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sábado, 31 de março de 2012
Pecado mortal - Painel
Ainda que, juridicamente, Demóstenes Torres (DEM-GO) aposte no sucesso da estratégia de pedir a anulação das provas obtidas na Operação Monte Carlo, que prendeu seu amigo Carlinhos Cachoeira, sua situação no campo político se tornou insustentável. O tiro de misericórdia foi o vazamento de grampos de 2009 nos quais aparece discutindo com o contraventor projeto que poderia "regulamentar" os jogos de azar.
Ao se defender na tribuna do Senado, Demóstenes disse que não sabia das atividades ilegais do amigo. Mentir para os pares é o caso mais clássico de quebra de decoro, que já levou outros senadores ao cadafalso.
Reprise Para a Polícia Federal, a estratégia da defesa de Demóstenes lembra a usada para melar a Operação Castelo de Areia. A investigação -que envolveu políticos, agentes públicos e construtoras- foi engavetada em 2010, quando o STJ anulou os grampos que a integravam.
Mundo da lua Na última vez que conversou com a cúpula do DEM, Demóstenes afirmou que acreditava no arquivamento do processo no Conselho de Ética. Depois disso, afirmou, tiraria uma licença de quatro meses.
Na real Caciques do partido, no entanto, afirmam que agirão com o senador como procederam com José Roberto Arruda, que foi expulso após o mensalão do DEM no governo do DF. "Ninguém vai segurar o Demóstenes", diz um membro da Executiva.
VERA MAGALHÃES painel@uol.com.br
Pará - PF investiga fraude em títulos minerários
A Polícia Federal abriu inquérito para
investigar fraude envolvendo os títulos minerários da Ônix
Empreendimentos Minerários, concedidos pelo Departamento Nacional de
Produção Mineral (DNPM). Segundo as investigações iniciais, as fraudes
envolvem a empresa e servidores do órgão. A fraude também teria gerado
diversos crimes ambientais praticados pela Ônix, conforme comprovou a
operação de fiscalização conjunta da Divisão Especializada em Meio
Ambiente da Polícia Civil (Dema) e a Secretaria Estadual de Meio
Ambiente (Sema).
De acordo com o Inquérito Policial de
número 213/2012, aberto pela Polícia Federal no Pará, a empresa Ônix
Empreendimentos Minerários teria o apoio de servidores do DNPM para
fraudar títulos minerários de jazidas de areia e seixo no município de
Vitória do Xingu. De acordo com as investigações, a empresa Ônix
Empreendimentos Minerários pertence aos sócios Eduardo Toledo e Joelson
Camilo.
Belo Monte: polícia flagra atividades ilegais
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| Polícia fecha extração ilegal de areia e seixo próximo às obras de Belo Monte, em Altamira (Foto: Divulgação/Dema) |
Uma operação conjunta da Divisão
Especializada em Meio Ambiente da Polícia Civil (Dema) e da Secretaria
de Estado de Meio Ambiente (Sema) flagrou diversos crimes ambientais
cometidos pela empresa Ônix Empreendimentos Minerários, no município de
Vitória do Xingu, próximo às obras da usina hidrelétrica de Belo Monte.
Sem licenciamento, a empresa extraía areia e seixo em uma área
localizada no KM 55 da rodovia Transamazônica e estaria vendendo para as
empresas que fazem a obra da usina.
Realizada durante toda a semana, a
operação autuou a empresa, multou e embargou as suas atividades,
apreendendo maquinários e equipamentos. A Dema abriu um inquérito
contra a Ônix, desta vez para apurar os crimes ambientais, o que pode
levar até mesmo à prisão dos sócios Eduardo Toledo e Joelson Camilo, que
durante a operação não foram encontrados, mas foram intimados a dar
explicações da Delegacia de Polícia de Altamira.
Segundo a delegada Maria Teresa Macedo,
da Dema, a empresa cometeu diversos crimes ambientais, como abertura de
estrada sem licença ambiental, exploração, transporte e comercialização
de areia e seixo sem qualquer licença dos órgãos ambientais. A empresa
teve as atividades paralisadas e as dragas que faziam a extração de
minério no leito do rio Xingu foram apreendidas e levadas para o
município de Altamira.
Na quinta-feira (29), os agentes da Dema
voltaram ao local, desta vez acompanhados de uma equipe de fiscais da
Sema, peritos do Instituto Renato Chaves e policiais civis. Foram
constatados diversos crimes ambientais e desta vez os maquinários foram
apreendidos, impedindo a continuidade das operações ilegais da Ônix no
local. A fiscalização concluiu que a empresa ainda operava de forma
clandestina um porto no local e estava ampliando o mesmo, a fim de
receber as balsas que levam equipamentos e máquinas para as obras de
Belo Monte.
A assessoria de imprensa do Consórcio
Construtor Belo Monte (CCBM) disse desconhecer a informação de que o
material extraído ilegalmente pela Ônix era utilizado nas obras da
hidrelétrica. Mas, de acordo com testemunhas que trabalham no local,
todos os dias, dezenas de caçambas do CCBM iam até a área da Ônix para
buscar areia. Na última terça-feira (27), após a primeira operação da
Dema no local, as caçambas do CCBM não voltaram mais à área, mas as
máquinas continuaram trabalhando. A assessoria ficou de esclarecer o
assunto, mas até às 10 horas de ontem, não havia retornado.
(José
Ibanês/Diário do Pará/De Altamira)
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