sexta-feira, 4 de maio de 2012

Economia florestal no Brasil ainda não atende às expectativas



O país da maior floresta tropical do mundo tem uma economia florestal pequena, disse o presidente do Grupo de Trabalho Amazônico (GTA) e representante do Fórum Brasileiro de ONGs (organizações não governamentais) e Movimentos Sociais para o Meio Ambiente, Rubens Gomes. Ele defende a criação de uma política nacional para o uso e gestão de florestas.

Sem uma política nacional que seja cumprida à risca, o sistema florestal brasileiro ficou frágil, situação que contribui para que os investidos não realizem investimentos Floresta Amazônica brasileira, acrescentou Rubens Gomes.

A solução, segundo o presidente do GTA, é compensar o vazio legal por meio do fortalecimento do Serviço Florestal Brasileiro (SFB), criado em 2006. Para Rubens Gomes, cinco anos depois da criação do órgão, o SFB ainda está longe de atender as expectativas depositadas pela sociedade brasileira em seu funcionamento.

Marcus Vinicius Alves, diretor de concessão florestal e monitoramento do SFB, reconheceu que os contratos de concessão vem apresentando “um incremento pequeno”. Disse, porém, que, embora modesto, esse crescimento vem sendo “gradual, constante e responsável”. Acrescentou que, desde as primeiras licitações, em 2008, até hoje, já foram concedidos 150 mil hectares em duas florestas públicas (Floresta Nacional do Jamari, em Rondônia, e Floresta Saraca-Taquera, no Pará).

“Há 20 dias lançamos mais dois editais de licitação para área remanescente de Saraca-Taquera e outro para Floresta Jacundá (Rondônia) e ainda vamos concluir outros três editais até julho. Se todos os contratos se concretizarem vamos ter, no final do ano, 1,3 milhão hectares de florestas contratadas”, explicou Marcus Vinicius.

Outra questão considerada crítica por Marcus Vinicius é a falta de instrumentos econômicos, como subsídios e incentivos financeiros para a atividade florestal. “Precisamos de uma série de incentivos que, junto com repressão à ilegalidade, produziriam um salto quantitativo e qualitativo nas concessões”, disse. (Fonte: Carolina Gonçalves / Agência Brasil)

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Em discurso no BNDES Lula critica o que ele mesmo fez, o apoio desmedido à Banca.


Lula chega de bengala a evento no BNDES no Rio

Visivelmente abatido, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou pela primeira vez de um evento do Rio de Janeiro após o início do seu tratamento contra um câncer na laringe.

Acompanhado do governador Sérgio Cabral, que teve seu nome anunciado em meio às palmas para o ex-presidente, Lula apareceu apoiado em uma bengala, no seminário "Investindo na África: Oportunidades, desafios e Instrumentos para a Cooperação Econômica", realizado pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social).

Também mais magro, o governador Sérgio Cabral evitou pela segunda vez a imprensa ao deixar um evento público depois que foram divulgadas fotos suas na França, na companhia do empresário Fernando Cavendish, dono da Delta, empresa investigada pela CPI do empresário de jogos ilegais Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira.

Ao sair do evento, o governador evitou a reportagem da Folha, que o esperava na porta de uma área privativa das autoridades, saindo por uma porta lateral. O prefeito Eduardo Paes, que estava na mesma sala com Cabral saiu pela porta da frente.
Segundo a assesoria de Lula, o motivo do uso da bengala é a fraqueza provocada pelo tratamento contra o câncer, que fez o ex-presidente perder 18 quilos, parte já recuperados, segundo o assessor.

Lula leu seu discurso, uma prática pouco usual, e exaltou a cooperação entre o Brasil e a África, afirmando que o continente e o Brasil estão crescendo em um mesmo momento.

Ele criticou a postura dos países desenvolvidos durante a crise econômica, acusando-os de punir as vítimas da crise (trabalhadores) e distribuir prêmios para os "reais culpados" pela situação econômica mundial que seriam o mercado financeiro e as grandes empresas.

"Os países ricos deram para o sistema financeiro todo o apoio, e para os mais pobres nenhum socorro", disse Lula em seu discurso.

Folha de São Paulo

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Paralisação em Belo Monte deve seguir até o fim de semana

BRASÍLIA - A greve dos 7 mil trabalhadores da hidrelétrica de Belo Monte, que hoje completa dez dias, deve continuar pelo menos até o fim de semana. Isso porque, nestas quinta-feira e sexta-feira, ocorre o pagamento dos funcionários da obra. Nesses dois dias, os operários são dispensados do trabalho para que possam ir à cidade para fazer saques, pagamentos, compras etc.

A greve estava prevista para acabar hoje, mas o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Pesada (Sintrapav) não liberou os funcionários para retornar às atividades. Para o Consórcio Construtor Belo Monte (CCBM), o sindicato quebrou o acordo que havia firmado na semana passada.

A greve foi julgada ilegal pela Justiça do Trabalho da 8ª Região, que impôs uma multa de R$ 200 mil por dia caso a decisão não seja cumprida. Segundo o CCBM, o Sintrapav já estaria devendo R$ 1 milhão.

(André Borges | Valor)