sexta-feira, 22 de maio de 2020

Medicamento antimalárico apresentado pelo presidente Trump está ligado ao aumento do risco de morte em pacientes com coronavírus, diz estudo



Uma análise de 96.000 pacientes mostra que aqueles tratados com hidroxicloroquina também apresentaram maior probabilidade de sofrer ritmos cardíacos irregulares



Um estudo com 96.000 pacientes hospitalizados com coronavírus em seis continentes constatou que aqueles que receberam um medicamento antimalárico promovido pelo presidente Trump como um "divisor de águas" na luta contra o vírus tiveram um risco significativamente maior de morte em comparação com aqueles que não receberam.


Pessoas tratadas com hidroxicloroquina, ou a droga cloroquina intimamente relacionada, também apresentaram maior probabilidade de desenvolver um tipo de ritmo cardíaco irregular, ou arritmia, que pode levar à morte cardíaca súbita, concluiu.


O estudo , publicado sexta-feira na revista médica The Lancet, é a maior análise até hoje dos riscos e benefícios do tratamento de pacientes cobertos por 19 medicamentos com antimaláricos. Ele se baseia em uma análise retrospectiva dos prontuários médicos, e não em um estudo controlado no qual os pacientes são divididos aleatoriamente em grupos de tratamento - um método considerado o padrão ouro da medicina. Mas o tamanho do estudo foi convincente para alguns cientistas.


"Uma coisa é não ter benefícios, mas isso mostra um dano distinto", disse Eric Topol, cardiologista e diretor do Instituto Translacional de Pesquisa Scripps. "Se houve alguma esperança para esta droga, esta é a morte dela."


David Maron, diretor de cardiologia preventiva da Faculdade de Medicina da Universidade de Stanford, disse que "essas descobertas não fornecem absolutamente nenhuma razão para otimismo de que essas drogas possam ser úteis na prevenção ou tratamento da covid-19".


Estudos anteriores também encontraram pouca ou nenhuma evidência do benefício da hidroxicloroquina no tratamento de pacientes doentes, enquanto surgiram relatos de problemas cardíacos perigosos associados ao seu uso. Como resultado, a Food and Drug Administration alertou no mês passado contra o uso do medicamento fora do ambiente hospitalar ou de ensaios clínicos.

A nova análise - por Mandeep Mehra, professora e médica da Harvard Medical School no Brigham and Women's Hospital e colegas de outras instituições - incluiu pacientes com um teste laboratorial positivo para a covid-19 que foram hospitalizados entre 20 de dezembro de 2019 e abril 14 de 2020, em 671 centros médicos em todo o mundo. A idade média foi de 54 anos e 53% eram homens. Foram excluídos aqueles que usavam ventiladores mecânicos ou que receberam remdesivir, um medicamento antiviral fabricado pela Gilead Sciences que se mostrou promissor em tempos decrescentes de recuperação.

Mehra disse em uma entrevista que o uso generalizado de antimaláricos para pacientes cobertos por 19 anos se baseava na idéia de "uma doença desesperada exige medidas desesperadas", mas que aprendemos uma dura lição com a experiência sobre a importância de não prejudicar
Em retrospecto, disse Mehra, o uso dos medicamentos sem testes sistemáticos era "imprudente".
"Eu gostaria que tivéssemos essas informações desde o início", disse ele, "pois houve potencialmente danos aos pacientes".
Quase 15.000 dos 96.000 pacientes na análise foram tratados com hidroxicloroquina ou cloroquina isoladamente ou em combinação com um tipo de antibióticos conhecido como macrólido, como azitromicina ou claritromicina, dentro de 48 horas após o diagnóstico.
A diferença entre os pacientes que receberam os antimaláricos e os que não receberam foi impressionante.
Para aqueles que receberam hidroxicloroquina, houve um aumento de 34% no risco de mortalidade e 137% de risco de arritmias cardíacas graves. Para aqueles que receberam hidroxicloroquina e um antibiótico - o coquetel endossado por Trump - houve um aumento de 45% no risco de morte e um aumento de 411% no risco de arritmias cardíacas graves.



Aqueles que receberam cloroquina tiveram 37% de risco aumentado de morte e 256% de risco de arritmias cardíacas graves. Para aqueles que tomam cloroquina e um antibiótico, houve um aumento de 37% no risco de morte e um aumento de 301% no risco de arritmias cardíacas graves.

O cardiologista Steven Nissen, da Cleveland Clinic, disse que os novos dados, combinados com dados de estudos anteriores menores, sugerem que a droga "é talvez prejudicial e que ninguém deve tomá-la fora de um ensaio clínico".


Jesse Goodman, um ex-cientista chefe da FDA que agora é professor da Universidade de Georgetown, chamou o relatório de "muito preocupante". Ele observou, no entanto, que é um estudo observacional, e não um estudo controlado randomizado, por isso mostra correlação entre os medicamentos e certos resultados, em vez de uma causa e efeito claros.



Peter Lurie, um ex-alto funcionário do FDA que agora chefia o Centro de Ciência de Interesse Público, chamou o relatório de "outro prego no caixão da hidroxicloroquina - desta vez do maior estudo de todos os tempos".


Ele disse que era hora de revogar a autorização de uso emergencial emitida pela FDA, que aprovava o medicamento para pacientes gravemente doentes que foram hospitalizados ou para os quais não havia um ensaio clínico disponível.




As descobertas do novo estudo não podem necessariamente ser extrapoladas para pessoas com doenças leves em casa ou para pessoas como Trump, que estão tomando os antimaláricos como profilático. O presidente surpreendeu muitos médicos no início desta semana, quando disse que tomava uma pílula "todos os dias" - apesar das advertências da FDA de que o uso da droga deve ser limitado àqueles em ambiente hospitalar ou em ensaios clínicos. (Desde então, ele disse que está próximo de terminar o tratamento e deixará de tomar o medicamento em "um ou dois dias").

Um grande estudo de trabalhadores da saúde que examina o uso da hidroxicloroquina como medida preventiva contra a covid-19 está em andamento, mas nenhum resultado foi divulgado.


Nos últimos meses, houve pelo menos 13 estudos em hidroxicloroquina ou cloroquina como tratamento para pacientes com covid-19. Eles incluíram estudos controlados randomizados e análises observacionais que abrangem pacientes no continuum, desde doenças leves até pessoas próximas à morte. Evidência de qualquer benefício, como depuração viral ou melhora dos sintomas, é quase inexistente. Mas muitos encontraram um risco aumentado de reações cardíacas adversas - especialmente quando combinadas com o antibiótico azitromicina.




No início deste mês, alguns defensores da hidroxicloroquina apreenderam um estudo no centro de saúde Langone da Universidade de Nova York, que lançou zinco na mistura com hidroxicloroquina e azitromicina, e mostrou que o grupo tratado teve uma maior taxa de sobrevivência. Mas os pesquisadores enfatizaram que isso apenas mostrava que a combinação tinha alguma promessa. Eles disseram que os resultados também podem ter sido causados ​​por outros fatores, como o zinco sendo adicionado aos regimes dos pacientes posteriormente na pandemia, quando os tratamentos e procedimentos hospitalares foram refinados.


Na semana passada, os Institutos Nacionais de Saúde anunciaram um ensaio clínico de 2.000 adultos para determinar se a hidroxicloroquina e a azitromicina poderiam ser usadas no tratamento de pacientes com coronavírus.


Topol, do Instituto Translacional de Pesquisa Scripps, sugeriu que os pesquisadores reconsiderassem a ética desses estudos, dada a crescente evidência de possíveis danos. "É muito difícil ignorar esse sinal e é preocupante continuar dando", disse ele.




Geoffrey Barnes, especialista em cardiovascular da Universidade de Michigan, disse que a abordagem do estudo e suas descobertas foram "impressionantes" ao afirmar que "o risco com esses medicamentos é real". No entanto, ele disse que, devido ao entusiasmo que alguns americanos têm pela droga e às descobertas do estudo da Lancet, ensaios randomizados são ainda mais importantes.


"Houve tanta discussão sobre este medicamento que acho que a comunidade científica e médica tem a obrigação de definir qual é o melhor benefício ou risco da melhor maneira possível", afirmou Barnes.


Quando a primeira grande onda de pacientes doentes começou a aparecer nos hospitais em março, os médicos tinham muito pouco a oferecer. Como resultado, muitos apostaram na hidroxicloroquina. O medicamento demonstrou ter fortes propriedades antivirais em culturas de células, estava amplamente disponível e era considerado benigno em termos de efeitos colaterais. Durante anos, a hidroxicloroquina tem sido considerada um tratamento geralmente seguro e eficaz para a malária, lúpus e artrite reumatóide.


Mas essas descobertas de segurança estavam em doses mais baixas do que as usadas nos hospitais durante os primeiros dias do surto em pacientes nos Estados Unidos e principalmente em pacientes saudáveis. A população infectada com o covid-19 nos hospitais, ao que parece, já apresentava maior risco de complicações cardiovasculares porque muitos sofrem de pressão alta ou outros problemas cardíacos. Os médicos também descobriram que, para sua surpresa, o novo coronavírus parecia atacar direta ou indiretamente o coração , inclusive reduzindo sua capacidade de bombear, criando um desequilíbrio em seus ritmos elétricos e atacando os vasos sanguíneos.

Peter Whoriskey contribuiu para este relatório.

sábado, 9 de maio de 2020

Papa: ser bom cristão é deixar-se conduzir pelo Espírito Santo

Na homilia pronunciada na missa de segunda-feira (20/04) na Casa Santa Marta, o Papa Francisco recordou que o cristão deve não somente observar os mandamentos, mas deve deixar-se conduzir com docilidade pelo Espírito Santo, que nos guia para onde não sabemos: isso é renascer do alto, é entrar na liberdade do Espírito. Leia aqui: http://ow.ly/drll50ziItE






terça-feira, 5 de maio de 2020

Pandemia: Papa reza por quem morreu sozinho e sem funeral


O Papa: Deus acolha as vítimas da pandemia. Não há fé sem liberdade


Na Missa esta terça-feira (05/05) na Casa Santa Marta, no Vaticano, o Papa pensou naqueles que morreram por causa da Covid-19, mortos sozinhos, sem a carícia de seus entes queridos e sem o funeral. Na homilia, elencou algumas atitudes que nos impedem de fazer parte das ovelhas de Jesus: a escravidão das riquezas, a rigidez, o clericalismo, a preguiça, o mundanismo. Sem liberdade não podemos caminhar rumo a Jesus

VATICAN NEWS

Francisco presidiu a Missa na Casa Santa Marta, no Vaticano, na manhã desta terça-feira (05/05) da IV Semana da Páscoa. Na introdução, dirigiu seu pensamento àqueles que morreram por causa do novo coronavírus:

Rezemos hoje pelos defuntos que morreram por causa da pandemia. Morreram sozinhos, morreram sem a carícia de seus entes queridos, muitos deles, nem mesmo com o funeral. Que o Senhor os receba na glória.



segunda-feira, 27 de abril de 2020

GT do MP define novos protocolos médicos em Belém









Ontem à noite, durante cinco horas e meia de videoconferência, o Grupo de Trabalho Especial Covid-19, coordenado pelo procurador de justiça Waldir Macieira e pelas promotoras de justiça Adriana Simões e Fábia Fournier, do Ministério Público do Estado do Pará, conversou com o Sindicato dos Médicos do Pará, Sindicato dos Servidores, Ministério Público Federal, Conselho Regional de Medicina, Ministério Público do Trabalho, Defensoria Pública Estadual, o prefeito de Belém, Zenaldo Coutinho, e seu secretariado; o secretário de Saúde do Estado, Alberto Beltrame; o diretor geral do Samu e técnicos do MPPA. Falta de médicos, de EPIs, médicos em situação de risco, afastamento por contágio pela Covid 19 e capacitação rápida de residentes para urgência e emergência, entre outros problemas, foram abordados e ao final pactuadas medidas a fim de melhorar o atendimento aos pacientes e condições de trabalho dos profissionais de saúde.



A Prefeitura de Belém formalizará contrato com todos os médicos plantonistas, garantindo pagamento de plantões de 12 horas por R$1.400, fornecimento de EPIS e remuneração em razão de afastamento pelo contágio da Covid-19. Os médicos em grupos de risco serão afastados da linha de frente para locais onde possam contribuir com seu conhecimento técnico, com redução máxima de riscos, e verificada a possibilidade de implantação do sistema de teleconsultas. Os que não quiserem optar pelo afastamento podem se manter no trabalho sem alteração.


Os médicos recém-formados e residentes serão alocados para trabalho na Atenção Básica. Não ficarão responsáveis por leitos de média e alta complexidade. Receberão capacitação de urgência e emergência, acompanhados por médico intensivista e infectologista por plantão, além de acesso à videoconferência com o Hospital Sírio Libanês, e serão contratados como médicos, recebendo R$1.800 por plantão de 12h, além dos mesmos EPIS utilizados no Hospital Abelardo Santos. O Estado se dispõe a contratar médicos com experiência em assistência a pacientes graves para atuar em conjunto com os residentes. O Município encaminhará, diariamente, a escala de médicos de todos os setores ao MPPA.


Nos bairros de Belém serão instaladas tendas para atender pacientes sintomáticos leves, por médicos recém-formados e cubanos. Haverá esforço de máxima integração dos sistemas de referência (Estado e Município de Belém) para acelerar a transferência de pacientes de leitos municipais para os estaduais, principalmente os 24 pacientes de UTI e 72 pacientes de enfermaria que já estão na fila de espera.


Por sua vez, a recomendação conjunta antecipando as formaturas dos cursos de Medicina, conforme diretrizes do Ministério da Saúde, vai lançar 76 novos médicos para ajudar no combate à pandemia, contratados pelo Estado junto com os cubanos.


Em entrevista exclusiva ao blog, o procurador de justiça Waldir Macieira relatou as providências e observou que a situação é inusitada e imprevisível mas que o MPPA está, através do diálogo com as autoridades, tomando medidas eficazes para enfrentar a pandemia .

Postado há 16 hours ago por Franssinete Florenzano





Santa Marta, 27 abril 2020, Papa Francisco O Papa reza pelos artistas




O Papa reza pelos artistas: o Senhor nos dê a graça da criatividade
Na Missa esta segunda-feira (27/04) na Casa Santa Marta, no Vaticano, o Papa voltou seu pensamento aos artistas e ao caminho da beleza e da criatividade que podem ajudar neste momento difícil caracterizado pela pandemia. Na homilia, convidou a pedir a graça de voltar sempre ao primeiro chamado, quando Jesus nos olhou com amor

quinta-feira, 9 de janeiro de 2020

SBPC 08/01/2020 Entidades divulgam nota contra a MP 914



Para Ildeu Moreira, presidente da SBPC, decisão, que não tem urgência e ainda desconsidera a autonomia universitária, não pode ser tomada por Medida Provisória, por desrespeitar a Constituição Federal


NOTA SOBRE A MP 914/2019

A Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) e as sociedades científicas e acadêmicas abaixo-assinadas manifestam sua discordância em relação ao uso de uma Medida Provisória (MP 914/2019), que foi enviada ao Congresso Nacional no dia 24/12/2019, para o estabelecimento de novas regras para a escolha dos dirigentes de universidades e institutos federais. Tal procedimento ocorreu sem qualquer diálogo anterior com a comunidade acadêmica e não atende às prescrições constitucionais. As universidades públicas e os institutos federais constituem um elemento essencial para a educação superior e para a pesquisa científica no país, tanto na formação de pessoal qualificado quanto na produção científica e tecnológica, que, em grande parte, é proveniente dessas instituições, e devem ser tratadas com a devida consideração.

Nos termos do artigo 62 da Constituição Federal só é cabível Medida Provisória nos casos de “relevância e urgência”. O requisito de urgência, que justificaria uma MP, claramente não se aplica neste caso, uma vez que há uma legislação vigente sobre a questão (que pode evidentemente ser aprimorada e deve sê-lo quando necessário), existem projetos de lei em tramitação no Congresso Nacional sobre ela e, além disso, trata-se de uma matéria que, pela sua natureza, deve passar por um debate amplo envolvendo a comunidade universitária, o Congresso, os órgãos governamentais e a sociedade brasileira, que também tem interesse no funcionamento adequado destas importantes instituições. Em função disto, solicitamos ao Senado Federal que devolva a MP por ela não atender a requisitos constitucionais e que a matéria seja amplamente debatida no Congresso Nacional, o local adequado para formulação e aprimoramento da legislação brasileira.

A MP 914 fere ainda a Constituição Federal no seu Artigo 207, que trata da autonomia das universidades: “As universidades gozam de autonomia didático-científica, administrativa e de gestão financeira e patrimonial, e obedecerão ao princípio de indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão.” A autonomia administrativa é essencial para o bom funcionamento dessas instituições, como mostra a experiência dos países desenvolvidos e das melhores universidades do mundo. A MP 914 cria uma centralização muito grande na universidade, altera e reduz o papel dos conselhos superiores dessas instituições, distorce a natureza de sua organização interna e atribui ao Reitor a indicação de seu vice e de todos os diretores de unidades. Além de desconsiderar a autonomia administrativa, a cultura interna e a experiência acumulada por décadas nas universidades, ela gera um alto risco de indicação de pessoas não qualificadas e sem legitimidade na comunidade acadêmica para postos de direção universitária.

As novas regras propostas devem ser, portanto, revistas em um diálogo do governo com a comunidade universitária e com o Congresso Nacional, bem como com outros setores da sociedade brasileira envolvidos com a educação, a ciência e o desenvolvimento do país.

São Paulo, 08 de janeiro de 2020.

Associação Brasileira de Antropologia (ABA)

Associação Brasileira de Ciência Política (ABCP)

Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior ( Andifes)

Conselho Nacional das Fundações de Apoio às Instituições de Ensino Superior e de Pesquisa Científica e Tecnológica (CONFIES)

Conselho Nacional de Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (CONFAP)

Conselho Nacional de Secretários para Assuntos de Ciência Tecnologia e Inovação (CONSECTI)

Rede Brasileira de Cidades Inteligentes e Humanas (RBCIH)

Sociedade Brasileira de Cristalografia (ABCr)

Sociedade Brasileira de Ecotoxicologia (ECOTOX-BRASIL)

Sociedade Brasileira de Física (SBF)

Sociedade Brasileira de História da Ciência (SBHC)

Sociedade Brasileira de Química (SBQ)

Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC)


segunda-feira, 7 de outubro de 2019

Por que o ensino superior privado produz tanto diploma e tão pouco saber?... Reinaldo Azevedo




Há algo de errado com o ensino universitário privado no Brasil, não é mesmo? E olhem que as mantenedoras não podem reclamar de desvantagem competitiva. Gozam de plena liberdade para oferecer o melhor. Tiveram ainda Prouni e Fies como estímulo. Por que digo isso? 

A Folha traz nesta segunda o ranking das 197 universidades públicas e privadas que atuam no Brasil. Nas 50 primeiras colocações, apenas sete são privadas: 18º – Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul; 19º – Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro; 30º – Pontifícia Universidade Católica do Paraná 34º – Universidade Presbiteriana Mackenzie 36º – Universidade do Vale do Rio dos Sinos 42º – Universidade de Caxias do Sul 49º – Pontifícia Universidade Católica de Minas E, ainda assim, convém notar que cinco das sete são ligadas à Igreja Católica: quatro PUCs e a Unisinos, vinculada aos jesuítas. 

A universidade de Caxias do Sul é uma fundação de direito privado, mas com forte presença do poder público local. Se formos considerar as 100 primeiras, apenas 34 têm gestão privada. Duas universidades estaduais lideram o ranking elaborado pela Folha: USP e Unicamp, de São Paulo. O Estado ainda tem uma terceira universidade entre as dez melhores, em 6º lugar: a Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (Unesp). Convém refletir. 

A quase totalidade das pesquisas universitárias do país têm origem em instituições públicas. Nesse quesito, há apenas 13 universidades privadas entre as cem primeiras. Com a devida vênia, é uma vergonha. E a mais bem-colocada está em 07/10/2019 Por que o ensino superior privado produz tanto diploma e tão pouco saber? - 

Reinaldo Azevedo - UOL https://reinaldoazevedo.blogosfera.uol.com.br/2019/10/07/por-que-o-ensino-superior-privado-produz-tanto-diploma-e-tao-pouco-saber/ 2/2 19º lugar. No critério "ensino", as privadas são apenas 14 das 100 — seis delas são PUCs. Há ainda muito a falar a respeito. Em tempos em que se imaginam tantas feitiçarias sobre o ensino universitário, com um ministro da Educação — Abraham Weintraub — que tem óbvio déficit de alfabetização, é bom que a sociedade civil reflita sobre o seu futuro. É preciso saber por que o ensino universitário privado no Brasil produz tantos diplomas e tão pouco saber. Mesmo vivendo hoje à mingua, as instituições públicas ainda são 66 das 100 melhores e 43 das 50. Quando a elite endinheirada do país vai acordar para a necessidade de financiar o ensino universitário?

Flávio Bolsonaro para mim acabou, não existe', diz Major Olímpio... -


 O senador Major Olimpio (PSL) durante evento do partido em São Paulo - Bruno Rocha/Foto Arena/Estadão Conteúdo



O senador Major Olímpio (PSL-SP), líder do partido do presidente Jair Bolsonaro no Senado, voltou a criticar o senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) hoje. "Flávio Bolsonaro para mim acabou, não existe", afirmou Olímpio ao Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado, em referência a atritos com o filho do presidente sobre a CPI da Lava Toga - que tem como foco ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Para Olimpio, a posição de Flávio, que agiu para enterrar a comissão no Senado, não representa o governo nem o PSL. "O pai dele ganhou a eleição dizendo que seria intransigente no combate à corrupção dentro de qualquer um dos Poderes, inclusive do Judiciário. "Estou defendendo a CPI, estou me mobilizando por ela, porque é necessária", disse....

UOL.COM.BR 

quarta-feira, 11 de setembro de 2019

Da humildade




Paulo Coelho

Alguém perguntou ao sufi Halgavi:
- “Como um mestre escolhe seus discípulos?”
- “Todo aquele que deseja realmente aprender, precisa ter consciência de que já tem a Verdade dentro de si. Basta apenas despertá-la”.
- “Mas como o senhor pode distinguir as verdadeiras intenções das pessoas ao se aproximarem?”
Halgavi respondeu:
- “Sempre procurei manter uma atitude humilde e submissa. Alguns procuravam se aproveitar disto, eu então me afastava deles. Outros me olhavam como se eu fosse um verdadeiro santo, e eu me afastava deles ainda mais rápido. Assim, ficaram ao meu lado apenas os que me viam como uma pessoa igual a eles”.


segunda-feira, 26 de agosto de 2019

Não podemos aceitar que Macron dispare ataques descabidos à Amazônia, diz Bolsonaro


Presidente questiona interesse de europeus na Amazônia: 'o que eles querem lá há tanto tempo?'

E Macron responde:
"Espero que os brasileiros tenham logo um presidente à altura do cargo", diz Macron O presidente francês respondeu a ataques feitos contra ele por Jair Bolsonaro e sua equipe ao lado do presidente chileno Sebastián Piñera, no âmbito da cúpula do G7.

sexta-feira, 26 de abril de 2019

País que não investe em humanas nunca terá Nobel de Física, Medicina.


Ministro
Novo ministro da Educação, Abraham Weintraub 
(Foto: Rafael Carvalho/Divulgação Casa Civil)

O presidente Jair Bolsonaro anunciou hoje que o governo planeja reduzir investimento em faculdades de ciências humanas, como filosofia e sociologia, para focar naquilo que gera "retorno imediato para o contribuinte", como medicina e engenharia. Se fizer isso, Bolsonaro vai colocar o Brasil na contramão da ciência mundial. Para usar uma metáfora que apreciadores de armas entendem, o tiro vai sair pela culatra (será esse o "retorno imediato" de que ele falou?). 

Bolsonaro e seu ministro da Educação, Abraham Weintraub, parecem achar que acadêmicos de filosofia e sociologia são seres inúteis que ficam discorrendo sobre coisas sem sentido ou planejando alguma revolução. Deveriam saber, no entanto, que os estudos mais avançados da ciência mundial da atualidade dependem em boa parte da compreensão do comportamento humano. HUMANO! Não se obtêm avanços em Inteligência Artificial, por exemplo, sem a colaboração da filosofia e da sociologia. Uma das áreas com grande aplicação no mercado, atualmente, é a de comportamento de consumidor, que depende do estudo da relação das pessoas com o ambiente e com as experiências que vivem. O mundo inteiro está estudando como as máquinas podem desenvolver tarefas e habilidades antes restritas aos seres humanos. Bolsonaro e Weintraub querem que os engenheiros brasileiros construam robôs sem os conhecimentos da filosofia e da sociologia? Impossível. 

Nos Estados Unidos, a interdisciplinaridade é regra em qualquer universidade que queira estar entre as top 10 em exatas ou biológicas. A filosofia, por exemplo, oferece método, oferece interpretação e oferece conceitos. Como estudar física quântica sem método, interpretação ou conceitos? Além disso, filosofia ensina a pensar. Boa sorte em tentar fazer ciência sem pensar. 

Na medicina, a bioética é uma área cada vez mais requisitada para ajudar os pesquisadores a lidar com o impacto humano das possibilidades incríveis que a tecnologia cria. Não existe estudo da ética médica sem filosofia e sociologia. Boa sorte em tentar desenvolver estudos com células-tronco, por exemplo, sem dar aos pesquisadores ferramentas da filosofia e da sociologia. 

Ou então abra  um hospital e tente fazê-lo funcionar sem assistentes sociais, psicólogos e comunicadores. Em 2017, os vencedores do Nobel de Medicina foram reconhecidos por suas descobertas a respeito do nosso "relógio biológico", um fenômeno com implicações evidentes no comportamento humano. Estudos como esses criam estradas de mão dupla entre as ciências biológicas e as ciências humanas: uma se beneficia da outra. 

Uma não existe sem a outra. Bolsonaro disse que quer gerar renda para as pessoas. Ele poderia perguntar, então, às empresas que sabem gerar renda o que acham dessas áreas do conhecimento que ele quer relegar às faculdades privadas. A resposta: essas áreas são essenciais. As maiores companhias de tecnologia do mundo estão contratando o quê? Sociólogos. Ontem mesmo a sede do Google na Califórnia abriu duas vagas. Os exemplos são infinitos. Uma coisa é certa. Ciência que não compreende emoção, sensibilidade e comportamento humano ou que não procura entender o seu papel na comunidade é uma ciência capenga. 

Diogo Schelp UOL


quarta-feira, 30 de janeiro de 2019

La suma de algunos miedos - PAUL KRUGMAN




La última crisis económica mundial, con todas sus complejidades, tuvo una  causa única y enorme: surgió una burbuja inmensa de vivienda y deuda, tanto en Europa como en Estados Unidos, y cuando ésta se desinfló, la economía mundial le siguió.

La mejor hipótesis es que la próxima recesión también se derivará de una mezcla de problemas, en lugar de tener una sola causa importante. Además,

en el transcurso de unos cuantos meses hemos comenzado a ver cómo podría suceder. No hay ninguna certeza de que una recesión sea inminente, pero algunos de nuestros miedos están comenzando a materializarse.

En este momento, identifico cuatro marcadas amenazas para la economía mundial. China: muchas personas, incluido quien escribe, han venido prediciendo una crisis china desde hace mucho tiempo, pero sigue sin suceder. La economía china tiene un profundo desequilibrio, hay demasiada inversión y muy poco gasto del consumidor, pero el gobierno ha podido alejarse del precipicio una y otra vez impulsando la construcción y ordenando a los bancos que faciliten los créditos al máximo.

Pero, ¿ha llegado finalmente el día del juicio final? Dada la resiliencia pasada de China, es difícil estar seguro. A pesar de ello, los datos recientes sobre la manufactura china parecen  funestos.

Europa: durante varios años tras la recuperación de la crisis del euro, Europa ocultó su debilidad económica subyacente, originada por una población que envejece y la obsesión  de Alemania con los superávits presupuestales. No obstante, su racha de buena suerte  parece estar llegando a su fin, debido a la incertidumbre en torno al Brexit y la crisis en cámara lenta de Italia que debilita la confianza. Como sucede con China, los datos recientes no son halagüeños. Y al igual que China, Europa es un gran actor en la economía mundial, así que sus tropiezos se harán sentir en todos, incluido Estados Unidos, por supuesto.

La guerra comercial: en las últimas décadas las empresas mundiales invirtieron enormes  sumas con base en la creencia de que el proteccionismo de la vieja guardia era una cosa del  pasado. No obstante, Donald Trump no sólo ha impuesto aranceles altos, ha mostrado estar  dispuesto a violar el espíritu, si bien no el texto, de los tratados comerciales existentes. No  hay que ser un doctrinario del libre comercio para creer que esto debe tener un efecto  económico recesivo.

El cierre del gobierno estadounidense: no sólo no se estaba pagando a los trabajadores federales, tampoco a los contratistas, a quienes nunca se les reembolsarán sus pérdidas. Es  muy probable que los cálculos convencionales del costo del cierre sean demasiado bajos,

porque no consideran la afectación que un gobierno que no funciona impondrá en todos los aspectos de la vida.

La buena noticia es que, incluso teniendo en cuenta todas estas negativas en conjunto, no se acercan a reproducir el golpe que la economía mundial recibió con la crisis financiera de  2008. La mala noticia es que no está claro qué puedan hacer o harán los legisladores para responder cuando las cosas salgan mal.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2019

ACONTECEU HOJE: Confira as principais notícias publicadas nesta 5ª-feira





MERCADO O Ibovespa encerrou em alta de 1,15%, aos 97.677,19 pontos, renovando seu recorde de fechamento pelo segundo dia seguido, com o otimismo diante de declarações do ministro da Economia, Paulo Guedes, prevalecendo no mercado. Investidores seguem confiantes de que o governo fará a reforma da Previdência, o que fez o Ibovespa ter um desempenho melhor do que outros mercados acionário no exterior. Após oscilarem entre perdas e ganhos, os principais índices de ações norte-americanos terminaram o dia mistos em meio aos resultados corporativos e ao temor dos investidores com as negociações comerciais entre a China e os Estados Unidos. Com isso, o Dow Jones caiu 0,09%, 24.553,24 pontos Composto avançou 0,68%, 7.073,46 pontos e o S&P 500 recuou 0,13%, 2.642,33 pontos. 

O dólar comercial fechou em alta de 0,21%, cotado a R$ 3,7710 para venda, em dia de sessão volátil renovando mínimas e máximas sucessivas em movimento de correção, seguindo o mercado externo, onde o dólar operou em terreno positivo durante todo o pregão e ainda, com a postura de cautela dos investidores à véspera do feriado em São Paulo. Na semana marcada por feriado doméstico e nos Estados Unidos, o dólar subiu 0,34%. As taxas dos contratos futuros de juros (DIs) encerraram a sessão em alta, em um movimento de ajuste após as quedas recentes e também sob a influência do leilão de títulos públicos, antes do feriado na cidade de São Paulo. Os investidores monitoraram o comportamento do dólar e do exterior, enquanto aguardam novidades sobre as propostas do governo Bolsonaro. Ao final da sessão regular, o DI para janeiro de 2020 ficou com taxa de 6,465%, de 6,445% no ajuste de ontem 7,20%, de 7,18% 8,29% comparação. BRASIL 

GOVERNO: Decreto/Lei de Acesso à Informação diminuirá burocracia - Mourão O decreto assinado hoje pelo presidente em exercício Hamilton Mourão, que altera a Lei de Acesso à Informação (LAI) e permite a classificação de dados do governo como ultrassecretos por servidores comissionados, não atentam contra a liberdade. "O decreto única e exclusivamente diminui a burocracia na hora de desqualificar alguns documentos sigilosos", afirmou Mourão. Documentos classificados como ultrassecretos tornam a informação sigilosa por até 25 anos. 

INFRAESTRUTURA: Governo fará leilão da BR-101/SC até final junho - ministro O ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, afirmou que o edital para concessão da BR-101 em Santa Catarina será lançado nos próximos dias, e que o leilão está previsto para acontecer até o final do primeiro semestre. 

AGRICULTURA: Tabela de frete nunca será justa, diz ministra A ministra da Agricultura, Tereza Cristina, disse que a tabela de frete rodoviário é um instrumento dispensável no livre mercado e nunca será completamente justa. ELETROBRAS: Após falha em equipamento, Angra 2 é desligada do SIN A Eletronuclear, subsidiária da Eletrobras, desconectou, ontem, a usina nuclear Angra 2 do Sistema Interligado Nacional (SIN), devido a uma falha em um dos transformadores principais do circuito de 500 megawatts (MW) da parte não-nuclear da usina. 

MUNDO EUA: Trump adia discurso do Estado da União após troca de cartas com Pelosi O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que não vai fazer o discurso do Estados da União no dia 29, como previsto, e que espera realizar o discurso "quando a paralisação parcial do governo acabar". 

RÚSSIA: Governo condena decisão dos EUA sobre Venezuela O Ministério das Relações Exteriores da Rússia afirmou que os acontecimentos na Venezuela "chegaram a um ponto perigoso", que os opositores do presidente Nicolás Maduro escolheram um cenário de "confronto" e que qualquer ação estrangeira no país é "completamente inaceitável". 

DAVOS: Ritmo da desaceleração da China preocupa, diz Lagarde A diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, afirmou que a desaceleração da economia da China não preocupa, mas sim seu ritmo, que pode não ser controlado pelas autoridades do país. 

EUA: Senado barra duas propostas para financiar gastos do governo - DJ News Duas propostas rivais para acabar com a paralisação parcial do governo norte-americano fracassaram no Senado, dando continuidade ao impasse sobre a construção de um muro na fronteira sul dos Estados Unidos com o México. As informações são da agência de notícias "Dow Jones". Copyright 2019 - Grupo CMA

segunda-feira, 21 de janeiro de 2019

FMI: PIB mundial deve crescer 3,5% este ano ante projeção de 3,7% (amplia)

São Paulo, 21 de janeiro de 2019 - O Produto Interno Bruto (PIB) global deve crescer 3,5% neste ano, 0,2 ponto percentual (pp) a menos do que a projeção feita em outubro, segundo relatório do Fundo Monetário Internacional (FMI). Para 2018, a projeção foi mantida em 3,7% e para 2020 a estimativa foi reduzida de 3,7% para 3,6%. 

"A revisão é modesta, porém acreditamos que os riscos de mais correções para baixo estão aumentando", afirma o FMI, acrescentando que enquanto os mercados financeiros das economias avançadas pareciam estar dissociados das tensões comerciais durante grande parte de 2018, entraram em conflito mais recentemente, tornando as condições financeiras mais difíceis e aumentando os riscos para o crescimento global.

O crescimento dos países desenvolvidos foi ligeiramente revisado para baixo em 2018 e 2019. Para 2018, a passou de 2,4% para 2,3%, enquanto para 2019 saiu de 2,1% para 2,0%. Para 2020, a estimativa é de 1,7%. No caso da eurozona, a projeção para 2018 passou de 2,0% para 1,8%. Para este ano passou de 1,9% para 1,6% e para 2020 é 1,7%. No caso do Japão, caiu de 1,1% para 0,9% em 2018, enquanto para este ano houve uma inversão, subindo de 0,9% para 1,1%. Em 2020 a economia japonesa deve crescer 0,5%. Segundo o FMI, a projeção do PIB para países emergentes este ano passou de 4,7% para 4,6% em 2018 e de 4,7% para 4,5% em 2019. Para 2020, a previsão é de 4,9%. A redução na projeção foi causada principalmente pela contração na Turquia, com o aumento das restrições nas condições financeiras do país. O relatório ainda destaca a desaceleração do crescimento do México entre 2019 e 2020, refletindo uma queda dos investimentos privados.
Copyright 2019 - Grupo CMA As perspectivas para os mercados emergentes e para as economias em desenvolvimento, de acordo com o FMI, refletem a continuidade dos fluxos de capital mais fracos dia de taxa de juros mais elevadas dos Estados Unidos e as depreciações cambiais, embora tenham se tornado menos extremas. "No geral, as forças cíclicas que impulsionaram o crescimento global desde meados de 2017 perderam força desde outubro. O comércio e o investimento diminuíram", diz o FMI.
Carolina Pulice / Agência CMA

FMI: Projeção do PIB da China para este ano é mantida em 6,2% (amplia)



A economia chinesa deve continuar desacelerando, segundo o Fundo Monetário Internacional (FMI), que projeta expansão de 6,6% para o Produto Interno Bruto (PIB) do país em 2018 e de 6,2% para este ano - as mesmas estimativas apresentadas no relatório de outubro. Para 2020, o crescimento da China deve se manter estável em 6,2%. O FMI, no entanto, alerta que as tensões comerciais com os Estados Unidos podem apressar o processo de desaceleração da economia chinesa. "A desaceleração do crescimento chinês pode ser mais acentuado do que o esperado se as tensões comerciais continuarem e isso ser o gatilho para uma onda de vendas no mercado financeiro como aconteceu em 2015 e 2016", diz o FMI em relatório. Os Estados Unidos e a China adotaram em dezembro uma trégua de 90 dias em uma tentativa de chegarem a um acordo mais amplo sobre o comércio. Desde o ano passado, as duas maiores economias do mundo estão impondo tarifas mútuas sobre bens importados, impactando o crescimento econômico e os mercados financeiros globais. "A economia da China desacelerou em 2018, principalmente devido ao endurecimento da regulamentação financeira para conter a atividade bancária paralela e o investimento do governo local fora do orçamento, e como resultado da crescente disputa comercial com os Estados Unidos, que intensificou a desaceleração no final do ano", diz o FMI. O Fundo afirma que apesar da reação das autoridades chinesas à desaceleração, limitando o aperto da regulação financeira e injeção de liquidez, a economia deve continuar perdendo força. "A atividade econômica pode ficar aquém das expectativas, especialmente se as tensões comerciais não diminuírem", acrescenta o FMI. Carolina Gama / Agência CMA Copyright 2019 - Grupo CMA

sexta-feira, 18 de janeiro de 2019

segunda-feira, 6 de agosto de 2018

Vice de Bolsonaro declara

Vice de Bolsonaro: país herdou indolência do índio e malandragem do negro
É so uma pérola do que o Brasil poderia viver. 

sábado, 28 de julho de 2018

A vida dos outros

Quando se vive tanto quanto eu, acaba-se descobrindo que as pessoas têm mais interesse pela vida dos outros do que pela própria. - Agatha Christie

quinta-feira, 26 de julho de 2018

UFPA sedia Reunião do Conselho Pleno da Andifes




debate andifes


Um dos principais fóruns da Educação Superior no Brasil ocorre em Belém, nestas quinta e sexta-feira, 26 e 27 de julho de 2018. A Universidade Federal do Pará (UFPA) será a anfitriã da 172ª Reunião Ordinária do Conselho Pleno da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), que congregará reitores, vice-reitores e gestores de 65 universidades e centros federais de todo o Brasil, além de convidados que discutirão temáticas e políticas voltadas para o fortalecimento do Ensino, da Pesquisa e da Extensão. A reunião será realizada no Hotel Princesa Louçã.


Na pauta da reunião estão questões que impactam diretamente o desenvolvimento de políticas continuadas para o Ensino Superior, tal como estabelecer proposições para a garantia de investimentos públicos em Ciência, Tecnologia e Inovação. Um dos pontos que serão discutidos, por exemplo, será um estudo sobre indicadores para as Universidade Federais, desenvolvido pelo Fórum de Pró-Reitores de Planejamento e Administração (Forplad).


Como convidado, participará o Presidente da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior(Capes), Abílio Baeta Neves, que esteve em Belém, em junho deste ano, para lançar dois editais inéditos para o fomento da pós-graduação na Amazônia (Leia mais aqui). Estarão presentes também o Secretário Federal de Controle Interno, Antônio Carlos Bezerra Leonel, do Ministério da Transparência e Controladoria Geral da União, e Kleber de Melo Morais, presidente da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH), rede que integra os 50 Hospitais Universitários Federais hoje existentes.


Na ocasião da Reunião do Conselho, os dirigentes também receberão dois pré-candidatos à Presidência da República. A proposta é apresentar o documento “Educação para a Democracia e o Desenvolvimento”, redigido e recentemente divulgado pela Andifes, e que é direcionado aos presidenciáveis e à sociedade brasileira como um todo.


No documento, a Andifes defende a consolidação das Universidades Federais como patrimônio público, destacando como elas geram impactos diretos e indiretos em diversos contextos sociais. São, portanto, ambiências estratégicas para a construção de um projeto de país soberano, plural e promotor de cidadania e dignidade para seu povo, como preveem os princípios constitucionais.


Diante do presente cenário político nacional e internacional, tem sido demandado cada vez mais que a atuação das Universidades seja articulada e integrada por meio de projetos e iniciativas conjuntas e em rede. A Andifes é um desses espaços que possibilita congregar as instituições para a proposição de ações orientadas, otimizadas e com maior raio de abrangência e inserção social.


Outra proposta que visa congregar esforços das Universidades e que será discutida na reunião, é a formação de uma Rede Universitária de Cinema. O foco é fomentar a criação de salas de cinema em todo o Brasil, dentro das Instituições de Ensino Superior, para o fortalecimento de circuitos alternativos, incentivo a produções cinematográficas pelas Universidades, formação de públicos e aproximação com diferentes setores sociais. Para participar da discussão dessa proposta, estará presente na reunião a diretora da Agência Nacional do Cinema (Ancine), Débora Ivanov, além de professores e pesquisadores da área.


Ao final da reunião haverá, ainda, o processo de transição da Diretoria Executiva da Andifes, atualmente presidida pelo reitor da UFPA, Emmanuel Zagury Tourinho. Após a apresentação de candidaturas de chapas, será feita a eleição e tomará posse a nova Diretoria da Associação.


Sobre a Andifes - A Andifes foi criada em 1989, reunindo os reitores das Universidades Federais com o objetivo de atuar na avaliação, proposição e desenvolvimento de políticas públicas para o Ensino Superior. Além de uma atuação política junto às agências de fomento e órgãos públicos e privados, a Associação possui iniciativas próprias voltadas para a maior interação e integração entre as instituições, a publicação da produção científica das Universidades e a realização de estudos estratégicos, como a V Pesquisa do Perfil Socioeconômico dos Estudantes das Universidades Federais, coordenada pela Andifes e o Fórum Nacional de Pró-Reitores de Assistência Estudantil (Fonaprace). A coleta de dados foi feita em todo Brasil no primeiro semestre de 2018, e os resultados deverão ser divulgados em fevereiro de 2019.


Texto: Divulgação Andifes

Arte: Divulgação

quarta-feira, 18 de julho de 2018

Pense grande de vc

Confira o Tweet de @blogdoenriquez: https://twitter.com/blogdoenriquez/status/1019559349553909760?s=09

segunda-feira, 16 de julho de 2018

MANCHETES: Veja as principais notícias divulgadas até o momento

CMA

São Paulo, 16 de julho de 2018 - Veja as principais notícias divulgadas até o início da tarde: FMI: Projeção de alta do PIB do Brasil em 2018 cai de 2,3% a 1,8% O Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil deve crescer 1,8% este ano, segundo o relatório trimestral de projeções do Fundo Monetário Internacional (FMI), uma forte revisão para baixo ante a expectativa divulgada em abril, que mostrava alta de 2,3%. Para o ano que vem, a projeção ficou inalterada em 2,5%. 

FMI: Projeção de alta do PIB da China fica em 6,6% p/ 2018 e 6,4% p/ 2019 A economia da China deve crescer 6,6% este ano e em 6,4% no ano que vem, segundo relatório trimestral do Fundo Monetário Internacional (FMI) com projeções econômicas mundiais. Os dados não sofreram alteração em relação ao relatório anterior, publicado em abril. 

EUA: Estoques de empresas sobem 0,4% em maio ante abril Os estoques das empresas dos Estados Unidos subiram 0,4% em maio ante abril, para US$ 1,936 trilhão, segundo dados ajustados para efeitos sazonais e divulgados pelo Departamento do Comércio. O dado veio em linha com a previsão dos analistas. Na comparação com maio de 2017, houve aumento de 4,4%. 

FMI: Projeção de alta do PIB mundial fica em 3,9% para 2018 e 2019 O Produto Interno Bruto (PIB) global deve crescer 3,9% tanto em 2018 quanto em 2019, após o crescimento de 3,7% registrado em 2017, segundo o relatório trimestral de previsões econômicas do Fundo Monetário Internacional (FMI). Os dados não sofreram alteração na comparação com o relatório anterior, publicado em abril. 

EMBRAER: United Airlines fecha pedido de 25 jatos E175 por US$ 1,1 bilhão A Embraer fechou acordo com a United Airlines para fornecer 25 jatos E175, configurados com 70 assentos, em um contrato avaliado em US$ 1,1 bilhão, com base no preço atual de lista. 

VALE: Produção de minério sobe 5,3% no 2T18 a 96,755 mi t, com novo recorde A produção de minério de ferro da Vale somou 96,755 milhões de toneladas no segundo trimestre deste ano, com alta de 5,3% na comparação com os 91,849 milhões de toneladas verificados um ano antes, e novo recorde. Na comparação com o trimestre imediatamente anterior, a produção da commodity subiu 18,1%. 

CHINA: PIB do 2T18 cresce 6,7% ante 2T17 O Produto Interno Bruto (PIB) da China cresceu 6,7% no primeiro trimestre deste ano, em comparação com o mesmo período do ano anterior, superando a meta do governo, que é de manter a expansão perto de 6,5% este ano. Os dados são da agência oficial de estatísticas do país. 

CHINA: Produção industrial cresce 6,0% em junho em base anual A produção industrial da China cresceu 6,0% em junho na comparação com igual período do ano anterior, após a alta de 6,8% registrada em maio, segundo dados do departamento de estatísticas do país. Copyright 2018 - Grupo CMA

Notícias CMA - FMI: Projeção de alta do PIB do Brasil em 2018 cai de 2,3% a 1,8%



São Paulo, 16 de julho de 2018 - 

O Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil deve crescer 1,8% este ano, segundo o relatório trimestral de projeções do Fundo Monetário Internacional (FMI), uma forte revisão para baixo ante a expectativa divulgada em abril, que mostrava alta de 2,3%. Para o ano que vem, a projeção ficou inalterada em 2,5%. Em 2017, o crescimento havia sido de 1,0%. 

De acordo com o FMI, a perspectiva moderada reflete perspectivas mais difíceis devido a "efeitos persistentes de greves e incerteza política". Além disso, o real desvalorizou mais de 10% diante de uma recuperação econômica mais fraca do que o esperado e das incertezas políticas. Segundo o FMI, os preços mais altos das commodities continuam a dar suporte aos exportadores de commodities na América Latina. Porém, além das incertezas no Brasil, pesam contra o crescimento da região as condições financeiras mais apertadas e ajustes de política na Argentina e, no México, as tensões comerciais e incertezas prolongadas devido à renegociação do Tratado Norte-Americano de Livre-Comércio (Nafta, em inglês). 

Em coletiva de imprensa, o assessor econômico e diretor do departamento de pesquisa do FMI, Maurice Obstfeld, disse que alguns países da América Latina estão mais expostos que outros às atuais tensões comercias globais. No caso do Brasil, o impacto até agora foi amenizado pelas negociações com o governo dos Estados Unidos para pedir isenção das tarifas do aço e do alumínio. "Provavelmente o país mais exposto, por causa do Nafta, é o México. 

Não sabemos como essas negociações vão acabar", acrescentou. Para ele, se as renegociações derem errado e as cadeias de suprimentos forem quebradas, como no setor automotivo, isso pode ter efeito um mais grave. Ele também elogiou as declarações recentes do novo presidente eleito, Andrés Manuel López Obrador, de manter as políticas econômicas do país. Já as perspectivas para a Venezuela, que enfrenta um colapso dramático na atividade econômica e uma crise humanitária, foram revisadas para baixo, apesar da recuperação dos preços do petróleo, uma vez que a produção da commodity diminuiu drasticamente, diz o relatório do FMI. 

Obstfeld disse, na coletiva, que vê contração econômica de dois dígitos na Venezuela, além de uma hiperinflação. "É difícil definir a extensão do colapso da economia da Venezuela", disse ele, acrescentando que a qualidade dos dados econômicos publicados no país é duvidosa. Cristiana Euclydes / Agência CMA Edição: Pâmela Reis (pamela.reis@cma.com.br) Copyright 2018 - Grupo CMA

domingo, 13 de maio de 2018

Feliz dia das mães

Nunca deixa de estar presente na minha vida, até os 13 anos quando nos deixou. Sempre segui seus maravilhosos conselhos e suas profundas ensinamentos  de que somente a educação fazia os homens verdadeiramente livres.

segunda-feira, 7 de maio de 2018

UNIVERSITEC recebeu visita da comitiva da embaixada da Bélgica no Brasil,

domingo, 25 de fevereiro de 2018

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"Um ancião índio norte-americano, certa vez, descreveu seus conflitos internos da seguinte maneira:
- Dentro de mim há dois cachorros. Um deles é cruel e mau. O outro é muito bom, e eles estão sempre brigando.

Quando lhe perguntaram qual cachorro ganhava a briga, o ancião parou, refletiu e respondeu:
- Aquele que eu alimento mais frequentemente.

Paulo Coelho

Estado Islâmico. A história do 'hipster' que se juntou aos jihadistas da Síria 'por engano'


Albert Berisha tem 31 anos e há cinco foi para a Síria lutar na sangrenta e complexa guerra civil do país

Albert Berisha tem 31 anos e há cinco foi para Síria a lutar na complexa e sangrenta guerra civil do país. 

Mais de 300 pessoas do Kosovo se juntaram a grupos extremistas islâmicos lutando a "guerra santa" na Síria e no Iraque --a região tem o maior número per capita de combatentes em toda a Europa.

Mas nem todos eles correspondem à imagem estereotipada de um jihadista. Um homem de barba curta, sobretudo curto e expressão um tanto confusa acena para mim entre as mesas de um café moderno em Pristina, capital do Kosovo.

Ele toma um copo alto de café com bastante creme chantili em cima.

Albert Berisha tem 31 anos e há cinco foi para a Síria lutar na sangrenta e complexa guerra civil do país. "Sei que é difícil acreditar, mas aconteceu", diz Albert sobre os nove dias que passou com diferentes grupos extremistas.

Articulado e focado, ele diz que sua razão principal para ir para a Síria era fazer oposição ao presidente sírio Bashar Al-Assad.

De certo modo, Albert foi lutar "por engano" e acabou entrando e saindo de experiências desconfortáveis e assustadoras.

Durante o período que passou na Síria, ele diz que a Frente Al-Nusra --grupo que já foi afiliado à Al-Qaeda-- tentaram alistá-lo antes de liberá-lo.

Em seguida, ele foi ficar com um grupo de albaneses antes de descobrir que eles estavam tentando entrar no grupo autodenominado Estado Islâmico (EI), o que ele não queria.

Ideias românticas

Albert disse que escapou enquanto eles lutavam contra os curdos, e foi se juntar ao Ahrar Al-Sham, uma coalizão de grupos islâmicos e salafistas que não é classificada como organização terrorista.

Ele aprendeu como desmontar, limpar e montar novamente um fuzil Kalashnikov, mas afirma nunca ter participado realmente de um combate. Depois de cinco dias, ele percebeu que a vida na Síria não correspondia às ideias românticas que tinha de juntar-se a uma revolução para libertar os oprimidos.

"Seria mais fácil para mim mentir como muitos outros fizeram --dizendo que só queriam oferecer ajuda humanitária", diz.

"Eu realmente achei que terminaria o meu treinamento e seria incluído diretamente no campo de batalha. Mas eu nunca quis me tornar membro de um grupo terrorista."

Por ter crescido no Kosovo, que esteve em guerra com a Sérvia por dois anos durante a infância de Albert, pegar em armas por uma causa não lhe parecia uma ideia completamente estranha.

De acordo com a maneira como ele conta sua história, não se tratava tanto de radicalidade, mas de

ingenuidade. Antes de chegar ao país, ele diz que seu conhecimento sobre a Síria vinha quase que
completamente de vídeos a que assistia na internet.

"Eu imaginei que a oposição a Assad não teria pessoas com histórico de crimes em suas frentes de batalha.

Achei que só haveria pessoas de boa vontade que queriam ajudar a população."

25/02/2018 A história do 'hipster' que se juntou aos jihadistas da Síria 'por engano' - BBC - UOL Notícias

https://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/bbc/2018/02/25/a-historia-do-hispter-que-se-juntou-aos-jihadistas-da-siria-por-engano.htm 2/2

Ele afirma, no entanto, que encontrou rixas mesquinhas e brutais entre facções islâmicas diferentes, que faziam

mais mal do que bem aos civis sírios.

Depois de explicar ao comandante de sua unidade que havia deixado de cumprir uma regra crucial --não havia pedido permissão a sua mãe para participar das batalhas--, Albert foi liberado do Ahrar Al-Sham e foi para casa.

Ele ficou fora do Kosovo por menos de duas semanas. Sua mãe nem sabia que ele tinha ido para a Síria.

Pelo menos não até ele ser preso na casa de sua família, em uma manhã de 2014.

Desde então, ele foi acusado de terrorismo e condenado a três anos e meio de prisão, ao qual está apelando no tribunal. Se não conseguir, vai direto para a cadeia.

Por causa do número de combatentes que exportou, o Kosovo ficou conhecido como "a capital da jihad na Europa". O assunto é bastante delicado aqui. Quando eu o menciono a um funcionário do governo, ele interrompe a entrevista, dizendo que a pergunta se trata de "propaganda sérvia e russa".

Retorno

Na medida em que o califado do EI no Oriente Médio se desfaz, a pergunta é o que acontecerá com os combatentes que começam a voltar a seus países de origem.

O primeiro-ministro do Kosovo, Ramush Haradinaj, diz que está disposto a recebê-los de volta, ao contrário de

países como o Reino Unido, que estão revogando a nacionalidade dos combatentes.

Albert e seu amigo Arber criaram uma organização chamada Instituto pela Segurança, Integração e Desradicalização, na esperança de conseguir convencer pessoas a desistirem de ir lutar e fazer um contraponto à narrativa jihadista nas mídias sociais.

Eles também oferecem ajuda aos que voltam ao Kosovo e pretendem se afastar do extremismo, mas admitem não saber se os combatentes que retornarem irão, de fato, querer deixar o radicalismo de lado.

Albert, por sua vez, já pensa no caminho que tomará, aos 34 anos, quando sair da prisão.

"Quando eu era mais jovem, todo mundo pensava que eu teria uma carreira política, e minha primeira aparição na mídia foi como um suspeito de terrorismo", lamenta.