SÃO PAULO – A média diária de importação de veículos
nas duas primeiras semanas deste mês cresceu 47,5% em relação à média
diária de novembro do ano passado. Em relação à média diária de outubro
a alta foi de 19,9%. A elevação foi bem maior que a da importação
total. A média diária do valor desembarcado nas duas primeiras semanas
deste mês cresceu 25,2% em relação à média diária de novembro do ano
passado. Na comparação com outubro o aumento foi de 10,1%.
Para Fábio Silveira, sócio da RC Consultores, o desempenho é
resultado da antecipação na importação de veículos. Para o economista,
os importadores estão aproveitando a janela de oportunidade aberta pela
decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que suspendeu até 15 de
dezembro a elevação em 30 pontos percentuais do Imposto sobre Produtos
Industrializados (IPI). O aumento do IPI atingiu principalmente os
fornecedores asiáticos, já que as importações com origem na Argentina e
no México não foram atingidas pela medida.
“Há antecipação, mas com certeza essa importação está sendo ponderada
pela perspectiva de menor crescimento da demanda doméstica em 2012”,
diz Silveira. “Os importadores também levam em consideração que a
demanda por veículos será afetada por um menor nível de consumo.”
Silveira estima crescimento de 3% no Produto Interno Bruto (PIB)
brasileiro para este ano. Para 2012, a expectativa de crescimento também
é de 3%.
(Marta Watanabe | Valor)
Amazônia, meio ambiente, ecologia, biodiversidade, desenvolvimento sustentável, ciência e tecnologia, incubadoras e parques tecnológicos, política nacional e internacional - Amazonia, the environment, ecology, biodiversity, sustainable development, science and technology, incubators and technology parks, national and international policy
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quarta-feira, 16 de novembro de 2011
segunda-feira, 14 de março de 2011
Importados em alta
Os preços em dólar dos produtos que o Brasil compra do exterior estão em
alta. Nos 12 meses até janeiro de 2011, as cotações das importações
subiram 5,2% -até janeiro de 2010, eles estavam em queda de 12% nessa
base de comparação, segundo números da Fundação Centro de Estudos de
Comércio Exterior (Funcex).
Num cenário em que não se esperam mais valorizações expressivas do câmbio, as importações mais caras - ou menos baratas -devem deixar de ajudar no controle da inflação, ainda que não contribuam para acelerar os índices de preços. Hoje, a inflação em 12 meses está em 6%, bem acima do centro da meta perseguida pelo Banco Central, de 4,5%.
A alta das commodities é um dos motivos que impulsionam os preços de importação, como fica claro no movimento dos combustíveis e produtos químicos importados, um resultado da disparada do petróleo, como nota o economista-chefe da Funcex, Fernando Ribeiro. Os produtos manufaturados também tiveram alguma recuperação de preços, num quadro em que a China enfrenta pressões inflacionárias e começa a deixar de "exportar" deflação.
Num cenário em que não se esperam mais valorizações expressivas do câmbio, as importações mais caras - ou menos baratas -devem deixar de ajudar no controle da inflação, ainda que não contribuam para acelerar os índices de preços. Hoje, a inflação em 12 meses está em 6%, bem acima do centro da meta perseguida pelo Banco Central, de 4,5%.
A alta das commodities é um dos motivos que impulsionam os preços de importação, como fica claro no movimento dos combustíveis e produtos químicos importados, um resultado da disparada do petróleo, como nota o economista-chefe da Funcex, Fernando Ribeiro. Os produtos manufaturados também tiveram alguma recuperação de preços, num quadro em que a China enfrenta pressões inflacionárias e começa a deixar de "exportar" deflação.
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