Evandro Éboli e
Sérgio Marques,
O Globo
(no Blog do Noblat)
Sem transferir Beira-Mar, juiz deixa cargo
O
juiz federal Mário Azevedo Jambo, do Tribunal de Justiça do Rio Grande
do Norte, renunciou ao cargo de corregedor da penitenciária federal de
Mossoró (RN), de onde tentou remover o traficante Luiz Fernando da
Costa, o Fernandinho Beira-Mar.
Jambo havia determinado a
transferência para outro presídio, mas o Ministério da Justiça recorreu e
obteve, no Tribunal Regional Federal (TRF) da 5ª região, em Pernambuco,
decisão de mantê-lo em Mossoró. O episódio o levou a deixar o cargo,
depois de um ano no posto.
Beira-Mar foi levado para Mossoró em
fevereiro, quando Jambo estava de férias. A transferência foi autorizada
por um juiz substituto. Jambo chegou a receber um telefonema do
ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, que tentou convencê-lo da
permanência de Beira-Mar. O juiz ficou irritado e considerou a ligação
uma ingerência.
Com base num laudo do próprio Departamento
Penitenciário Nacional (Depen), o juiz argumentou que o presídio de
Mossoró não tem condições físicas de manter Beira-Mar e nem outros
presos. No local, 33 condenados cumprem pena. O estudo mostra
deficiências na construção, como rachaduras e concreto de baixa
qualidade. Jambo ameaçou interditar o presídio.
Em ofício ao
presidente do TRF de Pernambuco, desembargador Luiz Alberto Gurgel de
Faria, Jambo comunicou que sua saída está "fundada em firmes e
inabaláveis princípios pessoais e com objetivo de possibilitar a mais
natural fluência das decisões desse Egrégio Tribunal".
Jambo disse ao GLOBO que, apesar não ter citado a decisão do TRF, "para bom entendedor, está claro o motivo" de sua saída.
—
É muito mais importante que uma transferência de presos. Trata-se das
relações institucionais entre os poderes formais e informais — disse.
A
presidente Dilma Rousseff disse ontem, em sua coluna em jornais
populares, que o Ministério da Justiça está elaborando uma proposta para
ampliação e construção de presídios.
Após crise de hipertensão, presidente do PT pede licença do cargo
SÃO PAULO - O presidente nacional do PT, José
Eduardo Dutra, pediu afastamento do cargo por 15 dias. A licença atende a
uma recomendação médica após Dutra apresentar um quadro de hipertensão.
Segundo nota divulgada há pouco, pelo secretário-geral do PT,
Elói Pietá, o vice-presidente da legenda, deputado estadual Rui Falcão,
assume o cargo temporariamente neste período.
Dutra já tinha tido
uma crise de hipertensão durante as eleições presidenciais do ano
passado. Na época, o presidente do PT passou mal em reunião da executiva
do partido. Por isso teve que ser levado ao hospital de Base do
Distrito Federal.
(Fernando Taquari | Valor)
Pelo Twitter, Indio da Costa critica DEM e faz elogios ao PSD
SÃO PAULO - O deputado Indio da Costa utilizou a
rede de microblogs Twitter para criticar o seu partido, o DEM, e
elogiar o PSD, sigla criada pelo prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab.
Especula-se que Indio também poderia seguir o caminho de outros
políticos do DEM e deixar o partido para migrar para o PSD.
“Nunca
fui do PSDB. Fui vice do Serra/45 pelo DEM. O DEM busca renovar
nacionalmente, mas no Rio continua um cartório do Rodrigo Maia”, disse
Indio sobre o ex-presidente nacional do partido. Apesar das críticas, o
deputado fez questão de dizer que não mudou de sigla.
“Apenas
comentei sobre o PSD, que não se coloca como adesista”, afirmou Indio,
acrescentando que o partido de Kassab nasce com propostas de esquerda e
de direita e voltadas para a sociedade."O PSD será o primeiro partido
pós 60", complementou.
Em seguida, o deputado lista algumas
propostas defendidas pelo PSD, como menos impostos, justiça social, voto
distrital puro, meio ambiente e energia renovável.
(Fernando Taquari | Valor)