Segundo o Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos em Alimentos (PARA) (PDF) da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o pimentão foi o alimento que apresentou o maior índice de irregularidades para resíduos de agrotóxicos, durante o ano de 2008.
Mais de 64% das amostras de pimentão, analisadas apresentaram problemas. O morango, a uva e a cenoura também apresentaram índices elevados de amostras irregulares, com mais de 30% cada.
No lançamento dos dados do Programa, nesta quarta-feira (15), em Brasília (DF), o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, destacou a importância do trabalho da Anvisa no monitoramento de resíduos de agrotóxicos em alimentos. “No Brasil, a segunda causa de intoxicação, depois de medicamentos, é por agrotóxicos, o que tem uma dimensão importante”, afirmou Temporão.
Os desvios detectados pelo PARA foram: teores de resíduos de agrotóxicos acima do permitido e o uso não autorizado para determinadas culturas. No balanço geral, das 1773 amostras dos dezessete alimentos monitorados (alface, batata, morango, tomate, maça, banana, mamão, cenoura, laranja, abacaxi, arroz, cebola, feijão, manga, pimentão, repolho e uva), 15,28% estavam insatisfatórias.
A cultura de tomate foi a que apresentou maiores avanços quanto à diminuição dos índices de irregularidades. Em 2007, 44,72% das amostras de tomate analisadas apresentaram resíduos de agrotóxicos acima do permitido. No último ano, esse número caiu para 18,27%.
O arroz e o feijão, coletados pela primeira vez no Programa de 2008, apresentaram índices de irregularidades de 3,68% e 2,92% respectivamente. Juntamente com a manga, batata, banana, cebola e maçã, esses dois alimentos apresentaram os menores teores de irregularidade detectados.
A batata, que em 2002, primeiro ano de monitoramento do Programa, apresentou um índice de 22,2% de uso indevido de agrotóxicos, teve o nível reduzido para 2%. A banana, que chegou a apresentar índice de 6,53% neste período, fechou 2008 com incidência de 1,03% de irregularidades.
Chama atenção, nos resultados do Programa, o uso de agrotóxicos não permitidos, em todas as culturas analisadas. Ingredientes ativos banidos em diversas partes do mundo, como acefato, metamidofós e endossulfam, foram encontrados de forma irregular nas culturas de abacaxi, alface, arroz, batata, cebola, cenoura, laranja, mamão, morango, pimentão, repolho, tomate e uva.
CuidadosPara reduzir o consumo de agrotóxico em alimentos, o consumidor deve optar por produtos com origem identificada. Essa identificação aumenta o comprometimento dos produtores em relação à qualidade dos alimentos, com adoção de boas práticas agrícolas.É importante, ainda, que a população escolha alimentos da época ou produzidos por métodos de produção integrada (que a princípio recebem carga menor de agrotóxicos). Alimentos orgânicos também são uma boa opção, pois não utilizam produtos químicos para serem produzidos.
Os procedimentos de lavagem e retirada de cascas e folhas externas de verduras ajudam na redução dos resíduos de agrotóxicos presentes nas superfícies dos alimentos.
PARA
O objetivo do PARA, criado em 2001, é manter a segurança alimentar do consumidor e a saúde do trabalhador rural. O Programa, coordenado pela Anvisa em conjunto com os órgãos de Vigilância Sanitária Estaduais e Municipais, abrange, atualmente, 25 estados e o Distrito Federal. Em 2008, realizaram coletas em supermercados (de acordo com o plano de amostragem) os estados do Acre, Bahia, Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Pará, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Sergipe, Tocantins e Distrito Federal. Neste mesmo ano, as ações de ampliação do Programa treinaram os estados de Amapá, Amazonas, Ceará, Maranhão, Mato Grosso, Paraíba, Piauí, Rio Grande do Norte, Rondônia, Roraima. Os dez estados treinados, mais São Paulo, participarão do PARA em 2009.
A escolha dos itens analisados pelo Programa leva em consideração a importância destes alimentos na cesta básica do brasileiro, o consumo, o uso de agrotóxicos e a distribuição das lavouras pelo território nacional. No último ano, o PARA acompanhou oito novas culturas, até então nunca monitoradas: abacaxi, arroz, cebola, feijão, manga, pimentão, repolho e uva.
O Programa funciona a partir de amostras coletadas pelas vigilâncias sanitárias dos estados e municípios. No último ano, as amostras foram enviadas para análise aos seguintes laboratórios: Instituto Octávio Magalhães (IOM/FUNED/MG), Laboratório Central do Paraná (LACEN/PR) e Instituto Tecnológico de Pernambuco (ITEP), nas quais foram investigadas até 167 diferentes agrotóxicos.
Caso a utilização de agrotóxicos esteja em desacordo com os limites permitidos pela Anvisa, os órgãos responsáveis pelas áreas de agricultura e meio ambiente são acionados para rastrear e solucionar o problema. “ Trabalhadores rurais são expostos a estes agrotóxicos sem os equipamentos próprios para o manejo destes produtos”, explica José Agenor Álvares, diretor da Anvisa. As medidas em relação aos produtores são, principalmente, de orientação para que sejam adotadas as Boas Práticas Agrícolas (BPAs).
Amazônia, meio ambiente, ecologia, biodiversidade, desenvolvimento sustentável, ciência e tecnologia, incubadoras e parques tecnológicos, política nacional e internacional - Amazonia, the environment, ecology, biodiversity, sustainable development, science and technology, incubators and technology parks, national and international policy
quarta-feira, 15 de abril de 2009
terça-feira, 14 de abril de 2009
SAÚDE: Al Gore vai investir de US$ 20 milhões em células-tronco
SÃO PAULO, 14 de abril de 2009
O ex-vice-presidente dos Estados Unidos Al Gore anunciou nesta terça-feira um investimento de US$ 20 milhões na pesquisa de células-tronco em parceria com uma empresa de biotecnologia americana. A iniciativa focará os estudos na produção das células-tronco pluripotentes induzidas (iPS, em inglês) - com capacidade para formar vários tipos de tecido.
O setor é considerado quente para investimentos e tem atraído o interesse de diversos pesquisadores e empresas biotecnológicas. As células-tronco pluripotentes são desenvolvidas a partir da introdução de quatro genes em células normais da pele, com o objetivo de oferecer novos caminhos para tratamento médicos de regeneração.
"Acho que é um atalho muito importante que se preenche de promessa e esperança", afirmou Gore. "Penso que esta é uma daquelas notícias que só chegam de vez em quando", avaliou o ex-vice-presidente. O financiamento será feito pela empresa de capital de risco Kleiner Perkins Caufield and Byers.
A parceira de Al Gore, a companhia tecnológica Inc. Izumi Bio de Mountain View, sediada na Califórnia, vai colaborar com o estudo da pesquisadora Shinya Yamanaka, da Universidade de Kyoto. Em 2006, a japonesa demonstrou que tecidos adultos do organismo poderiam ser transformados em células indiferenciadas com características semelhantes às das células-tronco embrionárias em laboratório. (Redação - Agência JB Online)
O ex-vice-presidente dos Estados Unidos Al Gore anunciou nesta terça-feira um investimento de US$ 20 milhões na pesquisa de células-tronco em parceria com uma empresa de biotecnologia americana. A iniciativa focará os estudos na produção das células-tronco pluripotentes induzidas (iPS, em inglês) - com capacidade para formar vários tipos de tecido.
O setor é considerado quente para investimentos e tem atraído o interesse de diversos pesquisadores e empresas biotecnológicas. As células-tronco pluripotentes são desenvolvidas a partir da introdução de quatro genes em células normais da pele, com o objetivo de oferecer novos caminhos para tratamento médicos de regeneração.
"Acho que é um atalho muito importante que se preenche de promessa e esperança", afirmou Gore. "Penso que esta é uma daquelas notícias que só chegam de vez em quando", avaliou o ex-vice-presidente. O financiamento será feito pela empresa de capital de risco Kleiner Perkins Caufield and Byers.
A parceira de Al Gore, a companhia tecnológica Inc. Izumi Bio de Mountain View, sediada na Califórnia, vai colaborar com o estudo da pesquisadora Shinya Yamanaka, da Universidade de Kyoto. Em 2006, a japonesa demonstrou que tecidos adultos do organismo poderiam ser transformados em células indiferenciadas com características semelhantes às das células-tronco embrionárias em laboratório. (Redação - Agência JB Online)
LULA -Pesquisa aponta ao Presidente como o mais popular das Américas
SÃO PAULO, 14 de abril de 2009 -
Mais uma pesquisa exalta a popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ele aparece em primeiro lugar na lista de líderes com melhor aprovação das Américas, com 70% de popularidade, de acordo com um estudo publicado nesta terça-feira na internet pela empresa mexicana Consulta Mitofsky. O relatório, correspondente ao mês de abril, indica que o governante colombiano, Álvaro Uribe, está pouco atrás de Lula, com 69%, seguido pelo mexicano Felipe Calderón, com 68%, e pelo salvadorenho Elías Antonio Saca, com 66%.
Mais abaixo, em um segundo bloco, aparecem os presidentes de Estados Unidos, Barack Obama, com 61%; Equador, Rafael Correa, e Paraguai, Fernando Lugo, com 60%; Chile, Michelle Bachelet, com 59%; e Bolívia, Evo Morales, com 58%.
Ainda mais atrás estão o governante uruguaio, Tabaré Vázquez, com 53%; o costarriquenho Óscar Arias, com 49%; o panamenho Martín Torrijos, com 48%; o guatemalteco Álvaro Colom, com 45%; o dominicano Leonel Fernández e o nicaraguense Daniel Ortega, com 48%; e o peruano Alan García, com 34%.
No final da lista, estão a argentina Cristina Fernández de Kirchner, com 29%, e o hondurenho Manuel Zelaya, com 25%.
A Consulta Mitofsky destacou que a aprovação média dos presidentes americanos em março foi de 52%, só superada pelos resultados de janeiro e maio de 2007, que alcançaram 53% e 54%, respectivamente. No estudo anterior, divulgado em janeiro, Lula, Uribe e Correa dividiam o primeiro lugar, com 70% de aprovação. (Redação - Agência JB Online)
Mais uma pesquisa exalta a popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ele aparece em primeiro lugar na lista de líderes com melhor aprovação das Américas, com 70% de popularidade, de acordo com um estudo publicado nesta terça-feira na internet pela empresa mexicana Consulta Mitofsky. O relatório, correspondente ao mês de abril, indica que o governante colombiano, Álvaro Uribe, está pouco atrás de Lula, com 69%, seguido pelo mexicano Felipe Calderón, com 68%, e pelo salvadorenho Elías Antonio Saca, com 66%.
Mais abaixo, em um segundo bloco, aparecem os presidentes de Estados Unidos, Barack Obama, com 61%; Equador, Rafael Correa, e Paraguai, Fernando Lugo, com 60%; Chile, Michelle Bachelet, com 59%; e Bolívia, Evo Morales, com 58%.
Ainda mais atrás estão o governante uruguaio, Tabaré Vázquez, com 53%; o costarriquenho Óscar Arias, com 49%; o panamenho Martín Torrijos, com 48%; o guatemalteco Álvaro Colom, com 45%; o dominicano Leonel Fernández e o nicaraguense Daniel Ortega, com 48%; e o peruano Alan García, com 34%.
No final da lista, estão a argentina Cristina Fernández de Kirchner, com 29%, e o hondurenho Manuel Zelaya, com 25%.
A Consulta Mitofsky destacou que a aprovação média dos presidentes americanos em março foi de 52%, só superada pelos resultados de janeiro e maio de 2007, que alcançaram 53% e 54%, respectivamente. No estudo anterior, divulgado em janeiro, Lula, Uribe e Correa dividiam o primeiro lugar, com 70% de aprovação. (Redação - Agência JB Online)
ECONOMIA - MINERAÇÃO - Vale enxuga estrutura e reduz equipe de diretores
Diante da dificuldade em retomar as vendas de minério, a Vale acelerou a reorganização de seu organograma para eliminar sobreposições de atuação. Na semana passada, quatro executivos deixaram a empresa, entre eles o ex-presidente do BNDES Demian Fiocca, que ocupava a diretoria de gestão e sustentabilidade.A Vale afirma que, no caso de Fiocca, foi um pedido de demissão. Segundo a Folha apurou, ele teria ficado insatisfeito com a redução de recursos de sua área. Com a saída de Fiocca, que chegou à Vale em 2007, o número de diretores-executivos cai de 6 para 5, e suas atribuições serão redistribuídas.Os outros três executivos que deixaram a companhia foram Olinta Cardoso, diretora de comunicação, Marco Dalpozzo, diretor global de recursos humanos, e Walter Cover, este último ex-assessor de José Dirceu quando era chefe da Casa Civil. Os três situavam-se um nível abaixo dos diretores executivos. Segundo a Vale, "Olinta saiu para cuidar de projetos pessoais".A companhia nada comentou sobre os outros dois, mas confirma que "está em curso um ajuste de estrutura, para buscar maior eficiência". Uma das empresas responsáveis pela refomulação é a Gradus Consultoria, de São Paulo.Sob a diretoria de Dalpozzo ficava a área que conduziu acordo de licença remunerada fechado com trabalhadores em Minas Gerais. No acordo, os funcionários parariam, mas receberiam metade do salário e benefícios garantidos. O acordo acaba em 1° de maio. Não se sabe se os 17 mil trabalhadores serão demitidos.Cinco meses depois de o mercado externo ter reduzido fortemente encomendas, a Vale ainda não retomou o ritmo de embarques pré-crise. Executivos do setor de mineração afirmam que, desde novembro, a ArcelorMittal, maior mineradora do mundo, não comprou praticamente minério da Vale.As encomendas da China teriam verificado uma alta nos últimos meses porque, diante da crise, a Vale vem buscando atender pequenas siderúrgicas chinesas que querem comprar diretamente da mineradora. Especialistas em mineração e pessoas próximas à Vale dizem que, nos anos de explosão do consumo de minério de ferro, a empresa cresceu de forma demasiada. Hoje, a companhia tem 62 mil funcionários. Há dois anos, eram 42 mil pessoas.Entre 2006 e 2008, período em que o lucro cresceu 61%, de R$ 13 bilhões para R$ 21 bilhões, as despesas administrativas avançaram 85%, de R$ 1,9 bilhão para R$ 3,6 bilhões.RecuperaçãoOntem, o diretor financeiro da Vale, Fábio Barbosa, afirmou que a empresa vem estudando formas de tornar viável, junto a bancos privados, a criação de linhas de financiamento para os fornecedores da companhia, sufocados pela crise no crédito. Barbosa afirma que o mercado vem dando sinais de recuperação."As vendas de imóveis na China estão em expansão, o que nos permite prever uma reaceleração no ciclo da construção civil do país".
Correio Braziliense
Correio Braziliense
MINERAÇÃO - Vale confirma entrada da Dubal no capital da CAP
Valor Online
A Vale confirmou a entrada da Dubai Aluminium Company Limited (Dubal) no capital da Companhia de Alumina do Pará (CAP). Com a negociação, a Vale passará a ter 61% do capital total da CAP, contra 80% anteriormente. A norueguesa Hydro Aluminium continuará com 20%, enquanto a Dubal terá 19%.
A CAP implantará uma refinaria de alumina no município paraense de Barcarena. A unidade ficará a 5 quilômetros da refinaria de outra subsidiária da Vale, a Alunorte. Segundo a Vale, a entrada da Dubal no capital da CAP ainda está sujeita ao cumprimento de " certas condições " .
A refinaria de Barcarena terá capacidade inicial de 1,86 milhão de toneladas métricas por ano de alumina, por meio de duas linhas, cada uma de 930 mil toneladas métricas anuais. A projeção da mineradora é de que o início das operações aconteça no final de 2012, de acordo com as condições de mercado.
A edição de hoje do jornal Valor trouxe que a Vale estava concluindo a venda de uma participação acionária minoritária na CAP e que a nova sócia da mineradora brasileira seria a Dubal.
A Vale confirmou a entrada da Dubai Aluminium Company Limited (Dubal) no capital da Companhia de Alumina do Pará (CAP). Com a negociação, a Vale passará a ter 61% do capital total da CAP, contra 80% anteriormente. A norueguesa Hydro Aluminium continuará com 20%, enquanto a Dubal terá 19%.
A CAP implantará uma refinaria de alumina no município paraense de Barcarena. A unidade ficará a 5 quilômetros da refinaria de outra subsidiária da Vale, a Alunorte. Segundo a Vale, a entrada da Dubal no capital da CAP ainda está sujeita ao cumprimento de " certas condições " .
A refinaria de Barcarena terá capacidade inicial de 1,86 milhão de toneladas métricas por ano de alumina, por meio de duas linhas, cada uma de 930 mil toneladas métricas anuais. A projeção da mineradora é de que o início das operações aconteça no final de 2012, de acordo com as condições de mercado.
A edição de hoje do jornal Valor trouxe que a Vale estava concluindo a venda de uma participação acionária minoritária na CAP e que a nova sócia da mineradora brasileira seria a Dubal.
MAIS OUTRA DOS SENADORES - Lamento só da lama por aí
Renata Lo Preste da Folha.
Imobiliária.
No auge da série de escândalos administrativos, a direção do Senado se deparou com uma lista com pelo menos 12 apartamentos funcionais destinados aos senadores que estão ocupados por membros do Judiciário: são dez ministros do Superior Tribunal de Justiça e dois desembargadores, além do ministro do TCU Aroldo Cedraz.
Síndico.
Logo após a relação dos moradores circular, a Mesa Diretora decidiu nomear o terceiro-secretário, Mão Santa (PMDB-PI), para gerenciar a distribuição dos 72 apartamentos da Asa Sul de Brasília.
SOS.
O senador Marco Maciel (DEM-PE) apresentou projeto que autoriza o Executivo a criar o Fundo de Assistência Financeira Emergencial aos Municípios, destinado a garantir que as transferências das quotas-partes do FPM mantenham o valor dos repasses feitos no ano passado. Pela proposta, o socorro viria do Fundo Soberano.
Às origens.
A jornalista Tânia Fusco deixou o cargo de diretora da Subsecretaria de Divulgação e Integração do Senado, que ocupava apesar de atuar, no dia-a-dia, como assessora da líder do governo no Congresso, Roseana Sarney (PMDB-MA).
Laços 1.
Citado em documentos apreendidos pela Polícia Federal na Operação Castelo e Areia, que investiga suspeitas de evasão e lavagem de dinheiro envolvendo a Camargo Corrêa, o senador Valdir Raupp (PMDB-RO) mantém estreita relação com a construtora desde os tempos de governador, nos anos 90.
Laços 2.
Raupp foi um dos interlocutores do Palácio do Planalto durante o embate entre empreiteiras e órgãos ambientais para viabilizar o projeto da usina de Jirau, uma das vitrines do PAC. Em 2006, a Camargo declarou ter doado R$ 50 mil para a campanha de Marinha Raupp (PMDB-RO), mulher do senador, eleita deputada federal.
Imobiliária.
No auge da série de escândalos administrativos, a direção do Senado se deparou com uma lista com pelo menos 12 apartamentos funcionais destinados aos senadores que estão ocupados por membros do Judiciário: são dez ministros do Superior Tribunal de Justiça e dois desembargadores, além do ministro do TCU Aroldo Cedraz.
Síndico.
Logo após a relação dos moradores circular, a Mesa Diretora decidiu nomear o terceiro-secretário, Mão Santa (PMDB-PI), para gerenciar a distribuição dos 72 apartamentos da Asa Sul de Brasília.
SOS.
O senador Marco Maciel (DEM-PE) apresentou projeto que autoriza o Executivo a criar o Fundo de Assistência Financeira Emergencial aos Municípios, destinado a garantir que as transferências das quotas-partes do FPM mantenham o valor dos repasses feitos no ano passado. Pela proposta, o socorro viria do Fundo Soberano.
Às origens.
A jornalista Tânia Fusco deixou o cargo de diretora da Subsecretaria de Divulgação e Integração do Senado, que ocupava apesar de atuar, no dia-a-dia, como assessora da líder do governo no Congresso, Roseana Sarney (PMDB-MA).
Laços 1.
Citado em documentos apreendidos pela Polícia Federal na Operação Castelo e Areia, que investiga suspeitas de evasão e lavagem de dinheiro envolvendo a Camargo Corrêa, o senador Valdir Raupp (PMDB-RO) mantém estreita relação com a construtora desde os tempos de governador, nos anos 90.
Laços 2.
Raupp foi um dos interlocutores do Palácio do Planalto durante o embate entre empreiteiras e órgãos ambientais para viabilizar o projeto da usina de Jirau, uma das vitrines do PAC. Em 2006, a Camargo declarou ter doado R$ 50 mil para a campanha de Marinha Raupp (PMDB-RO), mulher do senador, eleita deputada federal.
COBERTURA DO PODER - O pacto republicano
Por Luciano Martins Costa
Os jornais noticiam na terça-feira (14/3), mas não transmitem muito entusiasmo com o pacto assinado no dia anterior entre os representantes dos três poderes da República. O chamado "pacto republicano", anunciado como uma série de medidas legislativas criadas em consenso entre o Executivo, o Legislativo e o Judiciário, tem como objetivo principal conter os chamados abusos de autoridade.
Nenhum jornal estranhou a ausência de outras metas a serem perseguidas no esforço de conciliação entre os poderes. Não há citação, por exemplo, à avalancha de denúncias de irregularidades que vem minando a reputação do Congresso Nacional desde a reabertura dos trabalhos legislativos.
Os proponentes do acordo restringem seu alcance aos efeitos das ações policiais escandalosas mas, ao discutir os casos de abuso de autoridade, também anunciam restrições à atuação das Comissões Parlamentares de Inquérito, usadas rotineiramente como arma de pressão política e instrumento de disputas eleitorais.
Ótimas relações
Como todas as propostas deverão ser submetidas a votação na Câmara e no Senado, no final das contas quem vai decidir o que passa e o que será rejeitado serão os parlamentares, que são parte do problema.
Por exemplo, uma das medidas em discussão está resumida num projeto de lei do deputado Raul Jungmann (PPS-PE), que prevê pena de até oito anos de prisão para autoridades que cometerem abusos. Entre esses supostos abusos estariam a exposição de presos à imprensa, o uso de algemas de forma indevida e o vazamento de informações sigilosas por parte de investigadores e procuradores. O jornal O Estado de S.Paulo observa que medidas como essa podem inibir a ação policial e fragilizar as autoridades no combate ao crime.
Não há como escapar de certa interpretação maliciosa sobre determinadas medidas propostas no pacto. Nas mesma edição em que anunciam o acordo entre os três poderes, os jornais noticiam o afastamento do delegado Protógenes Queiroz, por tempo indeterminado, de qualquer função na Polícia Federal.
Protógenes é aquele delegado federal que prendeu e exibiu algemado, para a imprensa, o banqueiro Daniel Dantas, tido como homem de excelentes relações nos três poderes da República.
Os jornais noticiam na terça-feira (14/3), mas não transmitem muito entusiasmo com o pacto assinado no dia anterior entre os representantes dos três poderes da República. O chamado "pacto republicano", anunciado como uma série de medidas legislativas criadas em consenso entre o Executivo, o Legislativo e o Judiciário, tem como objetivo principal conter os chamados abusos de autoridade.
Nenhum jornal estranhou a ausência de outras metas a serem perseguidas no esforço de conciliação entre os poderes. Não há citação, por exemplo, à avalancha de denúncias de irregularidades que vem minando a reputação do Congresso Nacional desde a reabertura dos trabalhos legislativos.
Os proponentes do acordo restringem seu alcance aos efeitos das ações policiais escandalosas mas, ao discutir os casos de abuso de autoridade, também anunciam restrições à atuação das Comissões Parlamentares de Inquérito, usadas rotineiramente como arma de pressão política e instrumento de disputas eleitorais.
Ótimas relações
Como todas as propostas deverão ser submetidas a votação na Câmara e no Senado, no final das contas quem vai decidir o que passa e o que será rejeitado serão os parlamentares, que são parte do problema.
Por exemplo, uma das medidas em discussão está resumida num projeto de lei do deputado Raul Jungmann (PPS-PE), que prevê pena de até oito anos de prisão para autoridades que cometerem abusos. Entre esses supostos abusos estariam a exposição de presos à imprensa, o uso de algemas de forma indevida e o vazamento de informações sigilosas por parte de investigadores e procuradores. O jornal O Estado de S.Paulo observa que medidas como essa podem inibir a ação policial e fragilizar as autoridades no combate ao crime.
Não há como escapar de certa interpretação maliciosa sobre determinadas medidas propostas no pacto. Nas mesma edição em que anunciam o acordo entre os três poderes, os jornais noticiam o afastamento do delegado Protógenes Queiroz, por tempo indeterminado, de qualquer função na Polícia Federal.
Protógenes é aquele delegado federal que prendeu e exibiu algemado, para a imprensa, o banqueiro Daniel Dantas, tido como homem de excelentes relações nos três poderes da República.
TECNOLOGIA (FACEBOOK) - MENINA EVITA SUICÍDIO DE AMIGO DEPOIS DE RECADO NA REDE SOCIAL
Uma garota dos EUA recebeu um recado de um adolescente inglês, no site de relacionamentos, com o qual ficou preocupada. A mensagem dizia que ele ia se machucar. A amiga sabia que ele estava deprimido. Ela, com ajuda dos pais, avisou a polícia dos EUA, que fez chegar o alerta à embaixada inglesa. Depois de três horas do recado do menino de 16 anos para a amiga, a polícia de Oxford, na Inglaterra, conseguiu descobrir o endereço e chegar à casa do garoto, que estava sofrendo uma overdose de drogas, mas estava consciente, de acordo com a rede britânica BBC.
Site de relacionamento FACEBOOK: http://www.facebook.com/
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CONGRESSO - Novo "canal" para ganhar dinheiro fácil
Cabide parlamentar
Fonte do texto: Folha de São Paulo
PARECE ilimitada a desfaçatez no Congresso Nacional.
Descobre-se agora que a criação de quatro novas vagas de deputado federal -que representariam brasileiros domiciliados no exterior- é apenas a cereja de um bolo bem maior. Políticos estudam, também, a implantação de outros 75 cargos eletivos federais.
O propósito seria dotar com representantes remunerados o Parlamento do Mercosul. Numa conta aproximada, o custo extra do trem da alegria -somados o vagão "brasuca" e o sul-americano- superaria R$ 100 milhões anuais.
Atualmente o órgão do Mercosul tem um orçamento anual de R$ 2,2 milhões e dispõe de 18 representantes provisórios de cada país. No caso do Brasil, são nove deputados e nove senadores, que não ganham salário extra.
O protocolo constitutivo do Parlamento, de 2005, prevê que a partir de janeiro de 2011 ele contará com membros eleitos. O Brasil propõe a criação de 75 cadeiras para o país, mas os números definitivos ainda são negociados pelos países-membros.
Não se sabe se o bloco regional levará adiante a proposta original, pelo menos no cronograma acordado. Mas tamanha oportunidade era tentadora demais para que alguns congressistas a deixassem escapar.
Quando os principais sócios do Mercosul, Brasil e Argentina, se desentendem no básico -as regras para o livre comércio-, imitar a União Europeia e implantar um Parlamento regional é um despropósito quase anedótico. Quando o Congresso brasileiro é palco de todo tipo de escândalo e abuso das verbas públicas, cogitar da criação de mais 79 postos remunerados é de um sarcasmo a toda prova.
O momento é de sobriedade: de enterrar a proposta da "bancada brasuca" e de, no mínimo, postergar a criação de cargos eletivos para o Mercosul.
Fonte do texto: Folha de São Paulo
PARECE ilimitada a desfaçatez no Congresso Nacional.
Descobre-se agora que a criação de quatro novas vagas de deputado federal -que representariam brasileiros domiciliados no exterior- é apenas a cereja de um bolo bem maior. Políticos estudam, também, a implantação de outros 75 cargos eletivos federais.
O propósito seria dotar com representantes remunerados o Parlamento do Mercosul. Numa conta aproximada, o custo extra do trem da alegria -somados o vagão "brasuca" e o sul-americano- superaria R$ 100 milhões anuais.
Atualmente o órgão do Mercosul tem um orçamento anual de R$ 2,2 milhões e dispõe de 18 representantes provisórios de cada país. No caso do Brasil, são nove deputados e nove senadores, que não ganham salário extra.
O protocolo constitutivo do Parlamento, de 2005, prevê que a partir de janeiro de 2011 ele contará com membros eleitos. O Brasil propõe a criação de 75 cadeiras para o país, mas os números definitivos ainda são negociados pelos países-membros.
Não se sabe se o bloco regional levará adiante a proposta original, pelo menos no cronograma acordado. Mas tamanha oportunidade era tentadora demais para que alguns congressistas a deixassem escapar.
Quando os principais sócios do Mercosul, Brasil e Argentina, se desentendem no básico -as regras para o livre comércio-, imitar a União Europeia e implantar um Parlamento regional é um despropósito quase anedótico. Quando o Congresso brasileiro é palco de todo tipo de escândalo e abuso das verbas públicas, cogitar da criação de mais 79 postos remunerados é de um sarcasmo a toda prova.
O momento é de sobriedade: de enterrar a proposta da "bancada brasuca" e de, no mínimo, postergar a criação de cargos eletivos para o Mercosul.
ECONOMIA - O caldo para o debate da crise econômica engrossou
Serra ataca BC e diz que país demorou para combater a crise.
Cotado para concorrer ao Palácio do Planalto, em 2010, o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), elevou o tom das críticas contra as medidas adotadas pelo governo federal no combate à crise; nesta segunda-feira, ele lançou um pacote que promete socorrer médias e pequenas empresas do Estado; Serra ainda defendeu os reajustes concedidos aos servidores estaduais (imagens: divulgação); mais em UOL Economia: http://economia.uol.com.br.
Serra disse que o Banco Central entrou tardissimo para tomar medidas, em política monetária, ante a crise. Afirma que não da para continuar com os juros mais altos do mundo, numa economia em deflação. Qualquer um que saiba um pouco de economia sabe disso, disparou. O Governo pensou que a crise era passageira.
Cotado para concorrer ao Palácio do Planalto, em 2010, o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), elevou o tom das críticas contra as medidas adotadas pelo governo federal no combate à crise; nesta segunda-feira, ele lançou um pacote que promete socorrer médias e pequenas empresas do Estado; Serra ainda defendeu os reajustes concedidos aos servidores estaduais (imagens: divulgação); mais em UOL Economia: http://economia.uol.com.br.
Serra disse que o Banco Central entrou tardissimo para tomar medidas, em política monetária, ante a crise. Afirma que não da para continuar com os juros mais altos do mundo, numa economia em deflação. Qualquer um que saiba um pouco de economia sabe disso, disparou. O Governo pensou que a crise era passageira.
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