Candidata faz hoje sua primeira apresentação ao mercado financeiro internacional
Valor Eonômico online
Alex Ribeiro, de Nova York
22/07/2010
A candidata a Presidência pelo PV, Marina Silva, tentará mostrar hoje em Wall Street, na sua primeira apresentação aos mercados financeiros internacionais, que defende ideias econômicas diferentes dos seus dois principais adversários, José Serra e Dilma Rousseff.
Em evento organizado pela Bovespa BM&F, Marina irá se colocar como a candidata mais confiável quando o tema são três pilares macroeconômicos básicos, representado pelo câmbio flutuante, metas de inflação e superávits primários.
Também se apresentará como defensora de políticas favoráveis ao crescimento sustentado de longo prazo da economia. Vai defender mais livre mercado e menos governo, em contraponto ao suposto estatismo de Dilma, e lançar uma nova agenda microeconômica. Até agora, Marina vinha basicamente defendendo o chamado tripé da política econômica. Com esse discurso, era capaz de transmir confiança aos mercados financeiros, mas não conseguia se destacar muito de Serra e Dilma, que vão na mesma linha. A audiência não será das maiores.
Cerca de 150 investidores brasileiros e estrangeiros confirmaram a presença no evento da Bovespa BM&F, o que representa apenas um quatro dos presentes em apresentação semelhante de Dilma, em fins de maio. Marina e seus assessores econômicos não tiveram encontros individuais com o mercado, ao contrário dos auxiliares de Dilma, que cumpriram uma agenda paralela em Wall Street.
"Viemos aqui para mostrar que a Marina não é só uma líder ambiental", afirmou o economista Eduardo Giannetti da Fonseca, um dos autores do programa econômico de Marina, que ajudou a escrever o discurso que será feito hoje. Há dúvidas sobre qual será o poder de Giannetti num eventual governo Marina, já que ele insiste que não irá assumir cargos em Brasília. "Não consigo nem controlar as contas de casa", disse, em entrevista ao Valor.
Outros economistas com visões diferentes, como Paulo Sandroni, também trabalham no programa de governo - e podem assumir funções importantes. Pelo menos ontem, porém, Marina fez questão de prestigiar Giannetti como um interlocutor central em questões econômicas. "Quem fala sobre juros é o Giannetti", afirmou, durante a inauguração de um comitê domiciliar quando jornalistas pediram que comentasse a decisão sobre juros que o Banco Central tomaria algumas horas depois. Giannetti, depois de hesitar um pouco para começar a falar, mostrando desconforto com o papel, defendeu o BC.
"O BC pode ter exagerado aqui e ali no ajuste fino, mas sempre acertou a direção da política monetária." Ao Valor, Giannetti disse que Marina irá mostrar hoje a Wall Street que é mais confiável que Serra e Dilma quando o tema são os pilares macro. "Rejeitamos o artificialismo monetário e cambial, a ideia de que a ação voluntarista de um presidente possa atropelar a independência do BC", disse, referindo-se a uma das fragilidades de Serra aos olhos do mercado, já que ele é um crítico das políticas monetária e cambial. "Vemos também com certa preocupação a tendência estatizante desse último ano do governo Lula, que está muito identificado com a candidatura Dilma."
O mercado vê riscos na política fiscal de Dilma. Quando o assunto é a política monetária contemporânea, Giannetti está no grupo dos mais conservadores. Ele não concorda, por exemplo, com a leitura recente do mercado financeiro de que a inflação preocupa menos, depois que saíram dados que mostram fraca atividade econômica.
"O BC não pode basear as suas decisões nos dados de apenas um mês, que estão sujeitos a sazonalidades e influências de eventos como a Copa do Mundo", afirmou. "Estão usando essa oportunidade para forçar o BC a subir menos os juros." Giannetti vê o BC subindo os juros por vários meses, enquanto o mercado começa a apostar que a última alta simbólica será no proximo encontro, em setembro. Marina, no seu discurso, vai se vender a Wall Street como a candidata que pode fazer mais para garantir o crescimento sustentado da economia no longo prazo.
Giannetti afirma que, hoje, o Brasil cresce a taxas superiores a 7% apenas porque está numa recuperação cíclica. Ou seja, durante a crise, a economia cresceu pouco, e agora está como que recuperando o tempo perdido, ocupando a capacidade ociosa de produção. "Daqui a pouco vamos bater no nosso limite de crescimento", afirmou, referindo ao Produto Interno Bruto (PIB) potencial da economia, ou seja, o limite máximo de crescimento que não causa problemas como inflação e déficits externos insustentáveis. Segundo o economista, é muito difícil determinar qual é o PIB potencial, "mas esse número está mais perto de 4,5% do que de 7%".
Para crescer mais, afirma, serão necessárias algumas reformas. A tributária, afirma, será fundamental para que o governo, que arrecada o equivalente a 36% do PIB e toma emprestado outros 3% por meio de seu déficit nominal, deixe espaço para o setor privado crescer. A reforma fiscal, afirma, também abriria espaço para mais investimentos privados. "Precisamos terminar essa história de economia em marcha forçada", afirma Giannetti, referindo-se à política adotada pelo regime militar nos anos 1970, com o Estado forte puxando a economia.
Outra frente para aumentar o crescimento potencial, afirma, são reformas microeconômicas como no mercado de trabalho e no campo regulatório para infraestrutura. Essa é uma agenda, segundo o assessor economico de Marina, que foi adotada no principio do governo Lula, mas depois abandonada. Outros temas, como educação e meio ambiente, também vão integrar o discurso.
Amazônia, meio ambiente, ecologia, biodiversidade, desenvolvimento sustentável, ciência e tecnologia, incubadoras e parques tecnológicos, política nacional e internacional - Amazonia, the environment, ecology, biodiversity, sustainable development, science and technology, incubators and technology parks, national and international policy
quinta-feira, 22 de julho de 2010
quarta-feira, 21 de julho de 2010
Curiosidades - Para bandido ou assassino famoso sobram advogados defensores, agora, para o pobre....
O ministro Hamilton Carvalhido, presidente interino do Superior Tribunal de Justiça (STJ), negou habeas corpus ao goleiro Bruno Fernandes das Dores de Souza, à Dayanne Rodrigues do Carmo de Souza, ex-mulher do jogador, e a Luiz Henrique Ferreira Romão, o Macarrão.
A decisão foi tomada na última sexta-feira, e ainda não foi publicada no Diário Oficial da União. O pedido foi impetrado pelo advogado Marcos Rogério Baptista, inscrito na OAB do Pará. Na inicial, o advogado - que não representa os três presos - baseou-se apenas em recortes de jornais para pedir a soltura dos presos.
Além disso, o goleiro foi identificado apenas como Bruno. Dayanne e Macarrão tiveram apenas parte do nome citados. Esta é a segunda vez no Caso Bruno em que o autor de um pedido de habeas não é o advogado constituído nos autos.
No último dia 14, o militar aposentado João Carlos Augusto Melo Moreira, de 53 anos, enviou à Vara do Tribunal de Júri de Contagem, por e-mail um pedido de habeas corpus para o goleiro Bruno. “Não existe a prova do crime.
O que existem são presunções”, disse o militar à reportagem, na ocasião. O pedido foi negado pela juíza Marixa Rodrigues, que alegou que o e-mail não tinha assinatura digital e que, por isso, não era possível comprovar a veracidade dos dados do autor do habeas corpus.
(Com informações do jornal Extra)
A decisão foi tomada na última sexta-feira, e ainda não foi publicada no Diário Oficial da União. O pedido foi impetrado pelo advogado Marcos Rogério Baptista, inscrito na OAB do Pará. Na inicial, o advogado - que não representa os três presos - baseou-se apenas em recortes de jornais para pedir a soltura dos presos.
Além disso, o goleiro foi identificado apenas como Bruno. Dayanne e Macarrão tiveram apenas parte do nome citados. Esta é a segunda vez no Caso Bruno em que o autor de um pedido de habeas não é o advogado constituído nos autos.
No último dia 14, o militar aposentado João Carlos Augusto Melo Moreira, de 53 anos, enviou à Vara do Tribunal de Júri de Contagem, por e-mail um pedido de habeas corpus para o goleiro Bruno. “Não existe a prova do crime.
O que existem são presunções”, disse o militar à reportagem, na ocasião. O pedido foi negado pela juíza Marixa Rodrigues, que alegou que o e-mail não tinha assinatura digital e que, por isso, não era possível comprovar a veracidade dos dados do autor do habeas corpus.
(Com informações do jornal Extra)
segunda-feira, 19 de julho de 2010
Vestibular e Educação, as melhores e piores escolas do Brasil
Veja o resultado do Enem 2009 Colégio Vértice teve o melhor desempenho no exame em 2009.
Escola na Zona Sul de São Paulo cobra mensalidade de R$ 2.756 ao mês.
Rede pública tem só duas escolas entre as 20 melhores do Enem 2009
Entre as 20 piores, 19 são estaduais e uma é municipal.
As escolas públicas bem colocadas são o Colégio de Aplicação da Universidade Federal de Viçosa (UFV), em Minas Gerais, no 7º lugar, e o Instituto de Aplicação Fernando Rodrigues da Silveira (CAP-Uerj), que funciona na Universidade do Estado do Rio de Janeiro e ficou na 17ª posição.
Clique Aqui para visualizar o ranking das melhores e piores escolas(*) por estado.
(*)Os nomes das escolas foram publicados de acordo com o informado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep)
Escola na Zona Sul de São Paulo cobra mensalidade de R$ 2.756 ao mês.
Rede pública tem só duas escolas entre as 20 melhores do Enem 2009
Entre as 20 piores, 19 são estaduais e uma é municipal.
As escolas públicas bem colocadas são o Colégio de Aplicação da Universidade Federal de Viçosa (UFV), em Minas Gerais, no 7º lugar, e o Instituto de Aplicação Fernando Rodrigues da Silveira (CAP-Uerj), que funciona na Universidade do Estado do Rio de Janeiro e ficou na 17ª posição.
Clique Aqui para visualizar o ranking das melhores e piores escolas(*) por estado.
(*)Os nomes das escolas foram publicados de acordo com o informado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep)
Esquerda - Teses equivocadas sobre América Latina e o mundo (em espanhol)
Artigo de Emir Sader
Algumas teses equivocadas sobre a América Latina (e do mundo)
A atual crise marcou o fim do neoliberalismo , a hegemonia E.U. e levar até o fim do capitalismo.
"O grande erro dessa visão é considerada como um sistema modelo de hegemonia ou fins sociais , sem que seja recolhido e substituído por outro quando o Sul global, ou um outro bloco - propor alternativas e ser capaz de construí-los. O neoliberalismo não acabou, é moderado por níveis de apoio do Estado.
Pode e deve mudar o mundo sem tomar o poder .
"O projeto de transformação profunda da sociedade "fundo" , não levando à alteração das relações de poder não leva a um verdadeiro processo de transformação das sociedades latino-americanas . Em contrapartida, os movimentos sociais, tais como as forças bolivianas -social que transformou em uma força política , são os verdadeiros protagonistas dos processos de mudança no mundo.
O Estado nacional tornou-se elementos conservadores .
"Os governos progressistas da América Latina estão sendo vale a pena o Estado deve regular a economia , para induzir o crescimento econômico, para desenvolver políticas sociais, entre outras funções. governos neoliberais são aqueles que desprezam o Estado e suas funções se tornam mínimas, deixando espaço aberto para o mercado. processos de integração regional e as alianças nos países do Sul são também os Estados como atores essenciais.
A política se tornou irrelevante.
" afirmação falsa . Os governos latino-americanos progressistas resgatou o papel da política e do Estado. Se eles não tivessem feito isso, não poderia reagir como eles fazem para a crise.
Na nossa sociedade há milhões de " impróprios para o trabalho. "
"Esta declaração , original de Fernando Henrique Cardoso , procurou a justificação para os governos oligárquicos , que sempre governar apenas para uma parte da sociedade , excluindo os mais pobres, agora sob o pretexto de um suposto "desemprego tecnológico ", que dispensa grande parte do trabalhadores. Associado governos progressistas relançar o desenvolvimento económico com o aumento constante do emprego formal eo aumento do poder de compra dos salários.
Os movimentos sociais devem manter sua autonomia em relação à política .
" Os movimentos sociais que respondem a essa visão vai abandonar a luta para a construção de hegemonias alternativas , isolando , se não desaparecer da cena política, quando se deslocam a partir da fase de resistência à construção de alternativas. Lembre-se que os movimentos indígenas da Bolívia formaram um partido MAS- primárias e lutaram eleito seu líder como o presidente. Em outros países , os movimentos sociais que participam nos blocos de forças de apoio de governos progressistas para manter a sua autonomia , mas a participação directa na luta pela construção de uma nova hegemonia política.
Veja o artigo completo na Revista Punto Final, do Chile.
Aqui
domingo, 18 de julho de 2010
sábado, 17 de julho de 2010
Cinema - Encontro explosivo, e coloque EXPLOSIVO sem mais nada
Comentário um....
A Fox desperdiçou U$ 117 milhões de dólares nesta tolice reciclada que não convence como ação nem como comédia romântica: apesar da sintonia entre a dupla central, não há humor e muito menos amor.
E se o objetivo do longa era ser uma sátira aos filmes de aventura a la James Bond, acaba cansando pela insistente repetição de carros explodindo, tiroteios onde os bandidos são péssimos de mira e o mocinho, mesmo desarmado, acaba matando todos os seus inimigos sem dificuldade.
Comparado com os fracos blockbusters que saíram em 2010 até agora, o filme fica acima da média. Se você nunca assistiu a “Missão Impossível”, “A Trilogia Bourne”, “True Lies” ou “Sr. & Sra Smith”, “Encontro Explosivo” pode parecer um pouco melhor. Desde, claro, que você ache engraçado ver gente caindo morta que nem mosca ou sendo atropelada ou jogada pelos ares. Por via das dúvidas, lembre-se de desligar o cérebro na entrada do cinema.
Comentário dois...
“Encontro Explosivo” era esperado como o retorno triunfal de Cruise ao topo das bilheterias norte-americanas depois das recepções mornas de “Missão Impossível III” (2006), “Leões e Cordeiros” (2007) e “Operação Valquíria” (2008). Mas o filme naufragou nos EUA (a bilheteria final não deve ultrapassar US$ 80 milhões) e tudo indica que o prestígio do astro está mais abalado do que ele imagina, depois das presepadas no programa da Oprah e as declarações polêmicas sobre a Cientologia.
Os produtores agora apostam no carisma dos protagonistas no mercado internacional. Aliás, este é o motivo dos atores terem participado de estreias mundo afora (inclusive no Brasil), o que costuma acontecer quando algo vai mal na terra do Tio Sam.
A produção caprichou nas locações internacionais (Áustria, Jamaica, Espanha, EUA), investiu em efeitos visuais, chamou um diretor razoável (James Mangold de “Johnny & June”) e escalou dois grandes astros, Tom Cruise e Cameron Diaz. Só esqueceu de um detalhe: o roteiro. O trabalho do estreante Patrick O’Neill (um ator figurante) é tão cheio de furos que mais parece um queijo suiço.
Veja mais em...
Pipoca Moderna
TRAILER........
A Fox desperdiçou U$ 117 milhões de dólares nesta tolice reciclada que não convence como ação nem como comédia romântica: apesar da sintonia entre a dupla central, não há humor e muito menos amor.
E se o objetivo do longa era ser uma sátira aos filmes de aventura a la James Bond, acaba cansando pela insistente repetição de carros explodindo, tiroteios onde os bandidos são péssimos de mira e o mocinho, mesmo desarmado, acaba matando todos os seus inimigos sem dificuldade.
Comparado com os fracos blockbusters que saíram em 2010 até agora, o filme fica acima da média. Se você nunca assistiu a “Missão Impossível”, “A Trilogia Bourne”, “True Lies” ou “Sr. & Sra Smith”, “Encontro Explosivo” pode parecer um pouco melhor. Desde, claro, que você ache engraçado ver gente caindo morta que nem mosca ou sendo atropelada ou jogada pelos ares. Por via das dúvidas, lembre-se de desligar o cérebro na entrada do cinema.
Comentário dois...
“Encontro Explosivo” era esperado como o retorno triunfal de Cruise ao topo das bilheterias norte-americanas depois das recepções mornas de “Missão Impossível III” (2006), “Leões e Cordeiros” (2007) e “Operação Valquíria” (2008). Mas o filme naufragou nos EUA (a bilheteria final não deve ultrapassar US$ 80 milhões) e tudo indica que o prestígio do astro está mais abalado do que ele imagina, depois das presepadas no programa da Oprah e as declarações polêmicas sobre a Cientologia.
Os produtores agora apostam no carisma dos protagonistas no mercado internacional. Aliás, este é o motivo dos atores terem participado de estreias mundo afora (inclusive no Brasil), o que costuma acontecer quando algo vai mal na terra do Tio Sam.
A produção caprichou nas locações internacionais (Áustria, Jamaica, Espanha, EUA), investiu em efeitos visuais, chamou um diretor razoável (James Mangold de “Johnny & June”) e escalou dois grandes astros, Tom Cruise e Cameron Diaz. Só esqueceu de um detalhe: o roteiro. O trabalho do estreante Patrick O’Neill (um ator figurante) é tão cheio de furos que mais parece um queijo suiço.
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Pipoca Moderna
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sexta-feira, 16 de julho de 2010
Energia - O Brasil não teria competência técnica para explorar o Pre-Sal
Recebi de um especialista em meio ambiente, leitor do Blog.
Veja aqui.
Uns dias atrás, passei um dia com a equipe de reportagem da Newshour, da Public Broadcasting System dos EUA, discutindo a opção brasileira pelo Pré-Sal, considerando os riscos de perfuração a profundidade expostos pelo desastre ambiental do Deepwater Horizon no Golfo do México. Ontém, finalmente conseguiram colocar uma tampa no buraco no Golfo, mas ao que me parece, mudou a percepção do risco associado a este tipo de empreendimento para sempre.
O programa que foi ao ar no dia 01 de julho destaca os riscos de perforação off-shore em grande profundide, e questiona a capacidade do Brasil realizar este desafio sem acidentes semelhantes.
Assista a reportagem completa na Newshour Aqui
Veja aqui.
Uns dias atrás, passei um dia com a equipe de reportagem da Newshour, da Public Broadcasting System dos EUA, discutindo a opção brasileira pelo Pré-Sal, considerando os riscos de perfuração a profundidade expostos pelo desastre ambiental do Deepwater Horizon no Golfo do México. Ontém, finalmente conseguiram colocar uma tampa no buraco no Golfo, mas ao que me parece, mudou a percepção do risco associado a este tipo de empreendimento para sempre.
O programa que foi ao ar no dia 01 de julho destaca os riscos de perforação off-shore em grande profundide, e questiona a capacidade do Brasil realizar este desafio sem acidentes semelhantes.
Assista a reportagem completa na Newshour Aqui
terça-feira, 13 de julho de 2010
segunda-feira, 12 de julho de 2010
Meio ambiente - Mudança climática
RICARDO YOUNG
As florestas e o clima
Honrado com o convite para assinar esta coluna semanal, começo minha participação com um tema polêmico, que preocupa todos os envolvidos com a causa ambiental. Pouco mais de seis meses atrás, em Copenhague, o mundo se reuniu para debater a construção de política global de combate às mudanças climáticas.
O Brasil se adiantou e chegou à COP 15 com uma das mais avançadas metas entre todos os participantes, a redução de emissões de CO2 entre 36,1% a 38,9% das emissões projetadas até 2020.
Estas metas se refletiram na promulgação da Lei de Mudanças Climáticas, no final de 2009, que, mesmo precisando de regulamentações, mostrou o reconhecimento do Estado de que há um problema, e seu compromisso em agir.
Agora, de forma açodada, um grupo de parlamentares em fim de mandato decide propor desastrosa reforma no Código Florestal. As propostas apresentadas pelo deputado Aldo Rebelo estão afinadas com o que há de mais atrasado na gestão do território rural e na manutenção de serviços ambientais fundamentais.
Além disso, vai contra a capacidade do país de cumprir seus compromissos internacionais em relação às mudanças climáticas e à própria lei sancionada pelo presidente Lula. A proposta da Comissão Especial da Câmara praticamente revoga a legislação brasileira de combate às mudanças climáticas.
Eliminação de áreas de proteção permanente, redução de matas ciliares que preservam cursos d'água e nascentes e anistia a desmatadores contumazes vão comprometer ainda mais a capacidade do país em cumprir suas metas de redução de emissões.
E devemos ter em conta que o Brasil está entre os cinco maiores emissores de CO2 do mundo, um pouco mais que 50% desses gases têm origem no desmatamento e em atividades relacionadas ao uso do solo.
Por sorte, a proposta sobre o Código Florestal não deverá ir a plenário na Câmara neste ano. Vai pousar nas mesas dos futuros congressistas, que poderão retomar os debates e aprimorar a construção de uma lei que permita ao Brasil exercer sua legítima liderança global em segurança ambiental, além de estabelecer regras claras para as fundamentais atividades do agronegócio e da agricultura familiar, que garantem alimentos, riquezas e bioenergias para o Brasil.
Este é um dos muitos desafios que Câmara e Senado deverão enfrentar. Paira, ainda, sobre as cabeças e corações dos futuros legisladores a missão de fazer a reforma política, que tem na Lei da Ficha Limpa o elemento norteador, e regulamentar vários artigos da Lei de Mudanças Climáticas para estabelecer como o Brasil vai cumprir suas metas de emissões e levar o país a um futuro de desenvolvimento econômico e social justo.
RICARDO YOUNG passa a escrever às segundas-feiras nesta coluna.
Folha de São Paulo
As florestas e o clima
Honrado com o convite para assinar esta coluna semanal, começo minha participação com um tema polêmico, que preocupa todos os envolvidos com a causa ambiental. Pouco mais de seis meses atrás, em Copenhague, o mundo se reuniu para debater a construção de política global de combate às mudanças climáticas.
O Brasil se adiantou e chegou à COP 15 com uma das mais avançadas metas entre todos os participantes, a redução de emissões de CO2 entre 36,1% a 38,9% das emissões projetadas até 2020.
Estas metas se refletiram na promulgação da Lei de Mudanças Climáticas, no final de 2009, que, mesmo precisando de regulamentações, mostrou o reconhecimento do Estado de que há um problema, e seu compromisso em agir.
Agora, de forma açodada, um grupo de parlamentares em fim de mandato decide propor desastrosa reforma no Código Florestal. As propostas apresentadas pelo deputado Aldo Rebelo estão afinadas com o que há de mais atrasado na gestão do território rural e na manutenção de serviços ambientais fundamentais.
Além disso, vai contra a capacidade do país de cumprir seus compromissos internacionais em relação às mudanças climáticas e à própria lei sancionada pelo presidente Lula. A proposta da Comissão Especial da Câmara praticamente revoga a legislação brasileira de combate às mudanças climáticas.
Eliminação de áreas de proteção permanente, redução de matas ciliares que preservam cursos d'água e nascentes e anistia a desmatadores contumazes vão comprometer ainda mais a capacidade do país em cumprir suas metas de redução de emissões.
E devemos ter em conta que o Brasil está entre os cinco maiores emissores de CO2 do mundo, um pouco mais que 50% desses gases têm origem no desmatamento e em atividades relacionadas ao uso do solo.
Por sorte, a proposta sobre o Código Florestal não deverá ir a plenário na Câmara neste ano. Vai pousar nas mesas dos futuros congressistas, que poderão retomar os debates e aprimorar a construção de uma lei que permita ao Brasil exercer sua legítima liderança global em segurança ambiental, além de estabelecer regras claras para as fundamentais atividades do agronegócio e da agricultura familiar, que garantem alimentos, riquezas e bioenergias para o Brasil.
Este é um dos muitos desafios que Câmara e Senado deverão enfrentar. Paira, ainda, sobre as cabeças e corações dos futuros legisladores a missão de fazer a reforma política, que tem na Lei da Ficha Limpa o elemento norteador, e regulamentar vários artigos da Lei de Mudanças Climáticas para estabelecer como o Brasil vai cumprir suas metas de emissões e levar o país a um futuro de desenvolvimento econômico e social justo.
RICARDO YOUNG passa a escrever às segundas-feiras nesta coluna.
Folha de São Paulo
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