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quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Crescimento - desenvolvimento - Para crescer, Brasil precisa de ''mais Embraers'' - não só isso precissa mais ITA´S




Estudo mostra que emergentes têm de priorizar alta tecnologia


(comentário do Blog).

Alguns equívocos do texto. Seria necessário conhecer a publicação para falar com maior propriedade. O problema não é expportar recursos naturais, que hoje estão em uma fase de grande demanda no mercado internacional e gerão uma serie de efeitos positivos para as cadeias produtivas (para frente e para trás). O que não deve perder-se de foco é agregar valor aos produtos naturais e a biodiversidade. O Brasil erra quando investe tecnologia e conhecimento científico para produzir commodities. Veja o perverso caso da soja, onde exportamos apenas commodities entretanto, investimos muito em C&T.


Se pensamos em alta tecnologia, ela pode ser perfeitamente focada na biodiversidade e recursos naturais com valor agregado. Mais do que embraer´s (que também o Brasil precisa) o País deve aprofundar a criação dos institutos tecnológicos. Não existe só uma alternativa tecnológica para crescer, são varias as plataformas que um país requer para alcançar seu desenvolvimento tecnológico.

A figura mostra (clique e veja a figura ampliada) como é fraca a presença da ciência brasileira na produção de um embraer. Ele é formado por infinidade de "partes" ou "compostos" de tecnologia provinda de fora, onde a transferência é escassa ou não existe.


Essa é a situação que deve mudar. O País deve criar condições de produzir suas próprias aeronaves e desenvolver tecnologia própria. Mas, para que isso aconteça se requer investimento em P&D, que até hoje não alcança a superar o 1% do PIB. Nos últimos anos tem aumentado, sim, só que ainda é pouquíssimo. Não cabe dúvida que a base de esse progresso tecnológico se encontra na ampliação dos investimentos em C&T&I.

Veja a matéria do Estadão aqui.

Alta tecnologia, e não agricultura ou recursos naturais. Essa é a sugestão para o desenvolvimento econômico no Brasil apresentada em uma nova iniciativa do prêmio Nobel de Economia Joseph Stiglitz e alguns dos maiores economistas do mundo. O alerta é claro: o Brasil e outros países emergentes não podem basear seu desenvolvimento e estratégias de redução da pobreza no setor agrícola, em recursos naturais ou no comércio de commodities.

O estudo, elaborado em conjunto com diversas universidades e transformado em livro - que será lançado segunda-feira -, indica que o desenvolvimento industrial de economias como a do Brasil precisará contar com uma estratégia de Estado nos próximos anos para permitir que setores possam ganhar competitividade internacional.

"O setor agrícola tem claros limites e nossa recomendação é para que nenhum país emergente dependa do setor para sair da condição de subdesenvolvimento", afirmou Giovanni Dosi, professor de economia da Escola de Estudos Avançados de Pisa e um dos principais autores do levantamento.

A recomendação para o Brasil é de que o País simplesmente não pode tentar competir contra os bens produzidos na China, pelo menos não aqueles de valor agregado médio ou baixo. "O Brasil precisa procurar seu espaço, que não é o mesmo da China", defendeu Dosi, hoje considerado um dos principais especialistas em políticas industriais na Europa.

Segundo o estudo, o que o Brasil precisa é de "mais Embraers". Para Dosi, a dificuldade que o Brasil tem hoje para acompanhar o crescimento da China e Índia seria compensada com uma política destinada a promover setores de alta tecnologia.

A iniciativa de Stiglitz também aponta que as bases do Consenso de Washington - liberalismo e privatização - devem ser substituídos por estratégias mais abrangentes de industrialização. "Os países que embarcaram no Consenso hoje têm suas indústrias destruídas, como é o caso da Argentina", alertou Dosi. "O que queremos mostrar é que o Consenso de Washington é um cavalo morto, mesmo que alguns governos ainda insistam em querer montá-lo."

Estadão

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