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domingo, 13 de setembro de 2009

Saúde - A segunda onda de gripe suína

No verão, número de casos deve diminuir. Mas doença voltará no próximo inverno. Estamos preparados?
Humberto Maia Junior
do Jornal da Tarde


O Brasil corre o risco de viver uma segunda onda de gripe suína no próximo inverno. O vírus H1N1, que provoca a doença, pode sofrer mutação e se tornar mais letal. Especialistas ressaltam que não há motivo para pânico. Se o Brasil adotar medidas apontadas por eles, a segunda onda deverá provocar até menos mortes do que as 657 registradas este ano (segundo o boletim do último dia 2 do Ministério da Saúde). Três médicos infectologistas ouvidos pelo JT afirmam que a vacinação é fundamental. Como não é possível imunizar toda a população, o Ministério da Saúde terá de escolher grupos de risco e maximizar o efeito da vacina. Ainda recomendam que o País disponibilize mais laboratórios para o diagnóstico da doença e apontam erros cometidos - e o que se aprendeu com eles. A população também deve fazer sua parte, lavando as mãos e cobrindo a tosse ou o espirro, para evitar que o vírus se espalhe. Abaixo, trechos das entrevistas.

Maior número de casos

“Tudo leva a crer que teremos uma segunda onda no mundo inteiro, até com chance de (ter) maior número de casos”, diz o diretor do Instituto de Infectologia Emílio Ribas, David Uip, que ressalta que o comportamento do vírus não pode ser previsto com exatidão. Presidente da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), Juvêncio Furtado, diz que a gripe suína vai retornar com força ao Brasil no próximo inverno. “Ela está voltando ao hemisfério norte (onde agora é outono) e vai voltar para cá.”

Nancy Bellei, infectologista da Unifesp, explica que a previsão de que o retorno do vírus será mais intenso se baseia no comportamento de outras pandemias. “Historicamente, é isso que se observa.” O fenômeno é assim: quanto mais pessoas o vírus contamina, maior é a chance de que uma parte deles sofra uma mutação que o torne mais letal - da mesma forma como pode haver outra parte que se torne menos mortífero. “A tendência do vírus é aumentar e ‘fugir’ do sistema imunológico, se tornando mais resistente.”

Importância da vacinação

O presidente da Sociedade Brasileira de Infectologia é enfático: “Temos de vacinar o maior número possível de pessoas. Sem a vacina, a segunda onda será muito mais intensa.” Como não há vacina para os 190 milhões de brasileiros, o governo deverá criar uma campanha nacional, escolhendo grupos de risco como prioritários. Quem deve ser escolhido? Para David Uip, o governo terá de seguir a seguinte ordem na imunização: profissionais de saúde, pessoas que trabalham com crianças (como professores), grávidas, pessoas portadoras de doenças que afetam o sistema imunológico (como cardíacos). Nancy Bellei, infectologista da Unifesp, diz que um programa eficiente de vacinação precisa seguir critérios regionais. “Temos de contemplar as regiões mais atingidas pela doença e quais as populações mais atingidas.”

Leia a matéria na íntegra Aqui

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