quarta-feira, 20 de julho de 2016

Magistrados e procuradores querem enquadrar apps






Autoridades do Poder Judiciário, do Ministério Público e da Polícia Civil ouvidas pelo Estado consideram muito importante para a investigação contra o crime organizado o acesso às conversas de criminosos pelas redes sociais, principalmente o WhatsApp. É lá que são combinadas as ações e os planos dos bandidos. Para eles, é necessário enquadrar os aplicativos.

A desembargadora Ivana David, do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), atuou nas investigações contra o Primeiro Comando da Capital (PCC) por dez anos. “A interceptação telefônica sempre foi instrumento insuperável. Hoje, é de extrema importância que a autoridade policial tenha todos os mecanismos possíveis para descobrir e até se antecipar a uma ação criminosa. O acesso às conversas pelos aplicativos é um deles.”

Para a desembargadora, a suspensão dos serviços deve ser a última alternativa do magistrado para que os milhões de usuários e também a própria investigação não sejam prejudicados. “Existem várias formas de coerção para a empresa cumprir uma decisão judicial. Penas e medidas previstas pelo Código Civil, Procon, que determinam pagamento de multa diária. Em alguns casos, é possível até cobrar multa por hora.” Diante da atual ineficiência das escutas telefônicas causada pelo uso de aplicativos, o Departamento de Investigações Criminais (Deic) está priorizando o trabalho com informantes e a infiltração nas quadrilhas.

O procurador de Justiça Márcio Sérgio Christino disse que a empresa deve criar mecanismos para cumprir uma decisão judicial de quebra de sigilo de usuários suspeitos de envolvimento com crimes e afirma que ela deve ser punida em caso de descumprimento. “O bloqueio do WhatsApp traz prejuízo à um número não dimensionado de pessoas, mas será que por causa disso estaria acima da lei? Seria um instrumento capaz de proteger de modo absoluto a prática de crimes?”

Christino avalia que a decisão da empresa em não cumprir uma ordem judicial desconsidera a importância de uma investigação. “Em escala de valores se coloca a comodidade em detrimento até da vida humana. É fácil defender o WhatsApp, o difícil é explicar para uma família de um refém sequestrado à beira da morte que nada pode ser feito porque prevalece a liberdade incontrolável e absoluta da comunicação.”

domingo, 17 de julho de 2016

De Ramon.Mercader@edu para J.Vaccari@pol




Companheiro Vaccari,
Você não é Ramon Mercader. Como eu, houve poucos no mundo. Matei o Leon Trotsky em 1940, passei 20 anos na cadeia e não contei o que todos sabiam: acabei com o velhote a mando do Stálin. Quando saí da prisão, você tinha dois anos e quando morri, em 1978, você tinha acabado de se filiar ao sindicato dos bancários de São Paulo. Eu era um velho de 65 anos e você, um garoto de 20. Não vou tomar seu tempo contando minha história porque se você não leu "O Homem que Amava Cachorros", do cubano Leonardo Padura, peça-o a sua família. O final do livro não presta, mas de resto é coisa fina, sobretudo para quem está preso.

Vaccari, eu era do aparelho de segurança soviético, você era do braço do sindicalismo bancário petista, coisas inteiramente diversas. Daqui, já percebi que você, o José Dirceu e dois diretores da Petrobras (Duque e Zelada) estão em silêncio. No seu caso, a condenação está em 15 anos e deve aumentar. Se você tiver que pagar cinco anos em regime fechado, sairá da cela, em 2020, aos 62 anos. Admiro sua resistência e seu vigor ideológico, mas escrevo-lhe para dizer que são fúteis.

Na cadeia, eu sabia que tinha sido condecorado com a Ordem de Lênin. Ao sair, fui proclamado "Herói da União Soviética". Vivi bem em Moscou e em Cuba. Você nunca será um "Herói do PT". Sua família sofre com sua prisão, enquanto minha mãe estimulava meu silêncio.

Tudo o que o PT pode lhe oferecer são algumas visitas discretas de parlamentares. Não ouvi ninguém louvar publicamente seu silêncio.

Durante os 20 anos que ralei, eu sabia que no dia 1º de Maio a União Soviética desfilava seus foguetes na praça Vermelha. Graças a artes do PT (e suas), o presidente do Brasil chama-se Michel Temer e Dilma Rousseff vai morar em Porto Alegre.

Os empreiteiros que atendiam teus pedidos disseram coisas horríveis a teu respeito. Estão no conforto de suas tornozeleiras eletrônicas e posso supor que as solícitas OAS e Odebrecht colocarão mais cadeados nas tuas grades. Todos viverão com patrimônios superiores ao teu.

Eu morri com saudades de Barcelona, a cidade onde nasci, mas quando os comunistas espanhóis ofereceram-me ajuda para visitá-la, queriam que eu contasse minha história. Morri em Cuba sem rever a Catalunha e minhas cinzas foram para Moscou.

Valeu a pena? Não sei, mas garanto que no teu lugar, eu chamaria o Ministério Público para uma conversa exploratória.

Saudações socialistas

Ramon Mercader

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A OI NO STF

A ex-SuperTele Oi convive com uma estranha estatística. Lidera a lista das empresas que vão até o Supremo Tribunal Federal em litígios que envolvem os consumidores. Batalha em 6.271 processos. Em segundo lugar vem o banco Santander, com 2.847 casos.

Tamanha diligência judicial pode explicar o fato de a OI gastar cerca de R$ 500 milhões anuais com advogados.

Entende-se uma das razões pelas quais a Oi foi para o buraco quando se vê que desde 2011 a taxa média de sucesso em recursos apresentados ao Supremo está em 3,04%. A dos grandes litigantes contra consumidores é de 0,21%. A taxa de sucesso da Oi ficou em 0,07%.

GULA SINDICAL

Com o afastamento do comissariado, centrais sindicais e sindicatos perderam algumas de suas generosas fontes de financiamento e há entidades que não conseguem fechar as contas. Hoje todo brasileiro dá um dia de seu trabalho para o aparelho sindical. Milhões de trabalhadores pagam também mensalidades para sindicatos. Há anos arma-se a cobrança compulsória de uma "taxa negocial".

Com as caixas vazias, o aparelho está com pressa para aprovar mais essa tunga. Se o governo quer fazer uma reforma trabalhista, poderia começar pela estrutura do imposto e pelas contribuições que engordam sindicatos patronais e de trabalhadores.

ERRO

Estava errada a informação segundo a qual a Odebrecht atrasou o pagamento de R$ 936 milhões pela outorga (leia-se aluguel) do aeroporto do Galeão.

Luiz Rocha, presidente da concessionária, esclarece que a cifra correta é R$ 286 milhões.

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DÁ E TOMA

A pedido do Ministério Público, a Marinha cassou as medalhas do Mérito Naval que deu aos comissários José Dirceu, José Genoino e João Paulo Cunha.

Um decreto de 2000 determina a cassação dos crachás concedidos a pessoas condenadas pela Justiça. Em 2015, o Exército expurgou da Ordem do Mérito Militar todos os mensaleiros.

Os comissários haviam sido condenados em 2012 e, em muitos casos, as condecorações são concedidas em função dos cargos ocupados pelo homenageado.

O dá e toma poderia ser evitado se fossem usados critérios mais duros na concessão das medalhas. Nunca é demais lembrar que, em 1977, o general Silvio Frota deu a Medalha do Pacificador ao legista Harry Shibata dois anos depois de ele ter assinado o laudo fraudulento do suicídio de Vladimir Herzog.

Tudo ficaria mais claro se o ato da cassação viesse acompanhado pelo nome do comandante militar que concedeu a honraria.

SOCIALISMO REAL

No dia do aniversário da queda da Bastilha, antes do atentado de Nice, o mundo soube que o presidente socialista francês François Hollande paga (com dinheiro da Viúva) um salário equivalente a R$ 36.210 ao seu barbeiro particular. Na cabeça de Hollande há poucas ideias e pouco cabelo.

É provável que o companheiro pague mais pelo seu corte que as conservadoras Angela Merkel e Theresa May. (O da Merkel era castanho escuro e medonho.)

As duas senhoras tem penteados discretos. Já o americano Donald Trump veste uma instalação e o novo chanceler inglês Boris Johnson tem como marca uma cabeleira de roqueiro, retocada no salão.

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TEMER LIGOU E NÃO LIGOU, MAS LIGARIA

Só o tempo dirá o tamanho do estrago imposto a Dilma Rousseff pela sua relação agreste com a verdade. Ela tinha doutorado pela Unicamp e fora presa por "delito de opinião". Falso.

Temer chegou à cadeira de Dilma com dois episódios esquisitos na caminhada. Em dezembro passado, escreveu uma carta à presidente e seu conteúdo foi para a imprensa em poucas horas. Temer garante que o texto foi distribuído pelo comissariado do Planalto. Em abril, foi ao ar um áudio do vice-presidente oferecendo um governo de "salvação nacional".

A distribuição dessa plataforma de governo teria acontecido por engano. A verificação do episódio desmente essa versão.

Há poucos dias, saiu do Planalto a informação segundo a qual a professora Helena Nader, presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, concordara em retornar ao cargo depois de receber um telefonema do presidente.

Falso. A professora não recebeu telefonema nenhum e só reassumiu o cargo atendendo a um apelo do conselho da SBPC.

Como Helena Nader desmentiu a patranha, o palácio corrigiu-se: Temer queria telefonar, mas desistiu.

Fica combinado assim.

sábado, 9 de julho de 2016

Marilena Chaui, a bipolar




terça-feira, 28 de junho de 2016

(Relator Enojado) Argentina 0 Chile 0 (2-4) (Relato Mariano Closs) Copa...

Medio uruguayo da cinco argumentos que respaldan el triunfo chileno ante Argentina



Publicado por Juan Carlos Pérez (Rádio Bio-Bio, Chile)


“Chile consiguió el bicampeonato en silencio“, comienza el texto publicado en Ovación. En él, se argumenta que La Roja aprovechó la atención que brindó la prensa a la argentina de Messi y sus opciones de no volver a fracasar, para llegar “por la sombra” a la final de la copa.

Con los dos equipos listos en el pasto del MetLife Stadium, una victoria de Chile no parecía en lo absoluto una casualidad, explican, pues los de Pizzi tienen muchos factores que fundamentan aquél triunfo.

La publicación argumenta que el juego colectivo del equipo es el principal arma de los nacionales, y ese factor sobresale por sobre cualquiera de las ‘estrellas’ de la escuadra.

“Alexis Sánchez, Arturo Vidal, Gary Medel y Claudio Bravo juegan en la élite y destacan, pero el juego colectivo es el gran fuerte“, explican.

Parte de los resultados alcanzados por el ‘Equipo de Todos’ se los atribuyen a los técnicos que han estado a la cabeza del combinado, partiendo por Bielsa, luego Borghi, Sampaoli y ahora Pizzi.

“Uno de los principales propulsores de ese click mental tiene nombre y apellido: Marcelo Bielsa(…) Presión en el campo contrario, tenencia de balón, orden táctico y apuesta ofensiva fueron los factores de juego que sumados al cambio mental, llevaron a Chile a clasificarse al Mundial 2010″, exponen.

Además acotan qué aportó cada DT antes mencionado, remarcando que los campeones de América siguen una línea.”El bicampeonato chileno tiene base trasandina y un toque argentino“.


1. Chile, otra copa que levantó por merecimientos.

No fue casualidad que Chile se quedará con la Copa América . Bravo Medel y Beausejour en defensa, Vidal en el medio y Sánchez arriba fueron individualidades que brillaron en un equipo que en conjunto resalta.

2. Sánchez, clase en el ataque.

Una de las fortalezas de la selección chilena es la ofensiva y gran parte recae en la actuación de Alexis Sánchez. El delantero aparece y desequilibra y por eso fue elegido como el mejor jugador del torneo.

3. El goleador es suyo: Vargas.

Quizás no fueron los tantos más relevantes del torneo, pero Eduardo Vargas la mandó a guardar en seis oportunidades en el torneo y fue el máximo artillero. Dos a Panamá y cuatro a México le dieron el botín de oro.

4. Bravo, garantía en el arco.

El arco chileno tuvo un candado en la fase final y en los últimos tres partidos no recibió goles.Claudio Bravo fue una de las claves del torneo y se llevó el Guante de Oro por segunda vez consecutiva.

5. Ocho jugadores del once ideal.

Entre los once jugadores elegidos como el equipo ideal de la Copa Centenario hay ocho chilenos: Bravo, Isla, Medel, Beausejour, Vidal, Aránguiz, Vargas y Sánchez. Otamendi, Mascherano y Messi completan.

El negocio de compartir: Lanzan en Santiago el primer sistema de "carsharing"

Desde el 1 de julio comenzará a operar Awto, un modelo de arriendo de vehículos por tiempo reducido que busca ser una complemento al sistema público de transporte.




SANTIAGO.- Negocios, tecnología y colaboración parecen ser la combinación perfecta para los modelos de empresas que están creciendo con fuerza en Chile. La idea ya no es sólo acumular, sino que compartir. Y a eso es lo que apuntan compañías como Awto, el primer sistema de "carsharing" (uso temporal de automóviles) del país que comenzará a funcionar el 1 de julio en seis comunas de la Región Metropolitana.

Si ya existe Uber -en donde las personas utilizan sus autos particulares como taxis- o aplicaciones de "carpooling" -que comparten su auto cuando realizan un viaje y así se reparten los gastos de bencina o peaje-, Awto se convierte en la primera compañía en tener una flota propia de arriendo de automóviles por tiempos reducidos. "La idea es crear un sistema complementario a los sistemas de transporte.

Ya existe el Metro, ya existe el Transantiago, los taxis, rent a car, las bicicletas compartidas y ahora Awtos es una solución más a ese transporte intermodal. No es una competencia al taxi, sí al automóvil privado y a en cierta forma al rent a car", explica Francisco Loehnert, CEO de la compañía. Funciona igual que las ya conocidas bicicletas naranjas "Bike Santiago" –con la que también pretenden llegar a una alianza estratégica-.

El usuario se inscribe en el sitio web de Awto y paga una membrecía mensual, además de un costo por minuto del tiempo en que esté en funcionamiento o estacionado el auto. Cuando quiera utilizar uno, lo busca en los estacionamientos establecidos –y cuya disponibilidad se puede ver en la app-, y lo deja en el estacionamiento más cercano a su destino.

La primera etapa de Awtos -que es un proyecto de Kaufmann, el presentante de Mercedes Benz en Chile, creado con ayuda de SocialLab- tendrá a disposición 41 city cars Suzyky Swift y 5 híbridos Toyota Prius en Providencia, Ñuñoa, Las Condes, La Reina, Vitacura y Lo Barnechea . Para el segundo año de funcionamiento esperan aumentar la flota a 100 autos para después expandir sus servicios a otras grandes ciudades del país. Y las positivas proyecciones están en la experiencia internacional: el sistema existe en más de 20 países –desarrollados y emergentes, como México- y desde hace más de tres décadas, como es el caso de Alemania. "Lo que hace este modelo es que las personas ocupen de manera más concientizada el vehículo por menores periodos de tiempo.

Los estudios demuestran que las personas que forman parte del carsharing, aproximadamente un 30% decide renunciar al automóvil propio o decide vender el segundo automóvil", explica Loehnert. "El club de la confianza" Para las personas que hagan un buen uso del sistema, que los dejen limpios y con más de un cuarto de gasolina –financiado con una tarjeta Copec que estará junto a los documentos del auto-, serán premiados por Awtos con media hora de uso gratis.


 Lo contrario, tendrá sus penalidades que incluyen multas o eliminar la membrecía. Porque la idea, dice Loehnert, es formar un "club" en base a la economía colaborativa. "Cuando partió los de las bici (del Banco Itaú) en 2012 la gente estaba un poco escéptica de qué tan buen uso se le daría. Además del deterioro típico, el estado en general es bastante bueno. La gente se ha estado acostumbrado a compartir espacios y momentos. Y eso pasa con restaurantes, taxis y hoteles, y los resultados avalan que la economía colaborativa funciona y optimiza el bolsillo", afirma.

sábado, 25 de junho de 2016

A Lei Rouanet e o Louvre


Eu não trocaria Leonardo por Caetano. do blog o Antagonista.






O dado está na Folha: de 1992 a 2011, artistas brasileiros e internacionais captaram 11,7 bilhões de reais, via Lei Rouanet -- ou seja, por meio de renúncia fiscal. O que voltou para os cofres públicos? Nada. E estamos cada vez mais incultos.

O Antagonista faz a comparação: no mesmo período, o governo francês gastou no máximo 8,8 bilhões de reais com o Museu do Louvre, cuja receita anual variou entre 2 bilhões e 400 milhões de reais e 4 bilhões de reais. Com isso, o museu não só aumentou o seu acervo, como abriu filiais -- e, assim, contribuiu enormemente para impulsionar a indústria turística na França, além do acesso à cultura de cidadãos do mundo inteiro.