sábado, 5 de maio de 2012

Jatene cancela viagem à China para cuidar da saúde



Por recomendação médica, o governador do Pará Simão Jatene cancelou a viagem que faria à China, comandando uma comitiva de empresários e secretários para uma missão comercial. O vice-governador Helenilson Pontes foi chamado às pressas para substituí-lo. A mudança causou transtornos, já que Pontes não possui visto de entrada no país, nem as vacinas exigidas para ingresso no território chinês.

Na noite de ontem, equipes do cerimonial da governadoria tentavam resolver, em São Paulo, junto à embaixada chinesa, os problemas burocráticos para garantir o embarque do vice. A partida estava prevista para a madrugada deste sábado.

As informações sobre o estado de saúde do governador eram desencontradas. Para integrantes da comitiva, fontes do Palácio chegaram a informar que trata-se de uma arritmia cardíaca. Ao DIÁRIO, o secretário de comunicação, Ney Messias Junior garantiu que Jatene fora acometido por uma virose e, como a viagem até a China seria de 36 horas, os médicos recomendaram o cancelamento.

A mudança de planos surpreendeu os integrantes da comitiva. Alguns pensaram em desistir de seguir viagem sem Jatene, mas até o fechamento desta edição, a informação era de que apenas o deputado estadual Martinho Carmona (PMDB) havia decidido voltar para Belém.

A viagem à China vinha sendo planejada desde o início deste ano. Além do próprio governador, a comitiva seria formada por integrantes do governo como o secretário especial de Desenvolvimento Econômico e Incentivo à Produção, Sidney Rosa. Parte do grupo vai para Dubai e outra parte seguirá via Catar. Jatene comandaria o grupo que seguiria para Dubai e as informações são de que o governador planejara embarcar ainda na quinta-feira, quando teriam começado os problemas de saúde. As malas do governador chegaram a ser despachadas, segundo uma fonte, minutos antes do cancelamento oficial.

OBJETIVO

O objetivo da viagem, segundo material distribuído pela assessoria do governador é ampliar relações comerciais com os chineses, especialmente na área da indústria metal-mecânica. A viagem prevê também passagem pela Malásia onde o assunto principal será o comércio do óleo de palma.

Segunda economia do planeta, a China é hoje um dos parceiros comerciais mais cobiçados. Em julho do ano passado, o secretario Sidney Rosa esteve no país e voltou com a promessa de que é possível aumentar as relações comerciais dos chineses com o Pará. “Eles têm grande interesse na compra de alguns produtos paraenses e em contrapartida nos foram ofertados novos produtos, pois é de interesse do país que o Pará se torne um pólo importador do que é gerado na cadeia produtiva chinesa”, informou na ocasião, o secretário.

Durante a visita, a empresa Oyamota do Brasil, com sede em Castanhal, assinará acordo de cooperação com a empresa chinesa Kikihar, em Beijing. A meta da empresa é produzir esses vagões em Castanhal e exportá-los para todo o país. (Diário do Pará)

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Lula recebe cinco títulos de Doutor Honoris Causa

RIO - Após meses lutando contra um câncer na garganta, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva inicia aos poucos a retomada de sua vida pública. O palco escolhido para seu retorno foi o Rio de Janeiro, onde participou, nesta sexta-feira, do segundo evento público, depois do fim tratamento.

Ontem, o ex-presidente participou de seminário promovido pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que tinha a África como tema. Hoje, no Teatro João Caetano, no centro do Rio, Lula recebeu títulos de Doutor Honoris Causa de cinco universidades com sede no Estado do Rio: Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), a Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO), a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a Universidade Federal Fluminense (UFF) e a Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ).

Nos dois eventos, Lula contou com a presença do governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB), alvo de acusações, desde a semana passada, de manter relações antiéticas com empresários. No evento de hoje, Lula subiu ao palco do teatro acompanhado de Cabral, e ambos foram saudados entusiasticamente pela plateia. Entre os convidados na cerimônia, estavam a presidente Dilma Rousseff; do prefeito do Rio, Eduardo Paes (PMDB); além de reitores das universidades que homenagearam Lula e integrantes da União Nacional dos Estudantes (UNE). Cabral sentou-se do lado esquerdo do ex-presidente, também era ladeado pela presidente Dilma.

Embora Dilma tenha sido saudada aos gritos de “Olê, olê, olê olá/Dilma/Dilma”, Lula foi a grande estrela e foi o mais aplaudido entre os citados no evento.

A bengala, usada como apoio no evento de ontem no BNDES, foi deixada de lado. Hoje, o ex-presidente contou com o apoio de braços, nas duas vezes em que transitou pelo palco do Teatro. A atriz Camila Pitanga foi a mestre de cerimônias do evento e quebrou o protocolo ao pedir à Dilma o veto ao Código Florestal.

Apenas Lula discursou no evento de hoje. Após vestir samarra e capelo vermelhos, cor símbolo das Ciências Humanas, pediu desculpas por não improvisar e leu sua fala de um papel, bebendo água várias vezes para molhar a garganta.

Com voz fraca, que pouco lembra o tom rouco característico dos dias pré-câncer, agradeceu a homenagem e exaltou o Rio, em discurso de de cerca de vinte minutos, com duas interrupções.

“O Rio de Janeiro passa por um grande momento, que há muito não tínhamos, com programas de segurança e infraestrutura. O Estado passa por uma revolução econômica e social”, disse.

O ex-presidente também dirigiu elogios aos avanços do Brasil na última década. “Não há município brasileiro onde o governo federal não venha fazendo investimentos no ensino básico. Entre 2001 e 2010, a desigualdade atingiu o seu menor nível” afirmou.

Lembrou ainda do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), elogiou Dilma e o sistema de cotas aprovado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), acrescentando que a decisão “vai melhorar a qualidade do ensino” no país.

(Diogo Martins/Valor)

Terremoto e tsunami no Chile teriam afundado solo marinho, diz estudo



O forte terremoto que atingiu a região de Maule, no Chile, em 2010, pode ter afundado o solo marinho em determinadas áreas e causado o desaparecimento de habitats naturais, segundo estudo publicado na “PLoS ONE”.

A pesquisa, divulgada nesta semana foi realizada por cientistas de universidades do Chile, Estados Unidos e Alemanha.

Eles apontaram casos de subsidência (deslocamento de superfícies terrestres para baixo) encontrados em algumas praias, o que modificou a altura de alcance das marés, por exemplo.

Tais fenômenos foram detectados em praias de Maule e Boyeruca, por exemplo. O estudo aponta ainda houve uma redução na quantidade de espécies e habitats naturais nessas áreas.

Em algumas praias de areia brancas, por exemplo, não há mais presença de alguns tipos de vegetais marinhos.

Impacto positivo -Já em localidades onde existiam barreiras construídas pelo homem (conhecidas como quebra-mar), agora é possível verificar a presença de invertebrados nos costões rochosos.

Segundo a pesquisa, já há indícios de colonização de invertebrados nessas áreas, que antes eram excluídos devido às barreiras impostas.

Esses animais teriam sido “afastados” dessas áreas devido às construções e agora “retomam” a região como consequência da catástrofe.

Em 27 de fevereiro de 2010 um terremoto de magnitude 8,8 atingiu o Chile e durou cerca de três minutos. O tremor causou um tsunami de 2,6 metros na região de Valparaíso e foram confirmadas 723 mortes. Porém, o governo chileno trabalha com um grande número de desaparecidos. (Fonte: Globo Natureza)