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quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Filho de pedreiro com dona de casa, Barbosa vai presidir o STF



SÃO PAULO - O ministro Joaquim Barbosa será o primeiro negro a comandar um Poder da República, o Judiciário. Eleito na tarde desta quarta-feira para a presidência do Supremo Tribunal Federal (STF), ele deve assumir o cargo até a aposentadoria do ministro Carlos Ayres Britto, que completa 70 anos em 18 de novembro, data em que não mais poderá integrar a Corte. Além do STF, Barbosa vai comandar o Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Ele terá um mandato de dois anos à frente do STF e do CNJ.

Barbosa foi nomeado para o STF pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em 2003. Nascido em Paracatu, no noroeste de Minas Gerais, ele é filho de um pedreiro e de uma dona de casa. Em Brasília, estudou no Colégio Elefante Branco, trabalhou na gráfica do Senado e formou-se em direito na Universidade de Brasília (UnB) na mesma turma pela qual se graduou o também ministro Gilmar Mendes.

Barbosa foi oficial de chancelaria do Ministério das Relações Exteriores (1976-1979) e prestou concurso para o Instituto Rio Branco, no qual foi aprovado em todas as etapas, com exceção da entrevista. Em seguida, foi aprovado em concurso público para procurador da República, cargo que exerceu por 19 anos, entre 1984 e 2003.

Barbosa tem um vasto currículo acadêmico, o que levou o então ministro da Justiça Marcio Thomaz Bastos a procurá-lo, em 2003, quando estava em discussão a indicação de três vagas para o STF dada a aproximidade da aposentadoria de Moreira Alves, Sydney Sanches e Ilmar Galvão.

Barbosa concluiu mestrado e doutorado em Direito Público pela Universidade de Paris-II (Panthéon-Assas) e publicou, na França, em 1994, o livro “La Cour Suprême dans le Système Politique Brésilien” (“A Suprema Corte no Sistema Político Brasileiro”). Ele também fez estudos nas universidades de Columbia, em Nova York, e da Califórnia, em Los Angeles. Nas universidades estrangeiras por que passou, ele sempre defendeu a política de cotas para negros.

O ministro fala inglês, francês, italiano e alemão. Ele toca piano e torce para o São Paulo.

(Juliano Basile, Maíra Magro e Fernando Exman/ Valor)

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