sábado, 26 de setembro de 2009

Análise comparativo dos efeittos da crise nos países do G20



G-20 e a crise

Mudança climática - G-20 não dá prazo para fim de subsídios de combustíveis fósseis

Os países do Grupo dos 20 (G-20, que reúne as nações mais industrializadas e as principais potências emergentes do mundo) concordaram nesta sexta-feira (25) em eliminar gradativamente os subsídios para a produção e consumo de combustíveis fósseis e instruiu os ministros de Finanças a completar até novembro uma "variedade de amplas opções" para financiar as medidas para amenizar a mudança climática nos países em desenvolvimento, segundo uma cópia do comunicado do encontro de cúpula obtido pelo Wall Street Journal.

Contudo, o documento falha em produzir uma meta numérica para o financiamento de medidas para amenizar a mudança climática e controle. E também não inclui um prazo final para a eliminação gradual do subsídio.

Ao contrário, diante da oposição dos países que mais pagam subsídios, tais como a Rússia, o comunicado diz que o apoio do governo deve desaparecer "ao longo do médio prazo". Isso deixa o prazo final por conta dos países do G-20 e seus interesses individuais.

Apesar das expectativas de que o encontro do G-20 fosse um marco no caminho para uma conferência de mudança climática de dezembro em Copenhagen, até agora o grupo tem, em grande medida, adiado as decisões. A eliminação gradual dos subsídios de combustíveis fósseis tem sido apregoado por membros da administração dos presidente dos EUA Barack Obama como o ponto central da iniciativa ambiental. Mas sem um prazo final, não está claro quando isso vai acontecer.

"Teremos nossos ministros de Energia e Finanças, com base em suas circunstâncias nacionais, desenvolvendo a implementação de estratégias e prazos", segundo o texto do comunicado. O comunicado também vai pedir o fortalecimento da regulamentação sobre especulação com petróleo.

"Vamos instruir os órgãos reguladores relevantes a também coletar dados relacionados aos mercados de petróleo de balcão e adotar medidas para combater a manipulação do mercado que conduzam a excessiva volatilidade de preço", diz o documento.

Sob a sessão financiamento climático, os estados membros vão "instruir" os ministros de finanças a apresentar no encontro de novembro opções a serem consideradas em Copenhagen. Isso é mais forte que o rascunho inicial que somente "convidava" os ministros a agir.

"Isto pelo menos cria um processo antes de Copenhagen", disse Alden Meyer, diretor de estratégia e política da Union of Concerned Scientists, que está pressionando por uma ação mais forte para combater o aquecimento global.

O acordo para a proposta é uma vitória para o presidente dos Estados Unidos Barack Obama, anfitrião da reunião e que recentemente mostrou o desejo de alterar a postura do país em relação ao clima. Os Estados Unidos, vinham se mostrando reticentes a adquirir um compromisso firme na luta contra o aquecimento global, resistência que gerou atritos com seus parceiros europeus.

Simbolicamente o país escolheu realizar a reunião em um emblemático edifício ecológico no centro de convenções mais "verde" do país. O jardim botânico Phipps, sede do jantar, é um edifício de vidro de origem vitoriana construído em 1893, considerado o "coração verde de Pittsburgh" e um modelo de inovação ecológica.
Leia mais sobre o tema no Estadão Aqui

Crise diplomática em Honduras - Governo brasileiro esperava linguagem mais dura da ONU

O governo brasileiro ficou frustrado com a linguagem usada na declaração da presidente do Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas), Susan Rice, sobre a situação em Honduras, informa matéria de Sérgio Dávila publicada na Folha deste sábado (íntegra disponível para assinantes do jornal e do UOL).

O Itamaraty esperava que a principal instância da ONU, presidida atualmente por Rice, embaixadora dos EUA, se pronunciasse de forma mais dura contra o conflito, chamando atenção de todo o mundo sobre ele.

Rice, no entanto, defendeu em seu pronunciamento que Washington acredita que seria a OEA (Organização dos Estados Americanos), e não o Conselho de Segurança, a instituição mais capacitada a lidar com uma crise regional como esta.

O secretário-geral da OEA, José Miguel Insulza, concorda com o ponto de vista e afirma não ver razão para o envolvimento da instância maior da ONU, já que não se trata de um conflito armado.

Leia a reportagem completa na folha Online Aqui

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Eleições - PMDB não esconde apoio a Lula, diz Dilma


Diante do avanço das negociações para atrair o PMDB para 2010, Dilma Rousseff afirmou que não tem dúvidas sobre a disposição de líderes da sigla de apoiar o presidente Lula, assim como seu sucessor. "As lideranças não escondem o apoio ao governo Lula e também não escondem o apoio à sucessão do presidente", disse. Ela evitou o rótulo de candidata e disse que só pode assumir candidatura depois que o PT decidir. A ministra aproveitou sua passagem pela capital paulista para se submeter a exames médicos no Hospital Sírio-Libanês, região central da capital.

Aliado do PMDB paulista, José Serra disse que a política local tem peso importante nesse cenário de alianças. "As relações locais com os partidos são um ingrediente que a gente costuma esquecer e que na hora H tem uma presença muito forte", afirmou. "Relações com o PMDB sempre são importantes", emendou o tucano.

Governador paulista é volta ao passado, diz Ciro

Embalado pelas últimas pesquisas, o deputado e pré-candidato à Presidência Ciro Gomes (PSB-CE) tentou ontem abafar as especulações sobre racha na base aliada em 2010 e preferiu criticar o principal nome do PSDB na disputa, o governador paulista, José Serra. "O meu único adversário neste momento se chama volta ao passado. E este passado se chama Serra. Ele foi ministro do Fernando Henrique Cardoso e eles construíram uma agenda perversa para o País", declarou Ciro, em entrevista coletiva na Assembleia Legislativa de Santa Catarina.

O deputado frisou que a base governista deve se unir em defesa do lançamento de dois candidatos à Presidência e ressaltou que não está em antagonismo com o projeto político do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Sobre a última pesquisa CNI/Ibope, em que chega a aparecer à frente da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, ele frisou que é um cenário de momento. "Eu vejo estes números preliminares com gratidão, porém quase nada tem a ver com o que ainda vai acontecer", ponderou.

Leia a reportagem na íntegra no estadão

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HONDURAS - LULA: "Vocês vão ter que acreditar num golpista ou em mim"



"Intromissão" brasileira

Na quinta-feira (24), a administração Micheletti acusou o governo brasileiro de "promover" a volta do presidente deposto, Manuel Zelaya, ao país e afirmou que a embaixada do Brasil em Tegucigalpa se transformou "em uma concentração de pessoas armadas que ameaçam a paz e a ordem pública em Honduras".

Em um comunicado divulgado pela Secretaria de Relações Exteriores, o regime interino de Honduras acusou o Brasil de "intromissão nos assuntos internos" do país e de saber com antecedência que Zelaya se abrigaria na missão diplomática brasileira em Tegucigalpa.

"Sendo a presença do senhor Zelaya na missão do Brasil em Tegucigalpa um ato promovido e consentido pelo governo do Brasil, recai sobre ele a responsabilidade pela vida e segurança de Zelaya e por danos à integridade física das pessoas e propriedades derivadas", diz o texto.

"Vocês vão ter que acreditar num golpista ou em mim", rebate Lula
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva desmentiu rumores de que o Brasil tenha tido qualquer envolvimento no regresso do presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, a seu país ou em abrigá-lo na Embaixada do Brasil na capital hondurenha, Tegucigalpa.

"Vocês vão ter que acreditar num golpista ou em mim", disse o presidente Lula, em Pittsburgh, pouco antes de partir rumo ao jantar oferecido pelo presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, para os chefes de Estado e de governo que participam da reunião do G20, que está sendo realizada na cidade americana.

Leia a reportagem completa no UOL Notícias Aqui

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Mais uma batalha e uma nova vitória




Após mais uma sessão de quimioterapia, o presidente da República em exercício, José Alencar, deixou na manhã de hoje o Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. De acordo com a assessoria do hospital, Alencar chegou às 10 horas, fez a quimioterapia e deixou o hospital em seguida. Ele luta contra um câncer há 12 anos. A equipe que o acompanha é coordenada pelos médicos Paulo Hoff e Roberto Kalil Filho.

Minc nega ter respondido na mesma moeda a governador do MS

O ministro Carlos Minc (Meio Ambiente) negou que tenha respondido "na mesma moeda" às críticas do governador de Mato Grosso do Sul, André Puccinelli (PMDB). E disse que espera uma posição dos eleitores, parlamentares e da Justiça local sobre o episódio. "Não foi na mesma moeda de forma alguma. Ele usou uma carga negativa pra falar da homossexualidade. Eu não, eu tenho leis sobre isso. Como ele declarou que ia me estuprar, eu falei que essas leis poderiam beneficiar até a ele próprio."

Na última terça-feira (22), Puccinelli chamou o ministro do Meio Ambiente de "veado". Disse que o "estupraria em praça pública" se Minc fosse a Campo Grande. O ministro rebateu dizendo que o governador deveria "tratar com mais carinho o homossexualismo que existe dentro dele próprio".

A senadora Marina Silva (PV-AC), ex-ministra do Meio Ambiente, comentou, nesta quinta-feira, a polêmica, reprovando a troca de ofensas e dizendo que Minc "não poderia responder na mesma moeda".

Debate de ideias
Ao ser questionado se havia ficado assustado com a reação do governador de Mato Grosso do Sul, Minc afirmou "não ter se intimidado de forma alguma". "Eu estou mais acostumado com o embate político de ideias e não fujo deles. Isso não é debate possível, é ameaça de crime. É uma coisa muito chocante".

"Espero que os eleitores, parlamentares, a Justiça local tome posições em relação a isso. Eu eu acho que uma pessoa que usa essas expressões não está capacitada pra governar um Estado", finalizou.

Educação - Censo escolar aponta queda de 2,1% nas matrículas da educação básica

As matrículas na educação básica do país tiveram uma queda de 2,1% entre 2008 e 2009. O total de alunos que estudam em escolas das redes pública e privada passou de 53,2 milhões para 52 milhões, segundo dados do Censo Escolar, divulgados ontem pelo Ministério da Educação.

Para o ministro Fernando Haddad, entretanto, essa redução não significa que há menos crianças na escola. "O que ocorre é que a metodologia do nosso censo está muito mais apurada do que no passado e evita a dupla contagem", explica. Segundo o ministro, dados da Pesquisa Nacional por amostra de Domicílios (Pnad/IBGE) mostram que a taxa de atendimento cresce a cada ano. Em 2008, 97,5% das crianças entre 6 e 14 anos frequentavam a escola.

Antes de 2007, a escola era obrigada a informar o número de alunos e por essa razão uma mesma criança poderia ser contada duas ou até três vezes. Agora, os estabelecimentos de ensino precisam enviar ao MEC o nome de cada um dos estudantes, o que reduz a chance de erros.

Os dados divulgados ontem ainda são preliminares. A partir da publicação dessas informações, Estados e municípios têm 30 dias para solicitar correções. O número de matrículas é utilizado para calcular os valores que serão repassados, via Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb), para as redes estaduais e municipais. Quem não corrigir os dados pode ficar com menos verba do que deveria receber.

Veja a matéia na íntegra na Agência Brasil, de Brasília
24/09/2009 Aqui

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Política - Governador fala em estuprar em praça pública a Ministro do Governo Lula


O governador de Mato Grosso do Sul, André Puccinelli (PMDB), membro da base aliada do Governo do Presidente Lula disse que gostaria de estuprar o Ministro Carlos Minc a quien chamou de viado e maconheiro.

Assim fala o governador, com alegria e descontraído, de estuprar um Ministro que segndo ele é homossexual. Aca entre nós, ou já teve algúm caso com ele, gostaria ter, ou já estuprou alguém na sua vida. Sendo assim, se declarou que teria relações homossexuais é porque ele já experimentou.

Quiem mais deve ter celebrado a vontade do governador deve ser a Senadora (rainha do desmatamento) que sua representante política em esse campo da destruição da floresta.

Veja a declaração do Governador.

Hoje, num evento com empresários, Puccinelli disse que Minc era "viado e fumava maconha". Afirmou ainda que iria correr atrás de Minc e estuprá-lo se o ministro aparecesse no Estado. "Se ele viesse [participar da maratona Volta das Nações], eu ia correr atrás dele e estuprar em praça pública", disse Puccinelli.

Veja uma notícia que explica, em parte a declaração do Govenador.

O governador André Puccinelli (PMDB) acredita que a BAP (Bacia do Alto Paraguai) ainda possa ser excluída da região onde o projeto de zoneamento agroecológico do governo federal vetou o cultivo da cana-de-açúcar.

A questão gerou polêmica, pois o governo do Estado apresentou projeto à Assembleia Legislativa onde permite o plantio de cana. “O [projeto] federal sempre se sobrepões ao estadual. Mas quem anda no Brasil, Mato Grosso do Sul e Mato Grosso vai excluir a BAP, que nada tem a ver com o bioma Pantanal. Usina no Pantanal, só se matar o André”, afirmou durante entrevista ao jornal Bom Dia MS, da TV Morena.

Puccinelli defende que o projeto de zoneamento elaborado pelo governo do Estado tem apoio de 92 entidades, como a WWF Brasil e a ONG Ecoa. O governador ainda reclama da postura do ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc. “Nos últimos 20 dias, para obter o Selo Verde, quis incluir a BAP, que nada tem a ver com o bioma Pantanal. Nos entregaram ao capital internacional”.

O projeto do governo federal ainda será votado pelo Congresso Nacional.

Amazônia - Brasil debate o valor da floresta em pé


País não fechou proposta climática, mas estuda formas de medir preservação

Catarina Alencastro escreve para "O Globo":

O governo brasileiro ainda não fechou propostas climáticas para apresentar hoje na reunião de clima da ONU, mas negocia, internamente, uma forma de incluir o REDD (Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação Florestal) no mercado de carbono. Duas ideias estão em fase de elaboração e deverão ser divulgadas no dia 14 de outubro, quando o governo anunciará a proposta a ser levada a Copenhague, segundo o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc.

Na primeira, o país apresentaria a queda na elevação das emissões de CO2 e demonstraria que uma redução ainda maior poderia ser alcançada se os ricos ajudassem. A "ajuda" seria na forma de financiamentos de projetos de redução do desmatamento, manejo florestal e de conservação da floresta em pé.

O segundo modelo é sugerir aos ricos que apresentem metas adicionais de redução de CO2 a serem atingidas a partir do mecanismo de REDD. Por exemplo: o Japão anunciou recentemente que cortará 25% de suas emissões até 2020.

Em cima disso, o Brasil proporia que o país reduzisse 30%, sendo que esses 5% adicionais seriam obtidos com créditos gerados por projetos de REDD.

- A ideia é que o REDD entre para aumentar a ambição dos países desenvolvidos - resumiu Branca Americano, diretora do Departamento de Mudanças Climáticas do Ministério do Meio Ambiente.

Mas outros setores do governo que participam da negociação do clima não concordaram com a proposta do Ministério do Meio Ambiente. A introdução do mecanismo de REDD no mercado compensatório é problemática, segundo negociadores, porque o Brasil não estaria preparado para garantir que uma quantidade determinada de CO2 está sendo reduzida. Um dos gargalos é justamente o monitoramento do desmatamento.

Até hoje, somente o desmatamento da Amazônia é medido regularmente, através de imagens de satélites do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Os demais biomas, embora também sofram perdas florestais significativas, não contam com um sistema que apure com precisão o montante que vira fumaça e dióxido de carbono.

O Cerrado, por exemplo, já teve 48% de sua vegetação suprimida. A Caatinga é outro bioma que tem sido rapidamente convertido em carvão vegetal.

Um estudo recente do Ibama revelou que entre 2002 e 2008 a derrubada do Cerrado causou a emissão de 350 milhões de toneladas de CO2, montante equivalente ao emitido pela queima da Amazônia no mesmo período.

Para que o Brasil consiga emitir certificados de redução de emissões, precisaria assegurar que não há vazamento de emissões por desmatamento em todo o território nacional, algo que hoje não tem condições de fazer.

(O Globo, 22/9)