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segunda-feira, 27 de maio de 2013

Aniversário na UFPA lota auditório

Agência de Inovação Tecnológica e  a Incubadora de Empresas promovem Evento de aniversário


A Agência de Inovação Tecnológica e o PIEBT|Universitec, da Universidade Federal do Pará (UFPA), completa 18 anos de contribuição para o desenvolvimento do empreendedorismo baseado em ciência e tecnologia e na disseminação da transferência de conhecimentos gerado na UFPA.

Para comemorar essa importante data, a Universitec promoveu nesta sexta-feira, 24 , um evento que contou com a apresentação de cases de sucesso de empresas que fazem parte da Incubadora, bem como as que já estão no mercado, além de serem apresentadas as metas para os próximos anos.
Reitor com palestrantes no evento
Estiveram presentes o reitor da Universidade, Carlos Edilson de Almeida Maneschy; o pró-reitor de Pesquisa e Pós Graduação, professor Emmanuel Zagury Tourinho; o secretário de Estado de Indústria, Comércio e Mineração (Seicom), Davi Leal; o coordenador do Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram), Ronaldo Lima, além de empresários, representantes do Sebrae, do Banco do Brasil, entre outros parceiros da Universitec, da Incubadora e da Universidade. O Evento lotou o auditório da Agência de Inovação. 

Durante a cerimônia, o reitor Carlos Maneschy foi homenageado por sua importante contribuição como diretor da Fadesp, período em que a Incubadora foi implantada. Maneschy foi fundamental para o desenvolvimento e consolidação da Incubadora de Empresas de base Tecnológica da UFPA. Outro homenageado foi o professor Douglas Gabriel Domingues pela inestimável contribuição ao ensino da disciplina Direito Industrial e a consolidação da proteção do setor de Propriedade Intelectual da UFPA, que, atualmente, integra a Universitec como Coordenadoria de Propriedade Intelectual.

Professor Maneschy recebe Homenagem da Pró-reitora Marlene Freitas
Maioriade bem-sucedida - Ao longo desses 18 anos da Incubadora-PIEBT, já foram apoiadas 42 empresas/projetos, nas áreas de biotecnologia, produtos naturais, alimentos, cosméticos, dermocosméticos, fitoterápicos, energia, tecnologia da informação, comunicação e design e, em geral, empresas voltadas para o aproveitamento da biodiversidade da Amazônia.´

Apesar de serem mais de 40 empresas que passaram pela Incubadora, foram selecionadas duas empresas como vitrine da Incubadora ao longo desses 18 anos. Uma delas pelo sucesso alcançado nas suas ações de empreendedorismo e no uso de riquezas naturais para fabricação de cosméticos, a Empresa Chamma da Amazônia, representada pela empresária Maria de Fatima Chamma; e a segunda, pela sua enorme capacidade para desenvolver processos de inovação tecnológica na elaboração de seus produtos originados da Biodiversidade, a empresa Amazon Dreams, que foi representada pelo professor doutor Herve Louis Ghislain Rogez .

Projetos inovadores - Como parte das suas atividades e foco de atuação do PIEBT, durante esses anos, foram apoiados a criação e o desenvolvimento de projetos inovadores de alunos, professores, pesquisadores e da sociedade em geral, que contavam com potencial para transformarem-se em produtos, serviços ou processos dotados de tecnologia agregação de valor, que contribuíssem para o desenvolvimento do Estado.

Na ocasião, foi proposto pelo secretário de Estado de Indústria, Comercio e Mineração, Davi Leal, um acordo de cooperação técnica entre a Secretaria de Estado e a UFPA, por meio da Universitec, para o desenvolvimento de ações com objetivo de incentivar o empreendedorismo no Estado.

Atualmente, o PIEBT possui nove empresas incubadas e seis projetos pré-incubados, dentre os que já passaram ou ainda estão instaladas na Incubadora, encontram-se Chamma da Amazônia, Amazon Dreams, Inovar, Digitalizar, Dynamis Techne, ITAIC, BIO+, Amazon Biotec, Mundo Digital Interativo e Syanz. Entre as que receberam premiações regionais e nacionais, estão Chamma da Amazônia e Amazon Dreams. Ambas já têm forte atuação nos mercados nacional e internacional.

Serviços - Com um espaço físico especialmente construído para alojar temporariamente micro e pequenas empresas, a Incubadora-PIEBT oferece uma série de serviços, tais como cursos de capacitação gerencial, assessorias, consultorias, orientação na elaboração de projetos a instituições de fomento, serviços administrativos, acesso a informações entre outros. A Incubadora é reconhecida por oferecer suportes técnico, gerencial, operacional e agilizar o processo de inovação tecnológica nas micro e pequenas empresas.

Para o diretor da Agência de Inovação Tecnológica (Universitec), professor Gonzalo Enriquez, da qual a Incubadora faz parte, a Incubadora vem cumprindo o seu objetivo principal, que é promover e disseminar o empreendedorismo inovador na comunidade acadêmica e empresarial local. Entretanto um dos desafios mais importantes, não apenas da Incubadora, mas também da própria Agência de Inovação Tecnológica (incluindo o PIEBT, a área de serviços de laboratórios e de propriedade intelectual), consiste na criação de um Ambiente de Inovação na Universidade, em conjunto com seus importantes Stakeholer, que se constitua em uma referência para a Amazônia.

Texto: Ascom/ Universitec
Fotos: Alexandre Moraes

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Da Amazônia para o mundo. Deu no Blog do BACANA

Da Amazônia para o mundo. 

O volume de exportações da Damazônia Chocolates, já chega a 25% do faturamento total da marca paraense. 

Os bombons finos com sabores regionais são fabricados e embalados em Belém, e vão direto para os Estados Unidos e a Europa, onde já conquistaram o paladar dos gringos. 

No Brasil, a fábrica exporta para as lojas Dutty-Free dos aeroportos internacionais e para os gigantes Pão de Açúcar, Carrefour e La Selva. 


E o BACANA sabe onde que nasceu essa exitosa empresa paraense?, que hoje, também, abastece as principais lojas de conveniência aqui em Brasília?

Perguntem para o dono da empresa e responderá que foi na Incubadora de Empresas da UFPA. 
O Programa de Incubação de Empresas da UFPA, que segundo o Governador eleito, Simão Jatene, no seu governo receberá, junto com os Parques Tecnológicos do Guamá de Santarém e do Marabá, um novo incentivo para ampliar o uso da biodiversidade no contexto de um modelo sustentável para a Amazônia.

Temos a expectativa que a inovação será o foco dos programas do novo governo do Estado. 

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Projetos de inovação tecnológica que podem ganhar dimensão estratégica no Governo Jatene

No que atinge diretamente a área de Ciência e Tecnologia e Inovação, existe uma enorme área que o novo governo pode explorar para contribuir com a verdadeira mudança da base produtiva do Estado, que é fundamental para alcançar uma economia sustentável e competitiva. 

Já existe um importante recurso para essa área, proveniente do BNDES. 

Os recursos estão focados na implantação de Parques tecnológicos e incubadoras de empresas de base tecnológica. Projetos que contribuem com essa mudança da base produtiva, a partir da agregação de valor aos produtos da abundante biodiversidade e os recursos naturais, existentes no Estado.

A UFPA foi pioneira nesse projeto, assumido, depois pelo governo do estado, que deu continuidade, mas o projeto tem história e não é possível negar sua origem. 

Cabe lembrar que esse projeto de implantação de parques tecnológicos não começou no Governo da Ana Julia e sim, em 1992, com a implantação da primeira incubadora de empresas de base tecnológica da região Amazônia. Não é, portanto, um projeto genuinamente petista, como se disse no governo. 

O Programa de Incubação de Empresas de Base Tecnológica (PIEBT/UFPA) nasceu na UFPA, junto com o projeto do primeiro parque tecnológico da Universidade, que foi funanciado pela FINEP (Financiadora de Estudos e Projetos). 

Depois, a idéia foi replicada na maioria dos estados da Amazônia, através de Rede Amazônica de Incubadoras (RAMI), criada também, na UFPA. A incubadora e o parque tecnológico foi localizado, inicialmente, na UFPA e seu foco inicial, foi a área de biodiversidade, utilizando a biotecnologia como instrumento para transformar espécies da biodiversidade em produtos de alto valor agregado. 

Hoje, com a construção de três parques tecnológicos e incubadoras de empresas, em três pontos ou regiões importantes do Estado. 

Na região metropolitana (UFPA), em Marabá e Santarém, se inicia uma fase importante na nova economia sustentável e mais competitiva no estado. 

A partir desses projetos a idéia consiste em agregar valor local aos abundantes recursos naturais (biodiversidade, mineiros, madeira, frutas, peixes, etc.), fortalecendo as cadeias produtivas do estado. Produzir com inovação tecnológica, esse deve ser o foco do modelo. 

Transferir tecnologia para o setor produtivo. Esse é um dos programas que o governo do Jatene deverá aprofundar. 

Ouvi, pessoalmente,  do governador eleito que assim seria. Falou que hoje, a questão da inovação tecnológica era fundamental para que os produtos da biodiversidade da Amazônia alcancem presença e maior valor nos mercados internacionais. 

E para isso, as cadeias produtivas da biodiversidade seriam fortalecidas. Está tudo para ser feito e o governo, esta vez, pode fazer a diferença. 

Ampliar os recursos para essa área está sendo cada vez mais possível, pela importância da Amazônia, no contexto da nova economia mundial. 

Sabemos como obter esses recursos e conhecemos as entidades que os disponibilizam, bem como, os mecanismos e o passo a passo do caminho a seguir. 

Não podemos esquecer que os recursos existentes no Estado são para a obra civil e implantação dos projetos, falta o mais importante, que não é obra civil, é conhecimento, é capital humano capacitado e sobre tudo, gestão competente para articular o conhecimento da UFPA com a competência instalada na região amazônica e fora da região.

terça-feira, 17 de março de 2009

PARECE, MAS NÃO TUDO É RUIM PELO PARÁ

Para quem esteve na origem da criação e implantação da Incubadora da UFPA (PIEBT) é uma enorme satisfação receber notícias como esta. Quando começamos com a implantação da incubadora, poucos acreditavam no nosso projeto.

Tinha alguns que até torciam contra, achavam que era uma empresa de fundo de quintal. Pensar na possibilidade de aproveitar comercialmente a biodiversidade não era motivo de preocupação pelos órgaõs do governo do estado. Mas, ninguém é profeta na sua terra....E foi primeiro fora do Pará onde recebemos os primeiros incentivos, da FINEP, das próprias instituições de C&T, de fora do Estado. Assim, a Incubadora foi crescendo e sendo conhecida nacional e internacionalmente. Por lá passaram as empresas: Chamma da Amazônia, Ervativa, Gota de Mel, Brasmazon, Chocolates da amazônia. Todas elas ganharam prêmios de Inovação Tecnológica da FINEP. Ainda há outras que continuam incubadas e esta Amazon Dreams que está também atuando no mercado internacional.

Parabens para a Incubadora e para os que ainda continuam acreditando na biodiversidade como insumo da sustentabilidade da Amazônia.

O Pará pode ser o primeiro Estado brasileiro a exportar antioxidantes naturais purificados para o mundo. A empresa Amazon Dreams, incubada na Universidade Federal do Pará (UFPA), desenvolveu uma tecnologia inovadora, que permite extrair isoladamente os agentes antioxidantes presentes em plantas naturais da Amazônia para ser utilizados em produtos da indústria cosmética e alimentícia. No próximo dia 18, a empresa vai assinar um contrato de financiamento com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para comercializar o produto em larga escala.

A Amazon Dreams é uma das 50 empresas do país - e a primeira empresa da região Norte - a ser contemplada pelo Fundo Criatec de Capital Semente - uma iniciativa inovadora do BNDES e do Banco do Nordeste do Brasil (BNB) para investimentos de Capital de Risco no Brasil. O fundo conta com R$ 100 milhões para todo o país, com possibilidade de investir entre R$ 1,5 milhão e R$ 5 milhões num único projeto, na tentativa de levar a empresa ao Mercado de Capitais (Bolsa de Valores).

“A empresa submeteu o processo para aprovação, passou por um criterioso processo de seleção e agora recebemos a resposta positiva do BNDES de financiar o produto. A formalização do contrato será no dia 18. Para nós, é muito importante, porque a empresa é formada por ex-alunos da UFPA, que desenvolveram a tecnologia na incubadora, mas não tem capital na mão para entrar na indústria desta forma. Com o investimento do Criatec, vamos encurtar prazos para lançar o produto no mercado”, afirmou o professor da UFPA, Hervé Rogez, que participa da coordenação do projeto.

Diferencial - O grande diferencial do produto criado no Pará, a partir de plantas naturais abundantes da região - como o açaí, o muruci e o ingá -, é o processo de purificação a que os agentes antioxidantes são submetidos. “Hoje, os produtos antioxidantes naturais que são vendidos vêm com muitos extratos. Graças à tecnologia desenvolvida aqui, isolamos o princípio ativo, conseguindo assim um grau de pureza dos antioxidantes de 75%, o que ainda não foi conseguido em nenhum outro lugar do Brasil. A utilização de antioxidantes naturais tem grande mercado, principalmente na Europa, mas poucas empresas fazem isso”, explicou.

O princípio ativo antioxidante de plantas é muito disputado no mercado cosmético e alimentício, principalmente por conter elementos essenciais para retardar o envelhecimento da pele e na prevenção de doenças cardiológicas, inflamatórias e cancerígenas.

A pesquisa começou a ser desenvolvida na UFPA em 2002 e deve começar a produzir os primeiros produtos já a partir de abril. Os antioxidantes naturais das plantas serão comercializados na forma de pó em tonéis de 20 litros exclusivamente para a indústria. “A capacidade produtiva é de 200 kg por mês. E já temos encomendas até o final do ano, inclusive, em maio, teremos uma reunião na Secretaria de Estado de Desenvolvimento, Ciência e Tecnologia (Sedect) com empresários de outros Estados interessados neste tipo de produto”, afirmou Rogez.

O fundo Criatec, instituído no ano passado, tem cinco núcleos em todo o Brasil, um deles no Pará, escolhido pelos investimentos do Governo do Estado, por meio da Sedect, em ciência, tecnologia e inovação: a meta é investir R$ 440 milhões no quadriênio 2007-2010.
Texto: Irna Cavalcante - Sedect