quarta-feira, 15 de julho de 2015

Dilma, vete! ANTONIO DELFIM NETTO



Um dos problemas mais complicados –principalmente nas "ciências" sociais– é o estabelecimento de relações de causalidade. O festejado aumento recente de protagonismo do Poder Legislativo, essencial à consolidação do processo democrático no regime presidencialista, é a causa eficiente da visível irresponsabilidade fiscal que ele tem revelado? O maior equilíbrio de forças entre o Executivo, que formula o Orçamento, e o Legislativo, que o modifica, aprova e fiscaliza a sua execução, é necessariamente um mal? Por que um projeto proposto por um deputado ou senador é sujeito a mais desconfiança do que quando ele mesmo é submetido, pelos nebulosos caminhos da burocracia, na proposta orçamentária?

É impossível proibir, sem anular o Poder Legislativo, emendas ou modificações de gastos dentro das boas regras orçamentárias universais.

Elas exigem que (1) caibam no teto técnica e honestamente estabelecido para a receita total, ou seja, apenas substituam outras de valor equivalente, que, (2) quando o teto é violado, sejam acompanhadas pela aprovação de aumento da receita (imposto ou contribuição) igual e simultâneo, que (3) despesas de caráter permanente não sejam financiadas por aumento de receitas eventuais ou aleatórias e que (4) se considere que o investimento de hoje é despesa de custeio permanente de amanhã.

Essas regras têm sido abusadas pelos três Poderes, num conluio permissivo preocupante que ameaça a estabilidade financeira do país.

Seguramente, não foi o aumento do protagonismo do Legislativo, que, aliás, ajudou a aprovar boa parte do "ajuste" proposto pelo governo, que produziu a irresponsabilidade. Foi a visível e crescente desorientação do Executivo e do PT que estimularam a oportunística "farra fiscal" à qual não faltou, sequer, o Poder Legislativo! Dá tristeza e preocupação assistir ao que poderia ser um enorme avanço civilizatório, uma Câmara independente funcional e ágil, revelar-se uma assembleia de diretório acadêmico, onde a repetitiva gritaria ignorante de um esquerdismo infantil e o abuso de uma direita troglodita prevalecem sobre o bom senso.

Presidente Dilma, enfrente o "panelaço" que lhe cabe! Não sofra calada à desresponsabilização do Legislativo e do Judiciário no aumento das despesas. Vete os gastos propostos de quase R$ 80 bilhões nos próximos três anos, que nas últimas semanas foram postos no seu caminho. E vá à televisão mostrar à sociedade, com clareza, que, para desgastá-la, alguns oportunistas recusam os caminhos institucionais e ensaiam jogar o Brasil no caos financeiro.

Estudo aponta alto consumo de drogas para ereção por jovem; uso pode viciar


A preocupação em se garantir na hora do sexo tem levado muitos brasileiros a usar remédios que estimulam a ereção, como Viagra, Levitra e Cialis.
Se a curiosidade por experimentar o "doping sexual" não é nova, uma pesquisa recente mostra um alto consumo entre jovens, uma faixa etária em que são raras as indicações de uso. E o consumo frequente pode levar à dependência.


Confira alguns mitos e verdades sobre impotência 25 fotos

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Homens que não têm uma ereção completa podem ser considerados impotentes. Verdade: existem diferentes graus de impotência, mas todos se caracterizam pela ereção não completa. Na disfunção leve, o homem consegue penetração, mas sente que o pênis não está em sua rigidez máxima. Nos graus moderado e severo, o homem já apresenta dificuldade tanto de penetração quanto de ereção. É importante salientar, no entanto, que eventualmente qualquer homem pode vir a ter alguma falha na hora da relação sexual, motivada por fatores psicológicos, como ansiedade, estresse e preocupação. "Para ser considerada disfunção, a falha tem de ser recorrente e impedir o homem de ter ume relação sexual satisfatória", diz o urologista Valter Javaroni, membro do departamento de sexualidade humana da Sociedade Brasileira de Urologia e chefe do departamento de Andrologia da secção do Rio de Janeiro da mesma entidade. Se o problema estiver causando incômodo, vale consultar um médico para que ele possa avaliar melhor o caso e indicar um tratamento, se houver necessidade Leia mais Shutterstock/Arte UOL



Entre os homens de 22 a 30 anos que experimentaram os estimuladores nos últimos seis meses, um em cada cinco passou a usá-los em todas as relações sexuais. Já entre aqueles que têm de 41 a 50 anos, 44% passaram a usar o medicamento em todas as relações após experimentarem a droga.

Esses são os resultados de um levantamento feito entre dezembro de 2014 e janeiro de 2015 com consumidores brasileiros pelo instituto GFK, sob encomenda da fabricante de medicamentos Medley.

O urologista Sidney Glina conta que todos os meses recebe jovens que querem parar de tomar o remédio. Um dos pacientes foi um adolescente de 16 anos que relatou ao médico que ele e seus amigos transavam com as mesmas meninas e ele não poderia "falhar". "Há uma pressão para os homens mostrarem sua masculinidade, 'comparecer'", diz.

É exatamente a ansiedade e o medo de falhar que fazem com que muitos comprem o medicamento, e passem a acreditar que não vão conseguir uma ereção sem essa "ajudinha". Quando chegam ao consultório, a tarefa do médico é procurar algum problema físico que justifique a indicação do medicamento que trata a disfunção erétil.

E, na maioria dos casos, não há nada além da insegurança e de uma dependência que faz com que o paciente acredite que precisa da droga para conseguir transar --e essa é uma situação que deve ser tratada com ajuda psicológica profissional.

Para o terapeuta sexual Amaury Mendes Júnior, o fato de esses medicamentos serem encontrados em lugares tão distantes das farmácias quanto motéis e baladas, faz com que seu uso seja considerado normal.. "Virou uma droga necessária para noitada, uma vez que o álcool inibe o desempenho sexual".
Relação entre homens e mulheres mudou, mas não justifica uso excessivo das drogas

Mendes Júnior tem recebido um número cada vez maior de pacientes com dificuldade de ereção por motivos psicológicos, e entre as principais queixas está a nova postura das mulheres, sexualmente mais experientes, além da característica das relações afetivas, cada vez mais rápidas.

A coordenadora do Programa de Sexualidade da USP (Universidade de São Paulo), Carmita Abdo, concorda que houve mudança na relação entre homens e mulheres. "Antes as parceiras eram menos experientes sexualmente, e diante dessa parceira com mais experiência eles não querem parecer menos experientes ou ter um desempenho pior do que outros homens".

Abdo destaca ainda que a dependência do remédio não permite que os jovens aprendam a fazer sexo naturalmente. "Ao iniciar o uso [dos estimulantes de ereção] sem necessidade, o homem não ganha experiência para ter uma relação sexual espontânea. Ele acaba atribuindo sua competência ao medicamento e não a si mesmo".

A ansiedade pode levar o corpo a produzir e liberar adrenalina --o hormônio que provoca a contração dos vasos--, e aí a ereção não vai acontecer. Glina afirma que muitas vezes o remédio atua apenas como uma "muleta" psicológica, sem efeitos físicos imediatos. "Muitos jovens tomam pouco antes de transar, mas o remédio demora pelo menos uma hora para fazer efeito".
Drogas podem provocar diversos efeitos colaterais; funcionamento se baseia

Além da dependência, alguns dos efeitos colaterais físicos que podem atingir os pacientes são dores de cabeça, vista embaçada, dores nas costas e nas pernas, e sensação de nariz entupido.

Ao contrário do que pregam os mitos populares, de acordo com os médicos ouvidos pelo UOL, não há relação direta entre o uso desses medicamentos e o aparecimento de doenças cardíacas --a única contraindicação é para aqueles que fazem uso de remédio para o coração feitos à base de nitratos.

As drogas que combatem a disfunção erétil funcionam a partir da inibição de uma substância que regula a produção de uma enzima que facilita o relaxamento da musculatura e circulação do sangue, mecanismo que ajuda a provocar a ereção.

"O pênis fica muito sensível com o remédio, [mas] isso não significa que necessariamente exista a vontade de fazer sexo ou facilitar o orgasmo", afirma Glina.

O homem só conseguirá ter e manter uma ereção mais facilmente, o que pode prolongar a relação sexual, ou mesmo possibilitar um maior número de relações e diminuir o tempo de recuperação entre uma relação e outra. Aliás, prolongar o prazer foi o motivo indicado por 40% dos homens que disseram usar os medicamentos.

Segundo pesquisas norte-americanas, a disfunção erétil atinge aproximadamente 10% dos homens de 40 a 70 anos, que não conseguem ter ou manter uma ereção suficientemente para ter relações sexuais. Entre esses, 25% têm disfunções moderadas ou intermitentes. Já entre os mais jovens, a disfunção atinge de 5% a 10% dos homens com menos de 40 anos.


Juliana Passos
Do UOL, em São Paulo

quarta-feira, 8 de julho de 2015

O Ministro de Finanças japonês pede aos idosos que 'tenham presa em morrer'




El nuevo Gobierno japonés de Shinzo Abe apenas ha tardado un mes en ser noticia. El primer ministro, cuyos principales retos son enderezar la economía del país, al borde de la recesión, definir su modelo energético y apurar la reconstrucción de las zonas devastadas por eltsunami de 2011, ha visto este lunes cómo el titular de Finanzas llevaba hasta límites intolerables la política de austeridad del Ejecutivo.

Taro Aso, responsable del área económica, pidió a los ancianos del país que "se den prisa en morir" para que de esta manera el Estado no tenga que pagar su atención médica. Dichas declaraciones han sido recibidas como un insulto en un país con una sensibilidad especial hacia la tercera edad y donde casi una cuarta parte de sus 128 millones de habitantes son mayores de 60 años. Se calcula que la proporción aumentará hasta el 40% en los próximos 50 años.

"Dios no quiera que ustedes se vean obligados a vivir cuando quieran morir. Yo me despertaría sintiéndome mal sabiendo que todo [el tratamiento] está pagado por el Gobierno", dijo Aso durante una reunión del Consejo Nacional sobre la reforma de la Seguridad Social, según informa el diario británico 'The Guardian'. "El problema no se resolverá a menos que ustedes se den prisa en morir", remachó.

Aso, de 72 años de edad y que también ejerce como viceprimer ministro, se mostró personalmente en contra de los cuidados paliativos. "Yo no necesito ese tipo de atención", enfatizó el dirigente en declaraciones citadas por la prensa local, agregando incluso que ha escrito una nota en la que instruye a su familia para, llegado el momento, no prolongar su vida con tratamiento médico.

El ministro fue un poco más allá en su ofensa al referirse a los ancianos que ya no pueden alimentarse a sí mismos como "gente de tubo". Aso añadió que el Ministerio de Salud y Bienestar es "muy consciente de que cuesta varias decenas de millones de yenes" al mes el tratamiento de un solo paciente en las etapas finales de la vida.
Otros deslices verbales

El cuidado de las personas mayores es un reto importante para Japón. Según un informe hecho publico esta semana, el número de hogares que reciben asistencia social, que incluyen a algún miembro de 65 años o mayores, se cifra en más de 678.000, aproximadamente el 40% del total.

El país también debe hacer frente a un aumento del número de personas que mueren solas, la mayoría ancianos. Más de 4,5 millones de mayores vivían solos en 2010, y el número de los que murieron en el hogar aumentaron un 61% entre 2003 y 2010, según la Oficina de Bienestar Social y Salud Pública.

Aso, quien se ha mostrado propenso a cometer deslices verbales a lo largo de su carrera política, intentó aclarar más tarde sus comentarios. El ministro reconoció que su lenguaje había sido "inadecuado" en un foro público e insistió en que estaba hablando sólo de sus preferencias.

"Dije lo que personalmente creo, no cómo el sistema de atención médica para los últimos años de vida debería ser", apuntó a la prensa. "Es importante que usted sea capaz de pasar los últimos días de su vida en paz".

No es la primera vez que Aso, uno de los de los políticos más ricos de Japón, ha cuestionado el deber del Estado en relación a la población anciana. En 2008, mientras ejercía como primer ministro, calificó de "chochos" a los pensionistas que deben cuidar mejor de su salud.

"Veo a gente de 67 ó 68 años constantemente ir al médico", soltó en una reunión de economistas. "¿Por qué tengo que pagar por las personas que sólo comen y beben y no hacen ningún esfuerzo? Yo ando todos los días y hago otras cosas, pero yo voy a pagar más impuestos".

ELMUNDO.es

domingo, 5 de julho de 2015

CHILE CAMPEÃO DA AMÉRICA 2015






segunda-feira, 29 de junho de 2015

Rejeitados no Brasil, por não conhecerem o futebol local, azar do Brasil.

Um episodio inédito na historia da Copa América

 


Las cuatro selecciones semifinalistas de la Copa América Chile 2015 tienen como director técnico a profesionales argentinos. Es un episodio inédito en la riquísima historia de la copa más antigua del mundo en competiciones de fútbol.
Jorge Sampaoli. Se ganó la consideración internacional como DT frente de Universidad de Chile. Y después reemplazó nada menos que al renombrado Marcelo Bielsa.

Gerardo Martino tuvo su bautismo en el fútbol de alta competición con la selección de Paraguay que alcanzó una posición inusual en Sudáfrica 2010.

Ramón Díaz un histórico goleador ganó espacio después de abandonar su vida de jugador como técnico de River Plate de Buenos Aires. Su enorme influencia lo demuestra una vez más con Paraguay pulverizando pronósticos cambiando rotundamente la imagen de su equipo.

Ricardo Gareca otro goleador que se construyó en Vélez Sarsfield y como con una varita mágica revivió a la selección peruana que se ha reencontrado con la hidalguía de sus hazañas atesoradas.

Está historia de Chile 2015 tendrá a uno de ellos como el laureado campeón.

domingo, 28 de junho de 2015

Comentaristas são unânimes e detonam seleção de Dunga após eliminação

A CBF não escuta! O pior que tem o futebol brasileiro é sua falta de autocrítica, seu excesso de arrogância e viver de ilusão. 

As mesas redondas esportivas debateram na noite deste sábado a eliminação brasileira da Copa América e teve de tudo: Galvão falando que a Seleção perdeu chances de definir o jogo e pregando necessidade de melhora para as Eliminatórias, comentaristas criticando o técnico Dunga e a mentalidade brasileira de jogo, sugestão de técnico estrangeiro e alívio brasileiro por fugir da Argentina de Messi nas semifinais.

Confira as opiniões na TV:

Galvão Bueno, narrador da Rede Globo:

“Brasil jogou bem durante 30 minutos, fez o gol e o próprio Robinho disse ao final: 'tivemos a oportunidade de definir o jogo'.Quando não definiu e trouxe o inimigo para dentro da sua própria casa, o Brasil complicou a vida e na decisão por pênaltis perdeu. Temos que melhorar muito porque as Eliminatórias vêm por aí já no mês de outubro.''

José Trajano, no programa Linha de Passe, da ESPN:

“Aquele gol foi a única jogada. Tirando dois gols do Philippe Coutinho e esse gol, a Seleção não fez rigorosamente nada, e o Paraguai é um time medíocre. Vendo a coletiva do Dunga, dá a impressão que não aconteceu nada de errado, trabalho bem feito e bem planejado e que uma simples virose e acabou com a Seleção Brasileira. O Roberto Firmino, pelas atuações que fez nessa Copa América custar 120 milhões e o Douglas Costa [negociado com o Bayern de Munique] só pode ser lavagem de dinheiro, além de outras desconfianças que tenho.''

Juca Kfouri no mesmo Linha de Passe:

“Que mudança houve depois da Copa? Puseram o Dunga no lugar do Felipão. Você considera isso uma mudança? Evidente que não é. Não se fez nada. O que mais precisa acontecer para que as coisas mudem? Segundo eliminação consecutiva nos pênaltis para o Paraguai. O Paraguai somos nós e aí eu me pergunto: não terá sido melhor ser eliminado hoje pelo Paraguai nos pênaltis do que levar uma traulitada da Argentina na terça-feira?''

Comentarista Mauro Cezar Pereira na mesa redonda da ESPN:

“Fica cada vez mais evidente que o Dunga não tem qualificação para ocupar o cargo, não só pelo seu trabalho como treinador que é ruim, ma por alguns predicados que o cargo exige: diante de câmeras de televisão, fala coisas sem sentido, é um cara que à beira do campo mais parece um torcedor, não consegue refletir, não tem ideias, o seu repertório como técnico é muito pobre. Não conseguiu avançar nada desde a demissão do Mundial de 2010 e tá até pior porque em 2010 tinha o Jorginho do lado dele, que é uma pessoa capaz de enxergar melhor as coisas. Acho que a Seleção Brasileira deveria contratar um técnico estrangeiro de primeira linha. Não vejo nenhum técnico no país que tenha capacidade de comandar o Brasil nesse momento.''

Mário Marra, comentarista da ESPN, no programa Bate-Bola:

“O Dunga fala: 'temos que jogar com velocidade'. Você pode não jogar com velocidade, ser um grande time sem velocidade. É isso, o remédio vai ser velocidade? Não vai. Isso resolve um jogo, talvez até um campeonato. O nosso problema é uma hemorragia interna, muito grande, um esparadrapo não vai curar nem tapar, só que vai enganar, engana durante um tempo.''

Rafael Oliveira, analista também da ESPN:

“Meio-campo fica nessa de 'falta um 10'. O futebol de hoje não é dependente de um 10. Sites de estatísticas apontaram, e aconteceu hoje, que o Brasil teve mais posse de bola nas laterais do que com os volantes durante toda a Copa América. E hoje o jogo passa pela distribuição nesse setor do campo. Se não consegue ter qualidade para distribuir e se impor por ali, seu jogo não vai fluir. Não é culpa do Elias e do Fernandinho, é culpa de uma mentalidade. Esse é o tipo de transformação, de reformulação, de repensar que o Brasil precisa passar, porque é muito simples dizer que a geração é ruim. Não é. O Philippe Coutinho esteve entre os indicados a melhor jogador da última Premier League, o Willian é titular do Chelsea campeão da Premier League. Não são craques, mas dá pra fazer um time coletivamente mais forte. A individualidade é o Neymar, mas falta o coletivo.''

Eduardo Monsanto, apresentador doo programa Bate-Bola:

“O Brasil tem jogadores capazes de formarem um time coletivo, mas não tem o técnico.''

Edinho, ex-jogador comentarista no Seleção Sportv:

“Como é que a gente tá cobrando resultados de um Brasil de um tempo atrás se não somos mais o Brasil de um tempo atrás. Tem que ter calma agora, ter paciência, os resultados foram bons de amistosos, o amistoso faz parte do processo. O Brasil até teve uma imposição no começo, o Paraguai ficou preocupado. O Brasil não foi incisivo, envolvente. Trazer técnico estrangeiro é importante, desde que esteja aberto a isso e que o próprio treinador venha ver o nosso conceito, nossa cultura, que é mais difícil.''

Paulo Cesar Vasconcellos, no mesmo programa:

“Talvez o que cause um certo desconforto é que em nenhum momento ao longo dessa Copa América, não é que se vá ver atuações espetaculares, mas que talvez falte um pouco de consistência ao jogo brasileiro. Talvez o que decepcione e cause uma enorme irritação no torcedor seja a ausência de consistência, porque você não vai querer que uma seleção que trocou de técnico e disputou amistosos, trabalho iniciando, vá ser a melhor do mundo.''

Rogerio Jovaneli
Do UOL, em São Paulo

Virose, saldo positivo?, me aplica!

Dunga vê virose de jogadores como vilã, mas faz saldo positivo da Copa América


Após a eliminação nos pênaltis para o Paraguai, o técnico Dunga revelou que uma virose afetou o grupo de jogadores e prejudicou na rotina de treinamentos do grupo para a partida.

"Não estou usando isso como desculpa, mas cerca de 15 jogadores foram atingidos por uma virose. Eles tiveram dores de cabeça, dores nas costas, mal estar no corpo. E isso variou", revelou o comandante.

"Por conta disso, precisamos diminuir o ritmo de treinos, com o objetivo de recuperar eles para a partida. Frisei que a nossa velocidade seria fundamental, mas não conseguimos regularidade", disse.

Na zona mista, alguns jogadores confirmaram o vírus. Contra o Paraguai, o time teve bom desempenho nos primeiros 25 minutos de jogo, mas depois acabou inferior ao rival.

De acordo com Dunga, a virose interferiu nas decisões que o treinador tomou durante o duelo, principalmente na hora de tirar Willian e Robinho.

"Gostaria de ter mantido o Willian e o Robinho. Mas o Willian passou mal no intervalo, e o Robinho no fim estava muito cansado. Por isso precisei optar por jogadores, uma vez que queria vencer a vaga no tempo normal, não coloquei eles já pensando na decisão nos pênaltis", afirmou.

Nos lugares dos atletas, entraram Douglas Costa e Éverton Ribeiro, exatamente os jogadores que erraram as cobranças na decisão por pênaltis. Ao sair de campo, Robinho garantiu que queria, sim, seguir jogando e cobrar o pênalti.

Saldo positivo?

Da 'bobeira' ao 'jogo sólido' - jogadores divergem opiniões após eliminação da Copa América






Talvez fosse a eliminação ainda latente. Talvez, uma dificuldade de avaliação. Certo é que as opiniões divergiram consideravelmente entre dois líderes da Seleção Brasileira após a derrota nos pênaltis para o Paraguai neste sábado: enquanto Robinho reconheceu a incapacidade da equipe para matar o jogo, Miranda falou em 'jogo sólido' em Concepción, mesmo que o Brasil deixe a Copa América sem mostrar nada demais a seu torcedor.

O autor do gol brasileiro criticou a atuação do segundo tempo, e a incapacidade da equipe marcar o segundo para selar a vitória diante de um adversário tecnicamente inferior.

"O Paraguai, com todo o respeito, não é uma das melhores seleções. Tivemos a oportunidade de matar o jogo, tomamos um gol numa bobeira nossa e infelizmente perdemos", disse.

Por outro lado, o zagueiro Miranda viu um bom rendimento da Seleção sob o comando de Dunga, mesmo deixando o Chile com um resultado aquém do esperado.

"Difícil falar neste momento, um momento de tristeza, a gente fez um jogo sólido", afirmou o defensor. "Mas é levantar a cabeça e pensar agora nas Eliminatórias."

Abaixo, as falas completas na saída de campo

Robinho

Atuação

"Infelizmente, a gente caiu de produção no segundo tempo, tivemos a chance de matar o jogo. O Paraguai, com todo o respeito, não é uma das melhores seleções. Tivemos a oportunidade de matar o jogo, tomamos um gol numa bobeira nossa e infelizmente perdemos."

Substituição

"Queria ficar para bater, mas a gente respeita, foi uma opção do professor. Queria ter ficado, sempre bati os pênaltis."

"Mas agora, é saber que o nosso time precisa melhorar muito né. Perde um, perdem todos."

Miranda

Avaliação

"Difícil falar neste momento, um momento de tristeza, a gente fez um jogo sólido. Infelizmente numa jogada de bola aérea o pênalti, sofremos o gol. E logo nas cobranças de pênalti fomos infelizes. Mas é levantar a cabeça e pensar agora nas Eliminatórias."

Escolha dos cobradores

"Escolhemos ali quem tava bem, preparado na hora. Pênalti é isso, as vezes você tá preparado e falha. E só tem condição de acertar ou falhar quem vai cobrar. Os escolhidos estavam preparados, mas infelizmente dois falharam."

"A equipe esteve bem até agora, fizemos jogos importantes, jogos difíceis, em alguns jogos atuamos bem, em outros nem tanto. Mas e isso, agora precisamos pensar em Eliminatórias que é o mais importante pra gente."

sábado, 27 de junho de 2015

Dunga "O Idiota" se vê como 'afrodescendente'


A coletiva de Dunga antes do treino da Seleção Brasileira no Estádio Municipal de Concepción nesta sexta-feira ocorria com o mesmo roteiro das anteriores: mistério sobre a equipe titular, previsão de dificuldades diante do adversário e até mesmo avaliação de características sobre um determinado jogador. No entanto, uma pergunta fez o treinador fazer uma analogia equivocada, o que gerou muita polêmica entre os jornalistas.



Questionado sobre a pressão entre a sua geração, que tinha um jejum de 40 anos sem ganhar a Copa América e 20 anos sem erguer a taça de uma Copa do Mundo, com a atual, Dunga se colocou como "afrodescentente" e acabou soltando a seguinte declaração:

- Nosso grupo era burro e tinha sorte, enquanto os outros eram bons, mas tinham azar. Eu até acho que eu sou afrodescendente de tanto que apanhei e gosto de apanhar. Os caras olham pra mim: vamos bater nesse aí, e começam a me bater, sem noção, sem nada, não gosto dele, começam a me bater - disse.

Quando perguntando sobre a conversa com Neymar antes da despedida do craque, que já está curtindo férias no Brasil, o treinador não entrou em muitos detalhes. E foi seco para explicar a saída do capitão.

- Foi normal. Sentamos todos e conversamos na linha do que era melhor para a Seleção Brasileira. Esse é um capítulo a parte que ficou para trás. O foco agora é na partida contra o Paraguai - afirmou.

quarta-feira, 24 de junho de 2015

Prêmio Nobel para Francisco, Daly e Mia Couto


Reconheço que é pouco provável que os sábios da Academia de Ciências da Suécia e do Comitê Norueguês do Nobel, responsáveis pela concessão do Prêmio Nobel, acompanhem os artigos da edição de sábado da imprensa mato-grossense e menos ainda que levem em consideração a opinião de um modesto cidadão brasileiro. Paciência. Mesmo assim, sinto-me animado a expressá-la.

Na realidade, jamais o fiz em anos anteriores, em boa parte por minha visão crítica com respeito a uma premiação que cometeu erros monstruosos como, por exemplo, não conceder o Prêmio Nobel da Paz a homens da estatura dos brasileiros Cândido Rondon, Francisco Cândido Xavier ou Dom Hélder Câmara e entregá-lo a indivíduos desprezíveis, responsáveis por incontáveis mortes de civis inocentes, como Henry Kissinger. No entanto, o Prêmio Nobel é talvez a honraria de maior prestígio internacional e considero salutar exercer alguma forma de influência, ainda que infinitesimal.

Começo pelo Nobel da Paz. Meu candidato é o Papa Francisco. Desconheço no planeta, outra pessoa ou organização que tenha efetuado nos últimos anos um trabalho tão efetivo, sistemático, coerente e sincero pela paz, resolução de conflitos, diálogo entre culturas, nações, etnias e religiões. Sinto-me à vontade, pois não sou nem católico nem argentino, mas admiro profundamente esse líder espiritual que tem enfrentado com coragem questões como os conflitos entre Estados Unidos e Cuba, Israel e Palestina, a imigração africana na Europa etc. Sua recentíssima encíclica ‘Laudato Si’ é simultaneamente um hino de amor ao planeta, à humanidade e à paz e um documento que deve inspirar reflexões e atitudes nos detentores do poder político e econômico. Conceder-lhe o Nobel da Paz, mais do que reconhecimento é o fortalecimento da esperança de soluções pacíficas e sensatas para nossa Terra.

A seguir, na minha área de formação profissional, o Nobel da Economia. Há cerca de quarenta anos, com poucas exceções, essa distinção tem sido monopólio da escola neoclássica e de suas ramificações, como os monetaristas, apóstolos e artífices da financeirização da economia. Proponho concedê-lo a um pensador original, crítico e de grande solidez acadêmica: o estadunidense Herman Daly, um dos principais expoentes da escola de pensamento econômico conhecida como Economia Ecológica. Autor de importantes livros teóricos, foi economista-chefe do Banco Mundial e responsável por conceitos como o do crescimento deseconômico, que é quando os custos sociais e ambientais exigidos para o crescimento quantitativo da produção superam o valor dos itens produzidos, e do Índice de Bem-estar Econômico Sustentável, como alternativa às distorções ambientais presentes no cálculo do Produto Interno Bruto. Na trilha de Georgescu-Roegen e René Passet, Daly tem postulado a elementar verdade que a economia é um subsistema do ecossistema. Premiá-lo representaria um verdadeiro tsunami de bom senso e realismo para o estudo da ciência econômica.

Finalmente, o Nobel de Literatura. Penso que chegou a hora de premiar aquele que considero o maior escritor vivo na língua portuguesa e o maior africano. Refiro-me ao moçambicano Mia Couto. Não conheço ninguém que tenha tido o prazer da leitura de um de seus livros e não tenha se surpreendido e encantado com a beleza e o vigor de seu estilo. Sua obra me lembra uma combinação das virtudes criativas de Guimarães Rosa e da magia enraizada na natureza de Manoel de Barros. Premiar Mia Couto é uma justa homenagem ao nosso idioma, até hoje só laureado uma vez com José Saramago; ao continente africano, tão fecundo de tragédias como de esperança; e a um escritor que com singularíssima maestria faz a prosa ser poética e cria personagens e estórias singelas e inesquecíveis.

Aí estão minhas preferências: Papa Francisco, Herman Daly e Mia Couto.Com a palavra, os sábios acadêmicos suecos e noruegueses.

Luiz Henrique Lima é Conselheiro Substituto do TCE-MT.