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quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Política, Pará - Almir Gabriel deixa ninho tucano, ataca Serra e votará no candidato do Jader

O ex-governador Almir Gabriel formalizou ontem sua desfiliação do PSDB, partido que ajudou a fundar e no qual estava há 22 anos.

Agora poderá fazer campanha por Juvenil, candidato do PMDB.


Agora, sem legenda, está livre para aparecer em programas eleitorais no rádio e TV e em todos os materiais de campanha do candidato do PMDB ao governo, deputado estadual Domingos Juvenil, a quem Gabriel declarou apoio e com quem tem viajado para fazer campanha em vários municípios. “Já me sentia liberado (para fazer a campanha), mas sem essa desfiliação prejudicaria o Juvenil”.

A legislação eleitoral não permite a presença em propaganda eleitoral de filiados de outros partidos, a não ser que haja coligação formal. A carta de desfiliação foi protocolada no final da tarde na sede do PSDB. Hoje, Almir entrega o documento na primeira Zona Eleitoral da capital cortando assim o último vínculo com o partido por onde se elegeu duas vezes governador do Pará. No documento, Gabriel diz que deixou o PSDB por discordar dos arranjos pelos quais foram “escolhidos e impostos” os candidatos tucanos à presidência da República, à vice-presidência e ao Governo do Pará.

Disse também repudiar a atitude discriminatória do PSDB paraense em relação “à idade, saúde física e mental, cor da pele, sexo”. O ex-governador acredita que a idade, 78 anos foi um dos motivos que levaram o PSDB a optar por outro candidato ao governo que não ele. Almir criticou também o que chamou de intromissão “indevida sub-repitícia e insolente do presidente da multinacional de minérios nos destinos políticos do Pará”. A multinacional a que se refere é a Vale, presidida por Roger Agnelli. Nas últimas linhas do documento, o ex-governador admite lastimar deixar o partido que ajudou a fundar ao lado de nomes como Mário Covas, Artur da Távola e Fernando Henrique Cardoso.

A decisão de Almir de deixar o PSDB foi anunciada no dia 13 de dezembro do ano passado, mesma data em que a legenda sacramentou Simão Jatene como nome da legenda na disputa ao governo do Estado. A decisão contrariou Almir que havia lutado até o último momento contra a candidatura. Nos últimos meses, a quem perguntava quando seria formalizada a desfiliação, o ex-governador respondia que tomaria a medida no momento oportuno. Ontem, contou ao DIÁRIO que a intenção era protocolar o documento durante uma visita do candidato tucano à presidência da República, José Serra.

Mas disse que cansou de esperar. “Como o Serra, mais uma vez, não cumpriu com a palavra resolvi me desfiliar”, disse, referindo-se a uma visita do candidato à presidência programada para Belém no início desta semana, mas que acabou desmarcada. Almir Gabriel disse que já recebeu convites de três partidos para se filiar. Não quis informar quais e garantiu que por enquanto ficará sem legenda. “Estou livre, leve e solto”, resumiu, em tom bem humorado. Nos últimos meses o ex-governador se tornou um entusiasta da chamada terceira via, uma candidatura alternativa às de Simão Jatene e de Ana Júlia que concorre à reeleição.

O caminho escolhido por ele foi apoiar Domingos Juvenil. Para isso sepultou anos de disputa com o presidente do PMDB do Pará, o deputado federal Jader Barbalho. “Nós dois queremos o bem do Pará e isso passa pela eleição do Juvenil”. O ex-governador Almir Gabriel formalizou ontem sua desfiliação do PSDB, partido que ajudou a fundar e no qual estava há 22 anos. Agora, sem legenda, está livre para aparecer em programas eleitorais no rádio e TV e em todos os materiais de campanha do candidato do PMDB ao governo, deputado estadual Domingos Juvenil, a quem Gabriel declarou apoio e com quem tem viajado para fazer campanha em vários municípios. “Já me sentia liberado (para fazer a campanha), mas sem essa desfiliação prejudicaria o Juvenil”.

A legislação eleitoral não permite a presença em propaganda eleitoral de filiados de outros partidos, a não ser que haja coligação formal. A carta de desfiliação foi protocolada no final da tarde na sede do PSDB. Hoje, Almir entrega o documento na primeira Zona Eleitoral da capital cortando assim o último vínculo com o partido por onde se elegeu duas vezes governador do Pará. No documento, Gabriel diz que deixou o PSDB por discordar dos arranjos pelos quais foram “escolhidos e impostos” os candidatos tucanos à presidência da República, à vice-presidência e ao Governo do Pará. Disse também repudiar a atitude discriminatória do PSDB paraense em relação “à idade, saúde física e mental, cor da pele, sexo”.

O ex-governador acredita que a idade, 78 anos foi um dos motivos que levaram o PSDB a optar por outro candidato ao governo que não ele. Almir criticou também o que chamou de intromissão “indevida sub-repitícia e insolente do presidente da multinacional de minérios nos destinos políticos do Pará”. A multinacional a que se refere é a Vale, presidida por Roger Agnelli. Nas últimas linhas do documento, o ex-governador admite lastimar deixar o partido que ajudou a fundar ao lado de nomes como Mário Covas, Artur da Távola e Fernando Henrique Cardoso. A decisão de Almir de deixar o PSDB foi anunciada no dia 13 de dezembro do ano passado, mesma data em que a legenda sacramentou Simão Jatene como nome da legenda na disputa ao governo do Estado.

A decisão contrariou Almir que havia lutado até o último momento contra a candidatura. Nos últimos meses, a quem perguntava quando seria formalizada a desfiliação, o ex-governador respondia que tomaria a medida no momento oportuno. Ontem, contou ao DIÁRIO que a intenção era protocolar o documento durante uma visita do candidato tucano à presidência da República, José Serra. Mas disse que cansou de esperar. “Como o Serra, mais uma vez, não cumpriu com a palavra resolvi me desfiliar”, disse, referindo-se a uma visita do candidato à presidência programada para Belém no início desta semana, mas que acabou desmarcada. Almir Gabriel disse que já recebeu convites de três partidos para se filiar. Não quis informar quais e garantiu que por enquanto ficará sem legenda. “Estou livre, leve e solto”, resumiu, em tom bem humorado. Nos últimos meses o ex-governador se tornou um entusiasta da chamada terceira via, uma candidatura alternativa às de Simão Jatene e de Ana Júlia que concorre à reeleição.

O caminho escolhido por ele foi apoiar Domingos Juvenil. Para isso sepultou anos de disputa com o presidente do PMDB do Pará, o deputado federal Jader Barbalho. “Nós dois queremos o bem do Pará e isso passa pela eleição do Juvenil”.

DESAVENÇAS COM OS TUCANOS

As desavenças de Almir Gabriel com o ninho tucano começaram na última eleição para o governo do Estado quando perdeu a disputa para a atual governadora Ana Júlia Carepa, do PT. Almir credita a derrota ao pouco empenho do então governador Simão Jatene, a quem acusou publicamente de fazer “corpo mole” durante a campanha. De relações cortados com o ex-pupilo, tentou convencer o senador Mário Couto a ser o candidato ao governo, mas este acabou se aliando a Jatene, e Gabriel optou por deixar a legenda.

(Diário do Pará)

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