sábado, 18 de abril de 2009

Pobre Maranhão - Lucia Hippolito

Que destino trágico, este do povo do Maranhão!

Jackson Lago foi eleito governador para acabar com o domínio da família Sarney, que há 50 anos acorrenta o Maranhão ao atraso e à miséria.

O Maranhão tem hoje os piores índices de desenvolvimento humano do Brasil. Ao lado de Alagoas, naturalmente.

Jackson Lago foi prefeito de São Luís. Contra os Sarney. Jackson Lago foi eleito governador do Maranhão. Contra os Sarney. Para encerrar o reinado dos Sarney. Para isso ele foi eleito.

Porém, durante a campanha eleitoral permitiu que fossem usados os mesmos métodos que criticava na família Sarney.

Clientelismo, fisiologismo, utilização da máquina pública, exploração da miséria.

O então governador José Reinaldo Tavares, cria de Sarney que depois rompeu com o grupo, para eleger seu candidato cometeu vários abusos, entre os quais distribuição de cestas básicas e kits salva-vidas para os eleitores.
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Obama defende "aliança entre iguais" com AL e diálogo com Cuba


O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, prometeu nesta sexta-feira, em Trinidad e Tobago, em seu discurso na abertura da Cúpula das Américas, que manterá uma "uma aliança de iguais"com a América Latina. Ele também afirmou que está aberto ao diálogo com Cuba sobre uma ampla lista de assuntos, mas destacou que não quer "falar por falar".
Obama e Chávez apertam as mãos em Cúpula das AméricasComeça Cúpula com 34 países; ausente, Cuba é tema dominanteEntenda o que está em jogo na 5ª Cúpula das Américas.
No discurso, Obama ofereceu uma nova relação com o continente e reconheceu: "Apesar de os EUA terem feito muito em favor da paz e da prosperidade no continente, às vezes também temos nos desentendido ou tentamos ditar nossas condições. Prometo que eu busco uma aliança de iguais".

"Não há um parceiro maior e outro menor em nossas relações; simplesmente há uma implicação baseada em nosso respeito mútuo, nossos interesses comuns e nossos valores compartilhados. Estou aqui para lançar um novo capítulo de aproximação que continuará durante meu mandato", disse.

O presidente americano uma colaboração inédita no continente para buscar uma nova prosperidade econômica e lutar contra a crise atual. Neste sentido, prometeu "colaborar para garantir que o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) adote os passos necessários para aumentar o nível atual de crédito e para estudar cuidadosamente as necessidades de recapitalização no futuro".

Obama expressou também compromisso com a luta contra a desigualdade e "a criação de prosperidade a partir de baixo". O presidente americano anunciou um novo Fundo de Crescimento para o Microfinanciamento destinado ao continente, e garantiu que contribuirá para restabelecer os empréstimos às companhias.

POLÍTICA - O PODER, DOENÇA SENIL DAS OLIGARQUIAS LOCAIS


Emblemático que autoridades brasileiras não sejam capazes de ingressar em eventos nacionais pela porta da frente ou mesmo por ela sair: são vaiados, apupados e, no limite, ameaçados de agressão. Assumem poderes sem ter sido eleitos ou realizando fraudes eleitorais, como foi a denuncia realizada contra o Jackson Lago.
O pedido de cassação de mandato foi feito pela coligação da candidata derrotada por Lago nas eleições de 2006, a senadora Roseana Sarney (na época no PFL, hoje no PMDB e depois qualquer partido que ou legenda de aluguel que lhe de espaço para continuar no poder, até morrer) --filha do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP).
A principal acusação é a de que José Reinaldo Tavares (PSB), governador do Maranhão à época da eleição, teria usado a máquina do Estado em favor de Lago.
Outro lado
Em sua defesa, Lago afirma que não existe, nos autos, prova concreta de que os convênios teriam sido usados com fins eleitoreiros. Tanto é assim, afirma a defesa, que "a força eleitoral de Jackson Lago se manifestou onde não houve convênio nenhum".
Os advogados do pedetista sustentam que os fatos apontados não foram amparados em provas pré-constituídas, mas somente em alegações.
O governador e seu vice, Luiz Carlos Porto (PPS) --incluído na denúncia--, alegam que houve violação aos princípios da ampla defesa e do devido processo legal, pois houve limitação do número de testemunhas.
Enquanto o processo tramitava no TSE, Lago recorreu ao STF (Supremo Tribunal Federal) para garantir que mais testemunhas fossem ouvidas. O relator do caso no TSE, ministro Carlos Ayres Britto, havia limitado o número a seis. O pedido, no entanto, foi negado pelo Supremo.

CÚPULA DAS AMÉRICAS - Obama diz que está pronto para conversar com Cuba - Obama says he is ready to talk to Cuba

AE-AP - Agencia Estado
PORT OF SPAIN - Os Estados Unidos e Cuba trocaram as mais amáveis palavras hoje em uma série de gestos de boa vontade antes da V Cúpula das Américas, que começará hoje em Trinidad e Tobago. O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse em Port of Spain que está pronto para conversar com o governo de Cuba sobre "uma vasta gama de assuntos". "Durante os últimos dois anos, eu disse e hoje repito que estou preparado para engajar minha administração numa série de conversas com o governo cubano, em assuntos como direitos humanos, liberdade de imprensa, reformas democráticas, luta contra as drogas, imigração e questões econômicas", afirmou.

"Me deixem ser claro: eu não quero apenas conversar só por conversar. Acredito que podemos mover as relações entre os EUA e Cuba numa nova direção", disse Obama. Mais cedo, o secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), José Miguel Insulza, afirmou que derrubará uma resolução que excluiu Cuba da entidade em 1962, enquanto a secretária de Estado norte-americana, Hillary Rodham Clinton, elogiou a fala do presidente da ilha caribenha, Raúl Castro, de que seu país está disposto a discutir "todas as coisas" com os Estados Unidos.

O porta-voz do presidente dos EUA, Robert Gibbs, disse, um pouco antes de Obama chegar a Port of Spain, que Cuba agora precisa mostrar gestos de boa vontade. "Certamente, são livres para libertar presos políticos, são livres para não ficar com o dinheiro das remessas, são livres para permitir uma maior liberdade de imprensa", disse Gibbs. Não se esperam resultados imediatos. "É verdade que é um descongelamento, mas é um descongelamento que vai levar tempo. Não espero gestos dramáticos, continua a haver bastante desconfiança", afirmou Michael Shifter, do instituto de estudos Diálogo Interamericano, em Washington.

De acordo com Insulza, a OEA deverá derrubar uma resolução de 1962 que proíbe Cuba de participar do corpo político. Insulza disse que apresentará a proposta em um encontro da organização que acontecerá em Honduras em junho. Se a proposta for aceita, abrirá o caminho para Cuba voltar a fazer parte da OEA, da qual foi expulsa por pressão dos EUA por seu regime "não democrático".''Sinais''O presidente de Cuba, Raúl Castro, que participou ontem e também hoje mais cedo de um encontro na Venezuela que reuniu desafetos dos EUA, lembrou que muitas nações latino-americanas favorecem o retorno de Cuba à OEA. Porém, ele informou que seu governo não tem interesse em voltar à organização, a qual ele acredita "tem que desaparecer". Raúl Castro também respondeu a pedidos de Washington por "sinais" de que Cuba está disposta a mudar sua política, ao dizer que sua administração está pronta a conversar com os EUA sobre "direitos humanos, liberdade de imprensa, presos políticos, tudo".

Segundo Hillary Clinton, a posição de Cuba, anunciada na ontem por Raúl, de discutir "todas as coisas" com os EUA, é "muito bem-vinda". "Mandamos dizer ao governo norte-americano em privado e em público que estamos dispostos a discutir tudo: direitos humanos, liberdade de imprensa, presos políticos", afirmou Castro, na Venezuela. No passado, as autoridades cubanas insistiam que a política nacional era um assunto interno.

"Vimos os comentários de Raúl Castro e acolhemos com satisfação essa declaração e a estamos tomando muito seriamente", disse Hillary, durante um encontro com jornalistas na República Dominicana. O porta-voz do presidente norte-americano Robert Gibbs disse que Obama não planeja se reunir com o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, durante a cúpula, mas que se o governante latino-americano quisesse, poderia haver uma conversa cortês entre os dois.

Obama e a delegação norte-americana, a maior dos 34 países que participam da V Cúpula das Américas, desembarcaram no final da tarde de hoje em Port of Spain. Obama disse antes que o encontro em Trinidad e Tobago "oferece a oportunidade de um novo começo" para a região. A cúpula está encaminhada para "a criação de emprego, promover o comércio livre e justo e desenvolver uma resposta coordenada para esta crise econômica", avaliou o presidente norte-americano. Com informações da Dow Jones.

CÚPULA - Sorridente, Chávez diz em cúpula querer ser 'amigo' de Obama - Smiling, Chávez said in dome want to be 'friend' of Obama

Presidentes se encontraram em Trinidad e Tobago; reunião bilateral não deve acontecer, afirma Casa Branca.

SÃO PAULO - Após anos de tensões com o governo americano, o presidente venezuelano, Hugo Chávez, demonstrou empatia ao cumprimentar o novo chefe de Estado, Barack Obama. Sorrindo, os dois trocaram um aperto de mão no início da 5.ª Cúpula das Américas em Trinidad e Tobago. Os presidentes, porém, não devem ter um encontro bilateral, informou a Casa Branca. Chávez, forte crítico do ex-presidente americano George W. Bush, tanto já criticou como elogiou Obama desde que ele tomou posse, em janeiro.

"Com esta mesma mão, há oito anos, eu cumprimentei Bush. Quero ser seu amigo", disse Chávez a Obama, segundo a página de internet do Ministério das Comunicações da Venezuela. Ainda segundo o governo venezuelano, Obama teria agradecido a saudação, informou a BBC Brasil.
(Matéria atualizada às 21h25)

sexta-feira, 17 de abril de 2009

ECONOMIA - Governo reduz em dez pontos IPI sobre geladeiras e fogões

Agência Estado
Será que essa diminuição do IPI será realmente repassada aos consumidores?. Ou apenas será uma uma perda de importos para o governo e mais um lucro para os empresários....(comentário dO ENRÍQUEZ).

Renúncia fiscal a ser feita por meio das medidas será de R$ 173 milhões; não haverá compensação de impostos

SÃO PAULO - O ministro da Fazenda, Guido Mantega, confirmou nesta sexta-feira, 17, a redução das alíquotas de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para produtos da linha branca em 10 pontos porcentuais. O anúncio foi feito hoje pelo ministro, na capital paulista, após encontro com empresários do setor produtivo, varejista e sindicalistas.

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Entenda as medidas para a construção e o setor automotivo
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De olho nos sintomas da crise econômica
Dicionário da crise
Lições de 29
Como o mundo reage à crise

PARÁ ECONOMIA - Economistas paraenses debatem efeitos da crise

Incerteza é a palavra que melhor define o momento atual da economia no Pará. O fundo do poço dos efeitos da crise mundial sobre o estado pode ainda não ter chegado. Confrontados com indicadores que, em alguns setores sinalizam recuperação, enquanto em outros apontam para o agravamento da turbulência, os economistas preferem nesse momento trabalhar com cenários sem se aprofundar muito em prognósticos.
Os impactos da crise econômica no Pará foram debatidos ontem, durante evento promovido pelo Instituto de Desenvolvimento Econômico, Social e Ambiental do Pará (Idesp), em Belém. O encontro serviu, também, para apresentar as análises conjunturais que o Idesp vem fazendo da economia estadual desde o ano passado - estimando os efeitos das dificuldades financeiras que poderão ocorrer durante este ano, a partir dos resultados obtidos no último trimestre de 2008.
O cenário mais provável, na opinião do economista Danilo Fernandes, é o de uma recessão mundial que durará pelo menos dois anos antes que a recuperação comece de fato. 'Esse é, na verdade, o cenário considerado hoje o mais real entre os economistas', explicou. Ainda segundo Fernandes, os estados brasileiros sofrerão os impactos de forma diferente. 'Alguns fatores vão determinar o grau de impacto sobre a economia dos estados e municípios', afirmou. Entre os fatores estão o grau de dependência dos estados e municípios das transferências dos fundos de participação, a importância das operações de comércio exterior na economia local e o tamanho das despesas públicas. Fernandes disse que já um consenso em relação à queda no comércio exterior. 'A crise marcará o fim dos grandes saldos comerciais', afirmou.
Com uma economia exportadora forte, municípios em grande parte dependentes do FPM e com o próprio governo estadual relativamente dependente dos recursos do FPE e em plena curva de crescimento das despesas com custeio, o Pará é um sério concorrente ao ranking das unidades da federação onde a crise será mais prolongada.
Para Cassiano Ribeiro, diretor estadual socioeconômico do Idesp, a discussão abriu a oportunidade de sugerir ideias que podem aliviar os efeitos da crise financeira. 'Um dos pontos mais importantes para o Estado neste momento é a questão do desemprego. O saldo dos postos de trabalho caiu bastante desde outubro do ano passado. Além disso, houve redução no rítimo industrial e consequentemente na movimentação do comércio - e isso precisa ser discutido', revela. 'Se existia uma perspectiva de um amplo crescimento, a partir de indicadores como estes, o Estado passou a rever esta trajetória. O estudo agora vai focar na questão de como o Pará está sendo afetado, e quais os reflexos disso ao longo deste ano', afirma.
A avaliação do diretor do Idesp para a permanência da crise financeira na economia paraense considera dois cenários. 'Primeiramente, levando em conta o comportamento do quadro mundial, a crise ainda pode se agravar, principalmente porque, tanto Europa como Estados Unidos continuam tendo empresas fechando e bancos falindo. Desta forma ainda não chegamos ao fundo do poço. Contudo, em uma avaliação secundária, se balisarmos nossas análises somente na economia brasileira, conseguimos perceber que o governo federal está conseguindo reverter os prejuízos da crise, com a manutenção da produção industrial e com a venda de veículos. Isso não quer dizer que não temos problemas, e o desemprego torna isso claro, porém o esforço do governo é facilmente reconhecido', revela.
Para a pesquisadora do Idesp, Lívia Cavalcante, o Pará vem seguindo uma tendência nacional de queda em alguns indicadores, principalmente no caso dos empregos, do comércio e da balança comercial. A produção industrial, que é um dos braços fortes do PIB paraense, também se rendeu à tendência nacional de retração, segundo avalia Lívia. 'O que segurou os números da exportação foram a insdústria da transformação e a metalurgia básica, que emboram também tenham caído, não deram prejuízos', afirma. Lívia ressalta que o IPC (Índice de Preço ao Consumidor do Pará) já mostra em seu desempenho reflexos da deflação no setor de alimentos - o que demonstra a estagnação do consumo.
O Liberal

FALANDO NOBLAT COM JACKSON LAGO

- A não ser que me arrastem com violência ou que me tirem a vida, permanecerei no palácio até que o Supremo Tribunal Federal dê a última palavra sobre o caso - acaba de me dizer por telefone o ex-governador Jackson Lago (PDT), do Maranhão.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) cassou o mandato de Lago e do seu vice por "abuso de poder econônico" nas eleições de 2006, quando ele derrotou Roseana Sarney (PMDB-MA). E mandou que a Assembléia Legislativa desse posse a Roseana no lugar de Lago. Foi o que aconteceu há pouco.
Contra a decisão do TSE ainda cabe recurso ao Supremo Tribunal Federal (STF).
- Se a Justiça Eleitoral não levou em conta a opinião dos maranhenses que me elegeram para governar durante quatro anos, é minha obrigação levá-la em conta, sim, respeitá-la, sim - argumenta Lago.
Diplomada mais cedo pelo Tribunal Regional Eleitoral e empossada pela Assembléia Legislativa, Roseana se manterá distante do Palácio dos Leões, sede do governo do Maranhão. Espera que Lago saia dali mais dia, menos dia.
- É preciso que a mídia nacional tome conhecimento do que se passa no Maranhão, do ato de violência de que estou sendo vítima. As informações do Maranhão são transmitidas para fora do Estado via meios de comunicação da família Sarney. Ela é dona de jornais, emissoras de rádio e da TV Globo local - lamenta Lago.
- Os Sarney nunca haviam sido derrotados antes. Eu os derrotei. Eles mandaram neste Estado por mais de 30 anos - e o que deixaram como herança? Um Estado com alguns dos piores indicadores sociais do país. Eles pretendem voltar a mandar. Mas confio na força do povo para impedir que isso ocorra.

MARANHÃO - Lá ganha quem perdeu a eleição

Existe alguma coisa errada nessa justiça eleitoral. Ganha a eleição quem obtém menos votos e hoje foi empossada quem perdeu a eleição e não quem ganhou. Quem explica isso? A nova governadora disse que se fez justiça, para mim, só foi pela metade, porque saiu quem fez errado e entrou quem perdeu a eleição, assim não vale, nada contra a Roseana que nem vai governar já que entrará com licença de saúde e depois deverá recuperar-se plenamente antes de assumir de verdade (comentário meu).

BRASÍLIA - Roseana Sarney é a nova governadora do Maranhão. Ela tomou posse nesta sexta-feira, em decorrência da cassação do mandato do ex-governador Jackson Lago pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
A renúncia de Roseana ao mandato como senadora, ato necessário à posse no governo do estado, foi oficializada horas antes, durante a sessão plenária do Senado. A carta de renúncia foi lida pelo senador Heráclito Fortes (DEM-PI). No lugar dela, assumirá o suplente Mauro Fecury, que já ocupou uma vez esse posto em razão de afastamento da senadora, devendo agora apenas reassumir o mandato até 31 de janeiro de 2011.
"Eu já perdi dois anos de governo. Esperei muito, mas finalmente se fez justiça", declarou ela.
Cassado, na noite desta quinta-feira, o mandato do governador Jackson Lago, a senadora Roseana Sarney (PMDB-MA) foi diplomada nova governadora do Maranhão pela manhã na sede do Tribunal Regional Eleitoral do Estado. Em seguida, ocorreu a solenidade de posse na Assembleia Legislativa do estado.
Roseana assume o governo após o TSE ter rejeitado, por unanimidade, os recursos contra a cassação do diploma de Jackson Lago e também de seu vice, Luiz Carlos Porto.
No mérito, a cassação já tinha sido determinada pelo TSE no início de março, mas os advogados do então governador haviam apresentado recurso. Jackson Lago foi cassado por abuso de poder econômico cometido nas eleições de 2006. Roseana Sarney assume por ter sido a candidata mais votada depois dele.
De acordo com sua assessoria de imprensa, daqui a 15 dias, a governadora deverá se licenciar para operar, em São Paulo, o aneurisma cerebral detectado em novembro passado. Durante seu afastamento, responderá pelo governo, no Palácio dos Leões, o vice-governador João Alberto Souza, que também já foi senador e governador daquele estado.
(Agência Senado)

REUNIÃO DE LÍDERES DAS AMÉRICAS - Cuba e crise econômica são principais assuntos do primeiro encontro de Obama com líderes

Cuba e crise financeira. Estes devem ser, na opinião de Sérgio Dávila e Luiz Felipe de Alencastro, colunistas do UOL Notícias, os principais assuntos da 5ª Cúpula das Américas, que começa nesta sexta (dia 17) e será realizada em Port of Spain, capital de Trinidad e Tobago. Será o primeiro encontro do presidente norte-americano Barack Obama com 33 líderes de países das Américas do Norte, Central e do SulTanto para Alencastro como para Dávila, Obama deve se preparar para ouvir bastante. Os latino-americanos, especialmente, devem fazer uma forte pressão pelo fim do embargo econômico a Cuba e por mais medidas que evitem o agravamento da crise financeira no continente. Paradoxalmente, os dois assuntos ficarão de fora do documento final da Cúpula das Américas, cujo rascunho já foi divulgado na semana passada.

Na última semana, Obama amenizou algumas restrições impostas a Cuba, permitindo que imigrantes cubanos nos Estados Unidos não tenham mais limites para as viagens que podem fazer à ilha e nem para transferir dinheiro aos parentes e amigos."Cuba é o bode no meio da sala na reunião. Os Estados Unidos não querem falar sobre ele, mas será cobrado. Obama provavelmente não fará nenhuma promessa em relação ao fim do embargo", afirma Sérgio Dávila.Para Luiz Felipe de Alencastro, o governo Obama não fará mais nenhuma concessão unilateral. "Os Estados Unidos querem ver iniciativas do lado cubano, principalmente em relação aos direitos humanos e à liberdade de expressão", diz Alencastro. Além disso, Alencastro também acredita que Cuba não poderá voltar tão cedo à Organização dos Estados Americanos (OEA).
Leia aqui reportagem completa da Folha: http://noticias.uol.com.br/ultnot/internacional/2009/04/16/ult1859u885.jhtm