José Reinoso
Em Pequim (China)
As cinco grandes potências emergentes que integram o grupo chamado
BRICs - Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul - pediram na
sexta-feira (15) uma "reforma integral" da ONU, incluindo o Conselho de
Segurança, para dar mais voz aos países em desenvolvimento.
"China e Rússia reiteram a importância que dão à posição da Índia,
Brasil e África do Sul nos assuntos internacionais e compreendem e
apoiam suas aspirações a desempenhar um papel maior na ONU", indica o
comunicado conjunto emitido depois da cúpula anual dos BRICs na ilha
chinesa de Hainan.
"Estamos de acordo sobre a necessidade de modificar o sistema do
Conselho de Segurança da ONU e torná-lo mais representativo e efetivo",
afirmou o presidente sul-africano, Jacob Zuma, informa a agência France
Presse. "É impossível que o mundo se mantenha ligado a planos que foram
realizados no pós-guerra", afirmou a presidente do Brasil, Dilma
Rousseff, referindo-se à criação da Organização das Nações Unidas depois
da Segunda Guerra Mundial.
Do conclave, de um dia de duração, também participaram o
primeiro-ministro indiano, Manmohan Singh, e os presidentes da Rússia,
Dmitri Medvedev, e da China, Hu Jintao. Os dois últimos países são
membros permanentes do Conselho de Segurança. Os outros três são membros
rotativos e buscam uma maior representação para si mesmos ou para suas
regiões no órgão da ONU, que reflita sua crescente influência
internacional.
O apoio de Pequim e Moscou à declaração conjunta é significativo, pois
reflete seu interesse em promover uma mudança do equilíbrio geopolítico
mundial, cujo centro de gravidade se afastou do Ocidente nos últimos
anos.
Tanto o Brasil como a Índia aspiram a um assento permanente no
Conselho, cujos cinco membros fixos - EUA, França, Reino Unido, China e
Rússia - têm direito de veto. Moscou apoia o pedido de ambos, enquanto
Pequim - que mantém uma relação às vezes tensa com Nova Déli, devido a
disputas territoriais e um passado de confrontos armados - ainda não o
fez. Os BRICs englobam 40% da população mundial e no ano passado
representaram 18% do PIB.
As pressões para que ocorram mudanças na estrutura da ONU são
crescentes. Alemanha e Japão também aumentaram desde o ano passado os
movimentos para conseguir um lugar permanente no órgão de poder da
entidade, enquanto os países africanos consideram que deveriam ter pelo
menos dois lugares no Conselho. Os governos do mundo árabe e da América
Latina também pedem maior representação.
O comunicado conjunto dos BRICs pede o fim da intervenção armada
internacional na Líbia. "Somos da opinião de que todas as partes
deveriam resolver as diferenças por meios pacíficos e pelo diálogo.
(...) O uso da força deveria ser evitado. A independência, a soberania, a
unidade e a integridade territoriais de cada nação devem ser
respeitadas", diz. A África do Sul foi o único membro dos BRICs que
aprovou a resolução da ONU para estabelecer uma zona de exclusão aérea
na Líbia, que autoriza "todas as medidas necessárias" para proteger a
população civil. Pequim e Moscou, que poderiam ter vetado a resolução,
se abstiveram, assim como Índia e Brasil.
Os cinco países advertiram ontem que a "excessiva volatilidade dos
preços das matérias-primas, em particular dos alimentos e da energia,
representa um novo risco para a recuperação em curso da economia
mundial" e que os grandes fluxos de capitais internacionais poderiam
prejudicar os países em desenvolvimento. Também pediram a reforma do
sistema monetário internacional para torná-lo mais variado e
representativo; em outras palavras, menos ligado ao dólar. Os BRICs
estão preocupados com o efeito que os vultosos déficits comercial e
orçamentário americanos podem ter sobre a divisa.
Amazônia, meio ambiente, ecologia, biodiversidade, desenvolvimento sustentável, ciência e tecnologia, incubadoras e parques tecnológicos, política nacional e internacional - Amazonia, the environment, ecology, biodiversity, sustainable development, science and technology, incubators and technology parks, national and international policy
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domingo, 17 de abril de 2011
sexta-feira, 13 de novembro de 2009
Economia - "Brazil Takes off"
O BRASIL DECOLA.
Segundo a Revista, China pode estar contribuindo para que a economia mundial supere a recessão, mas o Brasil também está fazendo sua parte. O Brasil não evitou a recessão, mas foi entre os últimos eo primeiro a sair. A economia voltou a crescer a uma taxa de 5% e essa taxa crescerá nos próximos anos, quando os novos campos petrolíferos de águas profundas entrem em funcionamento.
JUnto com o petróleo a revista destaca, também, a riqueza do Brasil na produção de alimentos e minerais.
Depois de 2014 as previsões mostram a possibilidade da economia brasileira se tornar a quinta maior economia do mundo, superando a Grã-Bretanha e França.
Em 14 páginas esta é a segunda reportagem da Revista sobre as potencialidades da economia brasileira.
Destaca a "B" dos Bric´s (Brasil, Rusia, India e China) ressaltando seus pontos fortes em contraste com os outros BRIC´s.
Ao contrário da China, é uma democracia. Ao contrário da Índia, ela não tem os insurgentes, não houve conflitos étnicos e religiosos, nem os vizinhos hostis. Ao contrário da Rússia, que exporta mais petróleo e armas, trata de investidores estrangeiros "com respeito". "Sob a presidência de Luiz Inácio Lula da Silva o governo tomou medidas para reduzir as desigualdades marcantes que há muito tempo tinham desfigurado o País.
O mundo tem muito mais que aprender com Brasil do que com a China, destaca a Revista.
"Em suma, o Brasil de repente, parece ter feito uma entrada no palco do mundo. Sua chegada foi simbolicamente marcada, no mês passado, pela eleição para a realização dos Jogos Olímpicos de 2016 a serem realizados no Rio de Janeiro, dois anos antes, o Brasil sediará a Copa do Mundo de futebol".
Como não poderia deixar de ser a Revista ressalta também alguns pontos fracos do Governo Lula, a educação e segurança e principalmente o baixo investimento do setor privado e público, que ainda é insuficiente para a economia decolar realmente.
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