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quinta-feira, 24 de maio de 2012

O Açaí, fruto típico de uma palmeira amazônica, ganhou o mundo



O açaizeiro é uma palmeira tipicamente tropical, encontrada no estado silvestre e faz parte da vegetação das matas de terra firme, várzea e igapó. A palmeira também é explorada na região para a extração do palmito. Conhecido por ter uma polpa com grande poder nutritivo, a fruta é consumida no mundo todo em bebidas, mix de frutas, sorvetes e cápsulas

O Açaí, fruto típico de uma palmeira amazônica, ganhou o mundo. É vedete nas lanchonetes de cidades litorâneas do Brasil, em quiosques de Los Angeles e Nova Iorque (EUA) e até em Paris (França). Açaí, típico da região Amazônica, fruto do açaizeiro (Euterpe oleracea, família Palmae) é muito utilizado pelos habitantes no preparo de sucos, vinhos, doces, licores e sorvetes. O açaizeiro é uma palmeira tipicamente tropical, encontrada no estado silvestre e faz parte da vegetação das matas de terra firme, várzea e igapó. A palmeira também é explorada na região para a extração do palmito. Conhecido por ter uma polpa com grande poder nutritivo, a fruta é consumida no mundo todo em bebidas, mix de frutas, sorvetes e cápsulas.

Na região amazônica, o suco feito com a polpa é conhecido como “vinho de açaí”. Consumido geralmente com farinha de tapioca, faz parte da alimentação local. Hoje, o estado que lidera a produção é o Pará, com quase 90% do mercado, mas o açaí é apreciado em toda a região amazônica e recentemente tem sido também consumido pelos estados do Sul e Sudeste do Brasil, principalmente por academias e atletas.
Despolpamento do fruto
Pelo despolpamento do fruto, obtem-se o tradicional "vinho do açaí", bebida de grande aceitação e bastante difundida entre as camadas populares, considerado um dos alimentos básicos da região. O caroço (endocarpo e amêndoa), após decomposição é largamente empregado como matéria orgânica, sendo considerado ótimo adubo para o cultivo de hortaliças e plantas ornamentais.

Utilização da Estirpe do Açaí
Quando adulto e bem seco, a estirpe é bastante utilizado como esteio para construções rústicas, ripas para cercados, currais, paredes e caibros para coberturas de barracas, lenha para aquecimento de fornos de olarias. Experiências realizadas pelo Idesp-Pará, demonstraram a sua importância como matéria-prima para produção de papel e produtos de isolamento elétrico.

A Copa
As folhas do açaí servem para cobertura de barracas provisórias e fechamento de paredes, especialmente as de uso transitório como as utilizadas pelos roceiros e caçadores. Quando verdes e recém-batidas, servem como ração, sendo bastante apreciada pelos animais. As folhas do açaizeiro, após trituração, também fornecem matéria-prima para fabricação de papel. Na base da copa, constituída pela reunião das bainhas e o ponto terminal do estipe, encontra-se um palmito de ótima qualidade e muito procurado pelas indústrias alimentícias.

As bainhas da folhas, por sua vez, após separação para extração do palmito e os resíduos deste, são utilizadas como excelente ração para bovinos e suínos, bem como - após decomposição - excelente adubo orgânico para hortaliças e fruteiras.

A Planta
É palmeira de belo porte, apresentando-se bastante alta, quando em concorrência na floresta, porém de porte médio se cultivada isoladamente ou sem influência de árvores de grande porte. Presta-se com ótimos resultados para ornamentação de jardins e parques. Pelas características de cultura permanente, pode ser recomendada para proteção do solo, por apresentar uma deposição constante de folhas, aliado ao sistema radicular abundante que possui.

Importância Comercial
O açaí é de importância incalculável para a região amazônica em virtude de sua utilização constante por grande parte da população, tornando-se impossível, nas condições atuais de produção e mercado, a obtenção de dados exatos sobre sua comercialização. A falta de controle nas vendas, bem como a inexistência de uma produção racionalizada, uma vez que a matéria-prima consumida apoia-se pura e simplesmente no extrativismo e comercialização direta, também impedem a constituição de números exatos.

Variedades
O açaizeiro apresenta duas variedades bastante conhecidas pelo homem interiorano, cuja diferenciação é feita apenas pela coloração que os frutos apresentam quando maduros, as quais podem ser assim caracterizadas:
Açaí Roxo:
É a variedade regional predominante conhecida com açaí preto, pois seus frutos apresentam, quando maduros, uma polpa escura, da qual se obtém um suco de coloração arroxeada "cor de vinho", originando assim, a denominação popular de "vinho de açaí".
Açaí Branco
É assim denominado por produzir frutos cuja polpa, quando madura, se apresenta de coloração verde-escuro brilhante, fornecendo um suco (vinho) de cor creme claro.

Além de ser aproveitado de todas estas formas, o palmito do açai, que é muito apreciado e considerado como um prato fino, é comercializado em grande escala e chega a ser exportado.

Bom para a Saúde
O mais recente resultado da pesquisa traz nova boa notícia aos consumidores do açaí. Em artigo publicado no Journal of Agricultural and Food Chemistry, os cientistas descrevem que os antioxidantes contidos no fruto são absorvidos pelo organismo humano. O estudo envolveu 12 voluntários, que consumiram açaí em polpa e na forma de suco, esta última contendo metade da concentração de antocianinas – pigmentos que dão cor às frutas – do que a versão em polpa. Os dois alimentos foram comparados com sucos sem propriedades antioxidantes, usados como controle.

Amostras do sangue e da urina dos participantes foram tomadas 12 e 24 horas após o consumo e analisadas. Segundo os pesquisadores, tanto a polpa como o suco apresentaram absorção significativa de antioxidantes no sangue após terem sido consumidos. "O açaí tem baixo teor de açúcar e seu sabor é descrito como uma mistura de vinho tinto e chocolate. Ou seja, o que mais podemos querer de uma fruta?", disse Susanne Talcott, principal autora do estudo, do qual também participaram cientistas das universidades do Tennessee e da Flórida.

Segundo ela, trabalhos futuros poderão ajudar a determinar se o consumo do açaí pode resultar em benefícios para a saúde com relação à prevenção de doenças. O grupo do qual faz parte tem estudado a ação do açaí contra células cancerosas. “Nossa preocupação é que o açaí tem sido vendido como um superalimento. E ele definitivamente tem atributos notáveis, mas não pode ser considerado uma solução para doenças. Há muitos outros bons alimentos e o açaí pode ser parte de uma dieta bem balanceada”, disse Susanne.

O artigo Pharmacokinetics of anthocyanins and antioxidant effects after the consumption of anthocyanin-rich açai juice and pulp (Euterpe oleracea Mart.) in human healthy volunteers, de Susanne Talcott e outros, pode ser lido por assinantes do Journal of Agricultural and Food Chemistry em http://pubs.acs.org/journals/jafca

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Projeto prevê aproveitamento até do caroço do açaí



 O presidente do Conselho Administrativo do Instituto Açaí, Arnaldo da Costa e Silva, apresentou nesta quinta-feira (1º) um projeto de beneficiamento de açaí e palmito no município de Igarapé-Miri, na região de integração do Tocantins, para a equipe de trabalho da Secretaria Especial de Desenvolvimento Econômico e Incentivo à Produção (Sedip).

O projeto prevê a implementação de uma unidade de beneficiamento de polpa de açaí, uma de palmito, uma de briquete - oriunda da compactação dos caroços do açaí e conhecida por lenha ecológica – e outra de ração. O presidente do Conselho Administrativo também informou sobre a previsão de produção de adubo orgânico por cooperativas de reciclagem e compostagem dos municípios de Cametá, Igarapé-Açu, Abaetetuba e Moju.

Segundo o assessor Airton Fernandes, da Sedip, o projeto apresenta um modelo de sustentabilidade ideal para a região, já que trabalha com a verticalização de toda a cadeia do açaí. “Ele aproveita tudo e traz soluções mapeadas na área de influência”, explicou Fernandes, referindo-se às ações sociais previstas.

De acordo com Arnaldo Silva, já existe uma estrutura administrativa na PA-407 para receber o projeto, que na fase inicial deve gerar 243 postos de trabalho. A grande novidade do projeto, ressaltou ele, é o aproveitamento da biomassa do açaizeiro, o briquete, mas além disso está prevista a comercialização de ração e adubo.

Custo - O projeto está orçado em cerca de R$ 18 mil, sem contabilizar o capital de giro, e prevê a produção de 253 mil kg por mês de polpas de fruta da Amazônia, incluindo o açaí. Outras frutas, como bacuri e cupuaçu, devem ser produzidas durante a entressafra do açaí. Para o palmito, a previsão é que sejam produzidos 120 mil kg mensais, levando em conta uma produção diária de oito horas.

Arnaldo Silva explicou ainda que a ideia é exportar 30% da polpa do açaí, e os 70% restantes devem ser utilizados em mix com outras frutas e como néctar.

Dentre as ações sociais previstas para os municípios da área de influência do projeto estão a construção de creche, cultivo de horta orgânica, instalação de piscicultura experimental, realização de atividades esportivas, inclusão digital, oficinas de educação ambiental, tecitura em palha e produção de biojoias, além de palestras sobre drogas. O projeto prevê ainda capacitações para os moradores da área de abrangência das unidades de produção.

(Agência Pará)

sábado, 13 de março de 2010

PARÁ - UFPA PROMOVE WORKSHOP SOBRE AÇAÍ

Sem dúvida, uma das frutas mais tradicionais e importantes da nossa região é o açaí. Mas, nos últimos anos, a sua qualidade vem sendo questionada, principalmente, após a polêmica associação da fruta com a contaminação do protozoário Trypanosoma Cruzi, agente etiológico da doença de Chagas. Colocar em pauta essa temática e os avanços dos estudos sobre o açaí, para a comunidade acadêmica, é o objetivo do workshop “Açaí: aspectos tecnológicos e de contaminações", que acontecerá nesta quinta-feira (dia 18).

Promovido pelo curso de Especialização de Qualidade e Segurança em Alimentos, da Faculdade de Engenharia de Alimentos da UFPA (FEA), o workshop contará com a participação do pesquisador Marcus Vasconcelos, da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA-Amazônia Oriental), que discutirá o aproveitamento industrial do açaí; com a pesquisadora Vera da Costa Valente, do Instituto Evandro Chagas, que discutirá sobre a doença de Chagas em açaí; além de pesquisadores da própria UFPA.

Um deles é o professor Jesus Souza, que pesquisa a caracterização das antocianinas (pigmentos responsáveis pela cor da fruta), cujos compostos encontrados pela dissertação de mestrado do docente desmistificam o fato de muitas pessoas acharem que a coloração do açaí provinha de sua riqueza em ferro. Quando indagado sobre a associação entre a doença de Chagas e o açaí, o professor afirma que “o medo é necessário, pois sabemos as condições de produção da bebida vinda da fruta. Mas muitos estudos ainda devem ser feitos para esclarecer a questão do barbeiro e o consumo de açaí”.


O workshop é destinado aos discentes e pesquisadores da Engenharia de Alimentos, Nutrição, Química Industrial, Engenharia Química, Tecnologia Agroindustrial, Farmácia, Agronomia e de outros cursos que tenham interesse em adquirir conhecimentos acerca do açaí. Os participantes receberão certificado ao final do evento.

Workshop "Açaí: aspectos tecnológicos e de contaminações"

Realização: 18/03/2010, das 15h às 19h, no Campus V da UEPA (Tv. Enéas Pinheiro).

Inscrições: na Secretaria do Laboratório de Engenharia Química.

Mais informações: 3201.7295/7291, 8190.4496 ou 8209.4270

Texto: Igor de Souza – Assessoria de Comunicação da UFPA

quinta-feira, 12 de março de 2009

Céticos pressionam por provas dos benefícios do AÇAÍ


É difícil ignorar a badalação em torno do açaí, a fruta roxa que dá em árvores de 18 metros na floresta tropical brasileira e passou a ser ingrediente em bebidas "desintoxicantes" e cremes antienvelhecimento.

Basta verificar suas mensagens de e-mail ou as propagandas no Facebook para se ter uma idéia das alegações: "Perca peso com o segredo de dieta favorito de Oprah!" "Coma a fruta que o dr. Oz chama de 'superalimento Nº 1!

"Cinquenta e três novos alimentos e bebidas contendo açaí foram lançados nos Estados Unidos em 2008, em comparação a quatro em 2004. As vendas de produtos tendo o açaí como ingrediente principal ultrapassaram US$ 106 milhões no ano encerrado em 24 de janeiro, segundo a Spin, uma empresa de pesquisa de mercado especializada em produtos naturais.

A Naked (que é de propriedade da Pepsi) e a 180 Blue (Anheuser-Busch) oferecem bebidas com açaí. O dr. Nicholas Perricone, famoso dermatologista, vende o suplemento de açaí, e a fabricante de cosméticos Fresh tem um Sugar Açai Age-Delay Body Cream por US$ 65.As virtudes de uma bebida de açaí de uma empresa chamada MonaVie foram exaltadas pelo magnata da mídia Sumner Redstone, que disse à revista "Fortune" em 2007 que esperava que o suco, a cerca de US$ 40 a garrafa, o ajudaria a viver mais 50 anos. (Ele atualmente tem 85.)

Apesar da atenção, há pouco apoio às alegações extravagantes feitas em prol do açaí. Apesar de a fruta conter antioxidantes - moléculas que podem desacelerar os danos causados pela oxidação de outras substâncias no corpo - não há estudos de longo prazo provando que o açaí remova rugas ou, como alegam vários produtos de desintoxicação, limpe o corpo das toxinas. Também não há evidência que apoie as esperanças de uma fruta mágica daqueles que fazem dieta.

"Atualmente não há pesquisa científica que apoie a alegação de que o açaí contribua para perda de peso", disse Stephen T. Talcott, professor associado de química alimentar da Texas A&M University, que publicou vários estudos sobre a fruta. "Algumas empresas estão explorando o fato do açaí ser amplamente desconhecido do público em geral, sendo vendido como fruta de curas milagrosas vinda das profundezas da floresta Amazônica. Se trata apenas de uma exploração da ignorância do consumidor."
Leia reportagem completa do NYT AQUI:
http://noticias.uol.com.br/midiaglobal/nytimes/2009/03/12/ult574u9218.jhtm

sexta-feira, 6 de março de 2009

BRASIL, AMAZÔNIA - O açaí, fruto da globalização


É preciso chegar às 3 da manhã. A noite está escura, a temperatura é agradável e o porto de Belém fervilha. A cidade ainda dorme, mas tudo que essa parte da Amazônia brasileira recebe de riquezas desembarca aqui, no cais, em uma agitação confusa e colorida. Há dezenas de variedades de frutas exóticas, legumes com formatos estranhos, peixes de água doce de um tamanho desconcertante. E, acima de tudo, há o açaí.

O açaí é o fruto de uma variedade de palmeira que prolifera na bacia amazônica. Ele é colhido em cachos bem no alto da árvore. Vermelho arroxeado puxando para o violeta, ele lembra o mirtilo ou o cassis pela sua aparência e seu tamanho, e o chocolate pelo seu gosto. Mas o mais surpreendente é que esse fruto, recentemente glorificado por suas virtudes medicinais e nutritivas - algumas bem reais, outras, imaginárias - , se lançou à conquista dos países ricos. Servido sob forma de mingau por toda a Belém, o açaí se transformou ao se emancipar da Floresta Amazônica. Ele se tornou bebida, sorvete, biscoito, cápsula, bala e até mesmo bebida alcoólica. As grandes marcas de refrigerantes e as de cosméticos também se interessaram por ele.

Ele só era vendido em Belém. Hoje em dia pode ser encontrado na Califórnia, no Japão, na Austrália, amanhã na Europa... na Internet, os sites que propõem o novo elixir se multiplicam. "O açaí é o fruto da globalização", resume a governadora do Estado do Pará, Ana Júlia Carepa. "Amanhã, você poderá encontrá-lo nas prateleiras do supermercado, ao lado de garrafas de suco de abacaxi ou de maçã", afirma o secretário estadual da Agricultura, Cássio Pereira. Isso seria um pouco precipitado. Por enquanto, o mercado é local, acima de tudo.

Todas as noites no porto de Belém, são arrancados dos porões dos barcos milhares de cestos, todos idênticos, cheios até a borda de açaí, colhidos na floresta; eles se amontoam na plataforma esperando por compradores, que estão lá. À medida que chegam, eles mergulham suas mãos nos cestos, apalpam os frutos, provam as bagas, oferecem um preço e negociam firme antes de fechar a compra.Às 9 horas, maços de notas de reais mudaram de mãos, e não há mais nenhum grão de palmeira para vender. Em Belém, o açaí é o alimento básico oferecido por centenas de barracas, sinalizadas por um minúsculo letreiro vermelho. A receita é simples e econômica. Descascado e misturado com água em máquinas simples, ele vira uma polpa que é misturada com mandioca ou peixe frito. "O açaí é um prato popular que mata a fome", diz Reginaldo, dono de um minúsculo restaurante instalado ao ar livre no porto. "É bom para a saúde. Aqueles que colhem os frutos na floresta, longe de tudo, nunca ficam doentes". Ainda que cause sonolência, acredita-se que o fruto da "palmeira pinot" seja um remédio contra a anemia, melhore o desempenho sexual e esportivo, combata certos tipos de câncer e favoreça a luta contra o envelhecimento das células...Os médicos recomendam dá-lo às crianças a partir dos seis meses. "Na verdade, quando os bebês têm dois meses os pais já o colocam na mamadeira", garante o comerciante Mario Maves, que abriu recentemente no centro da cidade a primeira butique de luxo onde se realiza uma série de preparações.

Os benefícios do açaí são verdadeiros, mas a pequena baga não é a panaceia descrita por alguns. Ana Vânia de Carvalho sabe bem disso. Cientista de formação, a jovem dirige um departamento de pesquisa na Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária). "Os estudos científicos sobre o açaí são recentes, e os resultados ainda são fragmentados. As pesquisas foram conduzidas em laboratório, feitas com animais, mas ainda não com humanos", ela explica. "Os primeiros resultados mostram que o açaí faz parte dos frutos que possuem mais antioxidantes, que combatem o envelhecimento precoce. O açaí também é rico em fibras, e é um alimento muito energético, recomendado para esportistas. As outras vantagens que lhe são atribuídas não se baseiam em dados científicos sérios. O açaí está na moda. Em grande parte, é um produto de marketing".

No entanto, seu sucesso é um caso típico. Há três anos, o açaí era um produto cuja fama não ultrapassava o nordeste do Brasil. Em seguida, ele se tornou a bebida fetiche dos esportistas do Rio de Janeiro, e conquistou, sob forma de sorbet, as praias de Copacabana e Ipanema. Desde então a moda chegou na Califórnia e a Flórida. Puro ou misturado a outras frutas exóticas, o açaí é mais freqüentemente vendido em garrafas - pelo mesmo preço que um vinho Bordeaux de uma grande safra! - ou em saquinhos. Aquele que é importado pela empresa Belizza e comercializado na Califórnia resume bem as vantagens atribuídas ao açaí. A embalagem de plástico evoca uma bebida "cheia de antioxidantes, lotada de vitaminas e que fornece às pessoas ativas energia durante horas, e não minutos".