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terça-feira, 26 de janeiro de 2016

Belém, dentre as 23 cidades mais violentas do mundo!




Durante onda de violência em 2011, em Maceió, população fecha ruas e põe grades em estabelecimentos para enfrentar insegurança

Com 16 municípios, o Brasil é o país com o maior número de cidades entre as 50 mais violentas do mundo, de acordo com pesquisa da ONG (organização não governamental) Conselho Cidadão para a Segurança Pública e Justiça Penal, do México. O estudo utiliza taxas de homicídio do ano de 2013 para classificar as cidades como mais ou menos violentas.

Maceió (AL) ocupa o quinto lugar do ranking e tem uma taxa de 79,76 homicídios por 100 mil habitantes. A capital cearense é a sétima mais violenta: Fortaleza tem uma taxa de homicídios de 72,81. João Pessoa (PB), que está na nona colocação, apresenta uma taxa de 66, 92.

Entre as cidades brasileiras também estão presentes na pesquisa Natal (RN) com 57,62; Salvador (BA) com 57,61; Vitória (ES) com 57,39; São Luís (MA) com 57,04; Belém (PA) com 48,23; Campina Grande (PB) com 46; Goiânia (GO) com 44,56; Cuiabá (MT) com 43,95; Manaus (AM) com 42,53; Recife (PE) com 36,82; Macapá (AP) com 36,59; Belo Horizonte (MG) com 34,73; e Aracaju (SE) com 33,36.

Lidera o ranking como mais violenta a cidade hondurenha de San Pedro Sula. É o terceiro ano consecutivo que o município da América Central ocupa a primeira colocação. A cidade tem uma taxa de 187,14 por 100 mil habitantes.

Com uma taxa de 134,36, Caracas, na Venezuela, é considerada a segunda cidade mais violenta. A terceira é Acapulco, no México, com uma taxa de 112, 80, segundo a pesquisa.

A maioria das cidades fica na América Latina. Das 50 cidades, nove estão no México, seis na Colômbia, cinco na Venezuela, quatro nos Estados Unidos, três na África do Sul, dois em Honduras e um em El Salvador, na Guatemala, Jamaica e Porto Rico.



Carro leva corpo de homem morto em briga de bar em 20 de novembro de 2013, em San Pedro Sula, em Honduras


"Isto confirma o que revelam diversos estudos mundiais: que [a taxa de] homicídio na América Latina tem índices muito acima da média mundial", diz José Antonio Ortega Sánchez, presidente da ONG, em texto publicado no site da organização.

A cidade que ocupa a 50ª colocação do ranking é Valencia, na Venezuela, cuja taxa é 30,04.

O estudo utiliza índices de população e de homicídios de estatísticas oficiais dos governos locais de cidades com mais de 300 mil habitantes.







sábado, 30 de junho de 2012

Para pensar e agir. Marta Suplicy



São Paulo vive situação dramática. Só neste ano foram assassinados 40 policiais, todos fora de serviço. Vários ônibus foram incendiados numa possível ação orquestrada contra o comando das autoridades policiais. Isso sem falar dos arrastões a restaurantes e prédios.

É nesse contexto de agravamento da violência, tanto na região metropolitana quanto no restante do Estado, que se inserem os casos de violência contra a mulher.

De setembro de 2011 a maio deste ano, tivemos 55.174 casos de mulheres vítimas de lesão corporal dolosa e, destes, 34.906 casos foram no interior -dados da Secretaria da Segurança Pública.

Estudo do Instituto Sangari indica que a violência doméstica ainda é a maior causa de assassinatos de mulheres no Brasil (em São Paulo, em 2010, 663 morreram). Enquanto os homens morrem nas ruas, as mulheres morrem e são agredidas dentro de suas casas.

A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga a violência contra a mulher vem apurando denúncias de omissão em diversos Estados brasileiros.

Em São Paulo, Franco Montoro foi pioneiro com a criação da Delegacia da Mulher. Entretanto, quando se aprofunda a questão, as ações são gotas d'água num oceano de problemas -que os números mostram que só se agravaram nas últimas décadas, sem empenho realmente sério por parte do Estado diante dos fatos.

Não existe um programa de atendimento integrado às vítimas e há somente uma Delegacia de Defesa da Mulher com atendimento 24 horas! Mais grave, não existe orçamento nem a devida contrapartida do recurso federal.

As verbas federais para ações de combate à violência contra a mulher não têm sido aplicadas com a transparência necessária pelo governo estadual. Em um Estado com 645 municípios, só existem 34 equipamentos específicos para atendimento às vítimas. O problema das mulheres agredidas e assassinadas tem sido tratado como ocorrência pouco importante ou relevante.

Fico pensando quantos desses que batem em mulher ou quantos assaltantes que estão fazendo da vida do paulista um inferno não são fruto de lares violentos. De mulheres espancadas, humilhadas e abandonadas à própria sorte. Que não tiveram assistência nem oportunidade para tentar, com seus filhos, uma vida melhor. Que, por circunstâncias, não conseguiram criar cidadãos.

Embora 70% das situações de violência contra a mulher ocorram na residência da vítima, esse não é um problema que será resolvido dentro de casa. O Estado tem que estar presente: na infância, prestando assistência às mães, ou, depois, construindo cadeias. Os resultados e diagnósticos da CPMI, se levados a sério, podem fazer diferença.

MARTA SUPLICY escreve aos sábados nesta coluna.

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Sudáfrica - Violência Sexual contra mulheres

“As violações ficam praticamente impunes na R.D. Congo”
Por Jennie Lorentsson, da IPS Nova York, 30/6/2010

A violência sexual contra as mulheres se tornou uma arma de guerra.

Em alguns países nem mesmo podem ir buscar água porque são agredidas ou violentadas.
Margot Wallström foi designada, no dia 1° de abril, representante especial para violência sexual em conflitos armados do secretário-geral da Organização das Nações Unidas, Ban Ki-moon. Sua tarefa é investigar a situação e fazer recomendações ao Conselho de Segurança. As denúncias de ataques contra mulheres e crianças procedem de vários países, como Burundi, Costa do Marfim, Guiné, Haiti, Libéria, República Democrática do Congo (RDC) e Sudão.

O primeiro trabalho de Wallström, que foi vice-presidente da Comissão Europeia, órgão executivo da União Europeia, foi viajar à RDC, país que qualificou de “capital mundial da violação”. Wallström conversou com a IPS sobre esta viagem e a respeito de seu trabalho futuro.

IPS: Pode nos contar como foi sua viagem à RDC?
Margot Wallström: É um país que chamou a atenção da imprensa pelas violações sistemáticas durante a guerra. Especula-se que cerca de 200 mil pessoas foram violentadas desde o começo do conflito, há 14 anos, um número seguramente subestimado. Estive com representantes do governo e, em particular, com vítimas. Foi interessante, mas também desanimador. Nada melhora e cada vez acontecem mais violações. Entretanto, tenho de dizer que houve avanços. O governo aprovou leis para punir a violação, possui um plano nacional e vontade política. Há muito que fazer para implementar a lei.

IPS: Qual a raiz do problema?
MW: A violência sexual é o resultado da guerra entre diferentes grupos armados. Os homens costumam se sentir ameaçados pela guerra e ficam em casa, mas as mulheres precisam ir buscar água ou comida. Em muitos casos, serão as primeiras a serem atacadas, especialmente quando não há um exército profissional que proteja a população civil.

IPS: O que faz a Missão das Nações Unidas na RDC (Monuc) para proteger as mulheres?
MW: A Monuc teve que ajustar suas operações devido às condições reinantes no país. Tem patrulhas especiais para escoltar as mulheres aos centros de saúde e ao mercado.

IPS: O governo e a ONU discutem sobre a retirada da Monuc. O que acontecerá se sair agora?
MW: É preocupante. Várias partes do país estão instáveis e a ONU facilita a logística para muitas organizações não governamentais que dependem dela. Ocorre que o governo deseja mostrar que pode proteger seu território. Tem a ver com a discussão sobre a independência.

IPS: O que sente quando ouve que soldados da Monuc cometem atrocidades?
MW: Só um caso já é muito. Destroi nossa confiança na capacidade da ONU de conseguir grandes projetos.

IPS: Crítica-se a ONU por ser burocrática e inflexível. A senhora concorda?
MW: Toda grande organização é passível de receber essa crítica. Porém, basicamente, há muita esperança e confiança na ONU, e a energia e paixão que gera é muito útil.

IPS: O Conselho de Segurança prometeu dar mais atenção à violência contra as mulheres. Em quais países deve se concentrar mais?
MW: Certamente na RDC. Também na região sudanesa de Darfur e vários países africanos. Também nos concentraremos na Libéria, onde o conflito deixou uma sociedade violenta e a violação é um crime comum. Não podemos estar em todos os países com conflitos, e nos ajustaremos à agenda do Conselho de Segurança. Não é um problema exclusivo da África.

IPS: O que o pessoal da ONU pode fazer no terreno?
MW: Nossa equipe de especialistas legais pode ajudar um país a ter legislação moderna. A impunidade é a base do problema. As mulheres devem suportar a culpa e os homens nada. Devemos entender como se cria essa cultura e como se converte em arma de guerra e depois poderemos detê-la.

IPS/Envolverde FOTO Crédito: UN Photo/Mark Garten Legenda:
Margot Wallström, representante especial para violência sexual em conflitos armados do secretário-geral da Organização das Nações Unidas, Ban Ki-moon.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Pará - Marabá é a 2ª cidade mais violenta do Brasil "Marabala"


O Ministério da Justiça e a Fórum Brasileiro de Segurança Pública divulgaram nesta terça-feira, 24, um estudo que mostra como é a exposição dos jovens brasileiros à violência. De acordo com o levantamento, dez cidades apresentam o Índice de Vulnerabilidade Juvenil (IVJ) alto para pessoas com idade entre 12 e 29 anos, num levantamento feito em 266 municípios com mais de 100 mil habitantes.

Embora nenhuma cidade que faça parte do ranking das 10 mais violentas, grande parte encontra-se na região metropolitana dos Estados. Segundo os dados, Itabuna (BA), Marabá (PA), Foz do Iguaçu (PR), Camaçari (BA), Governador Valadares (MG), Cabo de Santo Agostinho (PE), Jaboatão dos Guararapes (PE), Teixeira de Freitas (BA), Serra (ES) e Linhares (ES) são as cidades onde os jovens brasileiros estão mais expostos à criminalidade.

Depois de Marabá, entre as cidades do Pará vem Ananindeua que está em 18º lugar, seguida de Belém (34º), Castanhal (49º) e Itaituba (104º).

Já as cidades de São Carlos (SP), São Caetano do Sul (SP), Franca (SP), Juiz de Fora (MG), Poços de Caldas (MG), Bento Gonçalves (RS), Divinópolis (MG), Bauru (SP) e Jaraguá do Sul (SC) registram os menores IVJs.

(Com informações da AE)

quarta-feira, 4 de março de 2009

Crime globalizado - Brasil, Bolívia, Paraguay e Portugal - globalized crime

As organizações criminosas brasileiras PCC (Primeiro Comando da Capital), de São Paulo, e Comando Vermelho, do Rio de Janeiro, aumentaram sua presença internacional, atuando em países como Bolívia, Paraguai e, "possivelmente", Portugal. A afirmação é do relatório anual do Departamento de Estado dos EUA que traça um painel da situação das drogas no mundo.
Segundo o texto, divulgado na sexta-feira (27), crescem também as ligações do PCC e do CV com traficantes colombianos e mexicanos. A renda da colaboração no exterior os ajudaria a comprar armas e a manter o controle de favelas em cidades como Rio e São Paulo. A conclusão vem a público num momento em que Portugal especula sobre a presença de dois supostos membros do PCC no país e a criação de uma facção local.

O relatório, que refere-se a 2008, é elaborado por ordem do Congresso dos EUA e foi feito ainda sob o governo do republicano George W. Bush. Autoridades brasileiras que investigam a internacionalização do PCC são céticas sobre a presença dos criminosos em Portugal.
O texto cita a imprensa portuguesa sobre o surgimento do que batizaram de "PCP (Primeiro Comando de Portugal)" --seria formado por imigrantes brasileiros e atuaria principalmente na Margem Sul do Tejo, na Grande Lisboa. Os jornais "Diário de Notícias" e "Correio da Manhã" citam fontes policiais para apontar a ligação de dois brasileiros ao "PCP".

Um seria Edivaldo Rodrigues, preso em 2008, acusado de ter matado um ourives em Setúbal, ao sul de Lisboa. O outro seria o foragido Moisés Teixeira da Silva, que segundo a Polícia Federal brasileira participou do furto de R$ 164,7 milhões do Banco Central de Fortaleza, em 2005. Autoridades portuguesas não comentam a existência do "PCP" nem a ligação dos suspeitos.
No relatório da chancelaria norte-americana, Portugal é apontado como o porto de entrada para a Europa da cocaína traficada de países andinos via Brasil e Venezuela, com primeira escala em países do oeste da África.
Leia Reportagem completa: http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u528750.shtml

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

BELÉM DA SAUDADE

Estou de volta ao meu BLOG um dos poucos espaços onde escrevo meus desabafos e sei que pelo menos uma dúzia de amigos acessa meu blog e acompanha minhas postagens. Para todos eles e para quem me incentivou a manter este BLOG vivo, meus melhores desejos de um ano de sucesso e de vivas esperanças.

Apesar de não ser brasileiro de nascimento tenho um grande amor pelo Brasil e um compromisso com este país onde já passei metade da minha vida. Entretanto, meu compromisso de vida é, principalmente, com a Amazônia e particularmente com o Pará. Aqui nasceram minhas filhas. É muito provável que o contato delas com a região continue. Nesta minha preocupação com a Amazônia e com o desenvolvimento sustentável, quem sabe o meu compromisso e luta por um estado mais sustentável e mais justo propicie um futuro melhor para essa região e para as gerações vindouras, dentre elas para os filhos das minhas filhas.

Passei minhas férias em Belém com minha família. Matando a saudade que, coletivamente, tínhamos da cidade e seus balneários maravilhosos. A comida as frutas, os sorvetes (recomendo uma nova sorveteria, ICE BODY) continuam enlouquecendo-nos a mim e as minhas filhas. Apesar de viajar com certa freqüência pela Amazônia, para participar de reuniões, eventos, seminários, nestes últimos anos que estamos radicados, provisoriamente fora do estado, poucas vezes tinha permanecido mais de dois dias em Belém.

Depois de quase um mês em Belém deu para sentir as mudanças da cidade nestes anos. Para pior, infelizmente.
Apesar de ter desfrutado das férias, não consegui sentir alegria pelo que vivi e percebi na cidade.

O que de cara chama a atenção é a sujeira que se instalou nas principais ruas de Belém, as pichações, o lixo que permanece amontoado nas portas das casas, e a violência que tronou Belém uma verdadeira cidade em estado de guerra interno. Não são apenas, gangues de bairros, são verdadeiros bandidos profissionais, quadrilhas muito vêm organizadas que migraram para uma cidade que lhes oferece a maior comodidade para atuar impunemente. O inchaço populacional é surpreendente.
Estava alarmado pelas conversas sobre a violência. Com todas as pessoas, amigos, parentes, conhecidos com que falei, já tinham sido assaltados ou conheciam alguém da família ou amigos próximos que haviam sofrido assalto ou robô com violência. Só faltava eu.

E aconteceu. Na saída de Mosqueiro uma noite de domingo 19:00h, no bairro CARANANDUBA (ficou para sempre na minha memória) cinco bandidos armados com uma pistola e um fuzil recortado nos abordaram no carro. Estava com minha esposa, minhas duas filhas e mais duas crianças. Fiz o que todo mundo faz e resulta morto, reagi, arranquei no carro e para minha felicidade consegui fugir e nada aconteceu. Estou vivo para contar a história com detalhes de filme de ação, para quem queira ouvir, mas como é uma história rotineira não terá nada de interessante, só mais um nas estatísticas oficiais.

Lembrei-me da época da ditadura militar de Pinochet no Chile, onde mais de 80% da população já tinha sofrido algum tipo de violência, tinha sido presa, torturada, sua casa invadida pelo exército na procura de “terroristas” (terroristas no Chile eram pessoas humildes, jovens de esquerda ou democrata, estudantes e, principalmente trabalhadores e quem tivesse algum antecedente ou familiar de esquerda). Felizmente no Chile 90% dos responsáveis pelos crimes, já foram julgados estão presos e condenados. No Brasil os crimes da ditadura continuam impunes.
Em Belém a ditadura está no poder. A ditadura das quadrilhas organizadas, que mantém a cidade em verdadeiro toque de recolher.

Ao meio dia os guardas municipais e policiais estão na rua como verdadeiras moscas, para levantar infrações no transito para cuidar da faixa de pedestres, implantada em uma avenida das muitas que existem em Belém. Depois das 19:00h vão todos para casa, quando começa o toque de recolher e ficam na rua os mais experientes cidadãos que já sabem conviver com estados de perigo, e os bandidos na espera de clientes para assaltar.

Retornaremos a falar sobre a segurança e a necessidade de desenvolver políticas públicas, já que as que existem ainda não mostram resultados significativos.
E também falaremos da saúde, educação, da UFPA e as novas possibilidades que se abrem para que as instituições de ensino se integrem em um novo processo de interação com os diversos segmentos mais expressivos da região Amazônica. Já que segurança pública não é só polícia na rua e repressão.