo de exploração, deixaram de ser lançados como prejuízo, para que o País continuasse embevecido com as riquezas do pré-sal, que só se materializarão quando a tecnologia permitir que o óleo seja extraído a preços competitivos, que poderão tornar-se difíceis com as novas tecnologias de extração de gás e óleo dos americanos.

É pesada como chumbo a herança desse estilo bombástico de governar que esconde males morais e prejuízos materiais sensíveis para o futuro da Nação.


FHC acusa Lula de deixar "herança pesada"



Em linha oposta à de fiador de candidaturas estratégicas para o PT adotada pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, seu antecessor Fernando Henrique Cardoso (PSDB) pouco deve influir nas eleições municipais de 2012.

À exceção de uma ou outra gravação, como a que fez para a propaganda de Daniel Coelho, candidato tucano à Prefeitura do Recife (PE), o ex-presidente "não será um ator eleitoral de destaque", segundo o presidente nacional do PSDB, deputado federal Sérgio Guerra. "Não é do interesse do PSDB nacionalizar as disputas municipais. E Fernando Henrique é um homem muito ocupado, tem suas palestras e artigos para escrever", afirma.

No mais recente artigo de Fernando Henrique Cardoso, publicado pelos jornais "O Estado de S. Paulo" e "O Globo" ontem, o ex-presidente bate forte em seu sucessor, a quem acusa de deixar para a atual presidente, Dilma Rousseff, uma herança pesada de "males morais e prejuízos materiais sensíveis para o futuro da nação". A crítica coincide com o retorno de Lula ao palaque, na sexta-feira, em Belo Horizonte (MG), em ato de apoio à candidatura de Patrus Ananias (PT).

Lula cumpriu o roteiro que vem norteando a propaganda petista na cidade. Apresentou Ananias como o candidato "que sabe cuidar das pessoas mais humildes" e atacou o atual prefeito e candidato a reeleição, Marcio Lacerda (PSB), descrevendo-o como alguém que só toca obras e que "às vezes não sabe nem rir, que às vezes parece que não tem coração". Difícil imaginar FHC nos mesmo moldes, como o próprio admitiu recentemente. "Ele [Lula] sempre fez isso. Eu nunca fiz", disse, após proferir palestra a profissionais da área da saúde na capital paulista.

Recuperado de um câncer na laringe - no mês que vem completa um ano que ele descobriu a doença -, Lula falou por cerca de 15 minutos na capital mineira e avisou que o comício seria o primeiro de muitos que fará em 2012. Em dado momento, citou nominalmente FHC, a quem acusou de criar dificuldades para prefeitos na liberação de recursos do governo federal.



© 2000 – 2012. Todos os direitos reservados ao Valor Econômico S.A. . Verifique nossos Termos de Uso em http://www.valor.com.br/termos-de-uso. Este material não pode ser publicado, reescrito, redistribuído ou transmitido por broadcast sem autorização do Valor Econômico.

domingo, 2 de setembro de 2012

Rende votos ser amigo da Rainha ou do Rei?


O jornal "O Liberal"  de Hoje domingo, 02 de setembro, publicou 2ª pesquisa do IBOPE para a prefeitura de Belém. 
 
A pesquisa foi realizada entre os dias 28 e 30 de agosto e registrada no TRE-PA sob o N° 00061/2012. A margem de erro da pesquisa é de 4%.
  •  Pesquisa estimulada 


  •  Simulação 2º turno Edimilson x Priante

  

  • Simulação 2º turno Edimilson x Zenaldo



Ainda falta muito chão pela frente para os candidatos cantar vitoria, já vi uns muito magros de tanto malhar pelas ruas e bairros de Belém. 

 

Em um mês de campanha tudo pode acontecer. 

 

Mas já está claro que Edimilson estará no segundo turno, se não vence no primeiro, como pode acontecer, se continuam batendo nele. 

 

Algumas perguntas que não querem calar.  

 

Pimentel e Jefferson não estarão errados na estratégia de bater em Edimilson, em vez de mostrar o sucesso da sua gestão?

 

A população dos bairros de classe média, não estará cansada dessa propaganda que ano a ano se repete? Não é muita a poluição sonora e visual, a oferta de obras, de asfalto nas ruas, de mega projetos sem planejamento, carência absoluta de plano diretor?

 

Não é absurda essa propaganda onde os candidatos prometem obras com  orçamentos tão voltuosos que parecem de um país inexistente?. 

 

Não será que a violência em belém tem aumentado pela falta de políticas sociais na periferia?. Falta educação, ações sociais no bairros, mais esporte, alternativas para a juventude, etc.  

 

Não será que estão abusando da inteligência da população? 

 

Meu voto será para aquele candidato que menos incomode meus ouvidos, já que a poluição visual é impossível evitar. 

 

Não vou para a rua a encontrar um iferno de barulho, poluição sonora e sujeira nas ruas, com perigos de assaltos a mão armada, sem proteção da polícia que fica extorquindo a população em vez de cuidar da segurança do cidadão, que paga seus impostos. 

 

Belém, uma cidade destrída, sem árvores (a cidade de Brasil que menos árvores tem por habitante). 

 

Bom domingo. Eu fico trancado no meu AP com janelas para Belém e para o rio, sem vontade de passear em ruas destruídas pela falta de políticas públicas, que cuidem do equilibrio ambiental da cidade.

 

sábado, 1 de setembro de 2012

No Pará a educação continua péssima


"Porque" não saimos do último lugar no ranking da educação dos estados?. 


Os dados do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) de 2011, divulgados recentemente pelo Ministério da Educação (MEC), mostram que sete Estados não cumpriram suas metas específicas: Rondônia, Roraima, Pará, Amapá, Sergipe, Espírito Santo e Rio Grande do Sul.

O Ideb de 2011 caiu em relação ao desempenho alcançado em 2009 nos Estados de Acre (passou de 3,5 em 2009 para 3,4 em 2011), Pará (de 3,1 para 2,8), Maranhão (de 3,2 para 3,1), Paraíba (de 3,4 para 3,3), Alagoas (de 3,1 para 2,9), Bahia (de 3,3 para 3,2), Espírito Santo (de 3,8 para 3,6), Paraná (de 4,2 para 4) e Rio Grande do Sul (de 3,9 para 3,7).

Segundo esses índices os Estados de todas as cores partidários cairam na educação, mesmo aqueles que contam com todo o apoio do Governo Federal, inclusive o Estado mais querido da presidente Dilma. 

O Estado do Pará continua sendo um dos piores do Brasil em educação.  Já era ruim e não saiu da última posição em que foi deixado pelo governo anterior.

Grande desafio para a educação do pará, que só pode envergonhar a "todos e todas".

No ensino médio aparece mais uma vez em primeiro lugar Santa Catarina, com 4,3, seguida de São Paulo (4,1), Paraná (4), Minas Gerais (3,9) e Mato Grosso do Sul (3,8). Alagoas aparece na penúltima posição, com 2,9, e o Pará ficou em último, com 2,8.

 A President@ Dilma se perguntaria: "Porque" no saimos dessa última posição no ranking da educação? 

Ela mesma que responda.


sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Alta do PIB do Brasil é a menor entre os Brics no 2º tri, diz IBGE

RIO - O crescimento de 0,5% do Produto Interno Bruto (PIB) no segundo trimestre em comparação com o  mesmo período de 2011, divulgado nesta sexta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), colocou o Brasil na lanterna do crescimento entre os Brics. A liderança coube à China, com alta de 7,6% na mesma base comparativa.

 Leia também:
Economia brasileira cresce 0,4% no 2º trimestre sobre o 1º, diz IBGE

A seguir vieram Índia, com 5,5%; Rússia, com 4%; e África do Sul, com 3,2%.
Em termos de PIB per capita, o Brasil, com US$ 11,6 mil, só ficou atrás da Rússia, com US$ 16,7 mil. A seguir vieram África do Sul, com US$ 11 mil; China, com US$ 8,4 mil; e Índia, com US$ 3,7 mil.
Financiamento
O Brasil fechou o segundo trimestre com uma necessidade de financiamento de R$ 27,8 bilhões, a maior para um segundo trimestre desde o início da série histórica do IBGE, em 2000. No segundo trimestre do ano passado, a necessidade de financiamento havia sido de R$ 21,5 bilhões.
O aumento da necessidade de financiamento foi causado principalmente pelo saldo externo negativo de bens e serviços, que subiu R$ 9,2 bilhões na mesma base de comparação. Entre abril e junho deste ano, o déficit foi de R$ 14,4 bilhões, contra um déficit de R$ 5,2 bilhões em igual período do ano passado.
Em contrapartida, a renda líquida de propriedade enviada ao resto do mundo foi reduzida em R$ 1,9 bilhão em relação ao segundo trimestre do ano passado, passando de R$ 18,2 bilhões para R$ 16,3 bilhões.
Essa redução foi causada pela remessa líquida de lucros e dividendos, que caiu R$ 3,9 bilhões, enquanto o pagamento líquido de juros subiu R$ 1,9 bilhões entre o segundo trimestre do ano passado e igual período deste ano.
(Rafael Rosas | Valor)

© 2000 – 2012. Todos os direitos reservados ao Valor Econômico S.A. . Verifique nossos Termos de Uso em http://www.valor.com.br/termos-de-uso. Este material não pode ser publicado, reescrito, redistribuído ou transmitido por broadcast sem autorização do Valor Econômico.

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Candidato do PT lançou a toalha. Caiu em desgraça, que se vire

João Paulo avisa a aliados que anunciará retirada da candidatura hoje

Um dia depois de ser condenado pelos crimes de corrupção e peculato (desvio de recursos públicos) no julgamento do mensalão no STF (Supremo Tribunal Federal), o deputado federal João Paulo Cunha (PT-SP) avisou a amigos que anunciará, dentro de algumas horas, a retirada de sua candidatura à Prefeitura de Osasco.

Aliados chegaram a sugerir que resistisse por mais um dia, mas, admitindo-se abalado com a decisão do STF, João Paulo disse que não resistirá à pressão para que seja substituído pelo vice de sua chapa, Jorge Lapas (PT).

Gabo Morales -24.ago.2012/Folhapress
O candidato a prefeito de Osasco João Paulo Cunha em campanha na Vila Menk na semana passada
Numa reunião na noite de ontem, o núcleo de sua campanha concluiu que João Paulo deve ser poupado de constrangimento público. Há ainda expectativa de que Lapas -- indicado pelo prefeito Emídio de Souza (PT)-- consiga chegar ao segundo turno.

Por 8 votos a 2, a maioria dos ministros do Supremo votou por condenar João Paulo. O petista é acusado de receber R$ 50 mil para beneficiar agência do empresário Marcos Valério em contrato com a Câmara na época em que presidia a Casa (2003-2004).

Ainda falta um voto, do ministro Carlos Ayres Britto, mas, a não ser que algum dos ministros mude seu voto, a condenação já está definida.

O voto que definiu maioria pela condenação foi proferido pelo ministro Gilmar Mendes, oitavo a votar sobre o caso no julgamento do mensalão.

Também votaram pela condenação Celso de Mello, Marco Aurélio Mello, Cezar Peluso, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, além do relator, Joaquim Barbosa. O ministro Dias Toffoli seguiu a decisão do revisor, Ricardo Lewandowski, pela absolvição. Apenas o presidente do tribunal, Carlos Ayres Britto, ainda não votou.

O ministro José Antonio Dias Toffoli seguiu a decisão do revisor, Ricardo Lewandowski, pela absolvição.

A maioria dos ministros inocentou o petista da acusação de peculato pela contratação de um assessor quando presidente da Câmara. A acusação sustenta que houve desvio de dinheiro público, já que a contratação serviu para assessoria pessoal dele.

Quanto à acusação de lavagem de dinheiro contra o petista, os ministros estão divididos e será definida no voto do presidente. Votaram pela condenação neste ponto Celso de Mello, Gilmar Mendes, Luiz Fux, Carmén Lúcia e Joaquim Barbosa. Avaliam que o fato de João Paulo mandar a mulher receber os R$ 50 mil em uma agência do Banco Rural foi para ocultar a movimentação financeira.
CATIA SEABRA
DE BRASÍLIA


Serra cai, Haddad sobe e Russomano lidera as pesquisas


Os resultados das pesquisas Datafolha e Vox Populi, divulgadas ontem à noite, mostraram mais uma queda do candidato do PSDB à Prefeitura de São Paulo, José Serra, que perdeu cinco pontos percentuais no levantamento do Datafolha e está com 22% das preferências do eleitorado. O petista Fernando Haddad deu um salto, subiu seis pontos e aparece com 14%. O líder Celso Russomanno (PRB) manteve-se estável com 31%, entre os dois últimos levantamentos do instituto. Os percentuais dos três candidatos são os mesmos no Vox Populi. São as primeiras pesquisas realizadas depois do início do horário eleitoral gratuito no rádio e na TV.

© 2000 – 2012. Todos os direitos reservados ao Valor Econômico S.A. . Verifique nossos Termos de Uso em http://www.valor.com.br/termos-de-uso. Este material não pode ser publicado, reescrito, redistribuído ou transmitido por broadcast sem autorização do Valor Econômico.

Várias do Painel da Folha


O sólido crescimento de Celso Russomanno entre os eleitores tucanos confirma diagnóstico interno da campanha de José Serra: a prioridade é reconquistar adeptos que migraram para o líder nas pesquisas -que subiu 16 pontos no grupo de simpatizantes do PSDB, segundo o Datafolha. A erosão do eleitorado serrista também beneficiou Gabriel Chalita, que ganhou 5 pontos entre os peessedebistas. A estratégia inicial para retomar os votos "azuis" será a comparação de currículos.

Red zone Fernando Haddad aumentou de 21% para 40% sua intenção de voto entre os eleitores que manifestam predileção pelo PT, segmento em que Russomanno perdeu 4 pontos percentuais.

Matemática A equipe de Serra relativiza a rejeição do candidato, que atingiu recorde de 43%. Tucanos argumentam que ela é fruto da soma de eleitores dos rivais e do contingente próximo de 25% que vota branco ou nulo.

Correio... Gilberto Kassab enviou ontem e-mail aos 28 secretários e oito presidentes de empresas municipais determinando atenção redobrada com as informações sobre a prefeitura que adversários de Serra veiculam na propaganda na TV e no rádio.

... elegante O prefeito recomenda que assessores convoquem entrevistas coletivas, distribuam notas oficiais e publiquem no site respostas a críticas em tempo real.

Popstar Depois do show de Plácido Domingo na abertura do Centro de Eventos do Ceará, o governador Cid Gomes sonha com Paul McCartney para inaugurar em dezembro o Novo Castelão, estádio da Copa em Fortaleza.

Freio Com a disparada de Geraldo Júlio (PSB) em Recife, empatando com Humberto Costa, setores do PT aconselham que Lula deve sair de cena por lá, para evitar que a eventual derrota seja lida como vitória de Eduardo Campos sobre o ex-presidente.

Sujou 1 A mudança no entendimento do STF sobre lavagem de dinheiro preocupa advogados do mensalão. Ministros chamados "garantistas'', como Gilmar Mendes e Celso de Mello, condenaram João Paulo Cunha pelo crime. Em 2007, Mendes chamou a denúncia de "fantasmagórica'' nesse item.

Sujou 2 Ministros e defensores apostam que o presidente da corte, Carlos Ayres Britto, que também rejeitou o crime em 2007, aceitará a lavagem hoje, o que deve balizar o voto para outros réus.

Saideira Apesar de duro para os réus, o voto de Cezar Peluso foi considerado "brilhante" pela defesa. Um alfinetou: "Ele falou a mesma coisa que Joaquim Barbosa, mas em um terço do tempo".

No telhado No programa de ontem de rádio de Osasco o prefeito Emídio Souza foi muito mais citado que João Paulo Cunha, que só apareceu numa breve fala no final.

Diário Embora desanimados com o viés condenatório geral, os advogados acharam o dia de ontem melhor que que teve a trinca Rosa Weber, Luiz Fux e Cármen Lúcia. Dizem que os "garantistas" restabeleceram algumas premissas, como a da presunção de inocência.

Faca Uma preocupação dos réus é com o isolamento de Ricardo Lewandowski, que ficou vencido na maioria dos votos. Temem que, para evitar o isolamento na corte, o revisor endureça em relação a itens do processo.

Visita à Folha Claudio Haddad, presidente do Insper (Instituto de Ensino e Pesquisa), visitou ontem a Folha. Estava com Carolina da Costa, diretora acadêmica de graduação, e Cleber Martins, assessor de imprensa.

com FÁBIO ZAMBELI e ANDRÉIA SADI

domingo, 26 de agosto de 2012

Mais uma do juiz Lewandowski


Ricardo Lewandowski Recomenda mandar à esposa pegar o dinheiro roubado, assim você será absolto.


“A questão do João Paulo Cunha tem nuances, e você vai ver que cada réu que é acusado de lavagem de dinheiro, dentro das circunstâncias específicas em que ele sacou, vai ter uma solução”, explicou, reforçando a ideia que já antecipara no julgamento quinta-feira, quando ressaltou que, ao contrário de outros réus, que enviaram até garçons e contínuos para pegar o dinheiro, Cunha havia mandado a própria mulher, o que a seu ver demonstra que agira às claras.

"Juiz não pode se pautar pela opinião pública”, disse o ministro. Parece que só se pauta pelo Planalto.