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quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Importação de veículos cresce acima da média no início de novembro

SÃO PAULO – A média diária de importação de veículos nas duas primeiras semanas deste mês cresceu 47,5% em relação à média diária de novembro  do ano passado. Em relação à média diária de outubro a alta foi de 19,9%. A elevação foi bem maior que a da importação total. A média diária do valor desembarcado nas duas primeiras semanas deste mês cresceu 25,2% em relação à média diária de novembro do ano passado. Na comparação com outubro o aumento foi de 10,1%.

Para Fábio Silveira, sócio da RC Consultores, o desempenho é resultado da antecipação na importação de veículos. Para o economista, os importadores estão aproveitando a janela de oportunidade aberta pela decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que suspendeu até 15 de dezembro a elevação em 30 pontos percentuais do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). O aumento do IPI atingiu principalmente os fornecedores asiáticos, já que as importações com origem na Argentina e no México não foram atingidas pela medida.

“Há antecipação, mas com certeza essa importação está sendo ponderada pela perspectiva de menor crescimento da demanda doméstica em 2012”, diz Silveira. “Os importadores também levam em consideração que a demanda por veículos será afetada por um  menor nível de consumo.” Silveira estima crescimento de 3% no Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro para este ano. Para 2012, a expectativa de crescimento também é de 3%.
(Marta Watanabe | Valor)

segunda-feira, 14 de março de 2011

Importados em alta

Os preços em dólar dos produtos que o Brasil compra do exterior estão em alta. Nos 12 meses até janeiro de 2011, as cotações das importações subiram 5,2% -até janeiro de 2010, eles estavam em queda de 12% nessa base de comparação, segundo números da Fundação Centro de Estudos de Comércio Exterior (Funcex).

Num cenário em que não se esperam mais valorizações expressivas do câmbio, as importações mais caras - ou menos baratas -devem deixar de ajudar no controle da inflação, ainda que não contribuam para acelerar os índices de preços. Hoje, a inflação em 12 meses está em 6%, bem acima do centro da meta perseguida pelo Banco Central, de 4,5%.

A alta das commodities é um dos motivos que impulsionam os preços de importação, como fica claro no movimento dos combustíveis e produtos químicos importados, um resultado da disparada do petróleo, como nota o economista-chefe da Funcex, Fernando Ribeiro. Os produtos manufaturados também tiveram alguma recuperação de preços, num quadro em que a China enfrenta pressões inflacionárias e começa a deixar de "exportar" deflação.