Amazônia, meio ambiente, ecologia, biodiversidade, desenvolvimento sustentável, ciência e tecnologia, incubadoras e parques tecnológicos, política nacional e internacional - Amazonia, the environment, ecology, biodiversity, sustainable development, science and technology, incubators and technology parks, national and international policy
sábado, 14 de novembro de 2015
quinta-feira, 5 de novembro de 2015
quinta-feira, 29 de outubro de 2015
sexta-feira, 23 de outubro de 2015
quinta-feira, 22 de outubro de 2015
O apetite pelo chocolate consome a Amazônia

Sementes de cacau: um estudo demonstra com imagens de satélites que as plantações de cacau estão invadindo a floresta tropical amazônica
Madri - A demanda por chocolate é cada vez maior, de acordo com os números de consumo de cacau, embora o que talvez as pessoas não saibam é que os que desfrutam dele também estão "consumindo" a floresta amazônica.
Para satisfazer a crescente demanda, a produção mundial de cacau cresceu mais de 2,1% anualmente na última década até alcançar as 7,3 milhões de toneladas em 2014, segundo a Organização Internacional do Cacau.
Este aumento levou a indústria a buscar novas terras para as plantações, em muitos casos às custas do desmatamento e do aumento de emissões de CO2.
Assim alerta um estudo publicado pelo World Resources Institute (WRI), que demonstra com imagens de satélites que as plantações de cacau estão invadindo a floresta tropical amazônica na América do Sul.
A maior parte da produção de cacau mundial provinha historicamente dos países da África Ocidental, mas o envelhecimento natural das árvores, o aumento das pragas, as doenças dos cultivos e as condições extremas provocadas pela mudança climática impediram que a região seguisse suprindo o aumento da demanda.
Perante esta situação, os produtores começaram a olhar para a América do Sul como o futuro grande viveiro de cacau, explicou em entrevista telefônica Ruth Noguerón, porta-voz do Programa de Alimentos, Florestas e Água do WRI.
Os dados da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) confirma: a produção de cacau no Peru multiplicou por cinco entre 1990 e 2013. Desde o último ano, o país andino entrou na lista dos dez maiores produtores de cacau.
Este aumento da produção não teria por que implicar em um prejuízo ambiental, no entanto as árvores de cacau reforçam a absorção de carbono do solo, a menos que isso seja feito, como constataram os pesquisadores, em detrimento da mudança de uso do solo, ou dito de outro modo: desflorestando para ter mais terra de cultivo.
Noguerón cita como exemplo o caso da empresa United Cocoa, que em 2012 desflorestou dois mil hectares da Amazônia peruana para estabelecer uma plantação de cacau.
As imagens de satélites da Nasa permitiram aos pesquisadores ter acesso a dados da parcela desflorestada e calcular o aumento de emissões associado a essa mudança de uso do solo: mais de 602 mil toneladas de dióxido de carbono, o equivalente em emissões a dar a volta de carro ao redor da terra 60 mil vezes.
Em declarações à Agência Efe, Matt Finer, pesquisador da Associação para a Defesa da Amazônia, advertiu que a citada empresa se serve do marco legal peruano para argumentar que pratica "desmatamento" e não "desflorestamento".
Em qualquer caso, a descoberta do WRI desmente o cálculo feito pela multinacional Cadbury de que 169 gramas de emissões de CO2 representa comer uma barra de chocolate (de 49 gramas), já que essa contabilidade só incluía os gases poluentes gerados pela produção das matérias-primas (cacau, leite e açúcar), pelo envasilhamento e pela distribuição, mas não a mudança de uso da terra.
Segundo o WRI, a quantidade de carbono do chocolate, levando em conta as emissões que gera a mudança de uso do solo, chega a 6,8 gramas de CO2 por grama de chocolate ao leite e 10,1 gramas de CO2 por grama de chocolate amargo.
Da EFE
quarta-feira, 21 de outubro de 2015
sexta-feira, 16 de outubro de 2015
Ele passou um mês sem álcool e açúcar e mostrou o que acontece com o corpo


Depois de uma semana sem açúcar refinado, Sacha Harland sentia-se exausto
Cansaço, mau humor e até uma espécie de crise de abstinência. É o que sentiu Sacha Harland, holandês de 22 anos, ao começar seu experimento.
Ele resolveu passar um mês sem consumir produtos que tenham adição de açúcar, álcool e "junk food", o que se mostrou, pelo menos nos primeiros dias, um grande desafio. É o que ele conta na primeira parte de "Guy gives up added sugar and alcohol for 1 month" ("Um cara abre mão de açúcar e álcool por 1 mês"), um documentário da produtora holandesa LifeHunters.
Em sua primeira semana à base de sucos naturais, frutas, verduras e outros alimentos não processados, Harland sente fome o tempo inteiro e lhe falta energia. Além disso, morre de inveja de um amigo que come uma pizza enquanto ele se conforma com uma salada.
No cinema, teve de deixar de lado a pipoca doce e o refrigerante, e a única opção que encontra sem açúcar é uma garrafa de água.
A carência de alternativas foi um problema que Sacha enfrentou com frequência. Mesmo produtos que não são considerados doces, como batatas fritas, molho de tomate industrializado e sopas enlatadas têm sacarose.
"O mais difícil foi a primeira semana e meia. Tinha que saber o que podia ou não comer e foi complicado. Mas depois fui me acostumando (a ler as etiquetas dos produtos)", diz Harland à BBC Mundo.
'Uma agradável surpresa'
O documentário mostra, no entanto, que após 25 dias de dieta especial, ele começou a sentir os benefícios da nova rotina.
"A última semana está prestes a terminar, e me levanto com mais facilidade e tenho mais energia", diz ele para a câmera. "Foi uma surpresa agradável, que não pensava que sentiria tão diferente fisicamente."
Uma médica especializada em esportes confirma que esta sensação é fruto de uma mudança real em seu corpo.
Exames mostraram que Harland perdeu 4 kg, teve uma redução de 8% em seu colesterol e sua pressão sanguínea baixou desde que iniciou o processo.
"Já que é cada vez mais difícil comer alimentos saudáveis, queríamos saber como se sente uma pessoa que renuncia ao açúcar, ao álcool e aditivos alimentares por um mês e como isso afeta seu corpo e sua condição física", diz Erik Hensel, diretor da LifeHunters.
O filme já foi visto mais de 4 milhões de vezes no YouTube, tanto quanto o projeto anterior da produtora, em que ela apresentava - sem que as pessoas soubessem - produtos da rede de lanchonete McDonald's como comida "ecológica" em uma feira gastronômica.
Recomendação
Mas qual é o respaldo científico do mais recente documentário da LifeHunters? Qualquer um que fizer o mesmo que seu protagonista vai ter os mesmos benefícios?
"Depende da quantidade de açúcar e álcool que a pessoa costumava consumir antes de se submeter à dieta", diz Damuel Durán, presidente do Colégio de Nutricionistas do Chile. "Seria estranho se alguém que segue uma dieta saudável passasse por essas mudanças."
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a quantidade normal diária de açúcar em uma "dieta saudável ótima" é equivalente a 5% do total de calorias ingeridas - índice que não deve ultrapassar 10%.
A recomendação da OMS para uma pessoa adulta é de um consumo de 2 mil calorias por dia. Então, o normal de açúcar seria consumir 25 gramas, ou 6 colheres de chá, e no máximo 50 g por dia.
Acima disso, os mecanismos que permitem ao corpo armazenar e queimar açúcares simples pode ficar desregulado.
"Consumir mais de 20% das calorias diárias em açúcar pode provocar enjoo, tremedeira, transpiração e uma ligeira dor de cabeça. Mas, para isso, a pessoa teria de passar o dia, por exemplo, tomando açúcar com muitas colheradas de açúcar ou sucos engarrafados", explica Durán. "O mais provável é que uma pessoa não tenha as mesmas sensações" do jovem do documentário, acredita o especialista.
Rigor
Eduard Baladía, coordenador da revista Evidência Científica e membro da Fundação Espanhola de Dietistas-Nutricionistas, é mais taxativo.
"O filme não tem nenhuma validade científica. A amostra é muito pequena: de uma só pessoa. Além disso, não é um estudo controlado, porque não leva em conta outros fatores (além da mudança de dieta) ou mudanças que o jovem possa ter feito consciente ou inconscientemente, como, por exemplo, fazer mais exercícios", afirma.
Por isso, como investigação, não tem nenhum rigor e, portanto, nenhuma credibilidade.
Mas Baladía esclarece ser um consenso entre especialistas ser preciso limitar o consumo de açúcar agregado aos alimentos a menos de 10% da ingestão calórica diária e insiste que esta recomendação se baseia em estudos científicos rigorosos em que foram observadas milhares de pessoas.
De sua parte, o protagonista do documentário, o holandês Sacha Harland, garante que seguirá a recomendação médica, mas sem "ficar obcecado". "Decidi buscar equilíbrio entre os açúcares e os alimentos saudáveis, já que optar por um ou pelo outro pode ter deixar realmente infeliz", reconhece. "Essa foi minha conclusão do experimento.",
UOL
quinta-feira, 15 de outubro de 2015
quarta-feira, 7 de outubro de 2015
A compostura
Governo Dilma vive agora crise de compostura
Ao render-se sem ressalvas à política do vale-tudo, instalando no Planalto um mercado de compra e venda de lealdades de última hora, Dilma Rousseff inaugurou uma nova fase do seu governo. Convivia com três crises: a econômica, a ética e a política. Fabricou uma quarta: a crise de compostura. Os aliados ainda não contemplados com verbas ou cargos exigem a sua parte. Na marra.
Antes, os governistas sonegavam votos ao governo de vez em quando. Agora, não entregam nem o quórum mínimo para o funcionamento das sessões. Pela segunda vez num intervalo de 24 horas, os deputados da coligação oficial derrubaram com sua ausência a sessão do Congresso que deveria analisar os vetos presidenciais às propostas que o Planalto chama de “bombas fiscais”.
Na véspera, o Planalto alegara que os aliados estavam em trânsito dos seus Estados para Brasília. Hoje, com mais de 400 deputados presentes no prédio da Câmara, ficou entendido que a ausência em plenário destina-se mesmo a chantagear a presidente da República.
Horas antes, Dilma fazia pose numa entrevista a rádios da Bahia. “O Congresso vai reafirmar seu compromisso com o Brasil. É importante que as pessoas coloquem os interesses do país acima dos interesses pessoais ou partidários.'' No Congresso, os aliados de Dilma, que sabem o que ela fez na semana passada, ouviram um aviso automático que vem do fundo de suas consciências: “Farsante!”
No primeiro mandato, período em ensaiou o papel de faxineira, Dilma comportava-se como uma governante realista lidando com uma classe política viciada. Adotava os seus meios para fins nobres. No processo atual, o único fim é evitar que seu mandato chegue prematuramente ao fim. Sumiram as últimas noções de racato.
Dilma negociou a Saúde e a Ciência e Tecnologia com o líder do PMDB, Leonardo Picciani, um eleitor de Aécio Neves, à luz do dia, na frente das crianças. Sentindo-se preteridos, partidos como PP, PR, PTB e assemelhados tomaram distância do PMDB e exigem a abertura um guichê próprio. Cada deputado é líder de si mesmo. Vem aí o festival do segundo e do terceiro escalão. Eduardo Cunha, como um Nero brasiliense, gargalha em meio às chamas.
Se quisesse, a oposição poderia registrar presença em plenário, dando quórum para que o Congresso confirmasse os vetos de Dilma. Mas os antagonistas da presidente decidiram prolongar a agonia do governo. Logo, logo haverá quórum. Agachado, o governo barganhará o impensável com seus aliados. Já se ouve ao fundo o tilintar de verbas e cargos. Perdeu-se a compostura. O governo está de cócoras.
Josias de Souza
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