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quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Educação - Estudantes brasileiros ficam em 54º em ranking de 65 países


O Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa, na sigla em inglês) testa conhecimentos e habilidades em leitura, matemática e ciências de alunos de 15 anos dos 34 países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) e, em 2009, de outros 31 países convidados, entre eles o Brasil.

O Brasil ficou em 54º lugar no ranking de 65 países do Programa de Avaliação Internacional de Estudantes (Pisa), que testa os conhecimentos de alunos de 15 anos.

Em uma escala de zero a 6, a média obtida pelo País em 2009 equivale ao nível 2 em leitura, 1 em ciências e 1 em matemática.

Ficar no lugar 54º no Ranking de 65 países, no pelotão de trás, nos últimos 11 lugares.

Brasil melhora em avaliação internacional, mas continua um dos piores do mundo.

O que devemos celebrar?

Brasil foi classificado no Lugar que Chile estava faz 10 anos, país que está na liderança da América Latina. 

É isso motivo de alegria ou de orgulho?

Não acho, para qualquer brasileiro seria uma razão a mais de vergonha, junto com a pobreza e a saúde.

Os políticos e dirigentes de todos os partidos estavam discutindo, hoje, aqui em Brasília (na Câmara e no Senado), a fórmula ideal para repartir, equitativamente dentre os Estados da Federação, os recursos ainda inexplorados do Pre-Sal. Não tomaram conhecimento quando foram revelados os resultados do Programa de Avaliação Internacional de Estudantes (Pisa) que mostrou esse drama brasileiro, que é a educação.

Os chamados recursos do Pre-Sal são uma verdadeira piada. Ainda não se exploram comercialmente. São reservas, nem tão provadas como comentam, inclusive especialistas da área. Somente quando as perfurações alcancem as verdadeiras reservas, vamos a ter certeza de quantos barris de petróleo/dia dessas descobertas produzirá o Brasil. O resto é só especulação. Estamos repartindo uma espécie de Megasena e ainda, não sabemos o resultado.

Petróleo e gás natural é, ante tudo, capital físico, parte da loucura desta nova fase de crescimento da economia brasileira. Crescer a qualquer custo, ainda que o custo de oportunidade do crescimento gere um largo custo econômico, que a natureza deverá pagar.

Por que essa afirmação?

Simplesmente, porque o crescimento está cada vez mais baseado nos recursos naturais, que são finitos e é um insumo que tem valor, não é de graça, como muitos pensam.
Mas esse crescimento é apenas físico, não o crescimento do mais importante capital de que pode dispor o Brasil, O CAPITAL SOCIAL, o ser humano, com habilidades para competir no mundo globalizado, para estar informado, para conhecer e interagir e, não apenas, realizar rotinas básicas, como muitos animais realizam.
A pessoa que não sabe ler nem escrever, não conta com uma capacidade de interpretar um texto e sua capacidade reflexiva é mínima, ele tem condições de opinar, de forma independente, sobre quase NADA!

Doe, mas é assim, o Brasil foi um dos últimos colocados nessa avaliação do Programa PISA. Nesse contexto, o Estado do Pará um dos últimos do Brasil, até Piauí fica em um lugar superior e o Pará supera apenas o Estado do Amazonas e algum outro estado da Amazônia.

Nos estados periféricos como o Pará, isso pode ser até um recurso para seus governantes, assim seus políticos e dirigentes podem ser eleitos indefinidamente ou pelo menos muitas vezes.

Para não acreditar que assim pensam os governos, devem priorizar, ostensivamente (em todo sentido da expressão), um programa emergencial de educação que inicie o caminho do conhecimento e tire o Estado da ignorância em que mantém a seus cidadãos.

Políticas que acelerem o "crescimento", mas da qualidade educacional do ensino básico, que se construa uma política pública que coloque em primeiro lugar a educação. 

Tal vez em 10 anos conseguimos estar no lugar que hoje está o Chile.

Não adianta o Brasil ficar querendo-se comparar com os países da Europa, do dos países mediterrâneos, se como país emergente está perto dos países menos desenvolvidos do mundo, em matéria educacional.

Um comentário:

José María Souza Costa disse...

E o Haddad, amanheceu dizendo nas rádios que avançamos. Imaginamos que avançamos, vamos acreditar nele.Então pergunta-se. Como não estavamos então ? Sei que tem muito a fazeres. mas, estou lhe convidando a visitar o meu blogue e se possivel seguirmos juntos por eles. Estarei grato esperando por voce lá
Abraços de verdade