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sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Mudança Climática - ... para o bem e para o mal, Enviado por Nurit Bensusan


Nesse dia de ativismo blogueiro (veja a campanha: Blog Action Day), além de chamar atenção para as mudanças climáticas, aquelas ligadas realmente à temperatura do planeta e suas consequências, vale a pena enfatizar outras mudanças de clima, algumas bastante positivas.

Uma delas é a concessão do prêmio Nobel de economia a uma mulher, pela primeira vez, mas não a uma economista, simplesmente. Elinor Ostrom, da Universidade de Indiana, é formada em ciência política e estuda como os recursos naturais podem ser protegidos sem regulamentação governamental, nem privatização. Seu trabalho desafia a chamada "tragédia dos comuns", segundo a qual os bens comuns, como o meio ambiente, tendem a ser detonados porque as pessoas só levam em conta seu próprio interesse. Assim sendo, talvez em um futuro próximo, não tenhamos que proteger o meio ambiente de nós mesmos...

A pesquisa de Elinor Ostrom tem, também, impactos sobre as mudanças climáticas e pode conduzir a estratégias distintas - e mais eficientes - das que adotamos atualmente. Afinal, nada mais comum a todos nesse planeta do que o clima, e nada pode ter consequências mais abrangente e trágicas do que as mudanças climáticas. Se os resultados de sua pesquisa mostram que a tragédia dos comuns pode não acontecer, talvez seja justamente na questão climática que, finalmente, os cidadãos desse planeta exercerão seus direitos a uma vida mais equilibrada.

Outra mudança no clima vem da cobertura da mídia. Nos tempos do Protocolo de Quioto, esse assunto pouco frequentava os noticiários. Hoje, parece que as coisas mudaram, e posições como as da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), que apresentou um documento com propostas para a reunião de Copenhague no qual metas de cortes na emissão de gases de efeito estufa sequer são mencionadas, deixam muitos perplexos. Com o argumento de que o país não pode assumir compromissos que prejudiquem sua economia, os industriais passam ao largo de sua responsabilidade pelo aumento das emissões e recomendam compromissos para a erradicação do desmatamento ilegal. Ora, ninguém nesse país (com exceção, às vezes,do ministro da agricultura) defende o desmatamento ilegal e é claro que ele deve ser erradicado imediatamente, mas isso não será suficiente, precisamos de outros compromissos.

Ainda bem que o clima está mudando e tais posições já não são tão facilmente engolidas...

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