Aqui já foram discutidos alguns dos desafios do extrativismo como parte de um modelo de sustentabilidade da Amazônia. O papel do extrativismo para um processo de sustentabilidade ficou claro. Agora se discutem também alguns dos pontos fracos do extrativismo.
Argumentos contrários ao extrativismo.
Para a economia neoclássica, mantendo o atual padrão tecnológico do extrativismo vegetal, essa atividade fatalmente será extinta, resultando em enormes dificuldades para a sobrevivência das comunidades e de seu hábitat. Esta é a principal hipótese da economia neoclássica. Reforçando esses argumentos, destaca-se que a domesticação (cultivo), a descoberta de substitutos sintéticos, a expansão da fronteira agrícola, o crescimento da população e da demanda (variáveis diretamente relacionadas com a dinâmica do extrativismo), direcionam esse sistema de produção para o desaparecimento em médio e longo prazo desse modelo, defendido hoje por mais e mais pessoas. Assim, a proposta das reservas seria inviável.
Visto desde o ponto de vista da economia convencional, do mercado, os economistas neoclássicos estão totalmente certo.
A economia convencional registra que nos últimos 60 anos, houve uma profunda mudança na economia extrativa, na qual a Amazônia estava inserida desde os primórdios de sua ocupação. Vários desses ciclos extrativos se expandiram, estagnaram ou desapareceram. Outros, estimulados por políticas públicas, tentam renascer novamente, “cujos seguidores acreditam que serão permanentes”.
Dessa forma, “a economia amazônica tem sido uma sucessão de ciclos extrativos: cacau, seringueira, pau-rosa, guaraná, castanha, babaçu, madeira, pesca, caça, entre outros. Com a implantação do Programa Grande Carajás, em 1980, a economia da Amazônia mudou do extrativismo vegetal para o extrativismo mineral”. Assim, se destacam dois tipos de extrativismo: 1) o de coleta, que conserva a floresta em pé, e 2) o extrativismo por extração ou desmatamento (aniquilamento), em que a planta objeto do interesse econômico é destruída.
Veja mais aqui: ENRÍQUEZ,G. (2008).
Amazônia, meio ambiente, ecologia, biodiversidade, desenvolvimento sustentável, ciência e tecnologia, incubadoras e parques tecnológicos, política nacional e internacional - Amazonia, the environment, ecology, biodiversity, sustainable development, science and technology, incubators and technology parks, national and international policy
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terça-feira, 17 de março de 2009
segunda-feira, 9 de março de 2009
BRASIL, MARANHÃO - Pecuária e fazendeiros destruem sustento de comunidades

No Estado do Maranhão quase 90% das mulheres trabalham como quebradeira de coco do babaçu. A presença delas é tão natural que era comum ver nos quadros, que retratavam as paisagens, uma mulher em baixo de uma palmeira retirando a semente do babaçu para seu sustento. Com a expansão da pecuária e outros interesses conflituosos pela terra na região, essas mulheres saíram dos quadros e passaram a ter uma postura ativa diante da sociedade.
Organizadas em um movimento social, essa mulheres passaram a ter como bandeira o "Babaçu Livre", que consiste em garantir por lei o livre acesso aos babaçuais e o uso comunitário, mesmo que dentro de propriedades privadas. O Movimento Interestadual das Quebradeiras de Coco Babaçu (MIQCB) agrupa quatro Estados onde há ocorrência de palmeiras de babaçu: Maranhão, Tocantins, Pará e Piauí e hoje luta para evitar a derrubada da palmeira.
Em 2008, a Lei estadual foi aprovada e hoje é implementada em oito municípios do Maranhão. Zulmira de Jesus, coordenadora da Regional da Baixada do MIQCB, afirma que a luta do movimento é ampliar esse debate para que mais municípios sejam contemplados com a Lei do Babaçu Livre e que a Lei federal que está tramitando no Congresso desde 1995 seja aprovada.
Segundo ela, a luta é contra interesses de fazendeiros, pecuaristas e muitas vezes contra o próprio governo que entende como desenvolvimento o ato de colocar e apoiar grandes empresas na região sem avaliar os impactos sociais, econômicos ou ambientais.
Leia reportagem na integra: http://www.amazonia.org.br/noticias/noticia.cfm?id=302948
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