terça-feira, 16 de março de 2010

Eleições - Dormindo com o inimigo

Cobras... Objeto de revolta dos petistas, corre pela internet o vídeo de discurso feito na Assembleia do PR por Stephanes Júnior (PMDB), filho do ministro Reinhold Stephanes (Agricultura). Segundo o deputado, "o PT é coisa do diabo, não serve para nada"

. ...e lagartos. Colega de ministério do pai do deputado, Dilma foi alvo: "Como podem indicar à Presidência alguém que assaltava bancos, sequestrava pequenos empresários para pedir resgate?".

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Internacional - Desculpem, mas era para o Presidente visitar o túmulo do Herzl em Israel? e na Alemanha, visitou o túmulo do Hitler?

O assessor especial da Presidência da República, Marco Aurélio Garcia, disse nesta terça-feira (16/3), antes de seguir para Belém, que a visita ao túmulo de Theodor Herzl, fundador do sionismo, “não esta prevista na agenda” do presidente Lula. Marco Aurélio conversou com jornalistas quando, na oportunidade, avaliou como positiva a primeira etapa da viagem oficial do presidente Lula ao Oriente Médio. Marco Aurélio respondeu indagações sobre a participação do Brasil no momento de construção da paz naquela região, as conversas com as lideranças de Israel, Palestina e Irã, e a decisão da partidos políticos de não comparecer ao Parlamento israelense, ontem (15/3), quando Lula discursou. Segundo o assessor, o ato foi tratado como sendo uma coisa normal. Do Blog do Planalto

Segurança - Cinto de Segurança, deu no Blog do Nilson Pinto

Eleições - Da Redação da Folha

Empresário tenta conciliar lucro e sustentabilidade 
 
DA REDAÇÃO da Folha

Cotado como possível vice na chapa de Marina Silva, Guilherme Leal, 60, foi levado ao PV pela senadora no ano passado. Empresário empenhado na causa ambientalista, ele personifica o compromisso do lucro com a sustentabilidade que tanto prega a pré-candidata verde.

Um dos fundadores da Natura e 601º colocado na lista de bilionários da "Forbes" em 2009, Leal tem fortuna estimada em R$ 1,2 bilhão. Paulista nascido em Santos e formado em administração, trabalhou em instituições financeiras e na estatal Fepasa -companhia de transportes ferroviários.

A história da Natura e a carreira de Leal como empresário começaram com a sociedade entre ele e Luiz Seabra em 1979. Um ano após a Natura ser aberta ao mercado (2004), ele deixou a função executiva e tornou-se copresidente do conselho administrativo.

Leal também é membro do conselho deliberativo do Instituto Ethos e conselheiro da ONG WWF Brasil. Criou o Instituto Arapyaú, de educação e desenvolvimento sustentável. Discreto, pai de cinco filhos, Leal tenta evitar a superexposição, peso que terá de arcar com a campanha. "Estou assustado, mas entusiasmado", disse, em sua filiação.

Chile - As lições do terremoto para o Brasil

As conseqüências do desastre acontecido no Chile foram enormes, avaliadas em perdas humanas e materiais. São calculados, inicialmente, custos de 30 bilhões de dólares para reconstruir. Em Concepción, minha cidade natal, se fala de 5 anos para recuperar a cidade.

Nestes momentos é quando se colocam em xeque todos os atores de uma sociedade em crise. Os grandes responsáveis da destruição de prédios e casas, são novamente as empresas privadas da construção civil.


Aqueles que pedem mais mercado, menos Estado sumiram, mudaram de endereço, declararam falidas as empresas e criaram novas com capitais que foram transferidos das empresas existentes até antes do terremoto.

segunda-feira, 15 de março de 2010

Meio Ambiente - Oportunidade para aliar preservação com desenvolvimento

As novas metodologias para medição das emissões de CO2 foram debatidas durante palestra na sexta-feira, 12 de março, no Inpa Novas metrologias para medir as emissões de carbono.


Essa foi a tônica da palestra "Balanço Global de Carbono e modelo de emissões por desmatamento na Amazônia", ministrada nesta sexta-feira, dia 12, na biblioteca do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa). Segundo o palestrante, o pesquisador Jean Ometto, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), a metodologia se baseia na relação entre uso do solo a dinâmica do desmatamento. Para ele, o país vive uma oportunidade única de aliar preservação com desenvolvimento.


"No Brasil, a mudança do uso do solo, desmatamento e agricultura representa mais de 70% das emissões. A partir desse modelo, a gente analisa de forma integrada como a mudança do uso do solo influencia na emissão de carbono na atmosfera", disse. Ainda de acordo com o pesquisador, o mercado de carbono representa uma fonte de negociação para o país como forma de proteger o meio ambiente.


"É uma proposta internacional, a redução do desmatamento e redução de carbono gera uma oportunidade muito grande. O Brasil pode, se reduzir desmatamento desenfreado além de diminuir as emissões, criar uma fonte muito interessante de recursos, mas isso está ligado aos nonos gerenciadores", destacou. Ciência e desenvolvimento sustentável Entre as discussões sobre a redução de emissões, houve espaço para o debate sobre o desenvolvimento sustentável.


Para Ometto, as buscas de alternativas econômicas aliadas a investimentos em ciência e tecnologia são fundamentais para o desenvolvimento sustentável da Amazônia. "Desenvolver e proteger o meio ambiente é um desafio regional e também planetário. O modelo econômico adotado de maneira geral não é sustentável a longo prazo. O desenvolvimento tecnológico, a mudança de base produtiva, o aproveitamento dos recursos ambientais, investimentos em ciência e a busca pela qualidade de vida das pessoas ajudam neste processo", declarou.


O pesquisador do Inpe participou também da Câmara Temática de Adaptação e Mitigação às Mudanças Climáticas, que debateu a formulação de inventário sobe emissões de carbono. A câmara, coordenada pelo gerente-executivo do Programa de Grande Escala da Biosfera-Atmosfera (LBA) do Inpa, Antonio Manzi, faz parte das atividades do Fórum Amazonense de Mudanças Climáticas, Biodiversidade, Serviços Ambientais e Energia. Na semana passada, a câmara discutiu a elaboração de Mapas de Vulnerabilidade do Estado do Amazonas, para identificação de áreas que podem sofrer danos após fenômenos naturais. Participaram da reunião membros de instituições como a Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa), Universidade Federal do Amazonas (Ufam), Secretaria de Desenvolvimento Sustentável do Amazonas (SDS), Defesa Civil e Inpe.


Para Manzi, as discussões sobre a elaboração dos mapas devem ajudar no planejamento das ações adotadas pelo poder público em fenômenos extremos como enchentes e secas. "As novas metodologias ajudam na formulação da reação aos eventos climáticos. Estamos interessados em conhecer quais regiões do Amazonas estão mais vulneráveis aos eventos do clima", disse. (Daniel Jordano, Assessoria de Comunicação do Inpa)

domingo, 14 de março de 2010

Eleições - E agora José?


Pesquisa anota empate, com Dilma à frente de Serra

O repórter Lauro Jardim levou à coluna Radar uma trinca de notas cujo teor pode trincar o já combalido ânimo da oposição.

Confira abaixo No Blog de Josias de Souza:

- Na frente? 1: De acordo com informações já do conhecimento do partido, o PSDB saiu-se mal em uma pesquisa nacional de intenção de voto a ser divulgada na quarta-feira. Ela mostra um empate técnico de José Serra e Dilma Rousseff, mas com a petista 1 ponto porcentual à frente. A pesquisa foi feita entre 5 e 10 de março com 2 002 pessoas em 142 municípios.

- Na frente? 2: Outra pesquisa, desta vez encomendada pelo PT, foi levada ao Planalto na sexta-feira. Deu pela primeira vez Dilma Rousseff 3 pontos à frente de José Serra.

- O rei dos palanques está aflito: Aos mais próximos, Lula tem reclamado da (falta de) desenvoltura de Dilma Rousseff nos palanques. Avalia que os seus discursos são longos e sem emoção.

Presidente do tucanato, Sérgio Guerra levou ao seu microblog um comentário: “O PSDB desconhece qualquer resultado antecipado de pesquisas”, escreveu.


“Nossos monitoramentos indicam que José Serra continua liderando essa corrida”.


A sondagem que está prestes a vir à luz foi feita pelo Ibope. Resta agora aguardar pela quarta-feira.


O último levantamento, feito pelo Datafolha, acomodara Dilma nos calcanhares de Serra –quatro pontos percentuais a separavam do tucano.

A eventual ultrapassagem, ainda que em quadro de empate técnico, converterá a apreensão dos oposicionistas em pânico.

Blog Josias de Souza

Pará - UFPA Semana do Calouro começa na segunda

A recepção dos calouros sempre vem associada a um compromisso social

Com o tema "Universidade: Vivências e valores", os calouros 2010 da Universidade Federal do Pará (UFPA) serão recepcionados a partir de segunda-feira. Além de aula magna com o reitor da instituição, Carlos Maneschy, os estudantes receberão as boas-vindas com uma programação especial, preparada em conjunto pelas Pró-Reitorias de Ensino, Pesquisa e Extensão, assim como pelo Diretório Central dos Estudantes, centros acadêmicos e pelos dirigentes das faculdades. Cerca de seis mil novos alunos são aguardados.

O Centro de Convenções da UFPA sediará a programação, que incluirá, ainda, um show musical e a premiação dos dez primeiros candidatos aprovados com maior nota na classificação geral do PSS 2010, tradicionalmente feita pelo grupo Y. Yamada. A animação ficará por conta da banda local de pop rock Tio Nelson e do grupo de hip-hop Pará Break, que levará ao palco o resultado do trabalho realizado desde 1983 pela Associação Comunitária Povo na Luta, do movimento social do Guamá.


A recepção dos calouros sempre vem associada a um compromisso social. É o trote solidário, quando cada calouro deverá doar, no dia da aula inaugural, um quilo de alimento não perecível para ser destinado a hospitais universitários. Os alimentos doados deverão beneficiar, ainda, a Igreja São Paulo e o Lar Fabiano de Cristo, ambos no Guamá, com o objetivo de integrar a universidade com as comunidades em seu entorno. Os calouros que fizerem doações receberão kits de brindes, como mochilas, camisas e material informativo.


E, para completar o clima de compromisso social, o momento de recepção dos calouros será oportunidade para incentivar a doação de sangue. Na Semana do Calouro, que vai de 15 a 19 de março, no Campus da UFPA, estará uma unidade móvel da Fundação Centro de Hemoterapia e Hematologia do Pará - Hemopa, que vai promover a campanha "Doe sangue, doe vida". Mas a doação só poderá ser feita por calouros maiores de 18 anos e com mais de 50 quilos.


Para o dia 16 de março, os calouros poderão assistir a palestras coordenadas pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propesp) sobre os Programas de Iniciação Científica ofertados a jovens universitários. A ideia é estimular o envolvimento dos alunos com a produção científica o mais cedo possível, além de unir a atividade de ensino, pesquisa e extensão no cotidiano do aluno, desde seu primeiro momento no ambiente acadêmico.

Eleições - Para Giannetti, discurso econômico deve focar capital humano

Economista, cuja entrada na pré-campanha de Marina Silva foi criticada por aliados, rejeita rótulo de neoliberal e diz que se identifica mais com os clássicos COLUNISTA DA FOLHA


 O economista Eduardo Giannetti da Fonseca, 53, foi o pivô de uma pequena crise na pré-candidatura de Marina Silva (PV-AC) à Presidência. Sua aproximação com a senadora, revelada pela Folha, chegou a ser interpretada como uma guinada neoliberal da campanha em preparação e rejeitada por vários simpatizantes. O ex-trotskista, autor de "Vícios Privados, Benefícios Públicos?", entre vários livros, abriu uma exceção para declarar seu voto em Marina Silva, atraído pela promessa de um modo novo de fazer política no Brasil.

Quem o levou até ela foi o empresário Guilherme Leal, provável candidato a vice na chapa, um dos donos da Natura e criador do Instituto Arapyaú, que tem Giannetti em seu conselho.

MARCELO LEITE da Folha.


FOLHA - Qual é seu papel, no momento, na pré-candidatura de Marina Silva e qual deverá ser no futuro? Vai se envolver diretamente em formulação de programa de governo?
EDUARDO GIANNETTI DA FONSECA - Esse processo está começando, tenho tido conversas frequentes com a senadora. Minha presença é complementar. Não tenho perfil executivo e nunca me envolvi em processo eleitoral. Nem sequer declarei meu voto, até hoje. Sou um virgem. Me animei com essa perspectiva porque Marina passa uma postura diferente no modo de fazer política. O Brasil não precisa ser uma cópia imperfeita do padrão americano. Eu me pergunto: se tudo der certo no Brasil, nós viramos um Estado empobrecido do sul dos Estados Unidos? É esse o nosso sonho civilizatório?

FOLHA - Sua contribuição deve ser mais em política macroeconômica?
GIANNETTI - Sim, mas não só. Na construção de um projeto de país que não submete tudo às decisões econômicas. Aumentar o PIB de qualquer maneira não seria a ambição desesperada de todas as nações.

FOLHA - Em setores próximos de Marina, sua presença na pré-campanha foi rotulada como neoliberal e não muito bem vista.
GIANNETTI - Não sei em que essa rotulagem contribui para o debate. Como pessoa que passou boa parte da vida estudando escolas de pensamento, sei da dificuldade de carimbar posições. Exemplo: uma ideia tão cara ao PT quanto renda cidadã é de um economista tachado de neoliberal, Milton Friedman. As pessoas usam esses rótulos achando que estão dizendo alguma coisa, quando nem sabem o que estão dizendo.
FOLHA - Elas querem dizer tucano.
GIANNETTI - Tucano seria social-democrata. Se quiserem discutir bandeiras ideológicas, vamos lá. Tem neoliberalismo austríaco, de Chicago, de Virgínia, tem o liberalismo clássico. Eu me identifico muito mais com os liberais clássicos, Adam Smith, John Stuart Mill, Alfred Marshall -que, aliás, foi quem trouxe o capital humano para a reflexão em economia.


FOLHA - Como o sr. enxerga o PAC e o pré-sal? O que precisaria mudar da perspectiva de uma candidatura com propostas ambientais? GIANNETTI - Gostaria de ver o mesmo empenho que o governo Lula deu ao PAC dado ao capital humano. Embora o Brasil tenha problemas sérios de capital físico e infraestrutura, o grande desafio secular sempre foi a sua incapacidade de formar capital humano. O Brasil nunca vai se tornar um país civilizado ou desenvolvido porque descobriu petróleo ou fez uma nova usina hidrelétrica. Esse fetiche do capital físico é uma herança do processo de desenvolvimento brasileiro.


FOLHA - E o pré-sal?
GIANNETTI - Tenho muitas dúvidas técnicas sobre o pré-sal, sobre custo de produção, o preço do barril quando o pré-sal se materializar. É economia suja. O Brasil está querendo dar um passo maior que a pernas. Quer aumentar o investimento, o gasto das famílias e o gasto corrente do governo -tudo ao mesmo tempo. A conta não fecha. Se insistir, dois tipos de desequilíbrio começam a aparecer: pressão inflacionária e desequilíbrio nas contas externas. Se não quiser permitir que aflorem, vai ter de aumentar o juro, tirar o barril de chope quando a festa começa a ficar animada.


FOLHA - Qual seria a alternativa?
GIANNETTI - Vamos ter de enxugar o gasto do governo. E provavelmente pensar mais em crédito para formação de capital do que em crédito para o consumo das famílias. Vamos ter de aceitar algum sacrifício agora para melhorar o futuro.


FOLHA - É provável que o debate eleitoral volte a opor estatismo e privatização. Haverá espaço para questões socioambientais?
GIANNETTI - Esse debate tem de ser feito de maneira mais inteligente. O Brasil precisa de um Estado forte, mas enxuto. O que nós temos hoje, para usar expressão do Sérgio Abranches, é um Leviatã anêmico. O Estado brasileiro faz muitas coisas que não deveria e deixa de fazer coisas que deveria.


FOLHA - O que está errado?
GIANNETTI - O papel que o BNDES está assumindo é muito preocupante. Lula descobriu em seu segundo mandato uma mágica perigosíssima: transferir recursos de dívida pública para concessão de empréstimos sem que isso entre no cálculo de superavit primário. E escolhendo por critérios nem sempre transparentes os parceiros que vão receber benesses desse crédito subsidiado.

Pará - Hoje a onça vai beber água

Paysandu e os "reminhos" fazem hoje o primeiro clássico.


Fávaro já salvou o Paysandu inúmeras vezes no ano de 2010















Ainda temos Hino, falta jogar, bem!!!