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segunda-feira, 2 de maio de 2011

Para PT, os riscos de uma escalada inflacionária são "mais propagandísticos que reais".

Em resolução, sigla apoia ações do governo

CATIA SEABRADE BRASÍLIA

Num momento em que a condução da política econômica divide o governo, o PT divulgou uma resolução em que afirma que o controle da inflação não pode impor sacrifício ao desenvolvimento social do país.


Aprovado ontem pelo Diretório Nacional do partido, o documento diz que os riscos de uma escalada inflacionária são "mais propagandísticos que reais".


O partido cita a fórmula aplicada pelo governo para contenção da inflação: o casamento de variação da taxa de juros com as medidas de contenção ao crédito.

"O combate à inflação, porém, não implica sacrificar as políticas de desenvolvimento social do governo, que requerem um crescimento do PIB entre 4% e 4,5% este ano", diz a resolução, cujo esqueleto foi elaborado pelo presidente do PT, Rui Falcão.


Na resolução, o PT diz considerar "correta a orientação geral que o governo vem imprimindo, sobretudo sua decisão de manter as políticas de geração de empregos e distribuição de renda".


KASSAB
Destinado à análise de conjuntura política, o texto de Falcão sofreu uma supressão, excluindo uma ironia ao PSD, partido recém-criado pelo prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (ex-DEM).


O texto original lembrava que Kassab se referiu ao partido como "nem de centro, nem de direita, nem de esquerda". Segundo a sigla, a exclusão foi para evitar a "paulistanização" do debate. Foi retirado também elogio à troca de comando da Vale.

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