quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Dilma convida PT e PMDB para analisar quadro político



BRASÍLIA - A presidente Dilma Rousseff deverá oferecer um jantar às cúpulas do PT e PMDB na próxima terça-feira para fazer uma análise do quadro político após o resultado das urnas em outubro. Ainda não há definição do local, mas o encontro deverá ser no Palácio da Alvorada, residência oficial da Presidência.

A intenção é, simbolicamente, encerrar uma “etapa” e iniciar “uma nova fase” nas relações entre os dois partidos, considerando as perspectivas eleitorais de 2014 e, em curto prazo, a redistribuição de espaços políticos no governo.

Em meio a esse ambiente político, a presidente tem elogiado a interlocutores próximos o deputado federal Gabriel Chalita (PMDB-SP), derrotado em primeiro turno e apoiador da candidatura do prefeito eleito de São Paulo, Fernando Haddad (PT). A avaliação de interlocutores do partido é que seria essa uma sinalização de que Chalita deve ganhar espaço no governo Dilma Rousseff.

Dilma considera ter sido fundamental o apoio de Chalita para a vitória de Haddad, em razão do auxílio do deputado em abrir portas para o PT em segmentos resistentes à legenda, semelhante ao que ocorreu na disputa presidencial de 2010, com o envolvimento da temática religiosa no ambiente eleitoral.

A disposição de Chalita em auxiliar Haddad na transição de governo e incorporar propostas ao plano de governo do novo prefeito também tem chamado a atenção da presidente. Chalita deverá se reunir com Haddad na próxima semana para tratar dessas questões e capitanear o apoio do PMDB à prefeitura.

Em meio a essa avaliação, também é lembrada por interlocutores da legenda a incerteza quanto à permanência de Chalita na Câmara, em função da ameaça de perda de mandato por infidelidade partidária em análise pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O deputado deixou o PSB rumo ao PMDB no ano passado, mirando a disputa eleitoral deste ano.

(Bruno Peres | Valor)

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terça-feira, 30 de outubro de 2012

Novo mapa mostra que malha de hidrovias no país chega a 21 mil km

Novo mapa de Transportes Aquaviários


Um novo mapa traçado pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) demonstra que 20,9 mil quilômetros de rios brasileiros já são usados para levar cargas e passageiros de um ponto para outro do interior do país. Até hoje, acreditava-se que as hidrovias alcançassem cerca de 13 mil quilômetros, número usado como referência no setor e mesmo em documentos oficiais.

Agora, descobriu-se que a extensão de rios navegados economicamente é muito maior. O estudo, ainda inédito, indica que 80% da malha está no complexo Solimões-Amazonas. O segundo corredor mais longo é o Paraná-Tietê, com 1.495 quilômetros, o equivalente a 7% de toda a rede.


Embora todas essas vias já sejam exploradas – só não se sabia disso -, o mapeamento, segundo Adalberto Tokarski, superintendente de navegação interior da Antaq, é relevante. “O estudo tem importância para compreender o transporte aquaviário e subsidiar o Ministério dos Transportes na elaboração de políticas públicas, bem como aperfeiçoar a fiscalização e a regulação do setor.”

Essa radiografia só foi possível graças a um pente-fino que a agência passou nos registros de operação de cargas de diversos órgãos oficiais. Outra surpresa foi a constatação de que 12,37% das cargas movimentadas nos portos brasileiros passaram pelas hidrovias em 2011. “Falava-se em 4% a 5% do total”, diz Tokarski. Foram 109,2 milhões de toneladas. Somente dois produtos representam 38% de tudo o que é transportado: minério de ferro e soja.

Quase dois anos depois da inauguração das eclusas de Tucuruí, no rio Tocantins, nenhuma obra de porte semelhante está sendo construída no país. Mesmo assim, a Antaq acredita na possibilidade de elevar para 29%, até 2025, a participação das hidrovias na matriz total de transportes, como está previsto no Plano Nacional de Logística e Transportes (PNLT).

Para impulsionar esse sistema, o Ministério dos Transportes traçou um plano de investimento de R$ 11,8 bilhões até 2018, com 27 eclusas. No entanto, praticamente nada saiu do papel.

O superintendente da Antaq aponta a necessidade das eclusas, mas diz que a expansão das hidrovias não depende apenas delas. “Temos muito para avançar nas vias já navegadas, com obras de dragagem, sinalização e balizamento”, diz Tokarski. No rio Madeira, em Rondônia, as embarcações precisam diminuir o peso em 50% no período da seca, o que evidencia a urgência da dragagem.

No rio Tocantins, apesar das eclusas de Tucuruí, só se pode navegar com as embarcações cheias durante o período de chuvas. Quando o rio baixa, elas correm o risco de ficar travadas no Pedral de São Lourenço, a poucos quilômetros. Para evitar o problema, é preciso fazer a retirada de 693 mil metros cúbicos de rocha.

Algumas obras importantes, no entanto, já estão em curso. A maior delas é na hidrovia do rio Tietê, em São Paulo, com investimento de R$ 1,5 bilhão – compartilhado entre a União e o Estado. Ao todo, 35 intervenções deverão ser concluídas até o fim de 2015. Foram iniciados os trabalhos de adequação de pontes e de canais, além de melhorias em sete eclusas. A movimentação no corredor pode duplicar depois da entrega de 80 barcaças e 20 empurradores encomendados pela Transpetro para o transporte de etanol.

O transporte hidroviário emite um quarto do gás carbônico e consome cerca de 5% do combustível usado no transporte rodoviário para a mesma carga e distância. Cada comboio no Tietê, por exemplo, que é formado por quatro barcaças e um empurrador, possui capacidade equivalente à de 172 carretas ou 86 vagões ferroviários.

“Em cinco anos, também estimamos que vai dobrar o transporte de cargas gerais na Amazônia”, afirma Tokarski. Para a hidrovia do Teles Pires-Tapajós, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) prepara uma nova licitação para contratar os estudos de viabilidade técnica e econômica, além da elaboração do projeto básico. “Daqui a pouco, talvez possamos ter um belo pacote de hidrovias, alicerçado em bons estudos”, diz o superintendente.

Por: Daniel Rittner
Fonte: Valor Econômico

E por ai vão as bacharias, de lado a lado

Quer mais, logo tem.... muito mais!. Belo exemplo para os paraenses, que estão de parabéns pela qualidade dos seus meios de comunicação e da imprensa.


O grande desafio do político é vencer, mas....


O maior desafio é saber o que faz com esses votos e com a vitória das urnas.


Como já disse Sir Winston Churchill

"Problemas que vêm com a vitória são mais agradáveis do que os da derrota, mas igualmente difíceis".

NY em emergência.


Huracan Sandy coloca Nova York em estado de emergência.


Ordenan a evacuação de mais de 370.000 pessoas em baixas comunidades de Coney Island no Brooklyn para Battery Park City, em Manhattan e dando 1.100.000 alunos um dia de folga na segunda-feira. A cidade abriu abrigos de evacuação em 76 escolas públicas.




“Quem derrotou o PSDB em SP foi Kassab”, diz dirigente tucano


SÃO PAULO - Integrante da cúpula do PSDB de São Paulo, César Gontijo avaliou que a derrota de José Serra na disputa pela Prefeitura de São Paulo se deve ao prefeito da capital, Gilberto Kassab (PSD).

O secretário-geral do diretório paulista diz que a gestão mal avaliada do prefeito, sucessor de Serra no comando municipal, foi o que pesou contra o tucano.

“Esta eleição deixou claro o seguinte: governo bem sucedido faz sucessor. Se for mal-avaliado, o candidato apoiado pelo governo perde”, disse Gontijo.

O dirigente do PSDB afirmou que o eleitor não se prende a debates como o do kit gay ou do mensalão, que marcaram o marketing da campanha tucana no segundo turno. “O eleitor se questiona: ‘o que é melhor para mim?’ e dá o troco a quem não foi bom”, comentou.

“Quem derrotou o PSDB em 2008 e nesta eleição foi Kassab”, disse Gontijo, lembrando da disputa municipal passada, quando os tucanos se dividiram entre a candidatura à reeleição do prefeito Gilberto Kassab e a candidatura de Geraldo Alckmin, atual governador de São Paulo.

“Na eleição passada Kassab derrotou Alckmin porque sua gestão foi bem avaliada. Agora derrotou novamente, mas pelo motivo contrário”, afirmou.

Kassab, então filiado ao DEM, foi eleito vice de Serra na eleição de 2004 e assumiu em abril de 2005, quando o tucano deixou o cargo para candidatar-se ao governo paulista. Em 2008 foi reeleito no segundo turno contra Marta Suplicy (PT).

A tendência é que, passada a eleição, o PSD se aproxime do PT e apoie a gestão de Fernando Haddad na capital. Segundo dirigentes do PT, os dois partidos devem seguir juntos na disputa pelo governo paulista, em 2014.

(Cristiane Agostine/Valor)



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segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Como se saíram neste ano os principais atores da política nacional


Blog do FERNANDO RODRIGUES (FOLHA DE SÃO PAULO) avalia as principais personalidades da política nacional pós-eleições municipais de 2012:


GANHA – Lula – sua principal aposta (Haddad) venceu na cidade mais relevante do país. Reafirmou sua condição de condestável do PT e principal líder governista. Tem tanto poder no PT como um dia ACM teve no PFL. É impossível o PT decidir seus rumos para 20-14 sem ouvir Lula.

GANHA - Dilma Rousseff – foi um pouco empurrada, mas foi, a comícios de candidatos a prefeitos do PT. Mergulhou em campanhas. Melhorou sua “identidade petista”.
Ao ter subido em vários palanques reposicionou-se dentro do establishment partidário. Saiu da eleição mais petista do que entrou.

GANHA – Eduardo Campos – o seu partido, o PSB, foi um dos que mais cresceu nesta eleição, junto com o PT. Campos é o mais citado “presidenciável” fora do campo PT-PSDB. E tem relações excelentes com Aécio Neves, o eventual candidato de oposição ao Planalto em 2014.

GANHA – Fernando Haddad – é o representante do PT 3.0, a terceira geração da sigla. Ao governar a cidade de São Paulo, qualifica-se para no futuro tentar disputar o governo paulista.

GANHA – ACM Neto – líder solitário do DEM, construiu uma trincheira em Salvador com sua vitória para prefeito da cidade, derrotando o PT. Será a voz mais estridente da oposição ao governar a terceira cidade em número de eleitores no país.

GANHA – Gabriel Chalita – teve 14% dos votos na cidade de São Paulo e se credencia como o nome da renovação do PMDB. Em 2014, será um ator relevante nas alianças paulistas da legenda.

GANHA – Celso Russomanno – com 21,6% dos votos para prefeito, mais do que triplicou sua votação na cidade de São Paulo na comparação com o que recebeu no município em 2010, quando era candidato a governador. Será procurado por vários partidos em 2014.

GANHA – Alexandre Padilha – o ministro da Saúde é candidato a ser o “novo” petista na eleição para governador de São Paulo em 2014. Precisa se entender com o ministro Aloizio Mercadante (Educação) e com o prefeito de São Bernardo, Luiz Marinho.

PERDE – José Serra – foi derrotado numa eleição na qual era apontado como franco favorito no início da disputa. Aos 70 anos, enfrentará resistências no PSDB para se candidatar a cargos majoritários em 2014. Tem pouco ou nenhum controle sobre amplos setores do PSDB fora de São Paulo.

PERDE – Geraldo Alckmin – segurou a onda no PSDB quando Serra quis ser candidato a prefeito de São Paulo. Por essa razão, torna-se parceiro na derrota –embora fosse explícito que não desejasse verdadeiramente a eleição do companheiro de sigla. O PSDB de São Paulo perdeu cerca de 40 prefeituras em relação a 2008. Para piorar, sofrerá agora ataques de todos os lados por parte do PT e do PSD (de Kassab). Fica mais apertada sua reeleição em 2014.

PERDE – Jaques Wagner – o governador da Bahia não conseguiu conquistar a prefeitura de Salvador por meio da candidatura de Nelson Pelegrino. Os sonhos presidenciais de Wagner ficam por ora enterrados. Lula é quase um pop star na capital da Bahia e esse aspecto torna ainda pior a derrota do PT. Foi também um sinal de que Lula pode muito, mas não pode tudo.

PERDE – Marina Silva – depois de ser a terceira via em 2010 na disputa presidencial, saiu do PV, ficou sem partido e só apoiou candidatos de maneira esparsa pelo país. Deixou de acumular forças para 2014 e perde o empuxo de dois anos atrás.

PERDE – Fernando Henrique Cardoso – o PSDB ensaiou um “revival” a favor do legado do ex-presidente, mas foi um espasmo passageiro. FHC fez algumas declarações pró-Serra. O efeito foi nulo. O tucano também tem um discurso mais liberal (a favor de descriminalização de drogas leves, por exemplo), algo que o afasta cada vez mais dos conservadores tucanos paulistas. Sua influência político-partidária-eleitoral evanesce de maneira constante. O tucano vai se tornando uma figura histórica respeitável, mas só como um quadro na parede.

PERDE – José Sarney – apesar de sua filha, Roseana Sarney, governar o Maranhão, o presidente do Senado foi figura distante nas disputas deste ano. Seu grupo foi alijado da eleição para prefeito de São Luís. No Amapá, Estado pelo qual Sarney se elege senador via PMDB, sua presença também foi lateral. Como termina seu mandato na presidência do Senado em janeiro, Sarney entra em uma fase crepuscular de sua carreira política.

NA MESMA – Aécio Neves – seu candidato venceu em Belo Horizonte e o tucano consolidou uma boa relação com a força emergente que é o PSB. Mas perdeu algumas cidades mineiras importantes e viu seu partido ser derrotado país afora. É o nome único do PSDB para ser candidato a presidente em 2014? Sim, mas essa já era sua condição antes das eleições.

NA MESMA – Gilberto Kassab – tem baixa popularidade, mas construiu um partido que nesta eleição já é o 4º em número de prefeitos eleitos. No Congresso, a bancada do PSD de Kassab passa a ser fundamental nas votações relevantes. Como não conseguiu ajudar a eleger Serra em São Paulo (seria sua grande trincheira), fica na mesma situação de antes do pleito: um político em alta no cenário nacional, mas ainda a ser provado num disputa majoritária.

NA MESMA – Marta Suplicy – resmungou ao ser preterida por Lula na disputa paulistana. Negociou um cargo no governo federal (Ministério da Cultura) e passou a apoiar Haddad. Mas a vitória petista não é nem de longe mérito seu. Por fim, se Marta não serviu para encarnar o novo na cidade de São Paulo, também não poderá por essa lógica ser candidata a governo do Estado em 2014.

NA MESMA – Michel Temer – o vice-presidente da República mostrou lealdade ao PT e à Dilma Rousseff ao colocar o PMDB como aliado em algumas cidades. Mas continua sem muito acesso ao Planalto e com muita gente cobiçando sua vaga na chapa em 2014.
Temer registrou uma vitória no plano paulista, com o lançamento do Gabriel Chalita prefeito da capital do Estado. Mas essa é apenas uma aposta no mercado futuro: é necessário saber se o patrimônio de 14% dos votos obtidos na cidade será bem usado daqui a dois anos.

NA MESMA – Sérgio Cabral – teve vitórias no Rio de Janeiro, mas sua imagem continua enrolada por causa da “turma do guardanapo” no escândalo do Cachoeira (a festa num restaurante europeu). Nesta eleição, saiu-se como alguém pouco confiável no PMDB, pois apareceu como pretendente ao cargo de vice-presidente hoje ocupado por Michel Temer, seu colega de partido.

NA MESMA – Eduardo Paes – depois de dizer que é mais prefeito do Rio do que um militante do PMDB, defendeu Sérgio Cabral como candidato do partido a vice-presidente em 2014. Teve grande votação no Rio, mas não tem forças nacionais a apoiá-lo para voos mais altos fora do Estado.

domingo, 28 de outubro de 2012

São Paulo e a volta do velho coronelismo

  São Paulo, concentrador, centralizador e excludente

Não resta dúvida que São Paulo é uma representação da política brasileira, aí se mostram as grandes tendências históricas dos movimentos políticos do Brasil. Basta ver os prefeitos já eleitos na capital paulista. onde o velho coronelismo voltou a ser a prática da política paulistana.


O que fica para a história foi a intervenção do Lula, nomeando ministros, indicando cargos para ganhar apoios. Abraçando o pior e mais corrupto da política brasileira,  estabelecendo alianças repugnantes -(Do Aurélio: que provoca indignação moral, por ferir os bons costumes, o bom senso etc.; revoltante, repulsivo, nauseabundo, nojento, asqueroso), com políticos como Maluf, a quem abraça e mais ainda, obriga que o Haddad também abrace o político paulista.

Como disse um amigo,  que escreve em um jornal paraense.

"São Paulo ungirá o poste indicado pelo ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva, te m
servido à euforia e à glorificação do patrono de Haddad. Também é usado como prova inconteste do prestígio de que ainda goza o Partido dos Trabalhadores.

Nada mais enganoso. Sendo, como é, agremiação contida dentro dos limites do mais intenso e profundo neoliberalismo, e nele inspirada, nada surpreende a vitória do PT na capital paulista. Em todo o Estado, poderíamos até afirmar.

Lá, e somente lá, seria possível eleger políticos como Adhemar de Barros (o que roubava mas fazia), Jânio Quadros (o desertor), Cacareco (apenas um hipopótamo), Pitta (a invenção mais bem-sucedida de Maluf), Tiririca (já entediado com o parlamento) e o notório Paulo Salim
Maluf, que recomenda estuprar mas não matar. Convenhamos que, do ponto de vista pessoal, Fernando Haddad não deve sentir-se em boa companhia"

Minha querida amiga Dilma e meu amigo Lula criam nova sigla no Pará - PTSOL


Entretanto,  parece que eles mais atrapalharam que ajudaram



Quem é quem nas prefeituras no Brasil



Prefeituras conquistadas 

Total por partido nos dois turnos

PMDB -1024

PSDB -702

PT -635

PSD - 497

PP - 469

PSB - 442

PDT - 311

PTB - 295

DEM - 278

PR -275