Em lançamento de programa de regularização fundiária na Amazônia, presidente apoia quem saiu do Sul nos anos 70 para colonizar MT
Ele afirma respeitar ONGs, mas discordar de críticas de que, com mudanças no texto, MP que legaliza lotes na área incentiva a grilagem.
ALTA FLORESTA, MT - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse ontem, em Alta Floresta (830 km de Cuiabá), que os proprietários rurais responsáveis pelo desmatamento ocorrido nos últimos 40 anos na Amazônia não podem ser chamados de "bandidos".
No discurso de lançamento dos programas terra Legal e Arco Verde -que preveem um novo modelo de ocupação e uso econômico das áreas da região-, o presidente defendeu os migrantes que, a partir da década de 1970, deixaram a região Sul do país para colonizar o norte de Mato Grosso.
"Nos anos 70, foi feita uma reforma agrária neste país e muita gente foi induzida a vender as pequenas propriedades que tinham no Sul", disse Lula. "Hoje é fácil a gente vir aqui e fazer críticas, mas a gente não sabe quantos pegaram malária aqui, quantos morreram de picada de cobra e não tinha um médico a cem quilômetros." "Eu fico com orgulho quando vejo um cidadão que tinha 50 hectares de terra no Rio Grande do Sul. Hoje ele tem 2.000 hectares, tem casa, carro e está bem de vida porque trabalhou."
Na íntegra aqui
Aqui o Ministro do Mio Ambiente disse que os ruralistas sim são vigaristas
Amazônia, meio ambiente, ecologia, biodiversidade, desenvolvimento sustentável, ciência e tecnologia, incubadoras e parques tecnológicos, política nacional e internacional - Amazonia, the environment, ecology, biodiversity, sustainable development, science and technology, incubators and technology parks, national and international policy
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quinta-feira, 25 de junho de 2009
MEIO AMBIENTE - Lula vetará só uma parte de MP sobre regularização de terras na Amazônia
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu vetar apenas uma parte do artigo 7º da medida provisória 458 --chamada de "MP da Grilagem" por grupos ambientalistas-- que trata da regularização de terras ma Amazônia. Segundo reportagem de Kennedy Alencar publicada na Folha. Só será suprimido o ponto que permitiria a transferência de áreas da União para pessoas jurídicas.
A decisão presidencial é uma vitória dos ruralistas, mas com uma concessão aos ambientalistas, a fim de dar ao governo discurso político para sustentar uma medida polêmica. O presidente considerou que, do ponto de vista político, sancionar integralmente a MP poderia trazer desgaste.
Havia pressão de ambientalistas e da ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva para que fossem vetadas outras partes da medida. O projeto pretende regularizar 67,4 milhões de hectares --área equivalente às de Alemanha e Itália juntas.
Veja na Folha Online
A decisão presidencial é uma vitória dos ruralistas, mas com uma concessão aos ambientalistas, a fim de dar ao governo discurso político para sustentar uma medida polêmica. O presidente considerou que, do ponto de vista político, sancionar integralmente a MP poderia trazer desgaste.
Havia pressão de ambientalistas e da ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva para que fossem vetadas outras partes da medida. O projeto pretende regularizar 67,4 milhões de hectares --área equivalente às de Alemanha e Itália juntas.
Veja na Folha Online
quarta-feira, 17 de junho de 2009
AMAZÔNIA, PARÁ - Assassinato na Amazônia, quantas irmãs dorithy mais? murder in the Amazon, Dorothy how many more?
Por enquanto o mundo discute sobre o papel estratégico da biodiversidade, da Amazônia e a necessidade de se conservar a floresta em pé, aqui mesmo na Amazônia os atores da barbárie continuam avançando sobre a floresta, aumentando o desmatamento, destruindo um dos patrimônios mais importantes da sustentabilidade do Brasil.
O líder dos camponeses assassinado, não tinha o prestígio da irmã Dorothy nem a família conta com recursos para exigir o esclarecimento e condena do assassinato. Esse será mais um crime que ficará impune em um Estado onde pouco tem sido feito para melhorar as condições de segurança combater a violência, que os donos dos latifúndios e das grandes extensões de terra promovem, com seus pistoleiros armados fora da lei.
Veja nota de pesar da ADUFPA
Uma das mais expressivas lideranças do movimento camponês no Pará foi encontrada morta nesta segunda-feira (15), numa região próxima ao município de Conceição do Araguaia, sul do Pará. O ativista social Luis Lopes, coordenador da Liga de Camponeses Pobres do Pará e Tocantins (LCP), foi encontrado com dois tiros na cabeça, o que caracteriza um típico crime de execução.
Os indícios apontam que o assassinato ocorreu às proximidades da Fazenda Batente. Em 2007, Luis Lopes foi um dos grandes mobilizadores para a tomada da Fazenda Forkilha, um dos grandes símbolos do latifúndio naquela região. Na ocasião, o movimento foi duramente reprimido pelo Governo Ana Júlia Carepa durante a operação “Paz no Campo”. Além do terror praticado pelos militares, os camponeses foram alvos de ameaças e tentativas de intimidação por parte dos latifundiários.
A ADUFPA lamenta a perda de mais um companheiro de luta e manifesta profunda solidariedade aos movimentos sociais de trabalhadores camponeses no Pará.
Diretoria da ADUFPA
Na Íntegra no site do ADUFPA
O líder dos camponeses assassinado, não tinha o prestígio da irmã Dorothy nem a família conta com recursos para exigir o esclarecimento e condena do assassinato. Esse será mais um crime que ficará impune em um Estado onde pouco tem sido feito para melhorar as condições de segurança combater a violência, que os donos dos latifúndios e das grandes extensões de terra promovem, com seus pistoleiros armados fora da lei.
Veja nota de pesar da ADUFPA
Uma das mais expressivas lideranças do movimento camponês no Pará foi encontrada morta nesta segunda-feira (15), numa região próxima ao município de Conceição do Araguaia, sul do Pará. O ativista social Luis Lopes, coordenador da Liga de Camponeses Pobres do Pará e Tocantins (LCP), foi encontrado com dois tiros na cabeça, o que caracteriza um típico crime de execução.
Os indícios apontam que o assassinato ocorreu às proximidades da Fazenda Batente. Em 2007, Luis Lopes foi um dos grandes mobilizadores para a tomada da Fazenda Forkilha, um dos grandes símbolos do latifúndio naquela região. Na ocasião, o movimento foi duramente reprimido pelo Governo Ana Júlia Carepa durante a operação “Paz no Campo”. Além do terror praticado pelos militares, os camponeses foram alvos de ameaças e tentativas de intimidação por parte dos latifundiários.
A ADUFPA lamenta a perda de mais um companheiro de luta e manifesta profunda solidariedade aos movimentos sociais de trabalhadores camponeses no Pará.
Diretoria da ADUFPA
Na Íntegra no site do ADUFPA
sexta-feira, 5 de junho de 2009
AMAZÔNIA - Para Marina Silva, MP da Amazônia beneficia grileiros
Se for aprovada no Senado com o mesmo texto que passou pela Câmara, a medida provisória (MP) 458, que trata da regularização fundiária na Amazônia Legal, beneficiará quem agiu fora da lei até o momento, segundo avaliação da senadora Marina Silva (PT-AC), ex-ministra do Meio Ambiente. De acordo com ela, o texto da MP favorece "práticas lesivas" ao patrimônio público e ao meio ambiente. "Os grileiros darão boas gargalhadas daqueles que confiaram na Justiça", disse.
A intenção de Marina é a de apresentar emendas à MP assim que ela for apreciada pelo Senado. Hoje, a casa votaria a MP 458, mas a ordem do dia foi encerrada por falta de quórum. "O texto é legítimo para quem tem o direito da posse, mas os que não têm o mesmo direito vão se escudar atrás dos que têm." Uma das emendas a serem apresentadas pela senadora diz respeito à obrigatoriedade da vistoria das propriedades. "Não podemos dispensar a vistoria, pois se fizermos o processo de forma autodeclatória, não cumpriremos o que está na lei", argumentou.
Pouco antes, a relatora da MP, senadora Kátia Abreu (DEM-TO), afirmou que não fez alterações no texto por falta de tempo. "Não sei se foi por falta de tempo, mas, de qualquer forma, vou apresentar minhas emendas", disse Marina Silva. De acordo com ela, se a alegação da senadora do DEM for verdadeira, esta será mais uma prova de que a questão deveria ser tratada por meio de projeto de lei, e não por MP. "Vamos repassar 67 milhões de hectares na Amazônia num processo atabalhoado." (Fonte: Célia Froufe/ Estadão Online)
Ambiente Brasil
A intenção de Marina é a de apresentar emendas à MP assim que ela for apreciada pelo Senado. Hoje, a casa votaria a MP 458, mas a ordem do dia foi encerrada por falta de quórum. "O texto é legítimo para quem tem o direito da posse, mas os que não têm o mesmo direito vão se escudar atrás dos que têm." Uma das emendas a serem apresentadas pela senadora diz respeito à obrigatoriedade da vistoria das propriedades. "Não podemos dispensar a vistoria, pois se fizermos o processo de forma autodeclatória, não cumpriremos o que está na lei", argumentou.
Pouco antes, a relatora da MP, senadora Kátia Abreu (DEM-TO), afirmou que não fez alterações no texto por falta de tempo. "Não sei se foi por falta de tempo, mas, de qualquer forma, vou apresentar minhas emendas", disse Marina Silva. De acordo com ela, se a alegação da senadora do DEM for verdadeira, esta será mais uma prova de que a questão deveria ser tratada por meio de projeto de lei, e não por MP. "Vamos repassar 67 milhões de hectares na Amazônia num processo atabalhoado." (Fonte: Célia Froufe/ Estadão Online)
Ambiente Brasil
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