Comentário um....
A Fox desperdiçou U$ 117 milhões de dólares nesta tolice reciclada que não convence como ação nem como comédia romântica: apesar da sintonia entre a dupla central, não há humor e muito menos amor.
E se o objetivo do longa era ser uma sátira aos filmes de aventura a la James Bond, acaba cansando pela insistente repetição de carros explodindo, tiroteios onde os bandidos são péssimos de mira e o mocinho, mesmo desarmado, acaba matando todos os seus inimigos sem dificuldade.
Comparado com os fracos blockbusters que saíram em 2010 até agora, o filme fica acima da média. Se você nunca assistiu a “Missão Impossível”, “A Trilogia Bourne”, “True Lies” ou “Sr. & Sra Smith”, “Encontro Explosivo” pode parecer um pouco melhor. Desde, claro, que você ache engraçado ver gente caindo morta que nem mosca ou sendo atropelada ou jogada pelos ares. Por via das dúvidas, lembre-se de desligar o cérebro na entrada do cinema.
Comentário dois...
“Encontro Explosivo” era esperado como o retorno triunfal de Cruise ao topo das bilheterias norte-americanas depois das recepções mornas de “Missão Impossível III” (2006), “Leões e Cordeiros” (2007) e “Operação Valquíria” (2008). Mas o filme naufragou nos EUA (a bilheteria final não deve ultrapassar US$ 80 milhões) e tudo indica que o prestígio do astro está mais abalado do que ele imagina, depois das presepadas no programa da Oprah e as declarações polêmicas sobre a Cientologia.
Os produtores agora apostam no carisma dos protagonistas no mercado internacional. Aliás, este é o motivo dos atores terem participado de estreias mundo afora (inclusive no Brasil), o que costuma acontecer quando algo vai mal na terra do Tio Sam.
A produção caprichou nas locações internacionais (Áustria, Jamaica, Espanha, EUA), investiu em efeitos visuais, chamou um diretor razoável (James Mangold de “Johnny & June”) e escalou dois grandes astros, Tom Cruise e Cameron Diaz. Só esqueceu de um detalhe: o roteiro. O trabalho do estreante Patrick O’Neill (um ator figurante) é tão cheio de furos que mais parece um queijo suiço.
Veja mais em...
Pipoca Moderna
TRAILER........
Amazônia, meio ambiente, ecologia, biodiversidade, desenvolvimento sustentável, ciência e tecnologia, incubadoras e parques tecnológicos, política nacional e internacional - Amazonia, the environment, ecology, biodiversity, sustainable development, science and technology, incubators and technology parks, national and international policy
sábado, 17 de julho de 2010
sexta-feira, 16 de julho de 2010
Energia - O Brasil não teria competência técnica para explorar o Pre-Sal
Recebi de um especialista em meio ambiente, leitor do Blog.
Veja aqui.
Uns dias atrás, passei um dia com a equipe de reportagem da Newshour, da Public Broadcasting System dos EUA, discutindo a opção brasileira pelo Pré-Sal, considerando os riscos de perfuração a profundidade expostos pelo desastre ambiental do Deepwater Horizon no Golfo do México. Ontém, finalmente conseguiram colocar uma tampa no buraco no Golfo, mas ao que me parece, mudou a percepção do risco associado a este tipo de empreendimento para sempre.
O programa que foi ao ar no dia 01 de julho destaca os riscos de perforação off-shore em grande profundide, e questiona a capacidade do Brasil realizar este desafio sem acidentes semelhantes.
Assista a reportagem completa na Newshour Aqui
Veja aqui.
Uns dias atrás, passei um dia com a equipe de reportagem da Newshour, da Public Broadcasting System dos EUA, discutindo a opção brasileira pelo Pré-Sal, considerando os riscos de perfuração a profundidade expostos pelo desastre ambiental do Deepwater Horizon no Golfo do México. Ontém, finalmente conseguiram colocar uma tampa no buraco no Golfo, mas ao que me parece, mudou a percepção do risco associado a este tipo de empreendimento para sempre.
O programa que foi ao ar no dia 01 de julho destaca os riscos de perforação off-shore em grande profundide, e questiona a capacidade do Brasil realizar este desafio sem acidentes semelhantes.
Assista a reportagem completa na Newshour Aqui
terça-feira, 13 de julho de 2010
segunda-feira, 12 de julho de 2010
Meio ambiente - Mudança climática
RICARDO YOUNG
As florestas e o clima
Honrado com o convite para assinar esta coluna semanal, começo minha participação com um tema polêmico, que preocupa todos os envolvidos com a causa ambiental. Pouco mais de seis meses atrás, em Copenhague, o mundo se reuniu para debater a construção de política global de combate às mudanças climáticas.
O Brasil se adiantou e chegou à COP 15 com uma das mais avançadas metas entre todos os participantes, a redução de emissões de CO2 entre 36,1% a 38,9% das emissões projetadas até 2020.
Estas metas se refletiram na promulgação da Lei de Mudanças Climáticas, no final de 2009, que, mesmo precisando de regulamentações, mostrou o reconhecimento do Estado de que há um problema, e seu compromisso em agir.
Agora, de forma açodada, um grupo de parlamentares em fim de mandato decide propor desastrosa reforma no Código Florestal. As propostas apresentadas pelo deputado Aldo Rebelo estão afinadas com o que há de mais atrasado na gestão do território rural e na manutenção de serviços ambientais fundamentais.
Além disso, vai contra a capacidade do país de cumprir seus compromissos internacionais em relação às mudanças climáticas e à própria lei sancionada pelo presidente Lula. A proposta da Comissão Especial da Câmara praticamente revoga a legislação brasileira de combate às mudanças climáticas.
Eliminação de áreas de proteção permanente, redução de matas ciliares que preservam cursos d'água e nascentes e anistia a desmatadores contumazes vão comprometer ainda mais a capacidade do país em cumprir suas metas de redução de emissões.
E devemos ter em conta que o Brasil está entre os cinco maiores emissores de CO2 do mundo, um pouco mais que 50% desses gases têm origem no desmatamento e em atividades relacionadas ao uso do solo.
Por sorte, a proposta sobre o Código Florestal não deverá ir a plenário na Câmara neste ano. Vai pousar nas mesas dos futuros congressistas, que poderão retomar os debates e aprimorar a construção de uma lei que permita ao Brasil exercer sua legítima liderança global em segurança ambiental, além de estabelecer regras claras para as fundamentais atividades do agronegócio e da agricultura familiar, que garantem alimentos, riquezas e bioenergias para o Brasil.
Este é um dos muitos desafios que Câmara e Senado deverão enfrentar. Paira, ainda, sobre as cabeças e corações dos futuros legisladores a missão de fazer a reforma política, que tem na Lei da Ficha Limpa o elemento norteador, e regulamentar vários artigos da Lei de Mudanças Climáticas para estabelecer como o Brasil vai cumprir suas metas de emissões e levar o país a um futuro de desenvolvimento econômico e social justo.
RICARDO YOUNG passa a escrever às segundas-feiras nesta coluna.
Folha de São Paulo
As florestas e o clima
Honrado com o convite para assinar esta coluna semanal, começo minha participação com um tema polêmico, que preocupa todos os envolvidos com a causa ambiental. Pouco mais de seis meses atrás, em Copenhague, o mundo se reuniu para debater a construção de política global de combate às mudanças climáticas.
O Brasil se adiantou e chegou à COP 15 com uma das mais avançadas metas entre todos os participantes, a redução de emissões de CO2 entre 36,1% a 38,9% das emissões projetadas até 2020.
Estas metas se refletiram na promulgação da Lei de Mudanças Climáticas, no final de 2009, que, mesmo precisando de regulamentações, mostrou o reconhecimento do Estado de que há um problema, e seu compromisso em agir.
Agora, de forma açodada, um grupo de parlamentares em fim de mandato decide propor desastrosa reforma no Código Florestal. As propostas apresentadas pelo deputado Aldo Rebelo estão afinadas com o que há de mais atrasado na gestão do território rural e na manutenção de serviços ambientais fundamentais.
Além disso, vai contra a capacidade do país de cumprir seus compromissos internacionais em relação às mudanças climáticas e à própria lei sancionada pelo presidente Lula. A proposta da Comissão Especial da Câmara praticamente revoga a legislação brasileira de combate às mudanças climáticas.
Eliminação de áreas de proteção permanente, redução de matas ciliares que preservam cursos d'água e nascentes e anistia a desmatadores contumazes vão comprometer ainda mais a capacidade do país em cumprir suas metas de redução de emissões.
E devemos ter em conta que o Brasil está entre os cinco maiores emissores de CO2 do mundo, um pouco mais que 50% desses gases têm origem no desmatamento e em atividades relacionadas ao uso do solo.
Por sorte, a proposta sobre o Código Florestal não deverá ir a plenário na Câmara neste ano. Vai pousar nas mesas dos futuros congressistas, que poderão retomar os debates e aprimorar a construção de uma lei que permita ao Brasil exercer sua legítima liderança global em segurança ambiental, além de estabelecer regras claras para as fundamentais atividades do agronegócio e da agricultura familiar, que garantem alimentos, riquezas e bioenergias para o Brasil.
Este é um dos muitos desafios que Câmara e Senado deverão enfrentar. Paira, ainda, sobre as cabeças e corações dos futuros legisladores a missão de fazer a reforma política, que tem na Lei da Ficha Limpa o elemento norteador, e regulamentar vários artigos da Lei de Mudanças Climáticas para estabelecer como o Brasil vai cumprir suas metas de emissões e levar o país a um futuro de desenvolvimento econômico e social justo.
RICARDO YOUNG passa a escrever às segundas-feiras nesta coluna.
Folha de São Paulo
domingo, 11 de julho de 2010
Aqui no Alto Paraíso, a Chapada dos Veadeiros
Fim de semana em Brasília? Prolongue sua viagem à Chapada dos Veadeiros, em Alto Paraíso, GO.
Existem inúmeros passeios ecológicos e alternativos, todos voltados a viver a natureza de um vale místico e controvertido pela diversidade de pessoas, raças, nacionalidades e culturas existentes nessa região.
Alguns dizem que se cobrissem a cidade com uma lona, a cidade toda viraria um circo.
Visite uma cachoeira, composta por mais de 20 pequenas cachoeiras, todas elas com as águas mais geladas da região. Segundo se disse, essas cachoeiras têm de especial uma veia de cristal acima da qual correm as águas, daí sua baixa temperatura e sua agradável qualidade.
Comece sua visita na Pousada do Mirante, que Wilson lhe fornecerá dezenas de roteiros para seu fim de semana na Chapada.
Acesse o site da Pousada Mirante Aqui
sexta-feira, 9 de julho de 2010
Energia - Fundos de pensão garantem obra de Belo Monte
Funcef, Petrus e Previ terão cota de 27,5% no projeto de construção; participação é vital para obra de R$ 25 bi
Polêmica usina hidrelétrica no Pará é prioridade do governo; fundos questionaram rentabilidade de projeto
Os três principais fundos de pensão de empresas estatais do país decidiram participar do projeto de construção da usina hidrelétrica de Belo Monte (PA).
Segundo a Folha apurou, Funcef e Petrus participarão diretamente da construção. A Previ, fundo dos funcionários do Banco do Brasil, participa via Neonergia, empresa na qual é sócia da espanhola Iberdrola. A Funcef, fundo de pensão dos funcionários da Caixa Econômica Federal, terá uma cota de 7,5% no projeto.
O Petrus, fundo da Petrobras, entrará com 10%. A Neoenergia terá uma fatia de 10%. Em 12 de junho, a Folha antecipou que os fundos negociavam participação entre 25,02% e 30,02% do projeto. Segundo um auxiliar direto do presidente Lula, a participação dos fundos viabiliza o projeto de construção da usina hidrelétrica que é uma prioridade do governo.
De acordo com o que a Folha apurou, houve intensa negociação técnica entre o Ministério das Minas e Energia, a Casa Civil e os fundos de pensão para chegar a um acordo. Os fundos questionavam a rentabilidade do projeto, orçado em R$ 25 bilhões. Como há participação do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), a entrada dos fundos na construção da usina será sobre uma parcela do valor total previsto para a obra. Nas palavras de um auxiliar direto do presidente, foi encontrado um acordo técnico que viabilizou um projeto de importância política para o governo no ano eleitoral.
A candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, foi a mentora de Belo Monte quando ocupava a chefia da Casa Civil. Para o governo Lula, era uma questão de honra colocar de pé a construção de Belo Monte, criticada quando lançada. Alguns grupos empresariais, como as construtoras Odebrecht e Camargo Corrêa, boicotaram o projeto de Dilma nos bastidores. Com o apoio dos três principais fundos de pensão, Belo Monte ganhará fôlego para sair do papel.
MARIA CRISTINA FRIAS
COLUNISTA DA FOLHA
KENNEDY ALENCAR
DE BRASÍLIA
Polêmica usina hidrelétrica no Pará é prioridade do governo; fundos questionaram rentabilidade de projeto
Os três principais fundos de pensão de empresas estatais do país decidiram participar do projeto de construção da usina hidrelétrica de Belo Monte (PA).
Segundo a Folha apurou, Funcef e Petrus participarão diretamente da construção. A Previ, fundo dos funcionários do Banco do Brasil, participa via Neonergia, empresa na qual é sócia da espanhola Iberdrola. A Funcef, fundo de pensão dos funcionários da Caixa Econômica Federal, terá uma cota de 7,5% no projeto.
O Petrus, fundo da Petrobras, entrará com 10%. A Neoenergia terá uma fatia de 10%. Em 12 de junho, a Folha antecipou que os fundos negociavam participação entre 25,02% e 30,02% do projeto. Segundo um auxiliar direto do presidente Lula, a participação dos fundos viabiliza o projeto de construção da usina hidrelétrica que é uma prioridade do governo.
De acordo com o que a Folha apurou, houve intensa negociação técnica entre o Ministério das Minas e Energia, a Casa Civil e os fundos de pensão para chegar a um acordo. Os fundos questionavam a rentabilidade do projeto, orçado em R$ 25 bilhões. Como há participação do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), a entrada dos fundos na construção da usina será sobre uma parcela do valor total previsto para a obra. Nas palavras de um auxiliar direto do presidente, foi encontrado um acordo técnico que viabilizou um projeto de importância política para o governo no ano eleitoral.
A candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, foi a mentora de Belo Monte quando ocupava a chefia da Casa Civil. Para o governo Lula, era uma questão de honra colocar de pé a construção de Belo Monte, criticada quando lançada. Alguns grupos empresariais, como as construtoras Odebrecht e Camargo Corrêa, boicotaram o projeto de Dilma nos bastidores. Com o apoio dos três principais fundos de pensão, Belo Monte ganhará fôlego para sair do papel.
MARIA CRISTINA FRIAS
COLUNISTA DA FOLHA
KENNEDY ALENCAR
DE BRASÍLIA
quinta-feira, 8 de julho de 2010
Energia - Empresas engavetam os projetos de termelétricas
Neste ano, já foi leiloada Belo Monte e no dia 30 serão licitadas outras quatro hidrelétricas
A prioridade do governo em leiloar usinas de energia alternativa ou de hidrelétricas tem feito com que projetos bilionários de termelétricas sejam engavetados ou revistos. A pressão das empresas tem sido forte, mas o posicionamento firme da Empresa de Pesquisa Energética (EPE) de deixar a energia térmica fora do planejamento dos próximos dez anos começa a afetar diretamente os planos estratégicos de investimentos de fundos de pensão e de empresas como MPX, do empresário Eike Batista, da portuguesa EDP e da novata Hidrotérmica, que tem o FI FGTS como sócio. A MPX e a EDP já têm investimentos de alguns bilhões em Pecém, mas agora têm que procurar alternativas, como a energia eólica.
Os fundos de pensão reunidos no FIP Energia PCH têm um projeto de 440 MW de térmica a carvão em que se pretende investir R$ 1,6 bilhão na região de Criciúma (SC). Sem perspectiva de leilão à vista, eles começam a negociar com autoprodutores e já pensam até mesmo em vender a energia no mercado livre. No Rio Grande do Sul, a Hidrotérmica comprou no mês passado um projeto de térmica a GNL de 1.600 MW, que está parado. Só para a usina seria necessário investir R$ 6 bilhões, mas o projeto servirá como base para a instalação de uma regaseificadora na região. "O RS não tem gás suficiente e a regaseificadora só se sustenta com a instalação da usina", diz Ronaldo Bolognesi, executivo da Hidrotérmica.
Tanto a Hidrotérmica quanto o fundo Energia PCH nasceram para investir em projetos de pequenas centrais hidrelétricas e tiveram que rever seus planos para o investimento em térmicas, pela dificuldade de licenciamento ambiental. Os dois agora tentam pressionar o governo para que seja feito um leilão regional, já que o próprio Operador Nacional do Sistema (ONS) já declarou que o Sul precisa de termelétricas para ter garantia de suprimento.
Para Maurício Tolmasquim, da EPE, a matriz energética ficou desequilibrada após o leilão de 2008 em que mais de 95% da energia vendida foi de usinas termelétricas, a maior parte movida a óleo combustível. Com a crise, passou a haver excedente de energia e em 2009 o governo apostou as fichas no leilão de eólica.
Neste ano, já foi leiloada Belo Monte e no dia 30 serão licitadas outras quatro hidrelétricas.
Está previsto também um leilão de energias alternativas. O governo espera ainda licenciar Teles Pires, que terá 1.800 MW. "No passado recente contratamos volumes expressivos de térmicas, mais do que o desejável, e agora vamos aproveitar que os licenciamentos de hidrelétricas estão andando", diz Tolmasquim.
Valor.
A prioridade do governo em leiloar usinas de energia alternativa ou de hidrelétricas tem feito com que projetos bilionários de termelétricas sejam engavetados ou revistos. A pressão das empresas tem sido forte, mas o posicionamento firme da Empresa de Pesquisa Energética (EPE) de deixar a energia térmica fora do planejamento dos próximos dez anos começa a afetar diretamente os planos estratégicos de investimentos de fundos de pensão e de empresas como MPX, do empresário Eike Batista, da portuguesa EDP e da novata Hidrotérmica, que tem o FI FGTS como sócio. A MPX e a EDP já têm investimentos de alguns bilhões em Pecém, mas agora têm que procurar alternativas, como a energia eólica.
Os fundos de pensão reunidos no FIP Energia PCH têm um projeto de 440 MW de térmica a carvão em que se pretende investir R$ 1,6 bilhão na região de Criciúma (SC). Sem perspectiva de leilão à vista, eles começam a negociar com autoprodutores e já pensam até mesmo em vender a energia no mercado livre. No Rio Grande do Sul, a Hidrotérmica comprou no mês passado um projeto de térmica a GNL de 1.600 MW, que está parado. Só para a usina seria necessário investir R$ 6 bilhões, mas o projeto servirá como base para a instalação de uma regaseificadora na região. "O RS não tem gás suficiente e a regaseificadora só se sustenta com a instalação da usina", diz Ronaldo Bolognesi, executivo da Hidrotérmica.
Tanto a Hidrotérmica quanto o fundo Energia PCH nasceram para investir em projetos de pequenas centrais hidrelétricas e tiveram que rever seus planos para o investimento em térmicas, pela dificuldade de licenciamento ambiental. Os dois agora tentam pressionar o governo para que seja feito um leilão regional, já que o próprio Operador Nacional do Sistema (ONS) já declarou que o Sul precisa de termelétricas para ter garantia de suprimento.
Para Maurício Tolmasquim, da EPE, a matriz energética ficou desequilibrada após o leilão de 2008 em que mais de 95% da energia vendida foi de usinas termelétricas, a maior parte movida a óleo combustível. Com a crise, passou a haver excedente de energia e em 2009 o governo apostou as fichas no leilão de eólica.
Neste ano, já foi leiloada Belo Monte e no dia 30 serão licitadas outras quatro hidrelétricas.
Está previsto também um leilão de energias alternativas. O governo espera ainda licenciar Teles Pires, que terá 1.800 MW. "No passado recente contratamos volumes expressivos de térmicas, mais do que o desejável, e agora vamos aproveitar que os licenciamentos de hidrelétricas estão andando", diz Tolmasquim.
Valor.
O trato elegante ao goleiro do Flamengo
Recebido na sala do Delegado, sem algemas, como uma verdadeira autoridade, o goleiro conversa sobre seu futuro com a autoridade.
A esposa, cúmplice do assassinato é conduzida algemadas, claro, é mulher.
Esses são alguns dos paradoxos da justiça, no Brasil.
A apelação do Bandido e suposto assassino para ficar no Rio foi intensa, mas não consiguiu e foi levado para MG.
Já com detenção temporária ou preventiva o goleiro não quer ir para Minas e deve ter solicitado à justiça para ficar no Rio e o primeiro pedido da justiça do Estado de MG já foi indeferido, assim ganha tempo.
Já em Minas Gerais vemos o Bruno algemado, com uniforme e sem a companhia do Delegado carioca de trato elegante.
quarta-feira, 7 de julho de 2010
PPp
Governo entrega Hospital Metropolitano a Sefer
De nada adiantou o alerta feito pela Ordem dos Advogados do Brasil no Pará (OAB-PA) à governadora Ana Júlia Carepa para que ela não entregasse o comando do Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência à organização social Idesma, pertencente ao ex-deputado Luiz Sefer, condenado a 21 anos de prisão por abuso sexual contra uma menina de 9 anos.
Na edição do dia 5, anteontem, o Diário Oficial do Estado (DOE) traz portaria assinada pela secretária estadual de Saúde, Sílvia Comaru, anunciando que o Instituto de Saúde Santa Maria (Idesma) ganhou concorrência que disputava contra outras três entidades para gerenciar o hospital.Segundo o DOE, o Idesma ganhou disparado a concorrência, com 65 pontos, contra 18 pontos da Associação Beneficente de Assistência Social e Hospitalar (Pró-Saúde), e outros 15 pontos da terceira colocada, a Associação Paraense da Divina Providência.
A organização Cruz Vermelha Brasileira foi desclassificada, porque segundo as regras da concorrência teria “protocolado o projeto técnico de gerência do Metropolitano às 14 horas, extrapolando o horário máximo permitido no edital de convocação pública nº. 01, de 5 de abril de 2010, de até as 12 horas do dia 17 de maio de 2010”.
Leia a Matéria no Blog da Reporter Aqui
De nada adiantou o alerta feito pela Ordem dos Advogados do Brasil no Pará (OAB-PA) à governadora Ana Júlia Carepa para que ela não entregasse o comando do Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência à organização social Idesma, pertencente ao ex-deputado Luiz Sefer, condenado a 21 anos de prisão por abuso sexual contra uma menina de 9 anos.
Na edição do dia 5, anteontem, o Diário Oficial do Estado (DOE) traz portaria assinada pela secretária estadual de Saúde, Sílvia Comaru, anunciando que o Instituto de Saúde Santa Maria (Idesma) ganhou concorrência que disputava contra outras três entidades para gerenciar o hospital.Segundo o DOE, o Idesma ganhou disparado a concorrência, com 65 pontos, contra 18 pontos da Associação Beneficente de Assistência Social e Hospitalar (Pró-Saúde), e outros 15 pontos da terceira colocada, a Associação Paraense da Divina Providência.
A organização Cruz Vermelha Brasileira foi desclassificada, porque segundo as regras da concorrência teria “protocolado o projeto técnico de gerência do Metropolitano às 14 horas, extrapolando o horário máximo permitido no edital de convocação pública nº. 01, de 5 de abril de 2010, de até as 12 horas do dia 17 de maio de 2010”.
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